sexta-feira, 28 de agosto de 2015

FUNDAMENTOS DO CELIBATO SACERDOTAL

 https://crismabeloramo.files.wordpress.com/2012/09/ordem.jpg
Combater os teólogos liberais que trabalham para dissociar o sacerdócio católico do celibato dizendo que o sacerdócio católico é diferente no Novo Testamento e que ele nada tem a ver com o do Antigo Testamento, pois agora o padre é apenas um ministro da palavra como afirma o Concilio Vaticano II. Essa é uma visão protestante e herética
  Quando Nosso Senhor Jesus Cristo escolhe os seus apóstolos da a ordem que deixem casa, campo, pai, mãe, mulher e filhos por amor ao Reino dos Céus. Ele está imprimindo no coração sacerdotal o serviço do sacrifício do altar e que observem uma castidade perfeita’.” 
A Santa Igreja confirma e segue o que Nosso Senhor ensinou:
 
O Primeiro Concílio de Latrão (1123) e o Segundo Concílio de Latrão (1139) condenaram e invalidaram o concubinato e os casamentos de clérigos, impondo assim o celibato clerical Mas, é preciso salientar que o celibato obrigatório já foi decretado pelo Concílio de Elvira (295-302). Porém, como era apenas um concílio regional espanhol, as suas decisões não foram cumpridas por toda a Igreja . Outro passo importante na implementação do celibato foi dado no Primeiro Concílio de Niceia (323), que decretou que "todos os membros do clero estavam proibidos de morar com qualquer mulher, com exceção da mãe, irmã ou tia" (III cânon) . No final do século IV, a Igreja Latina promulgou várias leis a favor do celibato, que foram geralmente bem aceites no Ocidente, no pontificado de São Leão Magno (440-461). O Concílio de Calcedónia (451) proibiu o casamento de monges e virgens consagradas (XVI cânon).

Encíclica
AD Catholici Sacerdotii
O PAPA
Pio XI
ON do sacerdócio católico
 http://w2.vatican.va/content/pius-xi/it/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19351220_ad-catholici-sacerdotii.html
 
Celibato
32. intimamente ligada com a piedade, que virá sobre ele e sua beleza mesmo tão firmemente, que é outra pérola preciosa do sacerdote católico, a castidade, cujo perfeito guarda em sua totalidade são clérigos da Igreja latina , constituída grandes ordens como grave obrigação cuja violação também seria sacrilégio (72). E se as Igrejas Orientais não estão sujeitas a esta lei em todo o seu rigor, no entanto, mesmo entre eles é considerado celibato clerical; e, em alguns casos, especialmente nos graus mais elevados da hierarquia, que é um requisito necessário.
33. Mesmo com a simples luz da razão certa conexão entre essa virtude e do ministério sacerdotal pode ser vislumbrada. Sendo verdade que Deus é espírito (73), é o quão bem a pessoa deve ser dedicado e devotado a seu serviço, de alguma forma ser destituído de seu corpo. Os antigos romanos tinham vislumbrado esta conveniência. O orador mais famoso que tinha citado uma das suas leis, cuja expressão foi: "Os deuses, por favor, entre em contato com a castidade"; e faz com que este comentário sobre ele, "Manda a lei que vá aos seus deuses no castidade, entende-se a alma, onde tudo é, mas não exclui a castidade do corpo; o que isso significa é que aventajándose tanto a alma ao corpo, e observou o corpo ir com a castidade, muito mais tem que observar trazer a alma "(74). No Antigo Testamento, Moisés Old ordenou Arão e seus filhos, em nome de Deus, para não deixar a tenda e, portanto, para proteger a continência durante os sete dias que durou sua consagração (75).
34. Mas o sacerdócio cristão, como superior à antiga, pureza muito mais adequado. A lei do celibato eclesiástico, cuja primeira faixa gravada por escrito, que, obviamente, significa que a sua prática e mais antigo, está em um cânone do Concílio de Elvira (76) no início do século IV, a perseguição ainda está vivo, realmente faz mas dar força a uma certa obrigação e quase dizer exigência moral, que flui a partir das fontes do Evangelho e da pregação apostólica. A alta estima que o Divino Mestre mostrou ter castidade, exaltando como superior às forças regulares (77); Ela o reconhece como a flor da Virgem Mãe (78) e foi criado desde a infância na família virgem de José e Maria; vendo sua preferência por almas puras, como os dois Johns, Batista e Evangelista; audição, finalmente, como o grande Apóstolo dos Gentios, tão fiel intérprete da lei evangélica e a mente de Cristo, exalta na sua pregação o inestimável valor da virgindade, especialmente para a entrega contínua para o serviço de Deus: "O Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar a Deus "(79); este foi quase impossível não fazer sentir os sacerdotes da Nova Aliança o charme paradisíaco dessa virtude nobre, que aspira a ser o número daqueles que são capazes de entender esta palavra (80), e deixe a sua guarda voluntariamente obrigatório que logo foi, lei eclesiástica mais grave obrigatória, em toda a Igreja Latina. Bem, no final do século IV, o segundo Concílio de Cartago exorta-nos a manter-nos também que os apóstolos ensinaram, e que manteve os nossos antepassados ​​e (81).
35. E há textos, mesmo Padres Orientais ilustres, exaltando a excelência do celibato sacerdotal também afirmando que, nesse ponto, onde a disciplina era grave, foi um e como a sensação de ambas as Igrejas, latinos e orientais. San Epifanio atesta o final desse século IV que o celibato já é esticado para os sub-diáconos ", que ainda vive em casamento, ainda que em primeiro casamento e em ter filhos, a Igreja não permite-lhe para as ordens de diácono, padre , bispo ou subdiácono; suporta apenas a quem, ou deu-se a vida de casado com sua única esposa, ou já -viudo- você perdeu; que é praticado principalmente onde os sagrados cânones fielmente mantê-lo "(82). Mas quem é eloquente a este respeito é o diácono de Edessa e Doutor da Igreja universal, Santo Efrém, o Sírio justamente chamado, harpa do Espírito Santo (83). Dirigindo-se um de seus poemas para Bishop Abraão, seu amigo, ele diz: "Bem, você bloquear o nome, Abraão, porque foste feito o pai de muitos; mas não tendo nenhuma mulher como Abraão teve Sara, seu rebanho toma o lugar da mulher. Criar seus filhos em sua própria fé; ser o seu próprio filho no espírito, a semente prometida para alcançar a herança do paraíso. Oh belo fruto da castidade em que o sacerdócio é bem satisfeito ...!; Ele transbordou o copo, você foi ungido; a imposição das mãos fez o escolhido; a Igreja vos escolheu para si mesmo, e te ama "(84). E em outro lugar: "Não apenas o sacerdote e pergunta o seu nome, oferecendo o corpo vivo (de Cristo) tem alma pura, língua limpa, mãos lavadas e decorado todo o corpo, mas deve ser em todos os momentos completamente pura, porque ela é feita mediador entre Deus ea raça humana. Praise desejou que tal pureza de seus ministros "(85). E São João Crisóstomo diz que exercem o ministério sacerdotal deve ser tão pura como se estivesse no céu entre os poderes angélicos (86).
36. Bem, isso e ao mesmo alteza, ou usando a expressão de San Epifanio, honra e dignidade incrível (87), o sacerdócio cristão, sumariamente aqui para nós, experimentar a conveniência do celibato e da lei acrescenta que requer ministros do altar. Quem joga um verdadeiro ministério do que os mais puros espíritos dos presentes diante do Senhor (88) forma, não deve ser forçado a viver com muita razão quanto possível, como um espírito puro? Quem deve ser usados ​​nas coisas referentes a Deus (89), não é justo que é completamente independente das coisas terrenas e tem toda a sua conversa no céu? (90). Quem tem continuamente solicitado a participar da salvação eterna das almas, incluindo a continuidade do trabalho do Redentor, não é apenas que ele é livrar o cuidado da família, que absorvem grande parte da sua atividade?
3?. Show é certamente para mover e provocar admiração, mesmo repetida tantas vezes na Igreja Católica, os jovens levitas antes de receber ordens sacras de subdiaconate, ou seja, antes de se dedicar ao serviço e adoração Deus, o livre arbítrio, desistir das alegrias e satisfações que poderia honestamente ser prestados noutro tipo de vida. Por livre vontade é que temos tudo o que disse que, se depois da ordenação não precisa mais contrair matrimônio terreno, mas estas ordens não foram dado forçado nem por qualquer lei ou por qualquer pessoa, mas por sua própria resolução espontânea pessoais (91).
38. Não é nossa intenção que como já dissemos em louvor do celibato eclesiástico é entendida como se alguma condenam modo pretendiésemos, e nada menos do que condenar, uma disciplina diferente legitimamente aceite na Igreja Oriental; dizemos apenas louvar ao Senhor por esta virtude, temos uma das mais altas pura glória do sacerdócio católico e que parece responder melhor aos desejos do Sagrado Coração de Jesus e de seus modelos na alma sacerdotal.

Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

28 de agosto Santo Agostinho, Bispo, Confessor e Doutor

28/08 Sexta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos



  Santo Agostinho nascido norte da África na cidade africana de Tagaste,na atual Argélia, filho de pai pagão, chamado Patrício e mãe católica, Mônica. Teve uma juventude viciosa e cheia de desvios doutrinários. 
  Aurélio Agostinho, o Santo Agostinho de Hipona foi um importante bispo cristão e teólogo. Nasceu na região norte da África em 354 e morreu em 430.  Logo, em sua formação, teve importante influência do maniqueísmo (sistema religioso que une elementos cristãos e pagãos).
  Converteu-se por influência de Santo Ambrósio, bispo de Milão, e sobretudo graças às orações e lágrimas de sua mãe Santa Mônica. Ordenado sacerdote, foi durante 34 anos bispo de Hipona, no norte da África. Além de pastor dedicado e zeloso, foi intelectual brilhantíssimo, dos maiores gênios, já produzidos em dois mil anos de História da Igreja. Escreveu numerosas obras de filosofia. Teologia e Espiritualidade, que exerceram e ainda exercem enorme influência. 
  Santo Agostinho ensinou retórica nas cidades italianas de Roma e Milão.      Nesta última cidade teve contato com o neoplatonismo cristão.
Viveu num monastério por um tempo. Em 395, passou a ser bispo, atuando em Hipona (cidade do norte do continente africano). Escreveu diversos sermões importantes. Em “A Cidade de Deus”, Santo Agostinho combate às heresias e a paganismo. Na obra “Confissões” fez uma descrição de sua vida antes da conversão ao cristianismo.
Santo Agostinho analisava a vida levando em consideração a psicologia e o conhecimento da natureza. Porém, o conhecimento e as idéias eram de origem divina.
Combateu vigorosamente as heresias de seu tempo como verdadeiro bispo, nada era mais importante do que a fé Catolica. 
   As obras de Santo Agostinho influenciaram muito o pensamento teológico da Igreja Católica na Idade Média.
Morreu em 28 de agosto (dia suposto) de 420, durante um ataque dos vândalos (povo bárbaro germânico) ao norte da África.
Santo Agostinho é considerado o santo protetor dos teólogos, impressores e cervejeiros. Seu dia é 28 de agosto, dia de sua suposta morte.

Algumas obras de Santo Agostinho:
- Da Doutrina Cristã (397-426)
- Confissões (397-398)
- A Cidade de Deus (413-426)
- Da Trindade (400-416)
- Retratações
- De Magistro
- Conhecendo a si mesmo

Frases e Pensamentos de Santo Agostinho:
- "Milagres não são contrários à natureza, mas apenas contrários ao que entendemos sobre a natureza."
- "Certamente estamos na mesma categoria das bestas; toda ação da vida animal diz respeito a buscar o prazer e evitar a dor."
- "Se você acredita no que lhe agrada nos evangelhos e rejeita o que não gosta, não é nos evangelhos que você crê, mas em você."
- "Ter fé é acreditar nas coisas que você não vê; a recompensa por essa fé é ver aquilo em que você acredita."
- "A pessoa que tem caridade no coração tem sempre qualquer coisa para dar."
- "A confissão das más ações é o passo inicial para a prática de boas ações."
- "A verdadeira medida do amor é não ter medida."
- "Orgulho não é grandeza, mas inchaço. E o que está inchado parece grande, mas não é sadio."

  De Santo Agostinho, disse o Papa Leão XIII: "É um gênio vigoroso que, dominando todas aas ciências humanas e divinas, combateu todos os erros de seu tempo".

Leitura da Epístola dos

II Timóteo, 4,1-8   
1.Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino:2.prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir.3.Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.4.Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.5.Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério.6.Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima.7.Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.8.Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus 5,13-19                                                                 
 13.Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.14.Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha15.nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.16.Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.17.Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.18.Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei.19.Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Papa admite que celibato não é dogma na Igreja Católica?

 Papa admite que celibato não é dogma na Igreja Católica

Reportagem: O papa Francisco afirmou na segunda-feira que o celibato não é um "dogma de fé" na Igreja Católica, que há sacerdotes casados nos ritos orientais e que "a porta está sempre aberta" para tratar o tema.
As declarações foram recolhidas pela agência noticiosa italiana Ansa, durante o voo de regresso a Roma, desde Israel.
"O celibato não é um dogma de fé, é uma regra de vida, que aprecio muito e creio que é uma oferta á Igreja", disse.
A afirmação do papa Bergoglio foi feita dias depois de se conhecer uma carta a solicitar uma revisão da disciplina do celibato, escrita por um grupo de 26 mulheres, que vivem ou viveram uma relação com um sacerdote e que pretendem fazê-lo á claras.
Até hoje, a Santa Sé não tinha feito qualquer comentário sobre esta carta.

  Na Igreja Católica de rito latino, o celibato eclesiástico, isto é, a renúncia ao matrimônio, e a promessa de castidade, são uma obrigação para os sacerdotes desde o II Concílio de Letrán, em 1139.

 
 O Segundo Concílio de Latrão admite que é dogma o celibato:

 O Segundo Concílio de Latrão deu a ordem moral, a medidas de disciplinar eclesiástica que os religiosos que estavam perdendo a rigidez. Foram editados trinta cânones, ou seja, conjuntos de regras, que versavam sobre várias características da vida eclesiástica. Entre elas, reforçou-se a invalidez do casamento de padres, foram determinadas as vestimentas dos religiosos e, claro, condenou-se, novamente, os clérigos excomungados.

Dogma
Um dogma é uma verdade absoluta, definitiva, imutável, infalível, inquestionável e absolutamente segura sobre a qual não pode pairar nenhuma dúvida. Uma vez proclamado solenemente, nenhum dogma pode ser revogado ou negado, nem mesmo pelo Papa ou por decisão conciliar. Por isso, os dogmas constituem a base inalterável de toda a Doutrina católica e qualquer católico é obrigado a aderir, aceitar e acreditar nos dogmas de uma maneira irrevogável.


  Então como admitir que não é dogma celibato dos padres na disciplina moral Latina depois dizem que os modernistas não rompem com a Santa Tradição da Santa Igreja?
O Concilio de Latrão é declarado dogma Celibato dos padres e dogmas não tem porta nenhuma aberta tal tema modernista que rompe com a Tradição Catolica.

Rezem Santo Rosário também para reparar as infidelidade modernistas. 

     Varios d

27 de agosto dia de São José Calasânsio, Confessor

27/08 Quinta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos


Nasceu em Peralta de la Sal, Aragão, Espanha, o ano de 1557.
S. José Calasâncio foi com S.João Baptista de la Salle, um dos grandes educadores da juventude no século XVII. Nasceu em 1556 na província de Huesca, Espanha. Desde muito novo foi muito devoto. Estudo direito civil e canónico. Faz o doutorado em Alcalá, mas terminando volta para a sua terra e funda as "academias" para jovens. Em 1583, recebe o sacerdócio. Tinha apenas 28 anos quando o bispo de Jaca o nomeou seu teólogo. Com a morte do pai em 1586, José viu-se com uma notável riqueza que começou a distribuir por esmolas. Em 1590 foi nomeado vigário-geral para toda a diocese devido às reformas eclesiásticas que foi obtendo. Movido por uma inquietação interior pediu ao seu director autorização para ir a Roma, licença que lhe foi dada. Chegou na quaresma de 1592. Durante cinco anos teve uma vida oculta. Levanta-se cedo para fazer a peregrinação das basílicas antes da aurora. Ajudava nos hospitais e prisões e quando em 1596 surge a peste em Roma, ajuda S.Camilo de Léllis a combatê-la. Não gostava de ver a ignorância religiosa das pessoas e por isso em 1597 criou a primeira "escola pia" no presbitério de Santa Doroteia, no Transtévere, perto da ponte Sisto. Em 1617 o papa Paulo V, criou, com o pessoal de Calasâncio, uma congregação pulina dos Pobres da Mãe de Deus das Escolas pias. Em 1621, foi erecta como congregação de votos solenes por Gregório XV soa nome de Clérigos Pobres da Mãe de Deus. José foi nomeado Geral em 1622. Estas escolas se propagaram com muitas rapidez: Itália, Alemanha, Boémia, Polónia. Surgiram graves problemas nesta obras ao ponto de José e todo a cúria generalícia serem presos. José tinha na altura 86 anos. Foi ovido pelo Santo Ofício. Foram momentos de grande provação, em que viu a sua obra quase completamente destruída. São José Calasâncio, entretanto, não desanimou..Manteve-se sereno e tranquilo e confiante em Deus. E a sua obra novamente surgiu das cinzas. Entretanto, somente oito anos após a sua morte, José tinha-o profetizado.O papa Alexandre VI, em 1656, aprovava definitivamente o Instituto. São José Calasâncio morreu aos noventa anos de idade, em 1648.



Leitura da Epístola dos 
                                                                                                                                                         
Sabedoria 10,10-14                                                                                 
 10.foi ela que guiou por caminhos retos o justo que fugia à ira de seu irmão; mostrou-lhe o reino de Deus, e deu-lhe o conhecimento das coisas santas; ajudou-o nos seus trabalhos, e fez frutificar seus esforços;11.cuidou dele contra ávidos opressores e o fez conquistar riquezas;12.ela o protegeu contra seus inimigos e o defendeu dos que lhe armavam ciladas; e no duro combate, deu-lhe vitória, a fim de que ele soubesse quanto a piedade é mais forte que tudo.13.Ela não abandonou o justo vendido, mas preservou-o do pecado.14.Desceu com ele à prisão, e não o abandonou nas suas cadeias, até que lhe trouxe o cetro do reino e o poder sobre os que o tinham oprimido; revelou-lhe a mentira de seus acusadores, e conferiu-lhe uma glória eterna.

Sequência do Santo Evangelho   

São Mateus 18,1-5                                                                               
1.Neste momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Quem é o maior no Reino dos céus?2.Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse:3.Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus.4.Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus.5.E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Dogma


                                                                                                                

 Um dogma é uma verdade absoluta, definitiva, imutável, infalível, inquestionável e absolutamente segura sobre a qual não pode pairar nenhuma dúvida. Uma vez proclamado solenemente, nenhum dogma pode ser revogado ou negado, nem mesmo pelo Papa ou por decisão conciliar. Por isso, os dogmas constituem a base inalterável de toda a Doutrina católica e qualquer católico é obrigado a aderir, aceitar e acreditar nos dogmas de uma maneira irrevogável.

2. A existência de Deus como objeto de fé;

A existência de Deus não apenas é objeto do conhecimento da razão natural, mas também é objeto da fé sobrenatural - Segundo o Concílio Vaticano I (1869-1870), sob Pio IX (1846-1878), declarou em 24 de abril de 1870:
· "A Santa Igreja Católica Apostólica e Romana, crê e confessa que existe um único Deus Verdadeiro" (Dz. 1782).
Este mesmo Concílio condenou como herética a negação da existência de Deus:
· "Se alguém negar que apenas Deus é o Verdadeiro Criador e Senhor das coisas visíveis e invisíveis, seja excomungado" (Dz. 1801).
Provas da Escritura:
A fé na Escritura de Deus é condição indispensável para a salvação:
· "Sem a fé é impossível agradar a Deus, pois é preciso que quem se acerque de Deus creia que Ele existe e que é remunerador dos que O buscam" (Hb 11,6)
A revelação sobrenatural da existência de Deus confirma o conhecimento natural de Deus, faz com que todos possam conhecer a existência de Deus com facilidade. Não existe contradição no sentido de que uma pessoa possa temer ao mesmo tempo a ciência e a fé da existência de Deus, já que, em ambos os casos, o objeto formal é diverso:
Evidência Natural X Revelação Divina
Ao primeiro chegamos pela razão natural e, ao segundo, pela razão ilimitada da fé.

26 de agosto dia de Santo Zeferino,Papa.

26/08 Quarta-feira
Festa de Quarta Classe
Paramentos Verdes


 Santo Zeferino (em latim: Zephyrinus) foi o primeiro Papa do século III e décimo quinto da Igreja, sucedendo a Vítor I.Natural de Roma, foi eleito em 199. O seu pontificado se caracterizou por duras lutas teológicas que levaram, por exemplo à excomunhão de Tertuliano. Seu crítico, São Hipólito, o descreveu como um homem simples, sem educação e dominado pelo seu assessor, Calisto. 
 No início de seu pontificado, o imperador Septímio Severo moveu, por decreto, intensa  perseguição contra a Igreja, fato que levou São Zeferino a tomar as primeiras providências no sentido de zelar pelo rebanho, levando seu auxílio e consolo naqueles dias de grande tribulação. Pessoalmente,  de dia e de noite,  percorreu infatigavelmente diversas  casas, cavernas e locais subterrâneos.  Colocou em risco a própria vida, visitando e consolando não só os encarcerados, mas também os condenados, que acompanhava até aos cadafalsos.   A todos alentava com palavras e esmolas, levando a eles o Pão dos fortes, regado com o Sangue de Cristo. A cruel perseguição perdurou por nove anos consecutivos, até a morte do imperador Severo, quando a  Igreja recobrou um certo período de paz. Zeferino foi o primeiro Pontífice que desejou criar uma catacumba na Via Ápia, cujos cuidados foram por ele confiados ao diácono Calisto (e, por isso, chamada de catacumba de Calisto). Zeferino estabeleceu que os fiéis católicos, depois dos 14 anos, comungassem, pelo menos na ocasião da Festa da Páscoa. Determinou o uso da patena e dos cálices sagrados, até então confeccionados em madeira. Durante seu pontificado, a cabeça da heresia reergueu-se furiosamente.  Praxeas, que no pontificado anterior havia retratado-se da pregação de sua heresia patripasiana (negação da Santíssima Trindade), novamente tentou semear sua doutrina errônea e, por isto, foi duramente combatido pelo Papa.  Foi martirizado em 20 de dezembro de 217, sendo venerado como santo no dia 26 de agosto.

  Santo Zeferino (em latim: Zephyrinus) foi o primeiro Papa do século III e décimo quinto da Igreja, sucedendo a Vítor I.Natural de Roma, foi eleito em 199. O seu pontificado se caracterizou por duras lutas teológicas que levaram, por exemplo à excomunhão de Tertuliano. Seu crítico, São Hipólito, o descreveu como um homem simples, sem educação e dominado pelo seu assessor, Calisto.                                                                                                                                                                         
  No início de seu pontificado, o imperador Septímio Severo moveu, por decreto, intensa  perseguição contra a Igreja, fato que levou São Zeferino a tomar as primeiras providências no sentido de zelar pelo rebanho, levando seu auxílio e consolo naqueles dias de grande tribulação. Pessoalmente,  de dia e de noite,  percorreu infatigavelmente diversas  casas, cavernas e locais subterrâneos.  Colocou em risco a própria vida, visitando e consolando não só os encarcerados, mas também os condenados, que acompanhava até aos cadafalsos.   A todos alentava com palavras e esmolas, levando a eles o Pão dos fortes, regado com o Sangue de Cristo. A cruel perseguição perdurou por nove anos consecutivos, até a morte do imperador Severo, quando a  Igreja recobrou um certo período de paz. Zeferino foi o primeiro Pontífice que desejou criar uma catacumba na Via Ápia, cujos cuidados foram por ele confiados ao diácono Calisto (e, por isso, chamada de catacumba de Calisto). Zeferino estabeleceu que os fiéis católicos, depois dos 14 anos, comungassem, pelo menos na ocasião da Festa da Páscoa. Determinou o uso da patena e dos cálices sagrados, até então confeccionados em madeira. Durante seu pontificado, a cabeça da heresia reergueu-se furiosamente.  Praxeas, que no pontificado anterior havia retratado-se da pregação de sua heresia patripasiana (negação da Santíssima Trindade), novamente tentou semear sua doutrina errônea e, por isto, foi duramente combatido pelo Papa.  Foi martirizado em 20 de dezembro de 217, sendo venerado como santo no dia 26 de agosto.

