terça-feira, 10 de março de 2026

Terça-feira da Terceira Semana da Quaresma

10/03 Terceira Semana da Quaresma
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos

Intróito/Pr. 16, 6 e 8.
Eu clamei, meu Deus, porque Ele me respondeu; incline seu ouvido para mim e ouça minhas palavras. Guarda-me, Senhor, como a menina dos teus olhos, protege-me à sombra das tuas asas Ps. ibid., 1.Ouve, Senhor, minha justiça; esteja atento à minha súplica.V/. Glória Patri.

Coleta
Ouça-nos, Deus todo-poderoso e misericordioso, e conceda-nos, em sua bondade, o dom da continência saudável. Por N.-S.

Leitura da Epístola do livro do profeta

II Reis 4, 1-7
A mulher de um dos filhos dos profetas clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu, e sabes que ele temia o Senhor. Ora, eis que veio o credor tomar os meus dois filhos para fazê-los seus escravos. 2 Eliseu disse-lhe: Que posso eu fazer por ti? Dize-me: que tens em tua casa? Ela respondeu: Tua serva só tem em sua casa uma garrafa de óleo. Vai, replicou Eliseu, pede emprestadas às tuas vizinhas ânforas vazias em grande quantidade. Depois entra, fecha a porta atrás de ti e de teus filhos, e enche com o óleo estas ânforas, pondo-as de lado à medida que estiverem cheias! 5 Partiu a mulher e fechou a porta atrás de si e de seus filhos. Estes traziam-lhe as ânforas e ela as enchia. 6 Tendo enchido as ânforas, disse ela ao seu filho: Dá-me mais uma ânfora. Não há mais, respondeu ele. E o óleo cessou de correr. 7 A mulher foi e contou tudo ao homem de Deus. Este disse-lhe: Vai e vende esse óleo para pagar a tua dívida. Depois disso, tu e teus filhos vivereis do resto.

Gradual/Sal. 18,13-14.
Purifica-me dos pecados que estão ocultos em mim, Senhor, e preserva teu servo da corrupção dos estranhos.
V / Se eles não governarem, então serei imaculado e limpo de um pecado muito grande.

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus, 18,15-22
15 Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. 16 Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. 17 Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. 18 Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu. 19 Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. 20 Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. 21 Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? 22 Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Ofertório/ Sal. 117, 16 e 17.
A destra do Senhor fez explodir o seu poder, a destra do Senhor me exaltou, não morrerei, mas viverei, e contarei as obras do Senhor.

Secreta
Nós vos suplicamos, Senhor, aplicai-nos por meio deste sacramento o fruto da nossa redenção; que sua virtude sempre nos afasta dos excessos aos quais a natureza humana está exposta e nos conduz ao dom da salvação. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .

Comunhão/ Sal. 14, 1-2.
Senhor quem habitará no teu tabernáculo? ou quem descansará no teu santo monte? Aquele que vive sem mancha e pratica a justiça.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Purificados por estes sagrados mistérios, rogamos, Senhor, que nos conceda perdão e graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo. Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oração.Tua nos, Dómine, proteção defender: et ab omni sempre iniquitáte custódi. Por Dominum. Rezar. Protegendo-nos, defendei-nos, Senhor, e guardai-nos sempre de toda iniqüidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

10 de março dia dos Mártires Sebaste.


  No ano de 313, São Constantino o Grande promulgou um édito libertando os cristãos das perseguições de fé e equiparou-os aos pagãos diante da lei. Mas seu co-regente Licinius favorecia aos pagãos e na sua parte do império decidiu erradicar o cristianismo, que era, lá, consideravelmente difundido. . As vítimas mais ilustres desta perseguição, que aconteceu por volta do ano 320 – na Capadócia, Turquia – foram São Brás e os Quarenta Mártires de Sebaste. Quem nos forneceu notícias do martírio destes gloriosos soldados foram os Santos Basílio e Gregório de Nissa que, naquela mesma época e local redigiram os mais entusiasmados elogios à coragem destes mártires.

