sábado, 31 de dezembro de 2016

31 de dezembro dia de São Silvestre, Papa e Confessor.

hospedagem de site
hospedagem de site
31/12 Sábado 
Festa Feria de Segunda Classe
Oitava de Natal
Paramentos Brancos
http://www.hljunior.com.br/anjoazul/wp-content/uploads/2015/08/nossa-senhora-da-alegria.jpg

 São Silvestre, Papa e Confessor.
hospedagem de site
hospedagem de site

São Silvestre I  São Silvestre era natural de Roma e governou a Igreja de Deus do ano 314 a 335.Foi dos primeiros santos não mártires que recebeu culto público.De acordo com o “Liber pontificalis” (ed. Duchesne, I, 170), era filho de um romano chamado Rufinus; segundo a lendária “Vita beati Sylvestri” sua mãe se chamava Justa. Confiaram aos cuidados do sacerdote Cirino, cujo preparo intelectual e exemplo de vida santa fizeram com que o discípulo adquirisse uma formação extraordinariamente sólida cristã. Estava ainda em preparação última, isto é, a décima e de todas as mais bárbaras das perseguições dioclesianas, quando Silvestre, das mãos do Papa Marcelino, recebeu as ordens sacerdotais.Após a morte de Miltiades (Melchiades), Silvestre foi feito bispo de Roma e ocupou o posto por 21 anos. Teve, pois, ocasião de presenciar os horrores desta investida do inferno contra o Reino de Cristo. Pode ele ser e foi testemunha ocular do heroísmo das pobres vítimas do furor desmedido do tirano coroado. Em 314, por voto unânime do povo e do clero foi proposto para ocupar a cadeira de São Pedro, como sucessor do papa Melquíades.
 Com a vitória do cristianismo e a conversão do imperador a conversão de Constantino e do Edito de Milão modificarão os destinos da Igreja. São Silvestre estabeleceu as bases doutrinais e disciplinares, que requeriam a Igreja em um novo contexto social e político em que o cristianismo se tornava a religião oficial do Império Romano. Constantino viu-se o Papa diante da grande tarefa de, por meio das sábias leis, introduzir a religião cristã na vida dos povos, dando-lhe formação concreta e definitiva 
  A paz, infelizmente não foi de longa duração. Duas terríveis heresias se levantaram contra a Igreja, arrastando-a para uma luta gigantesca de quase um século de duração. Foi a dos Donatistas, que tomou grande incremento na África. A Igreja, ensinavam eles, deve compor-se só de justos; no momento em que seu grêmio tolera pecadores, deixa de ser a Igreja de Cristo. O batismo administrado por um sacerdote que em estado de pecado se acha, é inválido. Um bispo, se estiver com um pecado na alma, não pode crismar nem ordenar sacerdotes. Caso que administrar estes sacramentos, são eles inválidos.
  Pior e mais perigosa foi a outra heresia, propalada pelo sacerdote Ario, da Igreja de Antioquia. Doutrinava este heresiarca que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, faltavam as atribuições divinas; isto é, não era consubstancial ao Pai, portanto não era Deus, mas mera criatura, de essência diversa da do Pai e de natureza mutável.
  Tanto contra a primeira como contra a segunda o Papa Silvestre tomou enérgica atitude. A dos Donatistas foi condenada no Concílio de Arles. O arianismo teve sua condenação no célebre Concílio de Nicéia (325), ao qual compareceram 317 bispos. O Papa Silvestre, já muito idoso pessoalmente não podendo comparecer à grande Assembléia, fez-se nela representar por dois sacerdotes de sua inteira confiança, que em seu lugar presidiram as sessões. Estas terminaram com a soleníssima proclamação dogmática da fórmula: " O Filho é consubstancial ao Pai; é Deus de Deus; Deus verdadeiro de Deus Verdadeiro; gerado, não feito, da mesma substância com o Pai".
  As resoluções do Concílio o Papa Silvestre as assinou. Na presença de 272 bispos foram as mesmas em Roma solenemente confirmadas. Esta cerimônia teve lugar diante da imagem de Nossa Senhora Alegria dos Cristãos, cujo altar, em sinal de gratidão à Maria Santíssima o Papa mandara erigir logo que as perseguições tinham chegado ao seu termo.
  Sobre o túmulo de São Pedro, o Papa, auxiliado pelo imperador, construiu a magnífica basílica vaticana, com suas oitentas colunas de mármore, templo que durante 1100 anos via chegar milhares e milhares de peregrinos provenientes de todas as partes do mundo, ansiosos de prestar homenagens ao "Rochedo", sobre o qual Cristo tinha edificado a sua Igreja - até que deu lugar à atual grandiosa Basílica de São Pedro.
  Durante seu Pontificado, o Papa Silvestre governou a Igreja de Deus dando sobejas provas de prudência e sabedoria, glorificando-a com as virtudes de uma vida santa e apostólica.

Leitura da Epístola

Tito 3,4-7
4 Mas um dia apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens. 5 E, não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de sua misericórdia, ele nos salvou mediante o batismo da regeneração e renovação, pelo Espírito Santo, 6 que nos foi concedido em profusão, por meio de Cristo, nosso Salvador, 7 para que a justificação obtida por sua graça nos torne, em esperança, herdeiros da vida eterna.


Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 2,15-20
15 Depois que os anjos os deixaram e voltaram para o céu, falaram os pastores uns com os outros: Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou. 16 Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura. 17 Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino. 18 Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores. 19 Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração. 20 Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Depois da Oitava de Natal

30/12 Sexta-feira 
Festa Feria de Segunda Classe 
Oitava de Natal
 Paramentos Brancos

SAN SABINO, Obispo y Mártir
 São Sabino bispo de Assis converte Santo Venustiano e sua familia.
 Lemos na Paixão de São Sabino, naqueles dias, por ordem do Imperador, Venustiano, prefeito da Toscana, convocou o disse Sabino, que foi bispo de Assis (Itália) e perguntou:"Com que direito prega este Deus para as pessoas abandonem os nossos deuses e se entreguem a um homem morto?
  Nós temos por verdade que Nosso Senhor Jesus Cristo, tendo sido cruxificado e morto e sepultado, ressuscitou no terceiro dia ,e unico Deus junto as outras duas pessoas da Santíssima Trindade, Sabino afirma.
 Venustiano cortar-lhe as mãos e depois o enviou para a prisão. São Sabino restaura a visão de um cego na prisão. Sabendo disso, Venustiano, que sofria de uma doença incurável nos olhos, foi visitar o preso e constatou o fato.
   E indo em direção de São Sabino lhe a cura olhos, também curou sua alma e abriu os olhos da fé para crer em unico Deus. Batizado ele e sua esposa e filhos, e encontraram refúgio em sua casa. Apenas Rego a Roma o boato dessas conversões, o imperador ordenou a Lucius tribuna que iria punir o prefeito de Toscana e sinuosas com o bispo. E assim Venustiano, sua esposa e dois filhos foram decapitados em Assis, e Sabino, que foi levado ao Spoleto, morreu chicoteado.


