quarta-feira, 11 de março de 2026

Quarta-feira da 3ª Semana da Quaresma .

   11/03 Quarta-feira 
Festa de Terceira Classe 
Paramentos Roxos


Intróito/Sal. 30, 7-8.
Por mim, espero no Senhor. Eu me regozijarei e me regozijarei em sua misericórdia, pois Senhor olhou para meu estado humilhado.Ps. ibid., 2.Eu esperei em ti, Senhor; que eu nunca seja confundido; na tua justiça livra-me e salva-me.V/. Glória Patri.

Coleta
Fazei, nós vos suplicamos, Senhor, que, formados por estes jejuns salutares, e também nos afastando de tão nocivos vícios, obtenhamos mais facilmente os efeitos da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor.

Leitura da Epístola do livro do 

Êxodo 20, 12-24
12 Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, teu Deus. 13 Não matarás. 14 Não cometerás adultério. 15 Não furtarás. 16 Não levantarás falso testemunho contra teu próximo. 17 Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence.? 18 Diante dos trovões, das chamas, da voz da trombeta e do monte que fumegava, o povo tremia e conservava-se à distância. 19 E disseram a Moisés: ?Fala-nos tu mesmo, e te ouviremos; mas não nos fale Deus, para que não morramos.? 20 Moisés respondeu-lhes: ?Não temais, porque é para vos provar que Deus veio e para que o seu temor, sempre presente aos vossos olhos, vos preserve de pecar?. 21 E o povo conservou-se à distância, enquanto Moisés se aproximava da nuvem onde se encontrava Deus. 22 O Senhor disse a Moisés: ?Eis o que dirás aos israelitas: vistes que vos falei dos céus. 23 Não fareis deuses de prata, nem deuses de ouro para pôr ao meu lado. 24 Tu me levantarás um altar de terra, sobre o qual oferecerás teus holocaustos e teus sacrifícios pacíficos, tuas ovelhas e teus bois. Em todo lugar onde eu fizer recordar o meu nome, virei a ti para te abençoar. 

Gradual/ Sal. 6, 3-4.
Tem piedade de mim, Senhor, porque sou impotente; Cura-me, Senhor.
V / Meus ossos estão abalados e minha alma está toda perturbada.

Trato/Sal. 102, 10.
Senhor, não nos trates segundo os nossos pecados, e não nos castigues segundo as nossas iniqüidades.
V/.Sal. 78, 8-9.Senhor, não se lembre mais de nossas antigas iniqüidades; que suas misericórdias venham apressadamente ao nosso encontro, pois estamos reduzidos à última miséria.
(Hic genuflectitur) V/. Adiuva nos, Deus, salutáris noster: et propter glóriam nóminis tui, Dómine, libera nos: et propítius esto peccátis nostris, propter nomen tuum.Ajoelhamo-nos V/. Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, e para a glória do teu nome, Senhor, livra-nos e perdoa-nos os nossos pecados, por amor do teu nome.

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus 15,1-20
1 Alguns fariseus e escribas de Jerusalém vieram um dia ter com Jesus e lhe disseram: 2 Por que transgridem teus discípulos a tradição dos antigos? Nem mesmo lavam as mãos antes de comer. 3 Jesus respondeu-lhes: E vós, por que violais os preceitos de Deus, por causa de vossa tradição? 4 Deus disse: Honra teu pai e tua mãe; aquele que amaldiçoar seu pai ou sua mãe será castigado de morte (Ex 20,12; 21,17). 5 Mas vós dizeis: Aquele que disser a seu pai ou a sua mãe: aquilo com que eu vos poderia assistir, já ofereci a Deus, 6 esse já não é obrigado a socorrer de outro modo a seus pais. Assim, por causa de vossa tradição, anulais a palavra de Deus. 7 Hipócritas! É bem de vós que fala o profeta Isaías: 8 Este povo somente me honra com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim. 9 Vão é o culto que me prestam, porque ensinam preceitos que só vêm dos homens (Is 29,13). 10 Depois, reuniu os assistentes e disse-lhes: 11 Ouvi e compreendei. Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai dele. Eis o que mancha o homem. 12 Então se aproximaram dele seus discípulos e disseram-lhe: Sabes que os fariseus se escandalizaram com as palavras que ouviram? 13 Jesus respondeu: Toda planta que meu Pai celeste não plantou será arrancada pela raiz. 14 Deixai-os. São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala. 15 Tomando então a palavra, Pedro disse: Explica-nos esta parábola. 16 Jesus respondeu: Sois também vós de tão pouca compreensão? 17 Não compreendeis que tudo o que entra pela boca vai ao ventre e depois é lançado num lugar secreto? 18 Ao contrário, aquilo que sai da boca provém do coração, e é isso o que mancha o homem. 19 Porque é do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias. 20 Eis o que mancha o homem. Comer, porém, sem ter lavado as mãos, isso não mancha o homem.

Ofertório/Sal. 108, 21.
Senhor, trata-me segundo a tua misericórdia, por causa do teu nome, porque a tua misericórdia é cheia de doçura.

Secreta
Recebe, nós te imploramos, Senhor, as orações do teu povo com a oferta das hóstias e defende-nos de todos os perigos enquanto celebramos os teus mistérios. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .

Comunhão/ Sal. 15, 10.
Senhor me fez conhecer os caminhos da vida; Tu me encherás de alegria com o teu rosto, Senhor.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Que o banquete celestial do qual participamos nos santifique, Senhor, e depois de nos purificar de todos os erros, nos torne dignos das promessas eternas. Por Nosso Senhor.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo.Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oração.Concéde, quǽsumus, omnipotens Deus: ut, qui protectiónis tuæ grátiam qu.rimus, liberáti a malis ómnibus, secúra tibi mente serviámus. Por Dominum.Rezar.Concede, por favor, ó Deus Todo-Poderoso, que buscas a graça de tua proteção, ser livrado de todos os males e servir-te com almas confiantes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

Dia 11 de março dia do Santo Eulógio


  Santo Eulógio sacerdote e mártir(+859) talvez seja a vítima mais célebre da invasão da Espanha pelos árabes vindos da África ao longo dos séculos VIII ao XIII. Entretanto, inicialmente todos os cristãos espanhóis não eram candidatos ao martírio ou à escravidão e os Califas não eram tidos como intolerantes e sanguinários. Ao contrário, a Espanha gozava, sob a dominação dos árabes, longos períodos de paz e de benesses, determinantes para o desenvolvimento de um alto padrão de civilização, diferente do concedido pela dominação dos romanos.
  Também na religião, eles pareciam tolerantes. Não combatiam o Cristianismo, mas o mantinham à sombra e abafado, sem força para se difundir, para fazer progressos, para que não entrasse em polêmica com a religião do Estado, ou seja, a muçulmana. Desejavam um Cristianismo adormecido.
  Mas os católicos da Espanha não se submeteram aos desejos dos árabes. E não por provocação aos muçulmanos, mas porque a sua fé, vivida com coerência, não podia se apagar pela renúncia e pelo silêncio. Também Eulógio, nascido em Córdoba de uma família da nobreza da cidade, foi um desses cristãos íntegros.
  Ele era sacerdote de Córdoba quando a perseguição aos cristãos começou e já era famoso pela cultura e atuação social audaciosa, ao mesmo tempo em que trabalhava com humildade junto aos pobres e necessitados. Formado na Universidade de Córdoba, muito requisitada na época, ele lecionava numa escola pública e se reciclava visitando dezenas de museus, mosteiros e centros de estudos.
  Escrevia muito, como por exemplo os livros: "Memorial" e "Apologia", nos quais fez uma contundente análise da religião muçulmana confrontada com a cristã, pregando a verdade à luz do cristianismo e a liberdade pela fé em Cristo. Essa defesa da fé cristã e dos fiéis ele apregoava na escola pública onde lecionava bem como nos conventos e igrejas que visitava, aprimorando os preceitos do cristianismo aos fiéis e às pessoas que o escutavam, conseguido milhares de conversões.
  Por isso, e por assistir aos cristãos presos, os quais amparava na fé, o valoroso padre espanhol irritou as autoridades árabes que, apesar do respeito que tinham por ele, mandaram prende-lo. Baseado no que ocorria nos calabouços, onde eram jogados os cristãos antes da execução da pena de morte, escreveu a "História dos Mártires da Espanha". Uma obra que registrou para a posteridade o martírio de pessoas cujo único crime era manter sua convicção na fé em Cristo.
  Depois, libertado graças à influência de familiares e autoridades locais, voltou a atuar com a mesma força. Falecido o bispo de Córdoba, Eulógio foi nomeado para o cargo. Passou então a ser considerado líder da resistência aos muçulmanos e, quando conseguiu converter a filha de um influente chefe árabe, a paciência dos islâmicos chegou ao fim. Eulógio foi novamente processado, preso e, desta vez, condenado à morte.
  Sua execução se deu no dia 11 de março de 859. Data que a Igreja manteve para sua festa, já muito antiga para os cristãos espanhóis e os da África do Norte, depois estendida para todos os cristãos, pela tradição de sua veneração.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

terça-feira, 10 de março de 2026

Terça-feira da Terceira Semana da Quaresma

10/03 Terceira Semana da Quaresma
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos

Intróito/Pr. 16, 6 e 8.
Eu clamei, meu Deus, porque Ele me respondeu; incline seu ouvido para mim e ouça minhas palavras. Guarda-me, Senhor, como a menina dos teus olhos, protege-me à sombra das tuas asas Ps. ibid., 1.Ouve, Senhor, minha justiça; esteja atento à minha súplica.V/. Glória Patri.

Coleta
Ouça-nos, Deus todo-poderoso e misericordioso, e conceda-nos, em sua bondade, o dom da continência saudável. Por N.-S.

Leitura da Epístola do livro do profeta

II Reis 4, 1-7
A mulher de um dos filhos dos profetas clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu, e sabes que ele temia o Senhor. Ora, eis que veio o credor tomar os meus dois filhos para fazê-los seus escravos. 2 Eliseu disse-lhe: Que posso eu fazer por ti? Dize-me: que tens em tua casa? Ela respondeu: Tua serva só tem em sua casa uma garrafa de óleo. Vai, replicou Eliseu, pede emprestadas às tuas vizinhas ânforas vazias em grande quantidade. Depois entra, fecha a porta atrás de ti e de teus filhos, e enche com o óleo estas ânforas, pondo-as de lado à medida que estiverem cheias! 5 Partiu a mulher e fechou a porta atrás de si e de seus filhos. Estes traziam-lhe as ânforas e ela as enchia. 6 Tendo enchido as ânforas, disse ela ao seu filho: Dá-me mais uma ânfora. Não há mais, respondeu ele. E o óleo cessou de correr. 7 A mulher foi e contou tudo ao homem de Deus. Este disse-lhe: Vai e vende esse óleo para pagar a tua dívida. Depois disso, tu e teus filhos vivereis do resto.

Gradual/Sal. 18,13-14.
Purifica-me dos pecados que estão ocultos em mim, Senhor, e preserva teu servo da corrupção dos estranhos.
V / Se eles não governarem, então serei imaculado e limpo de um pecado muito grande.

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus, 18,15-22
15 Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. 16 Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. 17 Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. 18 Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu. 19 Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. 20 Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. 21 Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? 22 Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Ofertório/ Sal. 117, 16 e 17.
A destra do Senhor fez explodir o seu poder, a destra do Senhor me exaltou, não morrerei, mas viverei, e contarei as obras do Senhor.

Secreta
Nós vos suplicamos, Senhor, aplicai-nos por meio deste sacramento o fruto da nossa redenção; que sua virtude sempre nos afasta dos excessos aos quais a natureza humana está exposta e nos conduz ao dom da salvação. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .

Comunhão/ Sal. 14, 1-2.
Senhor quem habitará no teu tabernáculo? ou quem descansará no teu santo monte? Aquele que vive sem mancha e pratica a justiça.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Purificados por estes sagrados mistérios, rogamos, Senhor, que nos conceda perdão e graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo. Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oração.Tua nos, Dómine, proteção defender: et ab omni sempre iniquitáte custódi. Por Dominum. Rezar. Protegendo-nos, defendei-nos, Senhor, e guardai-nos sempre de toda iniqüidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

10 de março dia dos Mártires Sebaste.


  No ano de 313, São Constantino o Grande promulgou um édito libertando os cristãos das perseguições de fé e equiparou-os aos pagãos diante da lei. Mas seu co-regente Licinius favorecia aos pagãos e na sua parte do império decidiu erradicar o cristianismo, que era, lá, consideravelmente difundido. . As vítimas mais ilustres desta perseguição, que aconteceu por volta do ano 320 – na Capadócia, Turquia – foram São Brás e os Quarenta Mártires de Sebaste. Quem nos forneceu notícias do martírio destes gloriosos soldados foram os Santos Basílio e Gregório de Nissa que, naquela mesma época e local redigiram os mais entusiasmados elogios à coragem destes mártires.

  Estranhando o levantamento religioso, os quarenta 40 soldados que pertenciam à famosa “Legião XII” – chamada fulminante, decidiram não esconder a verdade, mas antes, elaboraram uma carta coletiva, que existe até os dias atuais, onde deixaram suas despedidas e pedidos de orações aos bispos e diáconos. Nesta carta, declararam “Até o presente combatemos e vencemos a serviço dum senhor mortal como nós; agora queremos lutar e vencer sob a bandeira de Cristo, que é o Deus verdadeiro, a quem devemos obediência e adoração”. Os soldados mergulharam em profunda oração e num determinado momentos à noite ouviram uma voz: “Perseverem até o fim então vós sereis salvos”.
  O imperador exigiu que todos os militares fizessem um juramento de fidelidade que consistia em oferecer sacrifícios aos ídolos protetores do Império. Os quarenta soldados desta Legião recusaram-se com firmeza a fazê-lo e confessaram-se cristãos. O prefeito Agrícola insistiu: “Se não quiserdes dar ouvidos aos meus benévolos conselhos, temos meios para vos lembrar a obediência que deveis às ordens superiores”. Mas, os soldados retrucaram: “Não há necessidade alguma de nos ameaçar; só tens poder sobre o nosso corpo. Se nas batalhas em favor do imperador recebemos feridas e nos expusemos à morte, muito mais estamos dispostos a defender e morrer pela causa do nosso Deus e Senhor”.
  Agrícola, vendo perante si homens tão firmes e resolutos, mandou-os encarcerar e torturar com correntes e ganchos de ferro e mais tarde os entregou ao comandante da Legião, Lísias, para que este concluísse o processo de condenação. Lísias esforçou-se para dissuadi-los e induzi-los a sacrificar aos ídolos, a fim de que suas vidas fossem preservadas.
    Os militares não cederam. Lisas então encaminhou-os a um martírio um tanto quanto original. Como era inverno rigoroso, mandou-os despir e atirar num tanque gelado. A apenas alguns metros de distância, foi preparado um abrigo aquecido. Bastava um sinal de negação a Cristo e de imediato se poderia receber “todo alívio que merece um amigo do imperador”. Mas, ao contrário, os mártires animavam-se, rezando: “Somos quarenta, Jesus; mas escolhemos morrer de frio, em honra dos quarenta dias de jejum do nosso Senhor e Deus”.
  Um dos sentenciados não aguentou e cedeu, correndo para abrigar-se. Porém, um sentinela que vigiava o martírio foi tocado pela fé demonstrada pelos quarenta soldados e uniu-se a eles, tirando sua roupa e lançando-se no gelo, voltando assim, a completar o número de quarenta mártires.
  E assim permaneceram durante 3 dias, sem causar rebelião ou demonstrar impaciência. No fim foram recolhidos a fim de que seus corpos fossem queimados. Surpreendentemente, o mais jovem dos quarenta soldados ainda estava vivo e sua mãe, que estava presente, encorajou-o a ficar firme para o martírio, e ela própria o carregou atrás da carreta dos mortos. O jovem morreu nos braços da mãe, unindo sua alma à dos quarenta colegas de martírio.
  Santo Efrém, conterrâneo e quase contemporâneo, exaltando a perseverança heróica destes mártires, assim se expressa: “O grandioso espetáculo que estes mártires nos apresentam envergonha sabedoria dos filósofos e a eloquência dos oradores. O tirano e o juiz observam estupefatos a fé, a coragem e a prontidão destes valentes soldados. Que desculpa poderemos apresentar ao tribunal de Deus, nós, que livres de perseguição e torturas, deixamos de amar a Deus e trabalhar na salvação de nossas almas?”.
  Jovens decididos e firmes, homens corajosos e fiéis a Deus. São eles: Viviano, Cândido, Leôncio, Cláudio, Nicolau, Lisiníaco, Teófilo, Quirão, Donulo, Dominicano, Eunóico, Sisínio, Heráclito, Alexandre, João, Anastásio, Valente, Heliano, Ecdício, Euvico, Acácio, Hélio, Teódulo, Cirilo, Flávio, Severiano, Valério, Cuidão, Prisco, Sacerdão, Etíquio, Êutiques, Esmaragdo, Filotiman, Aécio, Xantete, Angias, Hesíquio, Caio e Gorgônio.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Seminário Marcel Lefebvre, Estr. Alcino da Cunha Ferraz km 1 s/n, Janela das Andorinhas – Riograndina, Nova Friburgo – RJ, 28634-438

 

https://seminariodomlefebvre.com


Neste domingo, 1º de março, tivemos a honra de receber a visita de S.E.R. Dom Tomás de Aquino Ferreira da Costa, O.S.B., cuja presença marcou de modo especial o início do ano letivo de 2026 no Seminário, ao dirigir palavras de acolhida aos seminaristas, novos e antigos.

Neste ano, teremos dez seminaristas.


Doações

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30.171.417/0001-88


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

Segunda-feira da Terceira Semana da Quaresma.

09/03 Segunda-feira  
Festa de Segunda Classe
Paramentos Roxos


Intróito/Sal. 55, 5.
Eu louvarei em Deus a palavra que ele me deu; Eu louvarei no Senhor a sua promessa. Eu esperarei em Deus; Não temerei o que o homem pode fazer comigo Ps. ibid., 2.Tem piedade de mim, ó Deus, porque o homem me pisou; o dia todo me guerreando, ele me atormentava.V/. Glória Patri.

Coleta
Suplicamos-te, Senhor, que conceda tua bondade aos nossos corações, para que, ao nos abstermos de comer carnes, possamos também retirar nossos sentidos de todos os excessos nocivos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Leitura da Epístola do livro do

II Reis 5,1-15
1 Naamã, general do exército do rei da Síria, gozava de grande prestígio diante de seu amo, e era muito considerado, porque, por meio dele, o Senhor salvou a Síria; era um homem valente, mas leproso. 2 Ora, tendo os sírios feito uma incursão no território de Israel, levaram consigo uma jovem, a qual ficou a serviço da mulher de Naamã. 3 Ela disse à sua senhora: Ah, se meu amo fosse ter com o profeta que reside em Samaria, ele o curaria da lepra! 4 Ouvindo isso, Naamã foi e contou ao seu soberano o que dissera a jovem israelita. 5 O rei da Síria respondeu-lhe: Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel. Naamã partiu com dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes de festa. 6 Levou ao rei de Israel uma carta concebida nestes termos: Ao receberes esta carta, saberás que te mando Naamã, meu servo, para que o cures da lepra. 7 Tendo lido a missiva, o rei de Israel rasgou as vestes e exclamou: Sou eu porventura um deus, que possa dar a morte ou a vida, para que esse me mande dizer que cure um homem da lepra? Vede bem que ele anda buscando pretextos contra mim. 8 Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei tinha rasgado as vestes, mandou-lhe dizer: Por que rasgaste as tuas vestes? Que ele venha a mim, e saberá que há um profeta em Israel. 9 Naamã veio com seu carro e seus cavalos e parou à porta de Eliseu. 10 Este mandou-lhe dizer por um mensageiro: Vai, lava-te sete vezes no Jordão e tua carne ficará limpa. 11 Naamã se foi, despeitado, dizendo: Eu pensava que ele viria em pessoa, e, diante de mim, invocaria o Senhor, seu Deus, poria a mão no lugar infetado e me curaria da lepra. 12 Porventura os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles e ficar limpo? E, voltando-se, retirou-se encolerizado. 13 Mas seus servos, aproximando-se dele, disseram-lhe: Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse ordenado algo difícil, não o deverias fazer? Quanto mais agora que ele te disse: Lava-te e serás curado. 14 Naamã desceu ao Jordão e banhou-se ali sete vezes, como lhe ordenara o homem de Deus, e sua carne tornou-se tenra como a de uma criança. 15 Voltando então para o homem de Deus, com toda a sua comitiva, entrou, apresentou-se diante dele e disse: Reconheço que não há outro Deus em toda a terra, senão o de Israel. Aceita este presente do teu servo.

Gradual/Sal. 55, 9 e 2.
Ó Deus, expus toda a minha vida a ti; Senhor colocou minhas lágrimas diante de Dele.
V / Tem piedade de mim, ó Deus, porque o homem me pisou; o dia todo me guerreando, ele me atormentava.

Trato/ Sal. 102, 10.
Senhor, não nos trates segundo os nossos pecados, e não nos castigues segundo as nossas iniqüidades.
V/Sal. 78, 8-9.Senhor, não se lembre mais de nossas antigas iniqüidades; que suas misericórdias venham apressadamente ao nosso encontro, pois estamos reduzidos à última miséria.
(Hic genuflectitur) V/. Adiuva nos, Deus, salutáris noster: et propter glóriam nóminis tui, Dómine, libera nos: et propítius esto peccátis nostris, propter nomen tuum.Ajoelhamo-nos V/. Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, e para a glória do teu nome, Senhor, livra-nos e perdoa-nos os nossos pecados, por amor do Teu Nome.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 4,23-30
23 Então lhes disse: Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria. 24 E acrescentou: Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria. 25 Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra; 26 mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27 Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã. 28 A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga. 29 Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo. 30 Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se. 31 Desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e ali ensinava-os aos sábados.

Ofertório/  Sal. 54.2-3.
Ouve, ó Deus, a minha oração, e não desprezes a minha súplica. Ouça-me e responda-me.

Secreta
Os dons que vos oferecemos, Senhor, como tributo da nossa servidão, transformam-nos para nós neste sacramento que dá a salvação. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .

Comunhão/ Ps 13, 7.
Quem obterá a salvação de Israel de Sião? Quando o Senhor acabar com o cativeiro de seu povo, Jacó se alegrará e Israel se alegrará.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Faça, nós te imploramos, ó Deus Todo-Poderoso e Misericordioso, que preservemos em um coração puro o que nossa boca tocou. Por Nosso Senhor.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo.Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oração.Subvéniat nobis, Dómine, tua misericórdia: ut ab imminentibus peccatórum nostrorum perículis, te mereámur protegénte éripi, te liberánte salvári. Per Dominum nostrum. Que tua misericórdia venha em nosso auxílio, Senhor, para que tua proteção nos salve dos perigos iminentes em que nossos pecados nos envolvem; e que a tua intervenção libertadora nos leve à salvação. Por N.-S.
 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

09 de março dia de Santa Francisca Romana.


Biografia da vida de Santa Francisca Romana
  O Divino Salvador instituiu Sua Igreja sobre alicerces bem seguros: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Mas, ao longo da História, as forças infernais não deixaram de investir contra essa rocha inabalável. Uma dessas investidas teve início com as agitações políticas e sociais que forçaram o Papa Clemente V a transferir, em 1309, a sede do Papado para a cidade francesa de Avignon, onde os sucessores de Pedro permaneceram até 1376. Foi um longo período de conturbações que culminaram no Grande Cisma do Ocidente (1378-1417). A eclosão do Cisma veio agravar ainda mais a situação, a ponto de a Cidade Eterna ficar reduzida a uma situação de miséria, açoitada por guerras, carestia e pestes. Nesse contexto, destacou-se como luminoso anjo da caridade uma jovem dama da alta nobreza: Santa Francisca Romana, a qual, por sua prodigiosa atividade em favor dos pobres e doentes, conquistou o honroso título de Advocata Urbis (Advogada da Cidade).

Piedade precoce
   Nascida em 1384, Francisca pertencia a uma rica família de patrícios romanos. Seus pais, Paulo Bussa de Leoni e Jacovella de Broffedeschi, proporcionaram-lhe uma primorosa educação cristã. Desde a mais tenra idade, acompanhava a mãe nas práticas de piedade, como abstinências, orações, leituras espirituais e visitas a igrejas onde pudessem lucrar indulgências. Frequentava muito a Basílica de Santa Maria Nova, a preferida de sua mãe, confiada aos monges beneditinos de Monte Olivetto. Ali, Francisca começou a receber, ainda criança, direção espiritual de Frei Antonio di Monte Savello, com quem se confessava todas as quartas-feiras.Aos onze anos, manifestou o desejo de consagrar-se a Deus pelo voto de virgindade. Sua inclinação para a vida monástica se fez notar quando — a conselho do diretor espiritual, para provar a autenticidade de sua vocação — começou a praticar em casa algumas austeridades próprias a certas ordens religiosas femininas. Seu pai, porém, opôs-se a esses infantis projetos, pois ela estava já prometida em casamento a Lourenço Ponziani, jovem de nobre família, bom caráter e grande fortuna.

Esposa exemplar

  Francisca foi sempre esposa exemplar. Por desejo do marido, apresentava-se em público com a categoria de dama romana, usando belas joias e suntuosos trajes. Mas debaixo deles vestia uma tosca túnica de tecido ordinário. Dedicava à oração suas horas livres, e nunca negligenciava as práticas de vida interior. Transformou em oratório um salão do palácio e aí passava longas horas de vigília noturna, acompanhada por Vanozza. Era objeto de mofa das pessoas mundanas, mas sua família a considerava um “anjo da paz”.

Os desígnios da Providência

  Três anos após seu casamento, contraiu uma grave enfermidade que se prolongou por doze meses, deixando temerosos todos os membros da família. Francisca, porém, não temia, pois colocara sua vida nas mãos de Deus, com inteira resignação. Nesse período de prova, por duas vezes apareceu-lhe Santo Aleixo. Na primeira, perguntou-lhe se queria curar-se, e na segunda comunicou-lhe que “Deus queria que permanecesse neste mundo para glorificar seu nome”. Colocando então seu manto dourado sobre ela, restituiu-lhe a saúde. Essa enfermidade, contudo, a fizera meditar profundamente sobre os planos da Providência a seu respeito. E uma vez restabelecida, decidiu, com Vanozza, levar uma vida mais conforme ao Evangelho, renunciando às diversões inúteis e dedicando mais tempo à oração e às obras de caridade.

Prodígios realizados em vida
  Por volta de 1413, a fome se abateu sobre Roma. O sogro de Francisca alarmou-se ao ver que ela conti­nuava muito generosa em ajudar os necessitados… distribuindo-lhes parte das provisões que ele reservara para sustento da família, e proibiu-a de fazê-lo. Não podendo mais a caridosa dama dispor daqueles víveres para socorrer os famintos, começou a pedir esmolas para eles. E certo dia, tomada de súbita inspiração, foi com Vanozza a um celeiro vazio do palácio para procurar o que pudesse ter restado de trigo no meio da palha. À custa de paciente trabalho, conseguiram recolher alguns poucos quilos do desejado grão. Coisa admirável: logo após a saída das duas, Lourenço, seu esposo, entrou no celeiro e lá encontrou 40 sacos contendo, cada um, 100 quilos de trigo dourado e maduro! Idêntico prodígio se deu na mesma época: querendo levar aos pobres um pouco de vinho, Francisca recolheu a escassa quantidade que restava no fundo de um tonel e no mesmo instante este encheu-se milagrosamente de um excelente vinho. Esses prodigiosos fatos muito contribuíram para suscitar em Lourenço um temor reverencial e amoroso por sua esposa. Em consequência, ele lhe deu liberdade de dispor de seu tempo para suas obras apostólicas e lhe permitiu trocar seus belos trajes e joias — os quais ela apressou-se a vender para distribuir aos pobres o dinheiro — por roupas simples e pouco vistosas.

Visões e dons sobrenaturais
  Espírito celestial irradiava uma tal luz que Francisca podia ler ou trabalhar à noite, sem dificuldade alguma, como se fosse dia. E lhe iluminava o caminho quando precisava sair à noite.
  Na luz desse Arcanjo, ela podia ver os pensamentos mais íntimos dos corações. Recebeu, ademais, o dom do discernimento dos espíritos e o de conselho, os quais usava para converter os pecadores e reconduzir os desviados ao bom caminho.
  Deus a favoreceu com numerosas outras visões. As mais impressionantes foram as do inferno. Viu em pormenores os suplícios pelos quais são punidos os condenados, de acordo com os pecados cometidos. Observou a organização hierárquica dos demônios e as funções de cada um na obra de perdição das almas, uma paródia da hierarquia dos Coros Angélicos. Lúcifer é o rei do orgulho e o chefe de todos. Viu ainda como os atos de virtude praticados pelos bons atormentam essas miseráveis criaturas e prejudicam sua ação na terra.
  Viu o Céu aberto e os Anjos vindos para buscá-la.

Vida de apostolado
  Tendo falecido o rei Ladislau, restabeleceu-se a paz na Cidade Eterna, seu esposo e seu filho Batista regressaram do exílio, e a família Ponziani recuperou os bens injustamente confiscados.Por meio de orações e boas palavras, a Santa conseguiu convencer Lourenço a reconciliar-se com seus inimigos e a entregar-se a uma vida de perfeição. E após o casamento do filho, entregou à nora — convertida por ela — o governo do palácio para dedicar-se inteiramente às obras de caridade e de apostolado.Lourenço deixou-a livre para fundar uma associação de religiosas seculares, com a condição de continuar vivendo no lar e não parar de guiá-lo no caminho da santidade. Orientada por seu diretor espiritual, fundou uma sociedade denominada Oblatas da Santíssima Virgem, segundo o modelo dos beneditinos de Monte Olivetto. Em 15 de agosto de 1425, Francisca e outras nove damas fizeram sua oblação a Deus e a Maria Santíssima, mas sem emitir votos solenes. Vivia cada qual em sua casa, seguindo os conselhos evangélicos, e se reuniam na igreja de Santa Maria Nova para ouvir as palavras de sua fundadora, que para elas era guia e modelo a imitar.Alguns anos depois, ela recebeu a inspiração de transformar essa sociedade em congregação religiosa. Adquiriu o imóvel de nome Tor de’ Specchi e, em março de 1433, dez Oblatas de Maria foram revestidas do hábito e ali se estabeleceram, em regime de vida comunitária. Em julho desse mesmo ano, o Papa Eugenio IV erigiu a Congregação das Oblatas da Santíssima Virgem, nome mudado posteriormente para Congregação das Oblatas de Santa Francisca Romana. Era uma instituição nova e original para seu tempo: religiosas sem votos, sem clausura, mas de vida austera e dedicadas a um genuíno apostolado social. Comprometida como estava pelo matrimônio, somente depois da morte do esposo, em 1436, Francisca pôde afinal realizar o maior desejo de sua vida: fazer-se religiosa. Entrou como mera postulante na congregação por ela fundada. Mas foi obrigada — pelo capítulo da comunidade e pelo diretor espiritual — a aceitar os encargos de superiora e fundadora.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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