segunda-feira, 31 de julho de 2017

31 de julho dia de Santo Inácio de Loiola, Confessor



Iñigo Lopez de Loyola, este era o seu nome de batismo, nasceu numa família cristã, nobre e muito rica, na cidade de Azpeitia, da província basca de Guipuzcoa, na Espanha, no ano de 1491. O mais novo de treze filhos, foi educado, com todo cuidado, para tornar-se um perfeito fidalgo. Cresceu apreciando os luxos da corte, praticando esportes, principalmente os equestres, seus preferidos.
Em 1506, a família Lopez de Loyola estava a serviço de João Velásquez de Cuellar, tesoureiro do reino de Castela, do qual era aparentada. No ano seguinte, Iñigo tornou-se pagem e cortesão no castelo desse senhor. Lá, aprimorou sua cultura, fez-se um exímio cavaleiro e tomou gosto pelas aventuras militares. Era um homem que valorizava mais o orgulho do que a luxúria.
Dez anos depois, em 1517, optou pela carreira militar. Por isso foi prestar serviços a um outro parente, não menos importante, o duque de Najera e vice-rei de Navarra, o qual defendeu em várias batalhas, militares e diplomáticas.

Mas, em 20 de maio de 1521, uma bala de canhão mudou sua vida. Ferido por ela na tíbia da perna esquerda, durante a defesa da cidade de Pamplona, ficou um longo tempo em convalescença. Nesse meio tempo, meio por acaso, trocou a leitura dos romances de infantaria e guerra, por livros sobre a vida dos santos e a Paixão de Cristo. E assim foi tocado pela graça. Incentivado por uma de suas irmãs, que cuidava dele, não voltou mais aos livros que antes adorava, passando a ler somente livros religiosos. Já curado, trocou a vida de militar por uma vida de dedicação a Deus. Foi, então, à capela do santuário de Nossa Senhora de Montserrat, pendurou sua espada no altar e deu as costas ao mundo da corte e das pompas.
Durante um ano, de 1522 a 1523, viveu retirado numa caverna em Manresa, como eremita e mendigo, o tempo todo em penitência, na solidão e passando as mais duras necessidades. Lá, durante esse período, preparou a base do seu livro mais importante: "Exercícios espirituais". E sua vida mudou tanto que do campo de batalhas passou a transitar no campo das ideias, indo estudar filosofia e teologia em Paris e Veneza. Em Paris, em 15 de agosto de 1534, juntaram-se a ele mais seis companheiros, e fundaram a Companhia de Jesus. Entre eles estava Francisco Xavier, que se tornou um dos maiores missionários da Ordem e também santo da Igreja. Mas todos só se ordenaram sacerdotes em 1537, quando concluíram os estudos, ocasião em que Iñigo tomou o nome de Inácio. Santo Inácio de Loyola queria uma companhia de escol, para combater os erros da época, principalmente os de Lutero e Calvino, e por isso estipulou que, diferentemente das outras congregações ou ordens religiosas, o noviciado seria de mais de um ano. Dizia no fim da vida, quando sua Companhia estava já estendida por quase todos os continentes. Três anos depois, o papa Paulo III aprovou a nova Ordem e Inácio de Loyola foi escolhido para o cargo de superior-geral.
Ele preparou e enviou os missionários jesuítas ao mundo todo, para fixarem o cristianismo, especialmente aos nativos pagãos das terras do novo continente. Entretanto, desde que esteve no cargo de geral da Ordem, Inácio nunca gozou de boa saúde. Muito debilitado, morreu no dia 31 de julho de 1556, em Roma, na Itália.
A sua contribuição para a Igreja e para a humanidade foi a sua visão do catolicismo, que veio de sua incessante busca interior e que resultou em definições e obras cada vez mais atuais e presentes nos nossos dias. Foi canonizado pelo papa Gregório XV em 1622. A sua festa é celebrada, na data de sua morte, nos quatro cantos do planeta onde os jesuítas atuam. O Papa Pio XI publicou por ocasião de seu jubileu sacerdotal, em 1929, a Encíclica "Mens nostra: Sobre os Exercícios Espirituais", na qual comunicava aos fiéis a sua decisão de estabelecer anualmente um retiro baseado nos Exercícios Espirituais para o Papa e membros da Cúria Romana. Desde então, salvo algumas exceções, retiros inacianos são realizados todos os anos no Vaticano. Inicialmente ocorriam na primeira semana do Advento. Santo Inácio de Loyola foi declarado Padroeiro de Todos os Retiros Espirituais pelo papa Pio XI em 1922.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Kit 10 livros das Escravas de Maria

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terça-feira, 25 de julho de 2017

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DXXIII (523) (22 de julho de 2017)

 O ERRO DE MENZINGEN – III

Princípios belos não são suficientes:
Suas aplicações práticas podem ser muito inconvenientes!

Outro sacerdote da Fraternidade São Pio X (Pe. RP, por Relações Públicas) desceu à arena para defender a busca de seus Superiores pelo reconhecimento oficial por Roma da Fraternidade. A defesa do Pe. RP também está bem apresentada, mas ela igualmente sofre da mesma falha essencial da busca do reconhecimento que ele defende – a falta de realismo. O princípio é uma coisa, a prática é outra, mesmo que seja dirigida por princípios. Ser um mestre dos princípios não é ser um mestre da prática, e vice-versa. Deve-se destacar como a defesa do Pe. RP da busca de reconhecimento por seus Superiores começa dizendo que nesta mesma defesa ele, o Pe. RP, só está interessado nos princípios: em primeiro lugar, se alguém pode, em princípio, aceitar o reconhecimento de um modernista, e, em segundo lugar, até que ponto se pode, em princípio, colaborar com um modernista.

Para provar que se pode aceitar o reconhecimento de um Papa modernista, ele argumenta que Dom Lefebvre o procurou de Paulo VI até a morte deste último em 1978, e em 1988 ele só recusou a colaboração com João Paulo II na prática, mas não no princípio. Nem o Capítulo Geral da Fraternidade em 2012 exigiu de Bento XVI uma profissão de Fé Católica, o que fazer a qualquer momento revelaria um espírito cismático.

Mas, replicando, o confronto entre o Arcebispo e Paulo VI a partir de 1974 é bem conhecido, e por trás da recusa na prática do Protocolo de 1988 por parte do Arcebispo estavam os princípios de sua Fé. O ano de 2012 foi exatamente o momento em que a Fraternidade abandonou o Arcebispo, abandonando sua posição sobre a Fé em princípio; e quanto a um espírito cismático, quem estava na realidade em cisma – o Arcebispo ou os modernistas?

Quanto ao Papa Francisco, o Pe. RP argumenta que ele é o Papa; que a Igreja é o que não ele, mas Nosso Senhor fez dela; que a colaboração com ele é apenas como Papa católico. Mas, replicando, na vida real, como a podridão de uma maçã é e não é a maçã, então a Igreja Conciliar é e não é a Igreja. Na vida real, a Fraternidade não está tratando apenas com a Igreja Católica ou com um Papa católico, mas diretamente com a podridão conciliar.

Portanto, quando o Pe. RP, examinando em segundo lugar até onde se pode colaborar com um modernista, responde que se pode fazê-lo na medida em que é pelo bem da Igreja, ele constantemente se abstrai da realidade atual. Assim sendo:


* A Igreja é indefectível – Certo, mas os clérigos conciliares desviam-se o tempo todo.
* A Fraternidade está servindo à Igreja, não aos seus clérigos – Certo, mas é preciso passar pelos falsos clérigos.
* Uma prelatura católica não poderia ser recusada – Certo, mas não se ela é dirigida por falsos clérigos.
* O Papa apenas precisa cumprir seus termos – Certo, mas o que um pedaço de papel protege desses dirigentes?
* A autoridade do Papa vem de Deus – Certo, mas não a fim de destruir a Igreja (II Cor XIII, 10).
* A Fraternidade teve razão em aceitar a jurisdição para confissões e matrimônios – Pe. RP você está seguro disto? E se se trata apenas de um queijo em uma ratoeira?
* Uma questão tão prática como esta última pergunta sobre a nossa situação no momento “não está no poder deste artigo julgar”, responde o Pe. PR, mas a própria possibilidade de que não seja uma armadilha prova para ele que aceitar ou não o reconhecimento canônico de Roma “não deve ser julgada apenas com base na unidade da fé com o Papa”. E assim conclui que “o reconhecimento canônico deveria ser aceito se for pelo bem da Igreja, e rejeitado se não for, independentemente da fé do Papa”.

Mas Padre, pergunte a si mesmo – esta “fé” do Papa sendo o que é, poria ou não um reconhecimento canônico a Fraternidade sob superiores da Igreja oficial, ou seja, modernistas? Sim ou não? Na vida real, você realmente acha que esse Papa concederia uma prelatura que não levaria a Fraternidade ao controle de Roma? Em outras palavras, ao o controle de pessoas que já não acreditam na verdade objetiva? Há uma beleza nos princípios católicos, mas eles têm de ser aplicados em um mundo real, frequentemente bastante real.

Kyrie eleison.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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domingo, 23 de julho de 2017

23 de julho dia de Santo Apolinário, Bispo e Mártir.


 Santo Apolinário foi de Antioquia a Roma com São Pedro, onde foi ordenado pelo Príncipe dos Apóstolos. Em seguida, foi enviado a Ravena para lá pregar a fé. Sua primeira obra, ao chegar àquela cidade, foi a de devolver a visão ao filho de um soldado ao qual ele havia pedido abrigo; alguns dias depois, curou a mulher de um tribuno, que padecia de uma doença incurável. Isso foi o suficiente para causar a conversão de um grande número de pessoas, e logo formou-se na cidade uma cristandade florescente. Traduzido diante do governador pagão, Apolinário pregou Jesus Cristo, desprezou o ídolo de Júpiter e viu-se expulso da cidade pelo furor popular, que o deixou semi-morto.
Após algumas pregações nos países vizinhos, Apolinário retornou a Ravena e foi à casa de um nobre patrício que havia mandado chamá-lo para curar sua filha, que estava à morte. Mas o apóstolo só apareceu no momento em que a doente deu o último suspiro. Chegando perto do leito fúnebre, o santo dirigiu a Deus uma fervorosa oração: “Em Nome de Cristo, minha jovem, levanta-te”, disse ele, “e confesse que não há outro Deus além d’Ele!” A moça levantou-se, cheia de vida, e exclamou: “Sim, o Deus de Apolinário é o Deus verdadeiro!” Em seguida a este novo prodígio, trezentos pagãos se converteram e receberam o batismo, a exemplo da moça e de seu pai.
Mas o sucesso cada vez maior do cristianismo em Ravena logo desencadeou novas perseguições contra o apóstolo de Jesus Cristo. Ele precisou submeter-se a um novo interrogatório, que serviu apenas para avivar ainda mais a sua coragem e a dar-lhe ocasião de explicar os mistérios da nossa fé. Apolinário teve que sofrer os mais atrozes suplícios, a flagelação, o cavalete, o óleo fervente, depois os horrores da fome numa prisão infecta. Mas Deus se encarregava de alimentá-lo através de Seus anjos. Os carrascos o exilaram na Ilíria. Este exílio deu-lhe condições de pregar a fé a novos povos e de espalhar, assim, a luz do Evangelho. A perseguição o reconduziu a Ravena após três anos de ausência. Esta foi a última etapa de sua vida. Apanhado assim que desembarcou, Apolinário assombrou seus perseguidores ao fazer desabar, com apenas uma oração, o templo de Apolo. Devolveu a visão ao filho do seu juiz, dizendo-lhe: “Em Nome de Jesus Cristo, abra os teus olhos e veja!” Uma multidão de pagãos se converteu à fé cristã; mas a raiva dos corações endurecidos apenas cresceu e logo Apolinário coroou sua vida com um martírio glorioso. O dies natalis, ou data do martírio, corresponde a 23 de julho, enquanto teria vivido no século II e teria sido martirizado provavelmente durante o reinado do imperador Valente.No local do martírio, no porto de Ravena, foi erguido no século VI a Basílica de Santo Apolinário em Classe. As relíquias do santo foram levadas no século IX para a cidade, para uma igreja que naquele momento foi batizada de Basílica de Santo Apolinário Novo, tendo somente regressados à antiga basílica no momento de sua reconsagração, em 1748.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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quarta-feira, 19 de julho de 2017

O livro do Padre Julio Maria Luz nas Trevas(Respostas Irrefutáveis às Objeções Protestantes)reeditado pelas Escravas de Maria


Em Comemoração dos 500 anos de Lutero

Papa Francisco recebe a arcebispa luterana no Vaticano

http://www.vaticanocatolico.com/imagenes-galeria/anti-papa-francisco-mujer-obispa-luterana-sueca.jpg
 Possam estas respostas fazer conhecer e amar a religião verdadeira, a única religião DIVINA, que é a de Jesus Cristo,
 perpetuada e representada no mundo pela 
Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana.
 http://www.hombreencamino.com/wp-content/uploads/2017/03/Papa-Francisco-y-arzobispa-luterana-Antje-Jackelen.jpg
 Atacar a crença dos outros não é provar a autenticidade da sua própria crença.
Por que tais pastores, em vez de formularem objeções, não provam a legitimidade do protestantismo?
Em vez de atacarem a Doutrina Católica, que é a do Evangelho, por que eles não demonstram e provam que o protestantismo é a religião verdadeira - que Lutero fora enviado por Deus para reformar a religião - que a bíblia é o Deus do mundo, que cada um pode interpretar como entender - que tais pastores são ministros legítimos do Cristo - que as mil seitas protestantes são todas 'religiões' verdadeiras, etc.?

