segunda-feira, 9 de março de 2026

Seminário Marcel Lefebvre, Estr. Alcino da Cunha Ferraz km 1 s/n, Janela das Andorinhas – Riograndina, Nova Friburgo – RJ, 28634-438

 

https://seminariodomlefebvre.com


Neste domingo, 1º de março, tivemos a honra de receber a visita de S.E.R. Dom Tomás de Aquino Ferreira da Costa, O.S.B., cuja presença marcou de modo especial o início do ano letivo de 2026 no Seminário, ao dirigir palavras de acolhida aos seminaristas, novos e antigos.

Neste ano, teremos dez seminaristas.


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Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

Segunda-feira da Terceira Semana da Quaresma.

09/03 Segunda-feira  
Festa de Segunda Classe
Paramentos Roxos


Intróito/Sal. 55, 5.
Eu louvarei em Deus a palavra que ele me deu; Eu louvarei no Senhor a sua promessa. Eu esperarei em Deus; Não temerei o que o homem pode fazer comigo Ps. ibid., 2.Tem piedade de mim, ó Deus, porque o homem me pisou; o dia todo me guerreando, ele me atormentava.V/. Glória Patri.

Coleta
Suplicamos-te, Senhor, que conceda tua bondade aos nossos corações, para que, ao nos abstermos de comer carnes, possamos também retirar nossos sentidos de todos os excessos nocivos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Leitura da Epístola do livro do

II Reis 5,1-15
1 Naamã, general do exército do rei da Síria, gozava de grande prestígio diante de seu amo, e era muito considerado, porque, por meio dele, o Senhor salvou a Síria; era um homem valente, mas leproso. 2 Ora, tendo os sírios feito uma incursão no território de Israel, levaram consigo uma jovem, a qual ficou a serviço da mulher de Naamã. 3 Ela disse à sua senhora: Ah, se meu amo fosse ter com o profeta que reside em Samaria, ele o curaria da lepra! 4 Ouvindo isso, Naamã foi e contou ao seu soberano o que dissera a jovem israelita. 5 O rei da Síria respondeu-lhe: Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel. Naamã partiu com dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes de festa. 6 Levou ao rei de Israel uma carta concebida nestes termos: Ao receberes esta carta, saberás que te mando Naamã, meu servo, para que o cures da lepra. 7 Tendo lido a missiva, o rei de Israel rasgou as vestes e exclamou: Sou eu porventura um deus, que possa dar a morte ou a vida, para que esse me mande dizer que cure um homem da lepra? Vede bem que ele anda buscando pretextos contra mim. 8 Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei tinha rasgado as vestes, mandou-lhe dizer: Por que rasgaste as tuas vestes? Que ele venha a mim, e saberá que há um profeta em Israel. 9 Naamã veio com seu carro e seus cavalos e parou à porta de Eliseu. 10 Este mandou-lhe dizer por um mensageiro: Vai, lava-te sete vezes no Jordão e tua carne ficará limpa. 11 Naamã se foi, despeitado, dizendo: Eu pensava que ele viria em pessoa, e, diante de mim, invocaria o Senhor, seu Deus, poria a mão no lugar infetado e me curaria da lepra. 12 Porventura os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles e ficar limpo? E, voltando-se, retirou-se encolerizado. 13 Mas seus servos, aproximando-se dele, disseram-lhe: Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse ordenado algo difícil, não o deverias fazer? Quanto mais agora que ele te disse: Lava-te e serás curado. 14 Naamã desceu ao Jordão e banhou-se ali sete vezes, como lhe ordenara o homem de Deus, e sua carne tornou-se tenra como a de uma criança. 15 Voltando então para o homem de Deus, com toda a sua comitiva, entrou, apresentou-se diante dele e disse: Reconheço que não há outro Deus em toda a terra, senão o de Israel. Aceita este presente do teu servo.

Gradual/Sal. 55, 9 e 2.
Ó Deus, expus toda a minha vida a ti; Senhor colocou minhas lágrimas diante de Dele.
V / Tem piedade de mim, ó Deus, porque o homem me pisou; o dia todo me guerreando, ele me atormentava.

Trato/ Sal. 102, 10.
Senhor, não nos trates segundo os nossos pecados, e não nos castigues segundo as nossas iniqüidades.
V/Sal. 78, 8-9.Senhor, não se lembre mais de nossas antigas iniqüidades; que suas misericórdias venham apressadamente ao nosso encontro, pois estamos reduzidos à última miséria.
(Hic genuflectitur) V/. Adiuva nos, Deus, salutáris noster: et propter glóriam nóminis tui, Dómine, libera nos: et propítius esto peccátis nostris, propter nomen tuum.Ajoelhamo-nos V/. Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, e para a glória do teu nome, Senhor, livra-nos e perdoa-nos os nossos pecados, por amor do Teu Nome.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 4,23-30
23 Então lhes disse: Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria. 24 E acrescentou: Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria. 25 Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra; 26 mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27 Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã. 28 A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga. 29 Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo. 30 Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se. 31 Desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e ali ensinava-os aos sábados.

Ofertório/  Sal. 54.2-3.
Ouve, ó Deus, a minha oração, e não desprezes a minha súplica. Ouça-me e responda-me.

Secreta
Os dons que vos oferecemos, Senhor, como tributo da nossa servidão, transformam-nos para nós neste sacramento que dá a salvação. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .

Comunhão/ Ps 13, 7.
Quem obterá a salvação de Israel de Sião? Quando o Senhor acabar com o cativeiro de seu povo, Jacó se alegrará e Israel se alegrará.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Faça, nós te imploramos, ó Deus Todo-Poderoso e Misericordioso, que preservemos em um coração puro o que nossa boca tocou. Por Nosso Senhor.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo.Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oração.Subvéniat nobis, Dómine, tua misericórdia: ut ab imminentibus peccatórum nostrorum perículis, te mereámur protegénte éripi, te liberánte salvári. Per Dominum nostrum. Que tua misericórdia venha em nosso auxílio, Senhor, para que tua proteção nos salve dos perigos iminentes em que nossos pecados nos envolvem; e que a tua intervenção libertadora nos leve à salvação. Por N.-S.
 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

09 de março dia de Santa Francisca Romana.


Biografia da vida de Santa Francisca Romana
  O Divino Salvador instituiu Sua Igreja sobre alicerces bem seguros: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Mas, ao longo da História, as forças infernais não deixaram de investir contra essa rocha inabalável. Uma dessas investidas teve início com as agitações políticas e sociais que forçaram o Papa Clemente V a transferir, em 1309, a sede do Papado para a cidade francesa de Avignon, onde os sucessores de Pedro permaneceram até 1376. Foi um longo período de conturbações que culminaram no Grande Cisma do Ocidente (1378-1417). A eclosão do Cisma veio agravar ainda mais a situação, a ponto de a Cidade Eterna ficar reduzida a uma situação de miséria, açoitada por guerras, carestia e pestes. Nesse contexto, destacou-se como luminoso anjo da caridade uma jovem dama da alta nobreza: Santa Francisca Romana, a qual, por sua prodigiosa atividade em favor dos pobres e doentes, conquistou o honroso título de Advocata Urbis (Advogada da Cidade).

Piedade precoce
   Nascida em 1384, Francisca pertencia a uma rica família de patrícios romanos. Seus pais, Paulo Bussa de Leoni e Jacovella de Broffedeschi, proporcionaram-lhe uma primorosa educação cristã. Desde a mais tenra idade, acompanhava a mãe nas práticas de piedade, como abstinências, orações, leituras espirituais e visitas a igrejas onde pudessem lucrar indulgências. Frequentava muito a Basílica de Santa Maria Nova, a preferida de sua mãe, confiada aos monges beneditinos de Monte Olivetto. Ali, Francisca começou a receber, ainda criança, direção espiritual de Frei Antonio di Monte Savello, com quem se confessava todas as quartas-feiras.Aos onze anos, manifestou o desejo de consagrar-se a Deus pelo voto de virgindade. Sua inclinação para a vida monástica se fez notar quando — a conselho do diretor espiritual, para provar a autenticidade de sua vocação — começou a praticar em casa algumas austeridades próprias a certas ordens religiosas femininas. Seu pai, porém, opôs-se a esses infantis projetos, pois ela estava já prometida em casamento a Lourenço Ponziani, jovem de nobre família, bom caráter e grande fortuna.

Esposa exemplar

  Francisca foi sempre esposa exemplar. Por desejo do marido, apresentava-se em público com a categoria de dama romana, usando belas joias e suntuosos trajes. Mas debaixo deles vestia uma tosca túnica de tecido ordinário. Dedicava à oração suas horas livres, e nunca negligenciava as práticas de vida interior. Transformou em oratório um salão do palácio e aí passava longas horas de vigília noturna, acompanhada por Vanozza. Era objeto de mofa das pessoas mundanas, mas sua família a considerava um “anjo da paz”.

Os desígnios da Providência

  Três anos após seu casamento, contraiu uma grave enfermidade que se prolongou por doze meses, deixando temerosos todos os membros da família. Francisca, porém, não temia, pois colocara sua vida nas mãos de Deus, com inteira resignação. Nesse período de prova, por duas vezes apareceu-lhe Santo Aleixo. Na primeira, perguntou-lhe se queria curar-se, e na segunda comunicou-lhe que “Deus queria que permanecesse neste mundo para glorificar seu nome”. Colocando então seu manto dourado sobre ela, restituiu-lhe a saúde. Essa enfermidade, contudo, a fizera meditar profundamente sobre os planos da Providência a seu respeito. E uma vez restabelecida, decidiu, com Vanozza, levar uma vida mais conforme ao Evangelho, renunciando às diversões inúteis e dedicando mais tempo à oração e às obras de caridade.

Prodígios realizados em vida
  Por volta de 1413, a fome se abateu sobre Roma. O sogro de Francisca alarmou-se ao ver que ela conti­nuava muito generosa em ajudar os necessitados… distribuindo-lhes parte das provisões que ele reservara para sustento da família, e proibiu-a de fazê-lo. Não podendo mais a caridosa dama dispor daqueles víveres para socorrer os famintos, começou a pedir esmolas para eles. E certo dia, tomada de súbita inspiração, foi com Vanozza a um celeiro vazio do palácio para procurar o que pudesse ter restado de trigo no meio da palha. À custa de paciente trabalho, conseguiram recolher alguns poucos quilos do desejado grão. Coisa admirável: logo após a saída das duas, Lourenço, seu esposo, entrou no celeiro e lá encontrou 40 sacos contendo, cada um, 100 quilos de trigo dourado e maduro! Idêntico prodígio se deu na mesma época: querendo levar aos pobres um pouco de vinho, Francisca recolheu a escassa quantidade que restava no fundo de um tonel e no mesmo instante este encheu-se milagrosamente de um excelente vinho. Esses prodigiosos fatos muito contribuíram para suscitar em Lourenço um temor reverencial e amoroso por sua esposa. Em consequência, ele lhe deu liberdade de dispor de seu tempo para suas obras apostólicas e lhe permitiu trocar seus belos trajes e joias — os quais ela apressou-se a vender para distribuir aos pobres o dinheiro — por roupas simples e pouco vistosas.

Visões e dons sobrenaturais
  Espírito celestial irradiava uma tal luz que Francisca podia ler ou trabalhar à noite, sem dificuldade alguma, como se fosse dia. E lhe iluminava o caminho quando precisava sair à noite.
  Na luz desse Arcanjo, ela podia ver os pensamentos mais íntimos dos corações. Recebeu, ademais, o dom do discernimento dos espíritos e o de conselho, os quais usava para converter os pecadores e reconduzir os desviados ao bom caminho.
  Deus a favoreceu com numerosas outras visões. As mais impressionantes foram as do inferno. Viu em pormenores os suplícios pelos quais são punidos os condenados, de acordo com os pecados cometidos. Observou a organização hierárquica dos demônios e as funções de cada um na obra de perdição das almas, uma paródia da hierarquia dos Coros Angélicos. Lúcifer é o rei do orgulho e o chefe de todos. Viu ainda como os atos de virtude praticados pelos bons atormentam essas miseráveis criaturas e prejudicam sua ação na terra.
  Viu o Céu aberto e os Anjos vindos para buscá-la.

Vida de apostolado
  Tendo falecido o rei Ladislau, restabeleceu-se a paz na Cidade Eterna, seu esposo e seu filho Batista regressaram do exílio, e a família Ponziani recuperou os bens injustamente confiscados.Por meio de orações e boas palavras, a Santa conseguiu convencer Lourenço a reconciliar-se com seus inimigos e a entregar-se a uma vida de perfeição. E após o casamento do filho, entregou à nora — convertida por ela — o governo do palácio para dedicar-se inteiramente às obras de caridade e de apostolado.Lourenço deixou-a livre para fundar uma associação de religiosas seculares, com a condição de continuar vivendo no lar e não parar de guiá-lo no caminho da santidade. Orientada por seu diretor espiritual, fundou uma sociedade denominada Oblatas da Santíssima Virgem, segundo o modelo dos beneditinos de Monte Olivetto. Em 15 de agosto de 1425, Francisca e outras nove damas fizeram sua oblação a Deus e a Maria Santíssima, mas sem emitir votos solenes. Vivia cada qual em sua casa, seguindo os conselhos evangélicos, e se reuniam na igreja de Santa Maria Nova para ouvir as palavras de sua fundadora, que para elas era guia e modelo a imitar.Alguns anos depois, ela recebeu a inspiração de transformar essa sociedade em congregação religiosa. Adquiriu o imóvel de nome Tor de’ Specchi e, em março de 1433, dez Oblatas de Maria foram revestidas do hábito e ali se estabeleceram, em regime de vida comunitária. Em julho desse mesmo ano, o Papa Eugenio IV erigiu a Congregação das Oblatas da Santíssima Virgem, nome mudado posteriormente para Congregação das Oblatas de Santa Francisca Romana. Era uma instituição nova e original para seu tempo: religiosas sem votos, sem clausura, mas de vida austera e dedicadas a um genuíno apostolado social. Comprometida como estava pelo matrimônio, somente depois da morte do esposo, em 1436, Francisca pôde afinal realizar o maior desejo de sua vida: fazer-se religiosa. Entrou como mera postulante na congregação por ela fundada. Mas foi obrigada — pelo capítulo da comunidade e pelo diretor espiritual — a aceitar os encargos de superiora e fundadora.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

domingo, 8 de março de 2026

Terceiro Domingo da Quaresma.

08/03 Terceiro Domingo da Quaresma
Festa de Primeira Classe
Paramentos Roxos



Intróito/Sal. 24, 15-16.
Meus olhos estão constantemente voltados para o Senhor; pois é ele que tirará os meus pés da rede: olha para mim e tem misericórdia de mim; pois sou desamparado e pobre. 1-2. A ti, Senhor, elevo a minha alma: meu Deus, em ti confio; para que eu não tenha que corar.V/. Glória Patri.

Coleta
Nós te suplicamos, Deus Todo-Poderoso, atende aos desejos de nossos corações humildes, e para nos defender, estenda o braço de sua majestade. Por Nosso Senhor.

Leitura da Epístola de São Paulo

Efésios 5,1-9

1. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados.2. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor.3. Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos.4. Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças.5. Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento - verdadeiros idólatras! - terá herança no Reino de Cristo e de Deus.6. E ninguém vos seduza com vãos discursos. Estes são os pecados que atraem a ira de Deus sobre os rebeldes.7. Não vos comprometais com eles.8. Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes.9. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade.

Gradual/Pr. 9, 20 e 4.
Levanta-te, Senhor; esse homem não triunfa; Que as nações sejam julgadas diante de sua face.
V /Porque você fez meu inimigo voltar, eles ficarão exaustos e perecerão diante de sua face.

Trato/ Sal. 122, 1-3.
Eu olhei para você, que mora no céu.
V/.Como os olhos dos servos estão fixos nas mãos de seus senhores.
V/.E como os olhos da serva estão fixos nas mãos de sua senhora, assim os nossos olhos estão voltados para o Senhor nosso Deus, até que ele tenha misericórdia de nós.
V/.Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade de nós.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 11,14-28

14. Jesus expelia um demônio que era mudo. Tendo o demônio saído, o mudo pôs-se a falar e a multidão ficou admirada.15. Mas alguns deles disseram: Ele expele os demônios por Beelzebul, príncipe dos demônios.16. E para pô-lo à prova, outros lhe pediam um sinal do céu.17. Penetrando nos seus pensamentos, disse-lhes Jesus: Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído e seus edifícios cairão uns sobre os outros.18. Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que expulso os demônios por Beelzebul.19. Ora, se é por Beelzebul que expulso os demônios, por quem o expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes!20. Mas se expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado a vós o Reino de Deus.21. Quando um homem forte guarda armado a sua casa, estão em segurança os bens que possui.22. Mas se sobrevier outro mais forte do que ele e o vencer, este lhe tirará todas as armas em que confiava, e repartirá os seus despojos.23. Quem não está comigo, está contra mim; quem não recolhe comigo, espalha.24. Quando um espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso; não o achando, diz: Voltarei à minha casa, donde saí.25. Chegando, acha-a varrida e adornada.26. Vai então e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele e entram e estabelecem-se ali. E a última condição desse homem vem a ser pior do que a primeira.27. Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram!28. Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!

Ofertório/  Sal. 18, 9, 10, 11 e 12.
Os juízos do Senhor são retos, alegram os corações, e os seus juízos são mais doces do que o mel, e do que um favo cheio de mel; também o teu servo as observa.

Secreta
Rogamos-te, Senhor, que esta hóstia nos livre das nossas faltas e que santifique os corpos e as almas dos teus servos para a celebração deste sacrifício. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .
 
Comunhão/ Sal. 83, 4-5.
O pardal encontra uma casa para si, e a pomba um ninho para colocar seus filhotes; Que eu encontre os teus altares, ó Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Bem-aventurados os que habitam em tua casa; eles te louvarão para todo o sempre.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Rogamos-te, Senhor, que nos livre misericordiosamente de toda culpa e de todo perigo, nós a quem fizeste participantes de tão grande mistério. Por Nosso Senhor.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

08 de março dia de São João de Deus

"É pelo fruto que se conhece a árvore." 
Mateus 12,33

   O Santo de hoje é muito conhecido, sobretudo no mundo português. É São João de Deus, português, nascido em Montemor-o-Novo (1495) e falecido em Granada (Espanha, a 8 de Março de 1550).
   De seu nome João Cidade conta-se que, tendo transportado aos ombros um menino andrajoso que com dificuldade se deslocava, este lhe mostrou uma granada ou romã, com uma representação da Santa Cruz e, referindo-se à cidade espanhola com esse nome, lhe disse: "Granada será a tua Cruz". A seguir desapareceu.
  A primeira parte da vida deste santo foi marcada por aventuras, algumas até curiosas.
  Abandonou a casa paterna aos oito anos. Fez-se soldado. Trabalhou em hospitais, como simples servente. Foi criado e comerciante. Manteve um pequeno negócio de livros. Ouvindo um sermão de São João d' Ávila sentiu-se tocado. Desfez-se de todos os seus bens. Reuniu esmolas e foi cuidar de doentes, especialmente dos loucos e dos incuráveis. Entre eles, como ele próprio conta, havia paralíticos, leprosos e até mudos. "Nas horas difíceis - dizia João de Deus - é Jesus Cristo quem provê tudo e dá de comer aos meus queridos doentes".
  Ele mantinha mais de oitenta hospitais, que fundara só em Espanha. Por isso, tornou-se também o Fundador dos Irmãos dos Enfermos. E foi declarado patrono dos hospitais por Leão XIII.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

sábado, 7 de março de 2026

Sábado da 2ª Semana da Quaresma

07/03 Sábado 
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos

 

Ant. ad Intróito/ Ps. 16, 15.
Quanto a mim, é pela justiça que serei admitido na tua presença: ficarei satisfeito quando a tua glória se manifestar. Ps. ibid., 1.Ouve, Senhor, minha justiça; preste atenção à minha súplica.V/. Glória Patri.

Coleta
Concede, ó Deus Todo-Poderoso, que purificados por este jejum sagrado, possamos alcançar com um coração sincero as santas solenidades que se aproximam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Leitura da Epístola do livro 

Gênesis 27,6-40 
 Rebeca disse a Jacó, seu filho: ?Acabo de ouvir teu pai dizer ao teu irmão Esaú para que lhe traga uma caça 7 e lhe prepare um bom prato, a fim de comer e o abençoar diante do Senhor antes de morrer. 8 Ouve-me, pois, meu filho, e faze o que te vou dizer. 9 Vai ao rebanho e traze-me dois belos cabritos. Prepararei com eles um prato suculento para o teu pai, como ele gosta, 10 tu lho levarás e ele comerá, a fim de que te abençoe antes de morrer.? 11 ?Mas, respondeu Jacó à sua mãe, Esaú, meu irmão, é peludo, enquanto eu sou de pele lisa. 12 Se meu pai me tocar, passarei aos seus olhos por um embusteiro e atrairei sobre mim uma maldição em lugar de bênção.? 13 ?Tomo sobre mim esta maldição, meu filho, disse sua mãe. Ouve-me somente, e vai buscar o que te digo.? 14 Jacó foi e trouxe os dois cabritos, com os quais sua mãe preparou um prato suculento, como seu pai gostava. 15 Escolheu as mais belas vestes de Esaú, seu filho primogênito, que tinha em casa, e revestiu com elas Jacó, seu filho mais novo. 16 Cobriu depois suas mãos, assim como a parte lisa do pescoço, com a pele dos cabritos, 17 e pôs-lhe nas mãos o prato suculento e o pão que tinha preparado. 18 Jacó foi para junto do seu pai e disse-lhe: ?Meu pai!??Eis-me aqui! Quem és, meu filho?? 19 Jacó respondeu: ?Eu sou Esaú, teu primogênito; fiz o que me pediste. Levanta-te, assenta-te e come de minha caça, a fim de que tua alma me abençoe.? 20 ?Como encontraste caça tão depressa, meu filho?? ?É que o Senhor, teu Deus, fez que ela se apresentasse diante de mim.? 21 ?Aproxima-te, então, meu filho, para que eu te apalpe e veja se, de fato, és o meu filho Esaú.? 22 Jacó aproximou-se de Isaac, seu pai, que o apalpou e disse: ?A voz é a voz de Jacó, mas as mãos são as mãos de Esaú.? 23 E não o reconheceu, porque suas mãos estavam peludas como as do seu irmão Esaú. E abençoou-o. 24 ?Tu és bem o meu filho Esaú?? Disse-lhe ele: ?Sim.? 25 ?(Então) serve-me, para que eu coma de tua caça, meu filho, e minha alma te abençoe.? Jacó serviu-lhe e ele comeu; e trouxe-lhe também vinho, do qual ele bebeu. 26 Então Isaac, seu pai, disse-lhe: ?Aproxima-te, meu filho, e beija-me.? 27 E, aproximando-se Jacó para lhe dar um beijo, Isaac sentiu o perfume de suas vestes, e o abençoou nestes termos. ?Sim. o odor de meu filho é como o odor de um campo que o Senhor abençoou. 28 Deus te dê o orvalho do céu e a gordura da terra, uma abundância de trigo e de vinho! 29 Sirvam-te os povos e prostrem-se as nações diante de ti! Sê o senhor dos teus irmãos, e curvem-se diante de ti os filhos de tua mãe! Maldito seja quem te amaldiçoar e bendito quem te abençoar!? 30 Apenas Isaac acabara de abençoar Jacó, e este saíra de junto do seu pai, chegou Esaú da caça. 31 Preparou também ele um prato suculento e trouxe-o ao seu pai, dizendo: ?Levanta-te, meu pai, e come da caça do teu filho, a fim de que tua alma me abençoe.? 32 ?Quem és tu??, perguntou-lhe seu pai Isaac. ?Eu sou o teu filho primogênito Esaú.? 33 Então Isaac, tomado de emoção violenta, exclamou: ?Quem é, pois, aquele que foi à caça e me trouxe o prato que eu comi antes que tu voltasses? Eu o abençoei, e ele será bendito.? 34 Ouvindo estas palavras de seu pai, Esaú soltou um grito cheio de amargura, e disse-lhe: ?Abençoa-me também a mim, meu pai!? 35 ?Teu irmão, respondeu-lhe Isaac, veio, fraudulentamente, tomar a tua bênção.? 36 Esaú disse então: ?Será porque ele se chama Jacó que me suplantou já duas vezes? Tirou-me meu direito de primogenitura, e eis que agora me rouba minha bênção!? E ajuntou: ?Não reservaste, porventura, uma bênção também para mim?? 37 Isaac respondeu-lhe: ?Eu o constituí teu senhor, e dei-lhe todos os seus irmãos por servos e o estabeleci na posse do trigo do vinho. Que posso ainda fazer por ti, meu filho?? 38 Esaú disse ao seu pai: ?Então só tens uma bênção, meu pai? Abençoa-me também a mim, meu pai!? E pôs-se a chorar. 39 Isaac tomou a palavra: ?Eis, disse ele, que a tua habitação será desprovida da gordura da terra e do orvalho que desce dos céus. 40 Viverás de tua espada, servindo o teu irmão, mas, se te libertares, quebrarás o seu jugo de cima do teu pescoço. 

Gradual/ Ps. 119, 1-2.
Na minha tribulação, clamei ao Senhor e ele me ouviu.
V/. Senhor, livra minha alma dos lábios injustos e da língua enganosa.

Tractus. Ps. 102, 10.

Senhor, não nos trate de acordo com os nossos pecados, e não nos castigue de acordo com as nossas iniqüidades.
V/.Ps. 78, 8-9.Senhor, não te lembres mais das nossas iniqüidades anteriores; que suas misericórdias venham apressadamente ao nosso encontro, pois estamos reduzidos à última miséria.
(Hic genuflectitur) V/.Ajuda-nos, ó Deus nosso Salvador, e pela glória do teu nome, Senhor, livra-nos e perdoa-nos os nossos pecados, por amor do teu nome.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 15,11-32 
11 Disse também: Um homem tinha dois filhos. 12 O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. 13 Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. 14 Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. 15 Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. 16 Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 17 Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância... e eu, aqui, estou a morrer de fome! 18 Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. 20 Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. 21 O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22 Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. 23 Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. 24 Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia. 27 Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo. 28 Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele. 29 Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos. 30 E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo! 31 Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32 Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado.

Ofertório/ Ps. 39, 14 et 15.
Senhor, olhe para mim para me ajudar. Sejam confundidos e envergonhados os que procuram a minha vida para tirá-la de mim. Senhor, olhe para mim para me ajudar.
 
Secreta
Ó Deus, que este sacrifício permaneça em nós através de sua ação e que seu efeito seja confirmado em nossa alma. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .

Comunhão/ São João. 6, 57.
É Tu, Senhor, quem nos guardará e nos preservará para sempre desta geração.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 

Depois da comunhão.
Concede, Senhor, nós te pedimos, que tendo recebido o penhor da salvação eterna, cuidemos desta salvação de modo a podermos alcançá-la. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Super populum: Orémus.Rezemos. Humilhem suas cabeças diante de Deus. Oremos: Dá ao teu povo, te pedimos, Senhor, saúde de alma e de corpo para que, aderindo às boas obras, mereça permanecer sempre sob a proteção e defesa do teu poder. 
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

07 de março dia de Santo Tomás de Aquino.

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Santo Tomás de Aquino, Confessor e Doutor da Igreja

São Tomás de Aquino foi um dos grande e importante teólogo da Santa Igreja, um grande filósofos da Idade Média, filósofo e padre dominicano do século XIII. Foi declarado santo pelo papa João XXII em 18 de julho de 1323. É considerado um dos principais representantes da escolástica (linha filosófica medieval de base cristã). Foi o fundador da escola tomista de filosofia e teologia.
"O primeiro degrau para a sabedoria é a humildade."
"Tenho medo do homem de um só livro."

"Para aqueles que tem fé, nenhuma explicação é necessária. Para aqueles sem fé, nenhuma explicação é possível."

Biografia resumida

- Nasceu em 1225 no castelo da cidade de Roccasecca.
- Em 1230 começou seus estudos na abadia de Rocasecca.
- Em 1244 ingressou na ordem religiosa dos Dominicanos.
- Entre 1245 e 1248 estudou na cidade de Paris e foi orientado por Alberto Magno (entra em contato com a filosofia aristotélica).
- Entre 1248 e 1259 estudou na Faculdade de Teologia, fundada por Alberto Magno na cidade Alemã de Colônia.
- Entre 1252 e 1259 foi mestre na Universidade de Paris.
- Em 1259 escreveu a Suma contra os gentios.
- Em 1273 escreveu a Suma Teológica.
- Entregou sua alma a Deus em 1274.

Principais obras

-Scriptum super sententiis;
- Summa contra gentiles (Suma contra os gentios)
- Summa theologiae (Suma Teológica)

Para mundo cada vez mais longe de Deus é importante ler esta obra:

As cinco provas de São Tomás de Aquino

São Tomás, em sua obra "Suma Teológica" defende que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas e que, fazendo apenas o uso da luz natural da razão a partir das coisas criadas. Pelas cinco provas de São Tomás de Aquino (também chamadas de cinco vias de Tomás de Aquino), a defesa pela existência de Deus acontece por meio da razão e sem recorrência a argumentos de natureza dogmática, para isto propõe cinco vias de demonstração de natureza exclusivamente filosófico-metafísica..

I-Primeiro Motor Imóvel “Movere enim nihil aliud est quam educere aliquid de potentia in actum
 São Tomás argumentou Deus é o primeiro 'motor'. Primeiro motor imóvel: tudo o que se move é movido por alguém, é impossível uma cadeia infinita de motores provocando o movimento dos movidos, pois do contrário nunca se chegaria ao movimento presente, logo há que ter um primeiro motor que deu início ao movimento existente e que por ninguém foi movido. O que está em movimento deve ser posto em movimento por uma outra coisa, por isso não deve ser um motor imóvel. Todas as coisas existentes estão passiveis de mudança, porem elas não podem mudar por si próprias, um objetos pode ter seu estado “frio”, e permanecerá assim até que algo com o estado “quente” o aqueça, como o fogo. Ou seja, para que algo adquira uma qualidade ou perfeição, é preciso a existência de outro para que o mude. Tudo o que muda é mudado por outro. Tudo o que se move é movido por outro.
É preciso então a existem de algo/alguém que tenha em si todas as qualidades e perfeições, e que a partir dele se desenvolveu todas as mudanças, a esse 1º motor que deu origem a todos os movimentos e mudanças, nós chamamos de Deus. 

II – Prova da causalidade eficiente
 Deus é a 'causa primeira': decorre da relação 'causa-e-efeito' que se observa nas coisas criadas. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita.Causa Primeira ou Causa Eficiente decorre da relação "causa-e-efeito" que se observa nas coisas criadas. Não se encontra, nem é possível, algo que seja a causa eficiente de si próprio, porque desse modo seria anterior a si próprio: o que é impossível. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita e não se chegaria ao efeito atual. Logo é necessário afirmar uma Causa eficiente Primeira que não tenha sido causada por ninguém.
Toda causa é anterior a seu efeito. Para uma coisa ser causa de si mesma teria de ser anterior a si mesma. Por isso neste mundo sensível, não há coisa alguma que seja causa de si mesma. Além disso, vemos que há no mundo uma ordem determinada de causas eficientes. A primeira causa, as intermediárias e estas causam a última.
Por conseguinte, a série de causas eficientes tem que ser definida. Existe então uma causa primeira que tudo causou e que não foi causada. Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por Sócrates que morreu dizendo: “Causa das causas, tem pena de mim”. A negação da Causa primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma, pois ela concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.

III – Prova da contingência
  Deus é um 'Ser necessário': existem seres que podem ser ou não ser (contingentes), mas nem todos os seres podem ser desnecessários se não o mundo não existiria, logo é preciso que haja um ser que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundada em nenhum outro ser. Ser Necessário e Ser Contingente; existem seres que podem ser ou não ser, chamados de contingentes, isto é cuja existência não é indispensável e que podem existir e depois deixar de existir. Todos os seres que existem no mundo são contingentes, isto é, aparecem, duram um tempo e depois desaparecem. Mas, nem todos os seres podem ser desnecessários, caso contrário o mundo não existiria. Alguma vez nada teria existido, logo é preciso que haja um Ser Necessário que fundamente a existência dos seres contingentes e que não tenha a sua existência fundamentada em nenhum outro ser. Igualmente, tudo o que é necessário tem a causa da sua necessidade noutro. Aqui também não é possível continuar até o infinito na série das coisas necessárias que têm uma causa da própria necessidade. Portanto, é necessário afirmar a existência de algo necessário por si mesmo, que não encontra em outro a causa de sua necessidade, mas que é causa da necessidade para os outros: O que todos chamam Deus. Na natureza, há coisas que podem existir ou não existir. Os entes que têm possibilidade de existir ou de não existir são chamados de entes contingentes. Neles, a existência é distinta da sua essência, assim o ato é distinto da potência. Ora, entes que têm a possibilidade de não existir, de não ser, houve tempo em que não existiam, pois é impossível que tenham sempre existido. Se todos os entes que vemos na natureza têm a possibilidade de não ser, houve tempo em que nenhum desses entes existia. Porém, se nada existisse, nada existiria hoje, porque aquilo que não existe não pode passar a existir por si mesmo. Se sua necessidade dependesse de outro, formar-se-ia uma série indefinida de necessidades, o que, como já vimos é impossível. Logo, este ser tem a razão de sua necessidade em si mesmo. Ele é o causador da existência dos demais entes. Esse único ser absolutamente necessário – que tem a existência necessariamente – tem que ter existido sempre. Nele, a existência se identifica com a essência. Ele é o ser necessário em virtude do qual os seres contingentes tem existência. Do Nada não surge e nem advém o Ser. Como se observa que as coisas existem, não pode ter havido um momento de Nada Absoluto, pois daí não se brotaria a existência de algo ou coisa alguma.
Este ser necessário é Deus.

IV – Prova Dos graus de perfeição dos entes
 Deus é um 'Ser Perfeito': verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres. Ser Perfeito e Causa da Perfeição dos demais verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, o universo está ontologicamente hierarquizado - seres racionais corpóreos, animais, vegetais e inanimados) qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a Causa da Perfeição dos demais seres.
Platão e Aristóteles (por Rafael Sanzio, 1509) concluíram pela necessidade da existência de uma inteligência ordenadora do universo. Constatamos que os entes possuem qualidades em graus diversos. Assim, dizemos que o Rio de Janeiro é mais belo que Carapicuíba. Nessa proposição, há três termos: Rio de Janeiro, Carapicuíba e Beleza da qual o Rio de Janeiro participa mais ou está mais próximo. Porque só se pode dizer que alguma coisa é mais que outra, com relação a certa perfeição, conforme sua maior proximidade, participação ou semelhança com o máximo dessa perfeição.

V – Prova pelo governo do mundo
 Deus é a 'Inteligência Ordenadora': existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. Verificamos que os entes irracionais obram sempre com um fim. Comprova-se isto observando que sempre, ou quase sempre, agem da mesma maneira para conseguir o que mais lhes convém.
Daí se compreende que eles não buscam o seu fim agindo por acaso, mas sim intencionalmente. Aquilo que não possui conhecimento só tende a um fim se é dirigido por alguém que entende e conhece. Por exemplo, uma flecha não pode por si buscar o alvo. Ela tem que ser dirigida para o alvo pelo arqueiro. De si, a flecha é cega. Se vemos flechas se dirigirem para um alvo, compreendemos que há um ser inteligente dirigindo-as para lá. Assim se dá com o mundo. Logo, existe um ser inteligente que governa e dirige todas as coisas naturais a seu fim próprio. A este ser chamamos Deus Inteligência Ordenadora.
Existe uma ordem admirável no Universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência ordenadora, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. Com efeito aquilo que não tem conhecimento não tende a um fim, a não ser dirigido por algo que conhece e que é inteligente, como a flecha pelo arqueiro. Logo existe algo inteligente pelo qual todas as coisas naturais são ordenadas ao fim, e a isso nós chamamos Deus.
Há uma ordem em todos os seres, o menor vegetal, por exemplo, tem órgãos para cada função ordenados para a preservação da espécie. Esta ordem pressupõe uma Inteligência ordenadora, pois a ordem não vem do caos e nem do acaso. Da mesma forma as letras de um livro não são colocadas ao acaso. Logo a ordem existente no mundo prova a existência de uma Inteligência que ordenou todas as coisas nos mínimos detalhes. É necessário que exista uma Inteligência Suprema que tenha ordenado o Universo criado.

Este Resumo acima está no livro Catecismo da Doutrina:
 http://escravasdemaria.blogspot.com.br/2015/02/cruzada-dos-bons-livros.html

O Cordão de São Tomás de Aquino

 Em 1243, o jovem dominicano, com apenas 18 anos de idade, foi raptado por sua família, que se opunha à sua vocação, mas, como depois de um ano nada pudera abalar a constância do prisioneiro, seus irmãos resolveram recorrer a um meio sugerido pelo inferno. Introduziram uma cortesã no quarto onde ele estava preso. Elevando um olhar ao céu, Tomás pegou um tição ardente e expulsou a infeliz. Depois, com o mesmo tição traçou uma cruz na parede, caiu de joelhos e renovou em pranto o seu desejo de não se apartar de Deus. Então, enquanto rezava, um sono suave se apoderou dele. Em seguida, dois anjos cingiram-no com um cordão miraculoso que lhe conferiria o dom da virgindade perpétua e o preservaria para sempre das tentações da carne. “Se a pureza de Santo Tomás tivesse sucumbido a esse perigo extremo”, conclui o papa Pio XI, “é verossímil que a Igreja jamais tivesse o seu Doutor Angélico” (Encíclica StudiorumDucem, 1923).
Quando Santo Tomás de Aquino morreu, encontrou-se sobre ele o cordão miraculoso, que foi conservado uma relíquia. Tornando-se propriedade das religiosas de São Domingos, foi doado por Jean de Verceil, sexto superior geral da ordem, ao convento de sua cidade natal, Verceil, no Piemonte. São Pio V desejou vivamente fazer vir para Roma esta relíquia sem par em seu gênero, para enriquecer uma das grandes basílicas. Mas a morte o impediria de executar o seu projeto. Tendo os Frades Pregadores deixado Verceil, é desde então em seu convento de Chieri, perto de Turim, que a relíquia é conservada.

A partir de então o cordão ficou acessível à veneração dos fiéis. Algumas pessoas piedosas tiveram a ideia de portar objetos que houvessem tocado a relíquia, e, segundo o relato de sérios historiadores, tais objetos se tornariam um possante remédio contra as tentações da carne. Tal prática seria mantida por longo tempo.

Em 1580, um religioso dominicano, o Padre Cipriano Uberti, doutor em teologia e pregador de renome na Itália, vendo que a devoção ao cordão de Santo Tomás crescia cada vez mais, e que se tornara impossível satisfazer a piedade de tantos fiéis de portar objetos que houvessem tocado a Santa Relíquia, pensou em mandar confeccionar um grande número de cordões semelhantes ao cinto celeste e distribuir a quem o pedisse. A ideia foi coroada de imenso sucesso. No espaço de alguns dias, foram distribuídos milhares destes cordões em Verceil e nas cidades vizinhas.

Sob esta nova forma a devoção se espalharia rapidamente por toda a Itália, e não tardaria a ultrapassar as fronteiras. A venerável irmã Maria Villani, da Ordem de São Domingos, distinguia-se por seu zelo em propagá-la. Além disso, recebeu de Deus, por mediação de Santo Tomás, o dom de uma pureza resplandecente: ”Senhor”, disse ela, “concedei-me que eu reparta com outros a graça que recebi”. Deus lhe respondeu: “Eu te ouvi, e os cordões que doravante trançares com suas mãos comunicarão àqueles que o portarem a força de vencer as tentações”. Logo ela faria alguns cordões conforme o primeiro modelo, e não cessaria de distribuí-los aos fiéis com grandes frutos de virtude. Os Frades Pregadores não davam conta de satisfazer o ardor dos fiéis. Foi necessário comunicar seus poderes e privilégios aos clérigos regulares e a religiosos de outras ordens. Os Padres da Companhia de Jesus, em particular, o fariam florescer com zelo e inteligência, e o apresentariam com sucesso a pessoas de todo o mundo e de todas as idades e condições. Viam-se reis, rainhas, papas e bispos considerar uma honra portar o cordão de Santo Tomás e da Santíssima Virgem. Numerosos milagres viriam recompensar este zelo. “Eu não seria capaz”, escreveu o Padre Camille Quadrio, da Companhia de Jesus e vice-diretor do Colégio de Verceil, “de descrever todas as graças obtidas pelo cordão do santíssimo e sapientíssimo Doutor Santo Tomás de Aquino. Para relatá-los seriam necessários vários volumes inteiros”. O Padre Aurele Coberlino, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, atesta a mesma coisa. Cita-se um exemplo particular de um navio assaltado pela tempestade e prestes a naufragar. No meio de relâmpagos e ribombar de trovões, o capitão invocou com fé a Santo Tomás e apresentou o cordão bento às ondas. Em um instante o mar se acalmou, e o navio se salvou. Não é, pois, de espantar que logo a piedosa devoção, fonte de tantas maravilhas, se expandisse por todas as partes do mundo cristão.

Os que veneraram o cordão miraculoso descreveram-no assim: ele possui em uma de suas extremidades dois laços dentro dos quais se introduz a extremidade oposta. A parte destinada a cingir o corpo é uniforme e um pouco mais larga que uma palha. A parte que fica livre fora das laços compõe-se de duas pequenas faixas iluienlaçadas uma à outra por meio de quinze nós de igual espessura e posicionados a distâncias equivalentes uns dos outros– e nisso os autores piedosos veem uma alusão aos quinze mistérios do rosário. Sua cor é branca, mas está um pouco enegrecido pelos objetos que o tocaram. É tecido de múltiplos fios tão finos, que o olho humano, por mais que se esforce, não poderá discernir sua verdadeira natureza. Bastava aos devotos peregrinos olhá-lo para sentir desenvolver-se neles o amor pela castidade e uma impressão de consolação de todo celeste.

Oração do Cordão de Santo Tomás


Para Obter o Precioso Dom da Pureza.

Castíssimo Santo Tomás, escolhido como um lírio de inocência, vós, que sempre conservastes sem mancha a veste batismal, vós, que, cingido por dois anjos, fostes um verdadeiro anjo na carne, eu vos rogo que me encomende a Jesus, Cordeiro sem mancha, e a Maria, a rainha das virgens, para que também eu, portando ao redor de meus rins o vosso santo cordão, receba o mesmo dom que vós, e assim, imitando-vos assim na terra, seja um dia coroado entre os anjos convosco, o grande protetor de minha inocência.
Pai nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

Oremos:
Ó Deus, que vos dignastes munir-nos com o sagrado cordão de Santo Tomás no meio das tão difíceis lutas que temos de suportar, nós vos suplicamos que nos conceda, por seu socorro celeste, vencer honrosamente o combate contra o inimigo de nossos corpos e de nossas almas, para que, coroados com o lírio de uma pureza perpétua, mereçamos receber a palma dos bem-aventurados na casta companhia dos anjos. P.N.S.J.C. Amém.

(Texto cedido pelo monge beneditino doMosteiro da Santa Cruz, Nova Friburgo - RJ, o Ir. Pio.).


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
 Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.