quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

26 de janeiro dia de São Policarpo, Bispo e Mártir.

26/01 Quinta-feira 
Festa de Terceira Classe
 Paramentos Brancos

Le martyre de saint Polycarpe en l

   São Policarpo, converteu-se ao cristianismo no ano de 80, e teve a grande dita de ter sido discípulo do grande Apóstolo São João Evangelista, de quem recebeu o espírito e a doutrina de Jesus Cristo. Em 96 recebeu a sagração episcopal e foi-lhe confiada a diocese de Smirna. É possível que São João Evangelista no livro Apocalipse tenha-se referido a Policarpo quando escreveu: “Sei tua tribulação e pobreza, porém, és rico”, e mais adiante: “Se fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”. (Apoc. 2,  9.).  O santo Bispo-mártir de Antioquia Inácio, alegrou-se muito com a visita de Policarpo, e escreveu duas epístolas importantes, uma a Policarpo e outra aos fiéis de Smirna, em que lhe dá sábios ensinamentos sobre a santa doutrina. 
  São Policarpo administrou a diocese como verdadeiro Apóstolo, com firmeza e caridade, pela palavra e pelo exemplo. De sua  autoria existe uma epístola preciosíssima aos  Filipenses, cheia do mais belos ensinamentos e sábios conselhos. No tempo de São Jerônimo esta epístola costumava ser lida publicamente nas igrejas. Muitos infiéis converteram-se ao cristianismo, e para os fiéis Policarpo era verdadeiro Pastor. Já provecto em idade, fez uma viagem a Roma, para tratar com o Papa Aniceto sobre a célebre questão da Páscoa. Em Roma encontrou muitos cristãos, que se tinham deixado enganar pelos hereges Valentim e Marcion, e conduziu-os ao caminho da verdade. Por Marcion perguntado, se  o conhecia, respondeu prontamente, que o conhecia, o filho mais velho de Satanás. De volta para a Ásia, encontrou na diocese o decreto de perseguição, publicado pelo imperador Marco Aurélio. Foi o princípio de horrores para a jovem Igreja. O governador de Smirna preludiou a perseguição, pela condenação de doze cristãos, que foram atirados às feras. Policarpo, vendo o rebanho em perigo, redobrou os esforços para conservá-lo na Fé e confortá-lo na hora da tribulação. Os cristãos, por seu turno, inquietavam-se muito pela sorte do venerável Bispo. Para salvar-lhe a vida, levaram-no a um sítio fora da cidade, onde o esconderam aos olhos dos fiscais do governo. Três dias antes da sua prisão teve a revelação do martírio que o esperava. Em sonhos viu o travesseiro rodeado de fogo e disse aos amigos: “Meus irmãos, sei  que serei condenado à morte pelo fogo. Deus seja bendito, porque se digna de dar-me a coroa do martírio”. Três dias depois se cumpriu o que tinha predito.  
  A polícia do governador descobriu-lhe o esconderijo e Policarpo, embora lhe fosse fácil efetuar a fuga, entregou-se à autoridade. No caminho para a cidade se encontrou com Herodes, juiz de paz e com Nicetas, pai do mesmo. Estes homens, sem dúvida bem intencionados, insistiram com ele para que conservasse a vida e obedecesse à lei do imperador. Depois de muito discursar, o Bispo disse: “Não farei o que me aconselhais. Nem espada, nem fogo ou qualquer outra tortura, me fará renunciar a Cristo”.
  Apresentado ao governador, este lhe perguntou se era Policarpo e ordenou-lhe que abjurasse a religião e injuriasse a Cristo. Policarpo respondeu: “Sim, sou Policarpo. Oitenta e seis anos são que completo no serviço de Jesus Cristo e Ele nunca me fez mal algum; como poderia injuriá-lo?” O governador, porém, continuou a insistir com muito empenho e disse: “Tenho as feras à minha disposição; se não obedeceres, serás atirado a elas!”  Policarpo: “Deixa-as vir!  Persisto no meu intento e não mudarei!”  O governador: “Se não tens medo das feras, temos ainda o fogo; este te porá manso!”  Policarpo: “Ameaças com um fogo que arde por algum tempo, para depois se apagar e nada sabes daquele fogo eterno, que é preparado para os ímpios. Não percas tempo!  Manda vir as feras ou faze o que quiseres. Sou cristão e não abandonarei a Cristo”.  Em dizer isto, o rosto resplandecia-lhe de satisfação, tanto que todos se admiraram, sem poder compreender, como um homem tão avançado em idade pudesse apresentar tamanho heroísmo.
  O governador mandou apregoar em alta voz: “Policarpo é cristão, como ele mesmo confessou”. Os judeus e pagãos presentes unânimes exigiram sentença de morte e pediram que fosse queimado vivo. Em poucos minutos foi preparada a fogueira. Alguns queriam que o Santo fosse amarrado num pau, para impossibilitar a fuga. Policarpo, porém, tranqüilizou-os, dizendo: “Aquele que me dá a graça de sofrer a pena do fogo, há de dar-me também força para que fique imóvel no meio das labaredas”. Ataram-lhe então as mãos nas costas e puseram fogo.
  Antes que o fogo chegasse a queimar-lhe o corpo venerável, o ancião elevou os olhos ao céu e disse: “Deus todo-poderoso, Pai de Jesus Cristo, vosso Filho Unigênito, por quem recebemos a graça de conhecer-Vos; Deus dos Anjos e das Potestades celestiais, Deus de todas as criaturas e de todo o povo dos justos, que vivem em vossa presença: graças vos dou porque me conservastes a vida até esta hora, para ser associado aos vossos mártires e participar do cálice de amargura do vosso Ungido, e na virtude do Espírito Santo ser ressuscitado para a vida eterna. Aceitei propício, em união àquele sacrifício que para vós preparastes, este meu holocausto e a mim mesmo, para que se cumpra o que me revelastes, Vós que sois Deus verdadeiro. Eu vos louvo em todas as coisas: eu vos bendigo; eu vos glorifico, pelo eterno Sumo Pontífice, Jesus Cristo, vosso dileto Filho, que convosco e o Espírito Santo é louvado e honrado por todos os séculos. Amém”.
  Apenas tinha o Santo terminado a oração, quando subiram as labaredas com todo o vigor. Deus, porém, quis manifestar o seu poder e provar que não lhe faltavam os meios de proteger seu servo no meio do fogo. As chamas subiram de todos os lados, mas – ó maravilha! – formaram como que uma abóbada por cima do Santo, sem que lhe queimassem um só cabelo. Ao mesmo tempo se espalhou um cheiro suavíssimo como se fossem queimados doces perfumes. Pavor apoderou-se dos inimigos. Mas, como quisessem ver morto o servo de Cristo, recebeu o algoz a ordem de matá-lo com a espada. Assim terminou o curso glorioso do grande Bispo que, segundo a afirmação dos judeus e pagãos, tinha sido o primeiro mestre dos cristãos e o inimigo mais implacável dos deuses. Os judeus quiseram por todo o transe evitar que o corpo do mártir, fosse entregue aos cristãos. Para este fim, mandaram dizer ao Procônsul: “Se entregares aos cristãos o corpo de Policarpo, eles abandonarão o Crucificado, para prestar honras divinas a este”. “Não sabiam” – assim se exprimem os cristãos que escreveram as atas do martírio – “que não podemos abandonar Jesus Cristo, para adorar um outro. É verdade que veneramos os mártires, mas só porque são discípulos e imitadores de Jesus Cristo, e deram ao seu Rei as provas mais claras de amor”. Para terminar a contenda entre judeus e cristãos, o capitão romano mandou lançar o corpo do mártir ao fogo. Diz ainda o protocolo: “Tiramos das cinzas os ossos, para nós mais preciosos que ouro e pedrarias, e depositamos num lugar conveniente, onde esperamos poder, com a graça de Deus, reuní-los, para festejar o dia do seu aniversário, isto é, o dia dos seu martírio”, que foi o dia 26 de janeiro de 155 ou 156. O túmulo de São Policarpo acha-se numa capela em Smirna.

Intróito/ Dan. 3, 84 e 87.
Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor; santo e humilde de coração, louvado seja Deus.Ibid., 57Obras do Senhor, todos louvam ao Senhor, louvam-no e exaltam-no para sempre.V/. Glória Patri.

Coleta
Ó Deus, que todos os anos nos dás um novo motivo de alegria pela solenidade de teu Mártir e Pontífice, o bem-aventurado Policarpo, concede-nos, em tua misericórdia, poder sentir os efeitos da proteção daquele cujo nascimento estamos celebrando .

 Leitura da Epístola

I São João 3,10-16
10 É nisto que se conhece quais são os filhos de Deus e quais os do demônio: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, como também aquele que não ama o seu irmão. 11 Pois esta é a mensagem que tendes ouvido desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. 12 Não façamos como Caim, que era do Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más, e as do seu irmão, justas. 13 Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. 14 Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. 15 Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino. 16 Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos.

Gradual/Sal. 8, 6-7.
O coroou de glória e honra.
V /E tu o estabeleceste sobre as obras das tuas mãos, Senhor.


Aleluia, aleluia/ Sal. 111, 1-3.
 V /.Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor e se deleita em seus mandamentos.Aleluia.


Sequência do Santo Evangelho
 
São Mateus 10, 26-32

26 Não os temais, pois; porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber. 27 O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados. 28 Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena. 29 Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de vosso Pai. 30 Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. 31 Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós. 32 Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. 

 Ofertório/Sal. 88, 21-22.
Encontrei meu servo Davi; Eu o ungi com meu óleo sagrado; pois minha mão o ajudará e meu braço o fortalecerá.

Secreta
Santificai, Senhor, estes dons que vos são consagrados, graças a eles e o Beato Policarpo, vosso Mártir e Pontífice, lança sobre nós um olhar de paz e de bondade.
 
Comunhão/  Sal. 20, 4.
Tu pões na cabeça dele, Senhor, uma coroa de pedras preciosas.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Depois da comunhão.
Cheios de participação neste dom sagrado, pedimos-te, Senhor nosso Deus, por intercessão do Beato Policarpo, teu Mártir e Pontífice, que nos faças sentir o efeito do sacrifício que celebramos.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

25 de janeiro dia da Conversão de São Paulo.

25/01 Quarta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos



      Saulo, natural de Tarso, na Cilícia, filho da tribo de Benjamim e ao mesmo tempo cidadão romano, possuía  talentos extraordinários, bons e nobres sentimentos, aliados a uma força de vontade inquebrantável. No tempo em que Jesus Cristo pregava o Evangelho na Palestina, Saulo, assentado aos pés do célebre Gamaliel, estudava as ciências dos Santos Livros. Os belos talentos que possuía, sua aplicação e sobretudo seu zelo ardente  pela lei de Moisés e as tradições do povo, chamaram a atenção dos fariseus.  
    O crescimento rápido da Igreja de Jesus de Nazaré, o aumento espantoso do número dos discípulos de Cristo crucificado fizeram com que no coração de Saulo se incendiasse um ódio mortal aos cristãos, por ele considerados traidores da causa pátria. Qual lobo voraz, tinha sede do sangue dos mesmos, e quando o primeiro mártir Santo Estevão morreu, vítima do ódio dos fariseus, os algozes depositaram as vestes aos pés de Saulo. Mas o jovem diácono vingou-se do jovem fariseu, alcançando-lhe a conversão, pelas suas orações.
      Apenas dois anos depois da morte de Jesus, incitado constantemente pelo ódio dos fariseus, Saulo foi ao Sumo Sacerdote, e pediu-lhe cartas para a sinagoga de Damasco, com poderes para trazer presos para Jerusalém todos os partidários de Jesus, homens e mulheres. Em caminho, já  perto daquela cidade, de repente lhe reluziu em torno uma luz, vinda do céu. Caiu por terra e ouviu uma voz, que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues ?”  Ele respondeu: “Quem sois vós, Senhor ?”  O Senhor disse: “Eu sou Jesus, a quem persegues”. Tremendo e todo assustado, disse: “Senhor, que quereis que eu faça ?”  O Senhor respondeu-lhe: “Levanta-te e entra na cidade, lá se te dirá o que tens que fazer”. Os homens do séqüito, atônitos, ouviram a voz, mas não viam pessoa alguma. Saulo levantou-se, abriu os olhos, mas estava cego. Tomaram-no pela mão e levaram-no para Damasco. Passou três dias sem ver e não comeu nem bebeu. Havia em Damasco um discípulo, chamado Ananias. O Senhor disse-lhe em visão: “Levanta-te e vai à Rua Direita; procura na casa de Judas um homem de Tarso, chamado Saulo. Neste momento ele ora” (e Saulo viu numa visão um homem, chamado Ananias, entrar e impor-lhe  as mãos, para que recobrasse a vista). Ananias respondeu: “Senhor, tenho ouvido falar muito desse homem e do mal que fez aos santos em Jerusalém. Mesmo para cá ele trazia plenos poderes dos Príncipes dos Sacerdotes para meter em ferros todos os que invocam vosso nome”. O Senhor, porém, disse-lhe: “Vai, este homem é um instrumento de minha escolha, para levar o meu nome às nações e aos reis, assim como aos filhos de Israel. Vou ensinar-lhe a ele quanto tem de sofrer por meu nome”. Ananias foi. Chegando à casa, impôs as mãos a Saulo e disse-lhe: “São Paulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho, manda-me para te restituir a vista, e encher-te do Espírito Santo”. No mesmo instante, lhe caíram dos olhos como que escamas, e pode ver. Levantou-se e fez-se batizar.São Paulo ficou ainda alguns dias em Damasco com os discípulos; e logo pregou nas sinagogas, que Jesus é Filho de Deus.
        Os ouvintes ficaram admirados e diziam: “Não era ele, que em Jerusalém queria matar a todos que invocam o nome de Jesus ? Não veio aqui com a determinação de levá-los amarrados aos Príncipes dos Sacerdotes ?”  No entanto, Paulo ganhava de mais a mais, e levava a confusão no meio dos Judeus em Damasco, provando que Jesus é o Messias.
        Decorridos alguns dias, os judeus deliberaram, em conselho, matá-lo. Estas intenções chegaram ao conhecimento de Paulo.  Os judeus vigiavam as portas da cidade dia e noite, para que não escapasse. Mas os discípulos, tomando-o de noite, fizeram-no descer pela muralha dentro de um cesto.
        Chegando a Jerusalém, Paulo procurou achegar-se aos discípulos, mas estes o temiam, não acreditando na sua conversão. Então Barnabé tomou-o e levou-o aos Apóstolos. Contou-lhes que o Senhor tinha aparecido a São Paulo em caminho, e falou-lhes da coragem com que Paulo se tinha declarado, em Damasco, em favor do nome de Jesus. Desde então Paulo ia e vinha com eles em Jerusalém, e falava com toda a liberdade no nome do Senhor.
      São Paulo, dantes inimigo do nome de Cristo, tornou-se-lhe o maior defensor. Outrora recebia cartas com ordens de destruir as Igrejas e aprisionar os cristãos; depois, como Apóstolo, escreveu muitas epístolas, para suma edificação dos fiéis, epístolas cheias de sabedoria e do Espírito Santo. Conhecendo o mal que fizera, conhecendo a gravidade dos seus pecados, empenhou toda a energia na propaganda da doutrina de Jesus Cristo.
  Percorreu a Asia Menor, atravessou todo o Mediterrâneo em 4 ou 5 viagens. Elaborou uma teologia cristã e ao lado dos Evangelhos suas epístolas são fontes de todo pensamento, vida e mística cristãs. Além das grandes e contínuas viagens apostólicas e das prisões e sofrimentos por que passou, deve-se a ele que se denomina "servo de Cristo", a revelação da mensagem do Salvador, ou seja, as 13 Epístolas ou Cartas. Elas são a doutrina a Teologia do Novo Testamento, exposta por um Apóstolo. São Paulo, Apóstolo, sofreu o martírio em Roma. O ano é incerto, mas deve ter ocorrido entre 64 e 67.
  Duas festas litúrgicas foram criadas em homenagem a São Paulo. A primeira em 25 de janeiro, foi instituída na Gália, no século VIII, para lembrar a conversão do Apóstolo e entrou no calendário romano no final do século X. A segunda, lembrando o seu martírio a 29 de junho, juntamente com o do Apóstolo São Pedro, foi inserida no santoral (livro dos santos) e havia desde o século IV o costume de celebrar neste dia três Missas. A primeira na basílica de São Pedro no Vaticano, a segunda na basílica de São Paulo fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos dois Apóstolos tiveram de ser escondidas por algum tempo para subtraí-las à profanação. Há um eco deste costume no fato de que além da Santa Missa do dia é previsto um formulário para a Santa Missa vespertina da vigília.

Intróito/ 2. Tim. 1, 12.
Eu sei em quem acreditei e tenho certeza de que ele é poderoso o suficiente para manter meu depósito até o dia em que me julgar como um juiz justo.Sal. 138, 1-2.Senhor, tu me sondas e me conheces, sabes quando me sento e quando me levanto.V/. Glória Patri.

Coleta
Ó Deus, que ensinastes o mundo inteiro com a pregação do bem-aventurado Apóstolo Paulo, concedei-nos, suplicamos-vos, que hoje celebrando a sua conversão, nos apresentemos a vós imitando os seus exemplos.