   Paixão acabamos de citar é uma obra dos séculos quinto ou sexto. 

Leitura da Epístola

Tito 3,4-7
Mas um dia apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens. E, não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de sua misericórdia, ele nos salvou mediante o batismo da regeneração e renovação, pelo Espírito Santo, que nos foi concedido em profusão, por meio de Cristo, nosso Salvador, para que a justificação obtida por sua graça nos torne, em esperança, herdeiros da vida eterna.


Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 2,15-20
15 Depois que os anjos os deixaram e voltaram para o céu, falaram os pastores uns com os outros: Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou. 16 Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura. 17 Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino. 18 Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores. 19 Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração. 20 Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Comentários Eleison - por Dom Williamson CDXCIII (493) - (24 de Dezembro de 2016):

CARTÃO DE ISAÍAS 


A Jesus Cristo todos os homens na terra devem se voltar,
Ou então, aqui ou no futuro, eles deverão queimar.

Se Deus Todo-Poderoso fosse enviar cartões de Natal, o que poderia escrever no Seu sobre a vinda do próprio Filho, que nasceu na terra como um Filho humano de uma Mãe humana? É verdade que Deus escreveu muitas coisas sobre o Messias através dos escritores que Ele inspirou diretamente para compor os livros do Antigo Testamento e, sem dúvida, uma das mais conhecidas dessas citações vem do profeta Isaías, no capítulo 9. No anterior, Isaías profetiza a desolação e a ruína que cairão sobre os judeus por causa de seus pecados. No 9, ele volta-se para a glória da era messiânica: uma grande luz iluminará a Galileia (província natal de Jesus) – versos 1 e 2. Então, a alegria, como no tempo da colheita ou depois de uma vitória militar (verso 3), virá, após a derrota dos assírios, assim como após a derrota dos midianitas para Gideão (verso 4), e os efeitos da guerra desaparecerão (verso 5). Isaías continua com o “cartão de Natal” (glorificado na música O Messias de Handel):

6: “Porquanto um MENINO NASCEU para nós, e um filho nos foi dado, e foi posto o principado sobre o seu ombro: e será chamado Admirável, Conselheiro, Deus Forte, Pai do Século Futuro, Príncipe da Paz. 7: O seu império estender-se-á cada vez mais, e a paz não terá fim; sentar-se-á sobre o trono de Davi e sobre o seu reino; para o firmar e fortalecer pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre; fará isto o zelo do Senhor dos exércitos”.

6: Assim, a razão suprema para a alegria é a vinda do Messias: para nós, para redimir a todos nós, nascerá um menino real e Filho, que levará o peso do mundo sobre Seu ombro (os Padres da Igreja consideram esse peso como o da Cruz); e com uma série de epítetos Isaías diz que o menino será: Admirável, Conselheiro, mais do que capacitado para aconselhar todas as nações sobre a verdadeira felicidade e prosperidade delas até o fim do mundo. O Deus Forte – Os estudiosos das Escrituras Talmúdicas fazem o máximo que podem para evitar admitir que Isaías está dizendo que o Messias será também Deus (como sabem os católicos, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade), mas o artigo definitivo no hebraico e o significado da expressão "Deus Forte" em todos os outros lugares do Antigo Testamento indicam fortemente que Isaías quer dizer exatamente isso. O Pai do Século Futuro – o Messias será um Pai verdadeiro e terno para a era messiânica por todo o sempre (Mt 11, 28).

7: Seu império estender-se-á – a Igreja Católica estender-se-á sobre todo o mundo, e não haverá fim para a paz porque a Igreja do Messias vai gerar paz onde quer que seja respeitada, até o fim do mundo. Ele será descendente real de Davi para sentar-se no trono de Davi, ao qual foi prometido que duraria para sempre (II Sm 7), como Nosso Senhor prometeu à sua Igreja (Mt 16, 18; 28, 20). Mas este reino será um reino do Rei dos Corações (Jo 12, 32), consolidado com juízo e com justiça, e não um reino do Valete de Paus, estabelecido pela força (Mt 26, 52; Jo 18, 36). Todas estas maravilhas virão do zelo do Senhor Deus, de seu ardente desejo de levar almas para o Céu a fim de compartilhar a eterna e ininterrupta felicidade com Ele, pelos séculos dos séculos.

O que torna difícil para nós hoje apreciar a gloriosa visão de Isaías sobre o futuro messiânico é que ela se transformou no passado maçônico. A quinta era da Igreja do Messias, a Era da Apostasia, começou há 500 anos, quando Lutero rompeu a cristandade, de modo que quando depois outros 200 anos ainda não era ainda óbvio para muitos homens que os benefícios da cristandade estavam já em vias de serem minados, os judeus-maçons puderam começar a persuadir os homens de que a Cristandade e Cristo não eram mais necessários. E nem mesmo os horrores de outros 200 anos, os do comunismo anticristão, desencadeados pela Revolução Russa e espalhados pelo mundo inteiro, conseguiram persuadir os homens de que desde Encarnação as únicas alternativas para qualquer civilização são Jesus Cristo e Sua Igreja Católica, ou então o Diabo. Mas esta é a verdade.

Feliz Natal, leitores!

Kyrie eleison.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

29 de dezembro dia dia de São Tomas de Cantuária, Mártir.

29/12 Quinta-feira
Festa Feria de Segunda Classe 
Oitava de Natal
 Paramentos Brancos
   Santo Tomás Becket nasceu em Londres, no ano de 1118, filho de um nobre cavaleiro, Gilbert de Londres, e de Matilde, que não parece ter sido filha de um sarraceno chamado Amurat, como referem algumas narrações.
   Filho de nobre, teve uma educação esmerada, primero em Londres, depois em Paris; posteriormente, aperfeiçoou seus conhecimentos jurídicos num dos centros mais conhecidos da época, a cidade de Bolonha, e depois em Auxerre, na França. Já então, seus talentos foram reconhecidos pelo então Arcebispo de Cantuária, Teobaldo, tornando-se Tomás seu conselheiro de confiança. A seu serviço, foi duas vêzes a Roma, resolvendo com eficácia questões difíceis.
   Por influência do mesmo Teobaldo, obteve em 1155 o título de Lord Chanceler do Rei da Inglaterra, Henrique II, e se tornou ainda educador do príncipe herdeiro, o que demonstrava a confiança que o monarca nele depositava. Exercia importantes missões, como a de acertar os desponsais do filho do monarca inglês com a filha do rei da França, para o que foi a este último país, ostentando uma pompa impressionante por onde passava, de tal modo que o povo se perguntava qual seria a pompa e a riqueza do rei, se seu chanceler era assim...
     Mas se exteriormente o chanceler demonstrava um tal luxo e riqueza, o homem de religião (era clérigo), não deixava de cumprir suas obrigações, inclusive levando uma vida de discreta piedade. Sua atividade de defensor dos direitos da coroa fê-lo ganhar prestígio diante do Rei, e quando o Arcebispo de Cantuária morreu, Henrique II pôs os olhos naquele que, pensava seria um dócil instrumento de seus interesses. Em 1162, Henrique II lhe confiou mais uma importante missão, e disse-lhe:

- Serás o novo Arcebispo de Cantuária.

Tomás, sorrindo, mostrou ao Rei suas ricas roupas, dizendo:

- O senhor quer confiar esse cargo importante a um belo santo... Mas se o senhor quer de verdade isto, eu hei de recusar a promoção, pois se seu fosse Arcebispo, nós deixaríamos de ser amigos; pois o senhor pediria coisas que eu nunca lhe concederia, e o ódio tomaria o lugar da amizade entre nós.

    Palavras proféticas, cujo alcance não discerniu Henrique II, pensando tratar-se de uma brincadeira. A influência real pesou fortemente na eleição, e os religiosos de Cantuária elegeram Tomás, ainda que esses últimos duvidassem se o candidato reunia as condições necessárias.
   Tomás Becket resistiu a princípio, mas a vontade do Rei e a insistência do legado pontifício terminaram por convencê-lo a aceitar o cargo. Ele se tornava assim o segundo homem mais importante da Inglaterra depois do Rei, já que Cantuária era a sede primacial da Inglaterra.



Disputa com o Poder Real.

  A partir do momento em que foi elevado ao mais alto posto da hierarquia inglesa, ocorreu com Tomás Becket o que os autores espirituais costumam chamar de “segunda conversão”, quer dizer, a passagem de uma vida cristâ “comum”, a uma vida cristâ fervorosa, onde se procura ardentemente a santidade, tornando-se esta busca a principal preocupação da existência. Tomás renunciou ao cargo de chanceler, deu adeus a todas as honras e luxos da vida passada, iniciando uma vida de austeridades e penitências, e também de grande caridade para com os pobres e enfermos. O que era antes defensor dos direitos da coroa, tornou-se um incansável defensor dos direitos da Igreja na Inglaterra. Assim, o conflito com a coroa era inevitável.
E porque?Durante toda a Idade Média, a Igreja teve que afrontar diversas tentativas de demolição do equilíbrio laboriosamente conseguido entre os poderes civil e eclesiástico. Este equilíbrio dependia em grande parte da fidelidade dos governantes aos compromissos assumidos diante da Igreja, mas também da correspondência dos próprios membros desta, que infelizmente esqueciam às vêzes de sua condição de consagrados para usufruir dos bens eclesiásticos como se fossem mundanos. E frequentemente acontecia que estes últimos se associassem aos primeiros, de modo que os pastores fiéis tinham que afrontar, além da prepotência dos governantes, a malícia ou fraqueza de seus próprios confrades.
    Henrique II era um desses reis que queriam pôr a Igreja a seu serviço, para poder dominar de maneira absoluta no seu reino. Logo no ano seguinte à sagração de Tomás Becket, em 1163, ele convocou uma assembléia de bispos e barões do reino, em Westminster, onde ele insistiu para que se abolisse ou se diminuisse o privilegium fori (direito dos clérigos de serem julgados somente por um tribunal eclesiástico), ao que o Arcebispo de Cantuária reagiu, unindo em torno de si a maior parte dos Bispos. Chegou-se a um acordo que não era suficiante para satisfazer as ambições do monarca inglês. Este procurou então dividir os Bispos, desterrou alguns amigos do Primaz, e divulgou cartas falsificadas do Papa que pareciam justificar suas pretensões.
   No ano seguinte, mais fortalecido, Henrique II reuniu uma outra assembléia, em Clarendon, onde logrou sancionar 16 artigos que continham os chamados “antigos costumes” do reino; na verdade, tratava-se de um conjunto de medidas que iam muito além da mera abolição do privilegium fori ; elas levariam à perda da liberdade da Igreja em todo o reino, pois estabeleciam a jurisdição civil sobre todas as pessoas e coisas eclesiásticas, coisa inteiramente nova naquele tempo. Já minados, os Bispos aceitaram os artigos, e mesmo Tomás teve a fraqueza de condescender com o Rei, embora não tenha posto o seu sêlo sobre esse acôrdo. Deu-se logo depois conta de seu êrro, impôs-se uma espécie de suspensão, abstendo-se de celebrar Santa Missa, até que o Papa Alexandre III lhe desculpou, alegando que ele tinha agido de boa-fé.
   Enquanto isso, o ardiloso Henrique II escreveu ao Papa pedindo a aprovação dos artigos de Clarendon, e também a dignidade de legado para toda a Inglaterra para o Arcebispo de York (submisso a Henrique II e inimigo de Tomás), que com isso tornar-se-ia superior a Tomás. Mas Alexandre III recusou-se a fazer a vontade do Rei nestas duas coisas. Henrique II, que era terrivelmente irascível, voltou sua raiva contra Tomás de Cantuária, atribuindo-lhe a recusa papal. Seguiram-se diversas perseguições reais, Tomás tentou fugir uma vez da Inglaterra, mas uma tormenta marítima o impediu. Foi convocado ao Concílio de Northampton, para responder a acusações de desprezo para com a pessoa do Rei, Demonstrou a inconsistência da acusação, mas foi condenado à perda dos bens e multas. Já então ele fôra abandonado pelos outros Bispos ingleses.
Mas nem a perseguição, nem o isolamento quebrantaram seu ânimo, fortalecido que estava pela oração e penitência. Convocado a juízo em 13 de outubro de 1164, apresentou-se diante dos Bispos, dos Barões e do próprio Rei levando diante de si a cruz arquiepiscopal, o que causou grande intimidação. Mas terminou sendo hostilizado pelos seus irmãos no episcopado e injuriado pelos grandes do reino. Por outro lado, a multidão que estava fora o recebeu com admiração. Aconselhado por amigos, Tomás dessa vez conseguiu fugir da Inglaterra, indo parar na cidade de Sens, onde se encontrava o soberano pontífice Alexandro III. Henrique II exigiu o desterro de Tomás, mas o Rei da França, Luís VII, recusou-se a isto.
   O Arcebispo renunciou a seu Primado junto ao Papa, mas este o confirmou na sua dignidade, condenando 10 dos 16 artigos de Clarendon. O Papa indicou-lhe também o mosteiro de Pontigny, na Borgonha, onde Tomás passaria algum tempo até que o litígio se acalmasse.
   A vida monástica serviu para robustecer ainda mais as convicções do Arcebispo. As notícias que chegavam revelavam-lhe o triste estado da Igreja na Inglaterra, cada vez mais perseguida e sujeita ao arbítrio de Henrique. Em meados de 1166 subiu ao púlpito em Vezelay, falou ao povo sobre a contenda, excomungou os ministros do Rei que favoreciam suas violências, condenou os artigos de Clarendon, desligando os Bispos da promessa feita de observá-los.
   Este ato de coragem surtiu efeito; Henrique temeu reações da parte da França (Henrique era vassalo de Luís, e possuía muitas terras no outro lado do Canal da Mancha). Por outro lado, o Papa Alexandre III estava às voltas com um antipapa, o que lhe impedia de tomar medidas mais enérgicas (Henrique II poderia acabar apoiando o antipapa, arrastando a Inglaterra ao cisma). Em 1169, foi feita uma tentativa de reconciliação em Montimirail, onde se encontraram os reis da França e da Inglaterra, mais o Arcebispo de Cantuária e os enviados do Papa. O santo Arcebispo chegou a se humiliar atirando-se aos pés do monarca, declarando que cederia em tudo por amor à paz, contanto que se salvaguardasse a honra divina.   Isto bastou para abortar toda tentativa de paz. Mesmo Luís VII se mostrou contrariado, e retirou as ajudas que dava a Tomás, que passou a viver das esmolas dos sacerdotes e do povo, que sempre o admirava devido à sua firmeza e humildade. Henrique II tentou de tudo para desacreditar o Arcebispo de Cantuária junto ao Papa, oferecendo-lhe tanto dinheiro que com isto ele poderia acabar com o cisma e retomar todos os estados da Igreja. Mas Alexandre III recusou-se absolutamente a abandonar o mais fiel defensor dos direitos da Igreja.
No ano seguinte, 1170, nova contenda. Henrique II fez coroar de maneira ilegal seu filho, o mesmo que tinha sido educado por Tomás. O privilégio de coroamento pertencia ao Arcebispo de Cantuária, mas foi o Arcebispo de York que coroou o filho de Henrique II. Para piorar as coisas, a esposa deste, Margarida, filha do rei francês, não foi coroada. Irado, Luís VII invadiu a Normandia (que naquele tempo pertencia ao reino inglês). Após as querelas, conseguiu-se uma trégua, na qual se estabelecia um novo coroamento, desta vez na forma devida. Portanto, caberia ao Arcebispo de Cantuária o direito de coroar. Henrique II necessitava de uma reconciliação.
    No dia 22 de julho de 1170, perto de la Ferte Villeneuve, houve uma nova reunião entre o santo Arcebispo e o Rei, que desta vez estava em melhores disposições, ao menos aparentemente. Henrique II aceitou conceder tudo o que Tomás lhe pedia, a paz, a segurança, a devolução das propriedades da Igreja, a satisfação das injúrias. Quis mesmo pagar a viagem de volta de Tomás, que retornou finalmente à sua diocese.

O martírio

   Infelizmente, a paz era mais aparente que real. Tomás logo constatou que o Rei não cumpria suas promessas. O Arcebispo encontrou sua diocese em péssimo estado, com as propriedades dilapidadas, e suas rendas embargadas pelo poder real, mesmo depois da reconciliação. O filho de Henrique II recusou-se terminantemente a recebê-lo. Funcionários do reino exigiam que ele retirasse a excomunhão fulminada quando ele ainda estava na França. Os partidários do Rei, incluindo eclesiásticos, continuavam semeando a discórdia entre o Arcebispo e o Rei. A crise final veio quando Tomás pronunciou a sentença de excomunhão contra os Arcebispos de York, Londres, Salisbury e Rochester, que tinham coroado o filho de Henrique II (os três últimos como assistentes), violando assim os direitos da Sé de Cantuária.

- Nunca haverá paz na Inglaterra enquanto Tomás estiver vivo! – exclamou o Arcebispo de York diante de Henrique II. A aplicação do direito eclesiástico vigente era considerada uma provocação.

Henrique II, em mais uma de suas crises de cólera, lamentou-se amargamente:

- Eu sustento e favoreço em meu reino homens tão miseráveis e covardes, que toleram vergonhosamente ofensas que um clérigo plebeu faz a seu senhor.
Foi então que quatro cavaleiros (Reginaldo Fitz Urse, Guilherme de Tracy, Hugo de Moreville e e Ricardo Brito), juraram a morte de Tomás, e rapidamente se dirigiram a Cantuária a fim de consumar o crime.
No dia 29 de dezembro de 1170, esses homens entraram nos aposentos do Arcebispo, sentando-se ali sem saudar-lhe. Depois exigiram com ameaças a absolvição dos prelados excomungados. Com tranquilidade, o Arcebispo respondeu:

- O papa excomungou o Arcebispo de York, e só ele pode o absolver. Quanto aos demais Bispos, eu os absolverei desde que eles prestem o juramento de costume. Mesmo que todas as espadas da Inglaterra ameaçassem minha cabeça, não me intimidariam, e sempre me achariam de pé firme na luta por Deus.
- Faremos mais que ameaçar. – Respondeu Urse, e com isso todos se afastaream para pegar em armas.
Aproveitando a saída dos cavaleiros, facharam-se as portas do castelo, mas os sicários começaram a arrombá-las. Tomás, sempre tranquilo, anuiu aos rogos dos monges para que se refugiasse na igreja, Era a hora de rezar Vésperas. Queriam fechar as portas da igreja, mas Tomás lhes proibiu. Os cavaleiros, armados e com as espadas desenbainhadas, penetraram então no templo, aos gritos:

- Onde está o Arcebispo ?! Onde está o traidor?!

Tomás exclamou:
- Aqui estou eu, o Bispo, porém não o traidor!
E recusando mis uma vez submeter-se às exigências ímpias dos assassinos, pereceu a golpes de espada (o clérigo Eduardo Grim, que tentou defendê-lo, terminou com o braço cortado). Suas últimas palavras foram a célebre exclamação do Salvador antes de morrer: “Senhor em vossas mãos entrego o meu espírito”. Os assassinos terminaramm seu crime saqueando o palácio arquiepiscopal.
Ao tomar conhecimento do ocorrido, Henrique II, que estava na Normandia, deu-se conta das consequências horríveis de sua ira; ele se fechou durante vários dias nos seus aposentos, parecendo estar com o juízo alterado. Mas terminou pedindo perdão e se reconciliando com o Papa. Ele também anulou os estatutos de Clarendon, causa maior de toda a contenda entre os poderes eclesiástico e civil.
O santo começou logo a receber as homenagens do povo. A canonização veio em 1172, pelo próprio Papa Alexandre III, um ano antes da canonização de São Bernardo. Antes do fim do século XII já havia templos deste santo até na Espanha. E em 1174, o próprio Henrique II se dirigiu ao sepulcro do santo como peregrino.
A tumba de São Tomás Becket seguiu sendo honrada pelo povo inglês, até que, em 1538, um outro perseguidor da Igreja, que infelizmente não se converteu, Henrique VIII, ordenou a profanação desta.
A memória de São Tomás Becket é honrada no calendário romano trdicional no dia 29 de dezembro, no Ofício Divino (Laudes), e na Missa lida ou conventual.


Leitura da Epístola

Tito 3,4-7
4 Mas um dia apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens. 5 E, não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de sua misericórdia, ele nos salvou mediante o batismo da regeneração e renovação, pelo Espírito Santo, 6 que nos foi concedido em profusão, por meio de Cristo, nosso Salvador, 7 para que a justificação obtida por sua graça nos torne, em esperança, herdeiros da vida eterna.
Sequência do Santo Evangelho

São Lucas 2,15-20
15 Depois que os anjos os deixaram e voltaram para o céu, falaram os pastores uns com os outros: Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou. 16 Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura. 17 Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino. 18 Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores. 19 Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração. 20 Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

28 de dezembro dia de Santos Inocentes, Mártires século I.

 28/12 Quarta-feira
Festa de Primeira Classe
Paramentos Vermelhos

 A Santa Igreja honra como mártires este coro de crianças, vítimas do terrível e sanguinário rei Herodes, arrancadas dos braços das suas mães para escrever com o seu próprio sangue a primeira página do álbum de ouro dos mártires cristãos e merecer a glória eterna, segundo a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Quem perder a vida por amor a mim há-de encontrará-la.” Para eles a liturgia repete hoje as palavras do poeta Prudêncio: “Salvé, ó flores dos mártires, que na alvorada do cristianismo fostes massacrados pelo persseguidor de Jesus, como um violento furacão arranca as rosas apenas desabrochadas! Vós fostes as primeiras vítimas, a tenra grei imolada, num mesmo altar recebestes a palma e a coroa.” O episódio é narrado somente pelo evangelista São Mateus, que se dirigia principalmente aos leitores hebreus e, portanto, tencionava demonstrar a messianidade de Nosso Senhor  Jesus Cristo, no qual se realizaram as antigas profecias: “Quando Herodes descobriu que os sábios o tinham enganado ficou furioso. Mandou matar em Belém e nos arredores todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo que ele tinha apurado pelas palavras dos sábios. Foi assim que se cumpriu o que o profeta São Jeremias tinha profetizado: Em Ramá se ouviu um grito: coro amargo, imensa dor. É Raquel a chorar seus filhos; e não quer ser consolada, porque eles já não existem (Jer. 31, 15).Costumes medievais, que celebravam nestas circunstâncias a festa dos meninos do coro e do serviço do altar. Entre as curiosas manifestações temos aquela de fazer descer os cónegos dos seus lugares ao canto do versículo: “Depôs os poderosos do trono e exaltou os humildes.”   Deste momento em diante, os meninos, revestidos das insígnias dos cónegos, dirigiam todo o ofício do dia. A Liturgia, embora não querendo ressaltar o dia teve no curso da história, e quis manter esta celebração, elevada ao grau de festa por São Pio V, muito próxima da festa do Natal. Assim colocou as vítimas inocentes entre os companheiros de Cristo, para circundar o berço de Jesus Menino de um coro gracioso de crianças, vestidas com as cândidas vestes da inocência, pequena vanguarda do exército de mártires que testemunharão, com o sangue, a sua pertença a Cristo.

Leitura da Epístola

Apocalipse de São João 14, 1-5
1 Eu vi ainda: o Cordeiro estava de pé no monte Sião, e perto dele cento e quarenta e quatro mil pessoas que traziam escritos na fronte o nome dele e o nome de seu Pai. 2 Ouvia, entretanto, um coro celeste semelhante ao ruído de muitas águas e ao ribombar de potente trovão. Esse coro que eu ouvia era ainda semelhante a músicos tocando as suas cítaras. 3 Cantavam como que um cântico novo diante do trono, diante dos quatro Animais e dos Anciãos. Ninguém podia aprender este cântico, a não ser aqueles cento e quarenta e quatro mil que foram resgatados da terra. 4 Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois são virgens. São eles que acompanham o Cordeiro por onde quer que vá; foram resgatados dentre os homens, como primícias oferecidas a Deus e ao Cordeiro. 5 Em sua boca não se achou mentira, pois são irrepreensíveis. 

Sequência do Santo Evangelho

São Mateus 2, 13-18
13 Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar. 14 José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito. 15 Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: Eu chamei do Egito meu filho (Os 11,1). 16 Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado dos magos. 17 Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias: 18 Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar seus filhos; não quer consolação, porque já não existem (Jer 31,15)!

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

27 de dezembro dia de São João, Apostolo e Evangelista.

27/12 Terça-feira
Festa de Segunda Classe
Paramentos Brancos



     São João Evangelista ou Apóstolo São João,consta que seria solteiro e Virgem vivia com os seus pais São João Evangelista (6-103) nasceu em Batsaida na Galileia. Filho do pescador Zebedeu e de Maria Salomé, uma das mulheres que auxiliaram os discípulos de Jesus . João e seu irmão mais velho Tiago, foram convidados a seguir Jesus, logo depois dos apóstolos Pedro e André.Foi pescador de profissão, consertava as redes de pesca. Trabalhava junto com seu irmão Tiago Maior, e em provável sociedade com André e Pedro.São João era o mais novo dos 12 discípulos, tinha provavelmente 16 anos de idade à altura do seu chamado por Nosso Senor Jesus Cristo e apelidado como filho do trovão.
   Foi manifesta nos livros da Bíblia a admiração de João por Jesus. Jesus chamou-lhe o Filho do Trovão e posteriormente ele foi considerado o “Discípulo Amado”. O "Novo testamento", São João foi o apóstolo que seguiu com Nosso Senor Jesus Cristo, na noite em que foi preso e foi corajoso ao ponto de acompanhar o seu Mestre até à morte na cruz está presença, e ao alcance de Nosso Senhor Jesus Cristo, e recebeu dEle em seus últimos momentos o mais precioso dos presentes. Cristo lhe encomendou que se encarregasse de cuidar da Mãe Santíssima Maria, como se fora sua própria mãe, lhe dizendo: "Eis aí a sua mãe". E dizendo a Maria: "Eis aí a seu filho", e a Tradição da Santa Igreja interpreta São João representa também todos os fiéis  de acolhendo Santíssima Virgem como nossa Mãe e de toda a Santa Igreja.
     São João Evangelista em sua peregrinação esteve em Antioquia, por ocasião do Concílio dos Apóstolos. E após as perseguições sofridas em Jerusalém, transferiu-se com Pedro para a Samaria, onde desenvolveu uma intensa evangelização. Mudou-se para Éfeso, onde dirigiu muitas Igrejas e foi em Éfeso que escreveu o quarto Evangelho, o último dos Evangelhos Canônicos. Escreveu também as Epístolas, três cartas com mensagens sobre a vida eterna e a vida da comunhão com Deus através da fé em Cristo.
    De acordo com os Atos dos Apóstolos, o quinto livro do Novo Testamento, quando São João acompanhou Pedro na catequese dos samaritanos, foi orientado por São Paulo a desistir da imposição de práticas judaicas aos neófitos cristãos. Durante o governo de Domiciano foi exilado na ilha de Patmos, no mar Egeu, onde escreveu o Livro do Apocalipse ou Revelação, que é o último livro da Bíblia, onde narrou as suas visões e descreveu mistérios, predizendo as tribulações da Igreja e o seu triunfo final.
   Conta a tradição que, antes de o imperador Domiciano exilar João, ele teria sido jogado dentro de um caldeirão de óleo fervente. Mas saiu ileso, vivo, sem nenhuma queimadura. Após muito sofrimento por todas as perseguições que sofreu durante sua vida, por pregar a Palavra de Deus entregou sua alma a Deus com 94 anos em 103, na cidade de Éfeso, onde foi sepultado.




