segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Segunda-feira da Terceira Semana da Quaresma.

29/02 Segunda-feira  
Festa de Segunda Classe
Paramentos Roxos


Leitura da Epístola do livro do


II Reis 5,1-15

1 Naamã, general do exército do rei da Síria, gozava de grande prestígio diante de seu amo, e era muito considerado, porque, por meio dele, o Senhor salvou a Síria; era um homem valente, mas leproso. 2 Ora, tendo os sírios feito uma incursão no território de Israel, levaram consigo uma jovem, a qual ficou a serviço da mulher de Naamã. 3 Ela disse à sua senhora: Ah, se meu amo fosse ter com o profeta que reside em Samaria, ele o curaria da lepra! 4 Ouvindo isso, Naamã foi e contou ao seu soberano o que dissera a jovem israelita. 5 O rei da Síria respondeu-lhe: Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel. Naamã partiu com dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes de festa. 6 Levou ao rei de Israel uma carta concebida nestes termos: Ao receberes esta carta, saberás que te mando Naamã, meu servo, para que o cures da lepra. 7 Tendo lido a missiva, o rei de Israel rasgou as vestes e exclamou: Sou eu porventura um deus, que possa dar a morte ou a vida, para que esse me mande dizer que cure um homem da lepra? Vede bem que ele anda buscando pretextos contra mim. 8 Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei tinha rasgado as vestes, mandou-lhe dizer: Por que rasgaste as tuas vestes? Que ele venha a mim, e saberá que há um profeta em Israel. 9 Naamã veio com seu carro e seus cavalos e parou à porta de Eliseu. 10 Este mandou-lhe dizer por um mensageiro: Vai, lava-te sete vezes no Jordão e tua carne ficará limpa. 11 Naamã se foi, despeitado, dizendo: Eu pensava que ele viria em pessoa, e, diante de mim, invocaria o Senhor, seu Deus, poria a mão no lugar infetado e me curaria da lepra. 12 Porventura os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles e ficar limpo? E, voltando-se, retirou-se encolerizado. 13 Mas seus servos, aproximando-se dele, disseram-lhe: Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse ordenado algo difícil, não o deverias fazer? Quanto mais agora que ele te disse: Lava-te e serás curado. 14 Naamã desceu ao Jordão e banhou-se ali sete vezes, como lhe ordenara o homem de Deus, e sua carne tornou-se tenra como a de uma criança. 15 Voltando então para o homem de Deus, com toda a sua comitiva, entrou, apresentou-se diante dele e disse: Reconheço que não há outro Deus em toda a terra, senão o de Israel. Aceita este presente do teu servo.

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 4,23-30
23 Então lhes disse: Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria. 24 E acrescentou: Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria. 25 Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra; 26 mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27 Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã. 28 A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga. 29 Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo. 30 Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se. 31 Desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e ali ensinava-os aos sábados. 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

Santo Leandro, Bispo de Sevilha,Bispo e confessor.



Nasceu em Cartagena este grande Bispo da Espanha, defensor impertérrito dos interesses da Igreja. Como ele, foram canonizados seus irmãos Fulgêncio e Isidoro e sua irmã Florentina. Já na mocidade gozava Leandro fama de grande sábio. Este renome ainda cresceu com a entrada para a Ordem de S. Bento, em Hispalis. Cumpridor consciencioso de todos os deveres, em pouco tempo Leandro se tornou modelo de religioso perfeito.

Morto o Bispo de Sevilla, foi ele eleito sucessor do mesmo. Reinava naquele tempo Leovegildo, fautor e protetor da seita ariana, e inimigo figadal dos católicos. Foi sempre a maior diligência de S. Leandro confirmar na fé os católicos e chamar os hereges ao aprisco do Bom Pastor.

Grande consolação trouxe-lhe a conversão do príncipe real mais velho, Hermenegildo, que mais tarde, em testemunho da fé, sofreu o martírio. Os resultados estupendos que teve, na propaganda entre os hereges, mereceram-lhe o ódio profundo dos arianos, os quais, por diversas vezes tentaram matá-lo; se não conseguiram seu intento, foi por uma proteção divina visível. Sempre alcançaram do rei, amigo e fautor da seita, que Leandro e o irmão Fulgêncio fossem desterrados do reino. Assim tiraram ao Bispo a possibilidade de trabalhar pessoalmente na diocese. Do desterro, porém, dirigia pastorais aos diocesanos, escrevia contra os arianos, desfazendo-lhes as doutrinas errôneas e refutando-lhes as sofísticas objeções. Decorrido algum tempo, Leandro foi repatriado. O rei, vendo os milagres estupendos que se realizavam no túmulo de seu filho Hermenegildo, arrependeu-se do que tinha feito e estando para entregar a alma a Deus, recomendou ao segundo filho, Recaredo, respeito e obediência ao santo Bispo Leandro. Fez mais: Pediu a este pessoalmente que se interessasse pelos filhos e os instruísse nas verdades da religião. São Gregório Magno escreve que Leovegildo, apesar de ter reconhecido a verdade da religião Católica, não teve coragem nem na hora da morte, de fazer profissão desta mesma fé, receando provocar assim uma sublevação dos arianos. Recaredo converteu-se ao cristianismo, fez valer sua influência, no sentido de reconduzir também os súditos à Igreja-Mãe. A pedido de Leandro, o Papa Gregório Magno convocou um Concílio, no qual se fez representar pelo Bispo de Sevilla. 
Os trabalhos deste Concílio foram coroados de brilhante êxito. Numerosos súditos, leigos e clérigos, seguiram o exemplo do soberano e entraram no grêmio da Igreja Católica. Reconhecendo e aplaudindo o zelo apostólico de Leandro, a história conferiu-lhe mui merecidamente o título de “Apóstolo dos Godos”, sendo principalmente devido aos seus esforços, que estes povos foram arrebatados aos erros do heresiarca Ário. Gregório Magno, numa carta autógrafa a Leandro, deu expansão ao seu grande contentamento, pelo fato inesperado da conversão do povo, mas principalmente do rei. A este fez ver a necessidade da concordância que deve haver, entre as regras da religião e da vida prática. Grande era a veneração que São Gregório dedicava a São Leandro. Testemunham esta veneração as numerosas cartas que lhe dirigiu, e nas quais se recomendava às orações do santo Bispo. O Papa, sabendo que Leandro sofria de gota, escreveu-lhe o seguinte: “Como soube, Vossa Excelência é bastante martirizado pela gota. É o mesmo mal que me acompanha. Que havemos de fazer nas nossas dores, senão lembrarmo-nos dos nossos pecados e agradecer ao bom Deus? Pelas dores na carne seremos purificados dos pecados cometidos pela carne. Cuidemos, pois, que não aconteça passarmos deste sofrimento a outros tormentos ainda maiores”. Esta carta foi um consolo para Leandro, nos seus sofrimentos. Sentindo-se melhor, entregou-se de novo aos trabalhos apostólicos, ensinando os ignorantes, visitando os doentes, consolando e socorrendo os necessitados. Aos ricos recomendava a prática da caridade e aos pobres exortava para que tivessem paciência com a sorte que Deus lhes dera. Interesse particular dispensava aos convertidos; estes, por sua vez, o amavam como a um pai. Se antes da conversão lhe tinham amargurado a vida, pela rebeldia e o ódio, agora lhe prestavam filial respeito e obediência. Leandro pregava quase diariamente. Homem de oração, implantava nos corações de outros, particularmente nos dos religiosos, o amor à oração. Numa carta à irmã Florentina se encontram os mais belos e sábios ensinamentos sobre este assunto, como também sobre o desprezo do mundo. Após uma vida cheia de trabalhos, fadigas, dores e merecimentos, Deus chamou seu fiel servo ao eterno descanso. Leandro, contava 80 anos, quando, em 600, se despediu deste mundo. O corpo do Santo foi entregue na Igreja das Santas Justina e Rufina.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

28 de fevereiro dia de São Romão,Confessor.



   São Romão, que viveu no século 5, foi o primeiro eremita que existiu na França. Natural de Borgonha, entrou bem cedo no célebre e mais antigo mosteiro da França, Ainay.
  Tendo aprendido os princípios da vida religiosa, retirou-se para a solidão, num lugar chamado Condat, entre a Suíça e Borgonha, onde mais tarde se lhe associou o irmão, Lupicino. Algum tempo viveram juntos, entregues às práticas religiosas, quando começaram a experimentar impertinentes perseguições do demônio, que procurou assustá-los de mil modos. Bastante incomodados com as artimanhas do inimigo, retiraram-se daquele lugar, em demanda de um outro. Surpreendidos pela noite, hospedaram-se na choupana de uma pobre mulher. Esta, sabendo do motivo da fuga, disse-lhes: “Fizestes mal em ter abandonado a vossa casa. Se tivésseis lutado com mais coragem e pedido sossego a Deus, teríeis vencido as insídias do demônio”.  Envergonhados com esta advertência, voltaram ao lugar de onde tinham saído e de fato nunca mais o demônio os incomodou.
  A fama dos dois santos homens chamou muita gente ao lugar onde estes moravam, uns para pedir conselho, oração e consolo, outros, a estes em maior número, para, sob sua direção, levar uma vida em Deus. Santo Hilário tinha conferido a Romão as ordens do sacerdócio. Junto com seu irmão Lupicino fundou três conventos: o de Condat, hoje Santa Claude, o de Laucone e de la Baume. Ao redor deste último se agrupou a cidadezinha de St. Romain-de-Roche. Estes conventos gozavam de grande reputação na França, devido ao bom espírito, à vida santa que lá se levava.São Romão era para todos o modelo de perfeição.
  Em certa ocasião fez uma romaria ao túmulo de São Maurício e levou em sua companhia o monge Paládio. À noite os surpreendeu e tiveram de abrigar-se numa gruta, que servia de albergue a dois leprosos. Grande foi o espanto destes, ao avistarem os dois religiosos na pobre habitação. Romão, para convencê-los de que nada precisavam temer, abraçou-os e beijou-os com muito afeto. Quando, no dia seguinte, os romeiros se despediram dos pobres lázaros, Romão fez o sinal da cruz sobre eles e no mesmo momento a lepra os deixou.
  Este grande milagre aumentou ainda mais o grande conceito do Santo, em que o tinha todo o povo. Romão, porém muito se aborreceu com as honras de que o fizeram alvo e retirou-se para o convento de St. Claude, onde morreu no odor de santidade.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Comentários Eleison: CDL(450) - (27 de fevereiro de 2016)



 



A Nova Igreja é ambígua, por completo,
Mas ainda vemos almas inocentes dentro dela.

Um estudo recente da competente Sociedade de São Pio X teologicamente sobre a validade do Novo Rito de Consagração de Novos Bispos introduzido em 1969, fornece notável confirmação do segundo ponto do plano de três pontos da Maçonaria para destruir a Igreja Católica, que o moribundo Cardeal Liénart (1884-1973) supostamente revelou em seu leito de morte. O cardeal foi um neo-modernista líder no Vaticano II e, certamente, ele mesmo um maçom. Antes de citar a partir do resumo do depoimento do Cardeal que apareceu nestes "Comentários" (nº 121, de 31 de outubro de 2009), vamos lembrar aos leitores que a validade de um sacramento católico requer, além de um Ministro válido, forma e matéria válidas   (palavras e ações que estão no centro da cerimônia) e a sacramental   Intenção   de fazer o que a Igreja manda. Todas as outras palavras a serem ditas na cerimônia constituem o   Rito, envolvendo e enquadrando a forma. Agora, a partir do CE 121: -

Segundo o cardeal, o primeiro objetivo da Maçonaria no Conselho era quebrar a missa alterando o rito católico que minava a longo prazo a Intenção Católica do celebrante: "Fazer o que a Igreja manda". Gradualmente, o Novo Rito induzia os sacerdotes e leigos igualmente a encarar a missa como um "memorial" ou "refeição sagrada" do que um sacrifício propiciatório. O segundo objetivo da Maçonaria era quebrar a Sucessão Apostólica por um Novo Rito de Consagração que acabaria por minar o poder da Ordem dos Bispos, tanto por uma Nova Forma invalidando não automaticamente, mas ambiguamente o suficiente para semear a dúvida e, acima de tudo, por um Novo Rito que, como um todo iria eventualmente, dissolver a Intenção sacramental do bispo em consagrar. Isto teria a vantagem de quebrar a sucessão apostólica tão suavemente que ninguém iria notar (. . .)

Não é de hoje que os novos ritos da Missa e Consagração Episcopal correspondem exatamente ao plano maçônico como revelado pelo Cardeal? Desde que estes novos ritos foram introduzidos no final dos anos 60 e início dos anos 70, muitos católicos sérios se recusaram a acreditar que eles poderiam ser usados ​​de forma válida. Infelizmente, eles não são automaticamente inválidos. Quanto mais simples seria, se fossem. Eles são piores. Sua Nova Forma sacramental é católica suficiente para persuadir a muitos celebrante de que eles podem ser usados ​​de forma válida, mas o Novo Rito e Nova Forma são concebidos como um todo para ser tão ambígua e tão sugestiva de uma interpretação não-Católica como para invalidar o sacramento ao longo do tempo corrompendo a Intenção católica de qualquer celebrante que é demasiado "obediente" ou não está vigiando e orando bastante. O Novo Rito é assim válido o suficiente para obter-se aceito por quase todos os católicos, a curto prazo, mas ambígua o suficiente para invalidar os sacramentos, a longo prazo, constituindo uma armadilha satanicamente sutil.

Não há espaço deixado nesta semana nos "Comentários" para fazer justiça ao recente artigo do Pe. Álvaro Calderón, mas vamos apresentar as suas grandes linhas (cuja justificação terá que esperar por um outro problema desses "Comentários"): o Novo Rito de consagração episcopal é um rito inteiramente novo. Como tal, é válido? É certamente ilegítimo, porque nenhum papa tem o direito de fazer tal ruptura com a tradição católica. Por outro lado, no contexto do Novo Rito e sua instituição, a Nova Matéria, Nova Forma e Nova Intenção são muito provavelmente válidos, porque eles significam o que precisam significar e a maioria dos seus elementos vêm de Ritos aceites pela Igreja. Mas a validade não é certa porque a ruptura com a tradição não é legítima, e porque o Novo Rito só é   semelhante   para Ritos aprovadas pela Igreja, e todas as mudanças vão em uma direção modernista. Portanto, a necessidade absoluta de certa validade em ritos sacramentais aplica-se: até que o restaurado Magistério da Igreja pronuncie que o Novo Rito da Consagração é válido e, então, para ser seguro, os novos bispos devem ser reconsagrado condicionalmente, e os novos sacerdotes ordenados apenas pelos Novos Bispos devem ser re-ordenados condicionalmente.

O neo-modernismo é "excepcionalmente escorregadio." Ele foi projetado para ser assim.



Kyrie eleison.
 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.

Rezem todos os dia Santo Rosário

27 de fevereiro dia de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores

  São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, a quem Leão XIII chamava o São Luiz Gonzaga de nossos dias, nasceu em Assis a 1 de março de 1838, filho de Sante Possenti di Terni e Inês Frisciotti. No mesmo dia que viu a luz do mundo, recebeu a graça do batismo, na mesma pia, em que foi batizado o grande patriarca S. Francisco, na Igreja de S. Rufino. O pai do Santo, já com vinte e dois anos era governador da cidade de Urbânia, cargo que sucessivamente veio a ocupar em S. Ginésio, Corinaldo, Cingoli e Assis. Como um dos magistrados dos Estados Pontifícios, gozava de grande estima do Papa Pio IX e Leão XIII honrava-o com sua sincera amizade. A mãe era de nobre família de Civitanova d’Ancona. Estes dois cônjuges apresentavam modelos de esposos cristãos, vivendo no santo temor de Deus, unidos no vínculo de respeito e amor fidelíssimo, que só a morte era capaz de solver. Deus abençoou esta santa união com treze filhos, dos quais Gabriel era o undécimo. Este, no batismo recebeu nome de Francisco, em homenagem a seu avô e ao Seráfico de Assis. Dando testemunho da educação que recebiam na família, no Processo da beatificação do Servo de Deus, os seus irmãos declararam: “Nós fomos educados com o máximo cuidado, no que diz respeito à piedade e à instrução. Nossa mãe era piedosíssima e nos educou segundo as máximas da nossa santa Religião”. Nos braços, sobre os joelhos de uma mãe profundamente religiosa o pequeno Francisco aprendeu os rudimentos da vida cristã e pronunciar os santos nomes de Jesus e Maria.
 A grande felicidade que na infância reinava, experimentou um grande abalo, quando inesperadamente o anjo da morte veio visitar aquele lar e arrebatar-lhe a mãe. D. Inês sentindo a última hora se aproximar, na compreensão do seu dever de mãe cristã reuniu todos os filhos à cabeceira do leito mortal, estreitou-os, um por um, ao seu coração, selou a sua fronte com o último beijo, deu-lhes a bênção, distinguindo com mais carinho os de tenra idade, entre estes, Francisco; munida de todos os sacramentos, confortada pela graça de Deus, na idade de 38 anos deixou este mundo, para, na eternidade, perto de Deus, receber o prêmio de suas raras virtudes. Do pai, o próprio filho Francisco ao seu diretor espiritual deu o seguinte testemunho: Meu pai, declarou, tinha por costume levantar-se bem cedo. Dedicava uma hora à oração e meditação; se neste tempo alguém desejava falar-lhe, havia de esperar pelo fim das práticas religiosas. Terminadas estas, ia à igreja assistir a santa Missa e costumava levar consigo dos filhos os que não fossem impedidos. Finda a santa Missa metia-se ao trabalho. À noite reunia seus filhos e dava-lhes sábios conselhos e úteis exortações. Falava-lhes dos deveres para com Deus, do respeito devido à autoridade paternal e do perigo das más companhias. “Os maus companheiros, dizia ele, são os assassinos da juventude, os satélites de Lúcifer, traidores escondidos e por isso para os temer e deles ter cuidado”. 
  Os biógrafos de Francisco fazem ressaltar em primeiro lugar a extraordinária bondade de coração do menino, principalmente para com os pobres. Muitas vezes ficou ele sem a merenda, por tê-la dado aos pobres. Entre seus irmãos era ele o anjo da paz, sempre pronto para desculpar e para defendê-los, quando acusados injustamente. Não suportava a injúria, fosse ela atirada a si ou a um dos seus. Com a maior facilidade se desfazia de objetos de certo valor, com que tinha sido homenageado. Assim presenteou a um de seus irmãos de uma bela corrente de prata, que tinha recebido de um parente. Estes belos traços no caráter de Francisco não afastam certas sombras que nele subsistiam também. Os que o conheciam meigo, bondoso, compassivo, sabiam-no também ser nervoso, impaciente, irascível. Por felicidade sua o senhor Sante, seu pai não era daqueles que desculpam os caprichos de seus filhos, pretextando serem crianças, sem pensar que mais tarde terão de pagar bem caro esta condescendência e fraqueza. O verdadeiro amor cristão fê-lo combater sem tréguas todos os defeitos. 
