sábado, 30 de julho de 2016

Nossa Senhora no Sábado

 30/07 Sábado
Festa de Quarta Classe 
Paramentos Brancos

Epístola extraída do

Eclesiástico 24, 14-16
14 Desde o início, antes de todos os séculos, ele me criou, e não deixarei de existir até o fim dos séculos; e exerci as minhas funções diante dele na casa santa. 15 Assim fui firmada em Sião; repousei na cidade santa, e em Jerusalém está a sede do meu poder. 16 Lancei raízes no meio de um povo glorioso, cuja herança está na partilha de meu Deus; e fixei minha morada na assembléia dos santos. 

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 11, 27-28 
27 Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! 28 Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam! 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Comentários Eleison - por Dom Williamson CDLXXI (471) - (23 de julho de 2016)

ACADEMIA  DIAGNOSTICADA


Se à Academia faltam a rima e a razão,
É porque os homens da Igreja cometeram traição.


Quando Sua Excelência me perguntou, na qualidade de estudante de história, se eu concordava com ele que o fenomenismo agnóstico condenado na Pascendi seria a maior e única pista para entender a cena moderna, eu concordei superficialmente. A partir de então passei a me perguntar como os homens, especialmente os letrados, puderam algum dia levar a sério a insensatez de que a mente não conhece nada além dos fenômenos ou aparências. E recordei – depois de frequentar aulas universitárias pelos últimos três anos e meio e ouvir cuidadosamente alguns brilhantes professores que pareciam ter senso de realidade, e muitos outros que não – como eu mesmo comecei a questionar por que alguns têm um grande senso de realidade e outros, com os mesmos ou semelhantes graus de doutoramento, adotam ideias tão selvagens e irracionais. Permita-me dar-lhe a resposta deste observador de anos da cena acadêmica...

Depois de pensar um pouco, percebi que os professores mais lógicos eram católicos, porque na melhor das hipóteses eles podem ser conservadores, mas têm uma visão realística do mundo. As ideias e os conceitos que ensinam são, majoritariamente, sensatos. Por outro lado, os ensinamentos da maioria dos professores são atrapalhados, confusos e insensatos. Eles professam ideias bizarras e estranhas e as respaldam com meias verdades. Eles adotam quase toda noção que esteja em voga, como o aquecimento global ou a mudança climática (a nova “evolução”) e a apresentam como verdade. Seu raciocínio por detrás dessas noções é pura insensatez e não resiste a um escrutínio minucioso. Comecei a questionar: como homens tão letrados podem ser tão ignorantes? Depois de muito pensar, encontrei o que, estou seguro, é a verdadeira resposta.

Dado que os professores que são mais sensatos são homens que ao menos se esforçam para ser católicos, há razão em pensar que possuem algo que os pagãos não têm. Antes da revolta de Martinho Lutero, a maioria dos acadêmicos ou homens letrados eram católicos que usavam sua razão e possuíam senso comum, de modo que todos ensinavam e acreditavam na mesma verdade. Quando Lutero fez estragos na Igreja, também fez estragos em muitos clérigos letrados e professores universitários. Em particular, sua nova religião eliminou o Sacramento da Confirmação pelo qual sabemos que os católicos recebem os sete dons do Espírito Santo, quatro dos quais para a mente: Ciência, Sabedoria, Entendimento e Conselho. Todos os quatro faltam aos professores agnósticos de hoje. Estes podem ser gente bem educada, erudita, mas não podem fazer uso de seu conhecimento de uma maneira racional ou aplicá-lo à realidade. Como Pio X diz, eles desenvolvem fantasias e apresentam-nas como verdades, e, mais ainda, convencem-se de que são brilhantes quando, de fato, estão chafurdando em ignorância. Eles são do culto do 2 + 2 = 5! E são orgulhosos dele.

Nessa teoria, a atual destruição da academia proveria do abandono de Lutero do sacramento da Confirmação e do fato de as universidades da Europa terem-se tornado menos e menos católicas. Eventualmente, milhares de professores que se lançaram ao mundo da academia foram educados para além de sua habilidade de raciocinar. Na falta de Ciência, de Sabedoria, de Conhecimento e de Conselho, em seu sentido mais alto, como dons de Deus, eles desenvolveram nas universidades a panóplia dos erros de hoje, ou “ismos”. Por exemplo, afirmar que o aquecimento global destruirá o homem e o mundo é insensatez pura; e isso é ainda ensinado e crido nas universidades modernas, como se fosse 2 + 2 = 4. E essas ideias venenosas são engolidas pela juventude ingênua nas universidades, como biscoitos no chá da tarde, especialmente a ideia de que a Verdade é meramente o que cada um de nós acredita que seja, e a Razão que se dane.

Assim, segue que quando o Vaticano II escolheu seguir as pegadas de Lutero ao abandonar a Tradição e ao “renovar” o sacramento da Confirmação, de modo a ameaçar sua validade, os católicos também puseram em perigo os dons do Espírito Santo, e perderam correspondentemente a habilidade de pensar, porque a Confirmação da Neoigreja agora se destina somente a torná-los “cristãos melhores”.

Kyrie eleison


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Apresentação do livro Pedro, Tu Me Amas?, por Daniel Leroux

Laçamento das edições Mosteiro da Santa Cruz.

