quinta-feira, 7 de maio de 2026

07 de maio dia de Santo Estanislau. Bispo e Mártir.

07/05 Quinta-feira
Festa de Terceira Classe 
Paramentos Vermelhos

 Bispo e Mártir. Polonês de origem, nasceu Estanislau em Sczepenow, de pais piedosos e ricos, que consideravam o primogênito como um presente do Céu, visto que o matrimônio tinha ficado sem filhos, durante trinta anos. Estanislau r ecebeu uma educação primorosa, graça esta que retribuiu com um procedimento exemplaríssimo, dando, criança ainda, provas indubitáveis de futura santidade. Amor à oração, delicadeza de consciência e uma grande compaixão pelos pobres, eram-lhe os traços característicos da alma juvenil.Para completar os estudos, os pais mandaram-no para Paris. Passados uns anos, na volta para Polônia, não encontrou mais os pais em vida. Tomou a resolução de realizar um plano, havia muito por ele acariciado: de entrar para o convento. Com este intuito, fez distribuição de seus bens entre os pobres. O Arcebispo de Cracóvia Lamberto, porém, conhecendo o grande talento de Estanislau e julgando-lhe utilíssima a cooperação na diocese, ofereceu-se o título de cônego. Neste encargo trabalhou até à morte do santo bispo, quando foi eleito sucessor do mesmo. Aos 42 anos, foi nomeado bispo de Cracóvia por Alexandre II. Sua nomeação agradou a todos, até mesmo ao rei Boleslau (1058-1079), que a princípio apoiou suas iniciativas pastorais. Esta harmonia haveria de se romper, em conseqüência do desmando e corrupção dos costumes da corte. O próprio rei tinha conduta leviana, reprovável e escandalosa. Santo Estanislau denunciou-o publicamente e lançou sobre ele a excomunhão. Foi morto, então, quando celebrava a eucaristia na igreja de São Miguel e, segundo consta, pelas próprias mãos de Boleslau. Era o dia 8 de maio de 1097. Santo Estanislau não somente é venerado na Polônia, mas também na Europa e nas Américas.

Intróito/Sal. 63, 3.
Tu me protegeste, ó Deus, da assembléia dos ímpios, da multidão dos que praticam a iniqüidade, aleluia, aleluia.
Ps. ibid.2,Ouve, ó Deus, minha oração quando te imploro; livra a minha alma do medo do inimigo.
V/. Glória Patri.

Coleta
Ó Deus, por cuja honra o glorioso Pontífice Estanislau sucumbiu sob a espada dos ímpios, concedei, nós vos conjuramos, que todos aqueles que imploram a sua ajuda obtenham o efeito salutar da sua oração.

Leitura da Epístola do livro da 

Sabedoria 5,1-5
1.Então, com grande confiança, o justo se levantará em face dos que o perseguiram e zombaram dos seus males aqui embaixo.2.Diante de sua vista serão presos de grande temor e tomados de assombro ao vê-lo salvo contra sua expectativa;3.tocados de arrependimento, dirão entre si, e, gemendo na angústia de sua alma, dirão:4.Ei-lo, aquele de quem outrora escarnecemos, e a quem loucamente cobrimos de insultos! Considerávamos sua vida como uma loucura, e sua morte como uma vergonha. 5.Como, pois, é ele do número dos filhos de Deus, e como está seu lugar entre os santos?

Aleluia, aleluia. V/. Sal. 88, 6. Confitebúntur cæli mirabília tua, Dómine: etenim veritátem tuam in ecclésia sanctórum. Aleluia, aleluia. V/. Os céus anunciarão as tuas maravilhas, Senhor, e a tua verdade na assembléia dos santos.
Aleluia. V/. Sal. 20, 4. Posuísti, Dómine, super caput eius corónam de lápide pretióso. Aleluia. Aleluia. V/. Tu pões na cabeça dele, Senhor, uma coroa de pedras preciosas. Aleluia.

Sequência do Santo Evangelho

São João 15,1-7
1.Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará;2.e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto.3.Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado.4.Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim.5.Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.6.Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á.7.Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.

Ofertório/Sal. 88, 6.
Os céus publicarão tuas maravilhas, Senhor, e tua verdade na assembléia dos santos, aleluia, aleluia.

Secreta
Santificai, Senhor, estes dons que vos são consagrados, graças a eles e o Beato Estanislau, vosso Mártir e Pontífice, lança sobre nós um olhar de paz e bondade.

Præfatio paschalis, in qua dicitur: in hoc potíssimum. Prefácio de Páscoa
 
Comunhão/Sal. 63, 11.
Os justos se regozijarão no Senhor, e nele esperarão; e todos os retos de coração se alegrarão, aleluia, aleluia.(TP Aleluia. )(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Esta comunhão, Senhor, purifique-nos de nossas faltas e, por intercessão do Beato Estanislau, Mártir e Pontífice, nos torne participantes da salvação celestial.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

quarta-feira, 6 de maio de 2026

06 de maio dia de São Domingo Sávio,Confessor.

06/05 Quarta-feira
Festa de Quarta Classe 

Paramentos Brancos
“Antes morrer do que pecar”
   São Domingos Sávio, em italiano: Domenico Savio, (Riva presso Chieri, 2 de abril de 1842 — Mondonio di Castelnuovo d'Asti, 9 de março de 1857) foi aluno de São João Bosco, e toda a sua vida foi composta por uma busca da santidade seguindo fielmente a fé católica.

   O amado e jovem São Domingos Sávio teve uma vida de muita sensibilidade e em pouco tempo percorreu um longo caminho de santidade, obra mestra do Espírito Santo e fruto da pedagogia de São João Bosco.



Nasceu em uma família pobre em bens materiais (ferreiro e costureira) porém rica de fé. Sua infância ficou marcada pela primeira comunhão, feita com a fervor aos sete anos, e se distingue pelo cumprimento do dever em seu lema: "Antes morrer que pecar".

Aos doze anos de idade ocorreu um fato decisivo em sua vida:o encontro com São João Bosco, que o acolhe, como padre e diretor, em Valdocco (Turim) convidando-o para cursar os estudos secundários. Ao descobrir então os altos ideais de sua vida como filho de Deus, apoiando-se na amizade com Jesus e Maria, segue caminho da santidade, entendida como entrega total a Deus por amor. Reza, coloca empenho nos estudos, sendo o companheiro mais amável. Sensibilizado no ideal de são João Bosco, "Dai-me almas" deseja salvar a alma de todos e funda a companhia da Imaculada, da qual sairão os melhores colaboradores do fundador dos salesianos. Tomado por uma grave enfermidade aos quinze anos, regressa ao lar paterno da aldeira de Mondonio (município de Castelnuovo d'Asti), onde morre serenamente com a alegria de ir ao encontro do Senhor, exclamando aos seus pais: " adeus queridos pais, estou tendo uma visão linda! Que lindo!"

O papa Pio XII o proclamou santo em 12 de junho de 1954.
 
 
Intróito/Sal. 97, 1 e 2.
Cante um novo cântico ao Senhor, aleluia; porque o Senhor fez maravilhas, aleluia, revelou a sua justiça às nações, aleluia, aleluia, aleluia.
Ps ibid, 1.Sua mão direita e seu braço santo o fizeram triunfar.
V/. Glória Patri.

Coleta
Deus, que dás ao coração dos teus fiéis a mesma vontade: concede ao teu povo amar o que tu mandas, desejar o que tu prometes; para que, em meio às mudanças deste mundo, nossos corações permaneçam fixos onde estão as verdadeiras alegrias.

Leitura da Epístola do Apostolo

São Tiago 1,17-21
17.Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade.18.Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas.19.Já o sabeis, meus diletíssimos irmãos: todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar e tardo para se irar;20.porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus.21.Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia e recebei com mansidão a palavra em vós semeada, que pode salvar as vossas almas.

Aleluia, aleluia. V/. Ps. 117, 16. Déxtera Dómini fecit virtútem: déxtera Dómini exaltavit me. Aleluia, aleluia. V/. A destra do Senhor manifestou o seu poder; a destra do Senhor me exaltou.
Aleluia. V/. ROM. 6, 9. Christus resúrgens ex mórtuis iam non móritur: mors illi ultra non dominábitur. Aleluia. Aleluia. V/. Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte não terá mais domínio sobre ele. Aleluia.

Sequência do Santo Evangelho

São João 16, 5-14

5.Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: Para onde vais?6.Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração.7.Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei.8.E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo.9.Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim. 10.Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis;11.ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado. 12.Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora.13.Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão.14.Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. 

Ofertório/Sal. 65, 1-2 e 16.
Aclame a Deus de alegria, ó terra inteira, cante um hino ao seu nome; venham, ouçam, todos vocês que temem a Deus, e eu lhes contarei tudo o que ele fez à minha alma, aleluia.

Secreta
Ó Deus, que, pelas admiráveis ​​trocas deste sacrifício, nos tornastes participantes da vossa única e soberana divindade: concedei-vos, rogamos-vos, que assim como conhecemos a vossa verdade, assim a sigamos por uma conduta digna dela.

Præfatio paschalis, in qua dicitur: in hoc potíssimum. Prefácio de Páscoa
 
Comunhão/São João 16, 8.
Quando o Consolador, o Espírito da verdade vier, ele convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo, aleluia, aleluia.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus) 

Depois da comunhão.
Ajuda-nos, Senhor nosso Deus, para que, por meio deste sacramento recebido por nós com fé, sejamos purificados de nossos vícios e resgatados de todos os perigos.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Pequeno Catecismo ilustrado Doutrina Cristã 3 edição, por R$12,00 .

  Lançamento da Nova edição 


Comprando  10 Catecismos  fica R$11,00 Acima de 15 fica R$10,00
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Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

05 de maio dia do São Pio V.Papa e Confessor.Defensor da Liturgia Católica.

05/05 Terça-feira  
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos
Papa São Pio V, (nascido Antonio Ghisleri, Michele O.P.; Bosco, 17 de Janeiro de 1504 — Roma, 1 de maio de 1572), foi papa de 7 de Janeiro de 1566 até a sua morte. Nascido da família nobre Ghisleri.

Nascido no norte da Itália, ingressou aos 14 anos na Ordem Dominicana e fez uma brilhante carreira eclesiástica, como bispo, cardeal, sob o título de Santa Maria Sopra Minerva, inquisidor-mor e por fim Papa.
Foi Beatificado no dia 27 de Abril de 1672 e foi Canonizado no dia 22 de Maio de 1712.



Tradução da Bula:
Pio Bispo
Servo dos Servos de Deus

Para perpétua memória

Desde que fomos elevados ao ápice da Hierarquia Apostólica, de bom grado aplicamos nosso zelo e nossas forças e dirigimos todos os nossos pensamentos no sentido de conservar na sua pureza tudo o que diz respeito ao culto da Igreja; o que nos esforçamos por preparar e, com a ajuda de Deus, realizar com todo o cuidado possível.Ora, entre outros decretos do Santo Concílio de Trento cabia-nos estabelecer a edição e correção dos livros santos: Catecismo, Missal e Breviário.Com a graça de Deus, já foi publicado o Catecismo, destinado à instrução do povo, e corrigido o Breviário, para que se tributem a Deus os devidos louvores. Outrossim, para que ao Breviário correspondesse o Missal, como é justo e conveniente (já que é soberanamente oportuno que, na Igreja de Deus, haja uma só maneira de salmodiar e um só rito para celebrar a Missa), parecia-nos necessário providenciar, o mais cedo possível, o restante desta tarefa, ou seja, a edição do Missal.Para tanto, julgamos dever confiar este trabalho a uma comissão de homens eruditos. Estes começaram por cotejar cuidadosamente todos os textos com os antigos de nossa Biblioteca Vaticana e com outros, quer corrigidos, quer sem alteração, que foram requisitados de toda parte. Depois, tendo consultado os escritos dos antigos e de autores aprovados, que nos deixaram documentos relativos à organização destes mesmos ritos, eles restituíram o Missal propriamente dito à norma e ao rito dos Santos Padres.
Este Missal assim revisto e corrigido, Nós, após madura reflexão, mandamos que seja impresso e publicado em Roma, a fim de que todos possam tirar os frutos desta disposição e do trabalho empreendido, de tal sorte que os padres saibam de que preces devem servir-se e quais os ritos, quais as cerimônias, que devem observar doravante na celebração das Missas.
E a fim de que todos, e em todos os lugares, adotem e observem as tradições da Santa Igreja Romana, Mãe e Mestra de todas as Igrejas, decretamos e ordenamos que a Missa, no futuro e para sempre, não seja cantada nem rezada de modo diferente do que esta, conforme o Missal publicado por Nós, em todas as Igrejas: nas Igrejas Patriarcais, Catedrais, Colegiais, Paroquiais, quer seculares quer regulares, de qualquer Ordem ou Mosteiro que seja, de homens ou de mulheres, inclusive os das Ordens Militares, igualmente nas Igrejas ou Capelas sem encargo de almas nas quais a Missa conventual deve, segundo o direito ou por costume, ser celebrada em voz alta com coro, ou em voz baixa, segundo o rito da Igreja Romana, ainda quando estas mesmas Igrejas, de qualquer modo isentas, estejam munidas de um indulto da Sé Apostólica, de costume, de um privilégio, até de um juramento, de uma confirmação apostólica ou de quaisquer outras espécies de faculdades. A não ser que, ou por uma instituição aprovada desde a origem pela Sé Apostólica, ou então em virtude de um costume, a celebração destas Missas nessas mesmas Igrejas tenha um uso ininterrupto superior a 200 anos. A estas Igrejas Nós, de maneira nenhuma, suprimimos nem a referida instituição, nem seu costume de celebrar a Missa; mas, se este Missal que acabamos de editar lhes agrada mais, com o consentimento do Bispo ou do Prelado, junto com o de todo Capítulo, concedemos-lhes a permissão, não obstante quaisquer disposições em contrário, de poder celebrar a Missa segundo este Missal.
