segunda-feira, 25 de março de 2019

Anunciação da Virgem Maria.

25/03 Segunda-feira
Festa de Primeira Classe
Paramentos Brancos
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Anunciação da Virgem Maria
Oração(25 de março a 25 de dezembro)  Para ser rezada diariamente, durante 9 meses: de 25 de março até 25 de dezembro, ou seja, da Anunciação até o Natal do Senhor.   Ó Maria, Sempre Virgem Imaculada, Porta do Céu e causa da Nossa Alegria, Respondendo com generosidade ao Anúncio do Arcanjo São Gabriel,Vós pudestes dar curso ao plano de Deus para nossa salvação.Vós fostes, pela Providência Santíssima desde toda a eternidade, constituída morada digna do Filho de Deus Encarnado. Pelo vosso “sim” e fidelidade ao Pai celeste, O Espírito Santo teceu em vosso ventre Jesus, nosso Senhor e Salvador.Eis que desejando que o Filho de Deus que quis nascer em Vós, nasça também em meu coração e conceda-me o perdão de meus pecados, prostro-me aos vossos pés e vos imploro, com todo o fervor de minha alma, que vos digneis alcançar-me, do vosso Filho, a graça que tanto necessito… (pedir a graça) 
  Ouvi minha súplica, ó Virgem Santíssima, Vós que, perante o trono da Graça, sois a “Onipotência Suplicante”, enquanto vou meditando, com reverência e filial afeto, todos os momentos de dor e de alegria, de desolação e de providência, que vos acompanharam em vossa bendita e singular Gestação, na qual trouxestes em vosso ventre por nove meses o Filho do Deus Altíssimo. 
Amém. 
Rezar 25 Ave-Marias, acompanhadas da jaculatória: Bendita seja sua Santa Imaculada Conceição da Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus. 


Leitura da Epístola do livro do profeta

Isaías 7,10-15

10O Senhor disse ainda a Acaz:11Pede ao Senhor teu Deus um sinal, seja do fundo da habitação dos mortos, seja lá do alto.12Acaz respondeu: De maneira alguma! Não quero pôr o Senhor à prova.13Isaías respondeu: Ouvi, casa de Davi: Não vos basta fatigar a paciência dos homens? Pretendeis cansar também o meu Deus?14Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.15Ele será nutrido com manteiga e mel até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 1,26-38

26No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,27a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.28Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.29Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.30O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.31Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.32Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,33e o seu reino não terá fim.34Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?35Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.36Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,37porque a Deus nenhuma coisa é impossível.38Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

Dom Marcel Lefebvre: 28 anos de sua entrada na vida.

Defensor da Verdade Católica.


Quem como Deus!Viva realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Maria Rainha

  Gabon 1990

Apostolado no Gabon 1990

A VISIBILIDADE DA IGREJA E A SITUAÇÃO ATUAL

 http://www.beneditinos.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17:a-visibilidade-da-igreja-e-a-situacao-atual-&catid=3:dom-marcel-lefebvre&Itemid=59
Apresentamos aqui alguns extratos de uma conferência de Dom Marcel Lefebvre. A dita conferência tem várias qualidades. Além de tratar com profundidade da questão da visibilidade de Igreja em meio à crise terrível que atravessamos, traz o pensamento autêntico de Dom Marcel Lefebvre, tal como ele o expôs aos seus padres pouco tempo depois de Dom Gérard Calvet ter feito seu acordo com o Vaticano, respondendo a alguns argumentos teológicos que este desenvolveu numa publicação do jornal Présent do dia 18 de agosto de 1988. Mesmo se em determinadas cartas, como é natural, S. Exa. tenha falado com maiores cuidados na esperança de mover os adversários a compreender e aceitar a Tradição, não resta dúvida de que seu pensamento estava longe de aceitar o Vaticano II ou a Missa de Paulo VI. Dom Lefebvre responde, assim, com antecedência aos argumentos que tentam justificar a atual posição de Campos. Nossa tradução é tirada da revista Fideliter 66 de novembro/dezembro de 1988, p. 27-31).

Dom Marcel Lefebvre

Meus caros Padres,

Penso que vós que saístes dos seminários e que, estais agora exercendo o ministério e que desejastes guardar a Tradição, vós que desejastes ser padres para sempre, como foram os santos padres de outrora, todos os santos vigários e os santos sacerdotes que nós mesmos pudemos conhecer nas paróquias. Vós continuais e representais verdadeiramente a Igreja Católica. Acredito que é necessário convencer-vos disso: "representais verdadeiramente a Igreja Católica".

A Igreja Visível

Não quero dizer que inexista Igreja fora de nós; não se trata disso. Mas há pouco tempo, disseram-nos que é necessário que a Tradição entre na Igreja visível. Penso que se comete aí um erro muito grave.

Onde está a Igreja visível? A Igreja visível é reconhecida pelos sinais que ela sempre deu de sua visibilidade: ela é una, santa, católica e apostólica.

Eu vos pergunto: onde estão os verdadeiros sinais da Igreja? Estão eles na Igreja oficial (não se trata de Igreja visível, mas da Igreja oficial) ou conosco, no que representamos, no que somos? É evidente que somos nós que guardamos a unidade da fé, que desapareceu da Igreja oficial. Um Bispo acredita nisso, outro já não acredita, a fé é diversa, seus catecismos abomináveis estão cheios de heresias. Onde está a unidade da fé em Roma?

Onde está a unidade da fé no mundo? Fomos nós que a guardamos. A unidade da fé espalhada no mundo inteiro é a catolicidade. Ora, esta unidade da fé no mundo inteiro, não existe mais, não existe mais catolicidade. Existem tantas Igrejas católicas quantos Bispos e Dioceses. Cada um possui sua maneira de ver, de pensar, de pregar, de fazer seu catecismo. Não existe mais catolicidade.

E a Apostolicidade? Eles romperam com o passado. Se eles fizeram algo, foi exatamente isso. Eles não desejam mais o que é anterior ao Concílio Vaticano II. Vede o Motu proprio do Papa que nos condena, ele diz muito bem: "a Tradição viva é o Vaticano II": não se deve reportar mais a fatos anteriores ao Vaticano II, isso não significa nada. A Igreja guarda a Tradição de século em século. O que passou passou, desapareceu. Toda a Tradição encontra-se na Igreja de hoje. Qual é esta Tradição? A que ela se liga? Como ela se liga ao passado?

É o que lhes permite dizer o contrário do que foi dito outrora, sempre pretendendo que somente eles guardaram a Tradição. É o que nos pede o Papa: que nos submetamos à Tradição viva. Nós possuiríamos um conceito equivocado de Tradição, visto que ela é viva e evolutiva. Mas, isto é o erro modernista: o Santo Papa Pio X, na encíclica Pascendi, condenou estes termos: "Tradição viva, Igreja viva, fé viva", etc, no sentido que os modernistas os entendem, ou seja, da evolução que depende das circunstâncias históricas. A verdade da Revelação, a explicação da Revelação, dependeria das circunstâncias históricas.

A Apostolicidade: nós nos vinculamos aos Apóstolos pela autoridade. Meu sacerdócio vem através dos Apóstolos; vosso sacerdócio vem através dos Apóstolos. Nós somos filhos daqueles que nos deram o episcopado. Nosso episcopado descende do Santo Papa Pio V e através dele chegamos até aos Apóstolos. Quanto à Apostolicidade da fé, nós cremos na mesma fé que foi a dos Apóstolos. Nós não mudamos nada e nem queremos mudar nada.

E enfim, a santidade. Não nos faremos louvores e cumprimentos. Se não quisermos considerar a nós mesmos, consideremos os outros, e consideremos os frutos de nosso apostolado, os frutos vocacionais, de nossas religiosas e também dentro das famílias cristãs. Boas e santas famílias cristãs germinam, graças a vosso apostolado. É um fato, ninguém o pode negar. Mesmo nossos visitantes progressistas de Roma constataram a boa qualidade de nosso trabalho. Quando Mons. Perl disse às irmãs de Saint-Pré e às irmãs de Fanjeaux que é com base como a delas que se deverá reconstruir a Igreja, não é um pequeno elogio.

Tudo isso mostra que somos nós que possuímos os sinais da Igreja visível. Se ainda existe uma visibilidade da Igreja hoje em dia, é graças a vós. Estes sinais, não se encontram mais nos outros. Não existe mais neles unidade da fé; ora, é precisamente a fé que é a base de toda a visibilidade da Igreja.

A catolicidade é a fé no espaço. A Apostolicidade é a fé no tempo, e a santidade é o fruto da fé, que se concretiza nas almas pela graça do bom Deus, pela graça dos sacramentos. É completamente falso considerar-nos como se não fizéssemos parte da Igreja visível. É inacreditável. É a Igreja oficial que nos rejeita, não somos nós que rejeitamos a Igreja, longe de nós. Ao contrário, nós estamos sempre unidos à Igreja romana e mesmo ao Papa, evidentemente, ao sucessor de Pedro. Penso que devemos ter esta convicção para não cair nos erros que estão sendo espalhados agora.

Sair da Igreja?

Evidentemente, poderão objetar-nos: “Deve-se, obrigatoriamente, sair da Igreja visível para não perder sua alma, sair da sociedade dos fiéis unidos ao Papa?”

Não somos nós, mas os modernistas que saíram da Igreja. Quanto a dizer "sair da Igreja VISÍVEL" é equivocar-se assemelhando Igreja oficial e Igreja visível.

Nós pertencemos à Igreja visível, à sociedade dos fiéis sob a autoridade do Papa, pois, não recusamos a autoridade do Papa, mas o que ele faz. Nós reconhecemos que o Papa tem autoridade, mas quando ele a usa para fazer o contrário daquilo que lhe é facultado fazer, é evidente que não podemos segui-lo.

Sair, portanto, da Igreja oficial? Em uma certa medida, sim, evidentemente. Todo o livro de Jean Madiran, A Heresia do século XX, é a história das heresias dos Bispos. É necessário, portanto, que saiamos do meio destes Bispos, se não desejamos perder nossa alma.

Mas isso não é suficiente, posto que é em Roma que a heresia se instalou. Se os Bispos são heréticos (mesmo sem tomar este termo no sentido e com as conseqüências do direito canônico), não é sem a influência de Roma.

Se nós nos distanciamos deste tipo de gente, é com a mesma precaução que se toma para com as pessoas que estão com AIDS. Não queremos nos contaminar. Ora, eles estão com AIDS espiritual, uma doença contagiosa. Se quisermos guardar a saúde, não devemos aproximarmo-nos deles.

Sim, o liberalismo e o modernismo se introduziram no Concílio e no interior da Igreja. São idéias revolucionárias e a Revolução, que encontrávamos na sociedade civil, passou para dentro da Igreja. O Cardeal Ratzinger não mais esconde esse fato: eles adotaram as idéias não da Igreja, mas do mundo e eles acham que devem fazê-las entrar na Igreja.

Ora, as autoridades não mudaram sequer uma vírgula de suas idéias sobre o Concílio, o liberalismo e o modernismo. Eles são a anti-Tradição, Tradição como a Igreja compreende e como entendemos. Essa noção não entra no conceito deles. Pois sendo o conceito deles evolutivo, eles são contra essa Tradição fixa, na qual nós nos mantemos. Estimamos que tudo aquilo que nos ensina o catecismo nos vem de Nosso Senhor e dos Apóstolos e que nada mudou. Isto é claro. As três partes do catecismo nos vêm de Nosso Senhor. Por que mudá-las? Nós não podemos evoluí-las. O Credo, os Mandamentos de Deus, os meios de nos salvar, os Sacramentos, o Santo Sacrifício da Missa e a oração, tudo isso, vem diretamente de Nosso Senhor. Tudo isso, é nosso catecismo, que nos é dado, geralmente, com nosso batismo, que nos é colocado entre nossas mãos. Tudo isso é nosso estatuto, desde o momento que Nosso Senhor desejou que todos fossem batizados, que todos adotassem o Credo, o Decálogo, os Sacramentos que Ele instituiu, bem como o Santo Sacrifício da Missa e as orações. Para eles, não, tudo isso evolui e evoluiu com o Vaticano II. O fim atual da evolução é o Vaticano II. É por isso que nós não podemos nos ligar a Roma. Teria sido possível, se tivéssemos podido nos proteger completamente como, de fato, pedíamos. Mas eles não quiseram. Eles recusaram os membros que pedíamos para a comissão, eles recusaram o número de Bispos que pedíamos, recusaram o número de Bispos que eu lhes apresentei. Estava claro: eles não queriam que estivéssemos protegidos. Eles queriam ter-nos diretamente debaixo de seus golpes e poder, assim, impor-nos esta política anti-Tradição da qual eles estão imbuídos.

Roma não mudou

Um exemplo mostra-nos que nada mudou no espírito dos que estão em Roma: em 1º de maio (1988), em Veneza realizou-se um importante congresso sobre a liberdade religiosa nas atuais situações políticas. Esse congresso foi dirigido pelo reitor da Universidade de Latrão, Mons. Pierre Rossano, famoso por suas idéias liberais, e Mons. Pavan, que é o autor de, praticamente, todos os documentos sociológicos publicados desde o Papa João XXIII, de todos os documentos que dizem respeito à sociedade. As encíclicas dos Papas João XXIII, Paulo VI e João Paulo II foram praticamente redigidas por ele. É o grande pensador do Vaticano.

Foram estes dois prelados que fizeram e dirigiram essa reunião de Veneza sobre a liberdade religiosa dentro das situações políticas. É muito interessante notar o que eles dizem a respeito da liberdade religiosa: "Mudança da concepção da liberdade religiosa". Eles não se escondem. Eles falam da influência da Segunda Guerra mundial. Eles buscam motivações longínquas: já sob Pio XII realiza-se uma tomada de consciência da liberdade religiosa, realizada na tragédia da Segunda Guerra mundial. Isso permitiu, para utilizar uma frase estereotipada, A PASSAGEM DO DIREITO DA VERDADE AO DIREITO DA PESSOA.

Examinemos um pouco melhor essa frase. O direito da verdade nos ensina que existe a liberdade da verdadeira religião, mas que o homem não possui a liberdade de escolher a sua religião, de escolher a verdade. Somos feitos e criados com inteligência e vontade livres, não resta a menor dúvida, mas essa liberdade só deve servir para nos fazer aderir à verdade e não a outra coisa. Pois um laço fundamental, essencial, une a liberdade e a verdade. Romper este laço para dizer: a partir de agora, compreendemos que não se trata mais de ligar liberdade com verdade, mas liberdade e natureza humana, é um erro fundamental. Nossa própria natureza, com a inteligência e a vontade, é feita para aderir à verdade. E, eis que agora (e os autores do congresso de Veneza o escreveram em seus relatórios) suprime-se o direito da verdade (que é o laço que por natureza une o sujeito à verdade) para colocar em seu lugar o direito da pessoa, um direito inteiramente independente. Esse direito estaria fundado sobre a natureza, mas considerada dentro de sua dignidade de sujeito livre, ou seja, autônomo e sem laços. E os ditos autores precisam que isso deve ser particularmente verdadeiro em matéria religiosa, que trata da orientação da vida. É preocupante. Como se pudéssemos mudar coisas tão profundas na natureza. Deus nos criou para a verdade, Ele não nos deu a liberdade para escolhermos o erro. Não é possível. Não temos o direito ao erro. Ora, praticamente, é a isto que conduz a liberdade religiosa: permitir à natureza de escolher livremente a sua verdade, é dar-lhe direito ao erro.

E, segundo essa teoria, todos os países deveriam aceitar isso, sem se lhe opor no limite da ordem pública. Mas a ordem pública é muito extensa! Estas sociedades deveriam aceitar o ecumenismo, a laicização dos estados, a liberdade de culto. Elas deveriam reconhecer como diretivas tudo aquilo que o homem pode retirar de si mesmo, as idéias que puderem conceber, os conceitos religiosos forjados por eles mesmos.

Depois da afirmação da liberdade religiosa, eles reafirmam o princípio absolutamente revolucionário da Declaração dos Direitos do homem. É verdadeiramente um princípio satânico: "non serviam", “eu não quero servir”, não quero ser submisso à verdade. Mas se Deus nos impõem uma verdade, assim será. "Aquele que não crer será condenado". Que exista a tolerância religiosa pelo fato das pessoas enganarem-se, é admissível, mas o princípio da liberdade religiosa não existe e não pode existir.

Eu tinha que vos dizer isso, para que vejais bem, que Roma não mudou em nada. Não é uma acusação vazia, mas retirada dos relatórios oficiais da reunião de Veneza, que aconteceu recentemente: 1º de maio. O reitor da universidade de Latrão é a cabeça de toda a formação universitária da Igreja de Roma. São os representantes oficiais de Roma. E eis o que eles reafirmam. Nada mudou. Não podemos seguir pessoas como estas. São erros graves, profundos.

Aconteça o que acontecer, devemos continuar, e o bom Deus nos mostra que seguindo esta via nós cumprimos o nosso dever. Não negamos a Igreja Romana. Não negamos a sua existência, mas não podemos seguir suas diretivas. Não podemos seguir os princípios do pós-Concílio. Nós não podemos ligar-nos a eles.

Só existe uma Igreja,... a Igreja conciliar!

Percebo a vontade de Roma de nos impor suas idéias e suas maneiras de ver. O Cardeal Ratzinger sempre me diz: "Mas Excelência, existe apenas uma Igreja, não se deve fazer uma Igreja paralela". Qual é esta Igreja, para ele? A Igreja conciliar, é evidente. Quando ele nos disse explicitamente: "Evidentemente, se lhe damos, neste protocolo, alguns privilégios, o senhor deve, também, aceitar o que fazemos; e conseqüentemente, na Igreja São Nicolas-du-Chardonnet deve-se celebrar uma Missa Nova todos os domingos", vós bem vedes que eles querem nos arrastar para a Igreja conciliar. Isso não é possível, pois, é claro que eles querem nos impor essas novidades para acabar com a Tradição. Eles não concederão nada por estima pela liturgia tradicional, mas, simplesmente, para enganar aqueles a quem eles o oferecem e para diminuir nossa resistência, encontrar uma brecha no bloco tradicional para destruí-lo. É a política deles, sua tática consciente. Eles não se enganam, e vós conheceis a pressão que eles fazem. Entre vós, alguns já foram pressionados pelo Bispo ou por outrem para deixardes a Tradição. Eles fazem esforços consideráveis em todos os lugares.

As irmãs de Saint-Pré foram visitadas pelo Pe. Philippe que tentou doutriná-las. Mas vos asseguro que ele não foi recebido de braços abertos. O Bispo de Carcassonne ofereceu amizade e compreensão para com as irmãs de Fanjeaux e ao nosso Pe. Pozzera. E o bispo também foi devidamente convidado a se retirar. Mas eles continuam. Eles voltarão. O Pe. Innocent-Marie telefonou-me recentemente e me disse que ele estava sendo vítima de pressões do Bispo de Angers. Agora eles não cessarão de tentar nos capturar. É verdadeiramente incrível essa guerra movida contra a Tradição. [...]

Penso que se deve evitar tudo aquilo que puder manifestar, por meio de expressões muito duras, nossa desaprovação àqueles que nos deixam. Não devemos enchê-los de epítetos que podem ser vistos como injuriosos. Isso de nada nos serve, pelo contrário. Pessoalmente, sempre tive essa atitude para com aqueles que nos deixam - e Deus sabe quantas vezes isso aconteceu durante a história da Fraternidade; a história da Fraternidade é quase que a história das separações - Sempre tive como princípio: não mais ter relações, acabou. Eles nos deixaram, eles irão a outros pastores, a outros rebanhos: nenhuma relação mais. Tanto aqueles que partiram como "sedevacantistas" quanto aqueles que nos deixaram por não sermos suficientemente papistas, todos tentaram engolfar-nos em uma polêmica. Eu nunca respondi uma palavra. Rezo por eles, é tudo. [...]


Não Morro entro na Vida.
Santa Teresinha.


Obrigado por tudo Monsenhor.

 REZEM TODOS OS DIAS O SANTO ROSÁRIO,

façam penitência.

 

25 de março dia de São Dimas.


   Contam antigas tradição que a Sagrada Família, ao fugir para o Egito, quis refugiar-se, para passar a noite, numa cova que, por desgraça, era uma guarida de ladrões. O Capitão dos bandidos sentiu-se comovido ao ver a venerável bondade de S. José, a pureza e formosura da SS. Virgem e o olhar todo celeste do Menino Jesus. Acolheu-os, deu-lhes de comer e, na manhã seguinte, ofereceu-lhes pão para a viagem e , a Maria, uma bacia d'água para banhar o Menino. O capitão tinha um filhinho, da idade de Nosso Senhor Jesus aproximadamente, que se achava coberto de lepra. Nossa Senhora, correspondendo às finezas daquele homem rude e duro, mas que algo de bom tinha no coração, aconselhou-o a lavar o filhinho na água em que banhara o Menino Jesus. Assim o fêz o bandoleiro e, no mesmo instante, seu filhinho ficou curado da lepra. O capitão lembrou muitas vêzes ao filho a quem devia a saúde e a vida, dizendo: "Foi o milagre dum Menino de .....
tua idade, que seria, quem sabe, o Messias anunciado pelos profetas". Crescendo, seguiu aquêle menino o exemplo do pai, tornado-se ladrão. Prêso e condenado à morte, ao subir ao Calvário, ia pensando em Nosso Senhor Jesus, seu companheiro de suplício, que era tão santo e paciente, que, sem dúvida, havia de ser o Messias, aquêle mesmo menino que o livrara da lepra. As tradições dizem que o bom ladrão se chamava Dimas e o mau, Gestas. Ambos foram condenados a morrer junto com Nosso Senhor Jesus e no mesmo suplício. Atrás de Jesus subiram ao Calvário, levando suas cruzes. Junto com êle foram levantados nas respectivas cruzes. Viram como os soldados repartiam entre si as vestes do Salvador; mas, como a túnica era de uma só peça, tiraram a sorte a ver quem a levaria. Ouviram as palavras de Cristo: "Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem".
Nosso Senhor Jesus era objeto de todos os insultos. A multidão, curiosa e soez, passava por diante dêle, e, movendo a cabeça em sinal de desprêzo, dizia: "Vamos! tu que destróis o templo de Deus e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo. Se és o Filho de Deus, desce da cruz..."
Todos blasfemavam e insultavam a Nosso Senhor Jesus. Mas a graça operou um milagre: Um dos ladrões, Dimas, considerando as virtudes sôbre-humanas de Jesus, creu ser êle o Messias prometido e amou de todo o coração a Bondade infinita. Dirigindo-se a Gestas, o outro crucificado, repreedeu-o, dizendo: "Como não temes a Deus, estando como estás no mesmo suplício? É justo, na verdade, que soframos por nossos crimes, mas Nosso Senhor Jesus, que mal fêz êle?"
E cheio de esperança e com grande arrependimento disse a Nosso Senhor Jesus: "Senhor, quando chegares ao teu reino, lembra-te de mim". Jesus, olhando Dimas com infinita misericórdia, respondeu: "Em verdade te digo que hoje mesmo estarás comigo no paraíso".
Naquela mesma noite, a alma de Jesus visitou o limbo dos justos e concedeu ao bom Ladrão a vista de Deus, a felicidade eterna.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

domingo, 24 de março de 2019

Terceiro Domingo da Quaresma.

24/03 Terceiro Domingo da Quaresma
Festa de Primeira Classe
Paramentos Roxos



Leitura da Epístola de São Paulo

Efésios 5,1-9

1. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados.2. Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor.3. Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos.4. Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças.5. Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento - verdadeiros idólatras! - terá herança no Reino de Cristo e de Deus.6. E ninguém vos seduza com vãos discursos. Estes são os pecados que atraem a ira de Deus sobre os rebeldes.7. Não vos comprometais com eles.8. Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes.9. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 11,14-28

14. Jesus expelia um demônio que era mudo. Tendo o demônio saído, o mudo pôs-se a falar e a multidão ficou admirada.15. Mas alguns deles disseram: Ele expele os demônios por Beelzebul, príncipe dos demônios.16. E para pô-lo à prova, outros lhe pediam um sinal do céu.17. Penetrando nos seus pensamentos, disse-lhes Jesus: Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído e seus edifícios cairão uns sobre os outros.18. Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que expulso os demônios por Beelzebul.19. Ora, se é por Beelzebul que expulso os demônios, por quem o expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes!20. Mas se expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado a vós o Reino de Deus.21. Quando um homem forte guarda armado a sua casa, estão em segurança os bens que possui.22. Mas se sobrevier outro mais forte do que ele e o vencer, este lhe tirará todas as armas em que confiava, e repartirá os seus despojos.23. Quem não está comigo, está contra mim; quem não recolhe comigo, espalha.24. Quando um espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso; não o achando, diz: Voltarei à minha casa, donde saí.25. Chegando, acha-a varrida e adornada.26. Vai então e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele e entram e estabelecem-se ali. E a última condição desse homem vem a ser pior do que a primeira.27. Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram!28. Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

24 de março dia de São Gabriel Arcanjo.

São Gabriel Significa "Fortaleza de Deus". O menciona o Profeta (Daniel 9:24-26)e o Evangelho de Lucas (Dan. 8:16; 9:21 e Luc. 1:19-26). Nas Escrituras é representado como mensageiro de Mistérios Divinos. Aparece com um ramo do Paraíso na mão. ( Homem, confidente de Deus) é um dos anjos que assistem diante de Deus (Lc. 1, 19). São João Evangelista fala diversas vezes nos sete espíritos, nos sete anjos que viu em pé diante de Deus. (Apoc. 1, 4 – 8, 2). 
  Com razão São Gabriel é chamado o anjo da Redenção, porque sua Missão, tanto no Antigo como no Novo Testamento se relaciona com a vinda do Salvador. Ao profeta Daniel foi o arcanjo Gabriel que lhe explicou a visão que teve do carneiro e do bode (Dan. 8, 1). Importantes são as revelações sobre a época de o Messias aparecer. Diz o capítulo 9 do livro de Daniel: “Eis que Gabriel me tocou no tempo do sacrifício da tarde... e disse: “Daniel, eu vim para te ensinar e para que tu entendas os desígnios de Deus. Setenta semanas (de anos) foram decretadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa, a fim de que a prevaricação se consume, e o pecado tenha seu fim, e a iniquidade se apague, e a justiça eterna seja trazida, e as visões e profecias se cumpram, e o Santo dos santos seja ungido... Desde a saída da ordem para Jerusalém ser edificada até ao Cristo chefe, passarão sete semanas e sessenta e duas semanas; e depois será morto o Cristo, e o povo que o há de negar, não será mais seu”.
 É o mesmo arcanjo Gabriel que apareceu ao sacerdote Zacarias, quando este prestava o serviço de levita no templo. Da boca do arcanjo o sacerdote ouviu a anunciação do nascimento de São João Batista, precursor do Messias. Pondo em dúvida a veracidade da mensagem celeste, e argumentando com a idade provecta sua e da sua esposa, teve do arcanjo esta resposta: “Eu sou Gabriel, que assiste diante de Deus, e fui enviado para te falar e trazer-te esta boa nova. E desde agora ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas sucederem, visto que não acreditastes as minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo”. (Lc. 1,5-23). 
 – Sua maior e mais nobre missão, porém, foi a de levar à Bem-aventurada Virgem Maria a mensagem da Encarnação do Verbo Divino no seu castíssimo seio de a transmitir à SS. Trindade. Se o arcanjo Gabriel teve outras missões ainda relativas à vida de Nosso Senhor, nós não sabemos. Não é improvável, que tenha sido ele, quem aos pastores de Belém trouxe a Boa Nova do nascimento de Jesus; improvável não é que do Anjo São Gabriel os reis Magos receberam o aviso de não voltar a Jerusalém; que tenha sido o mesmo Anjo, que a São José deu a ordem de fuga para o Egito, e mais tarde, de retornar para Nazaré (Mat. 2-13-20). Não está fora de propósito supor que tenha sido Gabriel o consolador de Jesus no horto das Oliveiras (Lc. 22, 43) e quem às santas mulheres anunciou a ressurreição gloriosa do Mestre (Mt. 28, 2, 5). Da Sagrada escritura sabemos, que São Gabriel é o anjo que mais íntimo contato apareceu com o mistério da Anunciação, e portanto de preferência merece o belo título de anjo da Encarnação de Cristo. As razões porque São Gabriel foi por Deus escolhido para desempenhar tão alta missão, encontramo-las no próprio amor divino, e na predileção de Deus por esta sublime criatura celeste. Nada impede supor, que São Gabriel tenha sido dono de qualidades especiais, que mais do que a qualquer outro anjo o indicaram para tão elevada incumbência. Como São Miguel se distinguiu por uma fidelidade sem par a Deus, cuja autoridade defendeu contra os anjos rebeldes, assim pode ser que, ao lado do arcanjo batalhador fosse São Gabriel a revelar um amor extraordinário e dedicação especial a Deus Filho, futuro Salvador, em cuja Encarnação os maus espíritos encontraram o que os escandalizasse. Se assim foi, como asseveram abalizados teólogos, a missão confiada a Gabriel constitui uma recompensa bem merecida pela sua fidelidade e amor ao Salvador. Era bem digno pois de ser intermediário entre Deus e a Virgem Imaculada. Por sua alta posição no céu e seus extraordinários merecimentos que tem em relação ao Salvador, à Santa Igreja e a todos nós, São Gabriel é credor da nossa veneração e gratidão. Temos no Arcanjo São Gabriel um modelo de veneração e amor a Maria Santíssima; pois foi ele que pronunciou a primeira “Ave Maria”, e com quanto respeito, com quanta devoção e amor não o fez! Em cada “Ave Maria”, que rezamos, poderá o arcanjo São Gabriel servir-nos de modelo. Pronunciando suas palavras, imitemo-lo também na sua devoção, no seu amor à Mãe de Deus.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

sábado, 23 de março de 2019

Sábado da 2ª Semana da Quaresma

23/03 Sábado 
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos


Leitura da Epístola do livro 

Gênesis 27,6-40 
 Rebeca disse a Jacó, seu filho: ?Acabo de ouvir teu pai dizer ao teu irmão Esaú para que lhe traga uma caça 7 e lhe prepare um bom prato, a fim de comer e o abençoar diante do Senhor antes de morrer. 8 Ouve-me, pois, meu filho, e faze o que te vou dizer. 9 Vai ao rebanho e traze-me dois belos cabritos. Prepararei com eles um prato suculento para o teu pai, como ele gosta, 10 tu lho levarás e ele comerá, a fim de que te abençoe antes de morrer.? 11 ?Mas, respondeu Jacó à sua mãe, Esaú, meu irmão, é peludo, enquanto eu sou de pele lisa. 12 Se meu pai me tocar, passarei aos seus olhos por um embusteiro e atrairei sobre mim uma maldição em lugar de bênção.? 13 ?Tomo sobre mim esta maldição, meu filho, disse sua mãe. Ouve-me somente, e vai buscar o que te digo.? 14 Jacó foi e trouxe os dois cabritos, com os quais sua mãe preparou um prato suculento, como seu pai gostava. 15 Escolheu as mais belas vestes de Esaú, seu filho primogênito, que tinha em casa, e revestiu com elas Jacó, seu filho mais novo. 16 Cobriu depois suas mãos, assim como a parte lisa do pescoço, com a pele dos cabritos, 17 e pôs-lhe nas mãos o prato suculento e o pão que tinha preparado. 18 Jacó foi para junto do seu pai e disse-lhe: ?Meu pai!??Eis-me aqui! Quem és, meu filho?? 19 Jacó respondeu: ?Eu sou Esaú, teu primogênito; fiz o que me pediste. Levanta-te, assenta-te e come de minha caça, a fim de que tua alma me abençoe.? 20 ?Como encontraste caça tão depressa, meu filho?? ?É que o Senhor, teu Deus, fez que ela se apresentasse diante de mim.? 21 ?Aproxima-te, então, meu filho, para que eu te apalpe e veja se, de fato, és o meu filho Esaú.? 22 Jacó aproximou-se de Isaac, seu pai, que o apalpou e disse: ?A voz é a voz de Jacó, mas as mãos são as mãos de Esaú.? 23 E não o reconheceu, porque suas mãos estavam peludas como as do seu irmão Esaú. E abençoou-o. 24 ?Tu és bem o meu filho Esaú?? Disse-lhe ele: ?Sim.? 25 ?(Então) serve-me, para que eu coma de tua caça, meu filho, e minha alma te abençoe.? Jacó serviu-lhe e ele comeu; e trouxe-lhe também vinho, do qual ele bebeu. 26 Então Isaac, seu pai, disse-lhe: ?Aproxima-te, meu filho, e beija-me.? 27 E, aproximando-se Jacó para lhe dar um beijo, Isaac sentiu o perfume de suas vestes, e o abençoou nestes termos. ?Sim. o odor de meu filho é como o odor de um campo que o Senhor abençoou. 28 Deus te dê o orvalho do céu e a gordura da terra, uma abundância de trigo e de vinho! 29 Sirvam-te os povos e prostrem-se as nações diante de ti! Sê o senhor dos teus irmãos, e curvem-se diante de ti os filhos de tua mãe! Maldito seja quem te amaldiçoar e bendito quem te abençoar!? 30 Apenas Isaac acabara de abençoar Jacó, e este saíra de junto do seu pai, chegou Esaú da caça. 31 Preparou também ele um prato suculento e trouxe-o ao seu pai, dizendo: ?Levanta-te, meu pai, e come da caça do teu filho, a fim de que tua alma me abençoe.? 32 ?Quem és tu??, perguntou-lhe seu pai Isaac. ?Eu sou o teu filho primogênito Esaú.? 33 Então Isaac, tomado de emoção violenta, exclamou: ?Quem é, pois, aquele que foi à caça e me trouxe o prato que eu comi antes que tu voltasses? Eu o abençoei, e ele será bendito.? 34 Ouvindo estas palavras de seu pai, Esaú soltou um grito cheio de amargura, e disse-lhe: ?Abençoa-me também a mim, meu pai!? 35 ?Teu irmão, respondeu-lhe Isaac, veio, fraudulentamente, tomar a tua bênção.? 36 Esaú disse então: ?Será porque ele se chama Jacó que me suplantou já duas vezes? Tirou-me meu direito de primogenitura, e eis que agora me rouba minha bênção!? E ajuntou: ?Não reservaste, porventura, uma bênção também para mim?? 37 Isaac respondeu-lhe: ?Eu o constituí teu senhor, e dei-lhe todos os seus irmãos por servos e o estabeleci na posse do trigo do vinho. Que posso ainda fazer por ti, meu filho?? 38 Esaú disse ao seu pai: ?Então só tens uma bênção, meu pai? Abençoa-me também a mim, meu pai!? E pôs-se a chorar. 39 Isaac tomou a palavra: ?Eis, disse ele, que a tua habitação será desprovida da gordura da terra e do orvalho que desce dos céus. 40 Viverás de tua espada, servindo o teu irmão, mas, se te libertares, quebrarás o seu jugo de cima do teu pescoço. 

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 15,11-32 
11 Disse também: Um homem tinha dois filhos. 12 O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. 13 Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. 14 Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. 15 Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. 16 Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 17 Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância... e eu, aqui, estou a morrer de fome! 18 Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. 20 Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. 21 O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22 Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. 23 Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. 24 Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia. 27 Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo. 28 Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele. 29 Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos. 30 E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo! 31 Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32 Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

23 de março da de Santo Turibio, Bispo (Peru).


  A cidade de Lima, capital do Peru, na América do Sul, bem pode ser chamada a cidade dos santos na América Latina. No período de um século, Lima viu morrerem Santa Rosa de Lima, São Francisco Solano, São Martinho de Porres e, o santo que comemoramos hoje, São Turíbio de Mongrovejo.
  São Turíbio foi para Lima com 42 anos, como novo arcebispo, e por 25 anos dedicou-se incansavelmente ao apostolado no Peru e à luta pela justiça, com profunda piedade e espírito de penitência. Modelo de pastor e de verdadeiro benfeitor dos humildes e dos índios, reformador dos costumes e das instituições eclesiásticas, opunha-se energicamente aos desmandos do poder civil e dos colonizadores espanhóis.
  Turíbio Alfonso de Mongrovejo nasceu na cidade de Majorca de Campos, Leon, na Espanha, em 1538, numa família nobre e rica, vivendo uma vida normal até os quarenta anos. Era protegido de um tio cônego, estudou em Valadolid, Salamanca e Santiago de Compostela, licenciado em direito e preparava o doutorado em Oviedo. Sua vida era pautada pela honestidade e lisura, mas, jamais poderia suspeitar que Deus o chamaria para um grande ministério.
  Gozando da simpatia do rei Filipe II, foi nomeado presidente do tribunal da Inquisição em Granada, mesmo sendo leigo. Em seguida, visando uma solução adequada aos problemas que agitavam o Peru, o rei apresentou sua candidatura a arcebispo de Lima. Nomeado pelo Papa Gregório XIII, recebeu as ordens sagradas até ao episcopado e partiu para a América. urgiu a partir daí um dos maiores apóstolos da história da Igreja.
  A pé ou a cavalo, percorreu em condições bem precárias, mais de quarenta mil quilômetros, visitando várias vezes sua enorme diocese, chegando aos lugarejos mais distantes, enfrentando desde as neves perpétuas dos Andes, até os desertos tórridos do lado do Pacífico, organizando paróquias e reunindo sínodos para tratar dos problemas eclesiásticos, segundo as normas do recente Concílio de Trento. Na aplicação da reforma do Concílio de Trento teve de enfrentar por vezes os vice-reis, o Conselho das Índias e o próprio rei.
  Tinha especial preocupação com a condição espiritual e econômica dos indígenas, explorados e maltratados por muitos colonizadores. Defendeu os oprimidos contra a crueldade e falta de escrúpulos dos brancos. Bondoso, e caridoso, sabia responder com suavidade e beneficência à rudeza dos índios, magoados com os brancos e, conseguiu atrair muitos deles para a Igreja.

  Morreu longe de Lima, em visita pastoral. Tendo adoecido gravemente, deu tudo o que tinha aos pobres, falecendo no dia 23 de março de 1606, com 68 anos de idade. Foi beatificado em 1679 e canonizado em 1726 pelo Papa Bento XIII, que o declarou "Apóstolo e Padroeiro do Peru".

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Sexta-feira da 2ª Semana da Quaresma

22/03 Sexta-feira 
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos

Leitura da Epístola do livro do 

  Gênesis37,6-22 
6 ?Ouvi, disse-lhes ele, o sonho que tive: 7 estávamos ligando feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e se pôs de pé, enquanto os vossos o cercavam e se prostravam diante dele.? 8 Seus irmãos disseram-lhe: ?Quererias, porventura, reinar sobre nós e tornar-te nosso senhor?? E odiaram-no ainda mais por causa de seus sonhos e de suas palavras. 9 José teve ainda outro sonho, que contou aos seus irmãos. ?Tive, disse ele, ainda um sonho: o sol, a lua e onze estrelas prostravam-se diante de mim.? 10 Ele contou isso ao seu pai e aos seus irmãos, mas foi repreendido por seu pai: ?Que significa, disse-lhe ele, este sonho que tiveste? Viremos, porventura, eu, tua mãe e teus irmãos, a nos prostrar por terra diante de ti?? 11 Seus irmãos ficaram, pois, com inveja dele, mas seu pai guardou a lembrança desse acontecimento. 12 Os irmãos de José foram apascentar os rebanhos de seu pai em Siquém. 13 Israel disse a José: ?Teus irmãos guardam os rebanhos em Siquém. Vem: vou mandar-te a eles.? ?Eis-me aqui?, respondeu José. 14 ?Vai, pois, ver se tudo corre bem a teus irmãos e ao rebanho, e traze-me notícias deles.? Enviou-o do vale de Hebron, e José foi a Siquém. 15 Um homem encontrou-o errando pelo campo: ?Que buscas?? perguntou ele. 16 ?Busco meus irmãos, respondeu ele. Dize-me onde apascentam os rebanhos.? 17 E o homem respondeu: ?Partiram daqui e ouvi-os dizer: Vamos a Dotain.? Partiu então José em busca dos seus irmãos e encontrou-os em Dotain. 18 Eles o viram de longe. Antes que José se aproximasse, combinaram entre si como o haveriam de matar; 19 e disseram: ?Eis o sonhador que chega. 20 Vamos, matemo-lo e atiremo-lo numa cisterna; diremos depois que uma fera o devorou; e então veremos de que lhe aproveitaram os seus sonhos.? 21 Ouvindo-o, porém, Rubem, quis livra-lo de suas mãos: ?Não lhe tiremos a vida, disse ele. 22 Não derrameis sangue. Jogai-o naquela cisterna, no deserto, mas não levanteis vossa mão contra ele.? Pois Rubem pensava livrá-lo de suas mãos para o reconduzir ao pai. 

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus 21,33-46 
33 Ouvi outra parábola: havia um pai de família que plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, cavou um lagar e edificou uma torre. E, tendo-a arrendado a lavradores, deixou o país. 34 Vindo o tempo da colheita, enviou seus servos aos lavradores para recolher o produto de sua vinha. 35 Mas os lavradores agarraram os servos, feriram um, mataram outro e apedrejaram o terceiro. 36 Enviou outros servos em maior número que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo. 37 Enfim, enviou seu próprio filho, dizendo: Hão de respeitar meu filho. 38 Os lavradores, porém, vendo o filho, disseram uns aos outros: Eis o herdeiro! Matemo-lo e teremos a sua herança! 39 Lançaram-lhe as mãos, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram. 40 Pois bem: quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores? 41 Responderam-lhe: Mandará matar sem piedade aqueles miseráveis e arrendará sua vinha a outros lavradores que lhe pagarão o produto em seu tempo. 42 Jesus acrescentou: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos (Sl 117,22)? 43 Por isso vos digo: ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele. 44 [Aquele que tropeçar nesta pedra, far-se-á em pedaços; e aquele sobre quem ela cair será esmagado.] 45 Ouvindo isto, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus compreenderam que era deles que Jesus falava. 46 E procuravam prendê-lo; mas temeram o povo, que o tinha por um profeta.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

22 de março dia de Santa Léia, Viúva.



   Uma rica romana que quando ficou viúva, ainda jovem, recusou um novo casamento, como era o costume da época, para se juntar à Marcela, abadessa de uma comunidade, criada em sua própria residência em Aventino, Roma. O local, depois se tornou um dos mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo, que se tornou santo, doutor da Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte, e que viveu também nesse período, na cidade eterna. .
  Santa Léia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda mais luxuosa, pelo prestigio e privilégios que envolviam aquele cargo. Teria uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto, Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e dedicada à oração, à caridade e à penitência. .
  A jovem abandonou os finos vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras religiosas. Passava noites inteiras em oração e quando fazia obras beneméritas, o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma recompensa ou reconhecimento pelos seus atos. Por isso, Léia foi eleita Madre superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria, tranqüilidade e a mesma humildade.
  Esses poucos dados sobre Léia estão contidos numa carta escrita pelo bispo Jerônimo, quando soube da sua morte, em 384. Curiosamente, ela morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o consul, rejeitado por ela. .
  Na ocasião dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado. Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado, na residência romana. Na carta, que ele enviou à essas religiosas, fez um paralelo entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto, Léia, antes vestida de rude roupa de saco, agora vivia na luz e na glória, por ter percorrido o caminho da santidade. .
  Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa Léia, no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana pela de abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Léia escolheu viver, na entrega total ao Senhor ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao lado de Deus na eternidade.
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Quinta-feira da 2ª Semana da Quaresma

21/03 Quinta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos

Leitura da Epístola do livro do profeta

Jeremias 17,5-10 
5 Eis o que diz o Senhor: Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor! 6 Assemelha-se ao cardo da charneca e nem percebe a chegada do bom tempo, habitando o solo calcinado do deserto, terra salobra em que ninguém reside. 7 Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. 8 Assemelha-se à árvore plantada perto da água, que estende as raízes para o arroio; se vier o calor, ela não temerá, e sua folhagem continuará verdejante; não a inquieta a seca de um ano, pois ela continua a produzir frutos. 9 Nada mais ardiloso e irremediavelmente mau que o coração. Quem o poderá compreender? 10 Eu, porém, que sou o Senhor, sondo os corações e escruto os rins, a fim de recompensar a cada um segundo o seu comportamento e os frutos de suas ações

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 16,19-31 
19 Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava. 20 Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. 21 Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico... Até os cães iam lamber-lhe as chagas. 22 Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 23 E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. 24 Gritou, então: - Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas. 25 Abraão, porém, replicou: - Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento. 26 Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá. 27 O rico disse: - Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, 28 para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos. 29 Abraão respondeu: - Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos! 30 O rico replicou: - Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão. 31 Abraão respondeu-lhe: - Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

21 de março dia de São Bento, Abade.


  A vida de Bento nos foram transmitidas pelo seu biógrafo e contemporâneo, papa são Gregório Magno. No livro que enaltece o seu exemplo de santidade de vida, ele não registrou as datas de nascimento e morte. Assim, apenas recebemos da tradição cristã o relato de que Bento viveu entre os anos de 480 e 547.
  Bento nasceu na cidade de Nórcia, província de Perugia, na Itália. Pertencia à influente e nobre família Anícia e tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica, também fundadora e santa da Igreja. Era ainda muito jovem quando foi enviado a Roma para aprender retórica e filosofia. No entanto, decepcionado com a vida mundana e superficial da cidade eterna, retirou-se para Enfide, hoje chamada de Affile. Levando uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.
  Ainda não satisfeito, aos vinte anos isolou-se numa gruta do monte Subiaco, sob orientação espiritual de um velho monge da região chamado Romano. Assim viveu por três anos, na oração e na penitência, estudando muito. Depois, agregou-se aos monges de Vicovaro, que logo o elegeram seu prior. Mas a disciplina exigida por Bento era tão rígida, que esses monges indolentes tentaram envenená-lo. Segundo seu biógrafo, ele teria escapado porque, ao benzer o cálice que lhe fora oferecido, o mesmo se partiu em pedaços.
  Bento abandonou, então, o convento e, na companhia de mais alguns jovens, entre eles Plácido e Mauro, emigrou para Nápoles. Lá, no sopé do monte Cassino, onde antes fora um templo pagão, construiu o seu primeiro mosteiro. 
  Era fechado dos quatro lados como uma fortaleza e aberto no alto como uma grande vasilha que recebia a luz do céu. O símbolo e emblema que escolheu foram a cruz e o arado, que passaram a ser o exemplo da vida católica dali em diante.
  As regras rígidas não poderiam ser mais simples: "Ora e trabalha". Acrescentando-se a esse lema "leia", pois, para Bento, a leitura devia ter um espaço especial na vida do monge, principalmente a das Sagradas Escrituras. Desse modo, estabelecia-se o ritmo da vida monástica: o justo equilíbrio, do corpo, da alma e do espírito, para manter o ser humano em comunhão com Deus. Ainda, registrou que o monge deve ser "não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não detrator, não murmurador".
  A oração e o trabalho seriam o caminho para edificar espiritual e materialmente a nova sociedade sobre as ruínas do Império Romano que acabara definitivamente. Nesse período, tão crítico para o continente europeu, este monge tão simples, e por isto tão inspirado, propôs um novo modelo de homem: aquele que vive em completa união com Deus, através do seu próprio trabalho, fabricando os próprios instrumentos para lavrar a terra. A partir de Bento, criou-se uma rede monástica, que possibilitou o renascimento da Europa.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Quarta-feira da Segunda semana da Quaresma

 20/03 Quarta-feira
Festa de Terceira Classe
 
Paramentos Roxos

 
Leitura da Epístola de São Paulo a

Atos dos Apóstolos 1,15-26
15 Num daqueles dias, levantou-se Pedro no meio de seus irmãos, na assembléia reunida que constava de umas cento e vinte pessoas, e disse: 16 Irmãos, convinha que se cumprisse o que o Espírito Santo predisse na escritura pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus. 17 Ele era um dos nossos e teve parte no nosso ministério. 18 Este homem adquirira um campo com o salário de seu crime. Depois, tombando para a frente, arrebentou-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram. 19 (Tornou-se este fato conhecido dos habitantes de Jerusalém, de modo que aquele campo foi chamado na língua deles Hacéldama, isto é, Campo de Sangue.) 20 Pois está escrito no livro dos Salmos: Fique deserta a sua habitação, e não haja quem nela habite; e ainda mais: Que outro receba o seu cargo (Sl 68,26; 108,8). 21 Convém que destes homens que têm estado em nossa companhia todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós, 22 a começar do batismo de João até o dia em que do nosso meio foi arrebatado, um deles se torne conosco testemunha de sua Ressurreição. 23 Propuseram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome Justo, e Matias. 24 E oraram nestes termos: Ó Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos qual destes dois escolheste 25 para tomar neste ministério e apostolado o lugar de Judas que se transviou, para ir para o seu próprio lugar. 26 Deitaram sorte e caiu a sorte em Matias, que foi incorporado aos onze apóstolos.


Sequência do Santo Evangelho segundo 

São Mateus 11,25-30
25 Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. 26 Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 27 Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo. 28 Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. 29 Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. 30 Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

20 de março dia de Santa Fotina, Samaritana Mártir


   Relato da Sagrada Tradição a mulher samaritana poço de Jacó em Siquém (João 4:5-42) se chamava Fotina ou também conhecida por Svetlana, nascida na Samaria em época desconhecida, morreu em Roma no ano 66, como mártir da Santa Igreja. Na sequência dos acontecimentos junto a Fonte de Jacó, sabemos que Fotina regressou à sua aldeia, e muitos passaram a acreditar em Jesus com o seu testemunho. A vida de Fotina após o sublime encontro com Nosso Senhor Jesus Cristo converte-se é de um grande amor por Ele, superando o medo constante, apesar da perseguição, num tempo de eventuais práticas de tortura e morte. Ela é muito venerada nas tradições orientais reconhecida pelo Martirológio Romano. Após seu encontro com o Jesus Cristo, Fotina e seu filho, provavelmente, foram morar em Cartago, onde pregou o Evangelho a todos que quisessem ouvir. Seu filho mais velho, São Vitor, um soldado, tinha demonstrado sua coragem na batalha, e, portanto, recompensados ​​com uma estação de destaque na cidade de Atália. Após uma conversa com o administrador da cidade, durante o qual Vitor foi incentivado a renunciar sua fé e avisar sua mãe e irmãs para não pregar o Evangelho, o administrador da cidade ficou mudo e cego por três dias. Ao recuperar os sentidos, e vendo Vitor ainda com ele, o administrador se converteu ao cristianismo, junto com seus servos. Notícias desta conversão milagrosa finalmente chegou o imperador Nero, um perseguidor ativo e sádico dos cristãos, que ordenou que fossem trazidos a Roma para julgamento. Marcada a audiência do julgamento, Santa Fotina e suas irmãs, e vários outros crentes, viajaram para Roma para participar com outros confessores dos exercícios de provação. O julgamento foi curto, e a tortura começou quase imediatamente após os acusados se recusarem a renunciar sua crença em Cristo. Cada um dos mártires tinha seus pulsos esmagados em uma bigorna, mas relataram sentir nenhuma dor. Mas o de Photina, porém, foi milagrosamente incapaz de ser esmagado. Os homens foram jogados na prisão, onde continuaram a pregar para todos que quisessem ouvir, a prisão logo se transformou em um lugar radiante de luz e com doce odor. As mulheres eram confinadas ao serviço da filha do imperador, que rapidamente se converteu à fé através dos seus testemunhos, assim como seus servos.
 Incomodado e com raiva, Nero ordenou que os mártires fossem executados. Os homens foram crucificados de cabeça para baixo depois serem espancados por três dias, ainda assim se recusavam a morrer. Eles, então, tiveram as pernas cortadas abaixo dos joelhos, os seus membros jogados aos cães, e foram espancados até expirar. As mulheres foram mutiladas, amarradas a duas árvores e após a libertação foram divididas ao meio. Santa Fotina foi jogada em um poço. Após 20 dias de congelamento na água, sem comida, sem dormir, ela foi chamada perante o imperador. Novamente, ela foi convidada a renunciar à sua fé, mas respondeu: "Voçê se encontra entre os ímpios, cego, perdido, homem louco! Você pode pensar, por ser tão estúpido que é; que eu concordaria em renunciar a Cristo, meu Senhor e oferecer sacrifícios aos ídolos tão cegos como você? " Sem hesitar, o Nero ordenou que fosse jogada de volta ao poço, onde adormeceu em paz com o Senhor. Fotina, tão comovida pelo Senhor, tão sedenta da água da Vida, deu tudo que tinha para espalhar o Evangelho aos outros. Tão cheia de amor e caridade que ela estava, ela escolheu dar sua vida para que outros pudessem ouvir as palavras de Cristo e passaram a acreditar. É certamente um desafio em nossas vidas para viver a nossa fé abertamente, testemunhar para aqueles que encontramos, não por causa de ameaças de morte na maioria dos casos, mas por causa do julgamento e da hostilidade exibida por muitos no mundo. A questão é, será que devemos deixar que nos impeçam? O amor de Nosso Senhor Cristo nos impele a chamar outras pessoas para Ele, para que também eles possam ser salvos. Como, através de nossas vidas, palavras e comportamentos, estamos servindo como testemunha para a glória e redenção de Jesus Cristo? Oramos para que neste tempo de crise possamos viver a nossa fé corajosamente, para que todos possam ver e crer!
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.