Leitura da Epístola


I Atos dos Apóstolos 9, 1-22

1 Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes, 2 e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos a Jerusalém todos os homens e mulheres que achasse seguindo essa doutrina. 3 Durante a viagem, estando já perto de Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. 4 Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 5 Saulo disse: Quem és, Senhor? Respondeu ele: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. [Duro te é recalcitrar contra o aguilhão. 6 Então, trêmulo e atônito, disse ele: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu-lhe o Senhor:] Levanta-te, entra na cidade. Aí te será dito o que deves fazer. 7 Os homens que o acompanhavam enchiam-se de espanto, pois ouviam perfeitamente a voz, mas não viam ninguém. 8 Saulo levantou-se do chão. Abrindo, porém, os olhos, não via nada. Tomaram-no pela mão e o introduziram em Damasco, 9 onde esteve três dias sem ver, sem comer nem beber. 10 Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor, numa visão, lhe disse: Ananias! Eis-me aqui, Senhor, respondeu ele. 11 O Senhor lhe ordenou: Levanta-te e vai à rua Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso, chamado Saulo; ele está orando. 12 (Este via numa visão um homem, chamado Ananias, entrar e impor-lhe as mãos para recobrar a vista.) 13 Ananias respondeu: Senhor, muitos já me falaram deste homem, quantos males fez aos teus fiéis em Jerusalém. 14 E aqui ele tem poder dos príncipes dos sacerdotes para prender a todos aqueles que invocam o teu nome. 15 Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este homem é para mim um instrumento escolhido, que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel. 16 Eu lhe mostrarei tudo o que terá de padecer pelo meu nome. 17 Ananias foi. Entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Saulo, meu irmão, o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho, enviou-me para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo. 18 No mesmo instante caíram dos olhos de Saulo umas como escamas, e recuperou a vista. Levantou-se e foi batizado. 19 Depois tomou alimento e sentiu-se fortalecido. Demorou-se por alguns dias com os discípulos que se achavam em Damasco. 20 Imediatamente começou a proclamar pelas sinagogas que Jesus é o Filho de Deus. 21 Todos os seus ouvintes pasmavam e diziam: Este não é aquele que perseguia em Jerusalém os que invocam o nome de Jesus? Não veio cá só para levá-los presos aos sumos sacerdotes?22 Saulo, porém, sentia crescer o seu poder e confundia os judeus de Damasco,
 demonstrando que Jesus é o Cristo.

Gradual/ Galatas 2, 8-9
Aquele que agiu eficazmente em Pedro para torná-lo apóstolo, também agiu eficazmente em mim para me fazer apóstolo dos gentios, e eles reconheceram a graça de Deus que me foi concedida.
V /.1. Cor. 15, 10. A graça de Deus não foi estéril em mim; mas ainda permanece em mim.
Aleluia, aleluia/ Ps. 96.1.
 V /.O grande São Paulo, este vaso escolhido, é verdadeiramente digno de glória, aquele que mereceu ocupar o décimo segundo trono. Aleluia.


Sequência do Santo Evangelho
  
São Mateus 19, 27-29
27 Pedro então, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que deixamos tudo para te seguir. Que haverá então para nós? 28 Respondeu Jesus: Em verdade vos declaro: no dia da renovação do mundo, quando o Filho do Homem estiver sentado no trono da glória, vós, que me haveis seguido, estareis sentados em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. 29 E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna.

 Ofertório/Sal. 138, 17.
Ó Deus, quão singularmente honrados são seus amigos aos meus olhos! Seu império cresceu extraordinariamente forte.

Secreta
Pelas orações do apóstolo Paulo, santificai, Senhor, os dons do vosso povo, para que a sua oferta, que vos agrada, por vós instituída, se torne ainda mais agradável, por causa do patrocínio de aquele que intercede por nós.
 
Comunhão/  Lucas. 4, 22.
Em verdade vos digo que, vós que deixastes tudo e me seguistes, recebereis o cêntuplo e possuireis a vida eterna.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Depois da comunhão.
Santificado, Senhor, por este salutar mistério, suplicamos-te que nunca deixes de interceder por nós, aquele a cujo patrocínio nos deste para ser confiado.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.      

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

24 de janeiro dia de São Timóteo, Bispo e Mártir.

24/01 Terça-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Vermelhos
 Os termos  elogiosos com que São Paulo enaltece as virtudes de seu discípulo Timóteo, são provas do alto valor do mesmo.  Nas epístolas do Apóstolo das gentes lemos expressões como: meu diletíssimo  filho, meu fiel colaborador, servo de Cristo, meu Irmão e Servo de Deus no Evangelho, que não procura  a si, mas a Cristo, Nosso Senhor – todas referentes a Timóteo.  Timóteo nasceu em Listra, na Licaônia. O pai era pagão, casado com uma hebréia, de nome Eunice, mãe de Timóteo. Eunice abraçou a religião de Cristo, quando São Paulo esteve em Listra. De sua mãe Timóteo recebeu o espírito cristão. Na sua segunda chegada a Listra, São Paulo levou consigo o jovem Timóteo, na travessia pela Ásia Menor. Timóteo tinha então apenas 20 anos. Os dois Apóstolos passaram pela Macedônia, pregaram aos Tessalonicenses, aos Filipenses e aos Beroenses.  Os judeus expulsaram a São Paulo e ficou Timóteo continuando a obra da pregação. Mais tarde o vemos em Atenas, para onde o mestre o tinha mandado. Uma cruel perseguição, que viera sobre os cristãos em Tessalônica, fez com que Timóteo para lá voltasse, para confortar e consolar os irmãos em Cristo. De Tessalônica se dirigiu a Corinto, onde novamente se encontrou com São Paulo. Coincide com esta época a composição da epístola de São Paulo aos Tessalonicenses. De Corinto continuaram a viagem e chegaram a Jerusalém e Éfeso. São Paulo mandou Timóteo e Erasto para  Macedônia, com a ordem de arrecadar subsídios para os cristãos perseguidos em Jerusalém.   Havendo-se introduzido abusos na Igreja de Corinto, para lá voltou Timóteo, acompanhado de uma carta recomendatícia do mestre. (I Cor. 16, 10). Este o esperou na Ásia, para depois em sua companhia ir a Macedônia e Acáia. Voltando para a Palestina, o Apóstolo foi preso e passou dois anos na prisão. É provável que Timóteo tenha sido seu companheiro nesta nova provação. Paulo foi levado para Roma e Timóteo posto em liberdade. Quando Paulo voltou de Roma, Timóteo já era bispo, e nesta qualidade foi pelo mestre mandado para Éfeso, donde devia governar a Igreja da Ásia Menor.  Paulo achava-se na Macedônia, quando escreveu a I.ª epístola a Timóteo. Uma segunda foi escrita em Roma, em 65. Ambas as epístolas são documentos preciosíssimos, em que o grande Apóstolo revela a amizade que o ligava ao discípulo. Convida-o com muito empenho para que o visite em Roma e lhe dê a satisfação de vê-lo mais uma vez, antes de morrer; dá-lhe instruções úteis sobre o modo como  se deve haver com os hereges; prediz novas heresias e suas conseqüências, (2 Tim. 31, 2).  Das epístolas de São Paulo deduzimos que Timóteo era muito mortificado. Sofrendo de fraqueza de estômago, o mestre aconselhava-o tomar de vez em quando um pouco de vinho. São Timóteo é considerado primeiro Bispo de Éfeso, que lá se achava quando chegou São João Evangelista para assumir a direção das Igrejas da Ásia.
    As atas do martírio de São Timóteo, que datam do quinto ou sexto século, dizem da sua morte o seguinte: No ano de 97, quando era imperador Nerva, os pagãos fizeram uma grande festa em homenagem aos deuses, e nesta ocasião organizaram um préstito, cometendo muitas indignidades. São Timóteo, vendo esta abominação, pôs-se no meio dos idólatras e verberou-lhes energicamente o procedimento escandaloso. Esta franqueza apostólica provocou uma ira  tal da parte dos pagãos, que se precipitaram contra ele e o mataram a pedradas e pauladas.

Intróito/ Ecl. 45, 30.
O Senhor fez uma aliança de paz com ele e o estabeleceu como príncipe, para que a dignidade sacerdotal lhe pertencesse sempre.Sal. 131,1.Lembra-te, Senhor, de David e de toda a sua doçura.V/. Glória Patri.

Coleta
Deus Todo-Poderoso, olhe para a nossa fraqueza; e porque o peso dos nossos pecados nos supera, fortalece-nos pela gloriosa intercessão do Beato Timóteo, teu Mártir e Pontífice.

Leitura da Epístola

I Timóteo 6, 11-16
11 Mas tu, ó homem de Deus, foge desses vícios e procura com todo empenho a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão. 12 Combate o bom combate da fé. Conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e fizeste aquela nobre profissão de fé perante muitas testemunhas. 13 Em presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que ante Pôncio Pilatos abertamente testemunhou a verdade, 14 recomendo-te que guardes o mandamento sem mácula, irrepreensível, até a aparição de nosso Senhor Jesus Cristo, 15 a qual a seu tempo será realizada pelo bem-aventurado e único Soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16 o único que possui a imortalidade e habita em luz inacessível, a quem nenhum homem viu, nem pode ver. A ele, honra e poder eterno! Amém

Gradual/ Sal. 88, 21-23
Achei meu servo Davi, ungi-o com meu óleo sagrado; pois minha mão o ajudará e meu braço o fortalecerá.
V /.  O inimigo nunca terá vantagem sobre ele e o filho da iniqüidade não poderá prejudicá-lo.

Aleluia, aleluia/ Sal. 109, 4.
 V /.  Você é um sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque. Aleluia.

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 14,26-33
26 Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo. 28 Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la? 29 Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele, 30 dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar. 31 Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? 32 De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz. 33 Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo. 

Ofertório/Sal. 88, 25.
A minha verdade e a minha misericórdia estarão com ele e pelo meu nome surgirá o seu poder.

Secreta
Senhor, aceita em tua bondade estas hóstias que te são oferecidas em memória dos méritos do Beato Timóteo, teu Mártir e Pontífice; e levá-los a obter assistência contínua para nós.
 
Comunhão/ Sal. 88, 36 e 37-38.
Eu jurei a ele uma vez por minha santidade, sua raça permanecerá para sempre e seu trono será como o sol na minha presença; e como a lua que durará para sempre, e a testemunha que está no céu é fiel.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Depois da comunhão.
Cheios de participação neste dom sagrado, suplicamos-te, Senhor nosso Deus, por intercessão do Beato Timóteo, teu Mártir e Pontífice, que nos faças sentir o efeito do sacrifício que celebramos.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

23 de janeiro dia São Raimundo de Penaforte, Confessor.

23/01 Segunda-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos
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  São Raimundo de Penaforte, do catalão Raimon de Penyafort (Vilafranca del Penedès, c. 1175 - Barcelona, 6 de Janeiro de 1275) é o santo patrono da lei canónica e dos advogados canônicos.
    São Raimundo dedicou-se desde jovem aos estudos filosóficos e jurídicos. Aos 20 anos de idade ensinava filosofia e direito canónico em Barcelona, onde foi cónego. Em 1210 foi ensinar para Bolonha (Itália), onde ficou até 1222. Foi capelão do papa Alexandre IV, e confessor de do rei Jaime I de Aragão, ao qual repreendeu pela vida licenciosa.
  Entrou depois na Ordem dos Pregadores, no convento de Santa Catalina e fez uma interveção na proclamação da cruzada contra Maiorca.
  A sua colaboração com Pedro Nolasco foi essencial na fundação da Ordem de Nossa Senhora das Mercês para a Redenção dos Cativos, obtendo o consentimento de Jaime I para a fundação da Ordem.Por ordem do Papa Gregório IX, voltou a Roma em 1230 para editar a colecção das «Decretais» e fazer a codificação da Lei canónica, que previamente estava espalhada por inúmeros documentos. A sua orgazição tornou-se um padrão por quase 700 anos, e a Lei canónica foi completamente codificada só em 1917.
Porém, quando o Papa disse que iria nomeá-lo Arcebispo de Tarragona, sentiu-se tão consternado que caiu gravemente enfermo. Quando os seus conhecidos amigos Dominicanos de Bolonha chegaram em Barcelona, abandonou tudo para vestir o hábito branco de São Domingos.
Em 1238 tornou-se terceiro Superior da Ordem Geral dos Dominicanos, por dois anos visitando a pé todos os conventos da Ordem. Redigiu também as suas novas constituições, promulgadas em Paris em 1240), apesar de renunciar ao seu cargo alegando motivos de fraca saúde.
Durante este tempo dedicou-se a converter judeus e muçulmanos ao Catolicismo a unica religião de Cristo, e para cumprir este objectivo introduziu o ensino das línguas árabe e hebraica nas escolas dos dominicanos.
Exercendo a sua influência sobre o Jaime I de Aragão, persuadiu-o a convocar um debate público sobre o judaísmo e o cristianismo, entre Moshe ben Nahman (também chamado El Rab de España ou Bonastruc de Porta), um rabino de Gerona, e Pablo Christiani, um judeu convertido de Montpellier que pertencia à Ordem Dominicana. Neste debate, que teve lugar no palácio real de Barcelona (20-24 de Julho de 1263), na presença do rei e do alto clero, Raimundo teve um papel importante. Liderava os teólogos presentes e, com a concordância do rei, deu liberdade de expressão ao rabino, mas observando que não deveria blasfemar contra o cristianismo. A isto, Moshe ben Nahman respondeu que sabia o que as leis da propriedade exigiam. No sabbath imediatamente após o debate, os cristãos visitaram a sinagoga, onde Raimundo pregou a Santíssima Trindade, negada pelo rabino.
Raimundo obteve a permissão de Jaime I para que Pablo Christiani continuasse as suas viagens missionárias, e também a ordem para que todos os judeus sob a sua soberania fossem obrigados a ouvir os sermões deste e de todos os outros dominicanos. Para além disso, deu um prazo de três meses para eliminar dos livros destes tudo o que estivesse contra a religião cristã. A comissão de censura nomeada consistia em Arnaldo de Guerbo, bispo de Barcelona, Raimundo, e os dominicanos Arnoldo de Legarra, Raymundo Martin (autor de Pugio Fidei) e Pedro de Janua, ou Génova.
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  Muitos e  grandes milagres obrou Deus por meio do seu servo, dos quais o mais conhecido é o seguinte:  Jaime I, rei de Aragônia, era penitente de Raimundo. Numa viagem que ia fazer à Ilha Majorca, desejava ter seu confessor como companheiro.   No mesmo trajeto, o rei levou uma mulher, com a qual  tinha relações ilícitas. Raimundo muito lhe pediu que a despedisse,  no que o rei prometeu atendê-lo, mas a mulher ficou.   Chegados a Majorca,  Raimundo fez  a  sua permanência na côrte depender do afastamento da concubina da  casa real; no caso contrário, voltaria  para Barcelona .  Jaime ordenou a  todos os barqueiros e proprietários de navios que, sob pena de morte, nenhum se  atrevesse a transportar  o frade para a Espanha. Raimundo, ignorando a  ordem do Rei, dirigiu-se  ao porto, para embarcar num daqueles navios que  iam para o continente,  mas não achou entre os marinheiros  quem  o  quisesse transportar. Adiantou-se então o santo homem até um rochedo, que estava mais para dentro do mar, tomou a capa, estendeu sobre a água, tomou o bastão, fez o sinal da cruz e pôs-se sobre a capa, como se entrasse numa barca. Chamou um companheiro para que fosse com ele. Este, porém, não teve o ânimo de seguí-lo e, estupefato, presenciou aquele singular embarque. Raimundo pôs então o bastão no meio, levantou uma parte da capa a  modo de vela, uniu-a com a extremidade do bordão e  começou a navegar.  Em seis horas fez a viagem até barcelona percorrendo uma distância de  160 milhas.  Chegando a Barcelona, saltou em terra, tirou a  capa, que estava enxuta, e foi para o convento.
  Aos 70 anos voltou a ensinar. Foi também um escritor fecundo.  Entre os seus escritos, destaca-se a Summa Casuum para a administração recta e proveitosa do sacramento da Penitência, e também a Summa de poenitentia et matrimonio, a Summa contra gentes sobre muçulmanos e judeus e a Summa pastorales.
Raimundo morreu em 6 de Janeiro de 1275 e está enterrado na catedral de Barcelona. O papa Clemente VIII procedeu à sua canonização em 29 de Abril de 1601. É o santo padroeiro da Lei canónica e dos seus advogados, e na Espanha é padroeiro de todos os advogados. A sua festa religiosa celebra-se a 23 de Janeiro.

Intróito/Salmos 36, 30-31.

A boca do justo ponderará a sabedoria, e a sua língua proferirá equidade; a lei do seu Deus está em seu coração. Sl. Ibid., 1.Não tenha inveja dos ímpios e não tenha ciúmes dos que praticam a iniquidade..V /Gloria Patri.

Coleta

Ó Deus, que escolhestes o Beato Raimundo para fazer dele um admirável ministro do sacramento da penitência e o conduzistes pelas águas do mar de maneira admirável, concedei-nos esta graça de que, por sua intercessão, possamos dar frutos dignos da penitência e chegar ao porto da salvação eterna.

E recordamos Santa Emerentienne, Virgem e Mártir:Indulgéntiam nobis, quǽsumus, Dómine, beáta Emerentiána Virgo and Martyr implóret: quæ tibi grata semper éxstitit, et mérito castitátis, et tuæ professióne virtútis. Por Dominum nostrum. Que a Bem-aventurada Emerentiana, Virgem e Mártir, nós vos suplicamos, Senhor, implore para nós a vossa misericórdia, ela que sempre vos agradou, e pelo mérito de sua castidade, e pela profissão que fez de uma força de alma de qual você é a fonte.


 
Leitura da Epístola

Eclesiástico 31,8-11

8 Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros! 9 Quem é esse homem para que o felicitemos? Ele fez prodígios durante sua vida. 10 Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito, está reservada uma glória eterna: ele podia transgredir a lei e não a violou; ele podia fazer o mal e não o fez. 11 Por isso seus bens serão fortalecidos no Senhor, e toda a assembléia dos santos louvará suas esmolas. 

Gradual. Salmos 91, 13 e 14.Iustus ut palma florébit: sicut cedrus Líbani multiplicábitur in domo Dómini.Os justos florescerão como a palmeira e se multiplicarão como o cedro do Líbano na casa do Senhor.
V/. Ibid., 3. Ad annuntiándum mane misericórdiam tuam, et veritátem tuam per noctem.V/. Para anunciar sua misericórdia pela manhã e sua verdade à noite.
Aleluia, aleluia. V/. Iac. 1, 12. Beátus vir, qui sofreram tentação: quóniam, cum probátus fúerit, accípiet corónam vitae. Aleluia.Aleluia, aleluia. V/. Bem-aventurado o homem que sofre a prova com paciência, porque quando for provado receberá a coroa da vida. Aleluia.

Sequência do Santo Evangelho

 São Lucas 12,35-40
35 Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. 36 Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. 37 Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. 38 Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos! 39 Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. 40 Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem. 

Ofertório/ Salmos 88, 25.
Minha verdade e minha misericórdia estarão com ele e através do meu nome seu poder surgirá.

Secreta
Laudis tibi, Dómine, hóstias immolámus in tuorum commemoratióne Sanctórum: quibus nos et præséntibus éxui malis confidimus et futúris. Por Dominum. Nós te imolamos, Senhor, uma multidão de louvor em memória dos teus santos nos quais confiamos para obter o triunfo sobre os males da vida presente e escapar dos males da vida futura.

Pro Pro S. EmerencianaHóstias tibi, Dómine, beátæ Emerentiánæ Vírginis et Mártyris tuæ dicátas méritis, benígnus assúme: et ad perpétuum nobis tríbue proveníre subsídium. Por Dominum nostrum. Receba com bondade, Senhor, as hóstias oferecidas para honrar os méritos da Bem-aventurada Emerentiana, sua Virgem e Mártir, e conceda-nos ajuda contínua.

Comunhão/ São Matheus. 24.46-47.
Bem-aventurado o servo a quem o senhor, ao chegar, achar vigilante; em verdade vos digo que ele o porá sobre todos os seus bens.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Depois da comunhão.
Refécti cibo potúque cælésti, Deus noster, te súpplices exorámus: ut, in cuius hæc commemoratióne percépimus, eius muniámur et précibus. Por Dominum. Alimentados pela comida e bebida celestiais, rogamos e suplicamos a ti, ó nosso Deus, que nos concedas a ajuda das orações daquele em cuja festa as recebemos.

Pro Pro S. EmerencianaDivíni múneris largitáte satiáti, quǽsumus, Dómine, Deus noster: ut, intercedénte beáta Emerentiána Vírgine et Mártyre tua, in eius sempre participatióne vivámus. Por Dominum. Cheios da grandeza do vosso dom celestial, nós Vos suplicamos, ó Senhor nosso Deus, que a bem-aventurada Emerentiana, vossa Virgem e Mártir, intercedendo por nós, vivamos sempre da participação neste sacramento.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

domingo, 22 de janeiro de 2023

Terceiro Domingo depois da Epifania

22/01 Domingo depois da Epifania
Festa de Segunda Classe
Paramentos Verdes 


Intróito/ Sal. 96, 7-8.
Adore a Deus, todos os seus anjos, Sião ouviu e se alegrou, e as filhas de Judá se alegraram.Ps. Ibid., 1.Senhor é rei; regozije-se a terra, regozijem-se todas as ilhas.V/. Glória Patri.

Coleta
Deus todo-poderoso e eterno, olhe favoravelmente para nossa fraqueza e estenda a mão direita de sua majestade para nos proteger.

Leitura da Epístola de 

São Paulo Apóstolo aos Romanos 12,16-21
Meus irmãos: Não queirais ser sábios aos vossos olhos. Não torneis mal por mal a ninguém, procurando fazer bem, não só diante de Deus, mas também diante dos homens. Se é possível, tanto quanto depende de vós, tende paz com todos os homens. Não tireis vingança pessoal, ó caríssimos, mas dai lugar à ira de Deus, porque está escrito: a mim pertence a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor. Antes, se o teu inimigo tem fome dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de comer; porque fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

Gradual/ Sl. 101, 16-17
As nações temem o teu nome, Senhor, e todos os reis da terra, a tua glória.
V /.  Porque o Senhor construiu Sião e será vista em sua majestade.

Aleluia, aleluia/ Ps. 96.1.
 V /. O Senhor é rei: regozije-se a terra, regozijem-se todas as ilhas. Aleluia.

Sequência do Santo Evangelho segundo 

São Mateus 8, 1 -13.
Naquele tempo: Tendo Jesus descido do monte, uma grande multidão o seguiu. E eis que, aproximando-se um leproso o adorava, dizendo: Senhor, se tu queres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: Quero, sê purificado. E logo ficou purificado da sua lepra. E Jesus disse-lhe: Vê, não o digas a ninguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e faz a oferta que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho. E, tendo  entrado em Carfarnaum, aproximou-se dele um Centurião, fazendo-lhe uma súplica, e dizendo: Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre cruelmente. E Jesus disse-lhe: Eu irei e o curarei. Mas o Centurião, respondendo, disse: Senhor, eu não sou digno que entreis na minha casa; dizei, porém, uma só palavra, e meu servo ficará curado. Pois também eu sou um homem sujeito a outro, tendo soldados às minhas ordens e digo a um: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faz isto, e ele o faz. E Jesus ouvindo isto, admirou-se, e disse para os que o seguiam: Em verdade vos digo, não achei fé tão grande em Israel. Digo-vos, porém, que virão muitos do Oriente e do Ocidente, e se sentarão com Abraão e Isaac e Jacó nos reinos dos Céus, enquanto que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. Então disse Jesus ao centurião: Vai, e seja-te feito conforme creste. E naquela mesma hora ficou curado o servo.


Ofertório/Sal. 117, 16 e 17.
A destra do Senhor fez brotar o seu poder, a destra do Senhor me exaltou. Não morrerei, mas viverei e contarei as obras do Senhor.

Secreta
Rogamos-te, Senhor, que esta hóstia nos purifique de nossas faltas, e que santifique os corpos e as almas de teus servos para celebrar o sacrifício.
 
Comunhão/  Lucas. 4, 22.
Todos admiravam as palavras que saíam da boca de Deus.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Depois da comunhão.
Vos suplicamos, Senhor, que nos concedeis a graça de participar de tão grandes mistérios, tornai-nos dignos de receber verdadeiramente seus efeitos.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

22 de janeiro dia de São Vicente e São Anastácio, Mártires.


