domingo, 30 de outubro de 2011

A grande Promessa

 
A grande promessa do Coração de Maria em Pontevedra

A primeira promessa Nossa Senhora cumpriu no dia 10 de dezembro de 1925. Irmã Lúcia, como postulante dorotéia, estava na sua cela quando lhe apareceu Nossa Senhora pondo-lhe uma mão sobre o ombro enquanto lhe mostrava na outra um coração cercado de espinhos. Ao lado de Nossa Senhora estava o Menino Jesus sobre uma nuvem luminosa, quem lhe disse: “Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar”.

A Santíssima Virgem acrescentou: “Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos quinze mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar, Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”.

Existe algo essencial a todos estes elementos: a reparação cordimariana. Naturalmente que toda reparação do pecado vai dirigida a Deus Pai, por meio do Filho no Espírito Santo, mas o lugar singular que a Virgem Maria tem na obra da salvação faz que o pecado fira de modo especial o seu Coração.

Explicação das condições

A confissão em espírito de reparação. Se não puder ser feita no primeiro sábado do mês, pode ser antecipada dentro dos oito dias. Inclusive poderia bastar a confissão mensal, que sempre deve ser feita com a intenção de reparar o Coração Imaculado de Maria.

A comunhão reparadora. É o ato essencial desta devoção. Para compreender o seu sentido e o seu alcance, é preciso relacioná-la com a comunhão milagrosa do outono de 1916, orientada pelas palavras do Anjo a uma idéia reparadora, e com a comunhão das primeiras sextas-feiras de mês que pediu o Sagrado Coração em Paray-le-Monial.

Sobre a dificuldade pontual para cumprir com esta condição no sábado, Nosso Senhor respondeu à Irmã Lúcia na noite do 29 ao30 de maio de 1930: “Será igualmente aceita a prática desta 15devoção no domingo seguinte ao primeiro sábado, quando os meus Sacerdotes, por justos motivos, assim o concederem às almas”.

Desse modo, não só a comunhão, mas também a reza do terço e a meditação sobre os mistérios podem ser feitos no Domingo, e por justos motivos que corresponde ao sacerdote julgar. 

A oração do terço. A 13 de outubro de 1917, a Virgem Santíssima revelou que queria que Ela fosse invocada em Fátima sob o vocábulo “Nossa Senhora do Rosário”. Em cada uma das suas seis aparições pediu a reza cotidiana do terço. E tratando-se aqui de reparar as ofensas ao seu Coração Imaculado, esta é certamente a oração vocal que lhe é mais agradável.

Os quinze minutos de meditação. A Santíssima Virgem pede “quinze minutos de meditação sobre os quinze mistérios do Rosário”. Não é indispensável meditar cada mês sobre os quinze mistérios. Ao padre Gonçalves, seu diretor, Irmã Lúcia escreveu: “trata-se de acompanhar durante quinze minutos a Nossa Senhora meditando os mistérios do Rosário”. A vidente afirmava no dia 3 de dezembro de 1939, em outra carta ao seu confessor, o seguinte: “Diz o Sr. Bispo (de Leiria) que a meditação se pode fazer durante a reza do terço. Diz Sua Excelência que o faz assim para facilitar ao povo a prática dessa devoção, já que ordinariamente este não está habituado a meditar; que assim como a Santa Igreja permite que durante a Missa se rezem várias orações que são de obrigação, como a penitência da confissão, etc., e se cumpre o preceito, assim também neste caso. Contudo, será mais perfeito que quem puder faça cada coisa por separado”.

A intenção reparadora. Sem esta intenção geral, sem esta vontade de amor que deseja reparar e consolar a Santíssima Virgem, sem esta “compaixão”, todas estas práticas seriam incompletas. Trata-se de consolar o Coração Doloroso e Imaculado da Nossa Mãe. Ainda aqui não se trata em primeiro lugar de consolar a Virgem Maria compadecendo se do seu Coração transpassado por causa dos sofrimentos do seu Filho, mas o sentido preciso desta devoção reparadora considera as ofensas que atualmente recebe o Coração Imaculado de Maria por parte dos que rejeitam a sua mediação materna e menosprezam as suas prerrogativas. São estes outros tantos espinhos que devemos arrancar do seu Coração por estas práticas de reparação, para consolá-la e obter assim o perdão para as almas que o ofendem tão gravemente.

Por que cinco sábados?

“Ficando na capela, com Nosso Senhor, parte da noite do dia 29 para 30 do mês de Maio, 1930, e falando a Nosso Senhor desta questão, senti-me, de repente, possuída mais intimamente da divina Presença; e, se me não engano, foi-me revelado o seguinte:

“Minha filha, o motivo é simples: São 5 as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria.”

As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
Contra a sua Virgindade;
Contra a maternidade divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens; 17
Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo, e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens.

“Eis, minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração
de Maria Me levou a pedir esta pequena reparação”.