  Estranhando o levantamento religioso, os quarenta 40 soldados que pertenciam à famosa “Legião XII” – chamada fulminante, decidiram não esconder a verdade, mas antes, elaboraram uma carta coletiva, que existe até os dias atuais, onde deixaram suas despedidas e pedidos de orações aos bispos e diáconos. Nesta carta, declararam “Até o presente combatemos e vencemos a serviço dum senhor mortal como nós; agora queremos lutar e vencer sob a bandeira de Cristo, que é o Deus verdadeiro, a quem devemos obediência e adoração”. Os soldados mergulharam em profunda oração e num determinado momentos à noite ouviram uma voz: “Perseverem até o fim então vós sereis salvos”.
  O imperador exigiu que todos os militares fizessem um juramento de fidelidade que consistia em oferecer sacrifícios aos ídolos protetores do Império. Os quarenta soldados desta Legião recusaram-se com firmeza a fazê-lo e confessaram-se cristãos. O prefeito Agrícola insistiu: “Se não quiserdes dar ouvidos aos meus benévolos conselhos, temos meios para vos lembrar a obediência que deveis às ordens superiores”. Mas, os soldados retrucaram: “Não há necessidade alguma de nos ameaçar; só tens poder sobre o nosso corpo. Se nas batalhas em favor do imperador recebemos feridas e nos expusemos à morte, muito mais estamos dispostos a defender e morrer pela causa do nosso Deus e Senhor”.
  Agrícola, vendo perante si homens tão firmes e resolutos, mandou-os encarcerar e torturar com correntes e ganchos de ferro e mais tarde os entregou ao comandante da Legião, Lísias, para que este concluísse o processo de condenação. Lísias esforçou-se para dissuadi-los e induzi-los a sacrificar aos ídolos, a fim de que suas vidas fossem preservadas.
    Os militares não cederam. Lisas então encaminhou-os a um martírio um tanto quanto original. Como era inverno rigoroso, mandou-os despir e atirar num tanque gelado. A apenas alguns metros de distância, foi preparado um abrigo aquecido. Bastava um sinal de negação a Cristo e de imediato se poderia receber “todo alívio que merece um amigo do imperador”. Mas, ao contrário, os mártires animavam-se, rezando: “Somos quarenta, Jesus; mas escolhemos morrer de frio, em honra dos quarenta dias de jejum do nosso Senhor e Deus”.
  Um dos sentenciados não aguentou e cedeu, correndo para abrigar-se. Porém, um sentinela que vigiava o martírio foi tocado pela fé demonstrada pelos quarenta soldados e uniu-se a eles, tirando sua roupa e lançando-se no gelo, voltando assim, a completar o número de quarenta mártires.
  E assim permaneceram durante 3 dias, sem causar rebelião ou demonstrar impaciência. No fim foram recolhidos a fim de que seus corpos fossem queimados. Surpreendentemente, o mais jovem dos quarenta soldados ainda estava vivo e sua mãe, que estava presente, encorajou-o a ficar firme para o martírio, e ela própria o carregou atrás da carreta dos mortos. O jovem morreu nos braços da mãe, unindo sua alma à dos quarenta colegas de martírio.
  Santo Efrém, conterrâneo e quase contemporâneo, exaltando a perseverança heróica destes mártires, assim se expressa: “O grandioso espetáculo que estes mártires nos apresentam envergonha sabedoria dos filósofos e a eloquência dos oradores. O tirano e o juiz observam estupefatos a fé, a coragem e a prontidão destes valentes soldados. Que desculpa poderemos apresentar ao tribunal de Deus, nós, que livres de perseguição e torturas, deixamos de amar a Deus e trabalhar na salvação de nossas almas?”.
  Jovens decididos e firmes, homens corajosos e fiéis a Deus. São eles: Viviano, Cândido, Leôncio, Cláudio, Nicolau, Lisiníaco, Teófilo, Quirão, Donulo, Dominicano, Eunóico, Sisínio, Heráclito, Alexandre, João, Anastásio, Valente, Heliano, Ecdício, Euvico, Acácio, Hélio, Teódulo, Cirilo, Flávio, Severiano, Valério, Cuidão, Prisco, Sacerdão, Etíquio, Êutiques, Esmaragdo, Filotiman, Aécio, Xantete, Angias, Hesíquio, Caio e Gorgônio.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Seminário Marcel Lefebvre, Estr. Alcino da Cunha Ferraz km 1 s/n, Janela das Andorinhas – Riograndina, Nova Friburgo – RJ, 28634-438

 

https://seminariodomlefebvre.com


Neste domingo, 1º de março, tivemos a honra de receber a visita de S.E.R. Dom Tomás de Aquino Ferreira da Costa, O.S.B., cuja presença marcou de modo especial o início do ano letivo de 2026 no Seminário, ao dirigir palavras de acolhida aos seminaristas, novos e antigos.

Neste ano, teremos dez seminaristas.


Doações

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Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

Segunda-feira da Terceira Semana da Quaresma.

09/03 Segunda-feira  
Festa de Segunda Classe
Paramentos Roxos


Intróito/Sal. 55, 5.
Eu louvarei em Deus a palavra que ele me deu; Eu louvarei no Senhor a sua promessa. Eu esperarei em Deus; Não temerei o que o homem pode fazer comigo Ps. ibid., 2.Tem piedade de mim, ó Deus, porque o homem me pisou; o dia todo me guerreando, ele me atormentava.V/. Glória Patri.

Coleta
Suplicamos-te, Senhor, que conceda tua bondade aos nossos corações, para que, ao nos abstermos de comer carnes, possamos também retirar nossos sentidos de todos os excessos nocivos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Leitura da Epístola do livro do

II Reis 5,1-15
1 Naamã, general do exército do rei da Síria, gozava de grande prestígio diante de seu amo, e era muito considerado, porque, por meio dele, o Senhor salvou a Síria; era um homem valente, mas leproso. 2 Ora, tendo os sírios feito uma incursão no território de Israel, levaram consigo uma jovem, a qual ficou a serviço da mulher de Naamã. 3 Ela disse à sua senhora: Ah, se meu amo fosse ter com o profeta que reside em Samaria, ele o curaria da lepra! 4 Ouvindo isso, Naamã foi e contou ao seu soberano o que dissera a jovem israelita. 5 O rei da Síria respondeu-lhe: Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel. Naamã partiu com dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes de festa. 6 Levou ao rei de Israel uma carta concebida nestes termos: Ao receberes esta carta, saberás que te mando Naamã, meu servo, para que o cures da lepra. 7 Tendo lido a missiva, o rei de Israel rasgou as vestes e exclamou: Sou eu porventura um deus, que possa dar a morte ou a vida, para que esse me mande dizer que cure um homem da lepra? Vede bem que ele anda buscando pretextos contra mim. 8 Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei tinha rasgado as vestes, mandou-lhe dizer: Por que rasgaste as tuas vestes? Que ele venha a mim, e saberá que há um profeta em Israel. 9 Naamã veio com seu carro e seus cavalos e parou à porta de Eliseu. 10 Este mandou-lhe dizer por um mensageiro: Vai, lava-te sete vezes no Jordão e tua carne ficará limpa. 11 Naamã se foi, despeitado, dizendo: Eu pensava que ele viria em pessoa, e, diante de mim, invocaria o Senhor, seu Deus, poria a mão no lugar infetado e me curaria da lepra. 12 Porventura os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles e ficar limpo? E, voltando-se, retirou-se encolerizado. 13 Mas seus servos, aproximando-se dele, disseram-lhe: Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse ordenado algo difícil, não o deverias fazer? Quanto mais agora que ele te disse: Lava-te e serás curado. 14 Naamã desceu ao Jordão e banhou-se ali sete vezes, como lhe ordenara o homem de Deus, e sua carne tornou-se tenra como a de uma criança. 15 Voltando então para o homem de Deus, com toda a sua comitiva, entrou, apresentou-se diante dele e disse: Reconheço que não há outro Deus em toda a terra, senão o de Israel. Aceita este presente do teu servo.

Gradual/Sal. 55, 9 e 2.
Ó Deus, expus toda a minha vida a ti; Senhor colocou minhas lágrimas diante de Dele.
V / Tem piedade de mim, ó Deus, porque o homem me pisou; o dia todo me guerreando, ele me atormentava.

Trato/ Sal. 102, 10.
Senhor, não nos trates segundo os nossos pecados, e não nos castigues segundo as nossas iniqüidades.
V/Sal. 78, 8-9.Senhor, não se lembre mais de nossas antigas iniqüidades; que suas misericórdias venham apressadamente ao nosso encontro, pois estamos reduzidos à última miséria.
(Hic genuflectitur) V/. Adiuva nos, Deus, salutáris noster: et propter glóriam nóminis tui, Dómine, libera nos: et propítius esto peccátis nostris, propter nomen tuum.Ajoelhamo-nos V/. Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, e para a glória do teu nome, Senhor, livra-nos e perdoa-nos os nossos pecados, por amor do Teu Nome.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 4,23-30
23 Então lhes disse: Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria. 24 E acrescentou: Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria. 25 Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra; 26 mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27 Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã. 28 A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga. 29 Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo. 30 Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se. 31 Desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e ali ensinava-os aos sábados.

Ofertório/  Sal. 54.2-3.
Ouve, ó Deus, a minha oração, e não desprezes a minha súplica. Ouça-me e responda-me.

Secreta
Os dons que vos oferecemos, Senhor, como tributo da nossa servidão, transformam-nos para nós neste sacramento que dá a salvação. Por Nosso Senhor.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .

Comunhão/ Ps 13, 7.
Quem obterá a salvação de Israel de Sião? Quando o Senhor acabar com o cativeiro de seu povo, Jacó se alegrará e Israel se alegrará.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Faça, nós te imploramos, ó Deus Todo-Poderoso e Misericordioso, que preservemos em um coração puro o que nossa boca tocou. Por Nosso Senhor.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo.Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oração.Subvéniat nobis, Dómine, tua misericórdia: ut ab imminentibus peccatórum nostrorum perículis, te mereámur protegénte éripi, te liberánte salvári. Per Dominum nostrum. Que tua misericórdia venha em nosso auxílio, Senhor, para que tua proteção nos salve dos perigos iminentes em que nossos pecados nos envolvem; e que a tua intervenção libertadora nos leve à salvação. Por N.-S.
 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

09 de março dia de Santa Francisca Romana.


Biografia da vida de Santa Francisca Romana
  O Divino Salvador instituiu Sua Igreja sobre alicerces bem seguros: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Mas, ao longo da História, as forças infernais não deixaram de investir contra essa rocha inabalável. Uma dessas investidas teve início com as agitações políticas e sociais que forçaram o Papa Clemente V a transferir, em 1309, a sede do Papado para a cidade francesa de Avignon, onde os sucessores de Pedro permaneceram até 1376. Foi um longo período de conturbações que culminaram no Grande Cisma do Ocidente (1378-1417). A eclosão do Cisma veio agravar ainda mais a situação, a ponto de a Cidade Eterna ficar reduzida a uma situação de miséria, açoitada por guerras, carestia e pestes. Nesse contexto, destacou-se como luminoso anjo da caridade uma jovem dama da alta nobreza: Santa Francisca Romana, a qual, por sua prodigiosa atividade em favor dos pobres e doentes, conquistou o honroso título de Advocata Urbis (Advogada da Cidade).

Piedade precoce
   Nascida em 1384, Francisca pertencia a uma rica família de patrícios romanos. Seus pais, Paulo Bussa de Leoni e Jacovella de Broffedeschi, proporcionaram-lhe uma primorosa educação cristã. Desde a mais tenra idade, acompanhava a mãe nas práticas de piedade, como abstinências, orações, leituras espirituais e visitas a igrejas onde pudessem lucrar indulgências. Frequentava muito a Basílica de Santa Maria Nova, a preferida de sua mãe, confiada aos monges beneditinos de Monte Olivetto. Ali, Francisca começou a receber, ainda criança, direção espiritual de Frei Antonio di Monte Savello, com quem se confessava todas as quartas-feiras.Aos onze anos, manifestou o desejo de consagrar-se a Deus pelo voto de virgindade. Sua inclinação para a vida monástica se fez notar quando — a conselho do diretor espiritual, para provar a autenticidade de sua vocação — começou a praticar em casa algumas austeridades próprias a certas ordens religiosas femininas. Seu pai, porém, opôs-se a esses infantis projetos, pois ela estava já prometida em casamento a Lourenço Ponziani, jovem de nobre família, bom caráter e grande fortuna.

