segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Palestra de Dom Tomás - I

O Pai Nosso das almas do purgatório

O Pai Nosso das almas do purgatório
 Pedido por Jesus a Santa Mechtilde - século XIII


Um dia em que Santa Mechtilde havia acabado de comungar e oferecer a Deus a Hóstia Preciosíssima, a fim de que Ela servisse para a libertação das almas do Purgatório, com a remissão de seus pecados e a reparação de suas negligências, ouviu o Senhor dizer-lhe:

“Reze por elas um Pai Nosso em união com a intenção que eu tive, ao tirá-lo do Meu Coração, a fim de ensiná-lo aos homens”.

Ao mesmo tempo, a inspiração Divina desvendou à Santa as intenções (cuja fórmula sucinta está neste folheto).

E quando Santa Mechtilde acabou de rezar o Pai Nosso nessas intenções, ela viu uma grande multidão de almas, rendendo graças a Deus pela sua libertação do Purgatório, numa alegria extrema. A cada vez que a Santa rezava essa oração, via uma legião de almas subindo para o Céu.

Socorramos as pobres almas do Purgatório, que nada podem para si mesmas, a não ser sofrer, esperando pelos nossos sufrágios, rezar por nós e serem gratas.

O PAI NOSSO:

PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU... Eu vo-lo peço, ó Pai Eterno, que perdoeis às almas do Purgatório por não Vos terem amado, nem rendido toda a honra que Vos é devida a Vós, seu Senhor e Pai, que só por pura graça as adotastes como filhas. E elas, no entanto, por causa de seus peca-dos, Vos expulsaram de seu coração onde desejáveis sempre habitar. Em reparação desses pecados por elas cometidos, eu Vos ofereço todo o amor e toda a veneração que o Vosso Filho feito Homem Vos teste-munhou ao longo de toda a Sua vida ter-restre, e eu Vos ofereço todas as ações de penitência e de satisfação pelas quais Ele apagou e expiou os pecados dos homens.

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME...
Eu Vos suplico, ó Eterno PAI, que perdoeis às almas do Purgatório, por não terem honrado dignamente o Vosso Santo Nome, por terem-No pronunciado freqüentemente em vão e terem-se torna-do, pela sua vida de pecado, indignas do nome de cristão. Em reparação desses pe-cados por elas cometidos, eu Vos ofereço toda a honra que o Vosso Filho bem-amado rendeu ao Vosso Nome, por Suas palavras e obras, ao longo de toda a Sua vida terrestre.

VENHA A NÓS O VOSSO REINO...
Eu Vos rogo, ó Eterno PAI, perdoar as almas do Purgatório, por não terem sempre pro-curado nem desejado o Vosso Reino com bastante zelo, este Reino que é o único lugar onde reinam o verdadeiro repouso e a eterna PAZ. Em reparação desta indife-rença em praticar o bem, eu Vos ofereço o Santíssimo desejo com o qual o Vosso Filho desejou que, também elas, fossem as herdeiras do Seu REINO.

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU... Eu Vos rogo, ó Eterno PAI, que perdoeis às almas do Purgatório por não terem submetido a sua vontade própria à Vossa, nem terem procurado fazer a Vossa Von-tade acima de todas as coisas. Em repara-ção dessa desobediência, eu Vos ofereço a perfeita conformidade do Coração pleno de Amor do Vosso Divino Filho, com a Vossa Santa Vontade, e a submissão que Vos testemunhou, obedecendo-Vos até à morte de cruz.

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE...
Eu Vos rogo ó Eterno PAI, perdoar às almas do Purgatório por não terem recebido a SAGRADA COMUNHÃO com bastante desejo, por terem-Na freqüentemente recebido sem recolhimento e sem amor, até mesmo in-dignamente, e ainda terem negligenciado em recebê-La. Em reparação de todos es-ses pecados, eu Vos ofereço a iminente Santidade e o grande Recolhimento de Nosso Senhor JESUS CRISTO, assim como o ardente AMOR com que Ele nos fez este incomparável Dom. (Eu Vos rogo ainda por aquelas almas que comungaram sem fé, sem gesto de adoração, não cui-dando das migalhas da Hóstia, com roupas indecentes ou até provocadoras, sem terem se confessado, com pecados mortais. Eu Vos rogo, igualmente, pelas almas dos protestantes que rejeitaram este Augusto Sacramento, e agora o lamentam no meio das chamas. Compadecei-Vos delas, suscitando em mim, em seu lugar, a Fome Eucarística.)

PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A NOSSOS DEVEDORES... Eu Vos rogo, ó Eterno Pai, perdoar às almas do Purgatório, de terem se tornado culpa-das, sucumbindo aos pecados mortais e por não terem querido nem amar nem perdoar a seus inimigos. Em reparação desses pe-cados, eu Vos ofereço a oração cheia de amor que, na cruz, o Vosso Divino Filho Vos dirigiu em favor de Seus inimigos.

NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO... Eu Vos rogo, ó Eterno Pai, perdoar as almas do Purgatório, por não terem freqüentemente resistido às tentações e às paixões e seguido o inimigo de todo o Bem, e de terem-se abandonado àsconcupiscências da carne. Em reparação de todos estes pecados em suas múltiplas formas dos quais se tornaram culpadas, eu Vos ofereço a gloriosa Vitória que Nosso Senhor Jesus Cristo obteve sobre o mundo, assim como a Sua Santíssima Vida, Seu trabalho e Suas penas, Seu sofrimento e morte crudelíssima.

MAS LIVRAI-NOS DO MAL
e de todos os castigos, em virtude dos méritos de Vosso Filho bem-amado, e conduzi-nos, assim como as almas do Purgatório, ao Vosso Reino de Glória que sois Vós mesmo. AMÉM!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Meditando a Paixão - Parte II

Reflexões gerais
sobre a Paixão de Jesus Cristo 
O Salvador

1. Adão peca e se rebela contra Deus e sendo ele o primeiro homem, pai de todos os homens, perdeu-se com todo o gênero humano. A injúria foi feita a Deus, motivo por que nem Adão nem os outros homens, com todos os sacrifícios, mesmo oferecendo sua própria vida, poderiam dar uma digna satisfação à Majestade divina; para aplacá-la plenamente era necessário que uma pessoa divina satisfizesse a justiça divina. E eis que o Filho de Deus, movido à compaixão pelos homens, arrastado pelos extremos de sua misericórdia, se oferece a revestir-se da carne humana e a morrer pelos homens, para assim dar a Deus uma completa satisfação por todos os seus pecados e obter-lhes a graça divina que perderam. Desce, pois, o amoroso Redentor a esta terra e fazendo-se homem quer curar os danos que o pecado causara ao homem. Portanto, quer não só com seus ensinamentos mas também com os exemplos de sua santa vida induzir os homens a observar os preceitos divinos e por essa maneira conseguir a vida eterna. Para esse fim Jesus Cristo renunciou a todas as honras, às delícias e riquezas de que podia gozar neste mundo e que lhe eram devidas como ao Senhor do mundo, e escolhe uma vida humilde, pobre e atribulada até morrer de dor sobre uma cruz. Foi um grande erro dos judeus pensar que o Messias devia vir à terra para triunfar de todos os seus inimigos com o poder das armas e, depois de os ter debelado e adquirido o domínio do mundo inteiro, deveria tornar opulentos e gloriosos os seus sequazes. Mas se o Messias fosse qual os judeus o desejavam, príncipe soberano e honrado de todos os homens como senhor de todo o mundo, não seria o Redentor prometido por Deus e predito pelos profetas. É o que ele mesmo declara quando responde a Pilatos: “O meu reino não é deste mundo” (Jo 18,36). Por esse motivo repreende S. Fulgêncio a Herodes por ter tão grande temor de ser privado do seu reino pelo Salvador, quando ele não viera para vencer o rei pela guerra, mas a conquistá-lo com sua morte (Serm. 5 de Epiph.).

2. Dois foram os erros dos judeus a respeito do Redentor esperado: o primeiro foi que, quando os profetas falavam dos bens espirituais e eternos, eles o interpretavam dos bens terrenos e temporais. “E a fé reinará nos teus tempos; a sabedoria e a ciência serão as riquezas da salvação; o temor do Senhor esse é o teu tesouro” (Is 33,6). Eis os bens prometidos pelo Redentor, a fé, a ciência das virtudes, o santo temor, eis as riquezas da prometida salvação. Além disso promete que dará remédio aos penitentes, perdão aos pecadores e liberdade aos cativos dos demônios: “Enviou-me para evangelizar os mansos, para curar os contritos de coração e pregar remissão aos cativos e soltura aos encarcerados” (Is 61,1).

O outro erro dos judeus foi que pretenderam entender da primeira vinda do Salvador o que fora predito pelos profetas da segunda vinda, para julgar o mundo no fim dos séculos. Assim, escreve Davi do futuro Messias que ele deverá vencer os príncipes da terra e abater a soberba de muitos e com a força da espada subjugar toda a terra (Sl 109,6). E o profeta Jeremias escreve: “A espada do Senhor devorará a terra de um extremo a outro” (Lm 12,12). Isso, porém, entende-se da segunda vinda, quando vier como juiz a condenar os malvados. Falando, porém, da primeira vinda, na qual deveria consumar a obra da redenção, mui claramente predisseram os profetas que o Redentor levaria neste mundo uma vida pobre e desprezada. Eis o que escreve o profeta Zacarias, falando da vida abjeta de Jesus Cristo: “Eis que o teu rei virá a ti, justo e salvador; ele é pobre e vem montado sobre uma jumenta e sobre o potrinho da jumenta” (Zc 9,9).
Esta profecia realizou-se plenamente quando Jesus entrou em Jerusalém, assentado sobre um jumento, sendo recebido com todas as honras, como o Messias desejado, segundo o testemunho de S. João (Jo 12,14). Também sabemos que ele foi pobre desde o seu nascimento, tendo vindo a este mundo em Belém, lugar desprezado, e numa manjedoura: “E tu, Belém Efrata, tu és pequenina entre os milhares de Judá, mas de ti é que há de sair aquele que há de reinar em Israel e cuja geração é desde o princípio, desde os dias da eternidade” (Mq 5,2). E essa profecia foi assinalada por S. Mateus (2,6) e S.João (7,42). Além disso escreve o profeta Oséias: “Do Egito chamarei o meu Filho” (11,1), o que se realizou quando Jesus Cristo, como menino, foi levado para o Egito, onde permaneceu sete anos como estranho no meio de gente bárbara, dos parentes e dos amigos, devendo viver necessariamente mui pobremente. Continuou, depois de voltar à Judéia, a levar uma vida pobre. Ele mesmo predisse pela boca de Davi que pobre deveria ser durante toda a sua vida e atribulado pelas fadigas: “Eu sou pobre e vivo em trabalhos desde a minha mocidade” (Sl 87,16).

Santo Afonso de Ligório

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Atos para Comunhão

"Isto é o meu corpo, 
que será entregue por vós"


Atos para a comunhão
Seja sacramental, seja espiritual.

Ato de fé – Ó Deus escondido, desconhecido de tantas almas! eu vos creio presente no Santíssimo Sacramento do altar. Creio que, recebendo a Hóstia consagrada, vou receber o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores, o Criador do céu e da terra, o mesmo Deus humanado que quis morrer sobre uma Cruz para salvar-me. Ó alma minha, aviva a tua fé e prepara teu coração, para seres digna morada de tão grande hóspede.

Ato de humildade – Mas, como não me confundo, ó Rei da Glória, só com pensar que quereis visitar-me e entrar em meu pobre coração, sendo Vós infinito, e eu um puro nada; Vós a mesma santidade e eu cheio de maldade. Como me atreverei a vos hospedar em tão vil morada! Senhor, eu não sou digno de vos receber. Devo antes dizer-vos com São Pedro: Senhor, afastai-Vos de mim, que sou um grande pecador.

Ato de confiança – Ó meu Deus, que sois infinitamente amável, oxalá, tivesse eu infinitos corações para amar-vos infinitamente e infinitas línguas para louvar-Vos como mereceis. Eu vos amo, Senhor, de todo meu coração e de toda minha alma. Desejara amar-Vos com o amor dos Serafins, com o amor de Maria, vossa Mãe Santíssima. Ó Deus, que sois todo amor, acendei em meu coração esse fogo sagrado, para que arda e se consuma em vosso santo serviço.

Ato de desejo
– Eia pois, ó minha alma, anima-te. Aproxima-se teu esposo. Abre teu coração e recebe-O com alegria. Dize-lhe: Ó meu Jesus, vinde, vinde a mim: como o veado sedento suspira pelas fontes das águas, assim por vós minha alma suspira, ó meu Deus. Vinde, Senhor, não tardeis. Meu coração vos deseja para entregar-se a Vós e ser vosso para sempre.

Depois da comunhão

Ato de Adoração – Ó Rei altíssimo do Céu e da terra, que vos dignastes entrar em meu coração, onde agora estais realmente, debaixo dessas sagradas espécies, o mesmo que no Céu, eu vos adoro com profunda reverência e vos reconheço por meu Deus, Criador e Salvador; por meu Pai, meu Mestre e meu Senhor, a quem amo sobre todas as coisas. Desejo adorar-Vos com todas as criaturas, como vos adoram os Anjos e Santos no Céu; e como vos adoraram em Belém os pastores e os reis do Oriente.

Ato de Agradecimento – Ó Clementíssimo e Benigníssimo Jesus meu, quem poderia dignamente agradecer-Vos tão incomparável fineza, como me haveis feito, visitando-me em pessoa. Vós, o Santo por essência, o Onipotente, o Imenso, o Incompreensível, e eu, o nada, a fraqueza, a ignorância e a maldade. Ai, Senhor, que me faltam palavras para dizer o que sinto! Ajudai-me, ó Anjos e Santos do Céu! Ó Maria, Rainha dos Anjos e dos Santos, vinde agradecer por mim tão grande favor. E Vós, meu amável Redentor, dignai-Vos aceitar tudo juntamente com vossos méritos, e com quanto eu, indigno pecador, posso no resto da minha vida fazer e padecer.

Ato de Petição – Que não devo eu esperar de vossa bondade, depois de vos haverdes dado a mim, Senhor! Aumentai-me a Fé, a Esperança e a Caridade, penetrai meu coração de vosso santo amor e de vosso temor. Fazei que ame e cumpra vossos santos mandamentos: não me desampareis na tentação: favorecei do mesmo modo a todos os fiéis, em particular a meus pais, parentes, amigos e inimigos, se alguns tenho. Protegei vossa Santa Igreja, e dai-lhe sacerdotes cheios de vosso Santo Espírito. Fazei-nos a todos a graça de viver e morrer em vosso amor. Amém.

Ato de Protesto – Confesso, Senhor, que até agora tenho sido um filho pródigo, um ingrato pecador. Porém, Pai meu amorosíssimo, já me tenho arrependido e arrependo-me de novo de todo meu coração. Basta já de pecados, basta de ofender-Vos; antes morrer do que tornar a pecar. Eu vos entrego sem reserva a minha alma, meu corpo, meu coração, e tudo quanto tenho e possuo, tudo é vosso, Criador meu. Quero salvar-me, e portanto trabalharei por emendar-me e apartar-me das ocasiões de pecar. Assisti-me com vossa graça, ó benigníssimo Jesus, para que cumpra com o firme propósito de vos amar e servir até a morte. Amém.

Comunhão espiritual
Atos de contrição
 
I. Dai-me, Senhor, aquela pureza de coração tão necessária para me aproximar e me alimentar de Vós que sois minha vida, meu sustento, minha fortaleza e meu conforto.

II. Excitai em mim, Deus meu, sentimentos de uma contrição tão perfeita, de uma humildade tão profunda, que possa agradar-Vos e atrair-Vos a mim.

III. Suspiro por aquele que amo como o servo sequioso suspira pelas águas das fontes; sinto-me faminto do pão de vida, e todo meu desejo é nutrir-me dele e alojar em meu peito meu amado. Vinde, ó Jesus, amor e vida da minha alma, vinde a meu pobre coração; saciai meus desejos, santificai minha alma; vinde, ó dulcíssimo Jesus! em Vós descansarei.

Meu adorável Jesus, creio firmemente que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do altar; nele vos adoro e vos amo sobre todas as coisas; desejo, Senhor, receber-Vos com todo o ardor da minha alma; mas já que não posso receber-Vos sacramentalmente, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração; e como se vos tivera já recebido, vos abraço e me uno todo a Vós. Ah, Senhor! Não permitais que de Vós jamais me aparte.

Exercícios para a Comunhão na Santa Missa e fora dela

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Algumas blusinhas








 
 

Oração a Sao José


Oração a São José, composta por Leão XIII
 
A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, tendo implorado o auxílio de vossa santíssima esposa, cheios de confiança solicitamos também o vosso patrocínio.

Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar favorável sobre a herança que Jesus Cristo conquistou com o seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder.

Protegei, ó guarda providente da Divina Família, o povo eleito de Jesus Cristo.

Afastai para longe de nós, ó pai amantíssimo, a peste do erro e do vício.

Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas, e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas do Inimigo e de toda adversidade.

Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança.
 
Amém.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ao Anjo da Guarda

Oração ao Anjo da Guarda
(Por São Francisco Xavier)


Ó Anjo de Deus que és minha guarda, pela piedade superna a mim, a ti cometido, salva, defende e governa. Amém, Jesus.

Rogo-te, Anjo bento, a cuja providência eu sou encomendado, que sempre sejas presente, em minha ajuda. Ante Deus Nosso Senhor, apresenta os meus rogos a Suas mui piedosas orelhas, para que, por Sua misericórdia e tuas preces, me dê perdão de meus pecados passados e verdadeiro conhecimento e contrição dos presentes, e aviso para evitar os pecados vindouros, e me dê graça para bem obrar e até ao fim perseverar.

Afasta de mim, pela virtude de Deus todo-poderoso, toda a tentação de Satanás. E, o que não mereço por minhas obras, tu alcança por teus rogos por mim, ante Nosso Senhor, que em mim não haja lugar e mistura de alguma maldade.

E se, algumas vezes, me vires errar o bom caminho e seguir os errores dos pecados, tu procura de me volver a meu Salvador, pelas carreiras da justiça. E quando me vires em alguma tribulação e angústia, faz que me venha adjutório de Deus, por teus doces socorros.

Rogo-te que nunca me desampares, mas sempre me cubras e visites e ajudes e defendas de toda a fadiga e guerra dos demônios, vigiando de dia e de noite, em todas as horas e momentos. Onde quer que andar, guarda-me e acompanha-me.

Isso mesmo te peço, meu guardador, que quando desta vida partir, não deixes que me espantem os demônios, nem me deixes cair em desesperação, nem me desampares, até me levar à bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, e com todos os santos, para sempre folguemos em a glória do paraíso, que nos dará Jesus Cristo Nosso Senhor, o qual, com o Pai e com o Espírito Santo, vive e reina para sempre.
Amém.

(Ordem e regimento - Xavier - doc. 66 - Retirado do livro: Obras Completas - São Francisco Xavier)