08/06 Segunda-feira
Festa de Quarta Classe
Paramentos Verdes
Paramentos Verdes
O Milagre mais popular da Rainha Santa Isabel é sem dúvida a do milagre das rosas. Segundo tradição portuguesa, a rainha saiu do Castelo do Sabugal numa manhã de Inverno para distribuir pães aos mais desfavorecidos. Surpreendida pelo soberano, que lhe inquiriu onde ia e o que levava no regaço, a rainha teria exclamado: São rosas, Senhor!. Desconfiado, D. Dinis inquirido: Rosas, em Janeiro?. D. Isabel expôs então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele havia rosas, ao invés dos pães que ocultara. Esta santa Rainhal, nasceu em 1271, filha de Pedro III de Aragão e de Constança, filha de Manfredi, rei da Sicília e sobrinha do imperador Frederico II. No batismo recebeu o nome de Isabel para honrar a memória de sua grande tia, Santa Isabel da Hungria, canonizada quarenta anos antes por Gregório IX em 1235. Casou-se com o jovem rei Dom Dinis, o qual posteriormente se tornou o fundador da primeira faculdade portuguesa e o grande impulsionador da agricultura em Portugal na época, razão pela qual lhe deram o cognome de Dom Dinis “O Agricultor”! Os portugueses acolheram com entusiasmo a sua soberana e não foi decepcionado pela jovem simples e austera em sua vida privada, grande benfeitora de seus próprios súditos. Deu a seu marido dois filhos: Afonso, o herdeiro do trono, e a princesa Constância. Porém, Dom Dinis não soube ser digno daquela esposa devota e afetuosa, que alternava com os deveres familiares, sacrifícios e rigores voluntários quase monásticos. Ele preferiu outras mulheres e outras aventuras. Isabel, digna no sofrimento, ocultou sua própria amargura sem provocar escândalo. Rezou secretamente pela conversão do esposo, e com igual afeto, ao lado de seus filhos, educou também outros que não eram seus. O marido, despreocupado de seus deveres, começou a suspeitar da fidelidade de sua mulher. Um cortesão maldoso ativou o fogo do ciúme, atribuindo à rainha uma caluniosa relação com um pajem. Em seguida, várias circunstâncias induziram Dinis a considerar as coisas com maior serenidade e a reconhecer a absoluta inocência de Isabel. A nova fonte de amargura para a santa rainha foi a disputa entre o seu marido Dinis e Afonso, o herdeiro do trono. Ela procurou reconciliar os dois, inimigos entre si. Finalmente foi desterrada, por suspeitas de conjurar contra o rei. Depois da morte de seu esposo e de sua filha, Isabel renunciou ao mundo e à sua condição régia. Vestiu o hábito da Terceira Ordem Franciscana e partiu em peregrinação para Santiago de Compostela. Distribuiu suas riquezas entre os necessitados e teria entrado no mosteiro das Clarissas fundado por ela em Coimbra, se não houvessem aconselhado para que permanecesse no mundo para prosseguir suas boa obras. Viveu junto ao mosteiro levando o hábito das filhas de Santa Clara e dedicando-se às obras de piedade e caridade. Outra guerra constante foi entre o seu filho e o neto que a obrigou novamente a uma dolorosa peregrinação, até deter-se definitivamente em Estremoz, precisamente no lugar onde Dinis, rei de Portugal, muitos anos antes, havia lhe pedido por esposa.Ao morrer, afirmou ver uma belíssima senhora, que se aproximava radiante com vestes brancas, a Imaculada Conceição, a quem a santa havia dedicado uma Igreja em Lisboa, cinco séculos antes da definição dogmática do privilégio mariano. Morreu em 04 de julho de 1336, aos 65 anos de idade.
Intróito/Sal. 17, 19-20.
O Senhor se fez meu protetor e me levou ao mar: me salvou, porque me ama.
Ps. ib., 2-3.Eu te amarei, Senhor, minha força: O Senhor é meu forte apoio, meu refúgio e meu libertador.
V/. Glória Patri.
Coleta
Fazei,
Senhor, que tenhamos sempre o temor e o amor do vosso santo nome,
porque não cessais de dirigir aqueles que estabeleceis na solidez do
vosso amor.
Leitura da Epístola dos
I São João 3, 13-18
13.Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia.14.Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte.15.Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino.16.Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos.17.Quem possuir bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?18.Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade.
Gradual. Sal. 119, 1-2. GradualAd Dóminum, cum tribulárer, clamávi, et exaudívit me.Ao ser entregue à tribulação, clamei ao Senhor e ele me respondeu.
V/. Dómine, libera ánimam meam a lábiis iníquis, et a lingua dolósa. V/. Ó Senhor, livra a minha alma dos lábios iníquos e das línguas enganosas.
Aleluia, aleluia. Aleluia, aleluia.
V/.
Sal. 7, 2. Dómine, Deus meus, in te sperávi: salvum me fac ex ómnibus
persequéntibus me et líbera me. Aleluia.V/. Senhor meu Deus, em ti tenho
esperado, salva-me de todos os que me perseguem e livra-me. Aleluia.
¶
Sic dicitur Allelúia cum suo Versu post Graduale in omnibus Dominicis
post Pentecosten, etiam si Missa Dominicæ in Feriis adhibetur. ¶
Reza -se o Alelúia com o Verso depois do Gradual todos os domingos
depois de Pentecostes, ainda que a Missa dominical se repita nos
feriados.
São Lucas 14, 16-24
16.Respondeu-lhe Jesus: Um homem deu uma grande ceia e convidou muitas pessoas.17.E à hora da ceia, enviou seu servo para dizer aos convidados: Vinde, tudo já está preparado.18.Mas todos, um a um, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um terreno e preciso sair para vê-lo; rogo-te me dês por escusado.19.Disse outro: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te me dês por escusado.20.Disse também um outro: Casei-me e por isso não posso ir. 21.Voltou o servo e referiu isto a seu senhor. Então, irado, o pai de família disse a seu servo: Sai, sem demora, pelas praças e pelas ruas da cidade e introduz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.22.Disse o servo: Senhor, está feito como ordenaste e ainda há lugar.23.O senhor ordenou: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga todos a entrar, para que se encha a minha casa.24.Pois vos digo: nenhum daqueles homens, que foram convidados, provará a minha ceia.
Ofertório/ Sal. 6, 5.
Volte para mim, Senhor, e salve minha alma; livra-me por tua misericórdia.
Secreta
Que
esta oblação que será consagrada em honra do Teu Nome, nos purifique,
Senhor, e nos conduza, dia a dia, à prática de uma vida celestial.
Comunhão/ Sal. 12, 6.
Cantarei ao Senhor que me cobriu de bênçãos e louvarei o nome do Altíssimo.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)
Nosso
Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca,
fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se
refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e
outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas
comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com
dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que
alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu
Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento
do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós.
Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde,
ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já
estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que
torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
Oh!
Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo.
Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no
Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
Depois da comunhão.
Depois
de ter recebido estes dons sagrados, nós vos suplicamos, Senhor, que
nos concedais a graça de que, pela comunhão frequente nestes mistérios,
cresçam em nós os frutos da salvação.
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.




