sábado, 30 de junho de 2018

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DLXXI (571) (23 de junho de 2018):

 
 A FSSPX CINQUENTISTA
 *Traduzido por Cristoph Klug.
Fazei uma coisa e outra, como diz Jesus.
Quando ajudar seu irmão, não se esqueça de Deus.

Os paralelismos entre o estado da Igreja Universal na década de 1950 e o estado da Fraternidade Sacerdotal São Pio X nos anos 2000 continuam surgindo, porque é a mesma doença que aflige tanto a Igreja quanto a FSSPX. Em que consiste essa doença? Em um desejo de alcançar o homem que se afasta cada vez mais de Deus, tanto que a imagem do verdadeiro Deus é distorcida para além de todo reconhecimento ao ser levada ao nível do ímpio homem moderno sem Deus. Com a Igreja, a Fé de todos os tempos devia ser adaptada para adequar-se ao nosso mundo moderno, dando origem ao Concílio Vaticano II. Com a FSSPX, a Tradição Católica de todos os tempos, fez-se para ajustar-se àquele Concílio, dando origem ao deslizamento da FSSPX. “As mesmas causas produzem os mesmos efeitos”.

Ano passado foi o centenário das grandes aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal. Ela alertou sobre terríveis desastres que poderiam acontecer à humanidade se suas advertências não fossem ouvidas. Os homens da Igreja reagiram inadequadamente, porque depois de vários anos Ela teve de dizer à Irmã Lúcia que até mesmo as boas almas não estavam prestando atenção suficiente aos seus pedidos, enquanto as pessoas más estavam, é claro, seguindo seu caminho pecaminoso. Assim, a primeira parte do reinado do Papa Pio XII (1939-1958) foi marcada pela sua devoção a Fátima, mas na década de 1950 ele foi persuadido a dividir o aspecto devocional das aparições do seu aspecto político, nomeadamente a Consagração da Rússia, e de fazer caso omisso do aspecto político, mantendo o devocional, um grande erro. Ora, vemos exatamente o mesmo erro sendo cometido por certos Superiores da Fraternidade em 2010.

Um confrade da Fraternidade Sacerdotal São Pio X escutou no ano passado (2017) sermões sobre o tema de Fátima (1917) de dois de seus membros mais antigos. Donde ele esperava um tratamento completo das aparições de Fátima, tudo o que ele ouviu foram palavras piedosas, de modo nenhum falsas, mas ambos os pregadores retrataram um mundo com boa saúde! A grandeza, a bondade e a misericórdia de Nossa Senhora foram mencionadas e, naturalmente, o Seu Imaculado Coração como um poderoso local de refúgio para nós, católicos. Mas nosso colega continua:

“Não houve uma só palavra sobre a situação catastrófica em que se encontram hoje os indivíduos, as nações e a Igreja. A Primeira Parte do Segredo de Fátima foi mencionada, mas nem a Segunda e nem a Terceira o foram. As nações não estão com todos os tipos de problemas? Não está a Madre Igreja com o Papa Francisco à frente em um conflito inimaginável? Dada esta situação, como alguém pode ousar passar em silêncio a Segunda e a Terceira Partes, nem sequer mencioná-las?

Nossos Superiores estão assumindo uma enorme responsabilidade. Eles estão embalando nossos católicos para dormir, um sono religioso – “Nós temos a verdadeira Missa, temos a Fé, temos priorados, somos membros da Igreja Católica... do que mais precisamos?” Sermões como esse impedem qualquer reação, não há engajamento nas batalhas da Mãe de Deus, nenhuma palavra de advertência contra os aparelhos eletrônicos de hoje. Eis como os católicos se tornam mornos.

“Quando as crianças de Fátima foram obrigadas a olhar para o fogo do inferno, as suas orações, esforços e sacrifícios aumentaram acentuadamente. Nós, católicos do século XXI, já não precisamos de tal visão do Inferno, tal visão da condição catastrófica da política atual e da Igreja Católica? Muitos de nossos fiéis nem percebem que algo importante está sendo ocultado deles. Quando ouvem sermões desse tipo, ficam entusiasmados, elogiam os pregadores, são felizes como podem sê-lo. Infelizmente, é muito compreensível que os homens prefiram o que é leve e agradável ao que é duro e verdadeiro”.