Eis os fatos que eles deviam estabelecer, sobre a Bíblia.Nas seguintes teses não somente responderei às objeções atiradas aos católicos, mas estabelecerei a Verdade Católica, para que, pelo confronto, brilhe a plena luz, a luz inteira, a luz verdadeira, "que deve iluminar todo homem que vem e vive neste mundo "(São João 1,9).
Tenham os protestantes SINCEROS a coragem de ler estas respostas e serão obrigados a tirar uma conclusão que eu deixe ao alvitre deles, porque será ditada pela sua consciência.
https://i.ytimg.com/vi/En7Mxo7kCEk/hqdefault.jpg
Quanto aos católicos, eles encontrarão nestas discussões a exposição sucinta e clara da sua Fé, ao mesmo tempo uma arma para refutar as calúnias que lhes são atiradas e responder às objeções que costumam formular os inimigos de nossa Santa Religião.(Este texto acima retirado do livro)
Padre Júlio Maria 




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O livro são 132 paginas divididos em:
1.Verdadeira Devoção a Misericórdia esta no
Sagrado Coração de Jesus e 
Imaculado Coração de Maria   

Vai Orações, Entronização do Sagrado Coração e o
 2.O livro do padre  Padre Julio Maria
  Luz na Trevas(Refutações aos protestantes) 
3.Anexos:
Colocamos explicações sobre as relíquias
Dialogo de Lutero com o Diabo(Deste dialogo nasce missa de Lutero e depois copiada pelo Papa Paulo VI hoje missa modernista)

Pedidos para lojinhadoconvento@gmail.com

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terça-feira, 18 de julho de 2017

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DXXII (522) (15 de julho de 2017)

 
O ERRO DE MENZINGEN - II

Roma diz que a crise da Igreja não existe.
Menzingen, agora, em também cair neste erro insiste.

O problema da carta de 13 de junho do Quartel General da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em Menzingen, na Suíça, destinada a "esclarecer as coisas sobre os matrimônios" após a proposta de Roma de 4 de abril para facilitar a integração dos matrimônios da Fraternidade na estrutura conciliar, não é um pequeno problema de meramente este ou aquele argumento ou deste ou daquele detalhe. O problema é a mentalidade totalmente conciliar dos clérigos que fazem a proposta. Nas palavras imortais de um dos três teólogos da Fraternidade, que, liderados pelo Bispo de Galarreta, enfrentaram quatro "teólogos" romanos nas "Discussões Teológicas" de 2009 a 2011, os quatro romanos estavam "mentalmente enfermos, mas têm a autoridade". Tamanha é a "enfermidade mental" (objetiva) dos romanos, que muitos católicos crentes são tentados a concluir que aqueles perderam toda a autoridade da Igreja. Infelizmente, pelo menos parecem tê-la, de modo que, em nome da "obediência", estão destruindo objetivamente a Igreja, sejam lá quais forem – Deus o sabe – suas boas intenções subjetivas.

Assim, a primeira parte importante da Carta sobre os Matrimônios de Menzingen (ver os "Comentários" da semana passada) argumentou que a proposta de 4 de abril de Roma era apenas alinhar os matrimônios da Fraternidade com a prática antiga e razoável da Igreja desde o Concílio de Trento. Sim, Menzingen, mas de que vale a lei razoável quando é aplicada por administradores "mentalmente enfermos"? Um axioma escolástico profundo diz: "Tudo o que é recebido recebe-se à maneira do receptor". A Tradição sã nas mãos de clérigos (obviamente) insanos pode tornar-se insana. Por exemplo, na terceira parte da Carta, Menzingen afirma que oficializar os matrimônios da Fraternidade os tornará mais seguros. Disseram “seguros”? Quando os juízes da Igreja atual estão transformando anulações oficiais em "divórcio católico"?

A segunda parte principal da Carta levanta oito objeções principais à proposta de Roma com o fim de refutá-las. A essência da maioria das objeções é que, no contexto, aceitar a proposta de Roma significa estar de acordo com a traição conciliar da Fé: com a teoria e prática conciliar do matrimônio (1, 2), com a condenação conciliar dos matrimônios anteriores da FSSPX (3), com o novo Código de Direito Canônico (8), e assim por diante. A resposta de Menzingen é que meramente tomada em si mesma, abstraída de seu contexto, a proposta romana não faz mais que disponibilizar aos casais da Fraternidade uma maneira extra de se casar em harmonia com a Igreja oficial. Sim, Menzingen, mas como um casamento pode ser celebrado na vida real sem um contexto? E como qualquer contexto oficial da Igreja hoje pode ser qualquer coisa além de conciliar?

A quinta objeção é um exemplo clássico do raciocínio fantasioso de Menzingen, que separa o inseparável: à objeção de que a flexibilização do acesso de Roma à oficialização dos matrimônios da Fraternidade é meramente o queijo em uma ratoeira que é a Prelatura Pessoal, Menzingen responde que "em si mesmo" queijo é apenas queijo! Menzingen até reconhece que a própria proposta de Roma menciona que é um passo no caminho para a eventual "regularização institucional" da Fraternidade; em outras palavras, que o queijo é, objetivamente, parte de uma armadilha. Sua mesma resposta é que, para evitar todas essas armadilhas, a Fraternidade teria de cortar todos os contatos com autoridades romanas, o que o Arcebispo Lefebvre disse em 1975 que nunca faria.