Quanto a todas as outras sobreditas Igrejas, por Nossa presente Constituição, que será valida para sempre, Nós decretamos e ordenamos, sob pena de nossa indignação, que o uso de seus missais próprios seja supresso e sejam eles radical e totalmente rejeitados; e, quanto ao Nosso presente Missal recentemente publicado, nada jamais lhe deverá ser acrescentado, nem supresso, nem modificado. Ordenamos a todos e a cada um dos Patriarcas, Administradores das referidas Igrejas, bem como a todas as outras pessoas revestidas de alguma dignidade eclesiástica, mesmo Cardeais da Santa Igreja Romana, ou dotados de qualquer outro grau ou preeminência, e em nome da santa obediência, rigorosamente prescrevemos que todas as outras práticas, todos os outros ritos, sem exceção, de outros missais, por mais antigos que sejam, observados por costume até o presente, sejam por eles absolutamente abandonados para o futuro e totalmente rejeitados; cantem ou rezem a Missa segundo o rito, o modo e a norma por Nós indicados no presente Missal, e na celebração da Missa, não tenha a audácia de acrescentar outras cerimônias nem de recitar outras orações senão as que estão contidas neste Missal.
Além disso, em virtude de Nossa Autoridade Apostólica, pelo teor da presente Bula, concedemos e damos o indulto seguinte: que, doravante, para cantar ou rezar a Missa em qualquer Igreja, se possa, sem restrição seguir este Missal com permissão e poder de usá-lo livre e licitamente, sem nenhum escrúpulo de consciência e sem que se possa encorrer em nenhuma pena, sentença e censura, e isto para sempre.
Da mesma forma decretamos e declaramos que os Prelados, Administradores, Cônegos, Capelães e todos os outros Padres seculares, designados com qualquer denominação, ou Regulares, de qualquer Ordem, não sejam obrigados a celebrar a Missa de outro modo que o por Nós ordenado; nem sejam coagidos e forçados, por quem quer que seja, a modificar o presente Missal, e a presente Bula não poderá jamais, em tempo algum, ser revogada nem modificada, mas permanecerá sempre firme e válida, em toda a sua força.Não obstante todas as decisões e costumes contrários anteriores, de qualquer espécie: Constituições e Ordenações Apostólicas, ou Constituições e Ordenações, tanto gerais como especiais, publicadas em Concílios Provinciais e Sinodais; não obstante também o uso das Igrejas acima enumeradas, ainda que autorizado por uma prescrição bastante longa e imemorial, mas que não remonte a mais de 200 anos.Queremos e, pela mesma autoridade, decretamos que, depois da publicação de Nossa presente Constituição e deste Missal, todos os padres sejam obrigados a cantar ou celebrar a Missa de acordo com ele: os que estão na Cúria Romana, após um mês; os que habitam aquém dos Alpes, dentro de três meses; e os que habitam além das montanhas, após seis meses ou assim que encontrem este Missal à venda.
E para que em todos os lugares da Terra este Missal seja conservado sem corrupção e isento de incorreções e erros, por nossa Autoridade Apostólica e em virtude das presentes, proibimos a todos os impressores domiciliados nos lugares submetidos, direta ou indiretamente, à Nossa autoridade e à Santa Igreja Romana, sob pena de confiscação dos livros e de uma multa de 200 ducados de ouro, pagáveis à Câmara Apostólica, bem como aos outros domiciliados em qualquer outro lugar do mundo, sob pena de excomunhão ipso facto e de outras penas a Nosso alvitre, se arroguem, por temerária audácia, o direito de imprimir, oferecer ou aceitar esta Missa, de qualquer maneira, sem nossa permissão, ou sem uma licença especial de um Comissário Apostólico por Nós estabelecido, para estes casos, nos países interessados, e sem que antes, este Comissário ateste plenamente que confrontou com o Missal impresso em Roma, segundo a impressão típica, um exemplar do Missal destinado ao mesmo impressor, que lhe sirva de modelo para imprimir os outros, e que este concorda com aquele e dele não difere absolutamente em nada.E como seria difícil transmitir a presente Bula a todos os lugares do mundo cristão e leva-la imediatamente ao conhecimento de todos, ordenamos que, segundo o costume, ela seja publicada e afixada às portas da Basílica do Príncipe dos Apóstolos e da Chancelaria Apostólica, bem como no Campo de Flora. Ordenamos igualmente que aos exemplares mesmo impressos desta Bula, subscritos pela mão de um tabelião público e munidos, outrossim, do Selo de uma pessoa constituída em dignidade eclesiástica, seja dada, no mundo inteiro, a mesma fé inquebrantável que se daria à presente, caso mostrada ou exibida.Assim, portanto, que a ninguém absolutamente seja permitido infringir ou, por temerária audácia, se opor à presente disposição de nossa permissão, estatuto, ordenação, mandato, preceito, concessão, indulto, declaração, vontade, decreto e proibição.

  Se alguém, contudo, tiver a audácia de atentar contra estas disposições, saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-poderoso e de seus bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo.
Dado em Roma perto de São Pedro, no ano da Encarnação do Senhor mil quinhentos e setenta, no dia 14 de Julho, quinto de Nosso Pontificado - Pio Papa V.

Intróito/ Ecl. 45, 30.
O Senhor fez uma aliança de paz com ele e o estabeleceu como príncipe, para que a dignidade sacerdotal lhe pertencesse sempre. (TP Alelúia, alelúia. )
Sal. 131, 1. Lembra-te, Senhor, de David e de toda a sua doçura.
V/. Glória Patri.

Coleta
Ó Deus, que, para esmagar os inimigos da vossa Igreja, e para reformar o culto divino, vos dignastes escolher como Sumo Pontífice o bem-aventurado Pio, fazei-nos sentir a ajuda da sua proteção, e que nos apeguemos ao vosso serviço. para que, depois de ter triunfado sobre todas as emboscadas de nossos inimigos, experimentemos as alegrias da paz eterna.

Leitura da Epístola dos

I Pedro 5,1-4 e 10-11
1 Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participante com eles daquela glória que se há de manifestar. 2 Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação; 3 não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho. 4 E, quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível de glória.10 O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará. 11 A ele o poder na eternidade! Amém

Tempore paschali omittitur graduale, et eius loco dicitur: Na época da Páscoa, o gradual é omitido e em seu lugar é dito:
Aleluia, aleluia. V/. Sal. 109, 4. Vocês são sacérdos in ætérnum, secúndum órdinem Melchísedech. Aleluia, aleluia. V/. Você é um sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque.
Aleluia. V/. Hic est sacérdos, quem coronávit Dóminus. Aleluia. Aleluia. V/. Este é o Pontífice que o Senhor coroou. Aleluia.

Sequência do Santo Evangelho

São Mateus 16, 13-19
13 Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem? 14 Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas. 15 Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou? 16 Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! 17 Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18 E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Ofertório/ Sal. 88, 21-22.
Encontrei meu servo Davi; Eu o ungi com meu óleo sagrado; pois minha mão o ajudará e meu braço o fortalecerá. (TP Aleluia. )

Secreta
Graças à oferta destes presentes, concedei, Senhor, luz à vossa Igreja; faça o seu rebanho prosperar em todos os lugares, e digna-se a dirigir seus pastores para que eles sejam agradáveis ​​​​para Senhor.

 
Comunhão/ Lucas. 12, 42.
Aqui está o dispensador fiel e prudente que o Mestre designou sobre seus servos para dar-lhes na hora marcada sua medida de milho (TP Aleluia. )(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Senhor, dirige com amor a tua Igreja, que acaba de ser nutrida nesta santa mesa, para que, sob a tua orientação onipotente, veja crescer a sua liberdade e conserve a religião em toda a sua pureza.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

04 de maio dia de Santa Mônica. Viúva.

04/05 Segunda-feira
Festa de Terceira Classe 
Paramentos Brancos
   https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvt3Jp5ehoPX5iqZ8HJMfc3pCgkka3TtiVN3jwu3m73Qr3lbAUfBbZcpHqrAKCvi3NcPS76XJNeBHDaTFCw9Az1rk2JzKeCF1GAAbZpW9Y94_2jpLrxm0v3erd_Fiu0KlIsQJRWqN5aJw/s640/3+sta_monica.jpg
 A Igreja venera Santa Mônica, Santa esposa e viúva, não só por dar vida corporal a um dos mais importantes doutores da Igreja, Santo Agostinho, mas também também porque foi o principal instrumento do qual Deus se valeu para dar a este o dom da Fé.
 Agostinho tinha 17 anos e estudava retórica. Dois anos mais tarde, Mônica teve a pena de saber que seu filho levava uma vida dissoluta e tinha abraçado a heresia maniqueísta. Por esta razão e como maneira de motivá-lo ao arrependimento, Mônica lhe fechou as portas de sua casa durante algum tempo. Uma visão fez a Santa tratar menos severamente o filho. Sonhou que se achava no bosque, chorando a queda de Agostinho, quando lhe aproximou um personagem resplandecente que lhe perguntou a causa de sua pena. Este, depois de escutá-la e lhe secar as lágrimas, disse-lhe: "Seu filho está contigo". Quando Mônica contou a Agostinho o sonho, o jovem respondeu que Mônica não tinha mais que renunciar ao cristianismo para estar com ele; mas a Santa respondeu: "Não me disse que eu estava contigo, mas sim você estava comigo".
 O grande bispo Santo Ambrósio, que tinha se tornado muito amigo de Agostinho e sua mãe, teve também um papel muito importante na conversão do futuro santo. Finalmente, em agosto do ano 386, Agostinho anunciou sua completa conversão ao catolicismo. O santo deixou em suas "Confissões" algumas das conversações espirituais e filosóficas em que passou o tempo de preparação para o batismo. Santo Ambrósio batizou Agostinho na Páscoa do ano 387.

Os fiéis se encomendam, há muitos séculos, às orações de Santa Mônica, já que esta é padroeira das mulheres casadas e modelo das mães cristãs.
Santa Mônica, rogai pelas moças católicas.

Intróito/Sal. 118, 75 e 120.
Reconheci, Senhor, que os teus juízos são justos e que me humilhaste segundo a tua justiça. Perfure minha carne com seu medo; Eu temo seus julgamentos. (TP Aleluia, aleluia. )
Ps. Ibid., 1.Bem-aventurados os que são imaculados no caminho, que andam na lei do Senhor.
V/. Glória Patri.

Coleta
Ó Deus, consolador dos aflitos e salvação daqueles que põem a sua esperança em Vós, Vós que com misericórdia aceitastes as piedosas lágrimas derramadas pela Beata Mónica pela conversão do seu filho Agostinho, dai-nos, por piedosa intercessão de um e de outro , a graça de lamentar nossos pecados e encontrar perdão para eles em sua indulgência.

Leitura da Epístola extraída do livro do 

I Timóteo 5,3-10
3 Não deve ser dado a bebidas, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado; 4 deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade. 5 Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus? 6 Não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demônio. 7 Importa, outrossim, que goze de boa consideração por parte dos de fora, para que não se exponha ao desprezo e caia assim nas ciladas diabólicas. 8 Do mesmo modo, os diáconos sejam honestos, não de duas atitudes nem propensos ao excesso da bebida e ao espírito de lucro; 9 que guardem o mistério da fé numa consciência pura. 10 Antes de poderem exercer o seu ministério, sejam provados para que se tenha certeza de que são irrepreensíveis.

Aleluia, aleluia. V/. Ps. 44, 5. Spécie matou e pulchritúdine matou intenções, prospera lucros e reina. Aleluia, aleluia. V/. Com tua glória e tua majestade, avança, marcha vitoriosamente e reina.
Aleluia. V/. Propter veritátem et mansuetúdinem et iustítiam: et deducet te mirabíliter déxtera tua. Aleluia. Aleluia. V/. Pela verdade, mansidão e justiça; e seu direito o guiará maravilhosamente. Aleluia.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 7,11-16
11 No dia seguinte dirigiu-se Jesus a uma cidade chamada Naim. Iam com ele diversos discípulos e muito povo. 12 Ao chegar perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto a ser sepultado, filho único de uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade. 13 Vendo-a o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: Não chores! 14 E aproximando-se, tocou no esquife, e os que o levavam pararam. Disse Jesus: Moço, eu te ordeno, levanta-te. 15 Sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe. 16 Apoderou-se de todos o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta surgiu entre nós: Deus voltou os olhos para o seu povo.

Ofertório/ Sal. 44. 3.
A graça é derramada em seus lábios; é por isso que Deus te abençoou para sempre e por todas as eras. (TP Aleluia. )

Secreta
Agrade-te, Senhor, a oferta que o teu povo santo te faz em honra dos teus santos, por cujos méritos reconhecem ter recebido ajuda na tribulação.

Praefatio de S. Ioseph. Solemnitáte. Prefácio de São José E, nesta Solenidade...
 
Comunhão/Sal. 44, 8.
Senhor ama a justiça e odiou a iniqüidade; por isso Deus, teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais excelentemente do que todos os teus companheiros. (TP Aleluia. )(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)

Depois da comunhão.
Senhor, nutriste tua família com dons sagrados; sempre nos vivifica graças à intervenção do santo cuja festa celebramos.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

domingo, 3 de maio de 2026

Quarto Domingo depois da Páscoa

03/05 4º Domingo depois da Páscoa
Festa de Segunda Classe
Paramentos Brancos 

São João diante da Porta Latina

  Apóstolo São João, diante da Porta Latina de Roma; tradição conta ocorreu então o martírio de São João, que é comemorado hoje. O Imperador Domiciano o fez prender e levar a Roma. Na Cidade Eterna, ele foi flagelado e colocado num caldeirão de azeite fervendo. Mas o Apóstolo virgem saiu dele rejuvenescido e sem sofrer dano algum. Domiciano, espantado com o grande milagre, não ousou atentar uma segunda vez contra ele, mas o desterrou para a ilha de Patmos, que era pouco mais do que um rochedo. Foi ali, segundo a Tradição, que São João escreveu o mais profético dos livros das Sagradas Escrituras, o Apocalipse.

Após a morte de Domiciano, o Apóstolo voltou a Éfeso. É lá que, segundo vários Padres e Doutores da Igreja, para combater as doutrinas nascentes de Cerinto e de Ebion — que negavam a natureza divina de Cristo — escreveu ele seu Evangelho 4. Ordenou antes a todos os fiéis um jejum que ele mesmo observou rigorosamente, para em seguida ditar a seu discípulo Prócoro, no alto de uma montanha, o monumento que é seu Evangelho. Transportado em Deus, com um vôo de águia, ele o começa de uma altura sublime: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus”. Este Evangelho, dos mais sublimes textos jamais escritos, era tido em tanta veneração pela Igreja, que figura no ordinário da Missa promulgada por São Pio V, pela fundamental doutrina que contém. Segundo São João Crisóstomo, os próprios Anjos aí aprenderam coisas que não sabiam. São João escreveu também três Epístolas, sempre visando estabelecer a verdadeira doutrina contra erros incipientes que se infiltravam na Igreja. Segundo uma tradição, o discípulo que Jesus amava teria morrido em Éfeso, provavelmente em 27 de dezembro do ano 101 ou 102.

Intróito/Sal. 97, 1 e 2.
Cante um novo cântico ao Senhor, aleluia; porque o Senhor fez maravilhas, aleluia, revelou a sua justiça às nações, aleluia, aleluia, aleluia.
Ps ibid, 1.Sua mão direita e seu braço santo o fizeram triunfar.
V/. Glória Patri.

Coleta
Deus, que dás ao coração dos teus fiéis a mesma vontade: concede ao teu povo amar o que tu mandas, desejar o que tu prometes; para que, em meio às mudanças deste mundo, nossos corações permaneçam fixos onde estão as verdadeiras alegrias.

Leitura da Epístola do Apostolo

São Tiago 1,17-21
17.Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade.18.Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas.19.Já o sabeis, meus diletíssimos irmãos: todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar e tardo para se irar;20.porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus.21.Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia e recebei com mansidão a palavra em vós semeada, que pode salvar as vossas almas.

Aleluia, aleluia. V/. Ps. 117, 16. Déxtera Dómini fecit virtútem: déxtera Dómini exaltavit me. Aleluia, aleluia. V/. A destra do Senhor manifestou o seu poder; a destra do Senhor me exaltou.
Aleluia. V/. ROM. 6, 9. Christus resúrgens ex mórtuis iam non móritur: mors illi ultra non dominábitur. Aleluia. Aleluia. V/. Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte não terá mais domínio sobre ele. Aleluia.

Sequência do Santo Evangelho

São João 16, 5-14

5.Agora vou para aquele que me enviou, e ninguém de vós me pergunta: Para onde vais?6.Mas porque vos falei assim, a tristeza encheu o vosso coração.7.Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei.8.E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo.9.Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim. 10.Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis;11.ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado. 12.Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora.13.Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão.14.Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. 

Ofertório/Sal. 65, 1-2 e 16.
Aclame a Deus de alegria, ó terra inteira, cante um hino ao seu nome; venham, ouçam, todos vocês que temem a Deus, e eu lhes contarei tudo o que ele fez à minha alma, aleluia.

Secreta
Ó Deus, que, pelas admiráveis ​​trocas deste sacrifício, nos tornastes participantes da vossa única e soberana divindade: concedei-vos, rogamos-vos, que assim como conhecemos a vossa verdade, assim a sigamos por uma conduta digna dela.

Præfatio paschalis, in qua dicitur: in hoc potíssimum. Prefácio de Páscoa
 
Comunhão/São João 16, 8.
Quando o Consolador, o Espírito da verdade vier, ele convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo, aleluia, aleluia.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus) 

Depois da comunhão.
Ajuda-nos, Senhor nosso Deus, para que, por meio deste sacramento recebido por nós com fé, sejamos purificados de nossos vícios e resgatados de todos os perigos.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

3 de maio Encontro da Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Relíquia da Cruz de Nosso Senhor 
no Mosteiro da Santa Cruz
  Esta festa é também chamada da Cruz Gloriosa. E os Orientais denominam-na «da preciosa Cruz Portadora de Vida». É uma das mais antigas solenidades litúrgicas da Igreja; celebrava-se já em Jerusalém no tempo de Constantino (337). A Cruz que «se exaltava» neste dia era menos a de Jesus a sofrer no Calvário que a de Cristo glorioso subindo para o seu Pai, depois de vencer a morte e salvar o mundo. O que se recorda na festa de hoje é portanto o triunfo de Cristo e a mudança por ele causada na condição humana; isto tinha-o Jesus anunciado repetidamente. Por exemplo, quando dizia: «Quando elevardes o Filho do Homem, então sabereis quem sou» (Jo 8, 28); e ainda: «Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também tem de ser levantado o Filho do Homem, a fim de que todo aquele que n 'Ele crer tenha a vida eterna» (Jo 3, 14); e por fim: «Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12,32). Começou a celebrar-se o aniversário da invenção ou encontro da Santa Cruz (cf. Santa Helena) e a dedicação da Basílica do Santo Sepulcro na primeira metade do século IV, no dia 14 de Setembro. 
  Eusébio de Cesaréia conta-nos, na Vida que escreveu do primeiro Imperador cristão, as festas celebradas em sua honra, ao completar treze anos de reinado. Durante esse período realizou-se a dedicação da Basílica do Salvador, em Jerusalém. Era um conjunto de Santuários destinados a perpetuar a memória dos fatos mais importantes da Paixão e da Ressurreição do Senhor. Sobressaíam o Martyrium, grande átrio central com o seu oratório adjacente, e a Anástasis ou Santuário da Ressurreição, o Santo Sepulcro. A dedicação desta imponente Basílica cristã realizou-se a 14 de Setembro de 335, na presença de tudo quanto havia de maior na corte e de centenas de bispos. A peregrina Etéria, do Ocidente ibérico, descreve-nos a cidade de Jerusalém no dia e na noite de dedicação do Santo Sepulcro. Para lá convergem multidões de monges de toda a parte, da Mesopotâmia e da Síria, do Egito e da Tebaida. Vão leigos de todas as províncias, homens e mulheres de alma fiel e devota. 
  Os bispos com o seu clero atingem sempre número muito alto, considerando-se serem pouquíssimos quando não passam de 40 ou 50. A festa de 14 de Setembro passou de Jerusalém a todo o Oriente; e depois ao Ocidente. Roma recebeu-a no século VII. E, tirando-lhe todo o caráter local palestinense, reduziu-a à festa do triunfo e Exaltação da Santa Cruz. Tinha a sua razão. O mais característico da dedicação da Basílica de Jerusalém era a apresentação solene da verdadeira cruz. Esta manifestação da cruz autêntica, em que morrera o Salvador, era o que arrebatava e levava a Jerusalém as multidões. Santa Maria Egipcíaca foi vê-Ia por curiosidade e com isso curou a sua vida desregrada e converteu-se. Por todo o mundo cristão depressa se espalharam relíquias da verdadeira cruz e as Igrejas particulares gostavam de reproduzir a solenidade de Jerusalém, mostrando ao povo fiel a parte que elas possuíam da cruz, bandeira triunfal da salvação humana. No Ocidente confundiu-se mais tarde esta primeira festa da Dedicação da Basílica de Jerusalém, ou da Exaltação da Santa Cruz, com a invenção ou encontro da mesma, quando o Imperador Heráclio a recuperou dos Persas, que a tinham furtado. O Imperador em pessoa levou-a às costas desde Tiberíades até Jerusalém, onde a entregou ao Patriarca Zacarias, a 3 de Maio de 630. A recuperação da Cruz encheu de alegria os corações cristãos, sobretudo ocidentais. Por isso, ao mesmo tempo que os Orientais continuaram a celebrar com grande esplendor a Dedicação da Basílica do Salvador em Jerusalém, a 14 de Setembro, no Ocidente deu-se maior atenção à festa de 3 de Maio ou à invenção, que recebeu o título de dia da Santa Cruz ou Invenção da Santa Cruz.
 O trono a que Nosso Senhor Jesus Cristo quer ser elevado, para triunfar da soberba e da sensualidade, é a Cruz, selo de inramia para Ele, mas sede de misericórdia para nós. Nesse trono O sentaram um dia os Judeus por malícia e nele se sentam cada dia a fé cristã, que no Crucifixo adora o seu Deus e Redentor.
 Num túmulo do cemitério de Ciríaca, encontrou Pio IX uma cruz antiga de ouro, na qual estava gravada esta inscrição: CRUX EST VITA MIHI (a cruz é vida para mim), MORS INIMICE TIBI (e morte para ti, ó inimigo).
 Esta preciosa inscrição conserva-se hoje na Biblioteca Vaticana.
Formosa e densa de sentido são também a seguinte inscrição beneditina, expoente de grande fé e devoção:
Crux saneta sit mihi lux (a Santa Cruz seja para mim luz), Numquam Daemon sit mihi dux (e o demônio nunca seja o meu guia).

Com grande concisão, expressaram os antigos a eficácia da Cruz de Cristo, sinal triunfal da nossa redenção, no anagrama grego que significa: A Cruz é luz e é vida.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.