sexta-feira, 14 de agosto de 2015

14 de agosto dia Santo Eusébio, Confessor e Vigília da Assunção

14/08 Sexta-feira
Festa de Vigília da Assunção Festa de Segunda Classe
Paramentos Roxos

Eusébio nasceu na ilha da Sardenha, no ano 283. Segundo a tradição depois do martírio de seu pai em testemunho de Cristo, sua mãe o levou sua irmã menor para e ele para completar os estudos eclesiásticos em Roma. Na "Urbe" foi primeiro "leitor" e depois ordenado presbítero pelo Papa Marco e consagrado bispo pelo Papa Júlio I em 15 de dezembro de 345. Eusébio nasceu na ilha da Sardenha, no ano 283. Assim, muito jovem, Eusébio entrou para o clero, sendo ordenado sacerdote. Aos poucos foi ganhando a admiração do povo cristão e do Papa Júlio I que o consagrou Bispo da diocese de Vercelli em 345.

Participou do concílio de Milão em 355, no qual os Bispos adeptos da doutrina ariana, que pregava somente a humanidade de Jesus, tentaram forçá-lo a votar pela condenação do Bispo de Alexandria, Santo Atanásio, Eusébio ficou ao lado de Atanásio defendeu a tese da "plena divindade de Jesus Cristo" frente à política ariana do imperador Constâncio II, para quem a fé ariana era politicamente mais interessante. Esta atitude custou-lhe o desterro e exílio primeiro para a Palestina e depois para a Capadócia e Tebaida. Sofreu muito nas mãos dos hereges arianos. Sua posição em favor da verdade acabou levando-o para a prisão. Sofreu castigos físicos e psicológicos.

Quando o povo cristão tomou conhecimento deste fato, ergueu-se a seu favor. Foram tantos os protestos que os hereges permitiram sua libertação. Entretanto permaneceu exilado por muito tempo. Apesar de tudo manteve sempre correspondência epistolar com a comunidade dos seus fiéis e nas suas cartas lhes pede que "saúdem também aqueles que estão fora da Igreja e que se dignam de nutrir da doutrina Católica". A sua relação com a sua diocese não se limitava aos cristãos mas se estendia a todos os que de alguma forma reconheciam a sua autoridade espiritual ou o respeitavam como homem exemplar.


Depois do exílio de seis anos, Eusébio participou do concílio de Alexandria, organizado pelo amigo, Santo Atanásio, onde ficou claro que a doutrina ariana era uma heresia. Trabalhou pela unidade da Igreja e pela eliminação das heresias. Morreu na sua diocese em 371.

Dedicou-se com grande empenho à evangelização das zonas rurais e em grande parte pagãs. Fundou uma sociedade sacerdotal inspirada no modelo monástico da qual saíram importante bispos e santos.

Por ocasião da sucessão de Constâncio por Juliano, o Apóstata foi-lhe permitido retornar à sua diocese. Educou o clero de sua diocese com observância de regras monásticas, embora vivessem no meio da cidade, porque "o bispo e o clero deve compartilhar os problemas dos cidadãos de forma crível, cultivando ao mesmo tempo uma cidadania diversa: a do céu".

Cartas de Eusébio foram publicadas na Pat. Lat de Migne. Jerônimo, em sua De Viris Illustribus (cap. 96 [3]) atribui a ele uma tradução para o latim dos comentários sobre os salmos, escrito originalmente em grego por Eusébio de Cesareia, obra que se perdeu. O Codex Vercellensis, preservado na catedral de Vercelli, é considerado o mais antigo manuscrito dos evangelhos em Latim antigo ("Codex A") e, acredita-se, foi escrito por Eusébio. Ele foi publicado por Irico (Milão 1748) e Bianchini (Roma 1749), foi reimpresso por Migne. E, por fim, uma nova edição foi publicada por Belsheim (Christiania 1894).  
                                                                                      
Depois de tantos trabalhos e  lutas, Eusébio retirou-se  para a  sua  diocese de Vercelli, onde encontrou tudo em boa ordem, graças ao zelo do clero por ele  formado. Não tardou muito que Deus  chamasse  seu fiel  servo ao bem merecido  repouso, em 370. Por causa dos grandes sofrimentos  que passou  Santo Eusébio, em defesa da fé, deu-se-lhe o título de mártir pois o Imperador  ariano Constâncio condenou a morrer de fome num quarto em sua própria casa. Foi sepultado no cemitério de São Calisto.

Leitura da Epístola dos 

Eclesiástico 24, 23-31  
23.Cresci como a vinha de frutos de agradável odor, e minhas flores são frutos de glória e abundância.24.Sou a mãe do puro amor, do temor (de Deus), da ciência e da santa esperança,25.em mim se acha toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude.26.Vinde a mim todos os que me desejais com ardor, e enchei-vos de meus frutos;27.pois meu espírito é mais doce do que o mel, e minha posse mais suave que o favo de mel.28.A memória de meu nome durará por toda a série dos séculos.29.Aqueles que me comem terão ainda fome, e aqueles que me bebem terão ainda sede.30.Aquele que me ouve não será humilhado, e os que agem por mim não pecarão.31.Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna.
Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 11, 27-28 
27.Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram!28.Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!