sábado, 30 de abril de 2016

30 de abril dia de Santa Catarina de Sena. Virgem.

30/04 Sábado
Festa de Terceira Classe 
Paramentos Brancos
 Santa Catarina de Sena, nasceu em Sena no dia 25 de março do ano 1347, filha de um tintureiro e de mãe muito amorosa. Seus pais eram pobres e toda herança que deixaram para ela era uma educação rígida que valorizassem as virtudes do ser humano e a regesse para uma vida fiel a Deus. Era aplicada nos estudos e sempre preferia se isolar para rezar do que brincar com as outras crianças.
  Aos 15 anos de idade, Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Viveu um amor apaixonado por Deus e pelo próximo. Encerrou-se em uma cela e durante muitos anos só se dirigiu a Deus e a seu confessor. Orava o dia inteiro e seu quarto se iluminava de uma estranha luz a cada vez que ela se entregava com fervor às suas orações. Abandonou sua cela somente em 1374, quando a peste se alastrou por toda a Europa e ela decidiu cuidar dos enfermos e foi muito admirada e querida principalmente pelos italianos.
  No ano 1376, quando grupos antipapas se organizaram nas cidades de Peruggia, Florença, Pisa e Toscânia decidiram se posicionar contra o papa São Gregorio XI, Santa Catarina decidiu seguir até Avinhão, cidade onde o papa se encontrava escondido, e apresenttar-se diante do mesmo para ajudá-lo. Regressou em 1378, indo direto para sua cela e continuar sua vida isolada. . Embora analfabeta, ditava suas cartas endereçadas aos papas, aos reis e líderes, como também ao povo humilde. .
Deixou-nos o Diálogo sobre a Divina Providência, uma exposição clara de suus escritos, sua mística, o que colocaassim Santa Catarina de Sena grande mística da Igreja.
  Santa Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril do ano 1380, com 33 anos de idade.

Leitura da Epístola de São Paulo aos


II Coríntios 10, 17-18 e 11,1-2

7.Ora, quem se gloria, glorie-se no Senhor. 18.Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda.1.Oxalá suportásseis um pouco de loucura de minha parte! Oh, sim! Tolerai-me. 2.Eu vos consagro um carinho e amor santo, porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura.

Sequência do Santo Evangelho 



São Mateus 25,1-13

1.Então o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. 2.Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. 3.Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. 4.As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. 5.Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. 6.No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. 7.E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. 8.As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. 9.As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós. 10.Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. 11.Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos! 12.Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço! 13.Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Lançamentos de livros

 Adquira já o seu livro! 

 http://www.nossasenhoradasalegrias.com.br/2016/04/adquira-ja-o-seu-livro_27.html

Salve Maria!

É com muita alegria que no próximo sábado (30/04) lançaremos o livro: "MÊS DE MAIO"  - D. Félix Sardá y Salvany, inédito no Brasil. 


Interessados entrar em contato pelo e-mail:


Valor: R$ 12,00 (+ frete)

 

 

 

Lançamento: "Pedro, tu me amas?", de Daniel Leroux 

 http://borboletasaoluar.blogspot.com.br/2016/04/lancamento-pedro-tu-me-amas-de-daniel.html


"Este livro é esclarecedor..." Dom Marcel Lefebvre


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Veja o vídeo:


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Comentários Eleison - por Dom Williamson CDLVIII(458)23 de abril de 2016

Declaração de Bispos – I 



Temos um terceiro bispo da Resistência agora,
Como e por que, uma Declaração menciona.

No dia 19 de março, pouco mais de um mês atrás, Dom Tomás de Aquino foi discretamente sagrado bispo, para o benefício das almas de todo o mundo que desejam manter a verdadeira Fé católica. Assim como quando Monsenhor Faure foi consagrado, exatamente um ano antes, a cerimônia foi belamente organizada pelos monges do Mosteiro da Santa Cruz, nas montanhas por detrás do Rio de Janeiro, em sua catedral de aço, belamente decorada para a ocasião, como no ano passado. O tempo estava seco e quente, mas não muito quente. São José fez com que tudo corresse sem dificuldades. Devemos a ele um grande agradecimento.
Havia um pouco mais de gente que no ano passado, mas a maioria delas era de lugares próximos dentro do Brasil. Não houve jornalistas presentes, e o evento foi praticamente mencionado só nas fontes católicas tradicionais. Houve uma conspiração de silêncio? Houve alguma recomendação para que não se desse atenção? Não importa. O que realmente importa é o que Deus parece estar sugerindo, a saber, que a sobrevivência da Fé não requer, no momento, publicidade ou fazer-se conhecer, mas, talvez, deslizar nas sombras, das quais a Igreja pode suavemente descer às catacumbas para esperar por sua ressurreição depois que a tormenta do mundo, que promete ser humanamente terrível, seja levada a cabo.
Em todo caso, temos agora outro bispo, firmemente na linha de Monsenhor Lefebvre, e no lado oeste do Atlântico. Assim como Monsenhor Faure, ele conhecia bem o Arcebispo e era um confidente seu. Dom Tomás de Aquino nunca trabalhou com o Arcebispo diretamente dentro da FSSPX; mas, porque não era um membro da Fraternidade, o Arcebispo deve ter se sentido mais livre para compartilhar seus pensamentos e ideias com ele. Certamente ele deu ao jovem monge inestimáveis conselhos em mais de uma ocasião, os quais Dom Tomás nunca esqueceu. Os católicos que crêem não estão equivocados – houve poucas exceções à reação majoritariamente positiva pelo presente de Deus de outro verdadeiro pastor de almas.
Na época da consagração, os dois bispos consagrantes fizeram uma Declaração que não obteve ainda muita publicidade. Ela expõe em profundidade o fundamento da consagração, mostrando como este evento, aparentemente estranho, não o é em absoluto; ao contrário, é muito natural, dadas as circunstâncias. Aqui está a primeira parte da Declaração. A segunda parte terá de vir no “Comentário Eleison” da próxima semana.
Nosso Senhor Jesus Cristo advertiu-nos que em sua segunda vinda a fé teria quase desaparecido da face da terra (Luc. XVIII,8); deduz-se que, a partir do triunfo da Igreja na Idade Média, ela somente poderia experimentar um grande declínio até o fim do mundo. Três agitações em particular marcaram os estágios deste declínio: o protestantismo, que rechaçou a Igreja no século XVI; o liberalismo, que rechaçou Jesus Cristo no século XVIII; e o comunismo, que rechaçou Deus completamente no século XX.
Entretanto, o pior de todos foi quando esta Revolução por etapas conseguiu penetrar na Igreja, graças ao Concílio Vaticano II (1962–1965). Querendo manter a Igreja em contato com o mundo moderno que tanto havia se afastado dela, o Papa Paulo VI conseguiu que os padres do Concílio adotassem “os valores de 200 anos de cultura liberal” (Cardeal Ratzinger).
O que os padres adotaram foi o tríplice ideal da Revolução francesa, em particular, a liberdade, a igualdade e a fraternidade, sob a tríplice forma de liberdade religiosa, cuja ênfase na dignidade humana implica a elevação do homem acima de Deus; de colegialidade, cuja promoção da democracia mina e nivela toda a autoridade dentro da Igreja; e de ecumenismo, cujo louvor às falsas religiões implica a negação da divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. No transcurso de meio século desde o fim do Vaticano II, as consequências mortais para a Igreja em relação a esta adoção dos “valores” revolucionários se tornaram mais e mais óbvias, culminando em gravíssimos escândalos quase cotidianos que mancham o pontificado do Papa reinante.

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

25 de Abril: 25 anos de morte de Dom Antônio de Castro Mayer

Jubileu de Prata


Monsenhor Faure usa o mesmo lema de  Dom Antônio de Castro Mayer
http://www.amormariano.com.br/wp-content/uploads/dom-antc3b4nio-castro-mayer-recordac3a7c3a3o-do-falecimento-02-1.jpg

  E ela te esmagará a cabeça”. “Ipsa cónteret” (ela te esmagará).


Fotografia da década de 80 de Dom Antônio de Castro Mayer, após a missa, usando ainda os paramentos, na cerimônia de coroação da Virgem Maria.



http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c0/Dom_Mayer_em_cerim%C3%B4nia_de_coroa%C3%A7%C3%A3o_da_Virgem_Maria.jpg/200px-Dom_Mayer_em_cerim%C3%B4nia_de_coroa%C3%A7%C3%A3o_da_Virgem_Maria.jpg
Mosteiro da Santa Cruz, Nova Friburgo, 22 de Março de 2015
Domingo da Paixão – Sermão do Padre René Trincado

Tempus faciendi domine, dissipaverunt legem tuam (É tempo de atuar, Senhor, vossa fé será violada). Já é tempo de fazer que foi prometido. Violada está a vossa divina lei; abandonado está o vosso Evangelho; torrentes de iniqüidade inundam toda a terra e arrastam aos vossos mesmos servos. Desolada está a terra, a impiedade se assenta nos tronos (Comentário do Padre Trincado: a Democracia), vosso santuário é profanado, a abominação está no lugar santo. Deixarás tudo abandonado assim, Senhor justo, Deus das vinganças? Tudo chegará a ser como Sodoma e Gomorra? Calarás-te para sempre? Seguirás suportando a tudo?” São palavras proféticas de São Luis Maria Grignon de Montfort, que descrevem a inauguração do último concílio. E nesse espantoso panorama de devastação geral, somente um cego pode negar ou colocar em dúvida a necessidade, mais urgente que nunca na história da Igreja, de se ter bispos que nos dêem a doutrina Católica íntegra, a Verdade salvadora.

Acusa-se a Resistência de causar a divisão dos que devem estar unidos, de soberba e de desobediência. Antes acusaram a Monsenhor Lefebvre exatamente do mesmo. Os que nos acusam de romper a unidade padecem desses sonhos pacifistas tão característicos dos liberais. Nossa resposta está nas palavras eternas de Cristo: “Não vim para trazer a paz, mas sim a espada e a divisão(Mt. 10,34; Lc. 12,51). “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz; não como vos dá o mundo, Eu vo-los dou.(Jn 14,27).

Nosso Senhor nos ensina que uma é a paz do mundo e outra é a paz de Cristo. Que há uma paz boa e uma paz má, e que há uma divisão boa e uma divisão má. “A paz de Cristo é a união que Ele estabelece entre o céu e a terra por sua Cruz(Col. 1), diz São Cirilo citando a São Paulo, e acrescenta que toda paz que separa do amor divino é má. E São João Crisóstomo, falando da boa espada ou boa divisão, diz que o médico, a fim de salvar o resto do corpo, corta o que se tem de incurável. Acrescenta também que uma divisão boa terminou com a má paz da Torre de Babel e que São Paulo, por sua parte, dividiu a todos os que se haviam unido contra ele (Hch. 23). São João Crisóstomo assinala que Cristo veio para dar início à guerra católica e São Eusébio ensina que Nosso Senhor, fazendo-nos o exército do Reino dos Céus, dispôs-nos para o combate contra os inimigos. Estas citações provam a mentira do pacifismo dos liberais.

Agora bem, logo depois de quase vinte séculos de guerra, de resistência da Igreja entre duros combates, veio o demônio finalmente com a sua obra mestra, o Concílio Vaticano II, para destruir a vontade de lutar dos soltados de Cristo. Com efeito, o liberalismo, batizado no concílio, acabou com a guerra: firmou-se por fim a paz com o demônio, o mundo e a carne.

Contra este engano diabólico levantou-se valorosa e resolutamente o nosso fundador, Monsenhor Marcel Lefebvre, mas 40 anos depois vemos a congregação que lutava gloriosamente em defesa de Cristo, abandonando gradualmente a trincheira, deixando paulatinamente de combater e mendigando migalhas à seita conciliar. Perdida a esperança na conversão de Roma pelo poder divino (coisa que parece impossível aos que deixaram de confiar inteiramente em Deus) e esquecendo-se que esta guerra não é dos homens, mas sim de Deus; busca-se um auxílio humano, uma aliança adúltera com os liberais moderados, a ajuda de supostos “novos amigos em Roma” (Cor Unum 101), pretende-se um acordo de paz com o inimigo, pensa-se que entrando na estrutura oficial, os tradicionalistas converterão pouco a pouco aos modernistas e, desse modo, a Igreja estará restaurada. Mas tudo isso não é mais que uma horrorosa ilusão de origem indubitavelmente diabólica, ilusão que está fazendo baixar os braços àqueles que combatiam valorosamente por Cristo: “Não se vêem mais na Fraternidade os sintomas dessa diminuição na profissão da Fé?”, diziam os três bispos ao Conselho Geral na sua carta de Abril de 2012. O combater pela fé diminui na mesma medida que o fumo de Satanás (o liberalismo) se introduz na Tradição por uma brecha aberta a partir do lado de dentro e pela cabeça. Por isso, agora a Fraternidade busca uma paz que não é a de Cristo.

No que nos diz respeito, saibamos viver e morrer na trincheira que está ao pé de Cruz. Que não una o homem o que Deus separou! Esta é a guerra de Deus, é a única guerra declarada por Deus. Com efeito, ensina São Luis Maria Grignon de Montfort no seu “Tratado da Verdadeira Devoção”, que “Deus não fez nem formou jamais mais que uma única inimizade – e inimizade irreconciliável – que durará e aumentará até o fim; e é entre Maria e o diabo; entre os filhos e servidores da Santíssima Virgem e os filhos e seqüazes de Lucífer”. E disse Deus: “Eu colocarei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua descendência e a sua(Gen. 3, 15). Aqui está a declaração de guerra. É Deus aquele que declarou a guerra. É a sua guerra, não nos pertence, não temos direito a pactuar a paz, a terminar com ela. Nosso dever é combater sem pretender pôr fim a esta guerra. Não temos direito a nos render. Temos o dever de pelejar, de combater, não de vencer, mas para os soldados de Cristo, combater é vencer.Aos soldados compete combater e a Deus dar a vitória”, dizia Santa Joana D’Arc. A vitória virá ao final. Deus revelou o resultado da guerra: “Eu colocarei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua descendência e a sua... e ela te esmagará a cabeça”. “Ipsa cónteret” (ela te esmagará). Essas duas palavras são precisamente o lema escolhido por Monsenhor Faure. Ipsa cónteret caput tuum: Ela, demônio maldito, pai do modernismo, do liberalismo, de todas as heresias, das covardias, das traições e de todos os pecados; te esmagará a cabeça, e te vencerá.

Fidelis inveniatur” (sejam aliados fiéis) (1 Cor 4,2) é o lema de Monsenhor Williamson. Longe de ser “pura retórica”, ela explica o ódio e a perseguição universal de que ele é objeto. Porque Deus suscitou inimizades, antipatias e ódios... – sigo citando a São Luis M. G. De Montfort – entre os verdadeiros filhos e escravos do demônio... os filhos de Belial, os escravos de Satanás... perseguirão incessantemente... e perseguirão entretanto mais... àqueles... que pertençam à Santíssima Viregem, assim como em outro tempo Caim perseguiu a seu irmão Abel e hoje à Neo-Fraternidade, Roma apóstata e os obscuros poderes mundiais perseguem a Dom Williamson e a Monsenhor Faure, os bispos fiéis da Resistência, e a Dom Tomás e seus monges, e a todos os demais verdadeiros soldados de Cristos.

Que pela intercessão da Nossa Mãe Santíssima, Deus nos conceda combater até o final com o valor e a força do leão e com a humildade e mansidão do cordeiro, às ordens de nossos dois bispos e sob nosso único estandarte: a Cruz de Cristo.

 
Consultar como complemento, recomendado pelo Padre René Trincado e o Monsenhor Faure:
«Prière embrasée» - São Luis Grignon de Montfort :
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

domingo, 24 de abril de 2016

Doação para o Mosteiro da Santa Cruz


 Os preceitos tratam de atos de virtude, dar esmola será obrigatório na medida em que este ato for necessário para a virtude, isto é, enquanto a reta razão o exige. Ora, isso implica duas ordens de considerações, relativamente ao que dá e ao que recebe a esmola. Do lado do doador, deve-se levar em conta que as esmolas hão de ser feitas do seu supérfluo, como está no Evangelho de Lucas: “Dai esmola do que vos é supérfluo” (11, 41). Chamo supérfluo não só o que sobra das necessidades do doador, mas também das demais pessoas dele dependentes. Com efeito, cada um deverá primeiramente prover às suas necessidades próprias e às dos seus dependentes (neste caso fala-se do que é necessário à pessoa, sendo que este vocábulo implica a dignidade). Depois, com o que sobrar, as necessidades dos outros devem ser socorridas. É assim que faz a natureza: primeiro cuida, por meio da virtude nutritiva, do que é necessário para sustentar o próprio corpo; depois, pela virtude da geração, dispende o supérfluo para gerar um outro ser.
Do lado do beneficiário, requer-se que ele esteja na necessidade, sem o que a esmola não teria razão de ser. Mas como é impossível a cada um socorrer a todos os que padecem necessidade, o preceito não impõe que se faça esmola em todos os casos de necessidade, mas somente a necessidade que não pode ser socorrida de outro modo. Aplica-se aqui a palavra de Ambrósio: “Dá de comer ao que morre de fome; se não o fizeres, matá-lo-ás”.
Concluindo, eis o que é de preceito: dar esmola do supérfluo ao que passa por extrema necessidade. Fora dessas condições, dar esmola é um conselho, igual aos conselhos que se dão para buscarmos um bem melhor.
Quanto às objeções iniciais, deve-se dizer que:
1. Daniel dirigia-se a um rei que não estava sujeito à lei de Deus. Por isso, o que estava prescrito por essa lei, que ele não reconhecia, não lhe devia ser proposto senão sob forma de conselho. Ou, como se diz, trata-se de um caso em que a esmola não é de preceito.
2. Deve-se dizer que o homem tem a propriedade dos bens temporais que de Deus recebeu. Quanto ao uso, porém, eles não lhe pertencem unicamente, mas igualmente aos outros, que podem ser socorridos pelo seu supérfluo. É o que ensina Basílio: “Se confessas ter recebido de Deus estes bens (isto é, os bens temporais), deveria Deus ser acusado de injustiça por os ter repartido desigualmente? Por que tu vives na abundância, e o outro condenado a mendigar, senão para que tu ganhes os méritos de uma boa administração, e ele, a recompensa da paciência? É do faminto o pão que reténs; do nu a roupa que conservas no armário; do descalço o calçado que se estraga em teu depósito; do indigente a prata que possuis em custódia. Por isso, tuas injustiças são tão numerosas quanto os dons que poderias conceder”. O mesmo ensinou Ambrósio.
3. Se pode determinar um certo tempo dentro do qual peca mortalmente quem não praticar a esmola. Do lado do beneficiário, a esmola deve-lhe ser feita quando for de uma evidente e urgente necessidade, sem aparecer quem de pronto o socorra. Do lado do doador, quando possui um supérfluo que, segundo todas as previsões, presentemente não lhe será necessário. Não é forçoso fixar-se em considerações sobre tudo o que poderia ocorrer no futuro: seria “preocupar-se com o dia de amanhã” (Mt 6, 84), que o Senhor proíbe. Assim, o supérfluo e o necessário devem ser apreciados segundo as circunstâncias prováveis e mais comuns.
4. Todo socorro prestado ao próximo se reduz ao mandamento de honrar pai e mãe. Assim o interpreta o Apóstolo: “A piedade é proveitosa a tudo, pois contém a promessa da vida presente e futura” (I Ti 4, 8). Ele fala assim porque, ao preceito de honrar pai e mãe, acrescenta-se esta promessa: “para teres uma longa vida sobre a terra”. Ora, na piedade estão incluídas todas as espécies de esmolas.
Suma Teológica II-II, q.32, a.5


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 




24 de abril dia de São Fidelis de Sigmaringen. Mártir.

  Nascido em Sigmaringen, Alemanha , em 1578, foi aluno brilhante do curso de filosofia e direito na Universidade de Friburgo, na Suíça. Peregrinando por seis anos em várias cidades da Itália , da Espanha e da França, ministrava aos jovens e alunos ensinamentos pelos quais receberia um outro apelido que seria de “filósofo cristão”.
  Ao atingir a idade de 34 anos, deixou tudo fez os exercícios espirituais, Marcos pediu admissão no Convento capuchinho de Friburgo.Por sugestão do superior, recebeu antes a ordenação sacerdotal Na festa de São Francisco de Assis de 1612, cantou sua Primeira Missa e recebeu o hábito capuchinho, trocando seu nome batismal pelo que o imortalizaria, Fidelis de Sigmaringa. Em 1618, Frei Fidelis foi eleito superior do Convento dos capuchinhos em Rheinfeld, perto de Basiléia, na Suíça. No ano seguinte, elegeram-no para o de Feldkirch, e mais tarde, para o de Friburgo. No ano de 1621, o exército austríaco invadiu a região dos grises suíços, tendo sido escolhido o Santo para capelão do exército acantonado, nos arredores de Feldkirch. Uma peste atacou as tropas fazendo inúmeras vítimas. “Foi suscitado por Deus no início do século XVII para pregar uma autêntica reforma católica na Suíça alemã, e Roma, nomeou São Fidelis chefe dos missionários” E reconduzia à verdadeira Igreja os que haviam-se deixado seduzir pela heresia de Calvino . Em uma missão de paz, São Fidélis foi designado a manter conversações em Recia em plena crise protestante. Mas a sua missão acabou causando a impressão aos habitantes da cidade de que era um santo agente a serviço do Imperador católico. Mesmo assim o santo não se abalou e continuou a ir às cidades fazendo suas pregações.
  Um dia, quando estava fazendo um sermão, vários soldados o cercaram solicitando que o santo retirasse tudo que tinha falado e pregado, eles tiveram como resposta o seu “não” de maneira poética e sábia. Recebeu então em sua cabeça um pesado golpe de espadas que poria fim em sua vida. Mesmo assim, ao morrer, pronunciou a palavra de perdão a seus matadores no dia 24 de abril de 1622. Sua canonização foi declarada em 1746 por Bento XIV. Dizia sempre "Peço a Deus constantemente duas coisas: passar a vida sem ofendê-Lo, e derramar até a última gota de sangue por Seu amor e pela Fé Católica".

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

sábado, 23 de abril de 2016

Nossa Senhora no Sabado



No primeiro Sábado do Mês meditar 15 mistérios do Rosário com Nossa Senhora pediu em Fátima.

Leitura da Epístola dos 

Eclesiástico 24,14-16
14 Desde o início, antes de todos os séculos, ele me criou, e não deixarei de existir até o fim dos séculos; e exerci as minhas funções diante dele na casa santa. 15 Assim fui firmada em Sião; repousei na cidade santa, e em Jerusalém está a sede do meu poder. 16 Lancei raízes no meio de um povo glorioso, cuja herança está na partilha de meu Deus; e fixei minha morada na assembléia dos santos.

Sequência do Santo Evangelho

São João 19,25-27
25 Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. 27 Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.
 PARA O TRIUNFO DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA.
Pela Consagração da Rússia Imaculado Coração de Maria.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Normalização canônica?



Por Monsenhor Dom Tomás de Aquino



  O Rev. Padre Franz Schmidberger no dia 19 de fevereiro expôs as razões pelas quais lhe parece chegada a hora de normalizar a situação canônica da Fraternidade e, pode-se supor, as das comunidades amigas.

  Entre as razões apresentadas pelo antigo superior geral da Fraternidade São Pio X encontramos o fato de Dom Lefebvre ter procurado uma regularização canônica para sua congregação. Isso é em parte exato em parte inexato.

  Falando de Dom Antônio de Castro Mayer, Dom Lefebvre dizia (creio que em 1985) que era necessário que o Bispo emérito de Campos compreendesse que era necessário entrar na ilegalidade. Dom Antônio, apesar de uma análise profundamente teológica da crise atual, permanecia preso à uma legalidade que o paralisava. Por receio da ilegalidade Dom Antônio não ordenou nenhum padre entre 1984, data em que foi forçado a deixar a função de Bispo titular de Campos, e 1988, data das sagrações dos quatro Bispos da Fraternidade São Pio X. Dom Lefebvre entendia melhor o que diz São Paulo, “a letra mata e o espírito vivifica.” Ele havia discernido o golpe de mestre de Satanás que foi o de ter lançado toda a Igreja na desobediência à Tradição, por obediência. A virtude da obediência utilizada contra a sua finalidade. O bem a serviço do mal.

  Que Dom Lefebvre tenha procurado uma solução canônica é evidente, mas que ele não a encontrou é mais evidente ainda. E ele não a encontrou porque ela não existia e não existirá enquanto Roma estiver ocupada pelos inimigos da realeza universal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi por isso que Dom Lefebvre sagrou quatro bispos em 1988. Ele teria sagrado provavelmente mais se Dom Antônio de Castro Mayer tivesse designado alguns padres para receber o episcopado, como lhe fora proposto atráves de Dom Gerard que veio ao Brasil em 1987 com a missão de fazer este pedido a Dom Antônio.

  Dom Lefebvre pensava que Dom Antônio poderia ter recusado de abandonar cargo e poderia ter escolhido o seu sucessor fazendo frente a Roma modernista para preservar sua diocese dos erros atuais.

  Dom Lefebvre queria sim uma solução canônica, mas uma solução canônica que não fosse falsa mas sim verdadeira.

  Para o Pe. Schmidberger o momento parece ter chegado para esta normalização verdadeira, já que Roma não fala mais de aceitação do Vaticano II nem de legitimidade do Novus Ordo, Ele diz também que a Fraternidade não se calará a respeito dos erros modernos.

  Para mim tenho que estas garantias são bastantes frágeis pois Dom Gerard e Campos diziam também que nenhuma limitação lhes seria imposta no combate anti-modernista. Eles nos prometeram continuar o combate e alguns chagaram mesmo a dizer que era agora que o combate ia começar de verdade porque eles lutariam dentro da Igreja. Pura ilusão como os fatos mostraram. Ilusão e falsa doutrina como se a Tradição estivesse fora da Igreja.

  Dom Lefebvre via bem estas ilusões em Dom Gerard. Enquanto reinar o modernismo em Roma toda esperança de uma verdadeira normalização será vã.

  O Pe. Schmidberger diz também que a Resistência perdeu o sentido e o amor da Igreja. Certamente nós devíamos ter mais virtude, mais fé e mais caridade. No entanto, podemos dizer em nossa defesa que na Resistência se estuda a Pascendi, o Syllabus, Quanta Cura, Quas Primas, Quadragesimo Ano, etc. Na Resistência se lê “A História do Catolicismo Liberal” do Padre Emmanuel Barbier. Na Resistência se traduz em português e se edita o livro “Pierre m'aime tu? De Daniel le Roux. Na Resistência se publica o “Le Sel de la Terre” e se tem veneração por Dom Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer. Suas obras são estudadas e explicadas aos fiéis.

  Se não fazemos mais é por nossa culpa, mas fazemos alguma coisa e esta alguma coisa creio que o fazemos por ter o sentido e o amor da Igreja.

  Que Deus aumente em nós esse amor à Igreja por intercessão do Imaculado e Doloroso Coração de Maria.



 + Tomás de Aquino, OSB.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

22 de abril dia dos Santos Sotero e São Caio,Papas e Mártires.

  22/04 Sexta-feira 
Festa de Terceira Classe
Paramentos Vermelhos

http://1.bp.blogspot.com/_VsL8VkjSZWw/S89rXip5SsI/AAAAAAAAJJI/zhavaa7FHJQ/s1600/san-so10-1.jpg
São Sotero (ou Sótero) nasceu em Fondi,  no reino de Nápoles. Seu pai era natural da Grécia e, isto explica,  sua  preocupação em relação aos problemas e necessidades da Igreja grega, durante seu pontificado. Sua personalidade caritativa e amável, no entanto, não deixou de lado o rebanho como um todo, que nutria grande carinho e obediência às suas determinações.  Sua origem cristã é que acabou determinando sua eleição na sucessão do trono pontifício.  Nasceu e cresceu  dentro de uma esmerada educação católica, de forma que tornou-se pessoa fervorosíssima e grande luminar na Igreja de Cristo.  Assim reconhecido,  foi escolhido  para assumir o governo da Igreja por unanimidade.
   Marco Aurélio empreendia crudelíssima perseguição aos cristãos. Com sua voracidade,  investiu implacavelmente contra eles, dos quais muitos foram lançados aos leões no anfiteatro, outros despedaçados em cadafalsos, outros enterrados vivos.  Sendo os seguidores de Cristo,  causa de espetáculos promovidos pelo cruel imperador,   São Sotero, como testemunha ocular das constantes perseguições, empreendeu todas as suas forças no sentido de consolar e atender aos fiéis através de diversas instruções,  contidas em suas cartas apostólicas.  Nelas, os exortava e animava  na  perseverarem  da Fé,  sempre unidos e obedientes aos ministros da Santa Igreja, para que juntos pudessem sofrer com paciência e resignação todos as investidas e  conseqüentes tormentos que surgiam de todos os lados.  Pessoalmente empenhou-se em  visitar lugares subterrâneos e cavernas usadas como refúgio pelos cristãos, levando sua palavra de alento e confiança,  aos fiéis perseguidos pela causa de Cristo.    
  Com muita determinação e  coragem,  opôs-se publicamente à heresia de Montano,  levantada quatro anos antes do término de seu pontificado.   Foi época em que lavrou  escritos de sabedoria tão inspirada, que  depois de muitos anos,  foi usada pela Igreja para combater com veemência o surgimento de  diversas outras heresias. 
  Promulgou vários decretos canônicos,  dentre os quais,um que proibiu as  monjas de tocarem os vasos  sagrados e  corporais,  bem como da administração do incenso em  cerimônias da Santa Igreja.   Foi ele  também o primeiro Papa a prescrever, canonicamente,  o caráter sacramental da união, apesar de estar já estabelecida desde  os primórdios da Santa Igreja.
    À medida  que  iam sendo trucidadas  as ovelhas  pela ira mortal contra os cristãos,  percebeu o Sumo Pontífice que  o cerco se fechava  cada vez mais e que inevitavelmente tombaria em breve também o pastor. E assim foi.  Pela  sua  carreira  de santidade e  pureza,  firmeza  e  empenho resoluto,   recebeu a coroa dos mártires no dia 22 de abril, sendo porém, ignorado o gênero de martírio.  Foi  enterrado em Roma,  onde seu corpo descansou até o século IX, durante o pontificado do Papa Sérgio II, que determinou que suas relíquias  fossem trasladadas  para o cemitério de Calixto,  anexo à Igreja de Equício,  junto aos restos mortais de São Silvestre e São Martinho.  Parte de suas relíquias  foram enviadas  para a  Igreja de Toledo e outras para Munique, onde são profundamente veneradas e festejadas por ocasião da sua festa.

Leitura da Epístola de

I São Pedro 5, 1-4 e 10-11
 1Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participante com eles daquela glória que se há de manifestar.2Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação;3não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho.4E, quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível de glória10O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará.11A ele o poder na eternidade! Amém.


Sequência do Santo Evangelho

São Mateus 16, 13-19
13Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?14Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.15Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou?16Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!17Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.18E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.19Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Dia 21 de abril dia de Santo Anselmo Bispo, Confessor e Doutor Igreja.

21/04 Quinta-feira 
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos
 Santo Anselmo de Cantuária (1033/1034 – carregado de anos e de virtude, faleceu no dia 21 de abril de 1109, sendo canonizado pelo Papa Alexandre III.), nascido Anselmo de Aosta (por ser natural de Aosta, hoje na Itália), e também conhecido como Santo Anselmo, foi um influente teólogo e filósofo medieval italiano de origem normanda. Sua mãe, verdadeira matrona cristã. Formado na escola da mãe, entregou-se cedo à virtude e, segundo seu primeiro biógrafo, era amado por todos, tendo muito sucesso nos estudos. Bons tempos aqueles, em que as pessoas virtuosas eram amadas, e não perseguidas. Aos 15 anos já se preocupava com altas questões metafísicas e teológicas, e quis entrar num mosteiro. Mas os monges negaram-lhe a entrada, por medo de desagradar ao seu pai.
 Não podendo ingressar na vida religiosa, Anselmo entregou-se gradualmente aos prazeres mundanos, só não chegando a excessos por amor à sua mãe, a quem não queria desagradar. Mas essa âncora, que ainda evitava que ele se afogasse no mar do mundo, faltou-lhe. Com o falecimento de sua genitora, quando Anselmo tinha 20 anos, seu pai tornou-se mal-humorado e violento, maltratando frequentemente o filho. Anselmo resolveu então fugir de casa, acompanhado por um servo. Vagou pela Itália e pela França, conheceu a fome e a fadiga, até que chegou ao mosteiro de Bec, na França, onde havia a escola mais afamada do século XI, dirigida por seu famoso conterrâneo, Lanfranco.
 E resolveu permanecer em Bec, onde foi ordenado sacerdote em 1060. Mas se ele fugia das honras, estas o perseguiam. Em 1066 foi eleito Abade de Bec. E seu primeiro biógrafo, Eadmer, conta a pitoresca e comovente cena ocorrida nessa ocasião, típica da Idade Média: o eleito abade prosterna-se diante de seus irmãos, pedindo-lhes com lágrimas que não o onerassem com aquele fardo, enquanto os irmãos, também prosternados, insistem com ele para que aceite o ofício.
  Sob sua direção, Bec alcançou sua maior celebridade, sendo para a Normandia e Inglaterra o que Cluny era para a Borgonha, França e Itália.
  Em Bec “escreveu vários de seus livros, que abrem um novo caminho para o estudo da Teologia e se distinguem pela profundidade de pensamento, delicadeza de investigação, ousado vôo metafísico que, não obstante, nunca se separa do terreno da fé tradicional”. É considerado o fundador do escolasticismo e é famoso como o criador do argumento ontológico a favor da existência de Deus. Escreveu outras obras importantes, Do Gramático e Da Verdade, ambos em latim.
  Foi Arcebispo de Cantuária entre 1093 e 1109 (sucedendo a Lanfranco, também um italiano), por nomeação de Henrique I de Inglaterra, de quem foi amigo e confessor, mas depois divergiu com ele na Questão das Investiduras.
  Em Roma, Anselmo foi recebido por Urbano II, que o convenceu a voltar para sua diocese. Mas antes participou ele do Concílio de Bari, em 1098, do qual foi um dos luminares, desfazendo o sofisma dos gregos, que negavam que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho. Para isso pronunciou belo discurso, que depois se tornou um tratado intitulado Da procedência do Espírito Santo. Na Itália escreveu outro tratado, Cur Deus homo, e regressou à Inglaterra em 1100, a pedido de Henrique, que sucedera no trono a seu pai, Guilherme, morto impenitente durante uma caçada.
  Para melhor praticar a obediência, Anselmo havia pedido ao Papa que lhe desse alguém a quem ele pudesse se submeter em todas as ações, como um monge ao seu superior. O Papa designou para esse ofício o monge Eadmer, que se tornou amigo íntimo, discípulo e biógrafo do Santo.

Leitura da Epístola de São Paulo aos

II Timóteo 4, 1-8
1 Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: 2 prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. 3 Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. 4 Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. 5 Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. 6 Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. 7 Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. 8 Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.


Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus 5, 13-19
13 Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha 15 nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. 16 Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. 17 Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. 18 Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. 19 Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.