Leitura da Epístola dos                                                        
Gálatas 3,16-22    
16.Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: aos seus descendentes, como se fossem muitos, mas fala de um só: e a tua descendência (Gn 12,7), isto é, a Cristo.17.Afirmo, portanto: a lei, que veio quatrocentos e trinta anos mais tarde, não pode anular o testamento feito por Deus em boa e devida forma e não pode tornar sem efeito a promessa.18.Porque, se a herança se obtivesse pela lei, já não proviria da promessa. Ora, pela promessa é que Deus deu o seu favor a Abraão.19.Então que é a lei? É um complemento ajuntado em vista das transgressões, até que viesse a descendência a quem fora feita a promessa; foi promulgada por anjos, passando por um intermediário.20.Mas não há intermediário, tratando-se de uma só pessoa, e Deus é um só.21.Portanto, é a lei contrária às promessas de Deus? De nenhum modo. Se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, em verdade a justiça viria pela lei;22.mas a Escritura encerrou tudo sob o império do pecado, para que a promessa mediante a fé em Jesus Cristo fosse dada aos que crêem.

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 17,11-19                                                                         
11.Sempre em caminho para Jerusalém, Jesus passava pelos confins da Samaria e da Galiléia.12.Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando:13.Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!14.Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E quando eles iam andando, ficaram curados.15.Um deles, vendo-se curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz.16.Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradecia. E era um samaritano.17.Jesus lhe disse: Não ficaram curados todos os dez? Onde estão os outros nove?18.Não se achou senão este estrangeiro que voltasse para agradecer a Deus?!19.E acrescentou: Levanta-te e vai, tua fé te salvou.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

25 de agosto dia de São Luís, Rei e Confessor

25/08 Terça-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos
  Tornou-se rei, quis estabelecer primeiro o Reino Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, convicto de que essa é a melhor maneira de fortalecer reino sendo cristão.Por está fé catolica São Luís foi frequentemente considerado o modelo  ideal do monarca cristão.

   São Luís nasceu no castelo de Poissy, a 30 quilómetros de Paris, a 25 de Abril de 1214 ou 1215, dia de procissões solenes do dia de São Marcos. A sua infância terá sido influenciada pela figura do seu pai que, unindo o zelo pela religião à bravura marcial que lhe valeu o cognome de o Leão, subjugou os cátaros do sul da França. 
Particularmente zelosos da sua educação, os pais de Luís IX deram-lhe bons preceptores: Mateus II de Montmorency, Guilherme des Barres, conde de Rochefort, e Clemente de Metz, marechal da França, inspiraram-lhe os sentimentos de um rei cristianíssimo e filho da Igreja. Com a morte do seu pai em 8 de Novembro de 1226, Luís IX subiu ao trono aos 12 anos de idade. Foi sagrado na catedral de Reims por Jacques de Bazoches, bispo de Soissons, em 30 de Novembro do mesmo ano. No dia 27 de maio de 1235, pouco depois de completar 20 anos, casou-se com Margarida, filha mais velha de Raimundo Béranger, Conde de Provence e de Forcalquier, e de Beatriz de Sabóia.    
 A educação dos filhos, ou os deixam, sem maior preocupação, aos cuidados de governantes, São Luís chamava pessoalmente a si o cuidado de instruí-los, imprimindo-lhes na alma o desprezo pelos prazeres e vaidades do mundo e o amor pelo soberano Criador. Ele os exercitava normalmente à noite, após as horas Completas, quando os fazia vir a seu quarto a fim de ouvir as suas piedosas exortações. Ensinava-lhes, além disso, a rezar diariamente o Pequeno Ofício de Nossa Senhora, obrigava-os a assistir às Missas de preceito, e  incutia-lhes a necessidade da mortificação e da penitência. Às sextas-feiras, por exemplo, não permitia que portassem qualquer ornamento na cabeça, porque foi o dia da coroação de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ainda hoje existem os manuscritos das instruções por ele deixadas à sua filha Isabel, Rainha da Navarra: são tão santas e cheias do espírito de Nosso Senhor, que nenhum diretor espiritual, por mais esclarecido que seja, seria capaz de apresentar outras mais excelentes.          
   Notório seu zelo em extirpar a libertinagem no reino de França, o que dizer de seu empenho em relação ao extermínio da heresia e ao estabelecimento da Fé e da disciplina cristã? Para isso tomou-se de grande afeição pelos religiosos de São Domingos e de São Francisco, a quem ele via como instrumentos sagrados dos quais a Providência queria se servir para a salvação de uma infinidade de almas resgatadas pelo precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele os convidava com certa freqüência para jantar, sobretudo São Tomás de Aquino e São Boaventura, dois luzeiros a iluminar o firmamento da Santa Igreja a partir da Idade Média.
  Zelo religioso Franciscano Secular, de vida e coração, soube ensinar às gerações vindouras a arte de bem governa em seu reinado foi um período de paz e prosperidade para a França, mas também de excepcionais zelo religioso com a intenção de conduzir o povo francês à salvação da alma.
 São Luís não negligenciava o cuidado dos pobres, proibiu o jogo e a prostituição e punia a blasfémia. 


19 de agosto de 1239, a procissão chegou em Paris, o rei abandonou sua vestimenta real, assume uma túnica simples e descalço, assistido pelo seu irmão, o porta Santa Cruz para Notre-Dame de Paris. Ele, então, construir um santuário para a extensão destas relíquias: a Sainte-Chapelle.

 A Santa Cruz é, sem dúvida, as relíquias mais valiosas e plusvénérée preservadas na Catedral de Notre-Dame de Paris: ela carrega mais de dezesseis séculos de oração fervorosa do cristianismo. Trata-se de um círculo de juncos agrupados e mantidos pelo filho de ouro, com um diâmetro de 21 centímetros, em que eram os espinhos. Estes foram espalhados ao longo dos séculos por doações de deByzance imperadores e reis da França. Consideramos setenta, e da natureza, que se originam no Estado. Desde 1896, ela é mantida em um tubo de ouro e cristal, coberto com uma estrutura perfurada continha um ramo ou Zizyphus Spina Christi - arbusto que tem servido a coroação de espinhos. Este relicário doado por fiéis da diocese de Paris, é o trabalho do ourives Mr. Poussielgue Rusand (1861-1933) após desenhos de arquiteto JG Astruc (1862-1950) .
                                                                                                                                 

  Participou da Sétima Cruzada e da Oitava Cruzada, tendo morrido no decurso desta última, o que influenciou em grande medida a sua posterior canonização no reinado do seu neto Filipe o Belo. Poitiers e a sua esposa Joana de Toulouse morreriam no intervalo de três dias, na Itália.                

  O corpo do rei foi levado para França pelo seu filho e sucessor Filipe, com excepção das entranhas: algumas destas foram enterradas na atual Tunísia, onde ainda é possível hoje em dia visitar um túmulo de São Luís; outras foram destinadas à abadia de Monreale, na Sicília, a pedido do seu irmão Carlos I da Sicília.
   O culto deste santo foi juridicamente examinado e aprovado pelo papa Bonifácio VIII, que o canonizou em 1297 com o nome de São Luís da França.

Leitura da Epístola dos 
 Sabedoria 10,10-14 
 10.foi ela que guiou por caminhos retos o justo que fugia à ira de seu irmão; mostrou-lhe o reino de Deus, e deu-lhe o conhecimento das coisas santas; ajudou-o nos seus trabalhos, e fez frutificar seus esforços;11.cuidou dele contra ávidos opressores e o fez conquistar riquezas;12.ela o protegeu contra seus inimigos e o defendeu dos que lhe armavam ciladas; e no duro combate, deu-lhe vitória, a fim de que ele soubesse quanto a piedade é mais forte que tudo.13.Ela não abandonou o justo vendido, mas preservou-o do pecado.14.Desceu com ele à prisão, e não o abandonou nas suas cadeias, até que lhe trouxe o cetro do reino e o poder sobre os que o tinham oprimido; revelou-lhe a mentira de seus acusadores, e conferiu-lhe uma glória eterna.

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 19,12-26                                                                    
12.Um homem ilustre foi para um país distante, a fim de ser investido da realeza e depois regressar.13.Chamou dez dos seus servos e deu-lhes dez minas, dizendo-lhes: Negociai até eu voltar.14.Mas os homens daquela região odiavam-no e enviaram atrás dele embaixadores, para protestarem: Não queremos que ele reine sobre nós.15.Quando, investido da dignidade real, voltou, mandou chamar os servos a quem confiara o dinheiro, a fim de saber quanto cada um tinha lucrado.16.Veio o primeiro: Senhor, a tua mina rendeu dez outras minas.17.Ele lhe disse: Muito bem, servo bom; porque foste fiel nas coisas pequenas, receberás o governo de dez cidades.18.Veio o segundo: Senhor, a tua mina rendeu cinco outras minas.19.Disse a este: Sê também tu governador de cinco cidades.20.Veio também o outro: Senhor, aqui tens a tua mina, que guardei embrulhada num lenço;21.pois tive medo de ti, por seres homem rigoroso, que tiras o que não puseste e ceifas o que não semeaste.22.Replicou-lhe ele: Servo mau, pelas tuas palavras te julgo. Sabias que sou rigoroso, que tiro o que não depositei e ceifo o que não semeei...23.Por que, pois, não puseste o meu dinheiro num banco? Na minha volta, eu o teria retirado com juros.24.E disse aos que estavam presentes: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem dez minas.25.Replicaram-lhe: Senhor, este já tem dez minas!...26.Eu vos declaro: a todo aquele que tiver, dar-se-lhe-á; mas, ao que não tiver, ser-lhe-á tirado até o que tem.



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Comentários Eleison: Romanos Contraditórios?

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDXXIII (423) - (22 de agosto de 2015):  
 
 ROMANOS CONTRADITÓRIOS?
 
 
Perdeu-se a doutrina? A apostasia, então, a vitória há de conquistar.  
A doutrina deve ser preservada, custe o que custar.

Dois romanos, homens da Igreja, parecem contradizer um ao outro em observações que fizeram recentemente sobre as relações entre Roma e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, mas uma explicação para a contradição pode ser a de que Roma está fazendo com a Fraternidade uma velha prática policial. Pela tática do “policial bom, policial mau”, quando a polícia quer obter uma confissão de um criminoso, primeiro é a este enviado um policial bruto para maltratá-lo até que esteja em uma condição bastante lamentável, necessitando de todos os tipos de simpatia. Então um policial realmente agradável é-lhe enviado, exalando uma simpatia que frequentemente faz com que finalmente se abra e confesse seu crime.

O “policial mau” neste caso é ninguém menos que o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Müller, que no início deste mês, em uma entrevista para o katholisch.de, website oficial da Conferência Alemã de Bispos, disse, sobre o acordo Roma-FSSPX, que Não há nenhum avanço substancial. O Santo Padre deseja que nós continuemos tentando: “com tenacidade e paciência”. A pré-condição para uma reconciliação completa está na assinatura de um preâmbulo doutrinal que garanta um acordo integral nas questões essenciais da Fé. Nos meses anteriores, ocorreram encontros de diferentes tipos, realizados para fortalecer a confiança mútua.

Aqui é claramente afirmado que a FSSPX terá de assinar um texto doutrinal agradável para a Roma neomodernista, caso deseje um acordo com Roma. O Cardeal também está sendo o “policial mau” quando revela que ocorreram “encontros de tipos diferentes” entre os romanos e a FSSPX para fortalecer a confiança mútua. Ou estaria a FSSPX feliz por Roma estar expondo à luz do dia os contatos que de outra forma permaneceriam desconhecidos?  Mais ainda, será que quem quer que tenha a fé católica estará novamente tranquilizado diante de um acordo mútuo sendo estabelecido com os neomodernistas?  Mas agora vem o “policial bom”.

Anteriormente, neste mesmo ano, o Bispo Athanasius Schneider visitou dois seminários da FSSPX a fim de discutir sobre um tópico teológico específico com um grupo de teólogos da Fraternidade e com Sua Excelência o Bispo Fellay. Recentemente ele deu uma entrevista para um site hispânico, Rorate Caeli em espanhol, na qual, entre outras coisas, ele comentou sobre essas visitas favoravelmente. Disse que foi tratado com respeito cordial, e que observou em volta um respeito pelo Pontífice reinante, o Papa Francisco. Depois de suas visitas ele não conseguiu ver nenhuma razão para negar ao clero e aos fieis da FSSPX o reconhecimento canônico oficial, e por isso devem ser aceitos tais como são. Dom Schneider confirmou que não vê problema doutrinal, no caminho de um acordo, que venha a minimizar a importância do Vaticano II; disse que o Concílio foi primeiramente pastoral, e para o seu tempo.

Então, quem realmente representa Roma? O Cardeal Müller ou o Bispo Schneider? Certamente ambos. Se a tática romana do "policial bom, policial mau" não for consciente, é sem dúvida instintiva. Roma, ao manter suas opções abertas, pode continuar a jogar com a FSSPX tal como um pescador joga com um peixe, enrolando a linha e então soltando-a um pouco, dando esperanças e em seguida golpeando-as, inclinando a vara e a endireitando novamente, e novamente, até finalmente cansá-lo e fisgá-lo. Infelizmente, alguém pode suspeitar pelos “encontros” que os líderes da FSSPX sejam cúmplices deste jogo de Roma.

Kyrie eleison.
 
Reze todos os dias o Santo Rosário.