Kyrie Eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

30 de junho dia de São Paulo

30/06 Sábado
Festa de Terceira Classe 
Paramentos  Vermelhos
 El apóstol Pablo presenta su defensa ante funcionarios romanos
São Paulo (~ 10 – 67)Apóstolo nascido em Tarso, cidade principal da Cilícia, conhecido como o grande apóstolo dos gentios. Descendia de uma família hebreus da tribo de Benjamin, que haviam obtido a cidadania romana, de grandes posses e prestígio político. Seus pais, sendo como eram, fiéis à lei mosaica, o mandaram logo para Jerusalém para ser educado lá. Fariseu fervoroso, recebeu na circuncisão o nome de Saulo e teve como preceptor um dos mais sábios e notáveis rabinos daquele tempo, o grande Gamaliel, neto do ainda mais famoso Hilel, de quem recebeu as lições sobre os ensinos do Antigo Testamento. Foi este Gamaliel, cujo discurso se contém nos Atos dos Apóstolos 5. 34-39, que aconselhou o Sanedrim a não tentar contra a vida dos apóstolos. Ele possuía alguma coisa estranha ao espirito farisaico, a qual se avizinhava da cultura grega. Em seu discurso demonstrava um espirito tolerante e conciliador, característico da seita dos fariseus. Celebrizou-se por seus vastos conhecimentos rabínicos. Aprendeu o ofício de fazedor de tendas, das que se usavam nas viagens. Recebeu uma educação subordinada às tradições e às doutrinas da fé hebraica e, embora fosse filho de um fariseu, At 23, tornou-se um cidadão romano. Pelos seus dizeres na epístola aos filipenses 3. 4-7, aparentemente ocupava posição de grande influência que lhe dava margem para conseguir lucros e grandes honras. Tornou-se membro do concílio, At 26. 10, e logo depois recebeu a comissão do sumo sacerdote para perseguir os cristãos, 9. 1, 2; 22. 5. Apareceu no cenário da história cristã, como presidente da execução do diácono Estêvão (1)o protomártir do Cristianismo, a cujos pés as testemunhas depuseram suas vestimentas At 7. 58. Na Bíblia aparece então no 7º capítulo do livro Atos dos Apóstolos, guardando as vestes do diácono, que foi apedrejado, concordando, portanto, com a condenação. Depois disso, empreendeu forte perseguição aos cristãos. Na sua posição odiava a nova seita, não só desprezando o crucificado Messias, como considerava os seus discípulos um elemento perigoso, tanto para a religião como para o Estado. Este seu ódio mortal contra os discípulos de Jesus durou até ao momento da sua conversão, que aparece no 9º capítulo. Foi no caminho de Damasco que se deu a sua repentina conversão (30). Ele e seus companheiros viajavam pelos desertos da Galiléia e quando, ao meio-dia, o sol ardente estava no seu zênite, At 26. 13, repentinamente uma luz vinda do céu, mais brilhante que a luz do sol caiu sobre eles, derrubando-os. Todos se ergueram, mas ele continuou prostrado por terra. Ouviu-se então uma voz que dizia em língua hebraica: “Saulo, Saulo, porque me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra o aguilhão (2)”. Respondeu ele então: “Quem és tu Senhor?” E veio a resposta: “Eu sou Jesus a quem tu persegues. Levanta-te e vai à cidade e aí se te dirá o que te convém fazer”. Os companheiros que o seguiam ouviam a voz sem nada ver, nem entender. Ofuscado pelo intenso clarão da luz, foi conduzido pela mão dos companheiros. Entrou em Damasco e hospedou-se na casa de Judas, onde permaneceu três dias sem ver, sem comer e nem beber, orando e meditando sobre a revelação divina. Guiado pelo Senhor, o judeu convertido Ananias, foi visitar-lhe e ao se encontrar com o grande perseguidor, recebeu a confissão da sua nova fé. Certo de sua conversão Ananias impôs-lhe as mãos, fê-lo recobrar a visão e o batisou. Batizado, foi para o deserto da Arábia, onde orou e fez penitência por três anos. A partir de então, com a juventude e a energia que o caracterizava, e para grande espanto dos judeus, começou a pregar nas sinagogas que Jesus era o Cristo, Filho de Deus vivo, 9 10-22. Regressou à Jerusalém, onde sofreu a desconfiança dos que não acreditavam na sua repentina conversão e instalou-se em Antióquia, na Síria, de onde fez três grandes viagens missionárias, ao longo de 25 anos. Pregou na Ásia Menor, Grécia e Jerusalém, até ser preso em Cesaréia (61). Levado para Roma, permaneceu dois anos sob custódia militar, gozando de relativa liberdade, suficiente para receber os cristãos e converter os pagãos. Durante esse período escreveu as cartas aos Filipenses, aos Colossenses, aos Efésios e a Filêmon. Inocentado (63) passou pela Espanha, visitou suas comunidades no Oriente, onde foi preso e novamente levado para Roma (67) sob a acusação de seguir uma religião ilegal. São desse último período as duas cartas a Timóteo e a carta a Tito. Por ordem de Nero desta vez não teve perdão e foi condenado à morte, mas por ser um cidadão romano não deve ter sido crucificado e, sim, decapitado. Além de alguns discursos a ele atribuídos, mencionados nos Atos dos Apóstolos, deixou 14 cartas dirigidas a várias comunidades convertidas e a amigos. Nas cartas que escreveu às comunidades que fundou, mostrou-se o grande teólogo empenhado em elaborar uma síntese do mistério cristão que atravessasse os tempos. esses documentos caracterizam-se por conterem valiosas regras de vida completamente atemporais, que jamais perderão seu significado se praticados para garantirem a harmonia em qualquer sociedade, em qualquer época. Também em seus ensinamentos observa-se o esclarecimento da distinção entre judaísmo e cristianismo e a difusão deste último no mundo grego. É celebrado nos dias 25 de janeiro, tradicionalmente o dia da sua conversão, e 29 de junho, o dia de sua morte. Apóstolo é considerado o apóstolo do gentios por causa da sua grande obra missionário nos países gentílicos. Ele dizia de si mesmo: “Eu trabalhei e ai de mim se não evangelizar!”, “Eu sou o menor dos apóstolos… não sou digno de ser assim chamado”.

Leiutura da Epístola dos 

São Paulo aos Gálatas 1,11-20
11.Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não tem nada de humano.12.Não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas mediante uma revelação de Jesus Cristo.13.Certamente ouvistes falar de como outrora eu vivia no judaísmo, com que excesso perseguia a Igreja de Deus e a assolava;14.avantajava-me no judaísmo a muitos dos meus companheiros de idade e nação, extremamente zeloso das tradições de meus pais.15.Mas, quando aprouve àquele que me reservou desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça,16.para revelar seu Filho em minha pessoa, a fim de que eu o tornasse conhecido entre os gentios, imediatamente, sem consultar a ninguém,17.sem ir a Jerusalém para ver os que eram apóstolos antes de mim, parti para a Arábia; de lá regressei a Damasco.18.Três anos depois subi a Jerusalém para conhecer Cefas, e fiquei com ele quinze dias.19.Dos outros apóstolos não vi mais nenhum, a não ser Tiago, irmão do Senhor.20.Isto que vos escrevo - Deus me é testemunha -, não o estou inventando.
Sequência do Santo Evangelho

São Mateus 10,16-22
16.Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas.17.Cuidai-vos dos homens. Eles vos levarão aos seus tribunais e açoitar-vos-ão com varas nas suas sinagogas.18.Sereis por minha causa levados diante dos governadores e dos reis: servireis assim de testemunho para eles e para os pagãos.19.Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer.20.Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós.21.O irmão entregará seu irmão à morte. O pai, seu filho. Os filhos levantar-se-ão contra seus pais e os matarão.22.Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Vigilia de São Pedro e São Paulo

  28/06 Quinta-feira 
Festa de Segunda Classe 
Paramentos Roxos
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Leitura da Epístola dos

Atos dos Apóstolos 3, 1-10               
1.Pedro e João iam subindo ao templo para rezar à hora nona.2.Nisto levavam um homem que era coxo de nascença e que punham todos os dias à porta do templo, chamada Formosa, para que pedisse esmolas aos que entravam no templo.3.Quando ele viu que Pedro e João iam entrando no templo, implorou a eles uma esmola.4.Pedro fitou nele os olhos, como também João, e disse: Olha para nós.5.Ele os olhou com atenção esperando receber deles alguma coisa.6.Pedro, porém, disse: Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!7.E tomando-o pela mão direita, levantou-o. Imediatamente os pés e os tornozelos se lhe firmaram. De um salto pôs-se de pé e andava.8.Entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus.9.Todo o povo o viu andar e louvar a Deus.10.Reconheceram ser o mesmo coxo que se sentava para mendigar à porta Formosa do templo, e encheram-se de espanto e pasmo pelo que lhe tinha acontecido.
Sequência do Santo Evangelho 

São João 21,15-19
15.Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.16.Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.17.Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.18.Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres.19.Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: Segue-me!
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

sábado, 23 de junho de 2018

Vigília de São João Batista

23/06 Sexta-feira Vigília de São João Batista
Festa de Segunda Classe
Paramentos Roxos

Leitura da Epístola dos

Jeremias 1, 4-10
4.Foi-me dirigida nestes termos a palavra do Senhor:5.Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações.6.E eu respondi: Ah! Senhor JAVÉ, eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança.7.Replicou porém o Senhor: Não digas: Sou apenas uma criança: porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar.8.Não deverás temê-los porque estarei contigo para livrar-te - oráculo do Senhor.9.E o Senhor, estendendo em seguida a sua mão, tocou-me na boca. E assim me falou: Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios.10.Vê: dou-te hoje poder sobre as nações e sobre os reinos para arrancares e demolires, para arruinares e destruíres, para edificares e plantares.

Sequência do Santo Evangelho 


São Lucas 1, 5-17
5.Nos tempos de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote por nome Zacarias, da classe de Abias; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel.6.Ambos eram justos diante de Deus e observavam irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor.7.Mas não tinham filho, porque Isabel era estéril e ambos de idade avançada.8.Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, na ordem da sua classe,9.coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o perfume.10.Todo o povo estava de fora, à hora da oferenda do perfume.11.Apareceu-lhe então um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do perfume.12.Vendo-o, Zacarias ficou perturbado, e o temor assaltou-o.13.Mas o anjo disse-lhe: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João.14.Ele será para ti motivo de gozo e alegria, e muitos se alegrarão com o seu nascimento;15.porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo;16.ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus,17.e irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DLXX (570) (16 de junho de 2018):

 
PREPAROS DE ROMA
Como alguém pode sugerir que a luta pela fé é inexistente?
O que mais poderia ser nossa situação presente?
No contexto da crise que envolveu a Igreja Católica no último meio século desde o Vaticano II (1962-1965), dois movimentos recentes das autoridades da Igreja em Roma podem parecer surpreendentes, porque ambos os movimentos parecem favorecer a Tradição Católica que o Papa Francisco dá tantas indicações de querer arrancar de uma vez por todas. O Lobo Mau realmente quer ser gentil com a Chapeuzinho Vermelho da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, ou esses dois outros movimentos astuciosos a prenderão em seu covil Conciliar? Estará Roma também preparando-se para o Capítulo Geral da Fraternidade em meados de julho?
O primeiro dos dois movimentos foi em meados de fevereiro deste ano, quando a Comissão Ecclesia Dei, lançada em Roma em 1988 para desacelerar a Tradição Católica, porque esta estava ameaçando acelerar, concedeu à semitradicional Fraternidade de São Pedro o uso dos ritos litúrgicos fortemente tradicionais da Semana Santa. Estes são os ritos que se utilizaram durante séculos e séculos antes da reforma da liturgia realizada pelo Cardeal Bugnini na década de 1950, que pavimentou o caminho para a Missa Nova na década de 1960. Como os ritos da Semana Santa, estes mais antigos estão se tornando cada vez mais populares entre os católicos que repudiam a Missa Nova, porque contêm tantas características contrárias a esta liturgia modernista que Paulo VI impôs por meio de enganos administrativos à Igreja Universal em 1969. Roma está finalmente afastando-se da Missa Nova?
Dificilmente. Como diz a famosa frase de Virgílio: “Seja o que for, não confio nos gregos, mesmo quando trazem presentes”. Este presente para a Tradição pode facilmente ter sido projetado por Roma para persuadir todos os tipos de Chapeuzinhos Vermelhos, especialmente os participantes do Capítulo Geral de Julho, de que o Grande Lobo Mau não é tão mau assim. O Capítulo é importante para Roma: esse bastião da Fé erigido pelo Arcebispo deve ser desmantelado, porque a verdadeira luta do Arcebispo Lefebvre pela Fé foi um obstáculo real na marcha progressiva da Nova Ordem Mundial, fora de toda proporção para o tamanho da Fraternidade. A luta foi severamente enfraquecida desde sua morte, mas Roma teme que o Capítulo a reanime. Roma quer outro liberal como Superior Geral, ou pelo menos um candidato condescendente, mas não um lutador pela fé!
O outro movimento surpreendente de Roma foi em 16 de maio, quando um conhecido jornalista do Vaticano, Andrea Tornielli, destacou um extrato de um livro recentemente publicado, escrito por um oficial romano sobre o Papa Paulo VI (1963-1978). O extrato é um relato detalhado da conversa de setembro de 1976 entre o Papa e o Arcebispo Lefebvre, tida dois meses depois da Missa celebrada pelo Arcebispo em frente a uma enorme multidão em Lisle, na França. Essa missa marcou o início do movimento tradicional, e então o Papa quis refrear o Arcebispo. A conversa que durou pouco mais de meia hora foi anotada pelos romanos naquela época, e foi descrita de maneira um pouco diferente pelo Arcebispo depois, mas os romanos guardaram o conteúdo para si mesmos nos últimos quarenta e dois anos. Por que publicá-la agora?
A resposta deve estar no “um pouco diferente”. O admirável site da Internet da América Latina, Non Possumus, publicou, um ao lado do outro, os detalhes divulgados pelos romanos e o relato do próprio Arcebispo sobre a conversa. Os leitores de Non Possumus podem comprovar por si mesmos como os romanos encobriram a cegueira de Paulo VI e sua própria vilania. Exemplo notável: Paulo VI acusou o Arcebispo de fazer seus seminaristas jurarem contra o Papa... algo absolutamente falso. O Arcebispo declarou-se disposto a jurar sobre um crucifixo que o Papa o havia acusado de tal juramento. Um porta-voz romano negou oficialmente que houvesse qualquer menção a esse juramento.
Do mesmo modo, a versão de Roma passa por cima do abismo entre o modernismo de Paulo VI e a Fé do Arcebispo, como se os capitulares não precisassem se preocupar com a enorme lacuna entre a Roma Conciliar e a Fraternidade: que eles elejam outro liberal para seu Superior, mas um candidato condescendente já será suficiente!

Kyrie eleison.
 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

quarta-feira, 20 de junho de 2018

20 de junho dia do Santo São Silvério,Papa.

20/06 Quarta-feira
Festa de Quarta Classe 
Paramentos Verdes
 São Silvério Pontificado - 536 a 537. O pontificado de São Silvério coincide com a ocupação da Itália pelos imperadores bizantinos. A nota característica do seu governo é a firmeza e intrepidez com que defendeu os direitos da igreja, contra a imperatriz Teodora. Eis o fato como os hagiógrafos o relatam. O Papa Agapito, antecessor de Silvério, tinha deposto o bispo de Constantinopla, Antimo, por este haver defendido a heresia eutiquiana. A imperatriz, fautora da mesma heresia, desejava ver Antino reabilitado na jurisdição episcopal, desejo que Agapito não quis atender e não atendeu. Morto este Papa, Virgílio, diácono romano, apresentou-se à imperatriz Teodora, prometendo-lhe a reabilitação de Antimo se apoiasse sua candidatura ao pontificado. Teodora deu a Virgílio uma carta de apresentação a Belisário, general bizantino, que se achava na Itália, recomendando-lhe apoiasse a eleição. Entretanto foi eleito Papa Silvério e como tal reconhecido. A este a imperatriz se dirigiu, exigindo a reabilitação dos bispos, por Agapito depostos, e a anulação das decisões do Concílio de Chalcedon, que tinha condenado a heresia de Eutiques. Nesse ofício arrogante Teodora ameaçou o Papa com a deposição, caso não lhe acedesse às exigências. A resposta de Silvério foi respeitosa, mas negativa. Com franqueza e firmeza apostólicas declarou à imperatriz que estaria pronto a sofrer prisão e morte, mas não cederia um ponto das constituições do Concílio.Teodora não se conformando com esta resposta, ordem deu a Belisário de afastar Silvério de Roma e pôr Virgílio na cadeira de São Pedro. Para não cair no desagrado da imperatriz, Belisário prontificou-se a executar a ordem, mas desejava ter em mãos outros documentos, a pretexto dos quais pudesse proceder contra o Papa. Tirou-o do embaraço sua ímpia mulher Antonina. Esta lhe fez chegar às mãos uma carta falsificada, que trazia as armas e assinatura de Silvério, carta em que o Papa se teria dirigido aos Godos, prometendo-lhes entregar Roma, se lhe viessem em auxílio. Belisário estava a par do que se passava, e bem sabia qual era a autoria da carta. Não obstante, para obsequiar a mulher, citou Silvério à sua presença, mostrou-lhe a carta, acusou-o de alta traição e, sem esperar pela defesa da vítima, ordenou que lhe tirassem as insígnias pontifícias e lhe pusessem um hábito de monge, e assim o mandou para o desterro. No mesmo dia Virgílio assumiu as funções de Sumo pontífice. A consternação e indignação dos católicos eram gerais. Só Silvério bendizia a graça de sofrer pela justiça. O Bispo de Pátara, diocese que deu agasalho ao Papa desterrado, pôs-se a caminho de Constantinopla, com intuito de defender a causa de Silvério. Recebido pelo imperador Justiniano, fez-lhe a exposição clara das cousas ocorridas, e mostrou-lhe a injustiça feita ao representante de Cristo. Justiniano ordenou que Silvério fosse imediatamente levado a Roma, e que a permanência na metrópole lhe fosse vedada só no caso de se provar o crime de alta traição. Belisário e o antipapa Virgílio souberam impossibilitar a volta de Silvério para Roma. Apoderaram-se dele e transportaram-no para a ilha Palmaria. Lá o sujeitaram a um tratamento indigno e sobremodo humilhante. Silvério, porém, ficou firme na justa resistência à tirania e usurpação. Longe de reconhecer a autoridade de Virgílio, excomungou-o e deu do exílio sábias leis à igreja. Nunca se lhe ouviu uma palavra sequer de queixa contra os planos e desígnios de Deus. Ao contrário, no meio dos sofrimentos e provações, louvava e enaltecia a sabedoria e bondade da Divina Providência.Três anos passou Silvério no desterro. Liberato, historiador contemporâneo de Silvério, diz que o Santo Papa morreu de fome.


Leitura da Epístola dos 

Romanos 8,18-23
18 Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. 19 Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. 20 Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), 21 todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. 22 Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. 23 Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo.

Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 5,1-11
1 Estando Jesus um dia à margem do lago de Genesaré, o povo se comprimia em redor dele para ouvir a palavra de Deus. 2 Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, - pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes -, 3 subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. 5 Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede. 6 Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia. 7 Acenaram aos companheiros, que estavam na outra barca, para que viessem ajudar. Eles vieram e encheram ambas as barcas, de modo que quase iam ao fundo. 8 Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. 9 É que tanto ele como seus companheiros estavam assombrados por causa da pesca que haviam feito. 10 O mesmo acontecera a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus companheiros. Então Jesus disse a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. 11 E atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DLXIX (569) (09 de junho de 2018):

 

Traduzido por Leticia Fantin.

Nem todos estão dormindo. Alguém na França está vigiando como os liberais estão-se preparando para assumirem o iminente Capítulo Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, no qual ela tem sua última chance – provavelmente a última mesmo – para defender a Fé Católica contra o Vaticano II, como o fez Dom Lefebvre. Quem quer que seja essa pessoa, ela escreveu um excelente artigo no Fidélité catholique francophone denunciando certas palavras sinistras do Secretário Geral da Fraternidade, o Pe. Christian Thouvenot, ditas em uma entrevista à revista do Distrito alemão da Fraternidade, no início deste ano. O que se segue deve muito a este artigo.

Em primeiro lugar, as palavras sinistras: “É provável que a questão do presente status de Prelazia Pessoal seja levantado no Capítulo Geral (em julho). Mas só o Superior Geral está na chefia da Fraternidade, e ele é o único responsável pelas relações entre a Tradição e a Santa Sé. Em 1988, Dom Lefebvre deixou este ponto bem claro”. Estas palavras são sinistras porque permitem que se interprete que Menzingen, o Quartel-general da Fraternidade no qual o Pe. Thouvenot trabalha, esteja preparando membros e seguidores da Fraternidade para que o Capítulo Geral seja o momento e o lugar no qual Dom Fellay legalmente tomará para si a responsabilidade de aceitar a oferta de Roma de uma Prelazia Pessoal, e, aceitando-a, mutile de uma vez por todas a habilidade da Fraternidade de defender a Fé resistindo à Missa Novus Ordo e ao Concílio Vaticano II. E estas palavras são sinistras porque são ambíguas ou falsas.

Em primeiro lugar, não é o Superior Geral sozinho o chefe da Fraternidade. Pelos Estatutos da Fraternidade estabelecidos por Dom Lefebvre, é verdade que, uma vez eleito o Superior Geral, ele tem notáveis poderes ao seu dispor, e pelo prazo de no mínimo doze anos, porque o Arcebispo queria que o Superior Geral tivesse tempo e poder para fazer algo, sem ser impedido como ele mesmo tinha sido pelos Padres do Espírito Santo. Mas o encontro do Capítulo Geral a cada seis ou doze anos está acima do Superior Geral, e ele deve seguir as políticas decididas ali. Hoje, na teoria, o Capítulo Geral de 2012 decidiu que qualquer “normalização canônica” da Fraternidade requereria uma maioria de votos do Capítulo Geral inteiro, mas, na prática, Dom Fellay já prosseguiu para “normalizar” com Roma as confissões da Fraternidade, as ordenações e os matrimônios. E hoje seu Secretário Geral fala como se o Capítulo Geral não tivesse mais nada por dizer, como se Dom Fellay sozinho pudesse “normalizar” o restante. Será que todos os quarenta futuros capitulantes de julho estão cientes do que Menzingen está dizendo? Eles concordam com isso?

Em segundo lugar, o Pe. Thouvent afirma que Dom Fellay – sozinho? – é responsável pelas relações entre a Tradição Católica e a Santa Sé. Não há dúvida de que ambos, Roma e o próprio Dom Fellay, gostariam deste quadro, pois Roma poderia garfar toda a “Tradição” de uma vez só, e Dom Fellay estenderia seu império. Mas “Tradição” é uma coleção de variadas e heterogêneas sociedades e comunidades religiosas que certamente não concordam todas em serem garfadas pela Roma Conciliar, ou lideradas por Dom Fellay. Por esta razão, Dom Lefebvre repetidamente se recusava a ser chamado chefe da Tradição Católica. Mas ambos, Dom Fellay e seu Secretário, estão jogando o jogo da Roma Conciliar.

E, em terceiro lugar, se o Arcebispo insistia, no tempo das sagrações, em 1988, que ele sozinho ainda estava no controle das relações da Fraternidade com Roma, era porque sabia que os jovens colaboradores ao seu redor não eram páreos para os astutos romanos, como vimos nós mesmos desde a sua morte em 1991. Não foi por confiança na estrutura da Fraternidade que ele dotou o Superior Geral de uma graça especial para estar à altura dos romanos conciliares. Quando os homens querem errar, não é necessariamente uma estrutura que irá salvá-los. Mas o que o Arcebispo poderia fazer? Ele teria de morrer algum dia!

Leitores, se vocês conhecem algum capitulante de julho, pergunte-o se ele sabe o que o Secretário Geral está dizendo!  

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

domingo, 17 de junho de 2018

17 de junho dia de São Gregório Barbarigo. Bispo e Confessor.



  São Gregório Barbarigo. Bispo e Confessor.Gregorio Giovanni Gasparo Barbarigo; Veneza, 16 de Setembro de 1625 - Pádua, 18 de Junho de 1697 foi um cardeal católico, diplomata e académico italiano. Oriundo de uma família aristocrata, rica, famosa e piedosa de Veneza, ele pôde por isso receber uma sólida e integral formação religiosa e intelectual. Fazia parte da Congregação Mariana. Aos dezoito anos, ele já era secretário do embaixador de Veneza. Em 1648, viajou com o embaixador veneziano Alvise Contarini ao Congresso de Munique, na Alemanha, para as negociações do Tratado de Vestefália, que pôs fim à sangrenta Guerra dos Trinta Anos. Durante o congresso, ele conheceu o núncio apostólico Fábio Chigi, que o orientou para o sacerdócio. Completou os seus estudos na Universidade de Pádua.
 Foi ordenado sacerdote em 1655. Nesse mesmo ano, foi nomeado cônego de Pádua e prelado da Casa pontifícia pelo Papa Alexandre VII (ou Fabio Chigi). Sendo conselheiro e próximo do Papa, ele tornou-se também referendário do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica. Entre 1657 e 1664 foi bispo de Bérgamos e entre 1664 e 1697 foi bispo de Pádua. Em 1660 foi nomeado cardeal-presbítero de San Tommaso in Parione e em 1677 optou pelo título cardinalício presbiteral de São Marcos.
 Como cardeal, participou nos conclaves de 1667, de 1676, de 1689 e de 1691. Após o conclave de 1676, o novo Papa eleito, Inocêncio XI, manteve-o em Roma durante três anos como conselheiro e confiou-lhe a supervisão do ensino da religião católica na cidade.
 As suas actividades apostólicas e pastorais como bispo influenciaram muita a sua época. Cumprindo o espírito reformador do Concílio de Trento, ele desenvolveu e engrandeceu os seminários de Pádua e de Bérgamo, dotando-os com bons professores vindos de vários países da Europa. Incentivou o estudo das línguas orientais no seminário de Pádua e promoveu a unidade entre as Igrejas Católica e Ortodoxa. Ele fundou tambem vários seminários, que colocou sob as regras de São Carlos Borromeu.
 Fundou em Pádua uma biblioteca e uma imprensa poliglota, que foi considerada na altura uma das melhores da Itália. Para educar e orientar melhor os pais e educadores, criou também escolas populares e instituições onde se ensinava religião. Fundou também várias instituições de caridade. Num período de peste, mais de treze mil pessoas tiveram assistência e cuidados de saúde por causa do seu esforço caritativo e humanitário. Constituiu a Congregação dos Oblatos dos Santos Prosdócimo e António. Sendo um hábil diplomata, ele evitou e pacificou várias disputas políticas que podiam tornar-se sangrentas.
 Gregório Barbarigo morreu em Pádua, no dia 18 de junho de1697. Foi beatificado pelo Papa Clemente XIV no dia 6 de junho de 1771 e foi canonizado pelo Papa João XXIII no dia 26 de maio de 1960.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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quinta-feira, 14 de junho de 2018

14 de junho dia de São Basílio Magno. Bispo. Confessor e Doutor.

14/06 Quinta-feira
Festa de Terceira Classe 
Paramentos Brancos
”Qual é o significado e o poder do Batismo? Que o batizado se transforma nos pensamentos, nas palavras e nas obras, e se torna — em virtude do poder que lhe foi concedido — como é Aquele por quem foi gerado”.

  São Basílio nasceu em Cesareia (actual Kayseri), capital da Capadócia, na Ásia Menor no seio de uma família profundamente cristã. O seu pai era Basílio, o Velho, e a sua mãe, Emília de Cesareia. Estudou em Constantinopla e Atenas. Entre seus nove irmãos figuraram: Gregório de Nissa, Macrina, a Jovem e Pedro de Sebaste, todos canonizados pela Igreja. É também neto de Macrina Maior.
 Como seus colegas de estudo teve o futuro imperador Juliano, o apóstata, e Gregório Nazianzeno, também capadócio e seu amigo inseparável, que escreveu sobre os dois: "conhecíamos apenas duas ruas na cidade: a que conduzia à Igreja e a que nos levava à escola".
 Terminando os seus estudos, Basílio retornou a Cesárea, foi batizado e determinou-se a seguir a pobreza evangélica. Visitou e estudou em mosteiros do Egito, Palestina, Síria e Mesopotâmia. Em seguida morou numa estalagem na região do Ponto, perto do rio Íris, entregando-se a uma vida solitária de oração e estudo, e fundando o primeiro mosteiro da Ásia Menor.
 A heresia ariana naquela época estava no auge, sendo que os ortodoxos eram perseguidos pelos hereges. Basílio foi ordenado diácono e sacerdote em Cesareia em 363, mas retirou-se para o Ponto para evitar conflitos com o arcebispo Eusébio.
 Em 365, o seu amigo Gregório de Nanzianzo retirou Basílio do seu retiro, e em 370, quando o arcebispo Eusébio morreu, deixando vaga a sede arquiepiscopal, Basílio foi eleito para ocupá-la. Com a morte de Santo Atanásio, pouco depois, Basílio passou a ser o último defensor da ortodoxia no oriente, morrendo em 1 de janeiro de 379, aos 49 anos.
 Dedicou as suas maiores energias a defender a doutrina da consubstancialidade do Verbo, definida solenemente no Primeiro Concílio de Niceia (325). Por este motivo sofreu muitos ataques dirigidos pelos arianos e pelas autoridades imperiais, que queriam impor a doutrina de Ário. Em conjunto com São Gregório de Nazianzo e São Gregório de Nissa, contribuiu de maneira decisiva na tarefa de precisão conceptual dos termos com os quais a Igreja viria a expor o dogma trinitário, preparando, desta maneira, o Primeiro Concílio de Constantinopla (381), que enunciou de forma definitiva a doutrina sobre a Santíssima Trindade.
 A sua produção literária compreende trabalhos dogmáticos, ascéticos, pedagógicos e litúrgicos. A ele se deve a fixação definitiva de uma das mais conhecidas liturgias orientais: a Divina Liturgia de São Basílio. Junto com São Gregório de Nanzianzo, escreveu duas Regras que tiveram uma influencia decisiva na vida monástica do Oriente cristão. A sua festa litúrgica celebra-se a 2 de Janeiro.

Leitura da Epístola do

II Timóteo 4, 1-8.

1.Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino:2.prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir.3.Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.4.Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.5.Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério.6.Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima.7.Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.8.Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 14, 25-36
26Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.27E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.28Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la?29Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele,30dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar.31Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?32De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz.33Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.34O sal é uma coisa boa, mas se ele perder o seu sabor, com que o recuperará?35Não servirá nem para a terra nem para adubo, mas lançar-se-á fora. O que tem ouvidos para ouvir, ouça!
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

terça-feira, 12 de junho de 2018

12 de junho dia de São João de S. Facundo. Confessor

12/06 Terça-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos
 São João Gonzáles de Castrillo, filho de nobres e cristãos, nasceu em 1430 na cidade de Sahagún, reino de León, Espanha. Estudou na sua cidade natal com os monges beneditinos da Abadia de São Facundo, recebendo a ordenação sacerdotal em 1453.
 O Arcebispo de Burgos nomeou-o seu pajem e, depois, cônego e capelão da diocese. Depois da morte do bispo, João doou todos os seus bens, menos uma residência, onde construiu a capela de Santa Agnes, em Burgos. Devoto da Santíssima Eucaristia, celebrava a Missa diariamente, ministrando o Sacramento, pregando para a população pobre e ignorante. Esta era sua maneira de catequizar. Mas depois João afastou-se para cursar teologia na faculdade de Salamanca. Porém, antes de retornar à sua diocese, deixou sua marca nesta cidade.
 Consta dos registros oficiais que, certa vez, a comunidade se dividiu em dois partidos antagônicos e a disputa saiu do campo das idéias para chegar a uma luta de vida e morte. Entretanto, antes que a batalha iniciasse, João colocou-se entre os dois, pregou, orientou, aconselhou e um pacto de paz foi assinado entre eles para nunca mais haver derramamento de sangue. Desde então ganhou o apelido de "O Pacificador".
 O seu fervor ao celebrar o Santo Sacrifício emocionava os fiéis, que em número cada vez maior acorria para ouvir seus ensinamentos. Um fato foi relatado sobre ele e que todos aqueles que estavam dentro da igreja também presenciaram: a forma do corpo de Jesus em uma de suas consagrações. Com isto passou a ser o conselheiro espiritual de todos na cidade e todos seguiam seus conselhos.
 Em 1463 ele foi acometido de uma doença muito grave. Nesta ocasião decidiu que depois de curado entraria para uma ordem religiosa. No ano seguinte, ingressou na Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho em Salamanca. Conhecido como João de Sahagún, logo foi o noviço sênior enquanto continuava a pregar em público, tornado seus sermões cada vez mais eloqüentes e destemidos.
 Consta que durante uma de suas pregações condenava com veemência os poderosos e, ao perceber a presença de um duque que se sentiu atingido pelo discurso, disse diretamente a ele que não temia a morte, como se adivinhasse seus pensamentos.
 Chamado de Apóstolo de Salamanca, foi eleito Prior da comunidade em 1478. Ele mesmo previu a sua morte. Que ocorreu como uma conseqüência dos dons que possuía de enxergar o coração das pessoas e de aconselhá-las, para conseguir a conversão e a remissão da vida pecadora destes cristãos. Ele foi envenenado, por vingança de uma ex-amante, cujo companheiro, convertido por ele, abandonou-a para voltar à vida familiar cristã.
 São João de Sahagún morreu em 11 de junho de 1479. Venerado ainda em vida por sua santidade, depois da morte, as graças e milagres por sua intercessão continuaram a ocorrer. O seu culto foi autorizado para o dia 12 de junho, quando foi declarado Santo pela Igreja em 1690. A cidade de Salamanca considera São João de Sahagún um dos seus padroeiros.


Leitura da Epístola do

Eclesiástico 31,8-11
8.Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula, que não correu atrás do ouro, que não colocou sua esperança no dinheiro e nos tesouros! 9.Quem é esse homem para que o felicitemos? Ele fez prodígios durante sua vida. 10.Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito, está reservada uma glória eterna: ele podia transgredir a lei e não a violou; ele podia fazer o mal e não o fez.11.Por isso seus bens serão fortalecidos no Senhor, e toda a assembléia dos 
santos louvará suas esmolas.


Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 12, 35-40     
35 Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas. 36 Sede semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. 37 Bem-aventurados os servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier! Em verdade vos digo: cingir-se-á, fá-los-á sentar à mesa e servi-los-á. 38 Se vier na segunda ou se vier na terceira vigília e os achar vigilantes, felizes daqueles servos! 39 Sabei, porém, isto: se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria forçar a sua casa. 40 Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário