domingo, 8 de setembro de 2019

Decimo Terceiro Domingo depois de Pentecoste.

08/09 Domingo 
Festa de Segunda Classe
Paramentos Verdes
Leitura da Epístola dos                                                        
Gálatas 3,16-22    
16.Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: aos seus descendentes, como se fossem muitos, mas fala de um só: e a tua descendência (Gn 12,7), isto é, a Cristo.17.Afirmo, portanto: a lei, que veio quatrocentos e trinta anos mais tarde, não pode anular o testamento feito por Deus em boa e devida forma e não pode tornar sem efeito a promessa.18.Porque, se a herança se obtivesse pela lei, já não proviria da promessa. Ora, pela promessa é que Deus deu o seu favor a Abraão.19.Então que é a lei? É um complemento ajuntado em vista das transgressões, até que viesse a descendência a quem fora feita a promessa; foi promulgada por anjos, passando por um intermediário.20.Mas não há intermediário, tratando-se de uma só pessoa, e Deus é um só.21.Portanto, é a lei contrária às promessas de Deus? De nenhum modo. Se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, em verdade a justiça viria pela lei;22.mas a Escritura encerrou tudo sob o império do pecado, para que a promessa mediante a fé em Jesus Cristo fosse dada aos que crêem.

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 17,11-19                                                                         
11.Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galiléia.12.Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando:13.Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!14.Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E quando eles iam andando, ficaram curados.15.Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz.16.Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano.17.Jesus lhe disse: Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove?18.Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?!19.E acrescentou: Levanta-te e vai, tua fé te salvou.


 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

Natividade de Nossa Senhora.


Os pais de Maria são chamados de Joaquim e Ana. Ambos pertencem à tribo de Judá, têm grandes rebanhos, e levar uma vida santa, mas sem filhos. Depois de anos de orações, o seu desejo é finalmente cumprida: Judéia, no sul de Israel, é o nascimento de Maria, a Imaculada Conceição. Nascimento, chamado de Natividade da Virgem Maria, é celebrada de 8 setembro.

   A Bem-aventurada Virgem mãe de Deus foi santificada no seio materno, antes de nascer? 
  São Tomás de Aquino refere-se de imediato ao fato de que a Igreja não celebraria a festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem se ela não fosse santa desde o nascimento. Portanto, se a Igreja celebra a festa de seu nascimento, significa que foi santa antes de nascer, ou seja, desde o seio materno [STh.III,q27,a.1,sed cont]. Ora, é plausível argumentar racionalmente favorável à santidade de Maria antes de nascer, se se considera o testemunho das Escrituras como, por exemplo, o do Evangelho de Lucas [1, 28], quando o anjo lhe diz: Salve, cheia de graças. Ora, se a outros foi concedido o privilégio da santificação no seio materno como, por exemplo, a Jeremias [1,5] e a João Batista [Lc 1,15], porque não àquela que gerou o Filho unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade [Jo 1,14].Daí concluir crer que a Bem-Aventurada Virgem Maria foi santificada no seio materno antes de nascer STh.III,q27,a.1,c.
   Os santos estão empolgadíssimos com o nascimento de Maria: "Antes do nascimento de Maria, dizem eles, o mundo foi enterrado na escuridão do pecado, com a qual parece Amanhecer anuncia o Sol da Justiça de ser perfeito.    Seu nascimento, Maria só cresceu a cada dia virtudes ... "
   Estrela continua a aumentar a luz, tão bonito em sua aparência, deve ser deslumbrante após a sua corrida! Que felicidade para os eleitos para contemplar as maravilhas operadas no céu por Deus em Maria! Enquanto isso, vamos nos unir com as honras da Igreja hoje em uma centena de títulos diferentes em uma variedade de santuários venerados.
  São Tomás de Aquino afirmado, no último período de sua vida, que a Virgem foi isenta do pecado original, o que lhe coloca entre os que defenderam a 
Imaculada Conceição de Maria.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

sábado, 7 de setembro de 2019

Nossa Senhora no Sábado

07/09 Sábado
Festa de Quarta Classe 
Paramentos Brancos

 
Epístola extraída do

Eclesiástico 24, 14-16
14 Desde o início, antes de todos os séculos, ele me criou, e não deixarei de existir até o fim dos séculos; e exerci as minhas funções diante dele na casa santa. 15 Assim fui firmada em Sião; repousei na cidade santa, e em Jerusalém está a sede do meu poder. 16 Lancei raízes no meio de um povo glorioso, cuja herança está na partilha de meu Deus; e fixei minha morada na assembléia dos santos. 

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 11, 27-28 
27 Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! 28 Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam! 

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

07 de setembro dia Santa Regina, Virgem e Mártir

 Santa Regina ou Reine, seu nome no idioma natal, viveu no século III, em Alise, antiga Gália, França. Seu nascimento foi marcado especialmente para ela, porque sua mãe morreu durante o parto. Por essa razão a criança precisou de uma ama de leite, no caso uma cristã. Foi ela que a inspirou nos caminhos da verdadeira fé e da virtude. Na adolescência, a própria Regina pediu para ser batizada no cristianismo, embora o ambiente em sua casa fosse pagão. A cada dia, tornava-se mais piedosa e tinha a convição de que queria ser esposa de Cristo. Nunca aceitava o cortejo dos rapazes que queriam desposá-la, tanto por sua beleza física como por suas virtudes e atitudes, que sempre eram exemplares. Ela simplesmente se afastava de todos, preferindo passar a maior parte do tempo reclusa em seu quarto, em oração e penitência.Entretanto o real martírio de Regina começou muito cedo, e em sua própria casa. O seu pai, um servidor do Império Romano chamado Olíbrio, passou a insistir para que ela aprendesse a reverenciar os deuses que a tratava de convencer para que se casasse com um homem tão rico. Até que um dia recebeu a denuncia de que Regina era cristã. No início não acreditou, mas decidiu que iria averiguar o assunto. Quando Olíbrio percebeu que era verdade, denunciou a própria filha ao imperador Décio, que seduziu-a com promessas vantajosas caso renegasse Cristo. Ao perceber que nada conseguiria com a bela jovem, muito menos demovê-la de sua fé, ele friamente a mandou para o suplício e decidiu encerrá-la em um calabouço. Passava o tempo sem que Regina cedesse. Então, Olybrius desafogou sua cólera fazendo açoitar a jovem e submetendo-a a outros tormentos. Em uma daquelas noites, recebeu em seu calabouço o consolo de uma visão da cruz ao mesmo tempo em que uma voz lhe dizia que sua libertação estava breve. No dia seguinte, Olybrius ordenou que fosse torturada e decapitada. No momento da execução, apareceu uma pomba branquíssima que causou a conversão de muitos dos que se encontravam presentes. A devoção a esta santa cresceu a partir do século VII. Acreditava-se estar seu corpo em Osnabruck; em 1648, por ocasião das negociações do tratado de Vestfália, o duque de Longueville conseguiu uma relíquia para Alísia. Mas Flavigny protestou. Em 1649, um médico constatou que o osso do braço (rádio) trazido de Osnabruck já se achava em Flavigny. Em 1693, o bispo de Autun adotou uma solução salomônica, autorizando ambas as partes a exporem suas relíquias.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

06 de setembro dia de São Zacarias, Profeta.

06/09 Sexta-feira
Festa de Quarta Classe 
Paramentos Verdes


 São Zacarias, cujo nome "זְכַרְיָה" significa "Lembrou/Memoria do/é que Senhor. “o Senhor lembrou ", foi um dos profetas pós – exílicos do Antigo Testamento (Judeus Tanakh).
Ele foi contemporâneo de Ageu (Esdras 5:1). Com Ageu, ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram, para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6.14). Como filho de Baraquias, filhos de Ido, ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do Antigo Testamento, dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias. Ele foi um profeta duas tribos Reino de Judá, e foi o décimo primeiro profeta dos doze profetas menores. Conforme Ezequiel, ele foi um profeta do exílio. Ele descreveu a si mesmo (1:1) como "o Filho de Baraquias." Em Esdras 5:1 e 6:14 ele foi chamado "o filho de Iddo," que foi na realidade seu avô. Sua carreira profética iniciou-se no segundo ano de Dario, Rei da Pérsia (520 A.C.), cerca de seis anos antes do primeiro grupo que retornou do exílio babilônico. A vida do profeta Zacarias é cercada de visões, profecias e prodígios”. Nas Escrituras Sagradas existe um livro com seu nome, no qual são narradas as passagens de sua vida religiosa. Ele é constantemente citado no Novo Testamento.
Viveu o seu ministério profético por volta de 520 antes de Cristo, quando estava sendo erguido o Templo de Jerusalém. Tendo recebido o chamado de Deus, foi convidado a espalhar a Sua palavra, para que se fizesse penitência tendo em vista a vinda de Jesus, ou do próprio Deus encarnado, em um novo tempo onde reinariam a paz e a alegria.
Sua característica é o messianismo. Zacarias, pertencia à tribo de Levi e já idoso, voltou para a Palestina. Em sua velhice continuaria sua obra, que denunciava o fim dos tempos, acreditando na vinda do Salvador à terra. Morreu em idade avançada e seu túmulo se encontra ao lado do túmulo de Ageu.


Leitura da Epístola dos  
II Coríntios 3,4-9                                                                                            
4.Tal é a convicção que temos em Deus por Cristo.5.Não que sejamos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus.6.Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.7.Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face (embora transitório),8.quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito!9.Se o ministério da condenação já foi glorioso, muito mais o há de sobrepujar em glória o ministério da justificação !

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 10,23-37  
23.E voltou-se para os seus discípulos, e disse: Ditosos os olhos que vêem o que vós vedes,24.pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.25.Levantou-se um doutor da lei e, para pô-lo à prova, perguntou: Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna?26.Disse-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como é que lês?27.Respondeu ele: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento (Dt 6,5); e a teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18).28.Falou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isto e viverás.29.Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo?30.Jesus então contou: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de ladrões, que o despojaram; e depois de o terem maltratado com muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o meio morto.31.Por acaso desceu pelo mesmo caminho um sacerdote, viu-o e passou adiante.32.Igualmente um levita, chegando àquele lugar, viu-o e passou também adiante.33.Mas um samaritano que viajava, chegando àquele lugar, viu-o e moveu-se de compaixão.34.Aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; colocou-o sobre a sua própria montaria e levou-o a uma hospedaria e tratou dele.35.No dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo-lhe: Trata dele e, quanto gastares a mais, na volta to pagarei.36.Qual destes três parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?37.Respondeu o doutor: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe disse: Vai, e faze tu o mesmo.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

05 de setembro dia de São Lourenço Justiniano, Bispo e Confessor

05/09 Quinta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos
“Nenhuma língua humana poderá enumerar os favores que se correlacionam com a Santa Missa. O pecador se reconcilia com Deus, o justo fica mais reto, os pecados são apagados, os vícios eliminados, a virtude e os méritos crescem e as artimanhas do demônio são frustradas.”
     
São Lourenço Justiniano

Filho da nobre família Justiniano, Lourenço nasceu em Veneza, no dia 1º de julho de 1380. Desde cedo, já manifestava seu repúdio ao orgulho, à ganância e à corrupção que havia em sua terra natal. Na adolescência, teve uma visão da Sabedoria Eterna e decidiu dedicar-se à vida religiosa. Sua única ambição era amar e servir a Deus. Procurando o aprimoramento espiritual, tornou-se um mendigo em sua cidade, chegando a esmolar na porta da casa de seus próprios pais. A vanguardista Veneza do século XV era um efervescente laboratório de reforma católica, destinado a produzir frutos preciosos. Um deles foi Lourenço Justiniano. Aos dezenove anos de idade ele era considerado um modelo de virtude, austeridade e humildade. Em 1404, já diácono, uniu-se a outros sacerdotes e ingressou no Mosteiro de São Jorge, em Alga, para viver em comunidade com eles, depois reconhecidos como “Companhia dos Cônegos Seculares”, pioneiros do esforço reformador. Tornou-se sacerdote em 1407 e dois anos depois foi eleito superior da Comunidade de São Jorge, em Alga. Não era um bom orador, em contrapartida tornava sua pregação eficiente com sua dedicação ao mistério do confessionário, seu exemplo de humilde mendicante e seu trabalho de escritor incansável. Sua obra inclui livros para doutores e leigos, incluindo tratados teológicos e simples manuais de catequese. Os seus escritos trazem a matriz da idéia da “Sabedoria Eterna”, eixo da sua mística, tanto para a perfeição interior como para a retidão da vida episcopal. A contragosto, em 1433, foi consagrado bispo de Castelo, uma pequena diocese. Em 1451, o papa Nicolau V extinguiu essa diocese e consagrou Lourenço Justiniano primeiro patriarca de Veneza. Nessas administrações, deixou sua marca singular impressa com suas virtudes, sendo considerado um homem sábio, piedoso e caridoso, principalmente com os mais pecadores. Nesses cargos ergueu mais de quinze conventos e muitas igrejas, aumentando, assim, seu já enorme rebanho. Tornou-se um exemplo de pastor, amado por todos os fiéis, que obedeciam à sua pregação e ao seu exemplo no seguimento de Cristo. Rodeado por seus amigos do clero em seu leito de morte, no dia 8 de janeiro de 1456, Lourenço Justiniano deixou, como mensagem aos cristãos, observar os mandamentos da lei de Deus. Depois de sua morte, muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão, por isso foi canonizado, no ano de 1690, pelo papa Alexandre VIII. Sua festa foi indicada para ser celebrada no dia 5 de setembro.

Leitura da Epístola dos

  Eclesiástico 44;16,27 
16.Henoc agradou a Deus e foi transportado ao paraíso, para excitar as nações à penitência.17.Noé foi julgado justo e perfeito, e no tempo da ira tornou-se o elo de reconciliação.18.Por isso foram deixados alguns na terra, quando veio o dilúvio.19.Ele foi o depositário das alianças feitas com o mundo, a fim de que ninguém doravante fosse destruído por dilúvio.20.Abraão é o pai ilustre de uma infinidade de povos. Ninguém lhe foi igual em glória: guardou a lei do Altíssimo, e fez aliança com ele.21.O Senhor marcou essa aliança em sua carne; na provação, mostrou-se fiel.22.Por isso jurou Deus que o havia de glorificar na sua raça, e prometeu que ele cresceria como o pó da terra.23.Prometeu-lhe que exaltaria sua raça como as estrelas, e que seu quinhão de herança se estenderia de um mar a outro: desde o rio até as extremidades da terra.24.Ele fez o mesmo com Isaac, por causa de seu pai, Abraão.25.O Senhor deu-lhe a bênção de todas as nações, e confirmou sua aliança sobre a cabeça de Jacó.26.Distinguiu-o com suas bênçãos, deu-lhe a herança, e repartiu-a entre as doze tribos.27.Conservou-lhe homens cheios de misericórdia, que encontraram graça aos olhos de toda carne.
                                                                                                             
Sequência do Santo Evangelho

São Mateus 25,14-23    
14.Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens.15.A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu.16.Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco.17.Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois.18.Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor.19.Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas.20.O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: - Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.'21.Disse-lhe seu senhor: - Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.22.O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: - Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei.23.Disse-lhe seu senhor: - Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

04 de setembro dia de Santa Rosália, Virgem.

04/09 Quarta-feira
Festa de Quarta Classe 
Paramentos Verdes
 Santa Rosália nasceu no ano 1125 em Palermo, na Sicília, Itália. Era filha de Sinibaldo, rico feudatário, senhor da região dos Montes “da Quisquinia e das Rosas”, e de Maria Guiscarda, sobrinha do rei normando Rogério II. Portanto, Rosália era muito rica e vivia numa corte muito importante da época, uma família nobre do sul da Itália e mesmo distantemente, era descendente do grande imperador Carlos Magno.
Durante a adolescência foi ser dama da corte da rainha Margarida, esposa do rei Guilherme I da Sicília, que apreciava sua companhia amável e generosa. Porém, nada disso a atraía ou estimulava. Sabia que sua vocação era servir a Deus e ansiava pela vida monástica. Aos catorze anos, levando consigo apenas um crucifixo, abandonou de vez a corte e se refugiou solitária numa caverna nos arredores de Palermo. O local pertencia ao feudo paterno e era um local ideal para a reclusão monástica. Ficava próximo do convento dos beneditinos que possuía uma pequena igreja anexa. Assim mesmo vivendo isolada, podia participar as funções litúrgicas e receber orientação espiritual. Depois a jovem ermitã se transferiu para uma gruta no alto do Monte Pelegrino, que lhe fora doado pela amiga a rainha Margarida. Alí já existia uma pequena capela bizantina e, também, nos arredores os beneditinos com outro convento. Eles puderam acompanhar e testemunhar com seus registros a vida eremítica de Rosália, que viveu em oração, solidão e penitência. Muitos habitantes do povoado subiam o Monte, atraídos pela fama de santidade da ermitã. Até que no dia 04 de setembro de 1160, Rosália morreu, na sua gruta de Monte Pellegrino em Palermo. Vários milagres foram atribuídos a intercessão de Santa Rosália, como a extinção da peste que no século XII devastava a Sicília. O seu culto se difundiu enormemente entre os fiéis que invocavam como padroeira de Palermo. Embora para muitos esta celebração era apenas uma antiga tradição oral cristã, por falta de sinais reais da vida da Santa. Sinais estes que o estudioso Otávio Gaietani não conseguiu encontrar antes de morrer em 1620. Só três anos depois tudo foi esclarecido, parece que pela própria Santa Rosália. Consta que ela teria aparecido à uma mulher doente e lhe contou onde estavam escondidos os seus restos mortais. Esta mulher comunicou aos frades franciscanos do convento próximo de Monte Pelegrino, os quais de fato encontraram suas relíquias no local indicado, no dia 15 de junho de 1624. Quarenta dias após a descoberta dos ossos, dois pedreiros, trabalhando no convento dos dominicanos de Santo Estêvão de Quisquina, acharam em uma gruta uma inscrição latina, muito antiga, que dizia: “Eu, Rosália Sinibaldi, filha das rosas do Senhor, pelo amor de meu Senhor Jesus Cristo decidi morar nesta gruta de Quisquina.” Isto confirmou todos os dados pesquisados pelo falecido Gaietani. A autenticidade das relíquias e da inscrição foi comprovada por uma Comissão científica, reacendendo o culto à Santa Rosália, padroeira de Palermo. Contribuiu para isto também o Papa Ubaldo VIII que incluiu as duas datas no Martirológio Romano, em 1630. Assim, Santa Rosália é festejada em 15 de junho, data que suas relíquias foram encontradas e em 04 de setembro, data de sua morte. A urna com os restos mortais de Santa Rosália está guarda no Duomo de Palermo, na Sicília, Itália. Ó admirável Santa Rosália, tu te aplicaste aos rigores das mais ásperas penitências, na solidão de uma gruta por amor a Jesus, teu esposo. Concede-nos a graça de saber abraçar com fortaleza as provações desta vida, controlar nossas paixões e perdoar sempre a quantos nos ofendem. Intercede junto ao Senhor Jesus que nos inunde com Seu amor, para que possamos estar prontos a socorrer os que sofrem no corpo e no espírito e atingir, assim, a salvação eterna. Amém.


Leitura da Epístola dos  
II Coríntios 3,4-9                                                                                            
4.Tal é a convicção que temos em Deus por Cristo.5.Não que sejamos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus.6.Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra, e sim a do Espírito. Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.7.Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face (embora transitório),8.quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito!9.Se o ministério da condenação já foi glorioso, muito mais o há de sobrepujar em glória o ministério da justificação !

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 10,23-37  
23.E voltou-se para os seus discípulos, e disse: Ditosos os olhos que vêem o que vós vedes,24.pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.25.Levantou-se um doutor da lei e, para pô-lo à prova, perguntou: Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna?26.Disse-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como é que lês?27.Respondeu ele: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento (Dt 6,5); e a teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18).28.Falou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isto e viverás.29.Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo?30.Jesus então contou: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de ladrões, que o despojaram; e depois de o terem maltratado com muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o meio morto.31.Por acaso desceu pelo mesmo caminho um sacerdote, viu-o e passou adiante.32.Igualmente um levita, chegando àquele lugar, viu-o e passou também adiante.33.Mas um samaritano que viajava, chegando àquele lugar, viu-o e moveu-se de compaixão.34.Aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; colocou-o sobre a sua própria montaria e levou-o a uma hospedaria e tratou dele.35.No dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo-lhe: Trata dele e, quanto gastares a mais, na volta to pagarei.36.Qual destes três parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?37.Respondeu o doutor: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe disse: Vai, e faze tu o mesmo.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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terça-feira, 3 de setembro de 2019

03 de setembro dia de São Pio X, Papa e Confessor.

03/09 Terça-feira
Festa de Terceira Classe 
Paramentos Brancos



Leitura da Epístola dos
  

I Tessalonicenses 2,2-8  
2.Apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como sabeis, ousamos, confiados em nosso Deus, pregar-vos o Evangelho de Deus em meio de muitas lutas.3.A nossa pregação não provém de erro, nem de intenções fraudulentas, nem de engano.4.Mas, como Deus nos julgou dignos de nos confiar o Evangelho, falamos, não para agradar aos homens, e sim a Deus, que sonda os nossos corações.5.Com efeito, nunca usamos de adulação, como sabeis, nem fomos levados por fins interesseiros. Deus é testemunha.6.Não buscamos glórias humanas, nem de vós nem de outros.7.Na qualidade de apóstolos de Cristo, poderíamos apresentar-nos como pessoas de autoridade. Todavia, nos fizemos discretos no meio de vós. Como a mãe a acariciar os seus filhinhos,8.assim, em nossa ternura por vós, desejávamos não só comunicar-vos o Evangelho de Deus, mas até a nossa própria vida, porquanto nos sois muito queridos.

Sequência do Santo Evangelho

São João 21,15-17                                                                             
15.Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.16.Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.17.Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

02 de setembro dia de São Estevão, Rei e Confessor.

02/09 Segunda-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos

 O Rei Estêvão, o Grande, ou Santo Estêvão da Hungria (Szent István király em húngaro), c. 975 - 15/08/1038, foi o primeiro rei da Hungria. Seu pai foi o chefe tribal magiar Géza; sua mãe chamava-se Sarolt, e Estêvão recebeu ao nascer o nome de Vajk (que significa "herói"). Nascido na cidade de Esztergom, Vajk foi batizado aos 10 anos de idade juntamente com seu pai por Santo Adalberto de Praga, como pré-condição para receber de Roma a coroa da Hungria, e então renomeado Estêvão, em homenagem ao mártir da igreja primitiva, Santo Estêvão protomártir. Desde este momento o cristianismo firmou e cresceu entre o povo magyar e pouco depois sucedeu a seu pai no governo de seu povo Estêvão. No ano de 995, aos vinte anos de idade, recebeu por esposa Gisela, irmã do santo imperador Henrique II, tiveram três filhos, cujos nomes a história registrou: os varões Américo (Imre) e Otão (Ottó) e a filha Edviges (Hedvig). 
 Em momento tão decisivo, certamente experimentou os atrativos de uma vida de liberdade e independência de todo jugo religioso, conforme os antecedentes de seu povo nômade e guerreiro; porém, preparado já pelo batismo e  pela primeira educação recebida de seu pai e  atraído depois pelo afeto e pelas razões de sua esposa cristã, Gisela, decidiu-se pelo cristianismo e se propôs desde o início fazer de seu povo um povo profundamente cristão. Nos primeiros anos de seu governo deu as mais claras provas de seu espírito guerreiro e do indomável valor de seu braço, pois em uma série de guerras com rivais de sua própria tribo e com alguns povos vizinhos, assegurou definitivamente sua posição e sua independência. Isto foi de extraordinária importância em todos os passos que foi dando sucessivamente,  asegurando-lhe o prestígio militar que necessitava, cortando pela raiz todo princípio de rebelião contra a evidente superioridade que todos lhe reconheceram. 
Uma vez assegurada sua posição, dedicou-se plenamente à consolidação do cristianismo em seus territórios, para o qual lhe serviu de  instrumento o monge Ascherik ou Astrik.  Nomeado primeiro arcebispo dos magyares com o nome de Anastácio, Astrick se dirigiu a Roma, com a dupla comissão de Santo Estevão, de obter do Papa São Silvestre II (999-1003), antes de tudo, a  organização de uma hierarquia completa na Hungria e, em segundo lugar, a concessão do título de rei para Estevão,  segundo lhe instava a nobreza e a parte mais saudável de seu povo.
O Papa São Silvestre II viu claramente a importância de ambas comissões, destinadas à consolidação definitiva do cristianismo em um grande povo e, assim, com entendimentos com o  jovem imperador Otão III, que se encontrava então em Roma,  redigiu uma bula, na qual aprovava os bispos propostos por Estevão e  lhe concedia com toda solenidade o título de rei,  enviando para ele uma corôa real juntamente com sua bênção apostólica.  Santo Estevão saiu ao encontro do embaixador de Roma, escutou de pé e com grande respeito a  leitura da bula pontifícia, e  no Natal do ano 1000 foi solenemente coroado rei. 
Desde este momento se pode dizer que o novo rei Santo Estevão da Hungria entregou-se totalmente à rude tarefa de converter o povo dos magyares em um dos povos mais profundamente cristãos da Europa medieval.  Antes de tudo, era necessário instruir convenientemente a maior parte de seus súditos, que não conheciam o Evangelho e que, pelo contrário, estavam imbuídos nas práticas pagãs.  Para este trabalho de  evangelização de seu povo, Estevão pediu ajuda aos monges cluniacenses, então em grande fervor e  apogeu, e,  efetivamente, seu célebre abade Santo Odilon, que lhe concedeu grande quantidade de missionários. 
 Por outro lado, organizou o rei uma série de novas dioceses. Seu primeiro plano foi estabelecer os doze projetos, porém,  logo viu que devia proceder gradualmente, à medida que o clero ia capacitando-se para isso e  as circunstâncias o permitiam. A primeira foi a de Vesprem. Não muito depois da Esztergom, que foi constituída  em sede primada, e assim foram seguindo outras.  Paralelamente, Santo Estevão foi o grande construtor de igrejas. Assim, construiu a catedral metropolitana de Esztergom, outra em honra à Santíssima Virgem em Szekesfehervar, onde posteriormente eram coroados e enterrados os reis da Hungria. Santo Estevão estabeleceu neste lugar sua residência, pelo qual foi denominado Alba Regalis.
Desta forma continuou avançando rapidamente a cristianização da Hungria, que constitui a grande obra de Santo Estevão. Os principais instrumentos foram os monges de São Bento. Estevão completou a construção do grande mosteiro de São Martinho, começado por seu pai. Este mosteiro, existente todavia em nossos dias, conhecido com os nomes de Martinsberg ou Pannonhalma, foi sempre o centro da Congregação beneditina na Hungria.
 Em seu empenho, de cristianizar seu reino, protegeu a vida de piedade do povo em todas suas manifestações. Por isto, além de construir igrejas e mosteiros, organizou santuários dedicados à Santíssima Virgem, cuja devoção favoreceu e fomentou, ajudou e protegeu as peregrinações a Jerusalém e a Roma e, em geral, tudo o que significava fervor e vida cristã.  Ao contrário, perseguiu e procurou abolir, às vezes com excessivo rigor os costumes bárbaros ou supersticiosos do povo: reprimiu com severos castigos a blasfêmia, o adultério, o assassinato e  outros crimes ou pecados públicos. Enquanto por um lado se mostrava humilde, simples e acessível aos pobres e necessitados, era intransigente com os degenerados  e rebeldes para com a religião.



  Após derrotar os nobres pagãos que se lhe opunham e unificar as tribos magiares, reza a tradição que Estêvão recebeu do Papa Silvestre II uma coroa de ouro e pedras preciosas (a qual, denominada "Santa Coroa", tornou-se o símbolo do país), juntamente com uma cruz apostólica e uma carta de bênção em janeiro de 1001, com o que o papado o reconhecia como um rei cristão na Europa.
Uma de suas ocupações favoritas era distribuir esmolas aos pobres, com os que se mostrava indulgente e paternal.  Refere-se que, em certa ocasião, um grupo de mendigos caíram sobre ele, o maltrataram e roubaram o dinheiro que tinha destinado para os demais. O rei tomou com mansidão e  bom humor este atropelo,  porém,  os nobres trataram de impedir que se expusesse de novo sua pessoa a  outro ato semelhante. Sem embargo, a despeito de todos, ele renovou sua promessa de não negar nunca esmola a quem se lhe pedisse. Precisamente, este insigne exemplo de virtude, era o que mais influxo exercia sobre todos os que entravam em contato com ele.
Sobre esta base da mais profunda religiosidade, Santo Estevão deu uma nova legislação e organizou definitivamente a seu povo. Com o objeto de obter a mais perfeita unidade, aboliu as divisões de tribos e  dividiu o reino em trinta e nove condados, correspondentes às divisões eclesiásticas.  Além disso, introduzindo com algumas limitações o sistema feudal, uniu fortemente a sua causa à nobreza.  Por isto, Santo Estevão deve ser considerado como o fundador da verdadeira unidade da Hungria. 
Certamente teve opositores e descontentes dentro e fora de seu território.  Por isso, ainda que tão decidido amigo da paz, teve que fechar mão de seus extraordinários dotes de guerreiro para manter a unidade e defender seus direitos. Assim, venceu a Gyula de Transilvânia, e quando em 1030 o imperador Cornado II da Alemanha invadiu a Hungria, Santo Estevão ordenou penitências e orações em todo o reino e com tanto valor se opôs com seu exército às forças invasoras, que Conrado II teve que abandonar todo o território com incalculáveis perdas.  Por outro lado, teve que manter seus direitos frente à Polônia, ajudou nos Balcanes aos bizantinos e  realizou constantemente uma política de defesa dos interesses de seu território.
Os últimos anos de sua vida foram perturbados por infelicidades domésticas e  dificuldades internas. Seu filho e sucessor, Santo Emerico, a quem Estevão tratava já de  entregar parte do governo, morreu inesperadamente em  1031.  As crônicas referem que,  ao ter notícia desta tragédia, o santo rei exclamou: "Deus o amava muito, e por isto o levou consigo", porém, de fato, caiu em grande desalento.  Mas as consequências desta tragédia foram sumamente lamentáveis. Os últimos anos de vida de Santo Estevão foram uma verdadeira teia de intrigas com relação à sucessão, que foram constantemente crescendo à medida que piorava a saúde de Estevão pois seus filhos já haviam morrido.
 Entre os quatro pretendentes que se apresentaram o que mais distúrbios ocasionou foi o filho de Gisela, irmã do rei, mulher ambiciosa e cruel, que vivia na corte húngara e se propôs a todo custo apoderar-se do trono da Hungria. As constantes tristezas que todas estas coisas ocasionavam ao santo rei foram minando sua saúde, até que,  no ano de 1038, na festa da Assunção, entregou sua alma a Deus. foi enterrado em Szekesfehervar, ao lado de seu filho Emerico, enquanto sua esposa, Gisela,  se retirava para o convento das beneditinas de Passau.
Rapidamente Estevão foi objeto da mais entusiasta veneração, pois o povo cristão mantinha a mais viva recordação de suas extraordinárias qualidades como guerreiro, como governante, como pai de seus súditos e  como rei ideal cristão, mas sobretudo, estimava e  louvava sua extraordinária piedade e espírito religioso, sua submissão à hierarquia e, particularmente ao Romano Pontífice, a quem se declarava devedor da coroa e de quem se declarou súdito feudal, e  seu entranhável amor aos pobres.  Já no ano 1083, suas relíquias, juntamente com as de seu filho Emerico, foram postas à veneração pública durante o governo de São Gregório VII, o qual equilavia à canonização dos nossos tempos. Rapidamente Santo estevão se  fez popular em toda a  Europa cristã. Na Alemanha maniveram-se verdadeiras correntes de devoção até às peregrinações húngaras, que ao longo da Idade Média acorriam grandes massas à Colônia ou ao Aquisgrão. Em territórios sumamente distantes se encontram pegadas desta veneração crescente por Santo Estevão da Hungria. Assim, se encontrou na Bélgica,  na região de Namur, na Itália, em Montecassino e na própria Rússia. Este fenômeno se deve, indubitavelmente, à predileção que Santo estevão mostrou sempre pelas peregrinações e o favor que sempre prestou aos peregrinos. Assim se explica quão salutar a Igreja lhe dedicar um ofício litúrgico na Hungria, que Inocêncio XI (1676-1689) extendeu à toda Igreja. 
É curioso o antigo costume de apresentar a Santo Estevão extremamente ancião, sendo assim que morreu contando somente uns sessenta e três anos e com um manto de coroação, na forma de casula, de que ele mesmo havia feito donativo à igreja de Alba Regalis (Szekesfehervar).
Tendo presente, por um lado, como favoreceu constantemente á obra dos beneditinos e, por outro, como seu espírito profundamente religioso, sua piedade eminentemente litúrgica, sua hospotalidade e amor aos pobres o assemleham tanto ao espírito de São Bento, observa-se que Santo Estevão da Hungria foi um rei beneditino e levou ao trono o espírito da regra beneditina. Mais ainda. De certa maneira,  se chegou a dizer, é mais beneditino que São Bento e seus filhos. Pois é conhecido que ele tinha o piedoso costume de entregar cada ano seu cargo na igreja de São Martinho. de fato, a regra de São Bento, não pede tanto de seus abades.
Por Bernardirno Llorca, S.I. (Vide refererência na base)
Casou-se, ao que parece em 995, com a beata Gisela da Baviera, filha do Henrique II da Baviera e de Gisela da Borgonha.

Leitura da Epístola dos

Eclesiástico 31,8-11
8 Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros! 9 Quem é esse homem para que o felicitemos? Ele fez prodígios durante sua vida. 10 Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito, está reservada uma glória eterna: ele podia transgredir a lei e não a violou; ele podia fazer o mal e não o fez. 11 Por isso seus bens serão fortalecidos no Senhor, e toda a assembléia dos santos louvará suas esmolas. 

Sequência do Santo Evangelho


São Lucas 19,12-26  
12 Um homem ilustre foi para um país distante, a fim de ser investido da realeza e depois regressar. 13 Chamou dez dos seus servos e deu-lhes dez minas, dizendo-lhes: Negociai até eu voltar. 14 Mas os homens daquela região odiavam-no e enviaram atrás dele embaixadores, para protestarem: Não queremos que ele reine sobre nós. 15 Quando, investido da dignidade real, voltou, mandou chamar os servos a quem confiara o dinheiro, a fim de saber quanto cada um tinha lucrado. 16 Veio o primeiro: Senhor, a tua mina rendeu dez outras minas. 17 Ele lhe disse: Muito bem, servo bom; porque foste fiel nas coisas pequenas, receberás o governo de dez cidades. 18 Veio o segundo: Senhor, a tua mina rendeu cinco outras minas. 19 Disse a este: Sê também tu governador de cinco cidades. 20 Veio também o outro: Senhor, aqui tens a tua mina, que guardei embrulhada num lenço; 21 pois tive medo de ti, por seres homem rigoroso, que tiras o que não puseste e ceifas o que não semeaste. 22 Replicou-lhe ele: Servo mau, pelas tuas palavras te julgo. Sabias que sou rigoroso, que tiro o que não depositei e ceifo o que não semeei... 23 Por que, pois, não puseste o meu dinheiro num banco? Na minha volta, eu o teria retirado com juros. 24 E disse aos que estavam presentes: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem dez minas. 25 Replicaram-lhe: Senhor, este já tem dez minas!... 26 Eu vos declaro: a todo aquele que tiver, dar-se-lhe-á; mas, ao que não tiver, ser-lhe-á tirado até o que tem. 
                                                                          

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário