terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

24 ou 25 de fevereiro dia de São Matias,Apostolo.

24/02 Terça-feira
Festa de Segunda Classe
Paramentos Vermelhos
  
  São Matias entre os 72 discípulos de Jesus Cristo. Os Atos dos Apóstolos referem que São Matias foi eleito pelos Apóstolos, para substituir o traidor Judas Iscariotes, e esta eleição se fez nos dias depois da gloriosa Ascensão de Jesus Cristo e antes da vinda do Espírito Santo.Da vida anterior do Apóstolo, do lugar de sua origem, nada sabemos. O que lemos de sua atividade apostólica, da sua morte, não traz o cunho da certeza histórica. Os martirológicos gregos afirmam que Matias pregou o Evangelho na Judéia, em Jerusalém, depois da Etiópia, onde fundou um bispado e terminou a vida na cruz. Outras fontes históricas confirmam a comunicação do martirológio grego e acrescentam que Matias morreu em Sebastópolis, onde foi sepultado perto do templo do sol. Há outros historiadores que discordam radicalmente das fontes citadas, nada dizendo do martírio do Apóstolo, mas afirmam que Matias morreu em Jerusalém e lá foi sepultado. Há ainda uma terceira versão, segundo a qual Matias teria sido apedrejado pelos judeus e decapitado.A história deixa-nos, portanto, por completo na ignorância relativamente ao tempo e ao lugar da morte ou Martírio de São Matias. A mãe de Constantino o Grande, Santa Helena, trouxe as relíquias de São Matias para Roma. Uma parte destas relíquias é venerada na Igreja antiquíssima de São Matias em Tréves (Alemanha) e outra na Igreja Santa Maria Maggiore em Roma. 

Intróito/Sal. 138, 17.
Na minha opinião, seus amigos foram mais do que honrados, ó Deus; sua dignidade como príncipes da Igreja foi poderosamente estabelecida,Ps. ibid., 1-2.Senhor, você me provou e me conhece; você conheceu minha entrada no descanso e minha futura ressurreição.V/. Glória Patri.

Coleta
Ó Deus, que associastes o Beato Matias ao colégio dos vossos Apóstolos, concedei-nos, por favor, que, por sua intercessão, possamos sentir sempre os efeitos: da vossa misericórdia para conosco.

Leitura da Epístola do Profeta

Jeremias 17,5-10
5Eis o que diz o Senhor: Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor!6Assemelha-se ao cardo da charneca e nem percebe a chegada do bom tempo, habitando o solo calcinado do deserto, terra salobra em que ninguém reside.7Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor.8Assemelha-se à árvore plantada perto da água, que estende as raízes para o arroio; se vier o calor, ela não temerá, e sua folhagem continuará verdejante; não a inquieta a seca de um ano, pois ela continua a produzir frutos.9Nada mais ardiloso e irremediavelmente mau que o coração. Quem o poderá compreender?10Eu, porém, que sou o Senhor, sondo os corações e escruto os rins, a fim de recompensar a cada um segundo o seu comportamento e os frutos de suas ações.

Gradual/Sal. 138, 17-18.
Ó Deus, quão singularmente honrados são seus amigos aos meus olhos! Seu império cresceu extraordinariamente forte.
V /  Se me comprometo a contá-los, seu número supera o da areia do mar.

Trato/ Sal. 20, 3-4.
Você concedeu a ele o desejo de seu coração, e você não o privou do pedido de seus lábios.
V/. Pois você o advertiu das mais doces bênçãos.
V/.  Você colocou uma coroa de pedras preciosas na cabeça dele.
 
Sequência do Santo Evangelho segundo 

São Lucas 16,19-31
19Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava.20Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico.21Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico... Até os cães iam lamber-lhe as chagas.22Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado.23E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio.24Gritou, então: - Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas.25Abraão, porém, replicou: - Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento.26Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá.27O rico disse: - Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos,28para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos.29Abraão respondeu: - Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos!30O rico replicou: - Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão.31Abraão respondeu-lhe: - Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.

Ofertório/Sal. 44, 17-18.
Tu os farás príncipes sobre toda a terra; eles se lembrarão do seu nome de geração em geração.

Secreta
Que a oração de São Matias, teu Apóstolo, acompanhe, ó Senhor, estas hóstias que te oferecemos para serem consagradas ao teu santo nome, e que por isso nos dás para sermos purificados e defendidos.

Prefácio aos Apóstolos .
 
Comunhão/ Mat. 19, 28.
Vocês que me seguiram se sentarão em tronos e julgarão as doze tribos de Israel.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Concede-nos, por favor, Deus Todo-Poderoso, que o Beato Matias, teu Apóstolo, intervindo em nosso favor, possamos receber por meio dos santos mistérios que recebemos o perdão e a paz.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

Terça-feira da Primeira semana da Quaresma

24/02 Terça-feira
 Festa de Terceira Classe 
Paramentos Roxos
 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkkYDZk37jOpO82JhzqeOSUROgdDSSRllDFCwU4f8qnufQ43ENzAqaeV-QNLPwIWgb0iFU0dUu6VH8GH7K4Qf8oVBOuaLwGuu8NqAyiGfFAtaouYE170aZoXV27U-l5lqpSWMKij3GP_La/s1600/cristo-expulsando-os-vendilhoes-do-templo-quadro-de-luca-giordano-1634-1705-121575.jpg

Intróito/Sal. 89, 1 e 2.
Senhor, tu tens sido um refúgio para nós de geração em geração; desde toda a eternidade e em todas as eras você Ps. ibid., 2.Antes que as montanhas fossem feitas, ou a terra e o mundo fossem formados, você é Deus desde toda a eternidade e em todas as erasV/. Glória Patri.

Coleta
Olhe bem para sua família, Senhor, e faça nossa alma, que se castiga pela mortificação da carne, brilhar em seus olhos com um desejo ardente de possuí-lo.

Leitura do Livro do Profeta

Isaías 55, 6-11
 6Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto.7Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente.8Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor;9mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos.10Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer,11assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão.12Sim, partireis com júbilo, e sereis reconduzidos em paz; montanhas e colinas aclamar-vos-ão, e todas as árvores do campo vos aplaudirão.13Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, em lugar da urtiga, crescerá a murta; isso será para o renome do Senhor, um título para sempre imperecível.

Gradual/Sal. 140, 2.
Que minha oração, Senhor, suba diante de ti como incenso.
V /  Que a elevação de minhas mãos seja como o sacrifício da tarde para ti.

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus, 21, 10-17
10Quando ele entrou em Jerusalém, alvoroçou-se toda a cidade, perguntando: Quem é este?11A multidão respondia: É Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia.12Jesus entrou no templo e expulsou dali todos aqueles que se entregavam ao comércio. Derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos negociantes de pombas,13e disse-lhes: Está escrito: Minha casa é uma casa de oração (Is 56,7), mas vós fizestes dela um covil de ladrões (Jr 7,11)!14Os cegos e os coxos vieram a ele no templo e ele os curou,15com grande indignação dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas que assistiam a seus milagres e ouviam os meninos gritar no templo: Hosana ao filho de Davi!16Disseram-lhe eles: Ouves o que dizem eles? Perfeitamente, respondeu-lhes Jesus. Nunca lestes estas palavras: Da boca dos meninos e das crianças de peito tirastes o vosso louvor (Sl 8,3)?17Depois os deixou e saiu da cidade para hospedar-se em Betânia.

Ofertório/ Sal. 30, 15-16.
Eu esperei em ti, Senhor. Eu disse: Você é meu Deus; meu destino está em suas mãos.

Secreta
Rogamos-te, Senhor, aplaca-te com os dons que te oferecemos e defende-nos de todo perigo.
Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma

Comunhão/Sal. 4, 2.
Quando te invoquei, ó Deus da minha justiça, tu me respondeste. Você me colocou na tribulação. Tem misericórdia de mim, Senhor, e ouve a minha oração.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Ó Deus Todo-Poderoso, por favor, deixe-nos sentir o efeito da salvação da qual recebemos o penhor nestes mistérios.
Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Que nossas orações cheguem até você, Senhor, e afaste de sua Igreja tudo o que possa prejudicá-la.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Segunda-feira da primeira semana da quaresma

23/02 Segunda-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos


Intróito/Sal.  122.2.
Como os olhos dos servos estão fixos nas mãos de seus senhores, assim nossos olhos estão voltados para o Senhor nosso Deus, até que ele tenha misericórdia de nós. Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade de nós.Ps. ibid., 1.Eu olhei para Ti, que mora no céu. V/. Glória Patri.

Coleta
salva-nos, ó Deus, nosso Salvador; e, para que nos seja útil o jejum quaresmal, instrui nossas almas por meio dos ensinamentos celestes.

