domingo, 18 de junho de 2017

Dia 18 de junho dia do Santo Efrem. Diácono. Confessor e Doutor.


  Santo Efrém nasceu no ano 306, bem no início do século IV, na cidade de Nisibi, atual Turquia. Cresceu em meio a graves conflitos de ordem religiosa, além das heresias que surgiam tentando abalar a unidade da Igreja. Mas todos eles só serviram de fermento para que sua fé em Cristo e sua ardente devoção à Virgem Maria vigorassem e se firmassem.
 O pai de Efrém era sacerdote pagão, embora sua mãe, cristã, defendesse a liberdade religiosa educando o filho dentro dos preceitos da palavra de Cristo. Ele foi educado na infância entre a dualidade do paganismo do pai e do cristianismo da mãe, pois o Edito de Milão, autorizando a liberdade de culto, só entrou em vigor quando ele já tinha sete anos de idade. Mas o patriarca da família jamais aceitou a fé professada pelo filho. Como não o venceu nem com a força, nem com argumentos, expulsou-o de casa. Efrém foi batizado aos dezoito anos e viveu do seu próprio sustento, trabalhando num balneário local.
 No ano 338, Nisibi foi invadida pelos persas. Efrém, então diácono, deslocou-se para a cidade de Edessa, também atual Turquia. Os poucos registros sobre sua vida contam-nos que era muito austero. Ele dirigiu e lecionou uma escola que pregava e defendia os princípios cristãos, escrevendo várias obras sobre o tema. Como não sabia grego, sua obra ficou isenta da influência dos teólogos seus contemporâneos, inclinados à controvérsia da Trindade. Efrém foi um ardente defensor da genuína doutrina cristã antiga.
 Com veia poética, seus sermões atraiam multidões e sua escola era muito concorrida pelo conteúdo didático simples e exortativo, atingindo diretamente o povo mais humilde. Na sua época estava-se organizando o canto religioso alternado nas igrejas. Esse movimento foi iniciado pelos bispos Ambrósio de Milão e Diodoro da Antioquia. A colaboração do diácono Efrém de Nisibi foram poesias na língua nativa próprias para o canto coletivo, o que permitiu uma rápida divulgação.
 Por sua linguagem poética recebeu o apelido carinhoso de "Harpa do Espírito Santo". Somente a Nossa Senhora dedicou mais de vinte poemas, transformados em hinos. Suas poesias eram tão populares e empolgantes que da Síria espalharam-se e chegaram até o Oriente mediterrâneo, graças a uma cuidadosa e fiel tradução em grego. Efrém escreveu uma grande variedade de hinos, poemas e sermões de exegese bíblica, em verso e em prosa. Eram obras de teologia prática para a edificação da igreja em tempos turbulentos... O papa Bento XV declarou-o doutor da Igreja em 1920. Efrém morreu no dia 9 de junho de 373, em Edessa, sem ter sido ordenado sacerdote..
 «Coloquei (a pérola), irmãos, na palma de minha mão para poder examiná-la”. Observei-a por todos os lados: tinha o mesmo aspecto desde todos os lados. Assim é a busca do Filho, inescrutável, pois é totalmente luminosa. Em sua limpidez, vi o Límpido, que não se opaca; em sua pureza, vi o símbolo do Corpo de nosso Senhor, que é puro. “Em seu caráter indivisível, vi a verdade, que é indivisível» (Hino sobre a Pérola 1, 2-3).


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário