quarta-feira, 25 de maio de 2016

25 de maio dia de São Gregório VII Papa e Confessor.

 25/05 Quarta-feira
Festa de Terceira Classe 
Paramentos Brancos
São Gregório
(Pontificado: 1073 a 1085) 
"Amei a Justiça e odiei a iniqüidade, eis porque morro no exílio"

    São Gregório não só foi uma das figuras mais importantes entre os Papas da Igreja Católica, bem como foi extremamente caluniado e perseguido durante seu pontificado. É uma das figuras que mais defendeu os direitos da esposa de Cristo. O Século XI foi para a Igreja um período de grande humilhação. Não fosse ela uma instituição divina, edificada sobre a rocha, os próprios filhos tê-la-iam destruído. O Clero superior e inferior, em sua maioria, tinha esquecido de sua alta missão. A simonia (tráfico ou venda ilícita de coisas sagradas), corrupção e indisciplina, tinham tomado conta dos altos e baixos setores da Igreja. Freqüentíssimos escândalos, e os príncipes seculares, quais lobos famintos, invadiam o aprisco do Senhor. Os reis Filipe e Augusto I da França, Boleslau II da Polônia, Henrique IV, imperador da Alemanha, eram verdadeiros monstros de crueldade e imoralidade. A palma, porém, coube ao imperador, que em crueldade, devassidão e ambição não achava semelhante. Deus se amerciou de sua Igreja e deu-lhe um Papa, como as circunstâncias o exigiam. Foi no ano de 1073 que Hildebrando (depois cognominado Gregório VII), assumiu a suprema dignidade papal. Ao receber essa notícia, São Pedro Damião, contentíssimo exclamou: "Agora será calcada a cabeça miliforme da serpente peçonhenta, e será posto um termo aos negócios torpes; o falsário Simeão Mago não mais cunhará moedas na Igreja; voltará ao tempo áureo dos Apóstolos, revigorará a disciplina eclesiástica, serão derrubadas as mesas dos vendilhões..." Gregório convocou o Concílio Lateranense e renovou as antigas leis da Igreja, que existiam, sobre o celibato dos sacerdotes, contra a simonia, e fez incorrer nas censuras eclesiásticas os bispos da França, que tinham rejeitado os decretos pontifícios, como impraticáveis e irrazoáveis. Dos bispos da Alemanha, só dois tiveram a coragem de aceitar e por em execução as determinações do Papa. O mais descontente de todos foi o imperador da Alemanha, que pelas proibições do Papa, se via prejudicado no negócio mais rentosos. Wiberto, arcebispo de Ravenna, ex-chanceler do imperador na Itália, promoveu uma conspiração contra o Papa. Na estação da Missa da meia noite de Natal os conspiradores, chefiados por Cencio, invadiram a Igreja e apoderaram-se da pessoa do Papa, para levá-lo à prisão. O povo, porém, libertou seu Pastor e Cencio teria sido apedrejado, se Gregório não lhe tivesse generosamente perdoado.Um segundo Concílio foi realizado em 1075, confirmou as determinações anteriores e fez intimação ao imperador para que respondesse pelos seus crimes, sob pena de excomunhão. Henrique respondeu com um decreto elaborado por bispos alemães: "Falso monge, carregado de maldição de todos os bispos e condenado pelo nosso tribunal, desce e renuncia à cadeia apostólica, indignamente usurpada".Gregório, em vez de descer, lançou excomunhão contra Henrique e os Prelados rebeldes. Os príncipes da Alemanha, há muito cansados da tirania e arbitrariedade do imperador, reunidos na Dieta de Tribur (1076), declararam-no deposto pelo prazo de um ano, caso não procurasse ser absolvido da excomunhão, tendo-lhe sido decretado que comparecesse à grande Dieta de Augsburgo, na qual devia justificar-se diante do Papa e da nação, com audiência marcada para 02 de fevereiro de 1077. Proibiram-no que se ausentasse da Alemanha antes da celebração da Dieta. Para evitar a humilhação de ser deposto, onde às claras iriam lhe expor seus crimes, tratou de clandestinamente obter a absolvição da excomunhão, dirigindo-se ao castelo da princesa Matilde, em Canossa, onde estava o Papa Gregório. Em traje penitente, permaneceu descalço por três dias em período de rigoroso inverno, esperando obter audiência do Papa, que negou-se a recebê-lo por saber que deveria apresentar-se à Dieta. Entretanto, graças às instâncias da condessa Matilde, acabou cedendo e recebeu Henrique, que aceitou as condições impostas mediante juramento, motivo pelo qual foi absolvido e recebeu a Sagrada Comunhão. Mal saíra de Canossa, esquecendo-se das promessas, aliou-se aos príncipes e bispos inimigos do Papa e, uma vez na Alemanha, moveu guerra contra seus adversários. Reuniu um concílio de bispos rebeldes em Mogúncia (1080), os quais elegeram papa o bispo Wiberto de Ravenna, que tomou o nome de Clemente III. Rodolfo de Suábia, pereceu na batalha de Volksheim e Henrique marchou sobre Roma, para tirar vingança do Papa. Só depois de um assédio de dois anos, tomou a cidade, onde recebeu a corôa imperial das mãos do antipapa. Gregório retirou-se para Salermo, onde morreu em 25 de maio de 1085. As últimas palavras foram: "Amei a Justiça e odiei a iniquidade, eis porque morro no exílio".
 Henrique não foi feliz com as conquistas. Graves distúrbios chamaram-no para a Alemanha onde achou os filhos em franca rebelião contra o pai. Perseguido e amaldiçoado pelos filhos, Henrique teve um fim triste, ao passo que Deus glorificou por estupendos milagres o túmulo do seu fiel servo Gregório.

Leitura da Epístola dos
I São Pedro 5,1a 4- 10 a 11.
1Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participante com eles daquela glória que se há de manifestar.2Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação;3não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho.4E, quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível de glória.
10O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará.11A ele o poder na eternidade! Amém.
 
Sequência do Santo Evangelho

São Mateus  16, 13 -19
13Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?14Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.15Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou?16Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!17Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.18E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.19Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

terça-feira, 24 de maio de 2016

24 de maio dia de Nossa Senhora Auxiliadora

24/05 Terça-feira
Festa de Quarta Classe 
Paramentos Brancos
 
 Devoção remonta à vitória da armada cristã em 1571, comandada por Dom João da Áustria que, invocando o auxílio da Virgem, afastou o perigo maometano da Europa. Em agradecimento, Pio V, incluiu na ladainha o título de Auxiliadora dos cristãos.
 A festa de Nossa Senhora Auxiliadora foi promulgada por Pio VII, no ano de 1816, tão logo foi libertado do cativeiro a ele imposto por Napoleão Bonaparte. O nome é bastante popular entre os católicos, sendo bastante usual como antroponímico. Em Porto Alegre o bairro Auxiliadora é nomeado em sua homenagem e em Campinas o Liceu Salesiano tem seu nome. O dia de Nossa Senhora Auxiliadora é comemorado em 24 de maio.
 Oração: Santíssima e Imaculada Virgem Maria, nossa carinhosa Mãe e poderoso auxílio dos cristãos, nós nos consagramos inteiramente ao vosso doce amor e ao vosso santo serviço. Consagramo-vos o entendimento com os seus pensamentos, o coração com os seus afetos, o corpo com os seus sentidos e com todas as suas forças, e prometemos querer sempre trabalhar para dar a Deus uma grande alegria: a realização e felicidade de todas as pessoas.
 Acolhei-nos todos sob o vosso manto, ó Maria Auxiliadora. Ajudai-nos a recorer a vós nas tentações, prontamente e com confiança. Fazei que a vossa lembrança tão boa, tão cara, tão amável, e a recordação do amor que tendes para com vossos devotos nos conforte, e nos faça vencedores, por meio do amor evangélico, dos inimigos do Reino, a fim de podermos, já nesta terra, viver o céu. Amém.
Leitura da Epístola dos

I São João 4,8-21
8Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.9Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele.10Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.11Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros.12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito.13Nisto é que conhecemos que estamos nele e ele em nós, por ele nos ter dado o seu Espírito.14E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo.15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.16Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.17Nisto é perfeito em nós o amor: que tenhamos confiança no dia do julgamento, pois, como ele é, assim também nós o somos neste mundo.18No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor.19Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro.20Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê.21Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão.
 
Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 6,36-42
36Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.37Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados;38dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.39Propôs-lhes também esta comparação: Pode acaso um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova?40O discípulo não é superior ao mestre; mas todo discípulo perfeito será como o seu mestre.41Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho?42Ou como podes dizer a teu irmão: Deixa-me, irmão, tirar de teu olho o argueiro, quando tu não vês a trave no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e depois enxergarás para tirar o argueiro do olho de teu irmão.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Comentários Eleison - por Dom Williamson CDLXII (462)- (21 de maio de 2016)

Sentimentos Doutrinais
Demos graças a Deus pelas mulheres dispostas a por Cristo a sofrer.
Elas são Seu escudo, para de Sua ira nos proteger.
Parece que o “Comentário” da semana passada (CE 461) não foi do agrado de todos. Os leitores podem ter adivinhado que o autor anônimo da longa citação tinha o mesmo sexo que as também citadas Santa Teresa de Ávila (“sofrer ou morrer”) e Santa Maria Madalena de Pazzi (“sofrer e não morrer”), e a citação anônima pode ter parecido excessivamente emocional. Mas o contraste com os sentimentos do Papa Bento citados na semana anterior (CE 460) foi deliberado. Enquanto o texto do homem mostrou sentimentos governando a doutrina, o texto da mulher mostrou a doutrina governando os sentimentos. É melhor, obviamente, a mulher colocando Deus em primeiro lugar, como Cristo no Horto do Getsêmani (Pai, afasta de mim este cálice, mas não conforme a minha vontade...), do que o homem colocando os sentimentos em primeiro lugar e transformando a doutrina e a religião católicas na religião conciliar.
O surpreendente contraste destaca que a primazia de Deus significa que a doutrina vem primeiro, enquanto que a primazia dos sentimentos significa que o homem vem primeiro. Mas a vida não se trata de evitar o sofrimento: se trata, sim, de alcançar o Céu. Se, então, eu descreio em Deus e adoro a Mamon (Mt. VI, 24), não crerei em nada além da vida, e pagarei por mais e mais drogas caras para evitar o sofrimento nesta vida, já que não há outra. Assim, as “democracias” ocidentais criam ruinosos Estados de bem-estar, um atrás do outro, porque a maneira mais segura de um político “democrático” ser eleito ou não é tomar uma posição contra ou a favor da medicina gratuita. O cuidado com o corpo é tudo o que resta na vida de muitos homens que não têm Deus. Assim, o secularismo arruína o Estado: “Se o Senhor não edifica a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Sl. CXXVI, 1), enquanto que “Feliz o povo cujo Deus é o Senhor” (Sl. CXLIII,15). A religião governa a política e também a economia: qualquer falsa religião, para seu mal; a religião verdadeira, para seu bem.
Na base de sua entrevista de outubro (CE 460), Bento poderia ter respondido: “Sim, mas que utilidade tem uma religião na qual creem cada vez menos pessoas? No homem moderno, a religião católica de todos os tempos perdeu a capacidade de ser confiável. A doutrina de ontem pode ser verdadeira o quanto for, mas que utilidade ela tem se não fala ao homem como ele é hoje, onde ele está hoje? A doutrina é para as almas, mas como posso falar ao homem contemporâneo sobre o sofrimento redentor ou sobre a Redenção, quando o sofrimento não tem sentido para ele? O Concílio foi absolutamente necessário para refundir a doutrina em uma forma inteligível para os homens tais como eles são hoje”.
E para esta posição implícita na entrevista de Bento, eis uma possível resposta: “Sua Santidade, a doutrina é para as almas, sim, mas para salvá-las do castigo eterno, e não para prepará-las para ele. A doutrina consiste em palavras, as palavras expressam conceitos, os conceitos vêm, em última instância, de coisas reais sendo concebidas. Sua Santidade, Deus, a alma imortal do homem, a morte, o Juízo e a inevitabilidade da salvação ou a condenação eterna são realidades externas à minha mente? Se são realidades independentes de mim, alguma delas mudou desde os tempos modernos? E se nenhuma delas mudou, absolutamente, então as doutrinas que as expressam não expressam também, junto com a doutrina do pecado original, um perigo real para todo homem vivente de cair no Inferno? Neste caso, por mais desagradável que se possam sentir essas realidades, que possível serviço faço eu para meu próximo ao fazer com que as doutrinas sejam sentidas de modo mais agradável, de maneira que ocultem o perigo eterno em vez de advertir sobre ele? Que importância tem seus sentimentos em comparação com a de se compreender e assimilar as verdadeiras doutrinas para ser plenamente feliz e não completamente atormentado por toda a eternidade – por toda a eternidade?”.
Mas em nosso mundo apóstata, a massa de homens quer somente que se lhes contem fábulas (II Tm. IV, 4) para amortecer seus pecados. O resultado é que para manter o mundo moral em equilíbrio, deve haver um número de almas místicas, conhecidas somente por Deus, que tomem sobre si mesmas agudos sofrimentos por Cristo e pelo próximo, e é muito provável que a maioria delas seja de mulheres.
Kyrie eleison.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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23 de maio dia de São Batista de Rossi.

23/05 Segunda-feira
Festa de Quarta Classe 
Paramentos Brancos 

 Santo João Batista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro de 1698, em Voltagio, na província de Gênova, Itália. Aos dez anos, foi trabalhar para uma família muito rica em Gênova como pajem, para poder estudar e manter-se. Três anos depois, transferiu-se, definitivamente, para Roma, morando na casa de um primo que já era sacerdote e estudando no Colégio Romano dos jesuítas. Lá se doutorou em filosofia, convivendo com os melhores e mais preparados de sua geração de clérigos. Depois, os cursos de teologia ele concluiu com os dominicanos de Minerva.A todo esse esforço intelectual João Batista acrescentava uma excessiva carga de atividade evangelizadora, mesmo antes de ser ordenado sacerdote, junto aos jovens e às pessoas abandonadas e pobres. Com isso, teve um esgotamento físico e psicológico tão intenso que desencadearam os ataques epiléticos e uma grave doença nos olhos.
 Nunca mais se recuperou e teve de conviver com essa situação o resto da vida. Contudo ele nunca deixou de praticar a penitência, concentrada na pouca alimentação, minando ainda mais seu frágil organismo.
 Recebeu o sacerdocio em 1721. Nessa ocasião, devido à experiência adquirida na direção dos grupos de estudantes, decidiu fundar a Pia União de Sacerdotes Seculares, que dirigiu durante alguns anos. Por lá, até o final de 1935, passaram ilustres personalidades do clero romano, alguns mais tarde a Igreja canonizou e outros foram eleitos para dirigi-la.
 Entretanto João Batista queria uma obra mais completa, por isso fundou e também dirigiu a Casa de Santa Gala, para rapazes carentes, e a Casa de São Luiz Gonzaga, para moças carentes. Aliás, esse era seu santo preferido e exemplo que seguia no seu apostolado.
 O seu rebanho eram os mais pobres, doentes, encarcerados e pecadores. Tinha o dom do conselho, era atencioso e paciente com todos os fiéis, que formavam filas para se confessarem com ele. O tom de consolação, exortação e orientação com que tratava seus penitentes atraía cristãos de toda a cidade e de outras vizinhanças. João Batista era incansável, dirigia tudo com doçura e firmeza, e onde houvesse necessidade de algum socorro ali estava ele levando seu fervor e força espiritual.
 Quando seu primo cônego morreu, ele foi eleito para sucedê-lo em Santa Maria, em Cosmedin, Roma. Mas acabou sendo dispensado da obrigação do coro para poder dedicar-se com maior autonomia aos seus compromissos apostólicos.
 Aos sessenta e seis anos de idade, a doença finalmente o venceu e ele morreu no dia 23 de maio de 1764, tão pobre que seu enterro foi custeado pela caridade dos devotos. João Batista de Rossi foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1881, que marcou sua celebração para o dia de sua morte.

Leitura da Epístola dos

I São João 4,8-21
8Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.9Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele.10Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.11Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros.12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito.13Nisto é que conhecemos que estamos nele e ele em nós, por ele nos ter dado o seu Espírito.14E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo.15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.16Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.17Nisto é perfeito em nós o amor: que tenhamos confiança no dia do julgamento, pois, como ele é, assim também nós o somos neste mundo.18No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor.19Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro.20Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê.21Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão.
 
Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 6,36-42
36Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.37Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados;38dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.39Propôs-lhes também esta comparação: Pode acaso um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova?40O discípulo não é superior ao mestre; mas todo discípulo perfeito será como o seu mestre.41Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho?42Ou como podes dizer a teu irmão: Deixa-me, irmão, tirar de teu olho o argueiro, quando tu não vês a trave no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e depois enxergarás para tirar o argueiro do olho de teu irmão.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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domingo, 22 de maio de 2016

Festa da Santíssima Trindade

22/05 1º Domingo depois da Pentecostes
Festa de Primeira Classe 
Paramentos Brancos

Leitura da Epístola dos

Romanos 11, 33-36

33.Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos!34.Quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi o seu conselheiro?35.Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído?36.Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus 28, 18-20
18.Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra.19.Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.20.Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

22 de maio dia de Santa Rita de Cássia, Vivuva.

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 Santa Rita nasceu no ano de 1381, na província de Umbria, Itália, exatamente na cidade de Cássia. Rita, ainda na infância, manifestou sua vocação religiosa. Diferenciando-se das outras crianças, ao invés de brincar e aprontar as peraltices da idade preferia ficar isolada em seu quarto, rezando. Para atender aos desejos de seus pais já idosos, Rita casou-se com um homem de nome Paulo Ferdinando, que, a princípio, parecia ser bom e responsável. Mas, com o passar do tempo, mostrou um caráter rude, tornando-se violento e agressivo. A tudo ela suportava com paciência e oração. Tinha certeza de que a penitência e a abnegação conseguiriam convertê-lo aos preceitos de amor a Cristo. Um dia, Paulo, finalmente, se converteu sinceramente, tornando-se bom marido e pai. Entretanto suas atitudes passadas deixaram um rastro de inimizades, que culminaram com seu assassinato, trazendo grande dor e sofrimento ao coração de Rita. . Dedicou-se, então, aos dois filhos ainda pequenos, que na adolescência descobriram a verdadeira causa da morte do pai e resolveram vingá-lo, quando adultos. Rita tentou, em vão, impedir essa vingança. Desse modo, pediu a interferência de Deus para tirar tal idéia da cabeça dos filhos e que, se isso não fosse possível, os levasse para junto dele. Assim foi. Em menos de um ano, os dois filhos de Rita morreram, sem concretizar a vingança.
 Santa Rita ficou sozinha no mundo e decidiu dar um novo rumo à sua vida. Determinada, resolveu seguir a vocação revelada ainda na infância: tornar-se monja agostiniana. As duas primeiras investidas para ingressar na Ordem foram mal-sucedidas. Segundo a tradição, ela pediu de forma tão fervorosa a intervenção da graça divina que os seus santos de devoção, Agostinho, João Batista e Nicolau, apareceram e a conduziram para dentro dos portões do convento das monjas agostinianas. A partir desse milagre ela foi aceita.
 Ela se entregou, completamente, a uma vida de orações e penitências, com humildade e obediência total às regras agostinianas. Sua fé era tão intensa que na sua testa apareceu um espinho da coroa de Cristo, estigma que a acompanhou durante quatorze anos, mantido até o fim da vida em silencioso sofrimento dedicado à salvação da humanidade.
 Rita morreu em 1457, aos setenta e seis anos, em Cássia. Sua fama de santidade atravessou os muros do convento e muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão. Sua canonização foi assinada pelo papa Leão XIII em 1900.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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sábado, 21 de maio de 2016

Setimo dia da Oitava de Pentecoste.

21/05 Sábado da Quatro-Têmporas de Pentecostes
Festa de Primeira Classe 
Paramentos Vermelhos

Leitura da Epístola dos

Romanos 5, 1-5
1.Justificados, pois, pela fé temos a paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.2.Por ele é que tivemos acesso a essa graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança de possuir um dia a glória de Deus.3.Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência,4.a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança.5.E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 4, 38-44
38.Saindo Jesus da sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta; e pediram-lhe por ela.39.Inclinando-se sobre ela, ordenou ele à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se imediatamente e pôs-se a servi-los.40.Depois do pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de diversas moléstias lhos traziam. Impondo-lhes a mão, os sarava.41.De muitos saíam os demônios, aos gritos, dizendo: Tu és o Filho de Deus. Mas ele repreendia-os severamente, não lhes permitindo falar, porque sabiam que ele era o Cristo.42.Ao amanhecer, ele saiu e retirou-se para um lugar afastado. As multidões o procuravam e foram até onde ele estava e queriam detê-lo, para que não as deixasse.43.Mas ele disse-lhes: É necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão.44.E andava pregando nas sinagogas da Galiléia.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Sexto dia da Oitava de Pentecoste.

20/05 Sexta das Quatro-Têmporas de Pentecostes
Festa de Primeira Classe 
Paramentos Vermelhos

Leitura da Epístola do

Profeta Joel 2,23-27
23.Alegrai-vos, filhos de Sião, e rejubilai no Senhor, vosso Deus, porque ele vos dá as chuvas do outono no tempo oportuno, e faz cair chuvas copiosas sobre vós, as chuvas do outono e da primavera, como dantes.24.As eiras se encherão de trigo, os lagares transbordarão de vinho e de óleo novo.25.Restituir-vos-ei as colheitas devoradas pelo gafanhoto, pelo roedor, pelo devastador e pela lagarta, (esse) meu poderoso exército que mandei contra vós.26.Comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor, vosso Deus, que fez maravilhas em vosso favor; e jamais meu povo será confundido.27.Sabereis então que estou no meio de Israel, que sou o Senhor, vosso Deus, e que não há outro. E jamais meu povo será confundido. 

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 5, 17-26
17.Um dia estava ele ensinando. Ao seu derredor estavam sentados fariseus e doutores da lei, vindos de todas as localidades da Galiléia, da Judéia e de Jerusalém. E o poder do Senhor fazia-o realizar várias curas.18.Apareceram algumas pessoas trazendo num leito um homem paralítico; e procuravam introduzi-lo na casa e pô-lo diante dele.19.Mas não achando por onde o introduzir, por causa da multidão, subiram ao telhado e por entre as telhas o arriaram com o leito ao meio da assembléia, diante de Jesus.20.Vendo a fé que tinham, disse Jesus: Meu amigo, os teus pecados te são perdoados.21.Então os escribas e os fariseus começaram a pensar e a dizer consigo mesmos: Quem é este homem que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados senão unicamente Deus?22.Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, replicou-lhes: Que pensais nos vossos corações?23.Que é mais fácil dizer: Perdoados te são os pecados; ou dizer: Levanta-te e anda?24.Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder de perdoar pecados (disse ele ao paralítico), eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.25.No mesmo instante, levantou-se ele à vista deles, tomou o leito e partiu para casa, glorificando a Deus.26.Todos ficaram transportados de entusiasmo e glorificavam a Deus; e tomados de temor, diziam: Hoje vimos coisas maravilhosas.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Quinto dia da Oitava de Pentecoste.

19/05 Quinta-feira de Pentecostes
Festa de Primeira Classe 
Paramentos Vermelhos


Leitura da Epístola dos

Atos dos Apóstolos 2, 1-11
5 Assim Filipe desceu à cidade de Samaria, pregando-lhes Cristo. 6 A multidão estava atenta ao que Filipe lhe dizia, escutando-o unanimemente e presenciando os prodígios que fazia. 7 Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam, levantando grandes brados. Igualmente foram curados muitos paralíticos e coxos. 8 Por esse motivo, naquela cidade reinava grande alegria. 

Sequência do Santo Evangelho 

São João 14, 23-31
1 Reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades. 2 Enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3 Disse-lhes: Não leveis coisa alguma para o caminho, nem bordão, nem mochila, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas. 4 Em qualquer casa em que entrardes, ficai ali até que deixeis aquela localidade. 5 Onde ninguém vos receber, deixai aquela cidade e em testemunho contra eles sacudi a poeira dos vossos pés. 6 Partiram, pois, e percorriam as aldeias, pregando o Evangelho e fazendo curas por toda parte. 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.