Leitura da Epístola extraída do livro do profeta

Ezequiel 34,11-16
11 Pois eis o que diz o Senhor Javé: vou tomar eu próprio o cuidado com minhas ovelhas, velarei sobre elas. 12 Como o pastor se inquieta por causa de seu rebanho, quando se acha no meio de suas ovelhas tresmalhadas, assim me inquietarei por causa do meu; eu o reconduzirei de todos os lugares por onde tinha sido disperso num dia de nuvens e de trevas. 13 Eu as recolherei dentre os povos e as reunirei de diversos países, para reconduzi-las ao seu próprio solo e fazê-las pastar nos montes de Israel, nos vales e nos lugares habitados da região. 14 Eu as apascentarei em boas pastagens, elas serão levadas a gordos campos sobre as montanhas de Israel; elas repousarão sobre as verdes relvas, terão sobre os montes de Israel abundantes pastagens. 15 Sou eu que apascentarei minhas ovelhas, sou eu que as farei repousar - oráculo do Senhor Javé. 16 A ovelha perdida eu a procurarei; a desgarrada, eu a reconduzirei; a ferida, eu a curarei; a doente, eu a restabelecerei, e velarei sobre a que estiver gorda e vigorosa. Apascentá-las-ei todas com justiça.

Gradual/Sal. 88, 10 e 9.
Senhor que é nosso protetor, olhe para Deus e lance seus olhos sobre seus servos.
V / Senhor, Deus dos exércitos, ouve a oração dos teus servos.

Trato/ Sal. 102, 10.
Senhor, não nos trates segundo os nossos pecados, e não nos castigues segundo as nossas iniqüidades.
V/. Sal. 78, 8-9.Senhor, não se lembre mais de nossas antigas iniqüidades; que suas misericórdias venham apressadamente ao nosso encontro, pois estamos reduzidos à última miséria.
Ajoelhamo-nos V/. Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, e para a glória do teu nome, Senhor, livra-nos e perdoa-nos os nossos pecados, por amor do teu nome.

Sequência do Santo Evangelho

São Mateus 25, 31-46
31 Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso. 32 Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, 35 porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; 36 nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. 37 Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? 38 Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? 39 Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? 40 Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes. 41 Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: - Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos. 42 Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; 43 era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes. 44 Também estes lhe perguntarão: - Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos? 45 E ele responderá: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. 46 E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna. 

Ofertório/Sal. 118, 18, 26 e 73.
Levantarei os meus olhos e considerarei as tuas maravilhas, Senhor, para que me ensines os teus preceitos. Dá-me entendimento para que eu aprenda os teus mandamentos.

Secreta
Santifica estes dons que te são oferecidos, Senhor, e purifica-nos das manchas dos nossos pecados.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .
 
Comunhão/Mat. 25, 40 e 34.
Em verdade vos digo que o que fizestes ao menor dos meus irmãos, a mim me fizestes. Vinde, bem-aventurados de meu Pai; possui o reino que foi preparado para você desde o princípio do mundo.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)

Depois da comunhão.
Com as almas saciadas com seu dom salutar, nós te pedimos, Senhor, que sejamos transformados por sua ação depois de nos regozijarmos em saboreá-lo.

Vamos rezar. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Rogamos-te, Senhor, que rompa as amarras com as quais nossas faltas nos sobrecarregam e, misericordiosamente, desvie de nós o que merecemos por eles.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

23 de fevereiro dia de São Pedro Damião, Cardeal e Bispo de doutor.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhpc1z_hB3Jkn9m8ejDAo5lyGcgZsrH-xg58xr05YgqpzOvklkWYnh8g849oURD-DWFdv18VWUjrdWbP_vQDYoQABCeNdfofh6o2csr9jmEQjbR9uzCSvNOgwo07hJGOSg3UKfxhR77hQ/s1600/sao+pedro+damiao.jpg
 Nasceu em Ravena e foi uma destas difuras severas que, como São João Batista, surgem nas épocas de relaxamento para afastar os homens do erro e trazer-lhes de volta ao estreito caminho da virtude. Devido à prematura morte de seus pais, o santo foi criado pelo seu irmão, convertendo-se em um excelente discípulo, e mais tarde em um profundo servidor de Cristo. Pedro decidiu abandonar o mundo exterior e abraçar a vida religiosa entrando no convento de Fonte Avellana, comunidade de heremitas que gozavam de grande reputação.
Aí se dedicou à oração, leitura espiritual e estudos sagrados, vivendo com grande austeridade.
Pedro assumiu a direção da abadia em 1043, apesar de não querê-lo, governando com grande prudência e piedade Fundou outras cinco comunidades de heremitas, onde fomentou entre os monges o espírito de retiro, caridade e humildade e ademais esteve ao serviço da Igreja, sendo nomeado Cardeal e Bispo de Ostia em 1057. São Pedro escreveu vários documentos que ajudaram a manter a observância da moral e da disciplina, particularmente no que se refere aos deveres dos clérigos e monges. Apesar da sua severidade, o santo sabia tratar os pecadores com bondade e indulgência, quando a caridade e a prudência o pediam. Morreu no dia 22 de fevereiro de 1072.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias Santo o Rosário.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Primeiro Domingo da Quaresma.

22/02 Domingo 
Festa de Primeira Classe
Paramentos Roxos


Intróito/Sal. 90, 15 e 16.
Ele me invocará e eu lhe responderei; Eu o salvarei e o glorificarei, o encherei de diasPs. ibid., 1.Quem habita sob a assistência do Altíssimo permanecerá sob a proteção do Deus do céu. V/. Glória Patri.

Coleta
Ó Deus, que todos os anos purificas a tua Igreja pela observância da Quaresma, faze com que a tua família prossiga com as suas boas obras o bem que se esforça por obter com a abstinência.

Leitura da Epístola de São Paulo aos

II Corintios 6,1-10
1 Na qualidade de colaboradores seus, exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. 2 Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação. 3 A ninguém damos qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja criticado. 4 Mas em todas as coisas nos apresentamos como ministros de Deus, por uma grande constância nas tribulações, nas misérias, nas angústias, 5 nos açoites, nos cárceres, nos tumultos populares, nos trabalhos, nas vigílias, nas privações; 6 pela pureza, pela ciência, pela longanimidade, pela bondade, pelo Espírito Santo, por uma caridade sincera, 7 pela palavra da verdade, pelo poder de Deus; pelas armas da justiça ofensivas e defensivas, 8 através da honra e da desonra, da boa e da má fama. 9 Tidos por impostores, somos, no entanto, sinceros; por desconhecidos, somos bem conhecidos; por agonizantes, estamos com vida; por condenados e, no entanto, estamos livres da morte. 10 Somos julgados tristes, nós que estamos sempre contentes; indigentes, porém enriquecendo a muitos; sem posses, nós que tudo possuímos!

Gradual/Sal. 90,11-1 2.
Deus ordenou a seus anjos para que você o guarde em todos os seus caminhos.
V /  Eles o carregarão nas mãos, para que você não tropece na pedra.

Trato/ Ibid., 1-7 e 11-16.
Quem habita sob a assistência do Altíssimo permanecerá sob a proteção do Deus do céu.
V/.Ele dirá ao Senhor: Você é meu defensor e meu refúgio. Ele é meu Deus; vou esperar nele.
V/.Pois foi ele quem me livrou do laço do caçador e da fala dura e pungente.
V/.Ele te colocará na sombra sob seus ombros e sob suas asas você estará cheio de esperança.
V/.Sua verdade o cercará como um escudo; você não temerá os medos da noite.
V/.Nem a flecha que voa de dia, nem os males que avançam na escuridão, nem os ataques do demônio do meio-dia.
V/.Mil cairão ao seu lado e dez mil à sua direita; mas a morte não se aproximará de você.
V/.Pois o Senhor ordenou aos seus anjos que te guardem em todos os seus caminhos.
V/.Eles o carregarão nas mãos, para que você não tropece na pedra.
V/.Você pisará na áspide e no basilisco, e pisoteará o leão e o dragão.
V/.Porque ele esperou em mim, eu o livrarei; Eu o protegerei, porque ele conhece meu nome.
V/.Ele clamará a mim, e eu o ouvirei; Estou com ele na tribulação.
V/.Eu o salvarei e o glorificarei. Eu o encherei de dias e lhe mostrarei minha salvação.

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus 4,1-11
1 Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio. 2 Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. 3 O tentador aproximou-se dele e lhe disse: Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães. 4 Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3). 5 O demônio transportou-o à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe: 6 Se és Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o teu pé em alguma pedra (Sl 90,11s). 7 Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus (Dt 6,16). 8 O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: 9 Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares. 10 Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13). 11 Em seguida, o demônio o deixou, e os anjos aproximaram-se dele para servi-lo. 

Ofertório/ Sal. 90, 4-5.
O Senhor te colocará na sombra debaixo de seus ombros e debaixo de suas asas você estará cheio de esperança.

Secreta
Nós vos imolamos solenemente, Senhor, este sacrifício, no início da Santa Quarentena, pedindo-vos fervorosamente que nos conceda que, restringindo as refeições e o uso de carne, suprimimos igualmente os prazeres nocivos.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .
 
Comunhão/ Sal. 90, 4-5.
O Senhor te colocará na sombra debaixo de seus ombros e debaixo de suas asas você estará cheio de esperança. A verdade dele o cercará como um escudo.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Que o santo alimento oferecido e recebido em vosso sacramento nos fortaleça, Senhor, e nos conduza, purificados de velhas manchas, à mais íntima participação no mistério de nossa salvação.
 
 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

22 de fevereiro Cadeira de São Pedro e Santa Margarida de Cortona

 

  A cadeira de um Bispo é chamada de Cátedra. Daí vem o nome Catedral, ou seja, a igreja que abriga a Cátedra do Bispo local.
    Há registros do ano de 370, do Papa São Damásio I, descrevendo uma cadeira portátil que era usada pelo Bispo de Roma nas dependências do Vaticano e mencionando várias celebrações festivas de anos anteriores que eram feitas em sua honra. 
    A Sagrada Tradição sustenta que as relíquias da cadeira usada por São Pedro estão guardadas embaixo do assento de bronze dessa cadeira elevada, situada na Basílica de São Pedro, sustentada por 4 Doutores da Igreja que defenderam a primazia de São Pedro: Santo Ambrósio e Santo Atanásio, à esquerda, e São João Crisóstomo e Santo Agostinho, à direita.
    Registros igualmente antigos dão conta de uma segunda cadeira usada por São Pedro, que foi escondida nas catacumbas de Priscila.
     Assim da primitiva existiriam apenas uns pequenos pedaços que seriam encrostados nesta nova cadeira, igualmente de madeira, que encontra-se lacrada no tal compartimento de bronze da autoria de Gian Lorenzo Bernini. Para se o compreender é preciso pensar que, na altura, estava-se em plena contra-reforma em que foram construídos diversos outros relicários com a intenção de proteger as respectivas relíquias. Podemos ver que, como em O Êxtase de Santa Teresa, este é uma fusão da arte Barroco, escultura e arquitetura ricamente policromada, manipulando efeitos de luz. Depois possuí um painel com estofos padrão com um baixo-relevo de Cristo dando as chaves do céu a Pedro. Diversos anjos estão em torno do painel, em baixo há uma assento almofadado de bronze vazio: a relíquia da antiga cadeira está lá dentro.
  Na Bíblia, em Mateus 16:18-19, Jesus fala para Pedro: "Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam et portae inferi non praevalebunt adversum eam. et tibi dabo claves regni cælorum et quodcumque ligaveris super terram erit ligatum in cælis et quodcumque solveris super terram erit solutum in cælis." ("Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus"), esta frase está inscrita na cúpula em cima do relicário, sendo ambos vistos como símbolos da autoridade do Papa. Este evento é conhecido como Confissão de Pedro.


Ex cathedra.


  
 A infalibilidade papal é o dogma, a que afirma que o Papa em comunhão com o Sagrado Magistério, quando delibera e define (clarifica) solenemente algo em matéria de fé ou moral (os costumes), ex cathedra, está sempre correto. Isto porque, na clarificação solene e definitiva destas matérias, o Papa goza de assistência sobrenatural do Espírito Santo, que o preserva de todo o erro.

  O uso da infalibilidade é restrito somente às questões e verdades relativas à fé e à moral (costumes), que são divinamente reveladas ou que estão em íntima conexão com a Revelação divina. Uma vez proclamadas e definidas solenemente, estas matérias de fé e de moral transformam-se em dogmas, ou seja, em verdades imutáveis e infalíveis que qualquer católico deve aderir, aceitar e acreditar de uma maneira irrevogável.Logo, a consequência da infalibilidade é que a definição ex catedra dos Papas não pode ser revogada e é por si mesma irreformável.
  As declarações de um Papa em ex cathedra não devem ser confundidas com ensinamentos que são falíveis, como uma bula. A infalibilidade papal foi longamente discutida e ensinada como doutrina católica, tendo sido declarada um dogma na Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e infalibilidade do Papa, promulgada pelo Concílio Vaticano I. A Constituição foi promulgada na Quarta Sessão do Concílio, em 18 de julho de 1870, pelo Papa Pio IX.
  A parte dispositiva do documento tem o seguinte teor:
"O Romano Pontífice, quando fala "ex cathedra", isto é, quando no exercício de seu ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina de fé ou costumes que deve ser sustentada por toda a Igreja, possui, pela assistência divina que lhe foi prometida no bem-aventurado Pedro, aquela infalibilidade da qual o divino Redentor quis que gozasse a sua Igreja na definição da doutrina de fé e costumes. Por isto, ditas definições do Romano Pontífice são em si mesmas, e não pelo consentimento da Igreja, irreformáveis."
     A Igreja Católica acredita no dogma da infalibilidade papal porque ela, governada pelo Papa em união com os seus Bispos, professa que ela é o autêntico "sacramento de Jesus Cristo, a Verdade em pessoa e Aquele que veio trazer as verdades fun­da­mentais" à humanidade para a sua salvação.
 O dogma é o "efeito concreto" da "promessa de Cristo de preservar a sua Igreja na verdade".


Santa Margarida de Cortona


Tinha vinte e oito anos e era mãe de um menino quando ela perdeu seu amante, o conde de Montepulciano, na Itália. Ela encontrado morto ao pé de uma árvore. Ela voltou para o seu pai, um fazendeiro pobre da Toscana que o recebeu com amor. Ela queria ir para um convento de Cortona, mas recusou-a porque ela era muito bonita e ainda não tem idade suficiente. Ela decidiu resgatar seus erros por penitência pública, andando nas ruas, mostrado por um burro que, nas ruas da cidade, gritando seu passado. Ela vivia em um barraco para as pessoas ricas que lhe havia dado na parte inferior do seu jardim, enquanto os franciscanos foram responsáveis ​​por seu filho. Inscrito na Ordem Franciscana Secular, ela viveu vinte e três anos, recompensado por Deus muitos favores místicos.
No Cortona na Toscana, no ano de 1297, St. Margaret. Muito perturbado pela morte violenta de seu amante, ela lavou uma penitência salutar as manchas de sua juventude e recebeu na Ordem Terceira de São Francisco, ela retirou-se para a contemplação admirável de coisas celestiais, enriquecida por Deus com carismas a partir de cima.
Martirológio romano

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Margaret_of_Cortona.jpg  Santa Margarida, natural de Alviano na Toscana, tem o sobrenome de Cortona, cidade onde passou grande parte da vida e morreu. Menina de 8 anos, apenas, perde a mãe, que a tinha educado com todo o cuidado. A perda da mãe foi o princípio da infelicidade da pobre órfã. Não havendo quem lhe guiasse os passos e de certo modo substituísse o cuidado e a vigilância materna, Margarida viu-se em breve rodeada de elementos que pessimamente a influíram na formação do caráter. Bonita, atraente, de temperamento jovial e expansivo, deu ouvidos às vãs lisonjas e fúteis amabilidades, e abriu as portas do coração à vaidade.
Em vão o pai avisou-a do perigo que corria. Esses bons conselhos foram dados a ouvidos surdos. Dezesseis anos contava Margarida, quando abandonou secretamente a casa paterna, procurando a companhia de um jovem fidalgo, com quem viveu ilícita e criminosamente pelo espaço de nove anos, em Montepulciano. Deus, que permitira esta triste queda, não perdeu de vista a ovelhinha desgarrada. A consciência não deixou de fazer-lhe reclamos, com insistência cada vez mais acentuada.
    Debalde, Margarida não se animava a deixar a vida, que a algemava aos prazeres ilícitos. Deu-se então um fato que lhe abriu os olhos e a chamou ao bom caminho. O amante tendo empreendido longa viagem de negócio, foi em caminho assaltado e assassinado. O cadáver esteve dois dias e duas noites no lugar do crime, ficando-lhe ao lado o cão, que tinha acompanhado o dono.    No terceiro dia apareceu o fiel animal na casa de Margarida e pelo latido plangente, deu sinal de um acontecimento extraordinário.
   Como, porém, Margarida não desse atenção, o cão puxou-a pelo vestido, como se quisesse convidá-la a acompanhá-lo. Margarida então atendeu e o cão conduziu-a ao lugar onde se achava o corpo do assassinado, já em estado de decomposição bem adiantada, enchendo o ambiente de cheiro insuportável.
  Margarida, diante do espetáculo que se lhe apresentava ante os olhos, impressionou-se profundamente e o primeiro pensamento que lhe veio, foi: “Onde estará sua alma?” Que momento de horror para Margarida! Mas também era a hora da graça e da salvação que se aproximava!
   A porta do coração, tanto tempo fechada aos convites de Deus, abriu-se ao Bom Pastor. Jesus, que tinha andado tantos anos atrás desta ovelha tresmalhada achou-a enfim e, pondo-a sobre os ombros, levou-a ao aprisco. Lágrimas de arrependimento borbulhavam dos olhos de Margarida; uma dor profunda e sincera feria-lhe o coração; mas, animada por uma confiança ilimitada na misericórdia de Deus, dizia de si para si: “Deus quer salvar-me. Porque teve tanta paciência comigo? É seu amor, que me deu tanto tempo para fazer penitência; é seu amor que me mandou este tremendo aviso, quem sabe? Talvez o último”.
      Profundamente abalada, no seu interior, voltou para casa, resolvida a dizer adeus ao pecado e começar uma nova vida, vida de penitência. Fez o voto de dedicar o resto da vida à mais severa penitência. Caiu-lhe na alma, como um peso enorme, o modo ingrato com que tratara o pai e parecia-lhe ouvir os gemidos de dor, que durante nove anos, seu procedimento tinha arrancado do coração do seu maior benfeitor.
     Resolutamente se pôs a caminho, à procura do pai. Embora compenetrada da gravidade da culpa, embora dizendo-se indigna do paternal perdão, resolvida estava a fazer tudo, para reparar a falta e reabilitar-se na amizade do pai. Margarida contava então 25 anos.
    Chegando a Alviano, em altos soluços, prostrou-se aos pés do pai, pedindo a recebesse outra vez em sua casa, pois que estava resolvida a mudar de vida. O pai comoveu-se diante do pedido da filha e recebeu-a com todo amor; não assim, porém, a madrasta, que não viu de bons olhos a permanência da pecadora em sua casa. Desolada e sem saber o que fazer, sem recursos e sem residência, no auge da provação, Margarida sentou-se num tronco à beira do caminho. O demônio logo entrou em cena, tentando-a: “Você tem somente 26 anos e está no auge de sua formosura. Muitos outros pretendentes surgirão. Vamos, erga a cabeça e recomece de novo a vida de fausto e de alegria!”. “Não! –– exclamou Margarida, resoluta. Já ofendi muito a Nosso Senhor, que verteu seu sangue inocente por mim. Mais vale a pena mendigar o pão que voltar ao pecado”. Nesse momento outra voz, a da graça, se fez ouvir: “Em Cortona os filhos de São Francisco compadecer-se-ão de ti e dir-te-ão o que fazer”.Nessa época Cortona era uma república, com administração autônoma. Era próspera e tinha vida religiosa intensa. A pobre Margarida, sem conhecer ninguém, procurou o convento dos frades franciscanos. Duas damas locais, Marinaria e Romeria Boscari, a encontraram e ficaram comovidas ao ver sua profunda tristeza e o sofrimento que se exprimia em seu rosto. Com bondade, perguntaram-lhe se precisava de algo. Margarida abriu-lhes a alma, contou seus pecados e sua inspiração de procurar os franciscanos da cidade. As duas nobres senhoras ofereceram-lhe abrigo em sua casa, e elas mesmas a apresentaram a Frei Bevegnati, varão venerável por sua virtude, que depois viria a escrever a história de Margarida. Esta, entre lágrimas e suspiros, fez uma confissão geral tão minuciosa, que durou oito dias. Pediu depois admissão na Ordem Terceira franciscana, também chamada da Penitência.
  Assim, exposta de novo ao perigo, Margarida, renovou o protesto de antes morrer de fome, do que voltar à vida anterior. Elevando os olhos ao céu, exclamou: “Meu Senhor e Salvador de minha alma, quereis que ela se perca? Ela vos custou tanto como a de Madalena. O’ vós que me remistes, pelo preço de vosso sangue, não me desampareis no meu mísero estado! Tende compaixão de mim!” Deus ouviu a oração da pobre pecadora. Esta, cedendo a um impulso interior, dirigiu-se a Cortona, para lá se confessar e receber do confessor a diretiva de uma nova vida. Fez a confissão geral, com muita contrição, na Igreja dos Padres Franciscanos. O pedido de Margarida de ser aceita entre as penitentes da Ordem Terceira pôde ser atendido, só depois dela ter dado prova suficiente de sua constância.
Preocupada em evitar uma recaída no pecado, Margarida cortou a formosa cabeleira, que tanto orgulho lhe causara, expôs o rosto ao sol para perder seu frescor, e examinava como reparar seu escândalo. Passou a dormir no solo e a alimentar-se apenas de ervas.
Certo domingo apareceu ela em Laviano na hora da Missa mais freqüentada, com uma corda ao pescoço, e ali, em altas vozes, pediu perdão a seus concidadãos pelo mau exemplo que lhes dera. Outra vez, em Cortona, Margarida fez-se arrastar com uma corda ao pescoço pelas ruas da cidade, enquanto uma mulher gritava: “Eis esta Margarida, que perdeu tantas almas; eis esta pecadora, que profanou tanto nossa cidade”.(1)
No intuito de se humilhar, muito mais coisas teria feito, se a obediência lhe tivesse permitido.
Margarida passava horas e horas de joelhos diante do Crucifixo, chorando por seus pecados. Seu arrependimento foi tão profundo e sincero, que um dia o Crucificado disse-lhe: “Teus pecados te são perdoados”.
Outra vez, quando em prantos meditava na Paixão de Nosso Senhor, Este perguntou-lhe: “Que queres, minha pobre pecadora?”. E Margarida, num transporte de amor, respondeu: “Senhor Jesus, não quero senão a Vós, e não procuro senão a Vós”.     A partir da conversão, a vida de Margarida foi uma série contínua de práticas de virtudes, principalmente da mortificação, penitência, humildade e paciência. Tinha por alimento só pão e água; por leito o soalho e de travesseiro servia-lhe uma pedra. A maior parte da noite passava em oração e em práticas de penitência. Para castigar e mortificar o corpo sujeitou-o à disciplina diária. A meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo não só lhe despertou no coração terno amor ao divino Salvador, mas também fez crescer-lhe cada vez mais o desejo de sofrer com ele e por ele. Os sofrimentos, que Deus lhe enviava aceitava-os com a maior paciência e o desprezo que recebia do mundo, causava-lhe prazer. O pesar de ter ofendido a Deus era tão grande, que não só chorava amargamente as infidelidades passadas, mas chegava até a desmaiar.
       Vinte e três anos passou Margarida penitenciando-se por seus pecados. Alguns anos depois da conversão lhe sobrevieram tentações as mais terríveis. O inimigo tudo fazia, para convencê-la da insuficiência das obras penitenciais. Surgiram na mente veleidades de abrandar a mortificação, sair de Cortona. Parecia-lhe que as penitências deviam ter já alcançado o completo perdão dos seus pecados e tinha a obrigação de conservar a vida, para poder servir a Deus muito tempo ainda. O bom senso, porém, e mais ainda a graça divina fizeram-lhe conhecer em tudo isto uma tentação diabólica.
     Numa ocasião, em que as tentações sobremodo a atormentaram, Margarida prostrou-se aos pés do Crucifixo, clamando a Deus que a socorresse. Cristo se dignou de aparecer a sua serva e disse-lhe: “Tem ânimo, minha filha! Estou contigo, no meio das tentações. Com apoio da minha graça, vencerás todas. Segue em tudo o conselho do teu confessor”. Não foi esta a única aparição que Margarida teve. Distinguiram-na com seus colóquios a SS. Virgem, vários Santos e principalmente o Anjo da Guarda.
     Este lhe deu certeza do completo perdão dos seus pecados. Apareciam-lhe também as almas do purgatório em particular aquelas que foram remidas pelas suas orações e penitências.
    A visão porém, mais consoladora que Cristo lhe concedeu, foi uma, pouco antes do feliz trânsito, em que Jesus, anunciando-lhe a proximidade da morte, assegurou-lhe a completa remissão dos pecados passados e que sua alma iria para o céu, acompanhada de todas as almas do Purgatório, que deviam a libertação às suas orações e boas obras. Com santa impaciência aguardou Margarida a chegada desta feliz data. Era o dia 22 de fevereiro de 1297. Margarida contava 48 anos. O corpo foi, em grande solenidade, enterrado na Igreja da Ordem de São Francisco, onde até hoje é conservado intacto. Muitos milagres têm provado a santidade da serva de Deus. Bento XIII inseriu-a solenemente no catálogo dos Santos, em 1728.
  Com esmolas recebidas Margarida fundou o Hospital de Santa Maria da Misericórdia, para cuidar dos pobres da cidade, a cargo de suas irmãs da Ordem Terceira Franciscana reunidas em uma Congregação por ela fundada, a das Poverelle. 
Margarida de Cortona, IPHAN-ESMuitos milagres, que o limite deste artigo não permite transcrever, foram operados por intercessão da penitente de Cortona, falecida aos 48 anos, no dia 22 de fevereiro de 1297. Seu corpo, transcorridos mais de 700 anos de sua morte, continua incorrupto. Ele pode ser visto num relicário de cristal, exposto na Basílica dedicada à sua honra, em Cortona.


Santa Margarida de Cortona martelo das uniões irregulares.E fez muita penitência tal impureza rogai a Deus pelo papa Francisco que apoia impurezas de 2 união e pior dar comunhão por tal escândalo.




Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.