terça-feira, 27 de junho de 2017

Dia 27 de junho dia de São Ladislau, Confessor.

 27/06 Terça-feira
Festa de Quarta Classe 
Paramentos Verdes

Príncipe de vida exemplar, rigoroso contra toda injustiça, caritativo, paciente e fervoroso, modelo de como se pode praticar a virtude heróica no trono.
A Idade Média, tempo em que a filosofia do Evangelho governava os povos, deu frutos de santidade maiores do que em qualquer outra época. Para só falar no campo civil, vemos grandes santos desde o cimo da escala social até o mais baixo dela: imperadores, reis, duques e até pastores e empregadas domésticas.
São Ladislau, rei da Hungria, pertence ao número dos que praticaram no trono a virtude em grau heróico, sendo modelo para seus súditos e para os fiéis em geral. Era filho do rei Bela e neto de um primo-irmão do rei Santo Estêvão, da Hungria. Nasceu em 1041 na Polônia, onde se havia refugiado seu pai para fugir das violências de Pedro, o Germânico, sucessor de Santo Estêvão. Sua mãe, filha do duque Mesco, deu profunda formação religiosa a ele e a seu irmão Geisa.
Morto Pedro, o Germânico, subiu ao trono da Hungria André, irmão mais velho de Bela e tio de Ladislau. Chamou-os novamente à corte, deu a Bela o título de duque e quis que seus dois sobrinhos fossem criados em seu palácio, à sua vista, pois não tinha herdeiros. Como já ocorrera na Polônia, logo a corte admirou as virtudes de Ladislau, jovem casto, sóbrio, humilde, afável com todos e de extrema caridade para com os pobres.
 Esse príncipe verdadeiramente cristão quis fazer Jesus Cristo reinar em seus estados. Sua primeira providência foi restituir à Religião seu primitivo esplendor, trabalhando também para extinguir os últimos restos de paganismo no país e fazer nele reinar a paz de Cristo. Para progresso e esplendor da verdadeira Religião, dedicou-se a reformar as igrejas deterioradas e a construir novas. Entre elas edificou a célebre basílica de Nossa Senhora de Waradin, que se tornou magnífico monumento de piedade mariana e de louvor à Virgem Mãe de Deus, de quem era fiel devoto.
Notável por sua bondade, justiça e caridade, Ladislau constituiu-se o sustentáculo dos órfãos, dos infelizes e de todos os aflitos. Mostrava em seus julgamentos tanta suavidade e desejo de ajudar, que era olhado mais como um pai que acomodava as diferenças dos filhos do que como juiz.
Em seu palácio não se ouviam imprecações, blasfêmias nem palavras desonestas. Os jejuns eclesiásticos eram observados rigorosamente. Cada um procurava ser tão exímio em seu comportamento, que se diria terem alcançado a perfeição de um palácio real.
Ladislau convocou e presidiu uma assembléia entre os prelados e a nobreza, submetendo à sua deliberação uma série de ordenações de acordo com as peculiaridades de seu povo e a Lei Divina. Tais ordenações foram muito eficazes, mas o exemplo do rei era ainda mais cogente do que qualquer lei para manter os súditos em seus deveres e na exemplaridade de vida. Ele somente ordenava aquilo que era o primeiro a cumprir, e sendo o mais fiel cumpridor dos mandamentos de Deus e da Igreja, tornou-se uma lei viva, que indicava a cada um o próprio dever.
Antes de empreender qualquer expedição, ordenava orações públicas e três dias de jejum para o bom êxito da empresa. De sua parte, preparava-se também com o jejum e a recepção dos sacramentos, para que o Senhor dos Exércitos lhe fosse propício. Era tão valente no campo de batalha quanto magnânimo na vitória.
O que sobretudo almejava esse destemido rei era conduzir um exército contra os infiéis, para retomar a Terra Santa. Assim, quando o bem-aventurado papa Urbano II pregou a Cruzada, quis ser dos primeiros soldados da cruz. E quando os reis da França, Espanha e Inglaterra — que também fariam parte da expedição — pediram a Ladislau que chefiasse a armada, aceitou muito contente e se preparou para a tarefa. Mas os planos de Deus eram outros. Houve uma insurreição entre os boêmios, e ele foi forçado a pacificá-los. Caiu gravemente enfermo, e soube que seus dias estavam contados.
Tendo recebido com fé e alegria todos os socorros que a Santa Mãe Igreja tem para seus filhos em transe de morte, entregou sua bela alma a Deus no dia 30 de julho de 1095.
Não houve na Hungria monarca mais pranteado que ele. Todos consideravam os 18 anos de seu reinado como uma bênção do Céu. Durante três dias a nação inteira levou luto pelo seu rei, privando-se de qualquer entretenimento. Os restos mortais foram levados em cortejo para a igreja de Nossa Senhora. Segundo os cronistas, foi mais um triunfo do que uma pompa fúnebre.
Foram tantos os milagres realizados por sua intercessão, que o Papa Celestino III o elevou à honra dos altares no ano de 1192. O culto a São Ladislau é muito popular na Hungria, onde é chamado São Lalo. É o patrono de grande número de igrejas, e seu nome é dado aos recém-nascidos com muita freqüência, tanto lá quanto na Polônia. Costuma ser representado a cavalo, com um sabre numa das mãos e o terço na outra, pois era este o modo como comandava as batalhas.                                                                                 
 
1ª de São Pedro Apóstolo 5, 6-11
6 Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele vos exalte no tempo oportuno. 7 Confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós. 8 Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. 9 Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós. 10 O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará. 11 A ele o poder na eternidade! Amém.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 15, 1-10
1 Aproximavam-se de Jesus os publicamos e os pecadores para ouvi-lo. 2 Os fariseus e os escribas murmuravam: Este homem recebe e come com pessoas de má vida! 3 Então lhes propôs a seguinte parábola: 4 Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? 5 E depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio de júbilo, 6 e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido. 7 Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. 8 Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma delas, não acende a lâmpada, varre a casa e a busca diligentemente, até encontrá-la? 9 E tendo-a encontrado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, achei a dracma que tinha  perdido.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário