quinta-feira, 16 de março de 2017

16 de março dia dos Santos João de Brébeuf e São Heriberto,Confessor e Bispo


 Santo João de Brébeuf,Isaac Jogues e Companheiros

 Neste dia celebram-se oito mártires franceses, da Companhia de Jesus, que se dedicaram ao duríssimo trabalho missionário entre os Hurões; cinco sacerdotes sofreram com extraordinária fortaleza um martírio atroz no território do atual Canadá: João de Brébeuf (16 de Março de 1649), António Daniel (4 de Julho de 1648), Gabriel Lalemant (17 de Março de 1649), Carlos Garnier (7 de Dezembro de 1649) e Natal Chabanel (8 de Dezembro de 1649); os outros três - o sacerdote Isaac Jogues (18 de Outubro de 1646) e os irmãos coadjutores Renato Goupil (29 de Setembro de 1642) e João de La Lande (19 de Outubro de 1646) - ofereceram heroicamente o sacrifício supremo em território dos atuais Estados Unidos da América do Norte. Foram todos canonizados por Pio XI em 1930.
  De entre os oito mártires, salientamos as suas duas figuras principais, João de Brébeuf e Isaac Jogues.  Condições de evangelização - A missão entre os Hurões - na qual se exerceu principalmente o apostolado de Brébeuf, Jogues e seus companheiros - pode ser considerada como uma das mais difíceis de todos os tempos. Estes missionários conheceram, de fato, condições tremendas de clima, alimentação e alojamento. Através dum país de grandes dimensões (Canadá e Norte dos Estados Unidos), venceram distâncias de várias centenas de quilômetros em frágeis embarcações de troncos de árvore. Viagens que se tomavam estafantes por causa das coisas que era preciso transportar dum rio para outro rio, das caminhadas nas florestas, das nuvens de mosquitos, das dificuldades de abastecimento e da ausência de higiene dos índios. No Inverno, após grandes percursos, de patins, na neve, como único abrigo encontravam, ou uma cabana feita com abetos, dentro da qual o vento circula com tanta liberdade como fora, ou umas choças miseráveis, sem janelas, onde se amontoam pessoas e animais, enquanto o ar se vai carregando com o cheiro penetrante de peixe e o fumo ataca a garganta, o nariz e os olhos. Depois, foi, durante anos, a aprendizagem duma língua nova, sem qualquer laço de parentesco com as línguas europeias, para compor, à custa de inauditos esforços, um dicionário e uma gramática que permitissem balbuciar, em hurão, os rudimentos da doutrina cristã. A todas estas provas, veio juntar-se o espectro, mais temível ainda, do insucesso. Com efeito, depois duma fase bastante reconfortante de amizade, os missionários encontraram, por parte daqueles a quem vinham pregar o Evangelho, resistência crescente e obstinada. Esta devia atribuir-se, segundo Brébeuf, a três fatores: imoralidade dos Hurões; apego aos seus costumes; e sucessivas epidemias, a responsabilidade das quais eles atribuíam aos missionários; estas epidemias, em poucos anos, reduziram a 12.000 uma população de 30.000 habitantes. De 1636 a 1641, a missão viveu constantemente num clima de ameaças, perseguições e tentativas de morte. Como consequência, o ritmo das conversões foi desesperadamente lento. Só em 1637, após seis anos de trabalho duro, é que Brébeuf pôde por fim batizar um adulto com saúde (isto é, não em perigo de morte). Em 1641, a missão não tinha ainda mais de 60 cristãos. A partir de 1642, hordas de Iroqueses envolvem com uma imensa rede todo o país dos Hurões. Começam então grandes desastres que continuarão até 1649: ataque aos comboios de canoas ou de gente a pé, correspondência dos missionários apanhada e destruída, Hurões e Franceses capturados, torturados e chacinados, aldeias saqueadas e incendiadas. Tantas desgraças tiveram como desenlace trágico o esmagamento dos Hurões e o martírio daqueles que tinham dado a sua vida para anunciar o Evangelho.
  Princípios espirituais - Num contexto destes, a mediocridade não podia ter lugar. Era preciso optar pelo heroísmo, ou abandonar a missão. De fato, os missionários dos Hurões foram todos os homens duma vida religiosa excepcional. Vários dos que não receberam a graça do martírio, eram dignos dela: e os que foram martirizados, já eram verdadeiros Santos. Todos esses homens foram formados pelos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, que prosseguiram sendo, para eles, a experiência determinante da sua vida. Cristo é para eles uma presença viva: companheiro de viagem, de solidão, de apostolado, de sofrimento, de martírio. Em seus escritos, a presença de Cristo aflora em todas as linhas. Como S. Paulo, foram eles atraídos por Cristo e não vivem senão para Ele. O seu amor vai principalmente para Cristo crucificado. Vários deles pediram a missão do Canadá, porque nele se sofria mais por Cristo. Para alguns, como Brébeuf e Jogues, esta preferência é acompanhada duma verdadeira vocação à cruz.
