Mostrando postagens com marcador Modéstia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Modéstia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Novo livro: Mudança de Hábito

Um livro para os escravos de Maria, na linha da Modéstia.

Valor 6,00
Pedidos para lojinhadoconvento@gmail.com

Autora: MADAME DE GENTELLES 
ÍNDICE:
PREFÁCIO .........................................................................................................................
INTRODUÇÃO.................................................................................................................
I – O valor do tempo..........................................................................................................
II — A perda do tempo........................................................................................................
III - A primeira hora do dia ..................................................................................................
IV — A oração da manhã.....................................................................................................
V —quarto de hora de Deus ................................................................................................
VI - O sacrifício da manhã ..................................................................................................
VII — Sobre a vida regrada .................................................................................................
VIII — Regulamento de vida...............................................................................................
IX — Obrigação do trabalho ...............................................................................................
X- Sobre as consolações que nos dá o trabalho ..................................................................
XI — Dos escolhos que devemos evitar no trabalho intelectual .......................................
XII — Sobre o trabalho manual...........................................................................................
XIII — Das refeições .........................................................................................................
XIV — Das conversações...................................................................................................
XV – Qualidades das conversação......................................................................................
XVI - Defeitos a evitar nas conversações..........................................................................
XVII — Defeitos a evitar nas conversações (contin.)......................................................
XVIII — Da maneira de santificarmos nossas conversações...........................................
XIX - Das relações epistolares.........................................................................................
XX – Das leituras ............................................................................................................
XXI —que devemos ler...................................................................................................
XXII — Como devemos ler...............................................................................................
XXIII — Quais as leituras deque nos devemos abster....................................................
XXIV — Consequências das más leituras..........................................................................
XXV – Das distrações permitidas.......................................................................................
XXVI — Das provações da vida.......................................................................................
XXVII — Da prática da caridade .......................................................................................
XXVIII — Da oração da noite.......................................................................................


 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Nossa Senhora Aparecida é o enredo da Unidos de Vila Maria para o carnaval de 2017?



 Sim.  
http://s2.glbimg.com/-Rxe2GKacTA2l7Z8S9nzJmx1J04=/300x225/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2016/09/29/img-20160929-wa0003.jpg
 A imagem da Imaculada de Nossa Senhora Aparecida levada ao desfile da maior festa de imoralidade profana do Brasil.     O bispos  dão a esta escola a aprovação e é oficial e exclusiva da Igreja Católica Modernista, em especial do Bispo Dom Odilo Schere..
 https://i.ytimg.com/vi/4y5lHpvq2j8/maxresdefault.jpg
 Dentre as tantas surpresas e comemorações 300 anos bênção da Aparição que irão marcar o ano jubilar.Está à homenagear e contar a história dos 300 anos de Bênçãos, isto no carnaval de São Paulo 2017 pela escola de samba Vila Maria.
 Sim; que surpresa mais terrível que nunca imaginaria ver. Mais vinda dos modernos pode se esperar tudo ate comunhão aos adúlteros. 
 Santo Vianney combateu aos bailes em sua paroquia durante 25 anos.
 Estampa. Prayer card.:
E enquanto os padres e Bispos modernistas em vez seguir a moral tradicional seguem sua revolução de ir contra fé, moral da Santa Igreja durante estes seus 55 anos de seu Concilio Vaticano II à revolução.

Carta Aberta aos Bispos do Brasil

 
 Veja a resposta do padroeiro dos padres e dos bispos que apoiam tal escândalo.
Fez este sermão Santo Vianney
 Seja um religioso ou seja um condenado


Há sempre alguém que vem me dizer: “Padre, que mal existe em uma pessoa se divertir um pouco? Eu não faço mal a ninguém… Eu não sou um religioso e nem pretendo sê-lo! Se eu não puder sequer dançar um pouco, eu estarei passando a minha vida nesse mundo como se fosse um morto!”
Meu caro amigo, você está muito errado. Ou você se torna um religioso, ou você será um condenado. E o que é ser uma pessoa religiosa? Nada mais é do que uma pessoa que cumpre com todos os seus deveres como Cristão. Você me diz que eu não vou conseguir nada tentando convencê-lo a respeito do mal que existe nas danças e que você não vai se tornar por isso, nem mais e nem menos indulgente a esse respeito........(Temos o sermão todo no livro da Modéstia)
Explicava que não basta evitar o pecado, mas deve-se fugir também das ocasiões. Por isso, abrangia no mesmo anátema o pecado e a ocasião de pecado. Atacava assim ao mesmo tempo a dança e a paixão impura por ela alimentada: “Não há um só mandamento da Lei de Deus que o baile,carnaval não transgrida e os camarotes destes sambódromos são orrepilantes em imoralidade. Como poderão ter olhos tão cegos a ponto de crerem que não há mal na dança, quando ela é a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno? O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu Anjo da Guarda e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quantos são os que dançam”.
Como dar espaço para as danças, mesmo para assistir ao baile hoje o carnaval de rua, pois a concupiscência entra pelos olhos. Por isto Santo Vianney não dava a absolvição, a quem não se arrependesse.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjF1L2TixE8CTu4z2l-X9FEE59KazVP80VY8Ueg8xx841j29LdFjmae67KXtXEvWWNiV83rx-W_lUIAOyTK1KrbaeAKFQsfUSNluvWVCK5rhbV5Nz6zCWLvRvxeyRw0QG-JBGqh5nrh2ng/s1600/JO%C3%83O+BATISTA-M%C3%81RTIR.jpg  Na reforma da sua igreja, erigiu um altar em honra de São João Batista, e em seu arco mandou esculpir a frase: Sua cabeça foi o preço de uma dança!... Imaginem a dança dela nem chega aos pés do do carnaval, sobretudo na nudez.
A vitória do Santo Vianney foi total que o demônio disse: Se tivesse mais 2 igual a ele na França não entraria neste Pais. Os bailes desapareceram de Ars. E não só os bailes, mas divertimentos que as pessoas achavam inofensivos mais suscitava vícios e tiravam o tempo das pessoas rezarem.
 E os coitados destes grupo da Vila Maria, que vão desfilar acham que honram Nossa Senhora achavam inofensivos sua imoralidade. Esta culpa imoralidade vai recair sobres os Bispos pois de onde deveria vir a a orientação religiosa vem a desorientação. São indignos estes bispos permitiram e cooperam com sacrilégio contra Mãe de Deus.
 Na igreja de sempre nunca jamais tolerou roupas indecentes como decotes, braços nus e etc.
   É atentado ao pudor, e rasgaram o sexto e nono mandamento e sambam em cima.
Venham ser um cruzado da modéstia divulgue este livro ajude as almas saírem da ignorância da modéstia, dando este livro seus.Um trabalho de formigas que terá sua recompensa
 MODÉSTIA VESTRA NOTA SIT ÓMINIBUS HOMÍNIBUS:DÓMINUS ENIN PROPE EST
Que a vossa modéstia seja de todos os homens o Senhor esta próximo. 
Felipenses 4,5.

São José, guardião da pureza rogai por nós!
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

sábado, 28 de abril de 2012

Cruzada da Modestia

 Faça a sua doação pela cruzada:
Campo Grande-Mato Grosso do Sul
Banco Bradesco Agência 73 Dígito Conta Corrente 106071-6
Ass e Com Domina Nostra Regina Pacis
CNPJ 002983690001-22

ou

Banco: Brasil 001

Agência: 0048 Dígito:5

Conta corrente: 147088-4.

Em Propagação à Cruzada da Modéstia

Preço  1 livro R$ 14,00 com o frete*!
Promocional: 4 livros por R$ 45,00 com o frete*
Em honra ao Castíssimo São José, guardião da pureza.
 MODÉSTIA VESTRA NOTA SIT ÓMINIBUS HOMÍNIBUS:DÓMINUS ENIN PROPE EST
Que a vossa modéstia seja de todos os homens o Senhor esta próximo. Felipenses 4,5.