+ 304 e 628. São Vicente foi um valoroso diácono de Zaragoza, que enfrentou toda sorte de tormentos para provar sua fidelidade a Cristo. Desempenhou-se com tanta proficiência deste cargo, que a diocese de Saragossa se distinguiu pelo espírito de piedade. Quando Diocleciano principiou a perseguição, apareceu na Espanha seu emissário Daciano, com ordem de exterminar a Santa Igreja Católica naquele país. Valério e Vicente foram as primeiras vítimas. Valério  foi mandado ao desterro, e Vicente submetido a cruéis torturas. Tão desumanas foram, que – assim opina Santo Agostinho – para sofre-las era preciso uma assistência divina especial. O mesmo  Santo Padre elogia São Vicente uma paciência angélica, uma tranquilidade imperturbável e uma paz tão extraordinária, que causou admiração e espanto até aos próprios algozes. Daciano, ao ver isto, não pôde dominar a fúria, que se lhe manifestava no olhar faiscante e na voz trêmula. Ferro e fogo foram os instrumentos de que Daciano se serviu, para martirizar o santo diácono. Mas Deus não abandonou seu servo. O cárcere do mártir encheu-se de grande luz, e os Anjos desceram, cantando com Vicente o louvor de Deus. O próprio carcereiro, vendo este espetáculo, converteu-se ao cristianismo e recebeu o batismo. Os cristãos a que antes era vedado entrar em comunicação com o diácono-mártir, aproximaram-se-lhe, beijaram-lhe as feridas e embeberam panos em seu sangue, guardando-os como preciosas relíquias. Para que os cristãos nada pudessem fazer com o corpo do mártir, Daciano deu ordem que fosse lançado num pântano, mas um corvo defendeu-o contra as feras. Mandou então que o atirassem  ao mar, mas o mar despejou-o. Os cristãos tomaram o corpo e sepultaram-no numa capela perto  de valência. Mais tarde as santas relíquias foram transportadas para a abadia de Castres, em Languedoc,  na França, ocasião em que se observaram muitos milagres.

+ 304 e 628 E Santo Anastácio foi um monge persa, decapitado com outros 70 cristãos pelo rei Cosroes.Chosroas,  rei da Pérsia, tomou Jerusalém em 614 e nesta ocasião se apoderou do santo Lenho e levou-o consigo. Deus serviu-se desta circunstância, para operar a salvação de muitos Persas. Um deles foi Anastácio, filho de um célebre feiticeiro. A santa Cruz, de que tanto se falava, excitou-lhe também a curiosidade e desejo de vê-la.
      Sem ter a intenção de abraçar a religião de Cristo, nela se instruiu e a admiração crescia-lhe, à media que se aprofundava nos santos mistérios. Depois de algum tempo, se dirigiu a Hierápolis, hospedando-se em casa de um artista cristão. Este, no intuito de fazê-lo conhecer a fundo a religião cristã, convidou-o para assistir a Santo Sacrificio da Cruz e conhecer mais profundo a vida cristã. As santas imagens, as representações dos santos mártires tocaram-lhe o coração bem ao vivo e despertaram-lhe o desejo de, como eles, um dia poder sacrificar a vida em testemunho da Fé, que estava prestes a abraçar. Após longa preparação, recebeu o santo Batismo e entrou para um convento em Jerusalém. Tinha um zelo tão vivo e ardente, que em pouco tempo, entre os irmãos, era o primeiro em virtude e santidade. Tinha por leitura predileta, além da Bíblia, a história dos mártires. As lutas e vitórias, os triunfos dos heróis comoviam-no até lágrimas e cada vez mais pronunciado se lhe tornava o desejo de morrer pela Fé, o que fez com que saísse do convento e se dirigisse a Cesaréia, na Palestina. Vendo entre os soldados alguns que cometiam atos vergonhosos, censurou-os energicamente. Este rigor chamou a atenção do governador, que suspeitava de Anastácio um espião e mandou-o prender. Perguntado pela religião que professava, Anastácio respondeu que tinha abandonado a magia, para ser cristão.
      Não faltaram promessas e ameaças para fazê-lo renunciar à Fé – Santo Anastácio permaneceu firme. Seguiram-se então os maus tratos e verdadeiras torturas. Anastácio, porém, para tudo só tinha uma resposta: “Sou cristão, e como cristão quero morrer”.
      São Justino, seu abade, sabendo dos sofrimentos que o súdito sofria por amor de Cristo, mandou que a comunidade rezasse pelo pobre perseguido, para que não lhe faltasse a graça divina. Destacou dois monges, que o deviam visitar e consolar.
      Da Palestina foi Santo Anastácio, por ordem do imperador, transportado para a Pérsia. Lá o esperava o martírio tão almejado. Chosroas envidou primeiro todos os esforços para afastá-lo da religião cristã. Ofereceu-lhe uma alta patente no exército; permitiu-lhe viver como simples monge, contanto que só verbalmente negasse a Fé cristã, embora de coração continuasse fiel discípulo de Cristo: “Que mal poderia causar esta negação?  Poderá haver nisto uma ofensa a Cristo, se de coração com ele ficas unido?” Anastácio declarou que teria horror  até da sombra da hipocrisia. De novo lhe foram oferecidas colocações honrosas.
      A resposta de Anastácio foi a mesma: “A pobreza do meu hábito – disse ao general – fala-te eloqüentemente do desprezo que tenho pelas vaidades do mundo. Honras e riquezas de um rei, que hoje existe e amanhã será pó, não me tentam!”  Vendo assim frustradas as tentativas , o rei recorreu à tortura. Cada dia era aplicado um novo tormento, experimentada nova provação. Anastácio, porém, preferiu sofrer a negar a Fé. O dia  22 de janeiro de 628 trouxe-lhe afinal a salvação e a glória. Esgotadas a paciência e crueldade do rei, deu o mesmo ordem de enforcar e decapitar o santo mártir.
      Pouco antes da morte, Anastácio tinha predito a morte do tirano Chosroas. Esta profecia realizou-se dez dias depois, quando o imperador Heráclito invadiu e conquistou a Pérsia.O corpo do Santo, que tinha sido atirado aos cães, foi por estes respeitado. Os fiéis resgataram-no e deram-lhe sepultura no convento de São Sérgio. As relíquias foram mais tarde transportadas para Constantinopla e de lá para Roma.Santo Anastácio é padroeiro dos ourives, porque gozava da hospitalidade de um ourives, por ele instruído na religião. È invocado também em grandes tentações e em casos de possessão diabólica, porque pela aplicação das suas relíquias a um médico persa, possesso, este ficou livre da possessão.

   Resistemos com a graça de Deus e da Virgem Maria pela intercessão destes santos mártires a nunca negarmos a nossa Fé na Santa Doutrina Tradicional da nossa Santa Igreja Católica Apostólica Romana.
Como diz: Nosso Senhor quem perseverar ate o fim, será salvo.(São Mateus 24,13)


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.