Esposa exemplar

  Francisca foi sempre esposa exemplar. Por desejo do marido, apresentava-se em público com a categoria de dama romana, usando belas joias e suntuosos trajes. Mas debaixo deles vestia uma tosca túnica de tecido ordinário. Dedicava à oração suas horas livres, e nunca negligenciava as práticas de vida interior. Transformou em oratório um salão do palácio e aí passava longas horas de vigília noturna, acompanhada por Vanozza. Era objeto de mofa das pessoas mundanas, mas sua família a considerava um “anjo da paz”.

Os desígnios da Providência

  Três anos após seu casamento, contraiu uma grave enfermidade que se prolongou por doze meses, deixando temerosos todos os membros da família. Francisca, porém, não temia, pois colocara sua vida nas mãos de Deus, com inteira resignação. Nesse período de prova, por duas vezes apareceu-lhe Santo Aleixo. Na primeira, perguntou-lhe se queria curar-se, e na segunda comunicou-lhe que “Deus queria que permanecesse neste mundo para glorificar seu nome”. Colocando então seu manto dourado sobre ela, restituiu-lhe a saúde. Essa enfermidade, contudo, a fizera meditar profundamente sobre os planos da Providência a seu respeito. E uma vez restabelecida, decidiu, com Vanozza, levar uma vida mais conforme ao Evangelho, renunciando às diversões inúteis e dedicando mais tempo à oração e às obras de caridade.

Prodígios realizados em vida
  Por volta de 1413, a fome se abateu sobre Roma. O sogro de Francisca alarmou-se ao ver que ela conti­nuava muito generosa em ajudar os necessitados… distribuindo-lhes parte das provisões que ele reservara para sustento da família, e proibiu-a de fazê-lo. Não podendo mais a caridosa dama dispor daqueles víveres para socorrer os famintos, começou a pedir esmolas para eles. E certo dia, tomada de súbita inspiração, foi com Vanozza a um celeiro vazio do palácio para procurar o que pudesse ter restado de trigo no meio da palha. À custa de paciente trabalho, conseguiram recolher alguns poucos quilos do desejado grão. Coisa admirável: logo após a saída das duas, Lourenço, seu esposo, entrou no celeiro e lá encontrou 40 sacos contendo, cada um, 100 quilos de trigo dourado e maduro! Idêntico prodígio se deu na mesma época: querendo levar aos pobres um pouco de vinho, Francisca recolheu a escassa quantidade que restava no fundo de um tonel e no mesmo instante este encheu-se milagrosamente de um excelente vinho. Esses prodigiosos fatos muito contribuíram para suscitar em Lourenço um temor reverencial e amoroso por sua esposa. Em consequência, ele lhe deu liberdade de dispor de seu tempo para suas obras apostólicas e lhe permitiu trocar seus belos trajes e joias — os quais ela apressou-se a vender para distribuir aos pobres o dinheiro — por roupas simples e pouco vistosas.

Visões e dons sobrenaturais
  Espírito celestial irradiava uma tal luz que Francisca podia ler ou trabalhar à noite, sem dificuldade alguma, como se fosse dia. E lhe iluminava o caminho quando precisava sair à noite.
  Na luz desse Arcanjo, ela podia ver os pensamentos mais íntimos dos corações. Recebeu, ademais, o dom do discernimento dos espíritos e o de conselho, os quais usava para converter os pecadores e reconduzir os desviados ao bom caminho.
  Deus a favoreceu com numerosas outras visões. As mais impressionantes foram as do inferno. Viu em pormenores os suplícios pelos quais são punidos os condenados, de acordo com os pecados cometidos. Observou a organização hierárquica dos demônios e as funções de cada um na obra de perdição das almas, uma paródia da hierarquia dos Coros Angélicos. Lúcifer é o rei do orgulho e o chefe de todos. Viu ainda como os atos de virtude praticados pelos bons atormentam essas miseráveis criaturas e prejudicam sua ação na terra.
  Viu o Céu aberto e os Anjos vindos para buscá-la.

Vida de apostolado
  Tendo falecido o rei Ladislau, restabeleceu-se a paz na Cidade Eterna, seu esposo e seu filho Batista regressaram do exílio, e a família Ponziani recuperou os bens injustamente confiscados.Por meio de orações e boas palavras, a Santa conseguiu convencer Lourenço a reconciliar-se com seus inimigos e a entregar-se a uma vida de perfeição. E após o casamento do filho, entregou à nora — convertida por ela — o governo do palácio para dedicar-se inteiramente às obras de caridade e de apostolado.Lourenço deixou-a livre para fundar uma associação de religiosas seculares, com a condição de continuar vivendo no lar e não parar de guiá-lo no caminho da santidade. Orientada por seu diretor espiritual, fundou uma sociedade denominada Oblatas da Santíssima Virgem, segundo o modelo dos beneditinos de Monte Olivetto. Em 15 de agosto de 1425, Francisca e outras nove damas fizeram sua oblação a Deus e a Maria Santíssima, mas sem emitir votos solenes. Vivia cada qual em sua casa, seguindo os conselhos evangélicos, e se reuniam na igreja de Santa Maria Nova para ouvir as palavras de sua fundadora, que para elas era guia e modelo a imitar.Alguns anos depois, ela recebeu a inspiração de transformar essa sociedade em congregação religiosa. Adquiriu o imóvel de nome Tor de’ Specchi e, em março de 1433, dez Oblatas de Maria foram revestidas do hábito e ali se estabeleceram, em regime de vida comunitária. Em julho desse mesmo ano, o Papa Eugenio IV erigiu a Congregação das Oblatas da Santíssima Virgem, nome mudado posteriormente para Congregação das Oblatas de Santa Francisca Romana. Era uma instituição nova e original para seu tempo: religiosas sem votos, sem clausura, mas de vida austera e dedicadas a um genuíno apostolado social. Comprometida como estava pelo matrimônio, somente depois da morte do esposo, em 1436, Francisca pôde afinal realizar o maior desejo de sua vida: fazer-se religiosa. Entrou como mera postulante na congregação por ela fundada. Mas foi obrigada — pelo capítulo da comunidade e pelo diretor espiritual — a aceitar os encargos de superiora e fundadora.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

domingo, 8 de março de 2026

Terceiro Domingo da Quaresma.

08/03 Terceiro Domingo da Quaresma
Festa de Primeira Classe
Paramentos Roxos



Intróito/Sal. 24, 15-16.
Meus olhos estão constantemente voltados para o Senhor; pois é ele que tirará os meus pés da rede: olha para mim e tem misericórdia de mim; pois sou desamparado e pobre. 1-2. A ti, Senhor, elevo a minha alma: meu Deus, em ti confio; para que eu não tenha que corar.V/. Glória Patri.

Coleta
Nós te suplicamos, Deus Todo-Poderoso, atende aos desejos de nossos corações humildes, e para nos defender, estenda o braço de sua majestade. Por Nosso Senhor.

Leitura da Epístola de São Paulo

Efésios 5,1-9

1. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados.2. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor.3. Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos.4. Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças.5. Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento - verdadeiros idólatras! - terá herança no Reino de Cristo e de Deus.6. E ninguém vos seduza com vãos discursos. Estes são os pecados que atraem a ira de Deus sobre os rebeldes.7. Não vos comprometais com eles.8. Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes.9. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade.

Gradual/Pr. 9, 20 e 4.
Levanta-te, Senhor; esse homem não triunfa; Que as nações sejam julgadas diante de sua face.
V /Porque você fez meu inimigo voltar, eles ficarão exaustos e perecerão diante de sua face.

Trato/ Sal. 122, 1-3.
Eu olhei para você, que mora no céu.
V/.Como os olhos dos servos estão fixos nas mãos de seus senhores.
V/.E como os olhos da serva estão fixos nas mãos de sua senhora, assim os nossos olhos estão voltados para o Senhor nosso Deus, até que ele tenha misericórdia de nós.
V/.Tem piedade de nós, Senhor, tem piedade de nós.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 11,14-28

14. Jesus expelia um demônio que era mudo. Tendo o demônio saído, o mudo pôs-se a falar e a multidão ficou admirada.15. Mas alguns deles disseram: Ele expele os demônios por Beelzebul, príncipe dos demônios.16. E para pô-lo à prova, outros lhe pediam um sinal do céu.17. Penetrando nos seus pensamentos, disse-lhes Jesus: Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído e seus edifícios cairão uns sobre os outros.18. Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que expulso os demônios por Beelzebul.19. Ora, se é por Beelzebul que expulso os demônios, por quem o expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes!20. Mas se expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado a vós o Reino de Deus.21. Quando um homem forte guarda armado a sua casa, estão em segurança os bens que possui.22. Mas se sobrevier outro mais forte do que ele e o vencer, este lhe tirará todas as armas em que confiava, e repartirá os seus despojos.23. Quem não está comigo, está contra mim; quem não recolhe comigo, espalha.24. Quando um espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso; não o achando, diz: Voltarei à minha casa, donde saí.25. Chegando, acha-a varrida e adornada.26. Vai então e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele e entram e estabelecem-se ali. E a última condição desse homem vem a ser pior do que a primeira.27. Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram!28. Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!

Ofertório/  Sal. 18, 9, 10, 11 e 12.
Os juízos do Senhor são retos, alegram os corações, e os seus juízos são mais doces do que o mel, e do que um favo cheio de mel; também o teu servo as observa.

Secreta
Rogamos-te, Senhor, que esta hóstia nos livre das nossas faltas e que santifique os corpos e as almas dos teus servos para a celebração deste sacrifício. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Prefácio da Quadragésima.Prefácio à Quaresma .
 
Comunhão/ Sal. 83, 4-5.
O pardal encontra uma casa para si, e a pomba um ninho para colocar seus filhotes; Que eu encontre os teus altares, ó Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Bem-aventurados os que habitam em tua casa; eles te louvarão para todo o sempre.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Rogamos-te, Senhor, que nos livre misericordiosamente de toda culpa e de todo perigo, nós a quem fizeste participantes de tão grande mistério. Por Nosso Senhor.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

08 de março dia de São João de Deus

"É pelo fruto que se conhece a árvore." 
Mateus 12,33

   O Santo de hoje é muito conhecido, sobretudo no mundo português. É São João de Deus, português, nascido em Montemor-o-Novo (1495) e falecido em Granada (Espanha, a 8 de Março de 1550).
   De seu nome João Cidade conta-se que, tendo transportado aos ombros um menino andrajoso que com dificuldade se deslocava, este lhe mostrou uma granada ou romã, com uma representação da Santa Cruz e, referindo-se à cidade espanhola com esse nome, lhe disse: "Granada será a tua Cruz". A seguir desapareceu.
  A primeira parte da vida deste santo foi marcada por aventuras, algumas até curiosas.
  Abandonou a casa paterna aos oito anos. Fez-se soldado. Trabalhou em hospitais, como simples servente. Foi criado e comerciante. Manteve um pequeno negócio de livros. Ouvindo um sermão de São João d' Ávila sentiu-se tocado. Desfez-se de todos os seus bens. Reuniu esmolas e foi cuidar de doentes, especialmente dos loucos e dos incuráveis. Entre eles, como ele próprio conta, havia paralíticos, leprosos e até mudos. "Nas horas difíceis - dizia João de Deus - é Jesus Cristo quem provê tudo e dá de comer aos meus queridos doentes".
  Ele mantinha mais de oitenta hospitais, que fundara só em Espanha. Por isso, tornou-se também o Fundador dos Irmãos dos Enfermos. E foi declarado patrono dos hospitais por Leão XIII.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.