quarta-feira, 18 de março de 2026

Quarta-feira Quarta Semana da Quaresma.

18/03 Quarta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos


Intróito/Ezeq. 36, 23-26.
Quando eu tiver sido santificado em você, eu os reunirei de todos os países; e aspergirei água pura sobre vós, e sereis purificados de toda a vossa imundícia; e eu lhe darei um novo espírito.Sal. 33, 2. Bendirei o Senhor em todos os momentos; o seu louvor estará sempre na minha boca.V/. Glória Patri.

Coleta
Ó Deus, que por meio do jejum concedes aos justos a recompensa de seus méritos e aos pecadores o perdão de suas faltas, tende piedade daqueles que vos suplicam, para que a confissão de nossas culpas nos alcance a remissão. das nossas ofensas. Por Nosso Senhor.

Leitura da Epístola do livro do  

Isaías 1, 16-19
16 lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos. 17 Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. 18 Pois bem, justifiquemo-nos, diz o Senhor. Se vossos pecados forem escarlates, tornar-se-ão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã! 19 Se fordes dóceis e obedientes, provareis os melhores frutos da terra; 

Gradual/Pr. 38, 12 e 6.
Feliz é a nação que tem o Senhor como seu Deus; feliz o povo que ele escolheu para sua herança.
V /Os céus foram estabelecidos pela palavra do Senhor, e todo o seu exército pelo sopro de sua boca.

Tratados. Sal. 102, 10.
Senhor, não nos trates segundo os nossos pecados, e não nos castigues segundo as nossas iniqüidades.
V/. Sal. 78, 8-9.Senhor, não se lembre mais de nossas antigas iniqüidades; que suas misericórdias venham apressadamente ao nosso encontro, pois estamos reduzidos à última miséria.
(Hic genuflectitur) V/. Adiuva nos, Deus, salutáris noster: et propter glóriam nóminis tui, Dómine, libera nos: et propítius esto peccátis nostris, propter nomen tuum.Ajoelhamo-nos V/. Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, e para a glória do teu nome, Senhor, livra-nos e perdoa-nos os nossos pecados, por amor do teu nome.

Sequência do Santo Evangelho 

São João 9, 1-38
1 Caminhando, viu Jesus um cego de nascença. 2 Os seus discípulos indagaram dele: Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego? 3 Jesus respondeu: Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus. 4 Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar. 5 Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. 6 Dito isso, cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego. 7 Depois lhe disse: Vai, lava-te na piscina de Siloé (esta palavra significa emissário). O cego foi, lavou-se e voltou vendo. 8 Então os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto mendigar perguntavam: Não é este aquele que, sentado, mendigava? 9 Respondiam alguns: É ele. Outros contestavam: De nenhum modo, é um parecido com ele. Ele, porém, dizia: Sou eu mesmo. 10 Perguntaram-lhe, então: Como te foram abertos os olhos? 11 Respondeu ele: Aquele homem que se chama Jesus fez lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo. 12 Interrogaram-no: Onde está esse homem? Respondeu: Não o sei. 13 Levaram então o que fora cego aos fariseus. 14 Ora, era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. 15 Os fariseus indagaram dele novamente de que modo ficara vendo. Respondeu-lhes: Pôs-me lodo nos olhos, lavei-me e vejo. 16 Diziam alguns dos fariseus: Este homem não é o enviado de Deus, pois não guarda sábado. Outros replicavam: Como pode um pecador fazer tais prodígios? E havia desacordo entre eles. 17 Perguntaram ainda ao cego: Que dizes tu daquele que te abriu os olhos? É um profeta, respondeu ele. 18 Mas os judeus não quiseram admitir que aquele homem tivesse sido cego e que tivesse recobrado a vista, até que chamaram seus pais. 19 E os interrogaram: É este o vosso filho? Afirmais que ele nasceu cego? Pois como é que agora vê? 20 Seus pais responderam: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego. 21 Mas não sabemos como agora ficou vendo, nem quem lhe abriu os olhos. Perguntai-o a ele. Tem idade. Que ele mesmo explique. 22 Seus pais disseram isso porque temiam os judeus, pois os judeus tinham ameaçado expulsar da sinagoga todo aquele que reconhecesse Jesus como o Cristo. 23 Por isso é que seus pais responderam: Ele tem idade, perguntai-lho. 24 Tornaram a chamar o homem que fora cego, dizendo-lhe: Dá glória a Deus! Nós sabemos que este homem é pecador. 25 Disse-lhes ele: Se esse homem é pecador, não o sei... Sei apenas isto: sendo eu antes cego, agora vejo. 26 Perguntaram-lhe ainda uma vez: Que foi que ele te fez? Como te abriu os olhos? 27 Respondeu-lhes: Eu já vo-lo disse e não me destes ouvidos. Por que quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, tornar-vos também seus discípulos?... 28 Então eles o cobriram de injúrias e lhe disseram: Tu que és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés. 29 Sabemos que Deus falou a Moisés, mas deste não sabemos de onde ele é. 30 Respondeu aquele homem: O que é de admirar em tudo isso é que não saibais de onde ele é, e entretanto ele me abriu os olhos. 31 Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade. 32 Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33 Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada. 34 Responderam-lhe eles: Tu nasceste todo em pecado e nos ensinas?... E expulsaram-no. 35 Jesus soube que o tinham expulsado e, havendo-o encontrado, perguntou-lhe: Crês no Filho do Homem? 36 Respondeu ele: Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele? 37 Disse-lhe Jesus: Tu o vês, é o mesmo que fala contigo! 38 Creio, Senhor, disse ele. E, prostrando-se, o adorou.

Ofertório/ Sal. 65, 8-9 e 20.
Nações, bendizei o nosso Deus e ouvimos os acentos do seu louvor. Foi ele quem manteve minha alma viva e não permitiu que meus pés tremessem. Bendito seja Deus, que não rejeitou minha oração, nem removeu sua misericórdia de mim.

Secreta
Nós oramos e imploramos a você, ó Deus Todo-Poderoso, para que nossos pecados sejam apagados por meio desses sacrifícios, pois assim você nos dará a verdadeira saúde da alma e do corpo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .
 
Comunhão/ São João 9, 11.
O Senhor fez lama com sua saliva e ungiu meus olhos com ela. Fui embora, lavei-me, vi e acreditei em Deus.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Ó Senhor, nosso Deus, que este sacramento, recebido por nós, restaure nossas almas, de quem é o alimento, e nos guarde, sustentando nossos corpos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo.Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oratio.Páteant aures misericórdiæ tuæ. Dómine, précibus supplicantium: et, ut peténtibus desideráta concédas; fac eos, quæ tibi sunt plácita, postuláre. Por Dominum.RezarQue os ouvidos de tua misericórdia estejam atentos, Senhor, às orações daqueles que te suplicam e, para que atendas aos desejos daqueles que te dirigem seus pedidos, os inspire a buscar o que te agrada. Por Nosso Senhor
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

18 de março dia de São Cirilo, Confessor.

 

   Desde o início dos tempos cristãos a heresia se infiltrara na Igreja, mas, foi no século IV, que ocorreram as do arianismo e do nestorianismo causando profundas divisões.
   São Cirilo viveu nesse período em Jerusalém, perto de onde nascera em 315, de pais cristãos e bem situados financeiramente. Muito preparado, desde a infância, nas Sagradas Escrituras e nas matérias humanísticas, em 345, foi ordenado sacerdote.No ano de 348, foi consagrado, bispo de Jerusalém. Ocupou o cargo durante aproximadamente trinta e cinco anos, dezesseis dos quais passou no exílio, em três ocasiões diferentes. A primeira porque o bispo Acácio, de grande influência na Igreja, cuja obra foi citada por São Jerônimo, acusou Cirilo de heresia. A segunda por ordem do imperador Constâncio que entendeu ser Cirílo realmente um simpatizante dos hereges, mas em sua defesa atuaram os bispos, Atanásio e Hilário, ambos os Padres da Igreja assim como o próprio bispo Cirilo o é. A terceira foi a mais longa, porque o imperador Valente, este herege, decidiu mandar de volta ao exílio todos os bispos anistiados, fato que fez Cirilo peregrinar durante onze anos, por várias cidades da Ásia, até a morte do soberano, em 378. 
   O seu trabalho, entretanto resistiu a tudo e chegou até nossos dias e especialmente porque ele sabia ensinar o Evangelho, como poucos. Em sua cidade, logo que se tornou sacerdote e no início do episcopado era o responsável por preparar os catecúmenos, isto é, os adultos que se convertiam e iriam ser batizados. Foi nesse período que escreveu dezoito discursos catequéticos, um sermão, a carta ao imperador Constantino e outros pequenos fragmentos. Treze escritos eram dedicados à exposição geral da doutrina e cinco dedicados ao comentário dos ritos Sacramentais da iniciação cristã. Assim, seus escritos explicam detalhadamente os "como" e os "porquês" de cada oração, do batismo, da crisma, da penitência, dos sacramentos e dos mistérios do Cristianismo, ditos dogmas da Igreja. Cirilo também soube viver a religião na prática.Numa época de grande carestia, por exemplo, não hesitou em vender valiosos vasos litúrgicos e outras preciosidades eclesiásticas, para matar a fome dos pobres da cidade. 
  Ele morreu no ano 386. Desde o início de sua vida religiosa, Cirilo cujo caráter era afável e suave, sempre preferiu a catequese aos assuntos polêmicos, chegando quase a se comprometer com os arianos e semi-arianos. Porém, de maneira contundente aderiu à doutrina ortodoxa da Igreja no III Concílio ecumênico de Constantinopla, em 382, no qual ficou clara sua sempre fiel postura à Santa Sé e à Verdade de Cristo. Nessa oportunidade teve em seu favor a eloquência das vozes dos sinceros bispos e amigos, Atanásio e Hilário, que o chamaram "valente lutador para defender a Igreja dos hereges que negam as verdades de nossa religião".
   Sua canonização demorou porque, durante muito tempo, seu pensamento teológico foi considerado vacilante, como dizem os registros. Em 1882, o Papa Leão XIII, na solenidade em que instituiu sua veneração, honrou São Cirilo de Jerusalém, com os títulos de doutor da Igreja e príncipe dos catequistas católicos.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

terça-feira, 17 de março de 2026

Terça-feira da Quarta Semana da Quaresma.

17/03 Terça-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos

Intróito/Sal. 54, 2-3.
Ouve, ó Deus, a minha oração, e não desprezes a minha súplica; me escute e me responda.Ps. ib., 3-4. Eu estava cheio de tristeza em minha provação, e problemas me apoderaram da voz do inimigo e da opressão do pecador. V/. Glória Patri.

Coleta
Dignai-vos, Senhor, que os jejuns que observamos neste tempo santo nos ajudem a progredir na piedade e obtenham para nós a assistência contínua de vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Leitura da Epístola do livro do  

Exôdo 32,7-14
7 O Senhor disse a Moisés: ?Vai, desce, porque se corrompeu o povo que tiraste do Egito. 8 Desviaram-se depressa do caminho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito. 9 Vejo, continuou o Senhor, que esse povo tem a cabeça dura. 10 Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação.? 11 Moisés tentou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo-lhe: ?Por que, Senhor, se inflama a vossa ira contra o vosso povo que tirastes do Egito com o vosso poder e à força de vossa mão? 12 Não é bom que digam os egípcios: com um mau desígnio os levou, para matá-los nas montanhas e suprimi-los da face da terra! Aplaque-se vosso furor, e abandonai vossa decisão de fazer mal ao vosso povo. 13 Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna.? 14 E o Senhor se arrependeu das ameaças que tinha proferido contra o seu povo. 

Gradual/Pr. 43, 26 e 2.
Levanta-te, Senhor, ajuda-nos e redime-nos por amor do teu nome.
V /Ó Deus, nós ouvimos com nossos ouvidos: nossos pais nos falaram da obra que Senhor fez em seus dias e nos dias da antiguidade.

Sequência do Santo Evangelho 

São João 7,14-31
14 Lá pelo meio da festa, Jesus subiu ao templo e pôs-se a ensinar. 15 Os judeus se admiravam e diziam: Este homem não fez estudos. Donde lhe vem, pois, este conhecimento das Escrituras? 16 Respondeu-lhes Jesus: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. 17 Se alguém quiser cumprir a vontade de Deus, distinguirá se a minha doutrina é de Deus ou se falo de mim mesmo. 18 Quem fala por própria autoridade busca a própria glória, mas quem procura a glória de quem o enviou é digno de fé e nele não há impostura alguma. 19 Acaso não foi Moisés quem vos deu a lei? No entanto, ninguém de vós cumpre a lei!... 20 Por que procurais tirar-me a vida? Respondeu o povo: Tens um demônio! Quem procura tirar-te a vida? 21 Replicou Jesus: Fiz uma só obra, e todos vós vos maravilhais! 22 Moisés vos deu a circuncisão (se bem que ela não é de Moisés, mas dos patriarcas), e até no sábado circuncidais um homem! 23 Se um homem recebe a circuncisão em dia de sábado, e isso sem violar a Lei de Moisés, por que vos indignais comigo, que tenho curado um homem em todo o seu corpo em dia de sábado? 24 Não julgueis pela aparência, mas julgai conforme a justiça. 25 Algumas das pessoas de Jerusalém diziam: Não é este aquele a quem procuram tirar a vida? 26 Todavia, ei-lo que fala em público e não lhe dizem coisa alguma. Porventura reconheceram de fato as autoridades que ele é o Cristo? 27 Mas este nós sabemos de onde vem. Do Cristo, porém, quando vier, ninguém saberá de onde seja. 28 Enquanto ensinava no templo, Jesus exclamou: Ah! Vós me conheceis e sabeis de onde eu sou!... Entretanto, não vim de mim mesmo, mas é verdadeiro aquele que me enviou, e vós não o conheceis. 29 Eu o conheço, porque venho dele e ele me enviou. 30 Procuraram prendê-lo, mas ninguém lhe deitou as mãos, porque ainda não era chegada a sua hora. 31 Muitos do povo, porém, creram nele e perguntavam: Quando vier o Cristo, fará mais milagres do que este faz? 

Ofertório/ Pr. 39, 2, 3 e 4.
Esperei e esperei novamente pelo Senhor, e ele prestou atenção em mim. Ele respondeu à minha oração e colocou um novo cântico em minha boca, um hino ao nosso Deus.

Secreta
Que esta hóstia, nós vos imploramos, Senhor, nos purifique de nossas faltas e santifique os corpos e as almas de seus fiéis para a celebração deste sacrifício. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .
 
Comunhão/ Sal. 19, 6.
Regozijaremos em sua salvação e nos gloriaremos em nome de nosso Deus.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Concede, ó Senhor, que a recepção deste sacramento nos purifique de toda culpa e nos conduza ao reino celestial. Por Nosso Senhor.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo.Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oração.Miserére, Dómine, pópulo tuo: et contínuis tribulatiónibus laborántem, propítius respiráre concede. Por Dominum.RezarTem misericórdia de teu povo, ó Senhor, e em tua misericórdia dá-lhes algum descanso, pois é em meio a tribulações contínuas que eles buscam seus esforços. Por Nosso Senhor.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

17 de março dia de São Patrício, Bispo e confessor.

 São Patrício, do seu livro autobiográfico "Confissão". São Patrício diz ter nascido numa vila de seu pai, situada na Inglaterra ou Escócia, no ano 377.   Era filho de Calpurnius, e neto de um padre e apesar de ter nascido cristão, só na adolescência passou a se dedicar à religião, e aos estudos.

Aos dezesseis anos, foi raptado por piratas irlandeses e vendido como escravo. Levado para a Irlanda foi obrigado a executar duros trabalhos em meio a um povo rude e pagão. Por duas vezes, Patrício tentou a fuga, até que na terceira vez conseguiu se libertar. Embarcou para a Grã-Bretanha e depois para as Gálias, atual França, onde freqüentou vários mosteiros e se habilitou para a vida monástica e missionária.
A princípio, acompanhou São Germano do mosteiro de Auxerre, numa missão apostólica na Grã-Bretanha. Mas seu destino parecia mesmo ligado à Irlanda, mesmo porque sua alma piedosa desejava evangelizar aquela nação pagã, que o escravizara. Quando faleceu o Bispo Paládio, responsável pela missão no país, o Papa Celestino I o convocou para dar segmento à missão. Foi consagrado bispo e viajou para a "Ilha Verde", no ano 432.
  Sua obra naquelas terras ficará eternamente gravada na História da Igreja Católica e da própria Humanidade, pois mudou o destino de todo um povo. Em quase três décadas, o bispo Patrício converteu praticamente todo o país. Não contava com apoio político e muito menos usou de violência contra os pagãos. Com isso, não houve repressão também contra os cristãos. O próprio rei Leogário deu o exemplo maior, possibilitando a conversão de toda sua corte. O trabalho desse fantástico e singelo bispo foi tão eficiente que o catolicismo se enraizou na Irlanda, vendo nos anos seguintes florescer um grande número de Santos e evangelizadores missionários.
  O método de Patrício para conseguir tanta conversão foi a fundação de incontáveis mosteiros. Esse método foi imitado pela Igreja também na Inglaterra e na evangelização dos alemães do norte da Europa. Promovendo por toda parte a construção e povoação de mosteiros, o bispo Patrício fez da Ilha um centro de irradiação de fé e cultura. Dali, partiram centenas de monges missionários que peregrinaram por terras estrangeiras levando o Evangelho. Temos, como exemplo, a atuação dos célebres apóstolos Columbano, Galo, Willibrordo, Tarásio, Donato e tantos outros.
  A obra do bispo Patrício interferiu tanto na cultura dos irlandeses, que as lendas heróicas desse povo falam sempre de monges simples com suas aventuras, prodígios e graças, enquanto outras nações têm como protagonistas seus reis e suas façanhas bélicas.
  São Patrício morreu no dia 17 de março de 461, na cidade de Down, atualmente Downpatrick. Até hoje, no dia de sua festa os irlandeses fixam à roupa um trevo, cuja folha se divide em três, numa homenagem ao venerado São Patrício que o usava para exemplificar melhor o sentido do mistério da Santíssima Trindade: "um só Deus em três pessoas".
  A data de 17 de março há séculos marca a festa de São Patrício, a glória da Irlanda. Os irlandeses sempre sentiram um enorme orgulho de sua pátria, tanto, por ter ela nascido na chamada Ilha dos Santos, quanto, por ter sido convertida pelo venerado bispo. Só na Irlanda existem duzentos santuários erguidos em honra a São Patrício, seu padroeiro.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Segunda-feira.Quarta Semana da Quaresma.

16/03  Segunda-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos

Intróito/Sal. 53, 3-4.
Deus, salve-me pelo seu nome e me dê justiça pelo seu poder. Ó Deus, ouça minha oração; dá ouvidos às palavras da minha boca.Sal. 121,  Pois estranhos se levantaram contra mim, e valentes tentaram tirar-me a vidaV/. Glória Patri.

Coleta
Dá-nos a graça, ó Deus Todo-Poderoso, de que, praticando todos os anos estas santas observâncias com fidelidade religiosa, possamos agradar-te em corpo e alma. Por Nosso Senhor.

Leitura da Epístola do livro 

Terceiro livros Reis 3,16-28
16 Vieram duas prostitutas apresentar-se ao rei. 17 Uma delas disse: Ouve, meu senhor: Esta mulher e eu habitamos na mesma casa, e eu dei à luz junto dela no mesmo aposento. 18 Três dias depois, deu também ela à luz. Ora, nós vivemos juntas, e não havia nenhum estranho conosco nessa casa, pois somente nós duas estávamos ali. 19 Durante a noite morreu o filho dessa mulher, porque o abafou enquanto dormia. 20 Levantou-se ela então, no meio da noite, e enquanto a tua serva dormia, tomou o meu filho que estava junto de mim e o deitou em seu seio, deixando no meu o seu filho morto. 21 Quando me levantei pela manhã para amamentar o meu filho, encontrei-o morto; mas, examinando-o atentamente à luz, verifiquei que não era o filho que eu dera à luz. 22 É mentira!, replicou a outra mulher, o que está vivo é meu filho; o teu é que morreu. A primeira contestou: Não é assim; o teu filho é o que morreu, o que está vivo é o meu. E assim disputavam diante do rei. 23 O rei disse então: Tu dizes: é o meu filho que está vivo, e o teu é o que morreu; e tu replicas: não é assim; é o teu filho que morreu, e o meu é o que está vivo. 24 Vejamos, continuou o rei; trazei-me uma espada. Trouxeram ao rei uma espada. 25 Cortai pelo meio o menino vivo, disse ele, e dai metade a uma e metade à outra. 26 Mas a mulher, mãe do filho vivo, sentiu suas entranhas enternecerem-se e disse ao rei: Rogo-te, meu senhor, que dês a ela o menino vivo; não o mateis; a outra, porém, dizia: Ele não será nem teu, nem meu; seja dividido! 27 Então o rei pronunciou o seu julgamento: Dai, disse ele, o menino vivo a essa mulher; não o mateis, pois é ela a sua mãe. 28 Todo o Israel, ouvindo o julgamento pronunciado pelo rei, encheu-se de respeito por ele, pois via-se que o inspirava a sabedoria divina para fazer justiça.

Gradual/Sal. 30, 3.
Seja eu um Deus protetor e uma casa de refúgio, para que você me salve.
V / Sal. 70,1 Ó Deus, tenho esperado em ti, Senhor, que nunca serei confundido.

Trato/ Sal. 102, 10.
Senhor, não nos trates segundo os nossos pecados, e não nos castigues segundo as nossas iniqüidades.
V/. Sal. 78, 8-9.Senhor, não se lembre mais de nossas antigas iniqüidades; que suas misericórdias venham apressadamente ao nosso encontro, pois estamos reduzidos à última miséria.
(Hic genuflectitur) V/. Adiuva nos, Deus, salutáris noster: et propter glóriam nóminis tui, Dómine, libera nos: et propítius esto peccátis nostris, propter nomen tuum Ajoelhamo-nos V/. Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, e para a glória do teu nome, Senhor, livra-nos e perdoa-nos os nossos pecados, por amor do teu nome.

Sequência do Santo Evangelho 

São João 2,13-25
13 Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14 Encontrou no templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos trocadores de moedas. 15 Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas. 16 Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes. 17 Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome (Sl 68,10). 18 Perguntaram-lhe os judeus: Que sinal nos apresentas tu, para procederes deste modo? 19 Respondeu-lhes Jesus: Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias. 20 Os judeus replicaram: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu hás de levantá-lo em três dias?! 21 Mas ele falava do templo do seu corpo. 22 Depois que ressurgiu dos mortos, os seus discípulos lembraram-se destas palavras e creram na Escritura e na palavra de Jesus. 23 Enquanto Jesus celebrava em Jerusalém a festa da Páscoa, muitos creram no seu nome, à vista dos milagres que fazia. 24 Mas Jesus mesmo não se fiava neles, porque os conhecia a todos. 25 Ele não necessitava que alguém desse testemunho de nenhum homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.

Ofertório/ Sal. 99, 1-2.
Louvado seja Deus, toda a terra; servir ao Senhor com alegria. Entre em sua presença com alegria, pois o Senhor é Deus.

Secreta
Este sacrifício é oferecido a ti, ó Senhor, que ele sempre nos dê vida e nos forneça sua ajuda. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .
 
Comunhão/ Sal. 18, 13 e 14.
Purifica-me, Senhor, de minhas faltas ocultas, e preserva teu servo da corrupção de estranhos.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Tendo ingerido este salutar sacramento, nós Vos suplicamos, Senhor, concedei-nos a bênção da eterna redenção. Por Nosso Senhor.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo.Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.Oração.Deprecatiónem nostram, quǽsumus. Dómine, benígnus exáudi: et, quibus supplicándi præstas afféctum, tríbue defensiónis auxílio. Por Dominum.Rezar Nós Vos pedimos sinceramente, Senhor, conceda em sua benevolência nossas súplicas e conceda a assistência de sua proteção àqueles a quem você dá a vontade de orar a você. Por Nosso Senhor.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

16 de março dia dos Santos João de Brébeuf e São Heriberto,Confessor e Bispo


 Santo João de Brébeuf,Isaac Jogues e Companheiros

 Neste dia celebram-se oito mártires franceses, da Companhia de Jesus, que se dedicaram ao duríssimo trabalho missionário entre os Hurões; cinco sacerdotes sofreram com extraordinária fortaleza um martírio atroz no território do atual Canadá: João de Brébeuf (16 de Março de 1649), António Daniel (4 de Julho de 1648), Gabriel Lalemant (17 de Março de 1649), Carlos Garnier (7 de Dezembro de 1649) e Natal Chabanel (8 de Dezembro de 1649); os outros três - o sacerdote Isaac Jogues (18 de Outubro de 1646) e os irmãos coadjutores Renato Goupil (29 de Setembro de 1642) e João de La Lande (19 de Outubro de 1646) - ofereceram heroicamente o sacrifício supremo em território dos atuais Estados Unidos da América do Norte. Foram todos canonizados por Pio XI em 1930.
  De entre os oito mártires, salientamos as suas duas figuras principais, João de Brébeuf e Isaac Jogues.  Condições de evangelização - A missão entre os Hurões - na qual se exerceu principalmente o apostolado de Brébeuf, Jogues e seus companheiros - pode ser considerada como uma das mais difíceis de todos os tempos. Estes missionários conheceram, de fato, condições tremendas de clima, alimentação e alojamento. Através dum país de grandes dimensões (Canadá e Norte dos Estados Unidos), venceram distâncias de várias centenas de quilômetros em frágeis embarcações de troncos de árvore. Viagens que se tomavam estafantes por causa das coisas que era preciso transportar dum rio para outro rio, das caminhadas nas florestas, das nuvens de mosquitos, das dificuldades de abastecimento e da ausência de higiene dos índios. No Inverno, após grandes percursos, de patins, na neve, como único abrigo encontravam, ou uma cabana feita com abetos, dentro da qual o vento circula com tanta liberdade como fora, ou umas choças miseráveis, sem janelas, onde se amontoam pessoas e animais, enquanto o ar se vai carregando com o cheiro penetrante de peixe e o fumo ataca a garganta, o nariz e os olhos. Depois, foi, durante anos, a aprendizagem duma língua nova, sem qualquer laço de parentesco com as línguas europeias, para compor, à custa de inauditos esforços, um dicionário e uma gramática que permitissem balbuciar, em hurão, os rudimentos da doutrina cristã. A todas estas provas, veio juntar-se o espectro, mais temível ainda, do insucesso. Com efeito, depois duma fase bastante reconfortante de amizade, os missionários encontraram, por parte daqueles a quem vinham pregar o Evangelho, resistência crescente e obstinada. Esta devia atribuir-se, segundo Brébeuf, a três fatores: imoralidade dos Hurões; apego aos seus costumes; e sucessivas epidemias, a responsabilidade das quais eles atribuíam aos missionários; estas epidemias, em poucos anos, reduziram a 12.000 uma população de 30.000 habitantes. De 1636 a 1641, a missão viveu constantemente num clima de ameaças, perseguições e tentativas de morte. Como consequência, o ritmo das conversões foi desesperadamente lento. Só em 1637, após seis anos de trabalho duro, é que Brébeuf pôde por fim batizar um adulto com saúde (isto é, não em perigo de morte). Em 1641, a missão não tinha ainda mais de 60 cristãos. A partir de 1642, hordas de Iroqueses envolvem com uma imensa rede todo o país dos Hurões. Começam então grandes desastres que continuarão até 1649: ataque aos comboios de canoas ou de gente a pé, correspondência dos missionários apanhada e destruída, Hurões e Franceses capturados, torturados e chacinados, aldeias saqueadas e incendiadas. Tantas desgraças tiveram como desenlace trágico o esmagamento dos Hurões e o martírio daqueles que tinham dado a sua vida para anunciar o Evangelho.
  Princípios espirituais - Num contexto destes, a mediocridade não podia ter lugar. Era preciso optar pelo heroísmo, ou abandonar a missão. De fato, os missionários dos Hurões foram todos os homens duma vida religiosa excepcional. Vários dos que não receberam a graça do martírio, eram dignos dela: e os que foram martirizados, já eram verdadeiros Santos. Todos esses homens foram formados pelos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, que prosseguiram sendo, para eles, a experiência determinante da sua vida. Cristo é para eles uma presença viva: companheiro de viagem, de solidão, de apostolado, de sofrimento, de martírio. Em seus escritos, a presença de Cristo aflora em todas as linhas. Como S. Paulo, foram eles atraídos por Cristo e não vivem senão para Ele. O seu amor vai principalmente para Cristo crucificado. Vários deles pediram a missão do Canadá, porque nele se sofria mais por Cristo. Para alguns, como Brébeuf e Jogues, esta preferência é acompanhada duma verdadeira vocação à cruz.
  Entre as influências que marcaram a vida espiritual destes Mártires, é também preciso mencionar a do P. Luís Lallemant, cuja forte personalidade domina toda esta geração de jesuítas.
  Figuras dominantes: Brébeuf e Jogues - As duas figuras dominantes do grupo são as de S. João Brébeuf e Santo Isaac Jogues. Três textos principais marcam a evolução espiritual do primeiro: em 1631, promessa de servir a Cristo até à morte do martírio; entre 1637 e 1639, voto de não recusar nunca a graça do martírio; em 1645, voto do mais perfeito. A vida de Brébeuf aparece-nos assim toda ela inscrita sob o signo da cruz e atravessada pela graça do martírio que desponta nos primeiros dias da sua vida religiosa e cresce até se transformar no fogo que o consome. «Jesus Cristo é a nossa verdadeira grandeza, escreve em 1635; é só a Ele e à Cruz que devemos buscar correndo atrás destes povos». No decurso dum período de perseguições, depois de ter sido insultado, escarnecido, espancado e assaltado pelos poderes infernais, Cristo confirma-o na sua vocação para a cruz: «Volta-te para Jesus Cristo crucificado; que Ele seja, de hoje em diante, a base e o fundamento das tuas contemplações» (retiro de 1640); caminha agora como uma vítima consagrada ao sacrifício. «O que aparece com mais freqüência nas suas Memórias, observa Ragueneau, são os sentimentos que tinha de morrer pela glória de Jesus Cristo... desejos que se mantinham oito ou dez dias seguidos». O martírio, no termo duma vida assim, é apenas uma recapitulação, a derradeira oferta. Em Brébeuf, encontram-se e harmonizam-se dois extremos: por um lado, o homem realista, amigo da tradição, organizador da missão, humilde religioso; e, por outro lado, o apóstolo que se oferece para todas as loucuras da cruz.
  Ao lado de Brébeuf, contrasta a personalidade de Jogues. Não foi nem fundador, nem superior da missão. Foi sempre um subalterno. Se não fosse o incidente da sua prisão, todo o seu apostolado se teria desenvolvido na obscuridade. É uma alma delicada, duma extrema sensibilidade, sempre pronto a emocionar-se; alma de humanista cuidadoso na expressão; homem que desconfia de si, do seu parecer, das suas iniciativas pessoais. E, no entanto, a graça fez deste homem um Santo. A consciência das suas fraquezas fá-lo admirador de seus companheiros e magnânimo para com eles. A sua obediência enche-o de silenciosa coragem. A sua sensibilidade inspira-lhe para com os selvagens, seus algozes, gestos de ternura maternal. O seu coração, que nasceu para as grandes amizades e sempre pronto a vibrar, a compadecer-se, fez dele um apaixonado de amor a Cristo, sobretudo a Cristo que sofre. Como Brébeuf, conheceu na ação as noites purificadoras do insucesso e sofrimento. Como ele, recebeu uma vocação especial para a cruz. E como ele também, foi favorecido de graças místicas, todas dominadas pela presença do martírio.
  Sementes de cristãos - A missão dos Hurões desapareceu com o martírio dos que a fundaram. Da própria tribo, não restavam, em 1650, mais que umas centenas de sobreviventes. A dispersão dos Hurões teve como efeito a propagação da fé entre os povos da bacia dos Grandes Lagos do Canadá e das margens do rio Hudson. Estes convertidos formaram o núcleo das cristandades que os jesuítas irão fundar entre os Iroqueses e os povos do Oeste. Por um desígnio misterioso de Deus, a salvação dada aos Hurões no sangue dos mártires, germinou e propagou-se por toda a América Setentrional. Por eles, a luz brilhou nas trevas.
  Em cada época, a Igreja descobre de novo a Cristo e esta descoberta é marcada por um novo esforço missionário. Os jesuítas missionários que largaram da França no século XVII, formados pelos Exercícios de Santo Inácio, descobriram a Cristo no sinal do seu chamamento supremo à Caridade: a Cruz. Só um amor apaixonado a Cristo, que Se deu e entregou pelos homens até à maior prova de amor, pode explicar a presença na América do Norte deste grupo de jovens missionários de zelo tão inflamado.

 16 de março dia de São Heriberto,Confessor e Bispo.
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O Santo Heriberto foi arcebispo de Colônia, na Alemanha, ainda muito moço, pois sua religiosidade brotara ainda na infância. Conta a tradição que, no dia em que Heriberto nasceu, em 970, filho de descendentes dos condes de Worms, notou-se uma extraordinária luz pairando sobre a casa de seus pais. O fenômeno teria durado várias horas e marcado para sempre a vida de Heriberto, que o levou para o caminho da santidade.
Como desde pequeno mostrava vocação para a religião e os estudos, seus pais o entregaram ao convento de Gorze. Ali, Santo Heriberto descobriu para si e para o mundo que era extremamente talentoso, mas decidiu-se pela ordenação sacerdotal, que ocorreu em 995. Com o decorrer do tempo cursou diversas escolas, chegando a ser considerado o homem mais sábio de seu tempo. E foi nesta condição que o imperador Oton III o nomeou chanceler, seu assessor de maior confiança. Sua fama e popularidade cresceram, não só devido à sabedoria, mas também pela humildade e a caridade que praticava com todos. Assim, foi eleito bispo de Colônia, em 999.

Quando Oton III morreu, o imperador que o sucedeu, Henrique II, também acabou tornando-se admirador de Santo Heriberto, apesar da oposição que lhe fez no início. Uma vez que o bispo Santo Heriberto o consagrou rei sem nenhuma contestação. E por fim o novo rei Henrique II o chamou para ser seu conselheiro.

Então, a obra caridosa do bispo pôde então continuar. Os registros mostraram que, depois de fundar um hospital para os pobres,Santo Heriberto visitava os doentes todos os dias, cuidando deles pessoalmente. Diz a tradição que, certa vez, houve na cidade uma grande seca, ficando sem chover por meses. O bispo comandou um jejum de três dias e, finalmente, uma procissão de penitência pedindo chuva aos céus. Como nem assim choveu,Santo Heriberto comovido começou a chorar na frente do povo, culpando-se pela seca. Dizia que seus pecados é que impediam Deus de fazer misericórdia. Mas, um fato prodigioso aconteceu nesse momento, imediatamente o céu escureceu e uma forte chuva caiu sobre a cidade, durando alguns dias e pondo fim à estiagem.

Com fama de santidade ainda em vida, o bispo Santo Heriberto morreu no dia 16 de março de 1021, numa viagem de visita pastoral à cidade de Deutz, onde contraiu uma febre maligna que assolava a população. Suas relíquias estão na catedral dessa cidade, na Colônia, Alemanha. Na igreja que ele mesmo fundou junto com o mosteiro ao lado, que foi entregue aos beneditinos.
Amado pelos fiéis a peregrinação à sua sepultura difundiu seu culto que se tornou vigoroso em toda a Europa, especialmente na Itália e na Alemanha, país de sua origem. Foi canonizado em 1227, pelo Papa Gregório IX que autorizou o culto à Santo Heriberto, já tradicionalmente festejado pelos devotos no dia 16 de março.

Oração do Santo Heriberto: Senhor, Nosso Deus, abençoai nosso povo. Regai, abundantemente, esta terra que criastes e que Vós deveis sua fecundidade. Em nosso favor, renovai a benção que outro lançastes sobre lágrimas de Santo Heriberto, protegendo assim o povo aflito. Rogamos por Nosso Senhor Jesus Cristo. Santo Heriberto, protegei-nos. Santo Heriberto, obtende do Senhor a graça das chuvas. Santo Heriberto, rogai por nós.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

domingo, 15 de março de 2026

Quarto Domingo da Semana da Quaresma.

15/03 Domingo 
Festa de Terceira Classe
Paramentos Rosas


Intróito/Is. 66, 10 e 11.
Alegre-se, Jerusalém, e reúna todos os que a amam; regozijai-vos com ela, vós que estais tristes, para que exulteis e vos farteis no seio das vossas consolações.Sal. 121, 1.Alegrei-me com o que me foi dito: Entraremos na casa do Senhor. V/. Glória Patri.

Coleta
Por favor, Deus Todo-Poderoso, deixe-nos, justamente aflitos por causa de nossos pecados, respirar a consolação de sua graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Leitura da Epístola de São Paulo as  

Gálatas 4, 22 -31
22.A Escritura diz que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. 23.O da escrava, filho da natureza; e o da livre, filho da promessa. 24.Nestes fatos há uma alegoria, visto que aquelas mulheres representam as duas alianças: uma, a do monte Sinai, que gera para a escravidão, é Agar. 25.(O monte Sinai está na Arábia.) Corresponde à Jerusalém atual, que é escrava com seus filhos. 26.Mas a Jerusalém lá do alto é livre e esta é a nossa mãe, 27.porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não davas à luz; rejubila e canta, tu que não tinhas dores de parto, pois são mais numerosos os filhos da abandonada do que daquela que tem marido (Is 54,1). 28.Como Isaac, irmãos, vós sois filhos da promessa. 29.Como naquele tempo o filho da natureza perseguia o filho da promessa, o mesmo se dá hoje. 30.Que diz, porém, a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque o filho da escrava não será herdeiro com o filho da livre (Gn 21,10). 31.Pelo que, irmãos, não somos filhos da escrava, mas sim da que é livre.

Gradual/Sal. 121, 1 e 7.
Alegrei-me com o que me foi dito: Entraremos na casa do Senhor.
V / A paz esteja nas tuas fortalezas e a abundância nas tuas torres.

Trato/ Sal. 124, 1-2.
Aqueles que confiam no Senhor são como o Monte Sião. Aquele que habita em Jerusalém jamais será abalado.
V/.As montanhas estão ao seu redor; e o Senhor está ao redor de seu povo, agora e para sempre.

Sequência do Santo Evangelho 

São João 6, 1-15
1.Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.) 2.Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos. 3.Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos. 4.Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus. 5.Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer? 6.Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer. 7.Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço. 8.Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: 9.Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes... mas que é isto para tanta gente? 10.Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil. 11.Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam. 12.Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13.Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos. 14.À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo. 15.Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte.

Ofertório/ Sal. 134, 3 e 6.
Louvai ao Senhor, porque ele é bom; cantai para a glória do seu nome, porque ele é doce; tudo o que quis, o Senhor fez no céu e na terra.

Secreta
Olhe favoravelmente para este sacrifício presente, nós te imploramos, Senhor, que ele possa aumentar nossa devoção e contribuir para nossa salvação. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .
 
Comunhão/ Sal. 121,3-4.
Jerusalém que é construída como uma cidade, todas as partes da qual estão juntas. Pois é para lá que subiram as tribos, as tribos do Senhor, para celebrar o teu nome, ó Senhor!(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Dá-nos, por favor, ó Deus misericordioso, que tratemos com sincero respeito as tuas coisas santas, que nos alimentam constantemente, e abordámo-las com espírito de fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.