Este livro de Daniel Leroux ilustra as memoráveis palavras de Dom Marcel Lefebvre na sua declaração de 21 de novembro de 1974:
https://cdn.awsli.com.br/600x450/141/141998/produto/6456411/ec04d050ac.jpg
"Nós aderimos de todo o coração à Roma Católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma Eterna, mestra de sabedoria e de verdade.
"Pelo contrário, negamo-nos e sempre nos temos negado a seguir a Roma de tendência neo-modernista e neo-protestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II, e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram.
"Todas estas reformas, com efeito, contribuíram, e continuam contribuindo, para a demolição da Igreja, a ruína do sacerdócio, a destruição do Sacrifício e dos Sacramentos, a desaparição da vida religiosa e a implantação de um ensino naturalista e teilhardiano nas universidades, nos seminários e na catequese, um ensino surgido do liberalismo e do protestantismo, condenados múltiplas vezes pelo magistério solene da Igreja. Nenhuma autoridade, nem sequer a mais alta na hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa fé católica, claramente expressa e professada pelo magistério da Igreja há dezenove séculos.
"Se ocorresse -- disse São Paulo -- que eu mesmo ou um anjo do céu vos ensinasse um Evangelho diferente daquele que vos temos anunciado, seja anátema (Gal. 1, 8)."
Devemos permanecer fiéis às promessas de nosso batismo e, para tal, recusar-nos a adotar as novas doutrinas desta outra Igreja, como a qualifica Gustavo Corção. Nós somos filhos da Igreja Católica e não desta outra cujas doutrinas e cujos frutos Daniel Leroux relata, descreve e explica com grande clareza neste livro que se ocupa mais especialmente do pontificado de João Paulo II.


  • Formato: Brochura;
  • Quantidade de páginas: 339;
  • Ano: 2016;
  • Índice:
  • Preço 38,00 
 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Comentários Eleison CDLXX (470), 16 de julho de 2016

 
BREXIT – SPEXIT?

Por Dom Richard Williamson
Tradução: Cristoph Klug

Enquanto Menzingen pelas sirenes de Roma é encantado,
Para manter a Fé, guerra avisada não mata soldado.

Existe algo chamado “Zeitgeist”, ou espírito da época. Uma prova seria o paralelo que pode ser estabelecido entre o plebiscito da Grã-Bretanha de 23 de junho para renunciar ao abraço da quase comunista União Europeia, e a reunião de Superiores da FSSPX em 28 de junho com o Comunicado de Dom Fellay de 29 de junho declarando que a Fraternidade agora renuncia ao abraço da Roma neo-modernista – “Spexit”, para abreviar. Mas assim como o “Comentário” da semana passada sugeriu que o Brexit seria admirável, mas duvidosamente eficaz, poder-se-ia temer que o São-Pio-Exit poderia ter tranquilizado muitos bons católicos por pensar que a Fraternidade recuperou o rumo, mesmo que em poucos dias a Roma oficial e Mons. Fellay tenham voltado a dizer que os contatos continuam...

A base do paralelo é a apostasia que caracteriza a Quinta Época da Igreja, desde 1517 até 2017 (ou mais além), pela qual os povos do mundo, lenta porém progressivamente têm dado suas costas a Deus para substituí-lo pelo Homem. Mas sua consciência não está tranquila no processo. Consequentemente, exteriormente eles anelam a liberação de Deus e os benefícios materiais da Nova Ordem Mundial. Assim, um bom instinto antigo levou os britânicos a votar para tornarem-se independentes do Comunismo, mas sendo quase todos materialistas ateus, eles são comunistas sem o nome, e então agora dificilmente sabem o que fazer com o seu Brexit. Assim, pode-se temer que haja mais no “Spexit” do que parece.

Por exemplo, o excelente site hispânico “Non Possumus” assinalou que quando o Comunicado de 29 de junho diz que se espera um Papa “que favoreça concretamente o retorno à Santa Tradição” (2+2=4 ou 5), isto não é a mesma coisa que um Papa “que tenha voltado à Tradição” (2+2=4, e exclusivamente 4). Muito menos é tranquilizador que em 2 de julho Dom Fellay tenha convocado para uma quinta Cruzada de Rosários, já prevista em 24 de junho como uma possibilidade pelo padre Girouard, no oeste do Canadá. Recordando como Dom Fellay mostrou como presentes da Mãe de Deus, tanto a duvidosa liberação do verdadeiro rito da Missa no Summorum Pontificum em 2007, como o “levantamento” das “excomunhões” inexistentes em 2009, o padre Girouard teme que um reconhecimento unilateral da Fraternidade por parte da Roma oficial possa ser mesmo assim apresentado como uma resposta d’Ela a essa nova Cruzada de Rosários. Eis aqui como o padre Girouard imagina o reconhecimento sendo apresentado por Dom Fellay:

“Na Cruzada pedimos pela proteção da Fraternidade. Graças aos 12 milhões de Rosários, a BVN obteve para nós, do Coração de Seu Filho, essa especial proteção! Sim, o Santo Padre firmou esse documento onde ele nos reconhece a nós e nos promete dar sua proteção pessoal para que possamos continuar “como somos”. Esse novo presente de Deus e da BVM é verdadeiramente um novo meio dado a nós pela Divina Providência para continuar melhor nosso trabalho para a extensão do Reinado Social de Cristo! Isso é também a reparação de uma grave injustiça! É verdadeiramente um sinal de que Roma mudou para melhor! Nosso venerável fundador, Dom Lefebvre, teria aceitado esse presente providencial. Certamente, podemos estar seguros de que ele uniu suas orações às da BVM para obtê-lo de Nosso Senhor, e que ele está agora regozijando-se com Ela no Céu! Em ação de graças por esse maravilhoso presente da Providência, renovemos oficialmente a consagração da Fraternidade aos Corações de Jesus e Maria, e tenhamos um Te Deum cantado em todas as nossas capelas!”

Neste panorama, acrescenta o padre Girouard, a qualquer pessoa que rejeite a reunião da Fraternidade com Roma se fará parecer como se estivesse resistindo a Deus e desprezando a Sua Mãe.

Esses temores são no momento apenas imaginários. O que é certo é que o “Spexit” de 25 a 28 de junho não terá de forma alguma retirado a resolução de Dom Fellay de conduzir a Fraternidade de Dom Lefebvre aos braços de Roma neomodernista. Para ele, esse é o único caminho a seguir, em contraposição a “desprezar aos bons Romanos” e “estancar-se” em uma resistência que está fora de moda e já não é relevante para a evolução da situação.

Kyrie eleison.
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Comentários Eleison CDLXIX (469), 9 de julho de 2016



 – BREXIT – SÉRIO?
 
Por Dom Richard Nelson Williamson
Tradução: Cristoph Klug

O Brexit nos lembra mais uma vez ­–
Edificar sem Deus é insensatez.

Muitos leitores destes “Comentários” devem estar supondo que, como um inglês a quem nada agrada a Nova Ordem Mundial, devo estar em regozijos sobre o resultado do plebiscito recente do povo britânico, que ainda que por uma margem relativamente pequena decidiu deixar a União Europeia quase-comunista. Desgraçadamente, devo admitir que tudo o que aprendi durante as últimas décadas sobre a NOM faz-me duvidar de que a aparente saída da Grã-Bretanha finalmente culminará em uma reafirmação do que alguma vez foi o melhor na Grã-Bretanha. Atravessando o Atlântico, da mesma forma, poderia gostar de Trump e odiar Hillary, mas seguramente os dois foram colocados juntos para teatralizar para nós um show de marionetes Colombina e Arlequim.

Tomem, por exemplo, concernente ao Brexit, o artigo de 24 de junho de um americano de alto nível que diz a verdade, Paul Craig Roberts (ver paulcraigroberts.org), sobre por que “Apesar do voto, as probabilidades estão contra o Reino Unido em deixar a União Europeia”. Ele escreve: “O povo britânico não deveria ser tão cândido ao ponto de pensar que o voto resolve a questão. A luta apenas começou”. Ele adverte o povo britânico a esperar que: seu governo se volte para eles e lhes diga que a União Europeia está oferecendo um melhor tratamento, então fiquemos; que a Reserva Federal, o Banco Central Europeu, o Banco do Japão e os Fundos especulativos de Nova York golpeiem a libra esterlina como prova de que o voto Brexit está ruindo a economia britânica (esse golpe já ocorreu); que o voto Brexit seja mostrado como tendo debilitado a Europa frente à “agressão russa” (agressão que é uma fabricação da NOM); que os líderes do Brexit sejam pressionados para alcançar um compromisso com a União Europeia; etc. E Robert diz que os leitores podem imaginar por si mesmos muito mais de tais probabilidades, recordando-os como a Irlanda votou contra a Europa há anos até que foi pressionada a votar a favor.

Contudo, em henrymakow.com/2016/06/ brexit-what-is-the-globalist-game, há outro artigo que em minha opinião aprofunda ainda mais, porque Henry Makow vai mais além por trás do show de Colombina e Arlequim. Makow tem a vantagem de ser o que os globalistas sem dúvida chamam “antissemita”, ou melhor, um “detestador de judeus” porque Makow mesmo é um judeu. Verdadeiramente, somente aqueles aliados ao Messias, o Cristo, podem avaliar corretamente o Anticristo.

A tese do artigo é que “os favoráveis ao Brexit lamentavam como o Establishment se alinhou contra si mesmo, sendo que, na realidade, o contrário é que é verdade”. Para provar essa tese o artigo nomeia em sua causa numerosos políticos britânicos, tanto Conservadores como Trabalhistas, que são mais ou menos fervorosos globalistas e que fizeram campanha a favor do Brexit (deve ser fácil conferir os nomes para quem quer que o queira). Do mesmo modo, em relação aos veículos de mídia britânicos, o artigo elenca numerosas revistas e jornalistas que normalmente promovem o globalismo, e que fizeram campanhas favoráveis ao Brexit. Então, o que foi o Brexit? O artigo dá crédito a Putin por estar muito mais perto da verdade ao ter sugerido que foi para “chantagear” a Europa a fim de estabelecer melhores termos com o Reino Unido. O artigo vai mais além: o Brexit foi pensado para forçar a Europa a “render-se completamente aos Sionistas Anglo-Americanos, belicistas e privatizadores corporativos”, e o artigo conclui que o Brexit não foi “com toda a certeza, um triunfo contra o globalismo”. E o mesmo Makow acrescenta: “Evidentemente os poderes estabelecidos decidiram que a Inglaterra fora da Europa, mais que dentro dela, pode ser um instrumento mais efetivo da tirania mundial do banco central maçônico”.

Talvez essas especulações (mas não o nível delas) não sejam corretas, mas o que é mais certo é: de que valem a Europa ou o Reino Unido sem Deus? Construir sem Ele é construir em vão, diz o Salmista. Por outro lado, quem em todo esse debate menciona sequer uma vez Seu nome? Se o Brexit pudesse chegar a ser algo verdadeiramente positivo, precisaria de um líder com visão. Sem Deus, de onde proviria ele?

 Kyrie eleison.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

domingo, 10 de julho de 2016

10 de julho dia dos Sete irmãos Martires, Santa Rufina e Secunda.




  Santos Sete Irmãos (séc. II) + Roma - mártires Felicidade, uma romana mãe de sete filhos, era uma cristã fervorosa em uma época onde a perseguição aos cristãos era gratuita e sem trégua. Seus sete filhos foram criados dentro da fé cristã, as quais professavam e faziam de sua casa um ponto de encontro comunitário. Não tardou para que os soldados do imperador descobrissem o local e prendessem toda a família. Como não foram demovidos de sua fé, todos foram torturados e mortos sob formas terríveis. Santificando minha vi da: Os sete irmãos santos são exemplos de firmeza de fé, como todos os mártires. Defendo a fé que proclamo quando sou exposta a questionamentos ou a pressões. Estes sete irmãos — Januário, Felipe, Félix, Silvano, Alexandre, Vital e Marcial Januário, após ser açoitado com varas e ter padecido no cárcere, foi morto com flagelos chumbados. Félix e Filipe foram espancados e mortos a cacetadas. Silvano foi jogado num precipício. Alexandre, Vidal e Marcial foram decapitados. 

Apesar de saberem que sofreriam muito antes de morrer, todos mantiveram a firmeza na fé e não renegaram o Cristo  exortados por sua mãe Santa Felicidade, enfrentaram o martírio sob o imperador Antonino.


Santa Rufina e Segunda irmãs são duas santas mártires realmente existiu em Roma, eles são registrados em inúmeros documentos e seguras, como o "Martirológio Geronimiano ', os romanos' Routes ', o' Notícias 'William de Malmesbury, também são mencionados no famoso' Calendário Marmoreo 'de Nápoles, e finalmente no' Roman Martirológio 'que celebra tanto a 10 de julho.
A "paixão" antiga cheia na segunda metade do quinto século, coloca o martírio no tempo de Valeriano e Galieno, em 260 AC., E seguindo as narrativas hagiográficas de 'paixões' outros de pares famosos mártires romanos, tanto são apresentadas como irmãs e namoradas com dois jovens cristãos Verino Armentario e Archesilao.
Após perseguição os recorrentes contra os cristãos, os dois jovens envolvidos apostatou e, em seguida, as duas meninas prometeram virgindade a Nosso Senhor Jesus Cristo. Os dois jovens, tentou induzi-los a apostatar para continuar o suas pretenções de casamento, mas diante da negação da Segunda e Rufina, a Archesilao denunciou o conde, que se juntou a eles na milha catorze do Flaminia, enquanto elas tentaram escapar de seus perseguidores, que passou de Roma, e os entregou para o prefeito Donato Junius, que os documentos antigos mostram ser "praefectus Urbis 'em 257.
Tal como acontece com tantos mártires daquela época, as duas irmãs foram submetidas a pressões, interrogadores para apostatar e assim aceitarem as propostas de casamento, mas o rosto de sua resistência e recusa, o prefeito não teve outra escolha senão ordenar a sua morte.
Então ele levou o X milhas Archesilao da Cornelia Via em um fundo chamado Buxo (hoje Boccea) onde Rufina foi decapitada, enquanto a Segunda foi espancada até a morte.
Os corpos, como de costume, jogados às feras foram abandonados, mas certa matrona romana chamada Plautilla, que foi avisada em sonho e indicando o local do martírio e depois recolheu os corpos das mártires enterraram na a perto de seu martírio, e no mesmo sonho convidando-a Plautilla para converter-se.
O deserto de seu martírio, que foi chamado de "negra", em memória dos mártires e Rufina martírio segundo e subsequentes no mesmo lugar do santos Marcelino e Pedro.
Em seus túmulos, tão cedo quanto o século IV a basílica foi construída pelo Papa Júlio I (341-353), depois restaurada pelo Papa Adriano I (772-795), enquanto o Papa Leão IV (847-855), enriquecida com presentes.
A partir do século V toda a região do 'Lorium' a vila imperial que incluiu a Basílica das duas mártires, teve seu próprio bispo, que em 501 foi subscrito "episcopus Silvae Candidae" e mais tarde como "episcopus Sanctae Rufinae".
No tempo do Papa Calisto II (1119-1124) a diocese estava unida com a de Porto e foi chamado suburbicária de Porto e Rufina Santa. Papa Anastácio IV (1153-1154) fez mover seus corpos no Batistério de Latrão, no altar do átrio esquerdo, do lado oposto ao do ss. Cipriano e Justina, onde se encontram ainda, enquanto a antiga basílica na Via Cornelia, estava em ruínas e ainda não é capaz de identificar com precisão os restos.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

sábado, 9 de julho de 2016

Nossa Senhora no Sábado


Epístola extraída do

Eclesiástico 24, 14-16
14 Desde o início, antes de todos os séculos, ele me criou, e não deixarei de existir até o fim dos séculos; e exerci as minhas funções diante dele na casa santa. 15 Assim fui firmada em Sião; repousei na cidade santa, e em Jerusalém está a sede do meu poder. 16 Lancei raízes no meio de um povo glorioso, cuja herança está na partilha de meu Deus; e fixei minha morada na assembléia dos santos. 

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 11, 27-28 
27 Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! 28 Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam! 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Dia 07 dejulho,São Cirilo e São Metódio, Bispos e Confessores

07/07 Quinta-feira 
Festa de Terceira Classe 
Paramentos Brancos
Dois irmãos, unidos pelo sangue pela fé solidada. A vida desses dois santos, exemplos de testemunho de firmeza em suas vidas apostólicas.

São Cirilo
Constantino nasceu em 826 na Tessalonica, atualmente Salonico,Grécia. Seu pai era Leão, um rico juiz grego, que teve sete filhos. Constantino o caçula e Miguel o mais velho, que mudaram o nome para Cirilo e Metódio respectivamente, ao abraçarem a vida religiosa. 

Cirilo tinha catorze anos quando o pai faleceu. Um amigo da família, professor Fócio, que mais tarde ajudou seu irmão acusado de heresia, assumiu a educação dos órfãos em Constantinopla, capital do Império Bizantino. Cirilo aproveitou para aprender línguas, literatura, geometria, dialética e filosofia. De inteligência brilhante, se formou em tudo. 

Rejeitando um casamento vantajoso, ingressou para a vida espiritual, fazendo votos particulares, se tornou bibliotecário do ex-patriarca. Em seguida foi cartorário e recebeu o diaconato. Mas sentiu necessidade de se afastar, indo para um mosteiro, em Bosforo. Seis meses depois foi descoberto e designado para lecionar filosofia. Em seguida, convocado como diplomata para a polêmica questão sobre o culto das imagens junto ao ex-patriarca João VII, o Gramático. Depois foi resolver outra questão delicada junto aos árabes sarracenos que tratava da Santíssima Trindade. Obteve sucesso em ambas.

Seu irmão mais velho, que era o prefeito de Constantinopla, abandonou tudo para se dedicar à vida religiosa. Em 861, Cirilo foi se juntar a ele, numa missão evangelizadora, a pedido do imperador Miguel III, para atender o rei da Morávia. Este rei precisava de missionários que conhecessem a língua eslava, pois queria que o povo aprendesse corretamente a religião. Os irmãos foram para Querson aprender hebraico e samaritano. 

Nesta ocasião, Cirilo encontrou um corpo boiando, que reconheceu ser o papa Clemente I, que tinha sido exilado de Roma e atirado ao mar. Conservaram as relíquias numa urna, que depois da missão foi entregue em Roma. Assim, Cirilo continuou estudando o idioma e criou um alfabeto, chamado "cirílico", hoje conhecido por "russo". Traduziu a Bíblia, os Livros Sagrados e os missais, para esse dialeto. Alfabetizou a equipe dos padres missionários, que começou a evangelizar, alfabetizar e celebrar as missas em eslavo. 

Isto gerou uma grande divergência no meio eclesiástico, pois os ritos eram realizados em grego ou latim, apenas. Iniciando o cisma da Igreja, que foi combatido pelo então patriarca Fócio com o reforço de seu irmão. Os dois foram chamados por Roma, onde o papa Adriano II, solenemente recebeu as relíquias de São Clemente, que eles transportavam. Conseguiram o apoio do Sumo Pontífice, que aprovava a evangelização e tiveram os Livros traduzidos abençoados. 
Mas, Cirilo que estava doente, piorou. Pressentido sua morte, tomou o hábito definitivo de monge e o nome de Cirilo, cinqüenta dias depois, faleceu em Roma no dia 14 de fevereiro de 868. A celebração fúnebre foi rezada na língua eslava, pelo papa Adriano II, sendo sepultado com grande solenidade na igreja de São Clemente. Cirilo e Metódio foram declarados pela Igreja como "apóstolos dos eslavos".

São Metódio

Miguel, primogênito dos sete filhos do juiz grego Leão, nasceu em 814 na Tessalonica, atual Salonico, Grécia. Tinha vinte e seis anos e era prefeito de Constantinopla, capital do Império Bizantino, quando seu pai morreu. Irmão de Constantino, foi aluno de Fócio, que assumiu a educação dos órfãos. Miguel e Constantino mudaram o nome para Metódio e Cirilo, ao se consagrarem sacerdotes. 
Com a morte do pai, em 840, abandonou tudo e se recolheu no convento de Policron, no monte Olímpio, e se fez monge. Foi o imperador Miguel III quem o convocou para a missão evangelizadora da Morávia, da qual participou também seu irmão. Depois os dois foram para Roma, onde Cirilo, doente, acabou falecendo.
Metódio foi ordenado sacerdote pelo papa AdrianoII em 868 e, depois da cerimônia do sepultamento do irmão, foi nomeado delegado apostólico, consagrado bispo, e estabelecido como arcebispo para a Iugoslávia e Morávia. Uma carta, que o credenciava junto aos principados eslavos, continha a aprovação sem reservas para a liturgia na língua eslava. 
Os acontecimentos políticos impediram que Metódio retornasse a Morávia. Ficou, então nos domínios do principado iugoslavo, que tinham sido evangelizados até Áustria. Alí foram inevitáveis os desencontros entre o clero latino e o novo clero eslavo. Inclusive, Metódio foi preso, traído diante do concílio de Ratisbona e condenado ao exílio na Suécia. 
O então papa João VIII, em 878, interveio energicamente e ele foi solto, mas reprovou as suas novidades lingüísticas na liturgia. Porém, Metódio, estava fortalecido pela aprovação do papa anterior, podendo dar continuidade à evangelização iniciada. Depois de um ano de tranqüilidade, novos protestos se elevaram contra ele, sendo acusado de heresia. 
Convocado a se apresentar em Roma pelo papa João VIII, não só se justificou como o convenceu a lhe dar seu apoio. Com uma carta oficial da Santa Sé, ele foi confirmado nas funções, e autorizado a usar o eslavo na liturgia, mas pedindo que o Evangelho fosse lido em latim antes que em eslavo. Porém o imperador germânico preferia outro bispo, que celebrava a liturgia em latim. A confusão estava formada. Tudo se complicou quando surgiu uma falsa carta do papa, que dizia o oposto da anterior apresentada por Metódio. 
Em 881 a Santa Sé, negou formalmente a falsa carta. Mas isto não pôs fim à dificuldade, o clero alemão continuou sua oposição. Nesta época, Metódio, foi para Constantinopla a convite do imperador, para se juntar ao então patriarca Fócio, seu antigo professor e amigo da família. Assim, continuou com seus discípulos o seu apostolado e a tradução da Bíblia e dos Livros Litúrgicos a quem precisasse. 
Morreu em 6 de abril de 885 em Velehrad, Tchecoslováquia, onde foi sepultado na igreja da Catedral. Atualmente se ignora o local exato onde foram colocadas suas relíquias. Metódio e Cirilo são considerados pela Igreja como "apóstolos dos eslavos" e venerados no dia 14 de fevereiro, dia da morte de Cirilo.

Leitura da Epístola dos 

Hebreus 7, 23-27
23 Além disso, os primeiros sacerdotes deviam suceder-se em grande número, porquanto a morte não permitia que permanecessem sempre. 24 Este, porque vive para sempre, possui um sacerdócio eterno. 25 É por isso que lhe é possível levar a termo a salvação daqueles que por ele vão a Deus, porque vive sempre para interceder em seu favor. 26 Tal é, com efeito, o Pontífice que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus, 27 que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro pelos pecados próprios, depois pelos do povo; pois isto o fez de uma só vez para sempre, oferecendo-se a si mesmo.

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 10,1-9
1 Depois disso, designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir. 2 Disse-lhes: Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe. 3 Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos. 4 Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho. 5 Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz a esta casa! 6 Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós. 7 Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa. 8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir. 9 Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário
 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Comentários Eleison - por Dom Williamson CDLXVIII (468) - (02 de julho de 2016)

VANTAGENS DO CAMPO

Cidades e subúrbios, danos ao homem estão a causar,
Mas este, a Deus Todo-Poderoso, sempre pode rezar.

Dado que nenhum ser humano jamais foi criado por Deus nesta terra por outra razão que não seja ir para o Céu (I Tm. II,4), então a bondade de Deus está sempre trabalhando, de uma forma ou de outra, mais ou menos fortemente, para atrair todas as almas para o Céu. E se um homem começa a responder a essa atração, ele está obrigado a compreender, mais cedo ou mais tarde, que a massa de almas que o rodeiam hoje em dia ou estão inconscientes dessa atração ou estão positivamente resistindo a ela. E quanto mais o homem vê com seriedade a sua própria ida ao Céu, tanto mais seriamente ele deve perguntar-se quais são os fatores no mundo ao seu redor que fazem com que tantas almas pouco se importem com o Céu, ou ao menos em chegar lá.
Alguns desses fatores podem aparecer imediatamente para ele, como o recente avanço do vício antinatural e seu triunfo na legislação mundial, do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. Há outros fatores que ele talvez precise de mais tempo para perceber, porque não são tão obviamente opostos à virtude e porque empaparam o ambiente faz muito tempo, como viver em cidades ou subcidades, isto é, subúrbios. É claro que somente um tolo reclamaria que todo habitante do campo está cheio de virtudes enquanto todo habitante da cidade está cheio de vícios. Por outro lado, viver no campo é obviamente algo mais próximo à natureza que viver na cidade, de modo que se a natureza foi criada por Deus para ser a portadora indispensável dessa supernatureza sem a qual nenhuma alma pode entrar no céu, então os habitantes do campo estarão, como tais, mais próximos de Deus que os da cidade, e um habitante da cidade, desejando chegar ao céu, deve ao menos fazer um balanço do tecido de sua vida na cidade.
“Aprende de teu inimigo”, diziam os latinos. O comunismo é um dos mais terríveis inimigos do catolicismo, e dois destacados comunistas são famosos por seu ódio aos habitantes do campo, ou camponês. Para Lenin (1870–1924), líder da Revolução Russa em 1917, um obstáculo maior no caminho da Revolução sem Deus era o antiquado camponês, arraigado à terra, profundamente consciente de seu nada como uma criatura rodeada pelo mistério da Criação do qual dependida. O habitante da cidade, por outro lado, vivendo em um mundo artificial e feito pelo homem, de fábricas, máquinas e robôs humanos, um mundo carregado por vários tipos de ressentimento (enfurecer-se contra a chuva é um exercício inútil, enquanto a “fúria ao volante” está constantemente crescendo), era totalmente apto à Revolução (eis aqui porque de Corte diz que os políticos modernos estão constantemente prometendo “mudanças”).
            Para Antonio Gramsci (1860–1937), mestre da chave de transição da Revolução depois de Lenin e de Stálin, do comunismo “duro” ao globalismo “suave’, o campesinato representava igualmente um inimigo terrível que a Revolução teria de vencer. Com seu “senso comum” e sua “ordem natural”, o camponês tinha sido o fundamento de todo um sistema de valores que deveria desaparecer. Religião, família, pátria, exército, natureza, cultura, tinham de dar passagem a todo um novo sistema de pensamento de acordo com a Nova Ordem Mundial. Para afastar os homens de sua velha mentalidade, sua cultura total iria ser subvertida não por um assalto violento contra sua economia, mas por uma “marcha através das instituições”, todas as suas instituições. A Revolução remodelaria deles a educação, a arte, o entretenimento, as notícias, os esportes, etc., cada característica de sua cultura em sentido mais amplo, para socavar a forma total de vida previamente encarnada no campesinato. E a Revolução de Gramsci foi tão exitosa em derrocar a antiga ordem natural que os agricultores agora trabalhando na terra dependem a tal ponto das máquinas e dos “banksters” que apenas são camponeses no sentido antigo.
 Mas a Revolução hoje faz tamanha guerra contra “tudo o que se chama Deus” que não há maneira humana possível de reconstruir nenhum campesinato que possa resisti-la. O melhor campesinato possível, meramente como tal, não é a solução. O problema não é meramente cultural. O problema real é nossa apostasia em relação a Deus. A solução real começa com a oração, a qual a Revolução, aparentemente todo-poderosa é, contudo, impotente para parar.

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

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Sermão de Dom Tomás de Aquino: Continuemos!


Sermão de Dom Tomás de Aquino
Continuemos!
Puy, 15 de maio de 2016
Nosso Senhor disse que quem o ama guardará Sua Palavra. Que é esta senão a Tradição? Que é senão o exemplo de Mons. Lefebvre? Senão aquele que guardou a palavra de Nosso Senhor, em seu ensinamento e em suas ações. E isto é a Tradição. A Tradição é conservar, apesar de todas as dificuldades, a palavra de Nosso Senhor. E para isto, são necessários os dons do Espírito Santo, os dons pelos quais podemos compreender este grande bispos que, estamos persuadidos, um dia será posto nos altares. Mons. Marcel Lefebvre nos mostrou o caminho, defender a fé de maneira intrépida, sem paralelo em circunstâncias jamais vistas na história da Igreja. Para isto, ele necessitou de um Conselho superior. Certamente, foi movido pelos dons do Espírito Santo: o dom do Conselho, o dom da Fortaleza, todos os dons para poder realizar o que realizou.

 E o que nós queremos fazer? Nós queremos continuar o que recebemos dele. Ele, tudo o que recebeu, o recebeu da Santa Igreja, o recebeu dos papas que condenaram os erros modernos; ele os recebeu, os conservou, os ilustrou, os explicou, os aprofundou. E isto é o que nós queremos continuar. Não queremos outra coisa. Ser fiéis discípulos de Mons. Lefebvre, como ele foi um fiel discípulo de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Um dia, no Barroux – eu não estava presente no locutório, mas estava presente no mosteiro – Mons. Lefebvre contou sobre uma entrevista, uma conversação que teve com o Cardeal Ratzinger (se não me equivoco) e disse ao Cardeal: “Para nós, Nosso Senhor Jesus Cristo não é facultativo. Não é para nós! Para nós NSJC é tudo. E dizendo isto, brotaram lágrimas de seus olhos; os monges estavam muito comovidos, muito edificados; para ele, Nosso Senhor é tudo. Hoje em dia, querem dar-lhe somente uma parte; querem dar-lhe um lugar medido, um lugar limitado. E nós dissemos não. E agora o que acontece na Tradição: querem regularizar a Tradição. A Tradição não necessita de regularização, pois a Tradição é a regra. A Tradição não se regulariza. É por isto que nós continuamos serenamente, estando seguros que estamos na Verdade; a Verdade porque a Tradição é a Verdade.
E se um dia houve uma mudança, são eles, os que estão em Roma, que virão a nós; nós não iremos a eles. Melhor, eles virão à Tradição que nós defendemos. Como acontecerá? Não sei. É Deus quem dirige Sua Igreja e as soluções virão no momento em que a Fé regressar a Roma. E é por isto que nós rezamos; rezamos para que a Fé regresse a Roma, para que a Doutrina regresse a Roma. Não há outra solução fora deste regresso à Fé católica. Pedimos ao Espírito Santo seus dons para poder continuar na linha de Mons. Lefebvre. Agradecemos com toda nossa gratidão a Mons. Williamson, cujo lema é “Fidelis inveniatur” “Que seja encontrado fiel”. Pois bem, ele foi fiel. E é graças a ele que nós estamos aqui. Graças a Mons. Lefebvre, graças também a Mons. Williamson. Agradecemos-lhe com todo nosso coração que tenha sido fiel, que continue transmitindo fielmente o que recebeu. Assim é também a Igreja. Vemos esta transmissão dos Apóstolos, que passa por São Pio V, por Mons. Lefebvre e chega até nós.
Hoje, dia de Pentecostes, quando os Apóstolos predicaram, quando São Pedro começou a predicar, converteu três mil pessoas que foram batizadas em um campo, é a Igreja Católica que converteu todas as nações. Um bispo francês que salva a situação da Igreja, um bispos inglês que segue esta operação de sobrevivência e a continua. Continuemos. Recordo que Mons. Lefebvre terminava frequentemente suas conferências e sermões dizendo: continuemos, continuemos, continuemos a Igreja, continuemos os sacramentos, continuemos as fontes de salvação. O que nós queremos é somente isto: a salvação para a glória de Deus. Queremos trabalhar para a glória de Deus.
Rezamos por todos aqueles que não estão conosco, rezamos por eles, por sua conversão, por sua salvação. Mas se nós nos negamos a estar com eles é porque pensamos que se equivocam buscando a regularização que os levará à ruína. Em Campos, há uma pequena região com pessoas do campo que, a princípio, estavam muito contentes com os acordo de Roma porque lhes disseram que não eram acordos, que era um reconhecimento: Roma reconhecia a Tradição, eles estavam contentes. Porém, com o tempo, viram que não era assim. Nunca deixaram sua região, nem sequer conheciam Mons. Lefebvre, seu mundo estava limitado à região onde viviam.
Eles compreenderam a situação, viram, em seguida, que não era verdade, que Mons. Rifán se desviava do caminho, que esta submissão a Roma estava trazendo mudanças substanciais nos conselhos que recebiam no confessionário, nos conselhos que recebiam sobre a crise da Igreja. Então se inquietaram, procuraram-nos, pediram-nos se poderíamos ser o laço entre eles e a FSSPX para ela pudesse os ajudar.  Isto foi aproximadamente em 2005.
 
E a Fraternidade começou a ajudá-los. Logo vieram neste anos, perto de 2012. Estavam inquietos: o sacerdote que estava ali começou a falar que a regularização não seria um acordo, que este era um “toma lá, dá cá”, e que a Fraternidade não faria isto. Simplesmente continuaria recebendo de Roma coisas que não mudariam. Então disseram os fiéis: “Fala como Mons. Rifán: fala, diz os mesmos argumentos, fala da mesma maneira”.
Então, estes comentários chegaram aos ouvidos dos sacerdotes e o sacerdote chamou um dos campesinos, que se chama Gabriel, um homem com muito senso comum, verdadeiro camponês. O padre disse a Gabriel: “Dizem que falo como Mons. Rifán; o que significa isto? Não é possível, como podem dizer isto?”. E o camponês, com muito senso comum, respondeu-lhe: “Padre, eu não o conheço, não sei quais são suas intenções. Mas que suas palavras são as mesmas que Dom Rifán dizia antes, sim, isto são”. Então, há perigo, vemos as mesmas palavras, a mesma maneira de agir… a mesma ruína: a ruína de Campos. Agora, Mons. Rifán diz as duas missas. E para Mons. Rifán, os que se negam a dizer as duas missas têm um espírito cismático.
E há aqui como se destroi uma obra que parecia indestrutível. Porque não tiveram a piedade filial com respeito a Mons. de Castro Mayer.
Eles acreditaram que Mons. de Castro Mayer era um bispo extremista. Pois bem, é Mons. Rifán que é um bispo extremista. Há que se guardar a piedade filial para quem nos salvou, para quem nos deu a salvação, quem nos deu a doutrina, quem nos deu a chave da crise atual: são Mons. Lefebvre e Mons. de Castro Mayer; e Mons. Lefebvre mais que Mons. de Castro Mayer. Mons. Lefebvre tinha uma visão mais alta, mais completa, mas foi ajudado enormemente por Mons. de Castro Mayer, quem o ajudou bastante a posicionar-se melhor na crise atual. Mons. de Castro Mayer recebeu muito de Mons. Lefebvre: eram verdadeiros amigos, esta é a amizade, dar ao outro o que tinham de melhor. Assim se ajudaram mutuamente.
E isto é o que nós desejamos, devemos permanecer unidos, os bispos amigos e unidos, unidos na fidelidade ao que recebemos de Mons. Lefebvre. “Transmiti o que recebi”. E este é nosso programa também: transmitir o que recebemos.
“Veritatem dilexisti”. Este lema me foi proposta por Mons. Williamson. “Amei a Verdade”. Foi o rei Davi que disse isto a Deus em seu salmo Miserere. Pois bem, ele escutou a Verdade, Natan lhe disse a verdade e assim ele se converteu porque ouviu a Verdade. Os papas condenaram o mundo moderno, disseram a Verdade sobre o mundo moderno; nós devemos escutá-los. Eles disseram a Verdade sobre o liberalismo, disseram que o liberalismo é um pecado, de modo que não devemos cometê-lo. Os papas falaram como Natan. E nós nascemos neste mundo liberal: há em nós algo que é um pouco... Nós somos filhos de Adão e Eva. O batismo apagou o pecado original. As feridas, as cicatrizes que causaram em nossa inteligência, em nossa vontade, em nossa sensibilidade, todavia, estão ali. É por isto que devemos rezar muito, pedir ao Espírito Santo que complete esta obra que foi começada no batismo, que Ele nos simplifique e que nos torne fiéis por completo; que se escutem os papas, os papas que condenaram o liberalismo e os erros modernos, que se escute a Igreja, a Igreja Católica, não a Igreja conciliar. É um grande mistério o que acontece diante de nós. Escutemos Mons. Lefebvre que compreendeu bem, analisou bem e nos deu a solução.
Continuemos! Continuemos com a graça de Deus e a intercessão da Virgem Maria. Assim seja.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.