sábado, 15 de julho de 2017

15 de julho, Santo Henrique, Imperador e Confessor

15/07 Sábado
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos

   A Idade Média, nesta epoca é que se encontram as luzes deste período, ou seja, os inúmeros santos e santas. Henrique faz parte deste "lustre", pois viveram - ele e sua esposa Santa Cunegundes - uma perfeita harmonia de afetos, projetos e ideais de santidade.
Henrique, primogênito do duque da Baviera, nasceu num belíssimo castelo às margens do rio Danúbio, em 973, e recebeu o mesmo nome do seu pai. Veio ao mundo para reinar, desfrutando de todos os títulos e benesses que uma corte imperial pode proporcionar ao seu futuro soberano, com os luxos e diversões em abundância. Por isto, foi uma grata surpresa para os súditos verem que o jovem se resguardou da perdição pela esmerada criação, dada por sua mãe.
Seu pai, antes conhecido como "o briguento", abriu seu coração à orientação da esposa, católica fervorosa, que anos depois seu apelido foi mudado para "o pacífico". Assim, seus filhos receberam educação correta e religiosamente conduzida nos ensinamentos de Cristo. Um dos irmãos de Henrique, Bruno, foi o primeiro a abandonar o conforto da corte para se tornar padre e, depois, Bispo de Augusta. Das irmãs, Brígida se fez monja e Gisela, Beata da Igreja, foi mulher do rei Estevão da Hungria, também um Santo.
O príncipe Henrique, na idade indicada, foi confiado ao Bispo de Ratisbona, São Wolfgang, e com ele se formou cultural e espiritualmente. A tradição germânica diz que uma noite Henrique sonhou com o seu falecido diretor espiritual, São Wolfgang. Este teria escrito na parede do quarto do príncipe: "entre seis". Henrique julgou que morreria dali a seis dias, o que não ocorreu. Depois, achou que a morte o alcançaria dali a seis meses. Isso também não aconteceu. Mas, seis anos após o sonho, ele assumiu o trono do Sacro Império Romano Germânico, coroado pelo Papa Bento VIII, quando da morte de seu pai.
Henrique II não poderia ter comandado o povo com mais sabedoria, humildade e cristandade do que já tinha. Promoveu a reforma do clero e dos mosteiros. Regeu a população com justiça, bondade e caridade, freqüentando com ela a Santa Missa e a Eucaristia. Convocou e presidiu os Concílios de Frankfurt e Bamberg. Realizou ainda muitas outras obras assistenciais e sociais. Modelo de governante católico, empenhou-se na propagação da Fé, tendo papel de grande importância para a conversão de seu cunhado Santo Estêvão, rei da Hungria. Procurou restaurar, conforme a espiritualidade de Cluny, o espírito monástico então decadente, sendo nesse ponto aconselhado por Santo Odilon, abade de Cluny.
Ao mesmo tempo em que defendia o povo e a burguesia contra os excessos de poder dos orgulhosos fidalgos, estabeleceu a paz com Roberto, rei da França. Com o fim da guerra, reconstruiu templos e mosteiros, destinando-lhes generosas contribuições para que se desenvolvessem e progredissem. Enfim, ao lado da esposa Cunegundes, agora Santa, concedeu à população incontáveis benefícios sociais e assistenciais, amparando os mais necessitados e doentes. O casal chegou a fazer voto eterno de castidade, para que, com mais firmeza de espírito, pudessem se dedicar apenas a fazer o bem ao próximo. Por sua insistência, o papa Bento VIII prescreveu o uso do Credo Niceno-Constantinopolitano aos domingos na missa em 1014.

Leitura da Epístola dos  

Eclesiástico 31, 8-11  
8 Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros! 9 Quem é esse homem para que o felicitemos? Ele fez prodígios durante sua vida. 10 Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito, está reservada uma glória eterna: ele podia transgredir a lei e não a violou; ele podia fazer o mal e não o fez. 11 Por isso seus bens serão fortalecidos no Senhor, e toda a assembléia dos santos louvará suas esmolas. 

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 12, 35-40     
35 Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. 36 Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. 37 Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. 38 Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos! 39 Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. 40 Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.

Rezem todos os dia Santo Rosário