São José, rogai por nós!

*Mais de 4 livros o frete a combinar! 

PREFÁCIO
Santo Agostinho divide o gênero humano em dois grupos que ele designa sob o nome de duas cidades: a cidade terrestre, que procede do amor de si mesmo levado até o desprezo de Deus, e a cidade celeste, que procede do amor de Deus levado até o desprezo de si mesmo.
Estas duas cidades se encontram representadas na Sagrada Escritura por diversos personagens como Caim e Abel, Esaú e Jacó e, acima de tudo, por Adão e Nosso Senhor, o qual veio nos restituir o que o primeiro pôs a perder, fundando a verdadeira cidade celeste que é a Santa Igreja cujos membros são animados deste amor de Deus levado até o desprezo si mesmo.
Porém, na presente obra, são duas outras figuras que, de modo especial, nos vêm à mente: Eva e Maria. As duas foram visitadas por um anjo. Eva, para a nossa perdição, Maria, para a nossa salvação. Todas as almas devem fazer a sua escolha entre Maria e Eva, ou melhor, devem escolher Maria Santíssima como Mãe e Mestra, sob pena de incorrer na mesma desgraça que Eva.
“Os tempos modernos, escrevia o Pe. Maximiliano Kolbe, são dominados por Satanás e o serão ainda mais no futuro. O combate contra o inferno não pode ser conduzido por homens, mesmo pelos mais sábios. Só a Imaculada recebeu de Deus a promessa da vitória sobre o demônio. Ela procura almas que lhe serão totalmente consagradas para se tornarem, entre suas mãos, os instrumentos que vencerão Satanás e estenderão o Reino de Deus sobre o mundo inteiro.”
A edição do presente livro é para auxiliar a todos aqueles que têm responsabilidades na formação de seu próximo e que desejam tomar parte na grande cruzada que se apresenta diante de nós, cruzada de reconstrução de todo um mundo a partir de seus fundamentos, segundo a bela expressão de Pio XII. Nesta reconstrução, a modéstia tem o papel de gata borralheira, juntamente com a humildade. Ela não visa a altura de suas irmãs Fé, Esperança e Caridade. Não tem a direção da vida moral como a Prudência, nem a importância da Justiça, nem o brilho da Força. Ela é uma virtude anexa da menor das virtudes morais, que é a Temperança. Sua função é a de introduzir a medida da razão nos movimentos externos do corpo, ou seja, nas palavras, nos gestos e na vestimenta. Ser virtuoso é viver segundo a nossa natureza racional iluminada pela Fé. Que este livro possa fazer chegar a luz que vem da cátedra de São Pedro até os detalhes que são objeto desta virtude. Assim como o sol que, entrando pela janela, ilumina os quatro cantos de um quarto, assim o Sol da Justiça, Nosso Senhor, através de seus Pontífices, bispos, doutores, santos e sacerdotes, ilumina o objeto desta virtude que regra o que há de menos considerável na vida da alma e que, no entanto, condiciona todo o resto, pois, na vida moral, tudo está interligado. “Jerusalém, diz o salmo, está edificada como uma cidade cujas partes estão em perfeita e mútua união”.
            É um ato de humildade observar as regras da modéstia que os séculos de Fé nos legaram. O mundo moderno se ri dessas regras e rindo delas, sem o saber, na maioria dos casos, se ri do próprio Deus, para sua perda e confusão.
            Mas é necessário dizer uma palavra de como utilizar este livro. Todos os textos aqui apresentados têm igual autoridade? Não. Há uma hierarquia entre eles. Em primeiro lugar temos as alocuções pontifícias, os documentos das congregações romanas, os doutores da Igreja e os santos devidamente canonizados, aos quais podemos acrescentar aqueles que, como o Padre Pio, gozam de uma fama universal e merecida de santidade. Em seguida vêm os bispos e os concílios regionais. Por fim os teólogos e os sacerdotes, mas sempre mantendo o critério da Tradição: o que sempre foi crido e ensinado por todos e em toda parte.
            Neste conjunto de ensinamentos há normas gerais, a respeito das quais todos estão de pleno acordo. Há, porém, alguns pontos, sobre os quais não há completa unanimidade. Nós procuramos apresentar aqui o que nos parece mais tradicional e conforme ao que deixam supor os Soberanos Pontífices, assinalando com notas o que nos parece controvertido. Se, por acaso, houver algo que vá de encontro à doutrina da Igreja, por defeito ou por excesso, nós o repudiamos desde já e o corrigiremos numa próxima edição, se este defeito nos for assinalado.
            Esta coletânea é obra conjunta das Irmãs Escravas de Maria Rainha da Paz e do Mosteiro da Santa Cruz que fez o trabalho de revisão e das notas. Que ela seja útil a todos os que, corajosamente, desejam seguir o conselho do Apóstolo: “Não vos conformeis com este século, mas reformai-vos com o renovamento do vosso espírito, para que reconheçais qual é a vontade de Deus, boa, agradável e perfeita.” (Rom XII, 2)
            Confiamos esta obra a Nossa Senhora que em Fátima nos revelou o seu Imaculado Coração e instruiu a pequena Jacinta que, profeticamente, anunciou: “Virão modas que ofenderão muito a Deus e perderão muitíssimas almas.”
            Igualmente em Quito, no Equador, Nossa Senhora revelou a uma religiosa concepcionista, a serva de Deus Madre Mariana de Jesus, pelos anos de 1634, o que estamos vivendo hoje: “Nesses tempos, diz Nossa Senhora, a atmosfera estará saturada pelo espírito de impureza que, como um mar imundo, correrá pelas ruas, praças e lugares públicos, com uma liberdade assombrosa.” Quem incitará os homens a isto será sempre Satanás, “mas, continua Nossa Senhora, eu farei frente a ele e esmagarei sua cabeça, pondo-a debaixo de meus pés.”
            Que esta obra possa concorrer para esse triunfo de Nossa Senhora, arrancando almas às garras do demônio e as auxiliando a obter a eterna bem-aventurança. Assim seja.

ir. Tomás de Aquino OSB.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

Modéstia e Pudor
por Dom Leonardo Maria Pompei
Nota: publicado no blog Livros Católicos para Download


Premissa

Com os termos “pudor” e “modéstia” se faz referência a alguns aspectos particulares da virtude cristã da pureza, sobre a relação que cada um de nós tem com seu próprio corpo – que, como afirmam os sociólogos, filósofos e psicólogos, é um elemento constitutivo e determinante das nossas relações humanas. O pudor é uma atitude que visa preservar e proteger a intimidade da pessoa e seu corpo, em todos os seus atos; a modéstia, no entanto, refere-se em particular ao modo (daí modéstia) com o qual uma pessoa se veste. Parece muitas vezes banal, óbvio e retórico afirmar que hoje vivemos em uma sociedade que fez do culto, da ostentação e do comércio do corpo um verdadeiro modo generalizado e compartilhado de ser, fazer e pensar; assim como é notório que a nossa civilização tem sido chamada de “civilização da imagem”, também pela extraordinária difusão e força incisiva dos meios de comunicação sociais: cinema, televisão, internet. Tudo isto criou uma “cultura” ou, se preferir, “costumes”, impondo comportamentos, modos de fazer e modas no vestir que, embora amplamente praticadas e compartilhadas, são, todavia, absolutamente contrárias à moral católica, como a temos recebido da Sagrada Escritura, do Magistério da Igreja e dos testemunhos dos santos. Alguém disse que um dos sinais distintivos de um verdadeiro cristão é “nadar contra a corrente”; e dado que os nossos tempos foram autorizadamente definidos como “neo-pagãos”, os seguidores de Jesus devem tomar consciência de estar em uma situação análoga àquela em que nossos irmãos encontraram-se nos três primeiros séculos. Naqueles tempos, imperava uma altíssima imoralidade nos costumes, tanto na parte ocidental do Império Romano quanto no Oriente, na Grécia e na área adjacente a ela, pátria e berço do pensamento ocidental. Neste contexto, os cristãos impuseram, pelo exemplo e com o sacrifício de muitas vidas, um estilo de vida e costumes diametralmente opostos. Naquela época, se cometiam muitos escândalos e obscenidades, mas, ao que parece, existia uma certa reserva; não havia o grau de ostentação desavergonhada que se pode observar hoje praticamente em qualquer lugar. Falando de nossos dias, Nossa Senhora de Fátima profetizou de modo lapidar: “Virão certas modas que ofenderão muito a Nosso Senhor” e São Pio de Pietrelcina, quase neste mesmo período, referindo-se aos escândalos e às ofensas ao pudor, dos quais então se podiam apenas entrever alguns tímidos indícios, disse: “Não poderíamos nascer num século pior!”.

Sagrada Escritura e Magistério da Igreja
Ao lado das numerosas passagens do Novo Testamento que condenam explicitamente alguns pecados graves de impureza como a fornicação (isto é, as relações sexuais antes do casamento), o adultério, as relações contrárias à natureza e a homossexualidade (para ver sobre a fornicação, 1 Cor 6,15-20 Gl 5,19-21, Col 3,5-6, Ef 5,3-5; sobre o adultério: Mt 5,27-31; Hb 13,4; sobre as relações contra a natureza, homossexuais ou heterossexuais: Rm 1,24-28; Jd 1:5-7), existem pelo menos duas passagens de São Paulo que advertem severamente para evitar a profanação do próprio corpo. Estas passagens se encontram na primeira carta aos Coríntios e na primeira carta aosTessalonicenses: “Irmãos, o corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor. Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo para os fazer membros de uma prostituta? Claro que não!” (1 Cor 6,15), “A vontade de Deus é que vivais consagrados a Ele, que vos afasteis da libertinagem, que cada um saiba usar o próprio corpo na santidade e no respeito, sem se deixar arrastar por paixões libidinosas, como os pagãos que não conhecem a Deus. Quanto a isto, que ninguém ofenda ou prejudique o irmão, porque o Senhor vinga-se de todas estas coisas, como já dissemos e demos provas. Deus não vos chamou para a imoralidade, mas para a santidade. Portanto, quem despreza estas normas não despreza um homem, mas o próprio Deus, que vos dá o Espírito Santo.” (1 Ts 4:3-8). 
Por impudicícia, São Paulo entende a ofensa ao pudor (do latim “pudere”, que significa “ter vergonha”), ou seja, “aquele senso de reserva, vergonha e desconforto com palavras, alusões, atos ou comportamentos que dizem respeito à esfera sexual” (enciclopédia Treccani). Quando então se viola a reserva devida a tudo que rodeia a esfera sexual com palavras (conversas obscenas), alusões (conversas de duplo sentido), atos ou comportamentos (como se vestir de forma indecente) se peca por impudicícia. Mais especificamente, o Apóstolo exorta a manter o corpo com santidade e respeito, lembrando que Deus pune severamente (“é o vingador”) qualquer falha relativa a esta matéria; recomendando também para não se enganar ninguém sobre este assunto, de modo a não incorrer, por sua vez, na punição de Deus.

A estes claros e muito explícitos ensinamentos da Sagrada Escritura, se adiciona o testemunho ininterrupto do Magistério da Igreja e dos santos. No catecismo da Igreja Católica se lê: “O pudor protege o mistério das pessoas e de seu amor. (...) O pudor é modéstia. Inspira o modo de vestir. Mantém o silêncio ou certa
reserva quando se entrevê o risco de uma curiosidade malsã. O pudor, por exemplo, protesta contra a exploração do corpo humano em função de uma curiosidade doentia (como em certo tipo de publicidade), ou contra a solicitação de certos meios de comunicação em ir longe demais na revelação de confidências íntimas. O pudor inspira um modo de viver que permite resistir às solicitações da moda e à pressão das ideologias dominantes. (...) A permissividade dos costumes se apoia numa concepção errônea da liberdade humana (...) Convém exigir dos responsáveis pela educação que dêem à juventude um ensino respeitoso da verdade, das qualidades do coração e da dignidade moral e espiritual do homem.” (cf. CCC 2522, 2523, 2526). O Catecismo de São Pio X recordava, com sua simplicidade e clareza habituais, que “o Sexto Mandamento ordena-nos que sejamos castos e modestos nas ações, nos olhares, no porte e nas palavras. O nono Mandamento ordena-nos que sejamos castos e puros, ainda mesmo no nosso íntimo, isto é, na alma e no coração. (...). Para nos conservarmos castos, devemos evitar a ociosidade, os maus companheiros, as más leituras, a intemperança, o olhar para figuras indecentes, os espetáculos licenciosos, os bailes, as conversas e diversões perigosas, bem como todas as demais ocasiões de pecado” (Catecismo, 428 430).

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Modéstia - A verdadeira amizade III

DA GUARDA DO CORAÇÃO
A VERDADEIRA AMIZADE

Se sentires em teu coração, alma cristã, uma tal afeição para com alguém, não há outro remédio para te libertares dela, senão cortá-la resolutamente de uma vez para sempre, pois, se quiseres renunciá-la pouco a pouco, crê-me, nunca chegarás a desfazer-te dela. Essas cadeias são dificílimas de romper, e só o conseguirá quem as quebrar violentamente, duma só vez. E não venhas com a desculpa de que, até agora, nada ocorreu de inconveniente, pois deves saber que o demônio não começa com o pior, mas só pouco a pouco leva a alma imprudente às bordas do precipício e, então, com um leve empurrão, precipita-as no abismo.

É uma máxima aceita por todos os mestres da vida espiritual de que, neste ponto, não há outro remédio senão fugir e afastar-se da ocasião. São Filipe Néri costumava dizer que, nesse combate, só os covardes saem vencedores, isto é, os que fogem da ocasião. Podemos resistir aos outros vícios ficando na ocasião, diz São Tomás (De mod. conf., c. 14), fazendo violência contra nós mesmos; mas o vício contrário à pureza, porém, só o poderemos vencer fugindo da ocasião e renunciando às afeições perigosas.
Se sentires, porém, teu coração livre e desembaraçado de tais afeições, toma todo o cuidado possível para não te emaranhares em laço algum, como já se tem dado a muitos em razão de sua negligência. Eis o conselho que te dá São Jerônimo (Ep. Ad Eust.): "Se, no trato com alguém, notares que alguma afeição desregrada se quer apoderar de teu coração, apressa-te a sufocá-la antes que se torne um gigante. Enquanto o leão é ainda pequeno, pode ser facilmente trucidado; uma vez crescido, torna-se-á mui difícil e humanente impossível".

Coisa verdadeiramente lamentável e vergonhosa seria se permitisses que fizessem, em tua presença, gracejos indecentes. Não julgues que não pecas calando-te e simplesmente ouvindo tais gracejos; se não evitares o mais depressa possível a companhia de um homem tão insolente, já cooperaste com o seu pecado e te fizeste réu dele. Se receberes de alguém uma carta com palavras amorosas, rasga-a imediatamente ou lança-a ao fogo e não lhe dês resposta. Se, por motivo grave, tiveres de responder, faze-o então em poucas e sérias palavras, e não dês a entender que notaste as tais palavras e muito menos que achaste nelas qualquer prazer.

Não repliques também que não há perigo, porque a pessoa de que se trata é piedosa. São Tomás de Aquino diz (De mod. conf., c. 14): "Quanto mais santas são as pessoas pelas quais sentimos afeição particular, tanto mais devemos nos acautelar, porque o alto apreço que fazemos de sua virtude mais nos estimula ainda a amá-las". O padre Sertório Caputo, da Companhia de Jesus, diz: "O demônio, a princípio, nos inspira amor à virtude daquela pessoa, depois o amor à própria pessoa e, finalmente, nos lança na perdição". O Doutor Angélico faz notar que o demônio sabe perfeitamente esconder um tal perigo: no começo não dispara seta alguma que pareça envenenada, mas só tais que excitem a afeição, ocasionando leves feridas do coração; em seguida, quando o amor já está aceso, essas pessoas já não se tratam mais como anjos, mas como homens de carne e sangue: trocam repetidos olhares e palavras amorosas, desejam estar muitas vezes a sós, juntas e, por fim, a piedade espiritual degenera em amor carnal.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Modéstia - A verdadeira amizade II

DA GUARDA DO CORAÇÃO
A VERDADEIRA AMIZADE

 
Por amizades perigosas entendem-se, em particular, as sensuais, isto é, aquelas que se baseiam sobre uma complacência sensual, sobre a fruição comum de prazeres dos sentidos, sobre certas qualidades fúteis e vãs de espírito e coração. Essas amizades são já por si perigosas, mesmo que, no começo, nada tenham de inconveniente, e devemos guardar nosso coração desembaraçado delas.

"Quem não evita relações perigosas, cai facilmente no abismo", diz Santo Agostinho (Serm. 293). O triste exemplo de Salomão bastaria para nos encher de terror.

Depois de ter sido amado tanto por Deus, servindo ao Espírito Santo de mão para escrever, travou relações com mulheres pagãs, já na sua velhice, e caiu tão profundamente que chegou a sacrificar aos deuses. Isso, porém, não nos deve estranhar, pois, será para admirar que alguém se queime, permanecendo no meio das chamas? - pergunta São Cipriano (De sing. cler.).

Mas em nossas conversas, graças a Deus, não ocorre nada de mal, dirá alguém. Respondo: Todas as amizades que têm sua origem em afeições meramente materiais são, pelo menos, um grande impedimento à perfeição, ainda que não dessem ocasião a outras coisas. Elas, no mínimo, fazem-nos perder o espírito de oração e recolhimento interior; a alma que está presa por uma afeição natural poderá achar-se corporalmente na igreja, mas seu espírito estará se entretendo com o objeto de seu amor; perderá o amor aos Santos Sacramentos; não será mais sincera para com seu confessor, temendo que ele a obrigue a romper com essa cadeia e, envergonhando-se de lhe descobrir sua afeição, não lhe dirá a causa de sua tibieza, e assim se agrava, de dia para dia, seu estado lastimoso. Ao ouvir que fala mal da pessoa amada, se enfurece, defende-a calorosamente; descuida-se da obediência, pois quando o confessor a exorta a renunciar a tal amizade, procura mil desculpas para não ter de obedecer.

Não é só grande a perda espiritual que se sofre com essas amizades baseadas sobre certas qualidades externas duma pessoa, mas, principalmente se for doutro sexo, é também enorme o perigo que se corre de se se perder eternamente. No começo tais amizades parecem indiferentes, mas tornam-se pouco a pouco pecaminosas e, enfim, arrastam a alma ao pecado mortal. "São como o fogo e a palha, e o demônio não cessa de assoprar até irromper o incêndio", diz São Jerônimo.

Pessoas de diferentes sexos abrasam-se por causa da MUITA familiaridade, com a mesma facilidade com que a palha atingida pelo fogo, e, em certo sentido, até com mais facilidade, porque o demônio emprega tudo quanto é apto para atiçar o fogo. Santa Teresa viu-se um dia transportada ao inferno, onde Deus lhe mostrou o lugar que lhe preparara, se não rompesse com um apego puramente natural a um seu parente.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Modéstia - A verdadeira amizade I


DA GUARDA DO CORAÇÃO
A VERDADEIRA AMIZADE

 
A modéstia dos olhos pouco nos servirá se não vigiarmos sobre o nosso coração. "Aplica-te com todo o cuidado possível à guarda do teu coração, diz o Sábio (Prov 4, 27), porque é dele que procede a vida". É aqui o lugar apropiado para se dizer algumas palavras sobre as amizades e, primeiramente, sobre as santas, depois sobre as puramente naturais e, afinal, sobre as perigosas.

Descrevendo São Paulo a corrupção moral dos gentios, enumerava entre seus vícios a falta de sentimento e de susceptibilidade para a amizade. A amizade, segundo São Tomás, é mesmo uma virtude. A perfeição não proíbe se entretenham amizades, diz São Francisco de Sales; exige somente que sejam santas e edificantes, a saber, só devem ser mantidas aquelas uniões espirituais por meio das quais duas, três ou mais pessoas, comunicam entre si seus exercícios de devoção, seus desejos piedosos e sentimentos nobres, tornando-se como que um só coração e uma só alma para a glória de Deus e o bem espiritual próprio e alheio. Com toda a razão podem tais almas exclamar: "Vede quão bom e suave é habitarem os irmãos em união" (Sl 132, 1). São Francisco diz mais que, em tal caso, o suave bálsamo da caridade destila de coração em coração por meio dessas mútuas comunicações, e bem pode-se dizer que Deus lança Sua benção sobre tais amizades, por toda a eternidade (Fil., III, c. 19).

Tais amizades são recomendadas pela Escritura mesma, em termos eloqüentes: "Nada se pode comparar com o valor de um amigo fiel, e o valor do ouro e da prata não iguala a bondade de sua fidelidade" (Ecli 6, 16). "Um amigo fiel é um remédio para a vida e a mortalidade, e os que temem o Senhor encontram um tal" (Idem). Mas como podeis aconselhar as amizades particulares, dirá alguém, quando elas são tão rigorosamente condenadas por todos os ascetas? Respondo: As amizades particulares são proibidas unicamente nos claustros e com toda a razão, pois é imperiosamente necessário que todos os religiosos se amem mutuamente com amor fraterno, para que haja uma vida comum claustral. Ora, num claustro, as amizades particulares podem facilmente ocasionar perturbações dessa mútua caridade, dando ocasião a invejas, suspeitas e outras misérias humanas. São Basílio não hesitou dizer que as amizades particulares em um convento são uma sementeira perpétua de invejas, de desconfianças e inimizades. O mesmo acontece nas famílias em que o pai ou a mãe tem mais carinhos para um filho que para os outros. Os filhos de Jacó odiavam seu irmão José, porque seu pai lhe dedicava um amor especial.

Não há, além disso, nenhum motivo de se alimentar tais amizades num estado religioso, pois, num convento, onde reinam a disciplina e a ordem, todos os membros tendem ao mesmo fim, à perfeição, e não é necessário travar amizades particulares para animar-se mutuamente ao serviço de Deus e ao trabalho do aperfeiçoamento próprio.

Os que, vivendo no mundo, desejam dedicar-se à prática da virtude verdadeira e sólida, precisam, pelo contrário, de se unir aos outros por uma amizade santa e edificante, para poderem, por meio dela, se animar, se auxiliar e se estimular ao bem.

Há no mundo poucas pessoas que tendem à perfeição e muitas que não possuem o espírito de Deus e, por isso, é preciso que os bons, quanto possível, evitem os que podem impedir seu adiantamento espiritual e travem amizade com os que os podem auxiliar na prática do bem.
 
Quanto às amizades puramente naturais, deve-se dizer que elas têm seu fundamento na nossa natureza, que nos compele a amar nossos pais, nossos benfeitores e todos aqueles em quem vemos belas qualidades e com quem simpatizamos. Esta espécie de amizade é o laço da família e da sociedade, mas facilmente degenera em amizades falsas; por exemplo, se os pais, por um carinho demasiado, toleram as faltas de seus filhos, ou se um amigo ofende a Deus para agradar a seu amigo, etc. As amizades naturais só são agradáveis a Deus se as santificarmos por meio da boa intenção; por exemplo, amando a nossos pais e amigos por amor de Deus. 
 
Tratado da Castidade