quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

12 de janeiro dia de Santo Arcádio, mártir.

 12/01 Quinta-feira

Festa de Quarta Classe
 Paramentos Brancos
 
 No ano 260 na cidade africana de Cesárea da Mauritânia, os cristãos a Igreja de Cristo passou por uma época de perseguições atrocíssimas. O furor do inferno parecia desencadeado, e insaciável era o ódio contra os discípulos de Jesus. A menor suspeita  era bastante para os cristãos se verem vexados da maneira a mais cruel. As casas eram arrombadas, os bens confiscados e as pobres vítimas desapiedadamente arrastadas ao tribunal. Cada dia era testemunha de novas barbaridades. Na Mauritânia os cristãos eram forçados a assistir ao culto pagão, queimar incenso aos deuses, conduzir em triunfo pelas ruas das cidades os animais destinados aos holocaustos e tomar parte nas bacanais dissolutas dos idólatras.
      Estes eram os meios com que se esperava fazer os cristãos apostatarem.
      Santo  Arcádio, vendo estas abominações se realizarem em Cesaréia, sua cidade paterna, fugiu para não se expor ao perigo de fraquear e retirou-se para um lugar ermo, onde serviu a Deus em orações e obras de penitência.
     Como, porém, fosse cidadão de destaque, essa fuga não podia ficar desaparecida. Notou-se-lhe a falta nos sacrifícios e o prefeito mandou soldados, que o trouxessem. Achando fechada a casa de Arcádio, arrombaram a porta, julgando talvez surpreendê-lo em algum ato religioso, que o comprometesse. Em vez de Arcádio, encontraram-lhe um parente, que por acaso lá se achava. Este procurou todas as razões para justificar a ausência de Arcádio. Em vão. Os emissários prenderam-no e levaram-no à presença do prefeito. Este deu ordem para que ficasse detido na prisão até que se resolvesse a denunciar a paradeiro do parente.
       Quando o Santo soube do ocorrido, voltou livremente para a cidade e apresentou-se ao juiz. “Eis-me aqui – disse-lhe – se me procuras a mim, põe em liberdade o inocente. Cá estou, para te responder ao que de mim desejas saber”. Respondeu o juiz: “De bom grado desculpo a tua fuga e garanto-te que para o futuro nenhum vexame sofrerás, contanto que, embora tarde, ainda sacrifiques aos deuses”. Arcádio: “Que idéia fazes de mim, propondo-me tal coisa? Conheces os cristãos? Pensas que intimidas os servos do Senhor com a expectativa de perder esta vida fugitiva, ou com ameaças de morte? Sabemos que está escrito: Cristo é minha vida e a morte meu lucro. Vai, excogita tormentos que ultrapassem todas as dores, exercita teu cérebro na invenção de todas as maldades possíveis: jamais nos separarás do Deus verdadeiro”.
      Chegou ao auge o furor do juiz, que em nada mais pensava senão ditar para Arcádio uma sentença de morte de todo extraordinária. Toda a sorte de martírios, até então aplicados, pareciam-lhe suaves para este provocador blasfemo. Finalmente rompeu o silêncio, dando a seguinte ordem: “Que Arcádio tenha uma morte lenta e cruel. Cortai-lhe todas as articulações, todas as juntas do corpo, começando pelos dedos. Não vos precipiteis no vosso trabalho, tendes muito tempo; assim ele compreenderá sua miséria; compreenderá o que significa abandonar os deuses de seus pais e adorar uma divindade desconhecida”.
        Os algozes meteram-se logo à obra e executaram ao pé da letra a horrível sentença. O mártir de vez em quando rezava: “Ó meu Deus, ensinai-me vossa sabedoria!” Quando os carrascos nada mais tinham para cortar, restando apenas o tronco banhado em sangue, o herói, vendo todos os membros cortados, exclamou: “Felizes de vós, bem-aventurados membros, que tivestes a honra de servirdes ao vosso Deus! Nunca me fostes tão caros, quando unidos ao meu corpo, como agora. Regozijo-me de ver-vos  separados de mim! Assim convém que por algum tempo estejamos separados, para depois podermos ir ao encontro de nosso rei na eterna glória. Em vez de mortais, me sereis restituídos como membros imortais, agora sois membros de Cristo, como sei que sou de Cristo e nisto vejo realizado meu único e ardente desejo”.  Dirigindo-se aos circunstantes, disse: “Pouco vale serdes testemunhas de um espetáculo tão pouco comum. Facilmente o suporta aquele que acredita na imortalidade futura. Abandonai os vossos deuses que em nada vos podem auxiliar. Reconhecei a meu Deus, que me fortalece. Morrer por ele é viver; sofrer por ele é gozar. A sua caridade não tem fim; sua honra cada vez mais aumenta. Meu sofrimento faz com que eu viva eternamente com ele sem jamais dele me separar”.
Na metade do século III, os cristãos sofriam com a derradeira e a mais perversas das suas perseguições. Tinham as casas arrombadas, os bens confiscados e as famílias humilhadas com as pessoas sendo levadas ao tribunal e condenadas à morte, por causa de sua Fé.

Leitura da Epístola

Romanos 12,1-5
 1 Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. 2 Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito. 3 Em virtude da graça que me foi dada, recomendo a todos e a cada um: não façam de si próprios uma opinião maior do que convém, mas um conceito razoavelmente modesto, de acordo com o grau de fé que Deus lhes distribuiu. 4 Pois, como em um só corpo temos muitos membros e cada um dos nossos membros tem diferente função, 5 assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro.

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 2,42-52
42 Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. 43 Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. 44 Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. 45 Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele. 46 Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. 47 Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas. 48 Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. 49 Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? 50 Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera. 51 Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. 52 E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens. 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.