sexta-feira, 19 de julho de 2019

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCXXIII (623)- (22 de junho de 2019)



O Concílio virou a religião de cabeça para baixo
Com Deus agora servindo ao homem, com o homem coroado.

Em seu livro “Prometeo, la religión del hombre”, o Pe. Álvaro Calderón apresenta o Vaticano II como sendo essencialmente um humanismo, disfarçado de catolicismo pelos oficiais da Igreja. Esse disfarce deu uma autoridade sem precedentes ao humanismo, e exigiu uma habilidade sem precedentes para que fosse montado. Ora, o humanismo surgiu no século XIV para defender valores puramente humanos contra as exigências supostamente não humanas da pobreza, da castidade e da obediência da Idade Média católica, e também contra a autoridade da Igreja que supostamente tratava seres humanos como crianças. Assim, para afirmar a dignidade humana, o humanismo afirmará a liberdade humana, e dará origem ao liberalismo nos séculos XVII e XVIII, e ao superliberalismo nos séculos XX e XXI. À falsa liberdade desse superliberalismo, o Vaticano II se esforçará para adaptar a verdadeira Igreja de Deus. Assim, o Concílio “libertará” a mente do homem pelo subjetivismo, sua vontade pela “consciência”, e sua natureza fazendo com que seja servida pela graça, em vez de ser elevada pela graça.

O subjetivismo é o erro de tornar a verdade independente do objeto e, consequentemente, dependente do sujeito humano. Em última análise, isso resulta em pura loucura, que o Vaticano II queria evitar, ainda que quisesse subjetivismo suficiente para garantir a liberdade de pensamento. Por isso, recorreu à "insuficiência das fórmulas dogmáticas".

Ora, é verdade que nenhuma palavra humana pode dizer ou expressar a plenitude das realidades divinas, mas as palavras podem dizer algo, como por exemplo: “Deus existe” é verdadeiro, enquanto que “Deus não existe” é falso. Portanto, as palavras não são totalmente inadequadas para expressar dogmas; e, de fato, se eu creio em vários dogmas expressos em palavras, como a Igreja exige de todo católico, posso salvar minha alma. Mas o Vaticano II (Dei Verbum) diz que Deus se revela, não por uma doutrina em palavras, mas Ele mesmo é conhecido pela experiência subjetiva, não por palavras objetivas. Assim, as doutrinas podem ir e vir sem tocarem as realidades por trás delas, e assim o Vaticano II pode mudar os dogmas sem supostamente afastar-se da Verdade ou da Tradição! Portanto, todos os tipos de teologia são lícitos, e todos os tipos de religiões também o são! Portanto, a superioridade do cristianismo é meramente cultural!

Então, como o Vaticano II libera a vontade? Já está liberada. Se não há mais verdade ou falsidade, então é igualmente verdadeiro ou falso que roubar e mentir são errados. Em última instância, mais uma vez, essa posição termina em completa loucura; assim, como o Vaticano II afirmará a liberdade da mente e, ao mesmo tempo, evitará a dissolução de toda a moral? Pela "consciência". Dentro do coração de cada homem, mas sem palavras, Deus fala por uma inclinação moral para o bem e para longe do mal, de modo que nenhuma palavra pode ser adequada, mas com uma substância inalterável ao longo de todas as épocas. Assim, minha vontade não está restringida pelos Dez Mandamentos desde fora de mim, mas eu me inclinarei livremente desde dentro, permanecendo assim livre para fazer o que é certo. Mas, na realidade, eu o farei? – e quanto ao pecado original? Na realidade, a moral é objetiva, é racional, e pode e deve expressar-se em regras universais. A mera "consciência" subjetiva é fraca demais para resistir ao pecado original.

Finalmente, como o Vaticano II coloca a graça de Deus abaixo, em vez de acima, da natureza do homem? “A graça aperfeiçoa a natureza” é um princípio católico clássico, de modo que a graça aperfeiçoa o homem ao reparar sua mais alta qualidade, sua liberdade, que é escravizada pelo pecado. Assim, a graça de Cristo liberta e serve à natureza do homem, revelando o homem a si mesmo (Gaudium et Spes, n. 24), pela Encarnação. Mas a Encarnação não revelou primeiro Deusao homem?

Em conclusão, o Pe. Calderón mostra como o Vaticano II, embora fundamentalmente humanista, embeleza o humanismo com condecorações católicas: liberdade, sim, mas à imagem de Deus! Subjetivismo, sim, mas da verdade interior, incluindo o mistério de Deus, que revela o próprio mistério do homem! Consciência, sim, mas naturalmente participando da Lei Eterna, para que os homens a cumpram naturalmente, para que a vontade de Deus esteja em sintonia com a vontade do homem! Graça, sim, mas aperfeiçoando a natureza do homem, libertando-nos da escravidão do pecado! Assim, quão mais belo é o humanismo decorado pela riqueza e pela herança da Igreja!

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.

19 de julho dia de São Vicente de Paula, Confessor

19/07 Sexta-feira
Festa de Terceira Classe
      Paramentos Brancos

  São Vicente de Paulo nasceu em uma terça-feira de Páscoa, em 24 de abril de 1581, na aldeia Pouy, sul da França. Vicente foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo (Jean de Paul) e Bertranda de Moras (Bertrande de Moras), camponeses profundamente católicos. Seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda. Desde cedo destacou-se pela notável inteligência e devoção. Fez seus primeiros estudos em Dax, onde, após 4 anos, tornou-se professor. Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse. Foi ordenado sacerdote, aos dezenove anos, em 23 de setembro de 1600. Ordenou-se padre e logo passou pela primeira provação: uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança - uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha. No retorno desta viagem a Marselha, em 1605, o navio em que se encontrava foi atacado por piratas turcos. Pe. Vicente sobreviveu ao ataque, mas foi feito prisioneiro. Os turcos o conduziram a Túnis, onde foi vendido como escravo para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, foi herdado pelo sobrinho do químico, que o vendeu para um fazendeiro, um renegado, que antes era católico e, com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. Ele tinha três esposas: uma era turca e esta, ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou-se e quis saber o significado do que ele cantava. Ciente da história, ela censurou o marido por ter abandonado uma religião que para ela parecia tão bonita. O patrão de Pe.Vicente arrependeu-se e propôs a ele uma fuga para a França, que só se realizou dez meses depois, já em 1607. Eles atravessaram o Mar Mediterrâneo em uma pequena embarcação e conseguiram chegar à costa francesa. De Aigues-Mortes foram para Avinhão, onde encontraram o Vice-Legado do Papa. Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente, retornando à Igreja Católica. Vicente e o renegado ficaram vivendo com o Vice-Legado e, quando este precisou viajar a Roma, levou-os em sua companhia. Durante a estada na cidade, Pe. Vicente frequentou a universidade e se formou em Direito Canônico. E o renegado foi admitido em um mosteiro, onde se tornou monge. O Papa precisou mandar um documento sigiloso para o Rei Henrique IV da França e Pe. Vicente foi escolhido como fiel depositário. Devido a sua presteza, o Rei Henrique IV nomeou-o Capelão da Rainha Margarida de Valois, a rainha Margot. Pe. Vicente era encarregado da distribuição de esmolas aos pobres e fazia visitas aos enfermos no hospital de caridade em nome da rainha. Após o assassinato de Henrique IV da França, em 1610, São Vicente passou um ano na Sociedade do Oratório, fundada pelo Cardeal Pierre de Bérulle. Mais tarde, padre Bérulle foi nomeado Bispo de Paris e indicou Vicente de Paulo para vigário de Clichy, subúrbio de Paris. Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes. Atendendo a um pedido de padre Berulle, partiu e foi ser o preceptor dos filhos do general das galés e residir no Palácio dos Gondi. Naquele período, a Marinha francesa estava em expansão e, para resolver o problema da mão-de-obra necessária para o remo, era costume a condenação às galés por delitos comuns. Vicente empenhou-se nesta missão, lutando por mais dignidade para estes prisioneiros, que viviam em condições sub-humanas. No trabalho em favor dos condenados às galés chegou até a se colocar no lugar de um deles para libertá-lo. As propriedades da família dos Gondi eram muito grandes e Pe. Vicente e a senhora de Gondi faziam visitas às famílias que residiam nestas propriedades. Foi assim que o Pe. Vicente percebeu como era necessária a confissão deste povo. Conseguiu outros padres para as confissões, pois eram muitos os que queriam esse sacramento. Pe. Vicente esteve nas terras da família Gondi por cinco anos. Foi a Paris e, mais tarde, a pedido do Pe. Berulle, voltou para a casa dos Gondi por mais oito anos. Sua piedade heróica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. Vendo o abandono espiritual dos camponeses, fundou a Congregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do "pobre povo do interior". A Congregação da Missão demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633 para receber a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo-a.Em 1643, Luís XIII pediu para ser assistido, em seu leito de morte, por Vicente, tendo morrido em seus braços. A seguir foi nomeado pela Regente Ana d'Áustria, de quem era o confessor, para o Conselho de Consciência (para assuntos eclesiásticos dessa Regência).Num apelo que o padre Vicente fez durante sermão em Châtillon, nasceu o movimento das Senhoras Damas da Caridade (Confraria da Caridade). A primeira irmã de caridade foi a camponesa Margarida Nasseau, que contou com a orientação de Santa Luísa de Marillac e que, mais tarde, estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade, atuais Filhas da Caridade. De apenas quatro irmãs no começo, a Confraria conta, hoje, com centenas delas. Foi também ele o responsável pela organização de retiros espirituais para leigos e sacerdotes, através das famosas conferências das terças-feiras (Confraria de Caridade para homens).Inspirado por seu amor a Deus e aos pobres, Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de amor e caridade. Sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus. Existem diversas biografias suas, mas sabemos que nenhuma delas conseguirá descrever com total fidelidade o amor que tinha por seus irmãos necessitados. Muitos acham que a maior virtude de São Vicente é a caridade, mas sua humildade suplantava essa virtude. Sempre buscava o bem da Igreja. São Vicente de Paulo foi um pai dos Pobres e um reformador do clero. Basta dizer que as Conferências Vicentinas, fundadas por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, em 23 de abril de 1833, foram inspiradas por ele. Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos. Segundo São Francisco de Sales, Vicente de Paulo era o "padre mais santo do século". Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de junho de 1737. Em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII. 




Seu corpo está incorrupto.

Leitura da Epístola dos 

I Coríntios 4, 9-1 

9.Porque, ao que parece, Deus nos tem posto a nós, apóstolos, na última classe dos homens, por assim dizer sentenciados à morte, visto que fomos entregues em espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens.10.Nós, estultos por causa de Cristo; e vós, sábios em Cristo! Nós, fracos; e vós, fortes! Vós, honrados; e nós, desprezados!11.Até esta hora padecemos fome, sede e nudez. Somos esbofeteados, somos errantes,12.fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos!13.Chegamos a ser como que o lixo do mundo, a escória de todos até agora...14.Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas admoesto-vos como meus filhos muitos amados



Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 10, 1-9      

1.Depois disso, designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir.2.Disse-lhes: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.3.Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos.4.Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho.5.Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa!6.Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós.7.Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa.8.Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir.9.Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo. 


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.

Rezem todos os dias o Santo Rosário

quinta-feira, 18 de julho de 2019

18 de julho dia de São Camilo de Lellis, Confessor

18/07 Quinta-feira
Festa de Terceira Classe
      Paramentos Brancos

 São Camilo de Lellis (1550-1614) nasceu em Bacchianico, cidade do reino de Nápoles, Itália, no dia 25 de maio. Na idade de 6 anos perdeu o pai, oficial do exército. Mal sabia ler e escrever alistou-se no exército e, aos 18 anos apenas, tomou parte numa campanha contra os turcos. Gravemente doente, voltou a Roma, onde foi internado no hospital dos incuráveis. A paixão, porém, pelo jogo fez com que o demitissem daquele estabelecimento. Posto na rua, doente, pobre, procurou serviço como servente de pedreiro, trabalhando em seguida numa casa que os capuchinhos estavam construindo. Uma conversa que teve com o guardião do convento, abriu-lhe os olhos. Largou do jogo, fez penitência e invocou a misericórdia divina. Camilo tinha então 25 anos. Entrou na Ordem dos Capuchinhos, onde fez o noviciado e passou depois para os Franciscanos. Estes, porém, não lhe consentiram a permanência na Ordem, por causa de uma úlcera que tinha no pé, e que pelos médicos foi declarado incurávei. Dirigiu-se ao hospital Santiago, em Roma, onde foi aceito e como não tinha dinheiro ofereceu-se para trabalhar como servente e enfermeiro. Dedicou exclusivamente ao serviço dos enfermos. Observando que os pobres doentes sofriam muitas privações, em 1582 Camilo Lellis começou a procurar pessoas que aceitassem socorrer os pobres e doentes e criou uma Irmandade que teve o apoio do Papa Sisto V. Os primeiros irmãos eram leigos, mais em seguida alguns sacerdotes se juntaram à Irmandade. Adquiriram uma casa, onde moravam em comunidade. A Irmandade deu tão certo que em pouco tempo, Camilo teve que abrir novos Institutos na Itália, Sicília e outras partes da Europa. Seguindo ainda o conselho de São Filipe Nery e o exemplo de Santo Inácio, apesar de seus 32 anos, voltou ao estudo foi ordenado Sacerdote. Por ocasião da peste em Roma, embora doente e sofrendo dores horríveis no pé, ia de casa em casa, procurando, socorrendo e consolando os pobres doentes. Numerosos são os casos, em que foi visto levando nas costas os doentes ao hospital, onde os tratava com a maior dedicação. Quando a peste chegou em Milão e Nola, Camilo acompanhou-a levando consigo a caridade e zelo apostólico. Muitos doentes recuperaram a saúde só pela palavra e oração do Sacerdote. Em 1591 o Papa Gregorio XIV reconheceu a Irmandade como uma Ordem Religiosa. Camilo era humilde e, por causa da humildade era muito querido em Roma. Chorando sempre os pecados da mocidade, dizia-se indigno de morar entre os homens e merecedor do inferno. Palavras de elogios entristeciam e irritavam-no. Não permitia que o chamasse fundador duma Ordem e depois de 27 anos de Superior, pediu que lhe tirassem este fardo, e o pusessem debaixo da obediência. Camilo era caridoso para com os outros e severo para consigo. Muito doente e desenganado pelos médicos, Camilo recebeu o Santo Viático das mãos do Cardeal Ginnásio, protetor da Irmandade. Vendo a sagrada Hóstia disse, com as lágrimas nos olhos: "Alegro-me por me terem dito que entrarei na casa do Senhor. Reconheço Senhor, que sou dos pecadores o mais indigno de receber vossa graça". Camilo de Lellis faleceu em Roma no dia 14 de 7 de 1614. Enquanto os médicos preparavam seu corpo para o sepultamento, perceberam que a úlcera de seu pé havia desaparecido. Em 1746 foi canonizado por Bento XIV. São Camilo é padroeiro dos enfermos e dos hospitais.

Relíquia de São Camilo


Leitura da Epístola dos 


I São João 3, 13-18


13. Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. 14. Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. 15. Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino. 16. Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. 17. Quem possuir bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus? 18. Meus filhinhos não amem com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade.

Sequência do Santo Evangelho

São João 15, 12-16     
12.Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.13.Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.14.Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.15.Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.16.Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.
 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCXXII (622)- (15 de junho de 2019)

"PROMETEO" - I 

Novo Humanismo? Erros tão antigos como as montanhas,
Mas, na Igreja, causando males jamais vistos.

O Vaticano II foi um desastre para a Igreja Católica. Para o futuro da mesma Igreja, é essencial que os católicos que desejam salvar suas almas vejam por que ele foi um desastre. O Pe. Álvaro Calderón, professor de Filosofia e Teologia tomistas no Seminário da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em La Reja, na Argentina, escreveu há dez anos um livro que prova que o Vaticano II, desde dentro da Igreja, substituiu a religião de Deus pela religião do homem. A primeira das quatro partes do livro, para explicar o que foi o Vaticano II, começa com uma definição de três partes: foi a oficialização de um humanismo disfarçado de catolicismo.

Primeiramente, foi um humanismo, isto é, uma glorificação do homem em detrimento de Deus. A Idade Média foi seguida por uma série de humanismos, como o Renascimento, a Reforma e a Revolução Francesa, mas todas as vezes o humanismo pereceu, diz Calderón, porque rompeu com a Igreja Católica. Qual o resultado final? Duas guerras mundiais. Mas desta vez seriam os próprios clérigos que criariam o novo humanismo para encaixar-se com a Igreja Católica. Daí a oficialização sem precedentes do Vaticano II do que sempre foi um grave erro denunciado pela Igreja, mas desta vez os clérigos souberam como fazê-lo parecer católico. Assim, eles alcançariam o mundo moderno centrado no homem com seu novo humanismo, mas ao mesmo tempo estavam decididos a permanecer dentro da Igreja, supostamente para salvar tanto o homem moderno de seu ateísmo como a Igreja moderna de seu isolamento estéril. Na melhor das hipóteses, os clérigos do Vaticano II tinham boas intenções; e na pior das hipóteses sabiam que sua nova reconciliação de forças opostas não funcionaria, exceto para destruir a Igreja; mas isso é o que os piores dentre eles queriam.

Então, por que a nova reconciliação não funcionaria? Porque Paulo VI queria um novohumanismo: nem não humanamente orientado para Deus, como na Idade Média, nem reagindo excessivamente contra Ele como nos tempos modernos, mas um novo equilíbrio entre os dois excessos que mostraria que a maior glória de Deus coincide com a glória do homem. Por exemplo, o homem é a maior criação do seu Criador, e, portanto, glorificar o homem é também glorificar a Deus. E o homem é à imagem de Deus sendo livre, de modo que quanto mais livre ele é, mais ele glorifica a Deus. Portanto, promover a dignidade humana e a liberdade é glorificar não só o homem, mas também a Deus. No entanto, se alguém começa com a glória do homem, quem não pode ver o risco de deslizar de volta para a glória do homem? Ademais, Deus é o único e exclusivo Ser Perfeito, que não pode, portanto, precisar ou desejar algo fora de Sua própria glória intrínseca. Apenas secundariamente, para sua glória extrínseca, Ele pode querer ou desejar a bondade de qualquer criatura fora da Sua própria. Portanto, a verdade é que tanto Deus como o homem estão principalmente orientados para Deus, e Deus só pode ser secundariamente orientado para o homem.

Mas aqui estão algumas citações do documento do Vaticano II, Gaudium et Spes: “O homem é o centro e o cume de todas as coisas na terra... senhor e governador de toda a criação” (nº 12) – não é antes Deus? “O amor a Deus e ao próximo é o primeiro mandamento” (nº 24) – o próximo realmente aparece no primeiro mandamento? “O homem é a única criatura amada por Deus por si mesmo” (nº 24) – pelo homem em si mesmo? O desvio é grave, mas sutil, e nos próprios textos do Concílio é mais implícito do que explícito, mas aparece mais claramente no ensinamento da Igreja depois do Concílio, como, por exemplo, no Novo Catecismo (por exemplo, 293, 294, 299). De fato, diz o padre Calderón, o Concílio coloca o homem no trono da Criação, e Deus a seu serviço.

Da mesma forma, o Vaticano II vira a autoridade de ponta-cabeça. O humanismo está sempre contra a autoridade, mas o Novo Humanismo deve parecer católico, e por isso deve procurar um modo diferente para a autoridade de Cristo reinar na Igreja e no mundo modernos. Mas Cristo disse que veio para servir (Mt. XXV, 25-28). Assim, a neo-hierarquia se faria democrática de cima a baixo para servir ao homem moderno de uma maneira que ele entenda. Mas em que parte da neo-hierarquia estará a autoridade de Deus para elevar os homens ao Céu? Ela se dissolverá, e com a autoridade dissolvida na Igreja, a autoridade se dissolverá em toda parte, como vemos à nossa volta neste ano de 2019.

A Parte II do P. Calderón será o Novo Homem do Vaticano II; a Parte III, a Nova Igreja; e a Parte IV, a Nova Religião.

Kyrie eleison.
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.

17 de julho dia de São Aleixo, Confessor

17/07 Quarta-feira
Festa de Quarta Classe
Paramentos Verdes

  Santo Aleixo nasceu 350 em Roma, e era o único filho de uma família cristã rica e caridosa – seu pai era um patrício romano de nome Eufêmio e sua mãe chamava-se Aglais. Ele viveu durante o reinado do imperador Teodósio, o Grande, em 380 d.C. Desde jovem ele desejava deixar o luxo e servir a humildemente a Deus, porém seus pais já haviam organizado seu casamento, como era de costume à época. Após casar-se, durante sua noite de núpcias, antes de consumar o casamento, Santo Aleixo entregou um anel a sua noiva, dizendo-lhe “Guarde este anel e reze a Deus para que Ele esteja sempre conosco e Sua Graça nos traga uma nova vida”, e partiu da casa de seus pais em segredo em direção a caminho do Oriente. Vendeu tudo o que tinha, distribuiu seu dinheiro aos pobres e viveu, mendigando de porta em porta. Vivendo da caridade dos religiosos da igreja local, sempre rezando e participando da vida sacramental da Santa Igreja. Como era um homem de virtude e santidade, muitas pessoas vinham lhe procurar.Fixou-se em Edessa da Síria na Mesopotâmia, onde ficou por algum tempo este piedoso mendigo ao lado da Basílica do Apóstolo Tomé, repartindo com os pobres as esmolas que recebia. Diversos prodígios aconteciam com a sua presença, passou a ser chamado de "o homem de Deus" e venerado por sua santidade. Mas, teve de abandonar a cidade, porque desejava continuar no anonimato deixou Edessa. Sua intenção era ir até Tarso, para ficar na igreja de São Paulo, porém, o navio onde ele viajara foi desviado de sua rota por fortes ventos, e ele acabou aportando em outro local. Aleixo decidiu então retornar à casa de seu pai Roma, porém, após tantos anos,sofreu tanto que ficou transfigurado. Quando chegou em a casa do pai e disse: "Tende compaixão deste pobre de Jesus Cristo e permita-me ficar em algum canto do palácio". Não tendo reconhecido o próprio filho, ele o acolheu e mandou que o levasse para cuidar da cocheira dos animais. Viveu assim durante dezessete anos, na cocheira do seu próprio palácio, sendo maltratado pelos seus próprios criados e sem ser identificado pelos pais. Nesta cocheira dos animais da casa de seus pais, o santo continuava a jejuar e passava dia e noite em oração. Ele sofria troças constantes dos empregados, e as aceitava humildemente sem reclamar. Quanto estava próxima a hora de sua morte, ele pediu um pergaminho e escreveu uma carta contando quem era e quem eram seus pais, pedindo perdão a eles a à sua esposa. No dia de sua morte, Deus falou ao bispo de Roma, Inocêncio (402-417) durante a Liturgia, citando Mateus 11:28 e dizendo “Encontre na casa de Eufêmio o homem de Deus que partiu para a vida eterna, e peçam-lhe para rezar por esta cidade.” O bispo partiu a procura do “Santo Homem”, mas quando o encontraram na casa de seu pai ele já havia falecido. Seu rosto exibia uma expressão de serenidade e suas mãos fechadas seguravam sua carta, que não pôde ser retirada por ninguém. Após deitar seu corpo sobre uma cama e cobri-lo com tecidos finos, Inocêncio e a família de Eufêmio ajoelharam-se, pedindo ao santo para que abrisse suas mãos, no que suas preces foram atendidas. Ao ler a carta, todos se surpreenderam ao saber quem realmente era aquele mendigo tão humilde e bondoso. Seu corpo foi então enterrado com todas as honras na Igreja de São Pedro, em Roma, sendo transladado em 1216 para a Igreja de São Bonifácio. De seu túmulo até hoje escorre óleo de mirra, cujas propriedades milagrosas já curaram as doenças de inúmeros fiéis. Segundo uma antiga tradição romana, a casa do senador ficava no Monte Aventino. Em 1217, durante a construção da igreja dedicada à Santo Bonifácio, neste local as relíquias de Santo Aleixo foram encontradas. Por este motivo, o Papa Honório III decidiu que ela seria dedicada à Santo Aleixo. Outro grande devoto deste Santo, foi o Bispo Sérgio de Damasco, que viveu em Roma no final do século X. Ele acabou fundando o Mosteiro de Santo Aleixo, destinado aos monges gregos. No século XV, os Irmãos de Santo Aleixo o elegeram como patrono. Em 1817, a Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria o nomeou seu segundo patrono, como exemplo de paciência, humildade e de caridade a ser seguido. A Igreja manteve o dia de sua festa no dia 17 de julho, como sempre foi celebrada pela antiga tradição cristã.


Leitura da Epístola dos 

I São Pedro 3, 8-15
8 Finalmente, tende todos um só coração e uma só alma, sentimentos de amor fraterno, de misericórdia, de humildade. 9 Não pagueis mal com mal, nem injúria com injúria. Ao contrário, abençoai, pois para isto fostes chamados, para que sejais herdeiros da bênção. 10 Com efeito, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, refreie sua língua do mal e seus lábios de palavras enganadoras; 11 aparte-se do mal e faça o bem, busque a paz e siga-a. 12 Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e seus ouvidos, atentos a seus rogos; mas a força do Senhor está contra os que fazem o mal (Sl 33,13-17). 13 Se fordes zelosos do bem, quem vos poderá fazer mal? 14 E até sereis felizes, se padecerdes alguma coisa por causa da justiça! 
15 Portanto, não temais as suas ameaças e não vos turbeis. Antes santificai em vossos corações Cristo, o Senhor. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito. 

Sequência do Santo Evangelho

São Mateus 5, 20-24
20 Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus. 21 Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, mas quem matar será castigado pelo juízo do tribunal. 22 Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena. 23 Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

terça-feira, 16 de julho de 2019

16 de julho dia de Nossa Senhora do Carmo.

16/07 Terça-feira
Festa de Quarta Classe
Paramentos Verdes
Nossa Senhora do Carmo (ou Nossa Senhora do Monte Carmelo) é um título consagrado à Nossa Senhora. Este título apareceu com o propósito de relembrar o convento construído em honra da Santíssima Virgem Maria nos primeiros séculos do Cristianismo, no Monte Carmelo, em Israel. Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias) decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa "jardim". Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica. Atraídos ao Monte Carmelo, pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou "celas". Isto foi por volta de 1155, dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitavam-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho Profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças. A principal característica mariana é apresentar o Escapulário do Carmo, símbolo que representa o ato de se estar ao serviço do Reino de Deus e que traz muitas indulgências, graças e outros benefícios espirituais a quem assume este sinal e esta proposta.    

Epístola extraída do

Eclesiástico 24, 17-21
 17.Elevei-me como o cedro do Líbano, como o cipreste do monte Sião;* 18.cresci como a palmeira de Cades, como as roseiras de Jericó.* 19.Elevei-me como uma formosa oliveira nos campos, como um plátano no caminho à beira das águas. 20.Exalo um perfume de canela e de bálsamo odorífero, um perfume como de mirra escolhida; 21.como o estoraque, o gálbano, o ônix e a mirra, como a gota de incenso que cai por si própria, perfumei minha morada. Meu perfume é como o de um bálsamo sem mistura.*" 

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 11, 27-28 
27 Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! 28 Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam! 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCXXI (621)- (8 de junho de 2019)

“PROMETEU” – INTRODUÇÃO


A hipocrisia dos homens nunca cessará,
Mas o Vaticano II é a sua obra-prima.

Quando o Arcebispo Lefebvre pensava no futuro da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, esperava que ela contribuísse para os estudos dos 16 documentos do Concílio Vaticano II, porque esse era o principal arco através do qual chegava, na década de 1960, a multidão sem precedentes de problemas com os quais a Igreja e o mundo vêm sendo afligidos desde então. Sem dúvida, a Fraternidade contribuiu até certo ponto para esses estudos, mas, alguém bem poderia perguntar-se, seria ela mesma afligida (até a morte, como pensam alguns) hoje, do modo como o está sendo, se seus sacerdotes tivessem uma melhor compreensão da enfermidade do Vaticano II, que é atraente, altamente contagiosa e mortal para a verdadeira Fé?

No entanto, em 2010 apareceu em espanhol um estudo aprofundado do problema feito por um sacerdote argentino da Fraternidade, o Pe. Álvaro Calderón, um tomista plenamente qualificado que ensina filosofia e teologia no seminário da Fraternidade na Argentina. O título de seu livro é "Prometeo, La religión del hombre", e tem como subtítulo "Um ensayo para interpretar o Vaticano II". Suas 320 páginas concluem com a dramática acusação de que o Vaticano II é idolatria, e já em seus documentos, e não apenas em suas consequências. Diz-se que o livro teria sido traduzido para o francês, mas se essa tal tradução existe, certamente nunca apareceu, provavelmente para proteger a Neoigreja conciliar e sua descendência bastarda, a Neofraternidade. De qualquer forma, o livro precisa certamente ser traduzido e aparecer em vários idiomas.

Para ajudar a explicar por que estes “Comentários” tantas vezes culpam o Vaticano II, eles oferecerão aos leitores uma visão geral do livro em uma série de números. É uma tarefa perigosa apresentar em alguns poucos artigos, de cerca de 750 palavras cada um, um livro densamente argumentado de 320 páginas, mas é muito importante que os católicos tenham pelo menos uma ideia de toda a malícia do Vaticano II, o que justifica o esforço. Assim, esses artigos serão menos para os teólogos profissionais que exigem um pouco mais de profundidade e precisão para serem persuadidos, e mais para as almas comuns que buscam alguma explicação para a devastação da Igreja e do mundo que está sendo trabalhada ao redor delas. Para causar tal devastação, o Vaticano II tinha de ser profundo e coerente. Que estes temas dos “Comentários” sejam pelo menos suficientes para sugerir a profundidade e a coerência tomista do livro do Pe. Calderón.

A acusação de que o Vaticano II é idolatria não poderia ser mais séria, mas em seu livro ela está respaldada por uma série de referências aos 16 documentos do próprio Vaticano II, especialmente a Gaudium et Spes e a Lumen Gentium. O problema é que, como ele explica, por razões históricas os autores do Vaticano II tomaram um cuidado especial para disfarçar sua doutrina idólatra, de modo que ela não parecesse estar desalinhada com a Tradição Católica. O próprio Arcebispo Lefebvre, na época, assinou 14 dos 16 documentos, algo que jamais teria feito alguns anos mais tarde, quando os frutos do disfarce se tornaram claros. Portanto, os documentos são habilmente ambíguos, tendo uma letra e um espírito muito diferente. Portanto, até hoje tanto os católicos sinceramente fiéis à Igreja como os modernistas que buscam transformar a Igreja podem afirmar que a letra dos documentos é católica, mas a grande vantagem de uma análise como a do Pe. Calderón é argumentar a partir dos próprios documentos que o seu espírito é fabricar uma religião inteiramente nova centrada no homem. Assim, na realidade, o neomodernismo do Vaticano II é especialmente escorregadio e pérfido.

A edição espanhola de tal livro ainda está disponível? Espera-se que sim. Em todo caso, o editor está registrado como Luis María Campos 1592, Morón, Bs. As., Argentina, Tel. 4696–2094. No website https://www.scribd.com/document/116861810/PRH pode-se encontrar em 132 páginas o texto em espanhol do livro do Pe. Calderón.

O livro está em quatro partes: Parte I, o que o Vaticano II foi, uma definição; Partes II e IV, o que o Vaticano II fez; Parte II, um novo HOMEM; Parte III, uma nova IGREJA; Parte IV, uma nova RELIGIÃO. Nestes “Comentários Eleison” devem seguir quatro artigos (talvez interrompidos) correspondentes às quatro Partes.

Kyrie eleison.
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.