  Entre as influências que marcaram a vida espiritual destes Mártires, é também preciso mencionar a do P. Luís Lallemant, cuja forte personalidade domina toda esta geração de jesuítas.
  Figuras dominantes: Brébeuf e Jogues - As duas figuras dominantes do grupo são as de S. João Brébeuf e Santo Isaac Jogues. Três textos principais marcam a evolução espiritual do primeiro: em 1631, promessa de servir a Cristo até à morte do martírio; entre 1637 e 1639, voto de não recusar nunca a graça do martírio; em 1645, voto do mais perfeito. A vida de Brébeuf aparece-nos assim toda ela inscrita sob o signo da cruz e atravessada pela graça do martírio que desponta nos primeiros dias da sua vida religiosa e cresce até se transformar no fogo que o consome. «Jesus Cristo é a nossa verdadeira grandeza, escreve em 1635; é só a Ele e à Cruz que devemos buscar correndo atrás destes povos». No decurso dum período de perseguições, depois de ter sido insultado, escarnecido, espancado e assaltado pelos poderes infernais, Cristo confirma-o na sua vocação para a cruz: «Volta-te para Jesus Cristo crucificado; que Ele seja, de hoje em diante, a base e o fundamento das tuas contemplações» (retiro de 1640); caminha agora como uma vítima consagrada ao sacrifício. «O que aparece com mais freqüência nas suas Memórias, observa Ragueneau, são os sentimentos que tinha de morrer pela glória de Jesus Cristo... desejos que se mantinham oito ou dez dias seguidos». O martírio, no termo duma vida assim, é apenas uma recapitulação, a derradeira oferta. Em Brébeuf, encontram-se e harmonizam-se dois extremos: por um lado, o homem realista, amigo da tradição, organizador da missão, humilde religioso; e, por outro lado, o apóstolo que se oferece para todas as loucuras da cruz.
  Ao lado de Brébeuf, contrasta a personalidade de Jogues. Não foi nem fundador, nem superior da missão. Foi sempre um subalterno. Se não fosse o incidente da sua prisão, todo o seu apostolado se teria desenvolvido na obscuridade. É uma alma delicada, duma extrema sensibilidade, sempre pronto a emocionar-se; alma de humanista cuidadoso na expressão; homem que desconfia de si, do seu parecer, das suas iniciativas pessoais. E, no entanto, a graça fez deste homem um Santo. A consciência das suas fraquezas fá-lo admirador de seus companheiros e magnânimo para com eles. A sua obediência enche-o de silenciosa coragem. A sua sensibilidade inspira-lhe para com os selvagens, seus algozes, gestos de ternura maternal. O seu coração, que nasceu para as grandes amizades e sempre pronto a vibrar, a compadecer-se, fez dele um apaixonado de amor a Cristo, sobretudo a Cristo que sofre. Como Brébeuf, conheceu na ação as noites purificadoras do insucesso e sofrimento. Como ele, recebeu uma vocação especial para a cruz. E como ele também, foi favorecido de graças místicas, todas dominadas pela presença do martírio.
  Sementes de cristãos - A missão dos Hurões desapareceu com o martírio dos que a fundaram. Da própria tribo, não restavam, em 1650, mais que umas centenas de sobreviventes. A dispersão dos Hurões teve como efeito a propagação da fé entre os povos da bacia dos Grandes Lagos do Canadá e das margens do rio Hudson. Estes convertidos formaram o núcleo das cristandades que os jesuítas irão fundar entre os Iroqueses e os povos do Oeste. Por um desígnio misterioso de Deus, a salvação dada aos Hurões no sangue dos mártires, germinou e propagou-se por toda a América Setentrional. Por eles, a luz brilhou nas trevas.
  Em cada época, a Igreja descobre de novo a Cristo e esta descoberta é marcada por um novo esforço missionário. Os jesuítas missionários que largaram da França no século XVII, formados pelos Exercícios de Santo Inácio, descobriram a Cristo no sinal do seu chamamento supremo à Caridade: a Cruz. Só um amor apaixonado a Cristo, que Se deu e entregou pelos homens até à maior prova de amor, pode explicar a presença na América do Norte deste grupo de jovens missionários de zelo tão inflamado.

 16 de março dia de São Heriberto,Confessor e Bispo.
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O Santo Heriberto foi arcebispo de Colônia, na Alemanha, ainda muito moço, pois sua religiosidade brotara ainda na infância. Conta a tradição que, no dia em que Heriberto nasceu, em 970, filho de descendentes dos condes de Worms, notou-se uma extraordinária luz pairando sobre a casa de seus pais. O fenômeno teria durado várias horas e marcado para sempre a vida de Heriberto, que o levou para o caminho da santidade.
Como desde pequeno mostrava vocação para a religião e os estudos, seus pais o entregaram ao convento de Gorze. Ali, Santo Heriberto descobriu para si e para o mundo que era extremamente talentoso, mas decidiu-se pela ordenação sacerdotal, que ocorreu em 995. Com o decorrer do tempo cursou diversas escolas, chegando a ser considerado o homem mais sábio de seu tempo. E foi nesta condição que o imperador Oton III o nomeou chanceler, seu assessor de maior confiança. Sua fama e popularidade cresceram, não só devido à sabedoria, mas também pela humildade e a caridade que praticava com todos. Assim, foi eleito bispo de Colônia, em 999.

Quando Oton III morreu, o imperador que o sucedeu, Henrique II, também acabou tornando-se admirador de Santo Heriberto, apesar da oposição que lhe fez no início. Uma vez que o bispo Santo Heriberto o consagrou rei sem nenhuma contestação. E por fim o novo rei Henrique II o chamou para ser seu conselheiro.

Então, a obra caridosa do bispo pôde então continuar. Os registros mostraram que, depois de fundar um hospital para os pobres,Santo Heriberto visitava os doentes todos os dias, cuidando deles pessoalmente. Diz a tradição que, certa vez, houve na cidade uma grande seca, ficando sem chover por meses. O bispo comandou um jejum de três dias e, finalmente, uma procissão de penitência pedindo chuva aos céus. Como nem assim choveu,Santo Heriberto comovido começou a chorar na frente do povo, culpando-se pela seca. Dizia que seus pecados é que impediam Deus de fazer misericórdia. Mas, um fato prodigioso aconteceu nesse momento, imediatamente o céu escureceu e uma forte chuva caiu sobre a cidade, durando alguns dias e pondo fim à estiagem.

Com fama de santidade ainda em vida, o bispo Santo Heriberto morreu no dia 16 de março de 1021, numa viagem de visita pastoral à cidade de Deutz, onde contraiu uma febre maligna que assolava a população. Suas relíquias estão na catedral dessa cidade, na Colônia, Alemanha. Na igreja que ele mesmo fundou junto com o mosteiro ao lado, que foi entregue aos beneditinos.
Amado pelos fiéis a peregrinação à sua sepultura difundiu seu culto que se tornou vigoroso em toda a Europa, especialmente na Itália e na Alemanha, país de sua origem. Foi canonizado em 1227, pelo Papa Gregório IX que autorizou o culto à Santo Heriberto, já tradicionalmente festejado pelos devotos no dia 16 de março.

Oração do Santo Heriberto: Senhor, Nosso Deus, abençoai nosso povo. Regai, abundantemente, esta terra que criastes e que Vós deveis sua fecundidade. Em nosso favor, renovai a benção que outro lançastes sobre lágrimas de Santo Heriberto, protegendo assim o povo aflito. Rogamos por Nosso Senhor Jesus Cristo. Santo Heriberto, protegei-nos. Santo Heriberto, obtende do Senhor a graça das chuvas. Santo Heriberto, rogai por nós.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.