Sim, Menzingen, mas isso foi antes de que mais 13 anos de contatos e negociações com os romanos finalmente provassem para o Arcebispo que estes não tinham nenhuma intenção real de cuidar da Tradição. Então e somente então ele consagrou quatro bispos para cuidar da Tradição (como o fizeram até 2012), mas nunca recusou ter futuros contatos com os romanos. Ele só disse que, doravante, a doutrina devia preceder a diplomacia, de modo que os contatos só poderiam ser retomados quando os romanos retornassem às grandes condenações papais do liberalismo e do modernismo. E desde 1988? Menzingen finge que Roma mudou para melhor, de modo que uma armadilha não é mais uma armadilha! Ah, Menzingen! Você contraiu a "enfermidade mental" dos romanos!

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Convite: retiro de Santo Inácio para mulheres (19 a 23 de julho de 2017)

 http://www.ateneo.edu/sites/default/files/styles/full/public/page-image/ignatius-loyola.jpg?itok=Lkeb7OSv

+PAX
O mosteiro da Santa Cruz convida a todas as moças e senhoras para um retiro segundo o método de Santo Inácio de Loyola, sob a direção espiritual de Dom André OSB, a realizar-se de 19 (quarta) a 23 (domingo) de julho de 2017, nas proximidades do mosteiro.
Acesse a ficha de inscrição aqui .
Observações: o número de pessoas é limitado. Será confirmado por e-mail se há lugar disponível. O valor é de graça, mas se quiserem podem ajudar segundo suas possibilidades. Trajar roupas com notas de modéstia. Chegar no mais tardar dia 18.
Para dúvidas ou informações adicionais, as interessadas devem enviar um e-mail a Dom André OSB.
Contato: ir_andre@hotmail.com
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

Sermões: 5º Domingo depois de Pentecostes (2002)

Sermão proferido por Dom Tomás de Aquino OSB. Desejou-se, tanto quanto possível, conservar em sua escrita a simplicidade da linguagem oral.

PAX
V Domingo depois de Pentecostes 2002
O Evangelho de hoje nos fala da caridade fraterna. Como todo mandamento, ele pode ser enunciado sob a forma negativa (“não matarás, “não te vingarás” ou “não te irritarás contra o teu irmão”), ou então de maneira afirmativa (“amarás o teu próximo como a ti mesmo”).
Vejamos o que diz o profeta Isaías sobre a caridade fraterna, da qual nos fala Nosso Senhor no Evangelho de hoje. “O jejum que eu peço consiste por acaso em fazer que um homem mortifique a sua alma durante um dia, que se cubra com um saco e com cinzas? É isso o que nós chamamos jejum e um dia agradável ao Senhor? O jejum que eu aprovo é antes esse: rompei as cadeias da impiedade, aliviai dos seus pesados fardos os que estão sobrecarregados, mandai em liberdade os que estão oprimidos e acabai com tudo o que sobrecarrega os outros. Reparti o vosso pão com o que tem fome e dai entrada na vossa casa aos pobres e àqueles que não sabem onde se abrigar. Quando vires um homem nu, vesti-o e não desprezeis a vossa própria carne”. O profeta Isaías nos descreve aqui a verdadeira caridade fraterna.
‘Por toda parte há pobres não só de corpo mas, mais ainda, de alma, almas fracas, doentes, oprimidas… Pois bem! Pegai os seus fardos. Mandai-as livres, isto é, quando diante de ti falarem de algum defeito do próximo, não acrescente outro. Habilmente, porque às vezes não é conveniente contradizer, contrabalance com as suas virtudes, despeça em liberdade os que estão oprimidos e acabe com o que sobrecarrega os outros. Reparta do seu pão, isto é, dê-se a si mesmo, mande entrar na sua casa, isto é, dê de seus bens, ou seja, a sua tranquilidade, o seu repouso àqueles que não sabem onde se abrigar, que são pobres espiritualmente e materialmente”.
“Então”, diz o profeta Isaías, “a vossa luz brilhará como a aurora, bem depressa recuperareis a saúde, a vossa justiça caminhará à vossa frente e a glória do Senhor proteger-vos-á. Então invocareis o Senhor e Ele vos atenderá: chamareis e Ele dir-vos-á ‘eis me aqui’. Se destruirdes as cadeias entre vós, se cessardes de dizer palavras ofensivas, se auxiliares o pobre com efusão, se consolares a alma aflita, para vós a luz nascerá das trevas e as vossas trevas tornar-se-ão como o meio-dia. O senhor dar-vos-á a paz para sempre, encherá de esplendor a vossa alma, reanimará os vossos ossos, tornar-vos-ei um jardim sempre regado e uma fonte cujas águas não se esgotam nunca”. E Isaías prossegue: “Lugares desertos há séculos encher-se-ão de edifícios; vós levantareis os alicerces abandonados durante muitos anos e dirão de vós que reparais as muralhas e tornais seguros os caminhos”.
Escutemos agora o comentário que dá desse texto a maior santa dos tempos modernos: “Acabais de ouvir a recompensa! Se deixais de dizer palavras pouco caridosas, se quebrais as cadeias das almas cativas pela vossa doçura e afabilidade; se auxiliares as almas pobres e abandonadas com efusão, quer dizer, com coração, com amor, com desinteresse, se consolais os que sofrem, ‘recuperareis a vossa saúde interior, a vossa alma não se enfraquecerá nunca. A vossa justiça caminhará diante de vós. Mas como estas obras, para serem proveitosas, devem permanecer escondidas; como o próprio da virtude, semelhante à humilde violeta, é de perfumar sem que as criaturas saibam donde vem esse perfume, por isso a glória do Senhor vos protegerá. Não a vossa própria glória, mas glória do Senhor! E o Senhor’, continua Isaías, ‘atender-vos-á, dar-vos-á descanso, uma luz nascerá para vós das trevas e as vossas trevas tornar-se-ão para vós como o meio-dia; não que as trevas desapareçam, as provações não podem faltar a uma alma, mas vossas trevas serão luminosas… e tereis a paz, a alegria, para vós mesmos uma claridade brilhará para sempre, no meio da noite interior da alma.
Tornar-vos-ei um jardim sempre irrigado, uma fonte cujas águas não se esgotam nunca, pois procede de Deus, e as almas, todas as almas, poderão vir beber dessa água sem nunca fazer mal àquele que dá aos outros por caridade. Mas não é tudo”, acrescenta Santa Teresinha, “‘os lugares desertos há séculos’, diz Isaías, ‘serão repletos de edifícios, levantados os alicerces’. Que quer dizer o profeta com essas palavras? Como, praticando a caridade, o amor do próximo, posso eu construir edifícios?! Isto não parece ter nenhuma relação com a caridade fraterna, sobretudo dentro de uma comunidade contemplativa… E, contudo, os anjos no Céu dirão de vós que reparais muralhas e que fazeis seguros os caminhos…”
Que mistério! Pelas nossas pequenas virtudes, pela nossa caridade praticada na sombra do claustro ou na sombra dos deveres de estado em casa, no trabalho, na escola, no dia a dia de todos os senhores e senhoras, nós convertemos de longe as almas… nós ajudamos os missionários… e mesmo, no último dia, talvez de diga que nós construímos as moradas materiais de Jesus e preparamos os seus caminhos”.
Essa longa citação do profeta Isaías intercalada de comentários de Santa Teresinha merece toda a nossa atenção. A caridade fraterna é a pedra de toque, é a menina dos olhos, é o coração do Cristianismo.
A caridade é a rainha das virtudes, e se ela tem Deus como principal objeto, ela tem o próximo como o mais acessível; e Nosso Senhor julgará nosso amor por Deus pelo nosso amor pelo próximo. “Se nós não amamos o próximo que vemos, como amaremos a Deus que não vemos?”, pergunta São João.
Procuremos, pois, esquecer de nós mesmos e deixemos o próximo tomar nosso tempo, nossa tranquilidade, nossa vida, enfim, pois Nosso Senhor disse: “Tudo o que fizerdes a um desses pequeninos a Mim o fizeste”. Qual de nós aceitaria que se falasse mal de Nosso Senhor? Ora, quando desviamos a conversa para não falar mal do próximo ou atenuar seus defeitos, estamos defendendo Nosso Senhor Ele mesmo, conforme Ele nos disse.
Retiremos os fardos, os pesos das costas de nossos próximos, pois toda alma sofre nesse mundo e a caridade opera milagres, aliviando uns, fortificando outros, contribuindo para a salvação de todos. Assim nossa justiça ultrapassará a dos fariseus que, recusando a lei de Nosso Senhor, queriam tratar a todos segundo a Lei do Antigo Testamento: olho por olho, dente por dente.
Não! Essa não é a lei de Nosso Senhor que nos amou quando éramos filhos da ira e nos ensinou a perdoar, a sarar, a converter, a consolar e a deixar o julgamento a Ele, que é o que, recusando a lei de Nosso Senhor, queriam tratar a todos segundo a Lei do Antigo Testamento: olho por olho, dente por dente.
Não! Essa não é a lei de Nosso Senhor que nos amou quando éramos filhos da ira e nos ensinou a perdoar, a sarar, a converter, a consolar e a deixar o julgamento a Ele, que é o Rei dos reis, o Juiz dos juízes, que, ao deixarmos o exílio desta vida, nos julgará não a respeito do número de nossas obras, mas sim a respeito do amor com o qual nós a realizamos.
Que Nossa Senhora nos ensine esses mistérios da caridade que devemos imitar. Assim seja.
Dom Tomás de Aquino O.S.B.


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terça-feira, 11 de julho de 2017

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DXX (521) (8 de julho de 2017)

  O ERRO DE MENZINGEN - I


Os liberais são lobos, e os lobos só morder podem:
Estão certos os católicos que por afastar-se decidem!

Nem todos os leitores desses "Comentários" apreciam seu retorno regular ao que pode parecer ser simples "disputa entre sacerdotes", mas que esses leitores recordem – ou aprendam – que a Igreja Católica existe como o único meio de salvar almas para o Céu eterno, enquanto que o Diabo existe como um agente de primeira classe para enviar almas para o inferno eterno. Se então Nosso Senhor escolhe os sacerdotes para serem agentes de Sua Igreja, o Diabo os atacará, e um dos melhores meios para atacar sacerdotes é através de outros sacerdotes. Na verdade, facilmente a maioria dos heresiarcas da Igreja foram sacerdotes, por exemplo o bispo Nestor e o padre Martinho Lutero. As "disputas entre sacerdotes" não são importantes somente se ninguém mais quiser ir para o céu, mas então o diabo terá realmente vencido!

Então, vejamos o documento de vinte páginas divulgado em 13 de junho pelos sacerdotes do QG da FSSPX em Menzingen, na Suíça, para defender seu agradecimento à Roma conciliar pelo documento de 4 de abril, que propôs participação mais ou menos próxima dos clérigos conciliares na celebração dos matrimônios por parte da FSSPX. A Carta para Esclarecer e Retificar as Questões de Matrimônio de Menzingen é bem preparada e bastante persuasiva se não notar-se a falácia do apelo especial, mas sofre o defeito incapacitante dos atuais líderes da Fraternidade em Menzingen, a saber, confunde as aparências conciliares com a substância católica. Nas palavras, a "Carta" condena repetidamente os erros conciliares em geral e o do matrimônio em particular, mas em ação trata os clérigos conciliares como se fossem clérigos católicos normais, quando, na realidade, eles são clérigos profundamente anormais – são modernistas. Nas palavras de São Paulo para os últimos tempos, eles têm "uma aparência de piedade, porém não tendo a realidade" (II Tim. III, 5). E ele acrescenta: "Foge também destes".

Assim, toda a primeira parte da Carta apresenta a participação do bispo diocesano ou do pároco ou de seu delegado ao testemunhar matrimônios católicos para assegurar sua validade, como uma prática clássica da Igreja e parte de sua lei desde o Concílio de Trento. Quem discute isso? Mas a aplicação desta lei tem estado desde o Vaticano II nas mãos dos clérigos que têm uma visão cada vez mais anormal do matrimônio católico. A Igreja hoje não está mais em tempos normais! Menzingen não percebeu? Ou escolheu não perceber mais? Demorou alguns séculos para o protestantismo romper o domínio universal da Igreja Católica. Demorou outros séculos mais para o liberalismo avançar para dentro da hierarquia da Igreja, mas uma vez que Deus permitiu, como um castigo justo, que prevalecessem as eleições de João XXIII e Paulo VI, então a mais alta autoridade católica se tornou liberal, e desde então nunca foi tão fácil para todos os católicos sob essa autoridade convencerem-se, mesmo com sinceridade, de que continuam sendo católicos mesmo quando estão destruindo a Igreja.

Quando, em 1987, Dom Lefebvre chamou os clérigos conciliares "anticristos" (Carta a quatro futuros bispos), ele estava passando por cima da possível sinceridade subjetiva deles e sustentando firmemente sua destrutividade objetiva inegável. Quando, em 2017, Menzingen destaca a normalidade da participação dos Superiores hierárquicos nos matrimônios católicos, está dando como certa a sinceridade dos hierarcas, e passa por cima de seu liberalismo ruinoso. Mas eles permanecem sendo liberais, com um conceito de matrimônio que inclui as anulações fáceis, e assim por diante. Se uma vez eles colocaram o pé na porta dos matrimônios tradicionais, o que os impede amanhã ou um dia depois até de aplicar a lei tradicional da Igreja de acordo com sua ideia "renovada" de matrimônio? Na verdade, como eles não aplicariam, amanhã ou um dia depois, suas próprias convicções sinceras?

Durante décadas, desde o Vaticano II, conforme os católicos iam percebendo o que estava acontecendo com a Igreja e se tornavam "tradicionalistas", então eles iam se distanciando das autoridades oficiais da Igreja. Sem necessariamente agir com falta de cortesia ou de respeito, eles se afastaram para proteger a Fé e a moral católicas. Agora Menzingen está se aproximando dessas autoridades e querendo que todos os Tradicionalistas o sigam! Menzingen esqueceu a famosa citação de Eneida de Virgílio: "Seja como for, temo os gregos, mesmo quando eles trazem presentes". Menzingen confia nos gregos!

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

terça-feira, 4 de julho de 2017

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DXX (520) (1º de julho de 2017)



 
Elias obrigou os Israelitas a escolher.

O Concílio ou o Deus verdadeiro – qual recusarei?



Em razão do pecado original, não é fácil manter um homem e uma mulher unidos no casamento até que a morte os separe, mas este foi o projeto original de Deus para os seres humanos desde o início da Criação, o qual permanece. No entanto, no momento em que Ele instituiu a Lei do Antigo Testamento através de Moisés, teve de fazer certa reserva para o divórcio, "por causa da dureza dos corações dos homens" (Mt. XIX, 7-8). Mas não era assim que Deus queria que o casamento fosse, e, então, quando Nosso Divino Senhor instituiu o Novo Testamento, por um lado aboliu todo o divórcio, enquanto, por outro lado, fez do casamento um dos sete canais especiais da graça santificadora, um dos sacramentos sobrenaturais, para que todas as almas que entram em Sua Igreja tenham acesso a uma ajuda sobrenatural especial na união de seus casamentos.

Também não estão simplesmente o homem e a mulher envolvidos em seu casamento. A educação adequada das crianças exige tanto o pai (biológico) quanto a mãe (biológica), e normalmente exige que os dois permaneçam juntos para fornecer um lar completo e estável. Além disso, a saúde da sociedade como um todo exige que as crianças saudáveis possam crescer como adultos saudáveis. Assim, se a cristandade já alcançou alturas sem precedentes de civilização, foi em muito devido, se pensarmos nisso, à força do casamento católico. Seguir-se-ia que o Diabo está constantemente atacando o casamento natural e católico como um meio importante para ele de quebrar a cristandade e de enviar todas as almas para o inferno.

Em nosso próprio tempo, o fracasso da cristandade pelo enfraquecimento da Igreja deu um grande passo adiante com o Vaticano II (1962-1965). Antes desse Concílio, as anulações católicas do casamento eram estritamente regulamentadas. Elas não eram divórcios, porque tinha de ser provado na frente de juizes eclesiásticos que por algum motivo sério o contrato de casamento tinha sido inválido desde o início, de modo que um casamento válido nunca tivesse ocorrido. Mas desde o Concílio, esse rigor tem vindo a abrir caminho para o laxismo, de modo que, a partir de exceções, anulações se tornaram em alguns países a regra, isto é, trata-se de "divórcio católico". Portanto, quando o Arcebispo Lefebvre fundou sua Fraternidade Sacerdotal São Pio X para resistir à decadência conduzida pelo Vaticano II, naturalmente sua Fraternidade evitou anulações fáceis e fez tudo o que pôde para ajudar os casais católicos na sociedade dissolvente de hoje a estabelecer um casamento no qual se mantivessem unidos.

Infelizmente, os sucessores do Arcebispo à frente de sua Fraternidade vêm trabalhando há 20 anos de maneira disfarçada, mas tenaz, para se juntarem à Igreja Conciliar, abandonando sua resistência ao Vaticano II. Isto significa que quando há três meses o Papa conciliar autorizou os bispos conciliares a delegar seus sacerdotes conciliares a participar ativamente dos casamentos celebrados dentro da Fraternidade, por um lado, a sede da Neo-Fraternidade saudou a decisão como um excelente presente de Roma, anunciando que esta decisão papal alteraria a prática matrimonial da Fraternidade, enquanto, por outro lado, sete sacerdotes seniores no Distrito Francês da Fraternidade protestaram publicamente contra a interferência conciliar de Roma na prática católica. A sede rebaixou prontamente todos os sete contestadores e também demitiu o autor do protesto.

Assim, a guerra entre liberalismo e catolicismo aumenta. Três dos sete contestadores mantêm sua posição. Em resumo, como um deles escreveu, qualquer bispo conciliar pode agora enviar um sacerdote a um casamento da Fraternidade – e como um tal sacerdote será enviado de volta, depois de ter sido tão bem recebido pela sede? Ou o bispo pode recusar um padre – mas isso é apenas um afortunado acidente, deixando intacto o perigoso princípio da interferência conciliar. Ou o bispo tem permissão para delegar um sacerdote da Fraternidade – mas isso é susceptível de dar origem a qualquer Priorado da Fraternidade aos casamentos tanto conciliares como não conciliares, com relações falsas, para não dizer, em guerra, entre os dois. O conciliarismo e o catolicismo não podem ser misturados nem reconciliados um com o outro.



Kyrie eleison.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário