domingo, 22 de fevereiro de 2026

Primeiro Domingo da Quaresma.

22/02 Domingo 
Festa de Primeira Classe
Paramentos Roxos


Intróito/Sal. 90, 15 e 16.
Ele me invocará e eu lhe responderei; Eu o salvarei e o glorificarei, o encherei de diasPs. ibid., 1.Quem habita sob a assistência do Altíssimo permanecerá sob a proteção do Deus do céu. V/. Glória Patri.

Coleta
Ó Deus, que todos os anos purificas a tua Igreja pela observância da Quaresma, faze com que a tua família prossiga com as suas boas obras o bem que se esforça por obter com a abstinência.

Leitura da Epístola de São Paulo aos

II Corintios 6,1-10
1 Na qualidade de colaboradores seus, exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. 2 Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação. 3 A ninguém damos qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja criticado. 4 Mas em todas as coisas nos apresentamos como ministros de Deus, por uma grande constância nas tribulações, nas misérias, nas angústias, 5 nos açoites, nos cárceres, nos tumultos populares, nos trabalhos, nas vigílias, nas privações; 6 pela pureza, pela ciência, pela longanimidade, pela bondade, pelo Espírito Santo, por uma caridade sincera, 7 pela palavra da verdade, pelo poder de Deus; pelas armas da justiça ofensivas e defensivas, 8 através da honra e da desonra, da boa e da má fama. 9 Tidos por impostores, somos, no entanto, sinceros; por desconhecidos, somos bem conhecidos; por agonizantes, estamos com vida; por condenados e, no entanto, estamos livres da morte. 10 Somos julgados tristes, nós que estamos sempre contentes; indigentes, porém enriquecendo a muitos; sem posses, nós que tudo possuímos!

Gradual/Sal. 90,11-1 2.
Deus ordenou a seus anjos para que você o guarde em todos os seus caminhos.
V /  Eles o carregarão nas mãos, para que você não tropece na pedra.

Trato/ Ibid., 1-7 e 11-16.
Quem habita sob a assistência do Altíssimo permanecerá sob a proteção do Deus do céu.
V/.Ele dirá ao Senhor: Você é meu defensor e meu refúgio. Ele é meu Deus; vou esperar nele.
V/.Pois foi ele quem me livrou do laço do caçador e da fala dura e pungente.
V/.Ele te colocará na sombra sob seus ombros e sob suas asas você estará cheio de esperança.
V/.Sua verdade o cercará como um escudo; você não temerá os medos da noite.
V/.Nem a flecha que voa de dia, nem os males que avançam na escuridão, nem os ataques do demônio do meio-dia.
V/.Mil cairão ao seu lado e dez mil à sua direita; mas a morte não se aproximará de você.
V/.Pois o Senhor ordenou aos seus anjos que te guardem em todos os seus caminhos.
V/.Eles o carregarão nas mãos, para que você não tropece na pedra.
V/.Você pisará na áspide e no basilisco, e pisoteará o leão e o dragão.
V/.Porque ele esperou em mim, eu o livrarei; Eu o protegerei, porque ele conhece meu nome.
V/.Ele clamará a mim, e eu o ouvirei; Estou com ele na tribulação.
V/.Eu o salvarei e o glorificarei. Eu o encherei de dias e lhe mostrarei minha salvação.

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus 4,1-11
1 Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio. 2 Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. 3 O tentador aproximou-se dele e lhe disse: Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães. 4 Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3). 5 O demônio transportou-o à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe: 6 Se és Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o teu pé em alguma pedra (Sl 90,11s). 7 Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus (Dt 6,16). 8 O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: 9 Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares. 10 Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13). 11 Em seguida, o demônio o deixou, e os anjos aproximaram-se dele para servi-lo. 

Ofertório/ Sal. 90, 4-5.
O Senhor te colocará na sombra debaixo de seus ombros e debaixo de suas asas você estará cheio de esperança.

Secreta
Nós vos imolamos solenemente, Senhor, este sacrifício, no início da Santa Quarentena, pedindo-vos fervorosamente que nos conceda que, restringindo as refeições e o uso de carne, suprimimos igualmente os prazeres nocivos.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .
 
Comunhão/ Sal. 90, 4-5.
O Senhor te colocará na sombra debaixo de seus ombros e debaixo de suas asas você estará cheio de esperança. A verdade dele o cercará como um escudo.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Que o santo alimento oferecido e recebido em vosso sacramento nos fortaleça, Senhor, e nos conduza, purificados de velhas manchas, à mais íntima participação no mistério de nossa salvação.
 
 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

22 de fevereiro Cadeira de São Pedro e Santa Margarida de Cortona

 

  A cadeira de um Bispo é chamada de Cátedra. Daí vem o nome Catedral, ou seja, a igreja que abriga a Cátedra do Bispo local.
    Há registros do ano de 370, do Papa São Damásio I, descrevendo uma cadeira portátil que era usada pelo Bispo de Roma nas dependências do Vaticano e mencionando várias celebrações festivas de anos anteriores que eram feitas em sua honra. 
    A Sagrada Tradição sustenta que as relíquias da cadeira usada por São Pedro estão guardadas embaixo do assento de bronze dessa cadeira elevada, situada na Basílica de São Pedro, sustentada por 4 Doutores da Igreja que defenderam a primazia de São Pedro: Santo Ambrósio e Santo Atanásio, à esquerda, e São João Crisóstomo e Santo Agostinho, à direita.
    Registros igualmente antigos dão conta de uma segunda cadeira usada por São Pedro, que foi escondida nas catacumbas de Priscila.
     Assim da primitiva existiriam apenas uns pequenos pedaços que seriam encrostados nesta nova cadeira, igualmente de madeira, que encontra-se lacrada no tal compartimento de bronze da autoria de Gian Lorenzo Bernini. Para se o compreender é preciso pensar que, na altura, estava-se em plena contra-reforma em que foram construídos diversos outros relicários com a intenção de proteger as respectivas relíquias. Podemos ver que, como em O Êxtase de Santa Teresa, este é uma fusão da arte Barroco, escultura e arquitetura ricamente policromada, manipulando efeitos de luz. Depois possuí um painel com estofos padrão com um baixo-relevo de Cristo dando as chaves do céu a Pedro. Diversos anjos estão em torno do painel, em baixo há uma assento almofadado de bronze vazio: a relíquia da antiga cadeira está lá dentro.
  Na Bíblia, em Mateus 16:18-19, Jesus fala para Pedro: "Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam et portae inferi non praevalebunt adversum eam. et tibi dabo claves regni cælorum et quodcumque ligaveris super terram erit ligatum in cælis et quodcumque solveris super terram erit solutum in cælis." ("Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus"), esta frase está inscrita na cúpula em cima do relicário, sendo ambos vistos como símbolos da autoridade do Papa. Este evento é conhecido como Confissão de Pedro.


Ex cathedra.


  
 A infalibilidade papal é o dogma, a que afirma que o Papa em comunhão com o Sagrado Magistério, quando delibera e define (clarifica) solenemente algo em matéria de fé ou moral (os costumes), ex cathedra, está sempre correto. Isto porque, na clarificação solene e definitiva destas matérias, o Papa goza de assistência sobrenatural do Espírito Santo, que o preserva de todo o erro.

  O uso da infalibilidade é restrito somente às questões e verdades relativas à fé e à moral (costumes), que são divinamente reveladas ou que estão em íntima conexão com a Revelação divina. Uma vez proclamadas e definidas solenemente, estas matérias de fé e de moral transformam-se em dogmas, ou seja, em verdades imutáveis e infalíveis que qualquer católico deve aderir, aceitar e acreditar de uma maneira irrevogável.Logo, a consequência da infalibilidade é que a definição ex catedra dos Papas não pode ser revogada e é por si mesma irreformável.
  As declarações de um Papa em ex cathedra não devem ser confundidas com ensinamentos que são falíveis, como uma bula. A infalibilidade papal foi longamente discutida e ensinada como doutrina católica, tendo sido declarada um dogma na Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e infalibilidade do Papa, promulgada pelo Concílio Vaticano I. A Constituição foi promulgada na Quarta Sessão do Concílio, em 18 de julho de 1870, pelo Papa Pio IX.
  A parte dispositiva do documento tem o seguinte teor:
"O Romano Pontífice, quando fala "ex cathedra", isto é, quando no exercício de seu ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina de fé ou costumes que deve ser sustentada por toda a Igreja, possui, pela assistência divina que lhe foi prometida no bem-aventurado Pedro, aquela infalibilidade da qual o divino Redentor quis que gozasse a sua Igreja na definição da doutrina de fé e costumes. Por isto, ditas definições do Romano Pontífice são em si mesmas, e não pelo consentimento da Igreja, irreformáveis."
     A Igreja Católica acredita no dogma da infalibilidade papal porque ela, governada pelo Papa em união com os seus Bispos, professa que ela é o autêntico "sacramento de Jesus Cristo, a Verdade em pessoa e Aquele que veio trazer as verdades fun­da­mentais" à humanidade para a sua salvação.
 O dogma é o "efeito concreto" da "promessa de Cristo de preservar a sua Igreja na verdade".


Santa Margarida de Cortona


Tinha vinte e oito anos e era mãe de um menino quando ela perdeu seu amante, o conde de Montepulciano, na Itália. Ela encontrado morto ao pé de uma árvore. Ela voltou para o seu pai, um fazendeiro pobre da Toscana que o recebeu com amor. Ela queria ir para um convento de Cortona, mas recusou-a porque ela era muito bonita e ainda não tem idade suficiente. Ela decidiu resgatar seus erros por penitência pública, andando nas ruas, mostrado por um burro que, nas ruas da cidade, gritando seu passado. Ela vivia em um barraco para as pessoas ricas que lhe havia dado na parte inferior do seu jardim, enquanto os franciscanos foram responsáveis ​​por seu filho. Inscrito na Ordem Franciscana Secular, ela viveu vinte e três anos, recompensado por Deus muitos favores místicos.
No Cortona na Toscana, no ano de 1297, St. Margaret. Muito perturbado pela morte violenta de seu amante, ela lavou uma penitência salutar as manchas de sua juventude e recebeu na Ordem Terceira de São Francisco, ela retirou-se para a contemplação admirável de coisas celestiais, enriquecida por Deus com carismas a partir de cima.
Martirológio romano

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Margaret_of_Cortona.jpg  Santa Margarida, natural de Alviano na Toscana, tem o sobrenome de Cortona, cidade onde passou grande parte da vida e morreu. Menina de 8 anos, apenas, perde a mãe, que a tinha educado com todo o cuidado. A perda da mãe foi o princípio da infelicidade da pobre órfã. Não havendo quem lhe guiasse os passos e de certo modo substituísse o cuidado e a vigilância materna, Margarida viu-se em breve rodeada de elementos que pessimamente a influíram na formação do caráter. Bonita, atraente, de temperamento jovial e expansivo, deu ouvidos às vãs lisonjas e fúteis amabilidades, e abriu as portas do coração à vaidade.
Em vão o pai avisou-a do perigo que corria. Esses bons conselhos foram dados a ouvidos surdos. Dezesseis anos contava Margarida, quando abandonou secretamente a casa paterna, procurando a companhia de um jovem fidalgo, com quem viveu ilícita e criminosamente pelo espaço de nove anos, em Montepulciano. Deus, que permitira esta triste queda, não perdeu de vista a ovelhinha desgarrada. A consciência não deixou de fazer-lhe reclamos, com insistência cada vez mais acentuada.
    Debalde, Margarida não se animava a deixar a vida, que a algemava aos prazeres ilícitos. Deu-se então um fato que lhe abriu os olhos e a chamou ao bom caminho. O amante tendo empreendido longa viagem de negócio, foi em caminho assaltado e assassinado. O cadáver esteve dois dias e duas noites no lugar do crime, ficando-lhe ao lado o cão, que tinha acompanhado o dono.    No terceiro dia apareceu o fiel animal na casa de Margarida e pelo latido plangente, deu sinal de um acontecimento extraordinário.
   Como, porém, Margarida não desse atenção, o cão puxou-a pelo vestido, como se quisesse convidá-la a acompanhá-lo. Margarida então atendeu e o cão conduziu-a ao lugar onde se achava o corpo do assassinado, já em estado de decomposição bem adiantada, enchendo o ambiente de cheiro insuportável.
  Margarida, diante do espetáculo que se lhe apresentava ante os olhos, impressionou-se profundamente e o primeiro pensamento que lhe veio, foi: “Onde estará sua alma?” Que momento de horror para Margarida! Mas também era a hora da graça e da salvação que se aproximava!
   A porta do coração, tanto tempo fechada aos convites de Deus, abriu-se ao Bom Pastor. Jesus, que tinha andado tantos anos atrás desta ovelha tresmalhada achou-a enfim e, pondo-a sobre os ombros, levou-a ao aprisco. Lágrimas de arrependimento borbulhavam dos olhos de Margarida; uma dor profunda e sincera feria-lhe o coração; mas, animada por uma confiança ilimitada na misericórdia de Deus, dizia de si para si: “Deus quer salvar-me. Porque teve tanta paciência comigo? É seu amor, que me deu tanto tempo para fazer penitência; é seu amor que me mandou este tremendo aviso, quem sabe? Talvez o último”.
      Profundamente abalada, no seu interior, voltou para casa, resolvida a dizer adeus ao pecado e começar uma nova vida, vida de penitência. Fez o voto de dedicar o resto da vida à mais severa penitência. Caiu-lhe na alma, como um peso enorme, o modo ingrato com que tratara o pai e parecia-lhe ouvir os gemidos de dor, que durante nove anos, seu procedimento tinha arrancado do coração do seu maior benfeitor.
     Resolutamente se pôs a caminho, à procura do pai. Embora compenetrada da gravidade da culpa, embora dizendo-se indigna do paternal perdão, resolvida estava a fazer tudo, para reparar a falta e reabilitar-se na amizade do pai. Margarida contava então 25 anos.
    Chegando a Alviano, em altos soluços, prostrou-se aos pés do pai, pedindo a recebesse outra vez em sua casa, pois que estava resolvida a mudar de vida. O pai comoveu-se diante do pedido da filha e recebeu-a com todo amor; não assim, porém, a madrasta, que não viu de bons olhos a permanência da pecadora em sua casa. Desolada e sem saber o que fazer, sem recursos e sem residência, no auge da provação, Margarida sentou-se num tronco à beira do caminho. O demônio logo entrou em cena, tentando-a: “Você tem somente 26 anos e está no auge de sua formosura. Muitos outros pretendentes surgirão. Vamos, erga a cabeça e recomece de novo a vida de fausto e de alegria!”. “Não! –– exclamou Margarida, resoluta. Já ofendi muito a Nosso Senhor, que verteu seu sangue inocente por mim. Mais vale a pena mendigar o pão que voltar ao pecado”. Nesse momento outra voz, a da graça, se fez ouvir: “Em Cortona os filhos de São Francisco compadecer-se-ão de ti e dir-te-ão o que fazer”.Nessa época Cortona era uma república, com administração autônoma. Era próspera e tinha vida religiosa intensa. A pobre Margarida, sem conhecer ninguém, procurou o convento dos frades franciscanos. Duas damas locais, Marinaria e Romeria Boscari, a encontraram e ficaram comovidas ao ver sua profunda tristeza e o sofrimento que se exprimia em seu rosto. Com bondade, perguntaram-lhe se precisava de algo. Margarida abriu-lhes a alma, contou seus pecados e sua inspiração de procurar os franciscanos da cidade. As duas nobres senhoras ofereceram-lhe abrigo em sua casa, e elas mesmas a apresentaram a Frei Bevegnati, varão venerável por sua virtude, que depois viria a escrever a história de Margarida. Esta, entre lágrimas e suspiros, fez uma confissão geral tão minuciosa, que durou oito dias. Pediu depois admissão na Ordem Terceira franciscana, também chamada da Penitência.
  Assim, exposta de novo ao perigo, Margarida, renovou o protesto de antes morrer de fome, do que voltar à vida anterior. Elevando os olhos ao céu, exclamou: “Meu Senhor e Salvador de minha alma, quereis que ela se perca? Ela vos custou tanto como a de Madalena. O’ vós que me remistes, pelo preço de vosso sangue, não me desampareis no meu mísero estado! Tende compaixão de mim!” Deus ouviu a oração da pobre pecadora. Esta, cedendo a um impulso interior, dirigiu-se a Cortona, para lá se confessar e receber do confessor a diretiva de uma nova vida. Fez a confissão geral, com muita contrição, na Igreja dos Padres Franciscanos. O pedido de Margarida de ser aceita entre as penitentes da Ordem Terceira pôde ser atendido, só depois dela ter dado prova suficiente de sua constância.
Preocupada em evitar uma recaída no pecado, Margarida cortou a formosa cabeleira, que tanto orgulho lhe causara, expôs o rosto ao sol para perder seu frescor, e examinava como reparar seu escândalo. Passou a dormir no solo e a alimentar-se apenas de ervas.
Certo domingo apareceu ela em Laviano na hora da Missa mais freqüentada, com uma corda ao pescoço, e ali, em altas vozes, pediu perdão a seus concidadãos pelo mau exemplo que lhes dera. Outra vez, em Cortona, Margarida fez-se arrastar com uma corda ao pescoço pelas ruas da cidade, enquanto uma mulher gritava: “Eis esta Margarida, que perdeu tantas almas; eis esta pecadora, que profanou tanto nossa cidade”.(1)
No intuito de se humilhar, muito mais coisas teria feito, se a obediência lhe tivesse permitido.
Margarida passava horas e horas de joelhos diante do Crucifixo, chorando por seus pecados. Seu arrependimento foi tão profundo e sincero, que um dia o Crucificado disse-lhe: “Teus pecados te são perdoados”.
Outra vez, quando em prantos meditava na Paixão de Nosso Senhor, Este perguntou-lhe: “Que queres, minha pobre pecadora?”. E Margarida, num transporte de amor, respondeu: “Senhor Jesus, não quero senão a Vós, e não procuro senão a Vós”.     A partir da conversão, a vida de Margarida foi uma série contínua de práticas de virtudes, principalmente da mortificação, penitência, humildade e paciência. Tinha por alimento só pão e água; por leito o soalho e de travesseiro servia-lhe uma pedra. A maior parte da noite passava em oração e em práticas de penitência. Para castigar e mortificar o corpo sujeitou-o à disciplina diária. A meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo não só lhe despertou no coração terno amor ao divino Salvador, mas também fez crescer-lhe cada vez mais o desejo de sofrer com ele e por ele. Os sofrimentos, que Deus lhe enviava aceitava-os com a maior paciência e o desprezo que recebia do mundo, causava-lhe prazer. O pesar de ter ofendido a Deus era tão grande, que não só chorava amargamente as infidelidades passadas, mas chegava até a desmaiar.
       Vinte e três anos passou Margarida penitenciando-se por seus pecados. Alguns anos depois da conversão lhe sobrevieram tentações as mais terríveis. O inimigo tudo fazia, para convencê-la da insuficiência das obras penitenciais. Surgiram na mente veleidades de abrandar a mortificação, sair de Cortona. Parecia-lhe que as penitências deviam ter já alcançado o completo perdão dos seus pecados e tinha a obrigação de conservar a vida, para poder servir a Deus muito tempo ainda. O bom senso, porém, e mais ainda a graça divina fizeram-lhe conhecer em tudo isto uma tentação diabólica.
     Numa ocasião, em que as tentações sobremodo a atormentaram, Margarida prostrou-se aos pés do Crucifixo, clamando a Deus que a socorresse. Cristo se dignou de aparecer a sua serva e disse-lhe: “Tem ânimo, minha filha! Estou contigo, no meio das tentações. Com apoio da minha graça, vencerás todas. Segue em tudo o conselho do teu confessor”. Não foi esta a única aparição que Margarida teve. Distinguiram-na com seus colóquios a SS. Virgem, vários Santos e principalmente o Anjo da Guarda.
     Este lhe deu certeza do completo perdão dos seus pecados. Apareciam-lhe também as almas do purgatório em particular aquelas que foram remidas pelas suas orações e penitências.
    A visão porém, mais consoladora que Cristo lhe concedeu, foi uma, pouco antes do feliz trânsito, em que Jesus, anunciando-lhe a proximidade da morte, assegurou-lhe a completa remissão dos pecados passados e que sua alma iria para o céu, acompanhada de todas as almas do Purgatório, que deviam a libertação às suas orações e boas obras. Com santa impaciência aguardou Margarida a chegada desta feliz data. Era o dia 22 de fevereiro de 1297. Margarida contava 48 anos. O corpo foi, em grande solenidade, enterrado na Igreja da Ordem de São Francisco, onde até hoje é conservado intacto. Muitos milagres têm provado a santidade da serva de Deus. Bento XIII inseriu-a solenemente no catálogo dos Santos, em 1728.
  Com esmolas recebidas Margarida fundou o Hospital de Santa Maria da Misericórdia, para cuidar dos pobres da cidade, a cargo de suas irmãs da Ordem Terceira Franciscana reunidas em uma Congregação por ela fundada, a das Poverelle. 
Margarida de Cortona, IPHAN-ESMuitos milagres, que o limite deste artigo não permite transcrever, foram operados por intercessão da penitente de Cortona, falecida aos 48 anos, no dia 22 de fevereiro de 1297. Seu corpo, transcorridos mais de 700 anos de sua morte, continua incorrupto. Ele pode ser visto num relicário de cristal, exposto na Basílica dedicada à sua honra, em Cortona.


Santa Margarida de Cortona martelo das uniões irregulares.E fez muita penitência tal impureza rogai a Deus pelo papa Francisco que apoia impurezas de 2 união e pior dar comunhão por tal escândalo.




Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Sábado depois das Cinzas.

21/02 Sábado 
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos
 


Intróito/Sal. 29, 11.
O Senhor ouviu e teve misericórdia de mim; o Senhor se fez meu protetor.Ps. ibid., 2.Eu te exaltarei, Senhor, porque você me levantou e não alegrou meus inimigos sobre mim. V/. Glória Patri.

Coleta
Ouvi favoravelmente, Senhor, nossas súplicas e concedei-nos celebrar com submissão e devoção este jejum solene que foi salutarmente instituído para a cura de nossas almas e nossos corpos.

Leitura da Epístola extraída do livro de

Isaías 58,9-14
9 Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; 10 se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno. 11 O Senhor te guiará constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará teu vigor. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fonte de águas inesgotáveis. 12 Reerguerás as ruínas antigas, reedificarás sobre os alicerces seculares; chamar-te-ão o reparador de brechas, o restaurador das moradias em ruínas. 13 Se te abstiveres de calcar aos pés o sábado, de cuidar de teus negócios no dia que me é consagrado, se achares o sábado um dia maravilhoso, se achares respeitável o dia consagrado ao Senhor, se tu o venerares não seguindo os teus caminhos, não te entregando às tuas ocupações e às conversações, 14 então encontrarás tua felicidade no Senhor: eu te farei galgar as alturas da terra, e gozar a herança de Jacó, teu pai; porque a boca do Senhor falou.

Gradual/Sal. 26, 4.
Há uma coisa que pedi ao Senhor, e só a buscarei: é habitar na casa do Senhor
V /  Contemplar as delícias e ser protegido pelo seu santo templo.

Sequência do Santo Evangelho 

São Marcos 6, 47-56
47 À noite, achava-se a barca no meio do lago e ele, a sós, em terra. 48 Vendo-os se fatigarem em remar, sendo-lhes o vento contrário, foi ter com eles pela quarta vigília da noite, andando por cima do mar, e fez como se fosse passar ao lado deles. 49 À vista de Jesus, caminhando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma e gritaram; 50 pois todos o viram e se assustaram. Mas ele logo lhes falou: Tranquilizai vos, sou eu; não vos assusteis! 51 E subiu para a barca, junto deles, e o vento cessou. Todos se achavam tomados de um extremo pavor, 52 pois ainda não tinham compreendido o caso dos pães; os seus corações estavam insensíveis. 53 Navegaram para o outro lado e chegaram à região de Genesaré, onde aportaram. 54 Assim que saíram da barca, o povo o reconheceu. 55 Percorrendo toda aquela região, começaram a levar, em leitos, os que padeciam de algum mal, para o lugar onde ouviam dizer que ele se encontrava. 56 Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes. E todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos.

Ofertório/Sal. 118, 154 e 125
Senhor, restaura-me a vida segundo a tua palavra, para que eu conheça os teus testemunhos.

Secreta
Recebe, Senhor, este sacrifício por cuja imolação queres dignamente ser aplacado, e concede-nos, por favor, que purificados por sua virtude, te oferecemos em nossa alma sentimentos que te agradam.

Prefácio à Quaresma.
 
Comunhão/ Sal. 2, 11-12.
Sirva ao Senhor com temor e regozije-se nele com tremor. Apegue-se à doutrina para que não pereça fora do caminho reto.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)

Depois da comunhão.
Alimentados por um dom que é o princípio de uma vida celestial, pedimos-te, Senhor, que o que para nós é um mistério na vida presente, se torne uma ajuda para alcançarmos o da eternidade.

Vamos rezar. Humilhem suas cabeças diante de Deus.

Que os teus fiéis, ó Deus, sejam fortalecidos pelos teus dons, para que, ao recebê-los, os busquem novamente, e, buscando-os sempre mais, os recebam sem fim

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Sexta feira depois das cinzas.

20/02 Sexta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos

Intróito/Sal. 29, 11.
O Senhor ouviu e teve misericórdia de mim; o Senhor se fez meu protetor.Ps. ibid., 2.Eu te exaltarei, Senhor, porque você me levantou e não alegrou meus inimigos sobre mim. V/. Glória Patri.

Coleta
Promova em sua bondade, Senhor, nós te imploramos, os jejuns cujo curso começamos; para que, cumprindo corporalmente esta observância, possamos também persegui-la com coração sincero.

Leitura da Epístola extraído do livro de

Isaías 58,1-9
1 Clama em alta voz, sem constrangimento; faze soar a tua voz como a corneta. Denuncia a meu povo suas faltas, e à casa de Jacó seus pecados. 2 Sem dúvida eles me procuram dia após dia, desejam conhecer o comportamento que me agrada, como uma nação que houvesse sempre praticado a justiça, sem abandonar a lei de seu Deus. Informam-se junto a mim sobre as exigências da justiça, desejam a presença de Deus. 3 De que serve jejuar, se com isso não vos importais? E mortificar-nos, se nisso não prestais atenção? É que no dia de vosso jejum, só cuidais de vossos negócios, e oprimis todos os vossos operários. 4 Passais vosso jejum em disputas e altercações, ferindo com o punho o pobre. Não é jejuando assim que fareis chegar lá em cima vossa voz. 5 O jejum que me agrada porventura consiste em o homem mortificar-se por um dia? Curvar a cabeça como um junco, deitar sobre o saco e a cinza? Podeis chamar isso um jejum, um dia agradável ao Senhor? 6 Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. 7 É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. 8 Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. 9 Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações;

Gradual/Sal. 26, 4.
Há uma coisa que pedi ao Senhor, e só a buscarei: é habitar na casa do Senhor.
V /  Contemplar as delícias e ser protegido pelo seu santo templo.

Trato/  Sal. 102, 10.
Senhor, não nos trates segundo os nossos pecados, e não nos castigues segundo as nossas iniqüidades.
V/. Sal. 78, 8-9.Senhor, não se lembre mais de nossas antigas iniqüidades; que suas misericórdias venham apressadamente ao nosso encontro, pois estamos reduzidos à última miséria.
(Hic genuflectitur)V/. Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, e para a glória do teu nome, Senhor, livra-nos e perdoa-nos os nossos pecados, por amor do teu nome.

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus 5,43-48 e 6,1-6.
43 Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo. 44 Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. 45 Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. 46 Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? 47 Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? 48 Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.1 Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. 2 Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 3 Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. 4 Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á. 5 Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 6 Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.

Ofertório/Sal. 118, 154 e 125.
Senhor, restaura-me a vida segundo a tua palavra, para que eu conheça os teus testemunhos.

Secreta
Concede-nos, por favor, Senhor, que o sacrifício que te oferecemos, em observância quadragesimal, torne nossas almas agradáveis ​​a ti e nos forneça os meios para nos dominarmos mais resolutamente.

Prefácio da Quaresma.
 
Comunhão/Sal. 2, 11-12.
Sirva ao Senhor com temor e regozije-se nele com tremor. Apegue-se à doutrina para que não pereça fora do caminho reto.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Espalha em nós, Senhor, o teu espírito de caridade para que aqueles que encheste do mesmo pão celestial, os faças, graças à tua bondade, verdadeiramente unidos de coração.
Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo. Vamos rezar. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oratio.
Protege o teu povo, Senhor, e purifica-o com misericórdia de todos os seus pecados, pois se nenhuma iniqüidade os dominar, nenhuma adversidade os prejudicará.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Quinta-feira depois das Cinzas.

19/02 Quinta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos

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Intróito/Sal. 54, 17, 19, 20 e 23 1.
Quando clamei ao Senhor, ele ouviu a minha voz; ele me livrou de todos os que se aproximam para me destruir. Aquele que existe antes de todos os séculos e que durará para sempre, os humilhou. Lance seus pensamentos no Senhor e ele mesmo o alimentará.Ps. ibid., 2-3. Ouve, ó Deus, a minha oração, e não desprezes a minha súplica. Ouça-me e responda-me.V/. Glória Patri.

Coleta
Ó Deus, que o pecado ofenda e a penitência aplaque, atenda em sua clemência as orações de seu povo suplicante e digne-se afastar as pragas de sua ira, que merecemos por nossos pecados.


Leitura da Epístola extraída do livro de

Isaías 38,1-6

1 Naquele tempo, Ezequias esteve doente, quase à morte. O profeta Isaías, filho de Amós, veio ter com ele e lhe disse: Eis o que disse o Senhor: põe em ordem a tua casa porque vais morrer, não te restabelecerás. 2 Então Ezequias voltou-se para a parede e se pôs a orar ao Senhor; 3 Senhor, disse ele, lembrai-vos de que tenho andado diante de vós com lealdade, de todo o coração, segundo a vossa vontade. E chorava abundantemente. 4 Depois a palavra do Senhor foi dirigida a Isaías nestes termos: 5 Vai dizer a Ezequias: eis o que diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi tua oração e vi tuas lágrimas, prolongarei tua vida por quinze anos, 6 livrar-te-ei, a ti e a esta cidade, das mãos do rei da Assíria. Protegerei esta cidade. 

Gradual/Sal. 54, 23, 17, 18 e 19.
Lance seus pensamentos no Senhor e ele mesmo o alimentará.
V /  Quando clamei ao Senhor, ele ouviu a minha voz; ele me livrou de todos os que se aproximam para me destruir.

Sequência do Santo Evangelho 

Mateus 8,5-13 
5 Entrou Jesus em Cafarnaum. Um centurião veio a ele e lhe fez esta súplica: 6 Senhor, meu servo está em casa, de cama, paralítico, e sofre muito. 7 Disse-lhe Jesus: Eu irei e o curarei. 8 Respondeu o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado. 9 Pois eu também sou um subordinado e tenho soldados às minhas ordens. Eu digo a um: Vai, e ele vai; a outro: Vem, e ele vem; e a meu servo: Faze isto, e ele o faz... 10 Ouvindo isto, cheio de admiração, disse Jesus aos presentes: Em verdade vos digo: não encontrei semelhante fé em ninguém de Israel. 11 Por isso, eu vos declaro que multidões virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão no Reino dos céus com Abraão, Isaac e Jacó, 12 enquanto os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes. 13 Depois, dirigindo-se ao centurião, disse: Vai, seja-te feito conforme a tua fé. Na mesma hora o servo ficou curado.

Ofertório/Sal 24, 1 -3.
A ti, Senhor, elevo a minha alma; meu Deus, confio em ti, para que não tenha de que me envergonhar, e para que todos os meus inimigos não zombem de mim, porque todos os que esperam em ti não serão confundidos.

Secreta
Nós vos suplicamos, Senhor, olhai com benevolência para este sacrifício presente, para que aumente a nossa piedade e sirva a nossa salvação.

Prefácio da Quaresma.
 
Comunhão/Sal. 50, 21.
Você aceitará um sacrifício de justiça, oblações e holocaustos em seu altar, Senhor.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Tendo recebido a bênção do dom celestial, dirigismo-nos, ó Deus Todo-Poderoso, ardentes súplicas para que aquele que opera neste sacramento, realize também a nossa salvação.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Quarta-feira de cinzas.

18/02 Quarta-feira de Cinzas
Festa de Feria de Primeira Classe
Paramentos Roxos
 

Jejum e abstinência de carne
Façam penitência pela conversão dos pecadores.

Meménto,homo, quia pulvis es, et in púlverem reverteris.
 “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás”(Gen 3,19)
 
 Papa Gregório, em imagem pintada por Francisco de Zurbarán
O rito foi oficializado na liturgia pelo para Gregório Magno (540-604), na virada do século 7º. “Foi chamada por ele de ‘capite ieiunii’, ou seja, o dia em que se começava o jejum”.A Quarta-feira de Cinzas representa o primeiro dia da Quaresma no calendário gregoriano, podendo também ser designada por Dia das Cinzas e é uma data com especial significado para a comunidade cristã. A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Coincide com o dia seguinte à terça-feira de Carnaval e é o primeiro dos 40 dias entre essa terça-feira e a sexta-feira (Santa) anterior ao domingo de Páscoa.
  A origem deste nome é puramente religiosa. Neste dia, é celebrada a tradicional missa das cinzas. As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimônia utiliza essas cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás”.

Bênção das Cinzas
Feira Quarta Cinema
Quarta-feira de Cinzas
I Classis
1 ª classe
Estádio de S. Sabinam
Estação em Sainte-Sabine
¶ Ante Missam benedicuntur cineres facti de ramis olivarum sive aliarum arborum, præcedenti anno benedictis, hoc modo: ¶ Antes da Missa, as cinzas dos ramos de oliveira ou outras madeiras benzidas no ano anterior são benzidas da seguinte forma:
Em Choro, dicta Nona, Sacerdos indutus Pluviali violaceo, vel sine Casula, cum ministris similiter indutis, procedit ad benedicendurn cineres in vase aliquo super altari positos. E primo cantatur a choro sequens Antiphona: No coro, depois de Nenhum, o sacerdote, vestido de manto violeta, ou sem casula, com os ministros vestidos da mesma maneira, avança para abençoar as cinzas colocadas num receptáculo sobre o altar. E primeiro, o Coro canta:
Antífona. Sal. 68, 17.
Exáudi nos, Dómine, quóniam benígna est misericórdia tua: secúndum multitúdinem miseratiónum tuárum réspice nos, Dómine. Ouve-nos, Senhor, porque a tua misericórdia é toda doce; de acordo com a abundância da tua generosidade, olha para nós, Senhor.
Ps. ibid., 2.
Salvum me fac, Deus: quôniam intravérunt aquæ usque ad ánimam meam. Salva-me, ó Deus, porque as águas entraram na minha alma.
V/. Glória Patri. Repetidor Exáudi nos.
¶ Deinde Sacerdos in cornu Epistolæ, non vertens se ad populum, manibus iunctis (quod servatur etiam in orationibus omnium benedictionum quoad manus iunctas) diz: ¶ Então o sacerdote, do lado da Epístola, sem se voltar para o povo, de mãos postas diz:
V/. Dominus vobiscum. O senhor esteja com você.
R/. E cum spíritu tuo. E com sua mente.
Oremus. Oração Vamos rezar.
Omnípotens sempitérne Deus, porque pæniténtibus, propitiáre supplicántibus: et míttere digneris sanctum Angelum tuum de cælis, qui bene + dícat et sanctíficet hos cíneres, ut sint remédium salubre ómnibus nomen sanctum tuum humilíter implorántibus, ac semetípsos pro consciéntia su delictórum delictórum deplorántibus, vel sereníssimam pietátem tuam supplíciter obnixéque flagitántibus: et præsta per invocatiónem sanctíssimi nóminis tui; ut, quicúmque per eos aspérsi fúerint, pro redemptióne peccatórum suórum, córporis sanitátem et ánimæ tutélam percípiant. Per Christum, Dominum nostrum. V/. Um homem. Deus todo-poderoso e eterno, perdoa aqueles que fazem penitência, mostra-te favorável àqueles que te suplicam; e dignai-vos enviar do céu o vosso santo Anjo para abençoar e santificar estas cinzas, para que sejam um salutar remédio para todos aqueles que humildemente imploram o vosso santo nome e que, sabendo das suas faltas, se acusam, lamentando-se em a presença de vossa divina clemência seus atos culposos ou solicitando com insistência e súplicas vossa dulcíssima misericórdia. Fazei que, pela invocação do vosso santíssimo nome, todos aqueles sobre os quais estas cinzas foram aspergidas para a remissão dos seus pecados, recebam a saúde do corpo e obtenham a vossa protecção para as suas almas.
Oremus. Oração Vamos rezar.
Deus, qui non mortem, sed pæniténtiam desíderas peccatórum: fragilitátem condiciónis humanæ benigníssime respice; et hos cíneres, quos, causa proferéndæ humilitátis atque promeréndæ véniæ, capítibus nostris impóni decérnimus, bene + dícere pro tua pietáte dignáre: ut, qui nos cinerem esse, et ob pravitátis nostrae deméritum in púlverem reversúros cognóscimus; peccatórum ómnium véniam, et prǽmia pæniténtibus repromíssa, misericórditer cónsequi mereámur. Per Christum, Dominum nostrum. V/. Um homem. Ó Deus, que não desejas a morte dos pecadores, mas a sua penitência, considera com a maior bondade a fragilidade da natureza humana; e dignai-vos, segundo vossa misericórdia, abençoar estas cinzas que resolvemos colocar sobre nossas cabeças como sinal de humilhação e obter o perdão, para que, reconhecendo que somos apenas pó, por causa de nossas iniquidades, mereçamos obter da tua misericórdia a remissão de todos os nossos pecados e as recompensas prometidas aos que fizeram penitência.
Oremus. Oração Vamos rezar.
Deus, qui humiliatióne flécteris, et satisfactióne placáris: aurem tuæ pietátis inclina précibus nostris; et capítibus servórum tuórum, horum cínerum aspersióne contáctis, effúnde propítius grátiam tuæ benedictiónis: ut eos et spíritu compunciónis répleas et, quæ iuste postuláverint, efficaciter tríbuas; e concedeu perpetuo stabilíta et intacta manére decérnas. Per Christum, Dominum nostrum. V/. Um homem. Ó Deus, que te deixas comover pela humilhação e apaziguado pela reparação, inclina o teu ouvido favoravelmente às nossas orações e derrama a graça da tua bênção sobre os teus servos cujas cabeças terão sido tocadas pela aspersão destas cinzas, de modo que você os encha com o espírito de compunção, e que você lhes conceda o efeito do que eles justamente pediram e que eles preservem perpetuamente estável e intacto o que receberam de suas mãos.
Oremus. Oração Vamos rezar.
Omnípotens sempiterne Deus, qui Ninivítis, in cinere et cilício pæniténtibus, indulgéntiæ tuæ remédia præstitísti: concede propítius; ut sic eos imitémur hábitu, quaténus véniæ prosequámur obtido. Por Dominum. Deus todo-poderoso e eterno, que em sua indulgência providenciou um remédio para os males dos ninivitas que fazem penitência sob cinzas e cilícios; conceda-nos com bondade imitá-los de tal maneira em sua conversão que consigamos obter seu perdão.
¶ Postea Celebrans, imposito incenso in thuribulo, ter aspergit cineres aqua benedícta, dicendo Antiphonam Aspérges, sine cantu et sine Psalmo, e ter adolet incenso. ¶ Então o celebrante, tendo imposto incenso no turíbulo, borrifa as cinzas três vezes com água benta, pronunciando a antífona Espargos , sem canto nem salmo, e as incendeia três vezes.
Deinde dignior Sacerdos ex Clero accedens ad Altare, imponit cineres Celebranti non genuflexo. Si vero non adsit alius Sacerdos, ipsemet Celebrans, genibus flexis coram Altari, sibi ipsi cineres imponit in capite, nihil dicens e cantatur statim a choro: Então o mais digno dos sacerdotes do clero sobe ao altar, impõe as cinzas ao celebrante em pé. Se não houver outro sacerdote, o próprio celebrante, ajoelhado diante do altar, impõe as cinzas à própria cabeça, sem dizer uma palavra, e imediatamente o coro canta:
Antífona. Ioel. 2, 13. Antífona.
Immutémur habitu, in cinere et cilício: ieiunémus, et plorémus ante Dóminum: quia multum misericors est dimíttere peccáta nostra Deus noster. Troquemos de roupa, cubramo-nos com cinzas e cilícios, jejuemos e choremos diante do Senhor; pois nosso Deus todo misericordioso está pronto para nos perdoar nossos pecados.
Ali Antiph. Ibid., 17. Antífona.
Inter vestíbulum et altáre plorábunt sacerdótes ministri Dómini, et dicent: Because, Dómine, porque pópulo tuo: et ne claudas ora canéntium te, Dómine. Que os sacerdotes e ministros do Senhor chorem entre o vestíbulo e o altar e digam: Poupe, Senhor, poupe o seu povo e não feche a boca daqueles que cantam os teus louvores, ó Senhor.
Sequitur Responsorium: Nós encadeamos a resposta
Responsabilidade. Ester 13; Ioel. 2. Responda.
Emendémus in mélius, quæ ignoránter peccávimus: ne, subtilo præoccupáti die mortis, quærámus spátium pæniténtiæ, et inveníre non póssimus. Atténde, Dómine e miserére: quia peccávimus tibi. Eliminemos, com nosso progresso no bem, as faltas de que nos tornamos culpados por ignorância, para que, de repente, surpreendidos no dia da morte, procuremos tempo de penitência e não o encontremos. Preste atenção, Senhor, e tenha misericórdia, porque pecamos contra você.
V/. Ps. 78, 9. Adiuva nos, Deus, salutáris noster: et propter honórem nóminis tui, Dómine, líbera nos. Espere, Domine. Ajuda-nos, ó Deus, nosso salvador, e para a honra do teu nome, livra-nos, Senhor.
V/. Glória Patri. Espere, Domine. Glória ao Pai. Preste atenção, Senhor.
¶ Sacerdos vero, dum cantantur Antiphonæ et Responsorium, detecto capite, primo imponit cineres digniori Sacerdoti, a quo ipse accepit, deinde Ministris paratis, genibus flexis coram Altari, dicens: ¶ Enquanto se cantam as antífonas e o responsório, o sacerdote, com a cabeça descoberta, primeiro impõe as cinzas ao mais digno dos sacerdotes, que as havia imposto, depois aos ministros adornados, ajoelhados diante do altar, em dizendo:
Lembre-se, ó homem, que você é pó e ao pó retornará.
Gênesis 3, 19. Memento, homo, quia pulvis es, et in pulverem revertéris. Lembre-se, ó homem, que você é pó e ao pó retornará.
¶ Postea veniunt alii, primo Clerus per ordinem, deinde populus: et genibus flexis ante Altare, singulatim recipiunt cinerem a Sacerdote, ut dictum est de Ministris. Completa cinerum impositione, Sacerdos diz: ¶ Depois vêm os outros: primeiro o clero por ordem, depois o povo, e de joelhos diante do altar, cada um recebe as cinzas dos sacerdotes, como foi dito dos ministros. Terminada a imposição das cinzas, o sacerdote diz:
V/. Dominus vobiscum. O senhor esteja com você.
R/. E cum spíritu tuo. E com sua mente.
Oremus. Oração Vamos rezar.
Concéde nobis, Dómine, præsídia militiæ christiánæ sanctis inchoáre ieiúniis: ut, contra spiritáles nequítias pugnatúri, continéntiæ muniámur auxíliis. Per Christum, Dominum nostrum. Concede-nos, Senhor, entrar por jejuns santos nas fileiras da milícia cristã, para que, tendo que lutar contra os espíritos malignos, possamos receber a ajuda que a abstinência proporciona.

¶ Deinde dicitur Missa.

Intróito/Sab, 11, 24, 25 e 27.
Tens misericórdia de todos, Senhor, e não odeias nada do que fizeste, e escondes os pecados dos homens por causa do arrependimento e os perdoas, porque tu és o Senhor nosso Deus.Sal. 56, 2.Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque minha alma confia em ti. V/. Glória Patri.

Coleta
Concede, Senhor, aos teus fiéis que empreendam com a devida piedade a prática destes veneráveis ​​e solenes jejuns e percorram o seu curso com uma devoção que nada pode perturbar.

Leitura da Epístola extraída do livro do

Joel, 2, 12-19
12. Por isso, agora ainda - oráculo do Senhor -, voltai a mim de todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto.13. Rasgai vossos corações e não vossas vestes; voltai ao Senhor vosso Deus, porque ele é bom e compassivo, longânime e indulgente, pronto a arrepender-se do castigo que inflige.14. Quem sabe se ele mudará de parecer e voltará atrás, deixando após si uma bênção, ofertas e libações para o Senhor, vosso Deus?15. Tocai a trombeta em Sião: publicai o jejum, convocai a assembleia, reuni o povo;16. santificai a assembleia, agrupai os anciãos, congregai as crianças e os meninos de peito; saia o recém-casado de seus aposentos, e a esposa de sua câmara nupcial.17. Chorem os sacerdotes, servos do Senhor, entre o pórtico e o altar, e digam: Tende piedade de vosso povo, Senhor, não entregueis à ignomínia vossa herança, para que não se torne ela o escárnio dos pagãos! Por que diriam eles: onde está o seu Deus?18. O Senhor afeiçoou-se à sua terra, teve compaixão de seu povo;19. O Senhor respondeu ao seu povo: Vou mandar-vos trigo, vinho e óleo, e deles sereis fartos, e não vos farei mais objeto de opróbrio diante dos pagãos.
R:Deo Gracias

Gradual/Sal. 56, 2 e 4.
Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque minha alma confia em ti.
V /  Ele enviou socorro do céu e me livrou; cobriu de opróbrio aqueles que me pisaram.

Trato/ Sal. 102, 10.
Senhor, não nos trates segundo os nossos pecados, e não nos castigues segundo as nossas iniqüidades.
V/. Sal. 78, 8-9.Senhor, não se lembre mais de nossas antigas iniqüidades; que suas misericórdias venham apressadamente ao nosso encontro, pois estamos reduzidos à última miséria.
V/.Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, e para a glória do teu nome, Senhor, livra-nos e perdoa-nos os nossos pecados, por amor do teu nome.


Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus, 6,16-21
16. Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.17. Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto.18. Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.19. Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam.20. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam.21. Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração.
R:Laus tibi, Christe.

Ofertório/Sal. 29.2-3.
Eu te exaltarei, Senhor, porque você me levantou e não alegrou meus inimigos sobre mim. Senhor, eu clamei a ti e tu me curaste.

Secreta
Nós vos imploramos, Senhor, que estejamos devidamente preparados para vos oferecer estes dons com os quais celebramos a instituição deste venerável sacramento.

Prefácio da Quaresma ao Sábado antes do Domingo da Paixão inclusive, dependendo dos títulos.
 
Comunhão/ Pr. 1, 2 e 3.
Aquele que medita dia e noite na lei do Senhor dará fruto a seu tempo.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Que os sacramentos que recebemos nos ajudem, Senhor, para que nossos jejuns sejam agradáveis ​​a Vós e sirvam para nossa cura.

¶ Então o padre diz: Rezemos. E o diácono (se cumpre o seu ofício) voltado para o povo, de mãos postas, diz: Humilhai vossas cabeças diante de Deus. Caso contrário, é o próprio padre, parado no mesmo lugar em frente ao livro e sem se voltar para as pessoas que o diz.

Lança um olhar favorável, ó Senhor, sobre aqueles que se curvam diante de tua majestade, para que aqueles que foram nutridos por teus dons divinos sejam sempre sustentados pelo socorro celestial.



Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.