Leitura da Epístola

Sabedoria 15,1-6
1 Mas vós, Deus nosso, sois benfazejo e verdadeiro, vós sois paciente e tudo governais com misericórdia; 2 com efeito, mesmo se pecamos, somos vossos, porque conhecemos vosso poder; mas não pecaremos, cientes de que somos considerados como vossos. 3 Porque conhecer-vos é a perfeita justiça, e conhecer vosso poder é a raiz da imortalidade. 4 Não fomos seduzidos pelas invenções da arte corruptora dos homens nem pelo vão trabalho dos pintores: borrada figura de cores misturadas, 5 cuja vista excita os desejos dos insensatos, fantasma inanimado de uma imagem sem vida que provoca a paixão! 6 Cativados pelo mal, não merecem esperar senão o mal, os que o fazem, os que o amam e os que o veneram.

Sequência do Santo Evangelho

São João 21, 19-24
19 Por estas palavras, ele indicava o gênero de morte com que havia de glorificar a Deus. E depois de assim ter falado, acrescentou: Segue-me! 20 Voltando-se Pedro, viu que o seguia aquele discípulo que Jesus amava (aquele que estivera reclinado sobre o seu peito, durante a ceia, e lhe perguntara: Senhor, quem é que te há de trair?). 21 Vendo-o, Pedro perguntou a Jesus: Senhor, e este? Que será dele? 22 Respondeu-lhe Jesus: Que te importa se eu quero que ele fique até que eu venha? Segue-me tu. 23 Correu por isso o boato entre os irmãos de que aquele discípulo não morreria. Mas Jesus não lhe disse: Não morrerá, mas: Que te importa se quero que ele fique assim até que eu venha? 24 Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

26 de dezembro dia de Santo Estevão, Mártir.

26/12 Segunda-feira
Festa de Segunda Classe Oitava de Natal
Paramentos Vermelhos

  Santo Estevão, seu nome vem do grego Στέφανος (Stephanós), o qual se traduz para aramaico como Kelil, significando coroa - e Santo Estêvão é, de resto, representado com a coroa de martírio da cristandade, recordando assim o facto de se tratar do primeiro cristão a morrer pela sua fé - o protomártir.Alguns da sinagoga se levantaram a disputar com Estevão, mas não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito que nele falava.
     Então subornaram alguns homens, que agitaram o povo. Levaram-no ao conselho e apresentaram falsas testemunhas, que disseram: “Este homem não cessa de proferir palavras contra o lugar santo e contra a lei”. (Atos 6,8-13). Ele, porém, disse: “Irmãos e pais, escutai. O Altíssimo não habita em edifícios construídos por mãos de homens, como diz o profeta: “O Céu é o Meu trono e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificareis?” diz o Senhor, “ou qual é o lugar do meu repouso? Não fez porventura a minha mão todas estas coisas?”  Homens de dura cerviz e de corações e ouvidos incircuncisos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como agiram vossos pais, assim o fazeis também! A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? E mataram até os que anunciavam a vinda do Justo, do qual agora fostes traidores e homicidas, vós que recebestes a lei por ministério dos Anjos e não a guardastes”. Ao ouvir, porém, tais palavras, enraiveceu-se-lhes o coração e rangiam os dentes contra Estevão. Mas como estava cheio de Espírito Santo, olhando para o céu, viu a glória de Deus e Jesus à destra de Deus. E disse: “Eis que estou vendo os céus abertos e o Filho do Homem à direita de Deus”. Então, levantando uma grande gritaria, taparam os ouvidos e, todos juntos, arremeteram com fúria contra o santo diácono e, tendo-o lançado para fora da cidade, apedrejaram-no; e as testemunhas depuseram os mantos aos pés de um moço, que se chamava Saulo.
     E apedrejaram Estevão, que invocava Jesus e dizia: “Senhor Jesus, recebi o meu espírito”. E pondo-se de joelhos, clamou em alta voz, dizendo: “Senhor, não lhes imputeis este pecado”. E tendo dito isto, adormeceu no Senhor. E Saulo consentiu no homicídio de Estevão“. (Atos 7, 48-60) Estevão sofreu o martírio mais ou menos um ano depois da crucificação de Cristo. A piedosa Emmerich narra o seguinte: “Vi Estevão, sem se lembrar do apedrejamento, rezando apenas pelos carrascos e olhando para o céu aberto.
    O martírio deu-se fora da porta, ao norte, ao lado de uma estrada. Era um lugar aberto, circular, em cujo centro se achava uma pedra, sobre a qual se ajoelhou o santo moço, rezando, com as mãos erguidas. Vestia uma longa veste branca, arregaçada, sobre a qual pendia, no peito e nas costas, uma espécie de escapulário, com duas fitas transversais; creio que era uma parte das vestes sacerdotais. Procederam no apedrejamento em certa ordem; em volta do lugar haviam juntado pedras, ao pé de cada um dos apedrejadores.Vi também Saulo, homem extraordinariamente sério e zeloso, que arranjara tudo o que era necessário para a lapidação e os lapidantes depositaram os mantos aos seus pés. Estevão levantara as mãos, rezando e não se movia, sob as pedradas; era como se não as sentisse.
   
Também não fazia movimentos espontâneos para se proteger; parecia extasiado, olhava para o alto e o céu estava aberto acima dele; via Jesus e com Ele, Maria, sua Mãe. Finalmente uma pedra lhe bateu na cabeça, prostrando-o morto. Era um moço alto e belo, de cabelo castanho e liso. Saulo não causava uma impressão repugnante, pelo grande zelo com que preparava a lapidação, como acontecia com os outros, que eram cheios de inveja e hipocrisia; pois o fazia impelido por um falso zelo, mas que julgava justo, pela lei judaica; foi por isso também que Deus o iluminou”.
   Os ossos do santo mártir Estevão foram mais tarde milagrosamente encontrados, em conseqüência de uma Visão, junto com os corpos de Nicodemos, Gamaliel e seu filho Abidon.“O corpo de Estevão, que jazia numa posição natural, foi levado a Jerusalém, a uma Igreja situada no monte em que estivera o Cenáculo. Esses ossos foram depois várias vezes distribuídos e levados a vários lugares e muitos milagres se deram com eles. Lembro-me que uma cega tocou o caixão das relíquias com flores, por meio das quais recobrou de novo a vista. Em outro lugar se converteram muitos judeus. Em certa região o demônio, assumindo a forma de um homem muito respeitável, pediu uma parte das relíquias de S. Estevão, mas quando o bispo pediu a luz de Deus, para saber se o suplicante o merecia, fugiu o demônio, rugindo e tomando um aspecto horrível. De tais milagres vi muitos e também que parte das relíquias foram levadas para Roma e depositadas junto ao corpo de S. Lourenço. Deu-se então um fato milagroso: O corpo de S. Lourenço mudou de posição, cedendo lugar às relíquias de Santo Estevão”. Com a morte de Estevão a perseguição não terminou absolutamente, pois S. Lucas acrescenta à narração do apedrejamento de S. Estevão estas palavras: “Saulo, porém, assolava a Igreja, entrando pelas casas e tirando com violência homens e mulheres, fazia com que os metessem no cárcere. Entretanto os que se tinham dispersado iam de um lugar para outro, anunciando a palavra de Deus”. (Atos 8, 3-4). Assim servia essa perseguição ao plano de Deus, não só para provar e purificar os eleitos, mas também para propagar a doutrina de Jesus em outras regiões e aumentar o número de fiéis.

Leitura da Epístola

Atos doa Apostolos 6,8-10 e 7,54-60
8 Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes milagres e prodígios entre o povo. 9 Mas alguns da sinagoga, chamada dos Libertos, dos cirenenses, dos alexandrinos e dos que eram da Cilícia e da Ásia, levantaram-se para disputar com ele. 10 Não podiam, porém, resistir à sabedoria e ao Espírito que o inspirava. 54 Ao ouvir tais palavras, esbravejaram de raiva e rangiam os dentes contra ele. 55 Mas, cheio do Espírito Santo, Estêvão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus: 56 Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus. 57 Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele. 58 Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo. 59 E apedrejavam Estêvão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. 60 Posto de joelhos, exclamou em alta voz: Senhor, não lhes leves em conta este pecado... A estas palavras, expirou. 

Sequência do Santo Evangelho


São Mateus 23,34-39
34 Vede, eu vos envio profetas, sábios, doutores. Matareis e crucificareis uns e açoitareis outros nas vossas sinagogas. Persegui-los-eis de cidade em cidade, 35 para que caia sobre vós todos o sangue inocente derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o templo e o altar. 36 Em verdade vos digo: todos esses crimes pesam sobre esta raça. 37 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne seus pintinhos debaixo de suas asas... e tu não quiseste! 38 Pois bem, a vossa casa vos é deixada deserta. 39 Porque eu vos digo: já não me vereis de hoje em diante, até que digais: Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor. 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

domingo, 25 de dezembro de 2016

Natal do Nosso Senhor Jesus Cristo.

25/12 Domingo
Festa de Primeira Classe
Paramentos  Brancos

O Presépio

     Feliz Natal São os Votos das Escravas de Maria!
 
   Não menos do que a cruz, o presépio é a escola da vida interior. Começamos pelo presépio e acabamos pela cruz: um contém elementos dessa vida, e outra encerra a sua consumação. E como, em todas as ciências, os elementos são o que há de mais importante e necessário, estudemos o presépio e esforcemo-nos por traduzir em nosso procedimento o que ele nos ensina. Contemplemos o Verbo feito carne, o Filho de Deus tornado criancinha. Vejamos quais eram as Suas disposições ao nascer; consideremos as circunstâncias exteriores do Seu nascimento e quais foram as pessoas por Ele chamadas ao presépio.
 Foi atraído à terra pelo amor que dedicava a Seu Pai e aos homens. O sentimento que Lhe enchia o coração era o de oferecer-Se em holocausto ao Pai para reparar a Sua glória e salvar o gênero humano. São Paulo, após David, no-lo ensina. Diz o apóstolo: ao entrar no mundo exclamou: "Os sacrifícios e as vítimas da antiga lei não Vos agradaram, mas me destes um corpo. Então disse: Eis-me aqui, para cumprir, ó meu Deus, a Vossa vontade". E qual era essa vontade?
  Vontade infinitamente rigorosa, segundo a qual devia Ele sobrecarregar-Se de todos os nossos pecados e suportar o peso da justiça divina. Tem, pois, essa vontade ao nascer, a ele submete-se com amor. Desde o berço visa a Cruz, suspira pela cruz e o Seu primeiro desejo é morrer nela pregado para apaziguar o Pai e nos reunir.
  Aprendamos por aí que a cruz é o grande objeto da vida interior; a primeira coisa que, ao ingressarmos nesta, Deus nos apresenta e a sua aceitação o primeiro sentimento do coração entregue inteiramente a Deus. Ora a cruz significa esquecimento, perda completa de nós mesmos em Deus, sacrifício perfeito de todos os interesses para só pensarmos nos interesses de Deus. Só Ele que no-lo propõe, nos inspira a coragem de aceitá-lo e nos dá a força para realizá-lo. Mas, da nossa parte, não devemos arrastá-lo constantemente e suspirar pela sua realização como fez Jesus Cristo.
  Mas por que nasceu Ele criancinha? Por que não veio ao mundo, como Adão, em estado de homem feito? Dependia, certamente, d'Ele vir assim, mas teve razões para preferir o estado de infância. E a principal de todas foi o desejo de nos ensinar que, uma vez entregues a Deus, é preciso depositarmos a Seus pés o nosso discernimento, a nossa vontade e força; volvermos inteiramente à pequenez, à fraqueza e à falta de juízo da criança; em suma, aniquilarmos todo o passado, ficarmos em novo estado, iniciarmos vida nova, cujo princípio é Deus.
  E que vida é essa? Dependência perfeita da graça, simplicidade e obediência. Contemplemos o nascimento de Jesus Cristo: Ele adora ao Pai tão perfeitamente no berço, quanto na cruz. Toda a Sua admiração, porém, está contida no coração: nada diz, nada faz, está como que aniquilado: e nesse próprio aniquilamento consiste a perfeição da Sua homenagem.
  Compreendamo-lo bem, nós que nos queixamos diante de Deus como animais, sem pensamento, sem palavra, sem ação. Este estado, que é a morte do amor próprio, é incomparavelmente mais agradável a Deus, do que tudo quanto o nosso espírito, o nosso coração, e a nossa boca pudessem exprimir de mais sublime.
  Calarmo-nos diante de Deus, humilharmo-nos, aniquilarmos, como se aí não estivéssemos, é a adoração perfeita em espírito e verdade. Que necessidade tem Deus das nossas luzes e dos nossos sentimentos que só servem para alimentar secreto orgulho e vã complacência em nós mesmos? Quanto mais se aproximar a nossa oração da de Jesus Menino, quanto mais humilde e desprezível ela nos parecer, tanto mais elevada será aos olhos de Deus.
  Passemos as circunstâncias exteriores do nascimento de Jesus.
  A Virgem Maria, repelida de todas as hospedarias, vê-Se obrigada a procurar abrigo em um estábulo.
  Aí nasce o Filho de Deus: no seio da pobreza, humilhação e sofrimento. Uma manjedoura, na qual há um pouco de palha, serve-Lhe de berço; são pobres os paninhos que O envolvem; no meio da noite, na mais rude estação do ano, em lugar exposto a todos os ventos, o Seu tenro e delicado corpo é sujeito a todas as intempéries do ar. Ninguém assiste ao Seu nascimento; nenhum socorro ou alívio Lhe é prestado.
  Que entrada no mundo para o Filho de Deus! Para Aquele que vem resgatar o mundo e fora anunciado desde o começo do mundo aos nossos primeiros pais como o libertador do gênero humano! Quem jamais acreditaria que Ele escolhesse nascimento tão pobre, tão obscuro, tão amargurado!
  Mas como esse nascimento é instrutivo para aqueles que o Espírito Santo faz nascer para a vida interior!
  No Menino divino encontram modelo perfeito das três virtudes que devem dali em diante ser as Suas companheiras inseparáveis: Completo desapego dos bens da terra, até abraçar a mais rigorosa penitência, se assim aprouver a Deus. Soberano desprezo de todas as honras mundanas até desejar ser não só ignorado, mas também ridicularizado e menosprezado. Renúncia absoluta de todos os prazeres do mundo, até entregar o corpo a todo gênero de mortificações. Eis a lição que Jesus, ao nascer, deu às almas interiores. Durante toda Sua vida Ele amou e praticou o que escolhera no presépio. Foi sempre pobre, vivendo do trabalho manual, não tendo nem sequer onde repousar a cabeça. Foi sempre desconhecido pelo mundo, ou vítima dos seus desprezos, das suas calúnias e perseguições. Absteve-Se de todos os prazeres, e sofreu, na Sua vida particular e pública, todas as privações e dores imagináveis. Na Sua morte demonstrou no mais elevado grau a prática dessas três virtudes.
  Abracemo-las também ao entrarmos na vida espiritual, e jamais delas nos separemos.
  Finalmente, quais foram às pessoas admitidas no presépio de Jesus? É coisa bem notável terem aí comparecido apenas as que foram chamadas por uma voz celeste ou por sinal milagroso. Isto nos ensina que para adotarmos a vida interior, cujo começo o presépio simboliza, precisamos ter vocação divina e que, portanto, ninguém de motu proprio pode nela entrar. Podemos, no entanto, contribuir para a vocação mediante algum preparo nosso, isto é, procurando ter as mesmas disposições e, que estavam os pastores e os magos.
  Devemos, pois, a exemplo dos pastores, ser simples, pobres de espírito e pequenos; como eles ter grande retidão de coração, viver na inocência ou romper absolutamente com o pecado. Geralmente são ainda as pessoas de condição comum, de vida humilde e obscura, ignoradas e desprezadas pelo mundo, as que Deus chama à vida interior.
  Ao demais, os pastores, mesmo durante a noite, velavam pelos seus rebanhos - o que demonstra constituírem preparo para a vocação do céu a vigilância e atenção para nós mesmos, o temor de Deus, a delicadeza da consciência - a fuga das ocasiões. Os pastores prestaram ouvidos às palavras dos anjos, acreditaram sem refletir ou raciocinar, e, abandonando tudo, partiram imediatamente para ver o Menino recém-nascido. Assim também a alma deve escutar com atenção o que Deus lhe diz ao coração, crer na Sua palavra com fé humilde e cega, largando tudo para seguir pronta e fielmente o instinto da graça.
  Nas pessoas dos magos, os grandes e sábios são também chamados ao presépio, porém, grandes humildes, desapegados de tudo, prontos a sacrificar tudo para acudir ao chamado de Deus, sábios sem arrogância, sem presunção, dóceis à luz divina, ante a qual fazem calar todos os raciocínios. Tais foram um São Luiz, um Santo Agostinho, tantos santos de ambos os sexos, distintos pelo brilho do seu nascimento e dos seus cargos, ou pela extensão de seu gênio e dos seus conhecimentos.
  O caráter de Herodes, dos fariseus, dos sacerdotes e doutores da lei dá-nos a conhecer aqueles que Jesus rejeita e que a seu turno não aproveitam os meios ordinários fornecidos pela graça para o conhecimento e a prática da vida interior.
(Manual das almas interiores - Compêndio de Opúsculos inéditos do Pe. Grou, da Companhia de Jesus, 1932, Vozes de Petrópolis)

Santa Missa do dia


Leitura da Epístola

Hebreus 1,1-12
1 Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas. 2 Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas. 3 Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser, sustenta o universo com o poder da sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus, 4 tão superior aos anjos quanto excede o deles o nome que herdou. 5 Pois a quem dentre os anjos disse Deus alguma vez: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei (Sl 2,7)? Ou então: Eu serei seu Pai e ele será meu Filho (II Sm 7,14)? 6 E novamente, ao introduzir o seu Primogênito na terra, diz: Todos os anjos de Deus o adorem (Sl 96,7). 7 Por outro lado, a respeito dos anjos, diz: Ele faz dos seus anjos sopros de vento e dos seus ministros chamas de fogo (Sl 103,4), 8 ao passo que do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste para a eternidade. O cetro do teu Reino é cetro de justiça. 9 Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade. Por isso, ó Deus, o teu Deus te ungiu com óleo de alegria, mais que aos teus companheiros (Sl 44,7s); 10 e ainda: Tu, Senhor, no princípio dos tempos fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos. 11 Eles passarão, mas tu permaneces. Todos envelhecerão como uma veste; 12 tu os envolvas como uma capa, e serão mudados. Tu, ao contrário, és sempre o mesmo e os teus anos não acabarão (Sl 103,26s).

Sequência do Santo Evangelho

São João 1,1-14
1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio junto de Deus. 3 Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. 4 Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. 6 Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. 7 Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. 8 Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. 9 [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. 10 Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. 11 Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. 12 Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, 13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. 14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário