sexta-feira, 3 de abril de 2026

Paixão de Nosso Senhor

03/04 Sexta-feira Santa
Festa de Primeira Classe 
Paramentos Roxos


A CERIMÔNIA LITÚRGICA SOLENA NA TARDE DE SEXTA-FEIRA NA PAIXÃO E MORTE DO SENHOR
1. Altare omnino nudum sit: sine cruce, sine candelabris, sine tobaleis.
2. Solemnis actio litúrgica postmeridiana huius feriae, ubi deest copia clericorum et sacerdotum, peragitur a celebrante cum assistentia ministrantium, ut suis locis notabitur; ubi vero clerici adsint, maxime convenit, ut in choro actioni liturgicalæ assistente.
3. Itaque, unusquisque am inductor choralibus vestimentis; celebrans e diaconus, amictu, alba e cingulo induti, sumunt stolam nigram; subdiaconus accipit amictum, albam e cingulum.

Oração:Ó Deus, tu destruíste pela paixão de teu Cristo, nosso Senhor, a morte que o pecado original nos causou de pai para filho, e pela qual todas as gerações passaram: concede-nos identificar-nos com teu Filho; e assim como nossa origem terrena nos marcou inevitavelmente com a marca da terra, sua graça celestial nos marcará com sua ação santificadora.

Leitura da Epístola do livro do 


Êxodo 12, 1-11

1.O Senhor disse a Moisés e a Aarão: 2.“Este mês será para vós o princípio dos meses: tê-lo-eis como o primeiro mês do ano. 3.Dizei a toda a assembléia de Israel: no décimo dia deste mês cada um de vós tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa. 4.Se a família for pequena demais para um cordeiro, então o tomará em comum com seu vizinho mais próximo, segundo o número das pessoas, calculando-se o que cada um pode comer. 5.O animal será sem defeito, macho, de um ano; podereis tomar tanto um cordeiro como um cabrito. 6.E o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; então toda a assembléia de Israel o imolará no crepúsculo. 7.Tomarão do seu sangue e pô-lo-ão sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta das casas em que o comerem. 8.Naquela noite comerão a carne assada no fogo com pães sem fermento e ervas amargas. 9.Nada comereis dele que seja cru, ou cozido, mas será assado no fogo completamente com a cabeça, as pernas e as entranhas. 10.Nada deixareis dele até pela manhã; se sobrar alguma coisa, queimá-la-eis no fogo. 11.Eis a maneira como o comereis: tereis cingidos os vossos rins, vossas sandálias nos pés e vosso cajado na mão. Comê-lo-eis apressadamente: é a Páscoa do Senhor.

Sequência do Santo Evangelho 

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo 
São João 18,1-40;19, 1-42 

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 Papa Gregório VII em adoração à Santa Cruz

Adoração Santa Cruz
1.Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos. 2.Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia freqüentemente para lá com os seus discípulos. 3.Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas. 4.Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? 5.Responderam: A Jesus de Nazaré. Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, estava com eles.) 6.Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra. 7.Perguntou-lhes ele, pela segunda vez: A quem buscais? Disseram: A Jesus de Nazaré. 8.Replicou Jesus: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes. 9.Assim se cumpriu a palavra que disse: Dos que me deste não perdi nenhum (Jo 17,12). 10.Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O servo chamava-se Malco.) 11.Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu? 12.Então a coorte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram. 13.Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. 14.Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo. 15.Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, 16.porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar. 17.A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele. 18.Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se. 19.O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20.Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas. 21.Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei. 22.A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? 23.Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates? 24.(Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.) 25.Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos? Negou-o, dizendo: Não! 26.Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Não te vi eu com ele no horto? 27.Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou. 28.


Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. 29.Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem? 30.Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti. 31.Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém. 32.Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer (Mt 20,19). 33.Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? 34.Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? 35.Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? 36.Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. 37.Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz. 38.Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?... Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum. 39.Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? 40.Então todos gritaram novamente e disseram: Não! A este não! Mas a Barrabás! (Barrabás era um salteador.)


1.Pilatos mandou então flagelar Jesus. 2.Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. 3.Aproximavam-se dele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. 4.Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação. 5.Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem! 6.Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Falou-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma. 7.Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus. 8.Estas palavras impressionaram Pilatos. 9.Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe respondeu. 10.Pilatos então lhe disse: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar? 11.Respondeu Jesus: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior. 12.Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam: Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador. 13.Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata. 14.(Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei! 15.Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César! 16.Entregou-o então a eles para que fosse crucificado. 17.Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota. 

18.Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19.Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus. 20.Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego. 21.Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus. 22.Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi. 23.Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura. 24.Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados. 25.Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 
26.Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. 27.Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. 28.Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede. 29.Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. 30.Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito. 31.Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. 32.Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. 33.Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, 34.mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. 35.O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais.
 36.Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46). 37.E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10). 38.Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. 39.Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. 40.Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. 41.No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. 42.Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.

Um beijo de Adoração na Santa Cruz.
Que este beijo na Santa Cruz de a força cada um de nós que a cada dia beijemos todas as cruzes que nosso Bom Deus nos enviar.

“Que a nossa inteligência, iluminada pelo Espírito da Verdade, acolha, com o coração puro e liberto, a glória da cruz que se irradia pelo céu e a terra” (S. Leão Magno).

O mesmo santo nos diz que a Santa Cruz “é fonte de todas as bênçãos e origem de todas as graças. Por ela, os que crêem recebem na sua fraqueza a força; na humilhação, a glória; na morte, a vida”. Cantemos, nós também, a glória da Santa Cruz.
 "Eis o lenho da Cruz, onde esteve pregada a salvação do mundo. Ó VINDE ADOREMOS", e todos ajoelhados uns instantes de cada vez, e então vamos, em procissão, venerar a Cruz pessoalmente, com uma genuflexão de dois joelhos no chão e um beijo e tocando-a com a mão e fazendo o sinal da Santa Cruz ); enquanto cantamos os louvores ao Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz: Deus Santo e Forte, Deus Imortal.
Quem estiver em casa faça mesma orientação de beija a Santa Cruz e adoração.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

03 de abril dia de Santa Maria do Egito,Penitente.

 Zosimus dá a Eucaristia com Maria
“Dá-me, Senhor, um coração que seja puro.” Sl 50

    A Santa Maria do Egito a penitente foi canonizada como penitente porque escolheu essa forma de expiar os pecados cometidos numa vida de vícios mundanos. Entregou-se muito jovem ao mundo dos prazeres, sem regra nem moral.
  Morreu em 431, mas temos sua confissão feita no deserto, um ano antes de morrer, ao monge Zózimo, também ele canonizado mais tarde.
  Nessa ocasião, ainda estava vagando penitente pelo deserto, era já uma senhora e contou ao monge sua história. Disse que fugiu de casa aos doze anos e se instalou em Alexandria, no Egito, vivendo de sua beleza e sedução, arrastando dezenas de almas ao caminho do vício. Vida que levou durante dezessete anos, até o dia de sua conversão, que ocorreu de forma muito significativa.
  Por diversão e curiosidade fútil, Maria decidiu acompanhar os romeiros que se dirigiam à Terra Santa para a "Festa da Santa Cruz".
  Ao chegar à porta da Igreja, entretanto, não conseguiu entrar. A multidão passava por ela e ia para o interior do templo sem nenhum problema, mas ela não conseguia pisar no solo sagrado. Uma força invisível a mantinha do lado de fora e, por mais que tentasse, suas pernas não obedeciam a seu comando. 
  Teve então, um pensamento que lhe atingiu a mente como um raio. Uma voz lhe disse que seus pecados a tinham tornado indigna de comparecer diante de Deus, o que a fez chorar amargamente.
  Dali onde estava, podia ver uma imagem de Nossa Senhora. Maria rezou e pediu à Santíssima Mãe que intercedesse por ela.
 Prometeu viver na penitência do deserto o resto da vida, se Deus a perdoasse naquele momento. No mesmo instante, a força invisível sumiu e ela pôde, enfim, entrar.
  Após ter confessado e comungado, a ex-mundana tornou-se totalmente uma penitente religiosa, vivendo já havia quarenta e sete anos no deserto, rezando e se alimentando de sementes, ervas e água. Retirou-se do mundo completamente.
  Um dia antes de morrer, foi encontrada, pelo monge Zózimo, andando sobre as águas do rio Jordão.

Ele inicialmente julgou tratar-se de uma miragem, pois estava cumprindo a penitência da Quaresma, como era seu costume. Mas foi tranqüilizado por essa idosa penitente, Maria, que, depois dessa confissão, lhe pediu a eucaristia. Voltou para o deserto, onde faleceu no dia seguinte.
  A morte de Maria só foi descoberta um ano depois, quando o monge, na mesma época, foi visitá-la novamente. Encontrou-a morta na solidão, mas seu corpo estava perfeitamente conservado.
  Apesar de parecer apenas uma tradição católica, no deserto do Egito foi encontrada uma sepultura contendo um corpo incorrupto de uma certa penitente de nome Maria, justamente no lugar indicado pelo santo monge, com anotações que correspondem a esse episódio.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Sagrado Tríduo da Paixão.(Quinta-feira).

03/04 Quinta-feira Santa Missa Instituição da Santa Eucaristia.
Festa de Primeira Classe 
Paramentos Brancos

Intróito/ Ps. 6, 14.
Para nós, devemos nos glorificar na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo; nele está nossa salvação, nossa vida e nossa ressurreição; é por meio dele que fomos salvos e libertos.Sal. 66, 2.Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; que ele faça resplandecer o seu rosto sobre nós e tenha misericórdia de nós.
V/. Glória Patri.

 Celebrans, postquam cum ministris, seu ministrantibus, ad altare pervenerit, facta confessione, ascendens, osculatur illud in medio, et incensat more solito. O celebrante, depois de chegar ao altar com os ministros ou servos, uma vez feita a confissão, beija-o no meio e incendeia-o da maneira habitual.
Altaris incensatione peracta, celebrans, lecta antiphona ad Introitum et Kýrie, eleison recitato, incipit solemniter Glória in excélsis, et pulsantur campanae et organum, quae, expleto hymno, silent usque ad Vigiliam paschalem.

Coleta
Ó Deus, que puniste a perfídia de Judas e recompensaste a confissão do ladrão, faze-nos sentir o efeito da tua misericórdia, para que Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua Paixão tratou a ambos segundo o seu mérito, destrua em nós os vestígios do velho e nos conceda a graça de sua ressurreição.

Leitura da Epístola de São Paulo

I Coríntios 11, 20-32
20.Desse modo, quando vos reunis, já não é para comer a ceia do Senhor, 21.porquanto, mal vos pondes à mesa, cada um se apressa a tomar sua própria refeição; e enquanto uns têm fome, outros se fartam. 22.Porventura não tendes casa onde comer e beber? Ou menosprezais a Igreja de Deus, e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Devo louvar-vos? Não! Nisto não vos louvo... 23.Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão 24.e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim. 25.Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. 26.Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha. 27.Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. 28.Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. 29.Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. 30.Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. 31.Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 32.Mas, sendo julgados pelo Senhor, ele nos castiga para não sermos condenados com o mundo.

Gradual/Felip 2, 8-9.
Cristo, por nós, tornou-se obediente até a morte, e morte de cruz.
V/Por isso Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todos os nomes.
Munda cor meum, Iube, domne (Dómine) e Dóminus sentam-se em cord tuo (meo) dicuntur more solito. Purifique meu coração, por favor, Pai (Senhor) e o Senhor esteja em seu (meu) coração são ditos da maneira usual.




Sequência do Santo Evangelho 

São João 13, 1-15

1.Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou. 2.Durante a ceia, - quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo -, 3.sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, 4.levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. 5.Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. 6.Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!... 7.Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve. 8.Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!... Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo. 9.Exclamou então Simão Pedro: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. 10.Disse-lhe Jesus: Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!... 11.Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais puros. 12.Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz? 13.Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. 14.Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. 15.Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós.

Ofertório/  Sal. 117, 16 e 17.
A mão direita do Senhor sinalizou sua força; a sua destra me levantou, não morrerei; pelo contrário, viverei e contarei as obras do Senhor.

Secreta
Santo Senhor, Pai Todo-Poderoso. Eterno Deus, nós vos pedimos que o nosso sacrifício vos seja aceitável por Jesus Cristo, vosso Filho, Nosso Senhor, que, instituindo-o hoje, ordenou a seus discípulos que o celebrassem em sua memória..Por Nosso Senhor.

Prefácio de Cruce; quæ dicitur usque ad Feriam V in Cena Domini inclusive, iuxta Rubricas. Prefácio à Santa Cruz .
 
Comunhão/João. 13, 12, 13 e 15.
O Senhor Jesus, depois da ceia com seus discípulos, lavou-lhes os pés e disse-lhes: Sabeis o que acabei de fazer, eu que sou vosso Senhor e vosso Mestre? Dei-te o exemplo, para que faças o mesmo.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Satisfeito, Senhor, com este alimento de vida, conceda, ó nosso Deus, que obtenhamos por tua graça, na imortalidade, o que celebramos durante o curso de nossa vida aqui embaixo.

 Loco Ite, missa est, hodie cantatur Benedicámus Dómino, et dicitur Pláceat tibi, sancta Trínitas, more solito. 34. Em vez de Ite, missa est, hoje cantamos Benedicámus Dómino, e dizemos Pláceat tibi, sancta Trínitas, da maneira usual.
Benedictio et ultimum Evangelium sancti Ioannis hodie omittuntur; celebrans autem e ministri sacri deponunt manipulum, celebrans vero etiam planetam e accipit pluviale albi colors.A bênção e o último Evangelho de São João são omitidos hoje; o celebrante e os ministros sagrados depõem o manípulo, o celebrante também retira a casula e recebe a capa branca.
 In Missis lectis, quae ab Ordinario loci celebrari permittuntur, Missa terminatur more solito. Nas Missas lidas autorizadas pelo Ordinário local, a Missa termina da maneira habitual.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

02 de abril dia de São Francisco de Paula Confessor.

Fundou a Ordem dos Irmãos Mínimos. 
1416-1507

  Tiago era um simples lavrador que extraia do campo o sustento da família. Muito católico, tinha o costume de rezar enquanto trabalhava, fazia seguidos jejuns, penitências e praticava boas obras.
  Sua esposa chamava-se Viena e, como ele, era boa, virtuosa e o acompanhava nos preceitos religiosos. Demoraram a ter um filho, tanto que pediram a são Francisco de Assis pela intercessão da graça de terem uma criança, cuja vida seria entregue a serviço de Deus, se essa fosse sua vontade.
 No dia 27 de março de 1416, nasceu um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao Pobrezinho de Assis.
  Aos onze anos, Francisco foi viver no convento dos franciscanos de Paula, dois anos depois vestiu o hábito, mas teve de retornar para a família, pois estava com uma grave enfermidade nos olhos. Junto com seus pais, pediu para que são Francisco de Assis o ajudasse a ficar curado. Como agradecimento pela graça concedida, a família seguiu em peregrinação para o santuário de Assis, e depois a Roma. Nessa viagem, Francisco recebeu a intuição de tornar-se um eremita.
  Assim, aos treze anos foi dedicar-se à oração contemplativa e à penitência nas montanhas da região. Viveu por cinco anos alimentando-se de ervas silvestres e água, dormindo no chão, tendo como travesseiro uma pedra. Foi encontrado por um caçador, que teve seu ferimento curado ao toque das mãos de Francisco, que o acolheu ao vê-lo ferido.
Depois disso, começou a receber vários discípulos desejosos de seguir seu exemplo de vida dedicada a Deus. Logo Francisco de Paula, como era chamado, estava à frente de uma grande comunidade religiosa.
  Fundou primeiro, um mosteiro e com isso consolidou uma nova ordem religiosa, a que deu o nome de "Irmãos Mínimos". As Regras foram elaboradas por ele mesmo. Seu lema era: "Quaresma perpétua", o que significava a observância do rigor da penitência, do jejum e da oração contemplativa durante o ano todo, seguida da caridade aos mais necessitados e a todos que recorressem a eles.
  Milhares de homens decidiram abandonar a vida do mundo e foram para o mosteiro de Francisco de Paula, por isso teve de fundar muitos outros.
  A fama de seus dons de cura, prodígios e profecia chegou ao Vaticano, e o papa Paulo II resolveu mandar um comissário pessoalmente averiguar se as informações estavam corretas.
  E elas estavam, constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons. Ele previu a tomada de Constantinopla pelos turcos, muitos anos antes que fosse sequer cogitada, assim como a queda de otranto* e sua reconquista pelos cristãos.
  Diz a tradição que os poderosos da época tinham receio de suas palavras proféticas, por isso, sempre que Francisco solicitava ajuda para suas obras de caridade, era prontamente atendido. Quando não o era, ele dizia que não deviam esquecer que Jesus dissera que depois da morte eles seriam inquiridos sobre o tipo de administração que fizeram aqui na terra, e só essa lembrança era o bastante para receber o que havia pedido para os pobres. Depois, o papa Sixto IV mandou que Francisco de Paula fosse à França, pois o rei, Luís XI, estava muito doente e desejava preparar-se para a morte ao lado do famoso monge. A conversão do rei foi extraordinária. Antes de morrer, restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França.
Francisco de Paula teve a felicidade de ver a Ordem dos Irmãos Mínimos aprovada pela Santa Sé em 1506. Ele morreu aos noventa e um anos de idade, no dia 2 de abril de 1507, na cidade francesa de Plessis-les-Tours, onde havia fundado outro mosteiro. A fama de sua santidade só fez aumentar, tanto que doze anos depois, em 1519, o papa Leão X autorizou o culto de são Francisco de Paula, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Pensamentos de Santa Teresinha - Mês de Abril

"Pensamentos de Santa Teresinha"

Mais informações sobre a venda do nosso livro. 

Mês de Abril

1. As inspirações mais sublimes, nada são sem obras. (História de uma alma, c.X)

2. Quando sentimos nossa impotência para fazer o bem, nosso único recurso é oferecer as obras dos outros. Eis o beneficio da comunhão dos Santos. (Conselhos e lembranças) 

3. Sim, tudo está bem, quando não se procura senão a vontade de Deus. (História de uma alma, IX).

4. É preciso trabalhar, agir sempre com coragem;pois o coração se fortifica e se vai de vitória em vitória. (Conselhos e lembranças) 

5. Quando pela manhã não sentirmos coragem alguma e força para praticar a virtude, eis o momento de por o machado á raiz da árvore,não contando senão com Jesus só. (2ª carta a Celina)

6. Como pode unir-se intimamente a Deus um coração entretido em amores humanos?É impossível,disto estou persuadida.Tenho encontrado tantas almas fascinadas com esta luz enganadora,tantas mariposas estonteadas, queimar ai asas e tornar assim para Jesus,fogo divino que sabe queimar sem consumir.(História de uma alma,cIV) 

7. Dando-se a Deus,o coração nada perde de sua ternura natural;ao contrário,esta ternura cresce e se torna mais pura e Divina. (História de uma alma,cIX)

8. É bem consolador pensar-se que Jesus,o Divino Forte,conheceu também todas as nossas fraquezas,e tremeu á vista do cálice amargo,este cálice outrora tão desejado ardentemente.(1ª carta aos Missionários) 


9. O que mais faz sofrer a Jesus,parece-me ainda que é o esquecimento.(8ª carta a Celina)

10. As vezes quando a aridez de meu espírito é tão grande,que nem um bom pensamento lhe posso exprimir,recito pausadamente um Pai Nosso ou uma Ave-Maria;estas orações têm a virtude de me elevar, alimentam divinamente a minha alma e são quanto me basta.(História de uma alma c.X) 

11. Felizmente que o reino dos céus é composto de muitas moradas!Porque si não houvesse;essas cuja descrição e o caminho me parecem incompreensíveis,eu lá não poderia entrar.(6ª cata aos Missionários)

12. Tudo que puderem dizer agora de mim deixa-me indiferente,porque eu compreendi a pouca solidez dos juízos humanos.(Conselhos e Lembranças) 
13. Quando mais avançardes,menos combates tereis,ou melhor,vencereis com mais facilidade,porque vereis o lado bom das coisas.(Conselhos e Lembranças)

14. Oh!eu sinto,a minha alma nunca procurou senão a verdade...sim,eu compreendi a humildade de coração.(História de uma alma,cXII) 


15. O bom Deus me fez compreender que as macerações dos santos não foram feitas para mim, e nem para as almazinhas que andarão pela mesma via da Infância.(História de uma alma,cXII)

16. Não há nenhum apoio a se procurar fora de Jesus. Só Ele é imutável.Que felicidade pensar-se que Ele não pode mudar! (5ª carta á M. Inês de Jesus) 

17. Eu vos peço, ó Jesus, que o óleo dos louvores, tão doce á natureza, não amoleça jamais minha cabeça, isto é, meu espírito, fazendo-me crer que eu possuo virtudes que apenas pratiquei uma ou outra vez.(Conselhos e Lembranças)

18. Eu o confesso, as luzes sobre o meu nada me fazem mais bem que as luzes sobre a fé.(História de um alma,c.IX) 


19. Sim, eu quero que Jesus se apodere de tal modo de minhas faculdades, de maneira, que eu já não faça mais ações humanas e pessoais mas tão somente ações divinas, inspiradas e dirigidas pelo Espírito de Amor.(Conselhos e Lembranças)

20. Cometeis um grande erro em pensar no que vos poderá suceder no futuro de doloroso, isto é como que se pôr a criar! Nós, que corremos na via do amor, não nos devemos perturbar por nada.(História de um alma, c.XII) 

21. Si eu não sofresse minuto por minuto, ser-me-ia impossível guardar a paciência; mas eu vejo o momento presente, esqueço o passado e evito olhar para o futuro.(História de uma alma, c. XII)

22. Si muitos perdem a coragem e se desesperam, é porque passam muito no passado e no futuro.(História deuma alma, c. XII) 


23. Para subir a escada da perfeição,não imagineis que possais subir mesmo o primeiro degrau!não a boa vontade.Do alto desta escada Ele vos olha com amor e fogo;vencido por vossos esforços inúteis,Ele descerá e, tomando-vos nos braços, vos levará para sempre no seu Reino,onde não o deixareis jamais.(Conselhos e Lembranças)

24. Na minha pequena via não há senão coisas muito ordinárias;é preciso que tudo que eu faça, as almazinhas possam imitar.(História de uma alma,cXII) 

25. O que me arrebata para a pátria celeste é o chamado de Nosso Senhor,é a esperança de ama-lo enfim como Ele desejou tanto,e o pensamento de que eu poderei fazê-lo amando por uma multidão de almas que o terão de bendizer eternamente.(8ª carta aos Missionários)

26. Confesso,que se no céu não pudesse mais trabalhar para gloria do bom Deus,preferia antes o exílio que a pátria.(4ª carta aos Missionários) 

27. Não há nada mais doce do que pensar bem em nosso próximo.(Conselhos e Lembranças)

28. Eu sinto que quando sou caridosa é Jesus só que age em mim;quanto sou caridosa é Jesus só que age em mim;quanto mais eu me uno a Ele,mais também eu amo as minhas irmãs.(História de uma alma,cIX) 


29. O bom Deus fará todas as minhas vontades no céu,porque nunca fiz a minha sobre a terra.(Conselhos e Lembranças)

30. Provo uma grande alegria,não somente quando me acham imperfeita,mas principalmente quando eu sinto que o sou.Os elogios,ao contrario,só me causam desgosto.(Conselhos e Lembranças) 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

Quarta-feira Semana Santa

01/04 Quarta-feira Semana Santa 
Festa de Primeira Classe
Paramentos Roxos


Intróito/Fil. 2, 10, 8 e 11
Em nome de Jesus, que todo joelho se dobre no céu, na terra e no inferno; porque o Senhor se fez obediente até a morte e morte de cruz; portanto, o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai.Sal. 101, 2.Dómine, exáudi oratiónem meam: et clamor meus ad te veniat.Senhor, ouça minha oração e deixe meu clamor chegar até você.
Em nome…Só no nome...Post Kyrie, eleison , dicitur: Depois de Kýrie, eléison , dizemos:
Oremus. Flectamus genua.Vamos rezar. Vamos dobrar os joelhos
V/. Levante.V/. Ficar de pé.

Coleta
Faze, te pedimos, Deus Todo-Poderoso, que constantemente afligidos por nossas explosões, sejamos libertados pela paixão de teu Filho.

Lectio Isaiae Prophetae. Leitura do profeta Isaías.
Is. 62. 11; 63, 1-7.

Assim disse o Senhor Deus: Diga à filha de Sião: “Eis que vem o teu Salvador; eis que está com ele o seu galardão”. Quem é este que vem de Edom, de Bosrah em roupas escarlates? Ele é magnífico em seu vestido, ele se endireita na grandeza de sua força. Sou eu que falo com justiça e sou poderoso para salvar. Por que as tuas vestes são vermelhas, e as tuas vestes são como as do calcador?Andei sozinho no lagar, e entre os povos não havia ninguém comigo. E eu os pisei na minha ira, os pisei no meu furor; o suco jorrou em minhas roupas e sujei todas as minhas roupas. Pois um dia de vingança estava em meu coração, e o ano da minha redenção havia chegado. Olhei, e ninguém para me ajudar; Fiquei espantado, e ninguém para me apoiar. Então meu braço me salvou e minha fúria me sustentou. Esmaguei os povos na minha ira, e os embriaguei com a minha ira, e derramei o seu sangue no chão." Louvarei as misericórdias do Senhor, os louvores do Senhor, conforme tudo o que o Senhor fez para nós, ele nosso Deus

Gradual/Ps. 68, 18 e 2-3.
Não esconda seu rosto de seu servo, porque estou angustiado: rapidamente, responda-me.
V / Salvum me fac, Deus, quôniam intravérunt aquæ usque ad ánimam meam: infíxus sum in limo profúndi, et non est substántia. Salva-me, meu Deus, as águas sobem à minha garganta; Estou preso na lama do abismo, e nada sólido para pisar.
Hic dicitur V/. Dóminus vobíscum , sine Flectamus génua. Aqui dizemos V/. O Senhor esteja convosco , sem dobrar os joelhos.
Oração.Ó Deus, que quiseste para nós que teu Filho sofresse o patíbulo da cruz para nos arrebatar do poder do inimigo, concede aos teus servos a graça da ressurreição.

Leitura da Epístola do livro do profeta

Isaías 53,1-12

1 Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor? 2 Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos. 3 Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. 4 Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. 5 Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. 7 Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.) 8 Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo? 9 Foi-lhe dada sepultura ao lado de fascínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira. 10 Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada. 11 Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades. 12 Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.

Tratados. Ps. 101, 2-5 e 14.
Dómine, exáudi oratiónem meam, et clamor meus ad te véniat. Senhor, ouve a minha oração e que o meu clamor te alcance.
V/. Ne avértas fáciem tuam a me: in quacúmque die tríbulor, inclina ad me aurem tuam. V/. Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia; incline seu ouvido para mim.
V/. In quacúmque die invocávero te, velóciter exáudi me. V/. No dia em que te invoco, responde-me rapidamente.
V/. Quia defecérunt sicut fumus dies mei: et ossa mea sicut in frixório confríxa sunt.   
V/. Pois os meus dias se consomem em fumaça; meus ossos estão queimando como um inferno.
V/. Percussus sum sicut faenum. e áruit cor meum: quia oblítus sum manducáre panem meum. V/. Como a grama meu coração seca, eu esqueço de comer meu pão.
V/. Você exsurgens, Dómine, miseréberis Sion: quia venit tempus miseréndi eius.
V/. Levanta-te, Senhor, tem misericórdia de Sião; chegou a hora de perdoá-lo.

Sequência do Santo Evangelho  

São Lucas 22,39-71 e 23,1-53
39 Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos. 40 Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: Orai para que não caiais em tentação. 41 Depois se afastou deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava: 42 Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua. 43 Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. 44 Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. 45 Depois de ter rezado, levantou-se, foi ter com os discípulos e achou-os adormecidos de tristeza. 46 Disse-lhes: Por que dormis? Levantai-vos, orai, para não cairdes em tentação. 47 Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente; e à testa deles vinha um dos Doze, que se chamava Judas. Achegou-se de Jesus para o beijar. 48 Jesus perguntou-lhe: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem! 49 Os que estavam ao redor dele, vendo o que ia acontecer, perguntaram: Senhor, devemos atacá-los à espada? 50 E um deles feriu o servo do príncipe dos sacerdotes, decepando-lhe a orelha direita. 51 Mas Jesus interveio: Deixai, basta. E, tocando na orelha daquele homem, curou-o. 52 Voltando-se para os príncipes dos sacerdotes, para os oficiais do templo e para os anciãos que tinham vindo contra ele, disse-lhes: Saístes armados de espadas e cacetes, como se viésseis contra um ladrão. 53 Entretanto, eu estava todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim; mas esta é a vossa hora e do poder das trevas. 54 Prenderam-no então e conduziram-no à casa do príncipe dos sacerdotes. Pedro seguia-o de longe. 55 Acenderam um fogo no meio do pátio, e sentaram-se em redor. Pedro veio sentar-se com eles. 56 Uma criada percebeu-o sentado junto ao fogo, encarou-o de perto e disse: Também este homem estava com ele. 57 Mas ele negou-o: Mulher, não o conheço. 58 Pouco depois, viu-o outro e disse-lhe: Também tu és um deles. Pedro respondeu: Não, eu não o sou. 59 Passada quase uma hora, afirmava um outro: Certamente também este homem estava com ele, pois também é galileu. 60 Mas Pedro disse: Meu amigo, não sei o que queres dizer. E no mesmo instante, quando ainda falava, cantou o galo. 61 Voltando-se o Senhor, olhou para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra do Senhor: Hoje, antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. 62 Saiu dali e chorou amargamente. 63 Entretanto, os homens que guardavam Jesus escarneciam dele e davam-lhe bofetadas. 64 Cobriam-lhe o rosto e diziam: Adivinha quem te bateu! 65 E injuriavam-no ainda de outros modos. 66 Ao amanhecer, reuniram-se os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas, e mandaram trazer Jesus ao seu conselho. 67 Perguntaram-lhe: Dize-nos se és o Cristo! Respondeu-lhes ele: Se eu vo-lo disser, não me acreditareis; 68 e se vos fizer qualquer pergunta, não me respondereis. 69 Mas, doravante, o Filho do Homem estará sentado à direita do poder de Deus. 70 Então perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu: Sim, eu sou. 71 Eles então exclamaram: Temos nós ainda necessidade de testemunho? Nós mesmos o ouvimos da sua boca.1 Levantou-se a sessão e conduziram Jesus diante de Pilatos, 2 e puseram-se a acusá-lo: Temos encontrado este homem excitando o povo à revolta, proibindo pagar imposto ao imperador e dizendo-se Messias e rei. 3 Pilatos perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Sim. 4 Declarou Pilatos aos príncipes dos sacerdotes e ao povo: Eu não acho neste homem culpa alguma. 5 Mas eles insistiam fortemente: Ele revoluciona o povo ensinando por toda a Judéia, a começar da Galiléia até aqui. 6 A estas palavras, Pilatos perguntou se ele era galileu. 7 E, quando soube que era da jurisdição de Herodes, enviou-o a Herodes, pois justamente naqueles dias se achava em Jerusalém. 8 Herodes alegrou-se muito em ver Jesus, pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar dele muitas coisas, e esperava presenciar algum milagre operado por ele. 9 Dirigiu-lhe muitas perguntas, mas Jesus nada respondeu. 10 Ali estavam os príncipes dos sacerdotes e os escribas, acusando-o com violência. 11 Herodes, com a sua guarda, tratou-o com desprezo, escarneceu dele, mandou revesti-lo de uma túnica branca e reenviou-o a Pilatos. 12 Naquele mesmo dia, Pilatos e Herodes fizeram as pazes, pois antes eram inimigos um do outro. 13 Pilatos convocou então os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, e disse-lhes: 14 Apresentastes-me este homem como agitador do povo, mas, interrogando-o eu diante de vós, não o achei culpado de nenhum dos crimes de que o acusais. 15 Nem tampouco Herodes, pois no-lo devolveu. Portanto, ele nada fez que mereça a morte. 16 Por isso, soltá-lo-ei depois de o castigar. 17 [Acontecia que em cada festa ele era obrigado a soltar-lhes um preso.] 18 Todo o povo gritou a uma voz: À morte com este, e solta-nos Barrabás. 19 (Este homem fora lançado ao cárcere devido a uma revolta levantada na cidade, por causa de um homicídio.) 20 Pilatos, porém, querendo soltar Jesus, falou-lhes de novo, 21 mas eles vociferavam: Crucifica-o! Crucifica-o! 22 Pela terceira vez, Pilatos ainda interveio: Mas que mal fez ele, então? Não achei nele nada que mereça a morte; irei, portanto, castigá-lo e, depois, o soltarei. 23 Mas eles instavam, reclamando em altas vozes que fosse crucificado, e os seus clamores recrudesciam. 24 Pilatos pronunciou então a sentença que lhes satisfazia o desejo. 25 Soltou-lhes aquele que eles reclamavam e que havia sido lançado ao cárcere por causa do homicídio e da revolta, e entregou Jesus à vontade deles. 26 Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus. 27 Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam. 28 Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos. 29 Porque virão dias em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram! 30 Então dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos! 31 Porque, se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco? 32 Eram conduzidos ao mesmo tempo dois malfeitores para serem mortos com Jesus. 33 Chegados que foram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda. 34 E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Eles dividiram as suas vestes e as sortearam. 35 A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus! 36 Do mesmo modo zombavam dele os soldados. Aproximavam-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam: 37 Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo. 38 Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição: Este é o rei dos judeus. 39 Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós! 40 Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? 41 Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum. 42 E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino! 43 Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso. 44 Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona. 45 Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. 46 Jesus deu então um grande brado e disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, dizendo isso, expirou. 47 Vendo o centurião o que acontecia, deu glória a Deus e disse: Na verdade, este homem era um justo. 48 E toda a multidão dos que assistiam a este espetáculo e viam o que se passava, voltou batendo no peito. 49 Os amigos de Jesus, como também as mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia, conservavam-se a certa distância, e observavam estas coisas. 50 Havia um homem, por nome José, membro do conselho, homem reto e justo. 51 Ele não havia concordado com a decisão dos outros nem com os atos deles. Originário de Arimatéia, cidade da Judéia, esperava ele o Reino de Deus. 52 Foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. 53 Ele o desceu da cruz, envolveu-o num pano de linho e colocou-o num sepulcro, escavado na rocha, onde ainda ninguém havia sido depositado.

Ofertório/Sal. 101, 2-3.
Senhor, ouça minha oração e deixe meu clamor chegar até você: não esconda seu rosto de mim.

Secreta
Aceita, Senhor, a oferenda que te apresentamos e, em tua benevolência, faze-nos obter, por nosso fervor, o que celebramos nestes mistérios da paixão de teu Filho, nosso Senhor. Por Nosso Senhor.

Prefácio de Cruce; quæ dicitur usque ad Feriam V in Cena Domini inclusive, iuxta Rubricas. Prefácio à Santa Cruz .
 
Comunhão/ Pr. 101,10, 1 e 14.
Eu engulo minhas lágrimas com meu pão, pois você me levantou e me jogou fora. Estou murchando como a grama, mas você, Senhor, está entronizado para sempre. Levante-se, Senhor, tenha misericórdia de Sião; chegou a hora de perdoá-lo.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Deus Todo-Poderoso, concede-nos crer com toda a certeza que pela morte temporal de teu Filho, de que testificam estes augustos mistérios, nos deste a vida eterna. Pelo mesmo Jesus Cristo teu Filho, nosso Senhor.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo.Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oração.Réspice, quǽsumus, Dómine, super hanc famíliam tuam, pro qua Dóminus noster Iesus Christus non dubitávit mánibus tradi nocéntium, et Crucis subíre torméntum: Qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti Deus: per ómnia sǽcula sæculórum. Rezar Lança os olhos, Senhor, sobre a tua família aqui, por quem Nosso Senhor Jesus Cristo não hesitou em entregar-se nas mãos dos ímpios e sofrer o suplício da cruz.

 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

01 de abril dia de São Valério (Abade e confessor)

    Ele nasceu na Alvérnia e morreu em Leuconay, no dia 1.º de abril de 619. De família simples, foi pastor de rebanhos. Ingressou muito jovem no mosteiro beneditino de Issoire. Mais tarde viveu no mosteiro de São Germano, em Auxerre. Em 594 procurou São Columbano, ingressando no mosteiro de Luxeutil. Em 613, São Columbano foi expulso de Luxeuil pelo rei Thierry. São Valério partiu, então, de Luxeuil e fundou um mosteiro em Leuconay. Dizem que durante sua caminhada para Leuconay devolveu a vida a um camponês condenado por um rico proprietário de terras chamado Sigobardo.
  Como este quisesse enforcar de novo o pobre homem, São Valérico lhe disse:- Se este homem está vivo é por obra e graça de Deus. Não o terás sobre teu poder. Podes tirar-me a vida. Saibas, entretanto, que Deus é justo e não abandona aqueles que o invocam.
  Guiada por São Valérico, a abadia de Leuconay floresceu com numerosos monges. Seis anos após a fundação, São Valérico morreu.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.