 Francisco era obediente e tinha grande respeito ao pai, o que aliás não impedia que diante de uma severa repreensão desse largas ao seu gênio impulsivo, com palavras e gestos demonstrando o seu descontentamento, sua raiva. Mas tudo isto era fogo fátuo. Logo voltava às boas; sua boa índole não permitia, que estas revoltas interiores durassem muito tempo. Era encantador ver, momentos depois, o menino desfeito em pranto, procurar o pai e por seus modos ingênuos e infantis, assegurar-se do perdão e do amor do Sr. Sante. Este, fingindo não dar crédito a estas demonstrações, retrucava bruscamente: “Nada de carícias; quero ver fatos”. Então o menino se atirava ao colo do pai, beijava-o e sentia-se feliz, em ter voltado à paz, com o perdão paterno. Nesta escola de sábia pedagogia Francisco cedo aprendeu combater e vencer seus defeitos. Por algum tempo Francisco ficou entregue aos cuidados de um mestre; depois freqüentou o colégio dos Irmãos das Escolas Cristãs, onde fez rápidos progressos, figurando sempre entre os melhores alunos. Na idade de sete anos fez a sua primeira confissão. Um ano depois, em junho de 1846 recebeu o sacramento da confirmação. Tudo isto prova que o menino já se achava bem instruído nas verdades da nossa fé, graças ao sólido ensino que lhe dispensavam os beneméritos Irmãos Sallistas.
 Nesse mesmo tempo caiu também a data da sua primeira comunhão, para qual se preparou com todo o esmero. Testemunha de vista desse grandioso ato diz: “O fervor com que o vi chegar-se da sagrada mesa, o espírito de fé, que se estampava no seu semblante, o vigor dos seus afetos foram tais, que se chegava a crer ser ele levado por um Serafim”. Esses sentimentos de fé e de piedade, aquelas chamas de amor ao SS. Sacramento não mais se separaram do coração de Francisco nos anos de sua mocidade, nem no meio de uma vida dissipada de certo modo mundana. Não menos certo é que a freqüente recepção da santa comunhão preservou-o de graves desvios no meio das tentações do mundo. Terminados os estudos elementares, o pai pensou em procurar para Francisco uma educação mais elevada, de acordo com a sua posição social e confiou seu filho aos Padres Jesuítas que na cidade de Spoleto dirigiram um colégio. Neste educandário passou Francisco os anos todos de sua mocidade no mundo e chegou a cursar os quatro semestres de estudos filosóficos. Estudante inteligente e cumpridor exato de seu dever que era, deixou boa memória naquele colégio e formavam-se as mais belas esperanças a seu respeito. Ano não passava, que não tirasse um prêmio; no fim dos seus estudos foi distinguido com uma medalha de ouro. Mestres e colegas igualmente o estimavam. Tudo nele encantava: os seus modos delicados e gentis, a modéstia no falar, o sorriso benévolo que lhe afloravam aos lábios, o garbo com que se sabia ver em circunstâncias mais solenes, os sentimentos nobres que dominam em todo o seu proceder. Aos seus mestres devotava sempre a máxima estima e profunda gratidão. 
Das práticas de piedade era rígido observador e com regularidade freqüentava os santos sacramentos. Não há dúvida, que, dada a ocasião, o seu gênio impetuoso e quente o levava a transportes de veemência e de cólera. Mais estes excessos eram sempre seguidos de lágrimas de arrependimento e de penitência. Desde a sua infância mostrou devoção particular a Nossa Senhora das Dores, uma imagem da qual se conservava em sua família; e cabia-lhe a ele adorná-la de flores e manter acesa uma lâmpada diante da estátua. Afirma um dos seus irmãos, Eurique Possenti, que viu Francisco, no último ano que passou em casa, usar de cilício de couro com pontinhas de ferro. Outro testemunho, da família Parenzi, declara: “Sua conduta religiosa e moral tem sido irrepreensível; dada a grande vigilância de meus pais, não teria sido admitido em nossa família, se não fosse realmente virtuoso”. Para completar a imagem do jovem estudante e assim melhor poder compreender a mudança que nele mais tarde se efetuou, tenha aqui lugar a descrição da solene distribuição de prêmios, da última em que Francisco tomou parte no colégio dos Jesuítas em Spoleto, em setembro de 1856. Os melhores alunos tinham sido escolhidos para abrilhantar a cerimônia com discursos e declamações poéticas. Entre eles Francisco ocupava o primeiro lugar. Ninguém se lhe igualava em elegância exterior, no garbo de representar, na graça de declamar, na graciosidade da gesticulação, no timbre encantador da voz. Podendo representar no palco, parecia estar no seu elemento e fazia-o com toda a naturalidade e perfeição. Em sua aparência não deixava nada a desejar: tudo obedecia às exigências da última moda: o cabelo esmeradamente penteado, o traje elegante e ricamente adornado, as luvas brancas, gravata de seda, sapatos luzidios e artisticamente acabados, a tudo isso Francisco ligava máxima importância. Em certa ocasião recitou com tanto ardor e tamanho foi o entusiasmo que excitou no auditório, que o delegado apostólico Mons. Guadalupe, que presente se achava, ao pai de Francisco que ao seu lado se achava disse: “se vosso filho aqui presente estivesse, abraçava-o em vosso lugar”.

As raras qualidades morais, que o adornavam, a figura simpática e atraente na flor da mocidade, a extrema vivacidade que nele se observava, não deixaram de emprestar-lhe um leve sombreado de vaidade, que de algum modo chegou a dominá-lo. Esta vaidade se lhe patenteava na exigência que fazia no modo de se trajar, sempre na última moda, de perfumar o cabelo e este sempre tratado com cuidado, de se aborrecer com uma nódoa por mais insignificante que fosse, no fato, no amor que tinha a divertimentos alegres e aos esportes mundanos. O inimigo das almas tirou proveito dessas fraquezas. Se não conseguiu roubar-lhe a inocência, não foi porque não lhe poupasse contínuos assaltos, bem sucedidos. A paixão pelo teatro, a verdadeira mania por bailes, o amor à leitura de romances eram tantos escolhos, tantos perigos, que é de admirar que o jovem Francisco não caísse presa das ciladas diabólicas. Tão pronunciada era sua paixão às danças, que lhe importou a alcunha de “bailarino”. Assim um dos seus mestres, Pe. Pinceli, Jesuíta, quando soube da inesperada fuga de Possenti do mundo para o convento, disse: “O bailarino fez isto? Quem esperava uma tal coisa! Deixar tudo e fazer-se religioso no noviciado dos Padres Passionistas!”
 Francisco bem conhecia o perigo em que nadava, e não faltava quem o chamasse à atenção, o lembrasse da necessidade da oração, da vigilância, da mortificação, da devoção a Jesus e Maria, de não perder de vista a eternidade, etc. Em uma carta que lhe escreveu o Pe. Fedeschini, S. J. há todos estes avisos; o conselho de fugir das más companhias, de dar desprezo à vaidade no vestir e falar, de largar o respeito humano, de fazer meditação diária e receber os sacramentos. Com todas as leviandades e suas perigosas tendências para o mundo, Francisco não deixava de ser um bom e piedoso jovem, a quem homens sábios e virtuosos não pudessem escrever com confiança, benevolência e estima e cujas palavras não fossem aceitas com respeito e gratidão. “Muitas vezes” – diz quem bem o conhecia – “Possenti sentiu o chamado de Deus, de deixar a vida no mundo e trocá-la com o estado religioso”. Seu diretor, Pe. Norberto, Passionista, declara: “A vocação, se bem que descuidada e sufocada, estava nele havia muito tempo e ele a sentiu desde os mais tenros anos. Muitas vezes o servo de Deus disse-me isto, lastimando a sua ingratidão e indiferença”. O mesmo sacerdote relata: “A sua vocação se manifestou do seguinte modo: Não sei em que ano foi, sentiu-se ele acometido de um mal, que o fez pensar na morte. Teve então a inspiração de prometer a Deus entrar numa Ordem religiosa, caso recuperasse a saúde. A promessa foi aceita, pois melhorou prontamente e em pouco tempo se achou restabelecido. A promessa ficou como se não fosse feita. O jovem tornou a dar o seu afeto ao mundo e se entregou à dissipação como antes. Não tardou que Deus lhe mandasse outra enfermidade, uma inflamação interna e externa da garganta, tão grave, que parecia a morte iminente já na primeira noite, tornando-se-lhe dificílima à respiração. Novamente o enfermo recorreu a Deus e invocando Santo André Bobola, aplicou ao lugar dolorido uma estampa do mesmo Santo, e renovou a promessa de abraçar o estado religioso. As melhoras se acentuaram quase instantaneamente e teve o enfermo uma noite tranquila e não mais voltaram as angústias da dispneia. Deste extraordinário favor o jovem se lembrou sempre com muita gratidão. Manteve também por algum tempo o propósito de fazer-se religioso, mas diferindo-lhe a execução, o amor ao mundo voltou e no mundo continuou a viver. Das paixões de Francisco, uma das mais fortes foi a da caça. A esta paixão ele pagava tributos bem pesados e seu diretor espiritual não hesitou em atribuir a este esporte a cruel moléstia, que o ceifou na flor da idade. Certa vez, em pular uma cerca, chegou a cair e com tanta infelicidade, que quebrou-lhe um osso do nariz. O fuzil disparou e o projétil passou-lhe retinho pela testa, pouco faltando que lhe rebentasse o crânio. Francisco reconhecendo logo a providência deste aviso, renovou a sua promessa. Ficou com as cicatrizes, mas deixou-se ficar no mundo.
 A graça divina também não se deu por vencida. Rejeitada três vezes, tentou um quarto golpe, mais doloroso ainda. De todos de sua família Francisco dedicava terníssima amizade a sua irmã Maria Luzia, nove anos mais velha que ele, e esta amizade era correspondida com todo afeto. Em 1855 irrompeu em Spoleto a cólera e Maria Luiza foi a primeira vítima da terrível epidemia. Foi no dia Corpus Christi, e a notícia alcançou Francisco, quando, na procissão, levava a cruz. A morte da irmã feriu profundamente o coração do jovem e mergulhou sua alma em trevas nunca antes experimentadas. Perdeu o gosto de tudo e se entregou a uma tristeza inconsolável. Parecia, que com este golpe a graça divina tivesse removido o último obstáculo de a promessa se cumprir. Assim ainda não foi. Todo acabrunhado, Francisco manifestou ao pai sua resolução de entrar para o convento chegando a dizer que para ele tudo se tinha acabado nesta vida. Possenti, receando perder seu filho a quem muito amava, não recebeu bem a comunicação e pediu-lhe nunca mais tocasse neste assunto. Aconselhou-o a se distrair, a afastar os pensamentos tristes a procurar a sociedade, freqüentar o teatro; chegou a insinuar-lhe a idéia de procurar a amizade de uma donzela distinta, de família igualmente conceituada, na esperança de nos entendimentos inocentes ela conseguir de fazê-lo esquecer-se dos seus intentos religiosos. Na igreja metropolitana de Spoleto gozava de uma veneração singular uma imagem de Nossa Senhora; a esta imagem chamava simplesmente “a Icone”. Na oitava do dia 15 de agosto esta imagem era levada em solene procissão por dentro da igreja e não havia quem não se ajoelhasse à sua passagem. 
Em 1856 Francisco Possenti achava-se no meio dos fiéis e todo tomado de amor por Maria Santíssima, os seus olhos se fixavam na venerada imagem como que esperando por uma bênção especial. Pois, quando a “Icone” vinha aproximando-se do jovem, parecia ela lhe atirar um olhar todo especial e lhe dizer: “Francisco, o mundo não é para ti; a vida no convento te espera”. Esta palavra, qual uma seta de fogo cravou-lhe no coração; assim saiu da igreja desfeito em lágrimas. Estava resolvido a realizar desta vez o plano de alguns anos. Tratou, porém, de não dar por enquanto nenhuma demonstração do seu intento. Embora certo de sua vocação, mas desconfiando da sua fraqueza, e para não ser vítima de uma ilusão procurou seu mestre no liceu e diretor espiritual Pe. Bompiani, Jesuíta e a ele se abriu inteiramente, fazendo do conselho do mesmo depender sua resolução definitiva. O exame foi feito com toda sinceridade e tendo tomado em consideração todos os fatores influentes no passado da vida do jovem, o Pe. Bompiani não duvidou de se tratar de uma vocação verdadeira e animou o jovem a seguí-la. Consultas que fez com mais dois sacerdotes de sua inteira confiança, tiveram o mesmo resultado. Francisco se resolveu então a pedir sua admissão na Congregação dos Passionistas. Comunicar ao pai a resolução tomada, não foi fácil. Mas desta vez o Sr. Sante, homem consciencioso, vendo a aflição e a firmeza de seu filho, não mais se opôs; tomado, porém, de espanto quando soube que a Congregação por Francisco escolhida, a dos Passionistas, era de todas a mais austera. Se bem que não se opusesse à vontade do filho, tratou de procrastinar a execução do seu plano e impor condições. 
Francisco, porém, ficou firme. Tomou ainda e pela última vez, parte na solenidade da distribuição dos prêmios, no colégio dos Jesuítas, fez como sempre um papel brilhante no palco, despediu-se dos seus professores, dos seus amigos e em companhia de seu irmão Luiz, da Ordem Dominicana, por ordem de seu pai, fez uma visita a seu tio Cesare, cônego da Basílica de Loreto e a um parente de seu pai, Frei João Batista da Civitanova, guardião de um convento dos capuchinhos, levando para ambos carta de Sante Possenti em que este pedia examinassem a vocação do jovem. Tanto o cônego como o capuchinho carregaram bastante as cores da vida austera na Congregação dos Passionistas, que absolutamente não lhe conviria, a ele, moço de dezoito anos, acostumado a seguir às suas vontades, sem restrição de comodidades. A visita à Santa Casa em Loreto Francisco aproveitou largamente para recomendar-se a N. Sra. Não mais arredou do caminho encetado. De Loreto foi para convento Morrovale, dos Passionistas onde já em 21 de setembro de 1856 recebeu o hábito com o nome de Gabriel dell’Adolorata. Admitido no noviciado, escreveu ao pai e aos irmãos, comunicando-lhes o fato. Ao pai pede perdão, aos irmãos recomenda amor filial e boa conduta. A carta, embora de simplicidade encantadora, é um documento admirável de sentimento filial e católico. Aos companheiros seus de estudo dirigiu cartas também. Despede-se, pede perdão de maus exemplos que julgava ter dado; aconselha-os a fugir das más companhias, do teatro, das más leituras e das conversas inúteis. 
Convencidíssimo da sua vocação religiosa, longe do mundo, da sociedade e da família, não mais teve outro ideal que subir as culminâncias da perfeição. Inconfundível era sua personalidade no meio dos seus companheiros do noviciado. Sem perder as notas características do seu caráter, a jovialidade, a alegria de espírito, a amenidade de trato, era ele inexcedível não só na exatidão do cumprimento dos exercícios regulares, como também na prática das virtudes cristãs e monásticas. E se perscrutarmos as causas profundas desta mudança radical na vida de Gabriel, duas conseguiremos encontrar, aliás suficientes e esclarecedoras: o ardente amor a Jesus Crucificado, à Santa Eucaristia, sua devoção singular a Mãe de Deus, em particular à Nossa Senhora das Dores e sua inalterada mortificação, por meio da qual deu morte aos seus desordenados apetites, um por um. Tendo corrido o ano de provação, Gabriel foi admitido à profissão e mandado para várias casas da Congregação, com o fim de completar os seus estudos de teologia. Durante os anos de preparação para o sacerdócio, superiores e companheiros viram no santo jovem o modelo mais perfeito de todas as virtudes, e cumpridor exatíssimo dos seus deveres. Quando chegou à idade de vinte e três anos, anunciaram-se os primeiros sintomas da moléstia, que no prazo de um ano havia de levá-lo ao túmulo: a tuberculose pulmonar. O longo tempo da sua enfermagem Gabriel o aproveitou para ainda mais se aprofundar na sua devoção predileta à Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo e à Maria Santíssima, mãe das dores. 
Em fevereiro de 1862 ainda pôde andar e receber a santa comunhão na igreja, junto com seus companheiros. Inesperadamente o mal se agravou; foi preciso avisá-lo para receber os últimos sacramentos. A notícia assustou-o por um momento só; mas imediatamente recuperou a habitual calma, que logo se transformou numa alegria antes nunca experimentada. O modo de receber o santo viático comoveu e edificou a todos que assistiram. Não mais largava a imagem do crucificado, que cobria de beijos, e ao seu alcance tinha a estátua de N. Sra. das Dores, que freqüentemente apertava ao seu peito, proferindo afetuosas jaculatórias, como estas: “Minha mãe, faze depressa!” – “Jesus, Maria, José, expire eu em paz em vossa companhia!” – “Maria, mãe da graça, mãe da misericórdia, do inimigo nos protegei, e na hora da morte nos recebei”. – Poucos momentos antes do desenlace, o agonizante, que parecia dormir, de repente, todo a sorrir, virou o rosto para esquerda, fixando olhar para um determinado ponto. Como que tomado de uma grande comoção diante de uma visão impressionante, deu um profundo suspiro de afeto e nesta atitude, sempre sorridente, com as mãos apertando as imagens do crucifixo e da Mater dolorosa, passou desta vida para a outra.

Assim morreu o santo jovem na idade de vinte e quatro anos, na manhã de 27 de fevereiro de 1862. Foi sepultado na igreja da Congregação, em Isola Del Gran Sasso. Trinta anos depois fêz-se o reconhecimento do seu corpo. Nesta ocasião com o simples contacto de suas relíquias verificou-se a cura prodigiosa de uma jovem que a tuberculose pulmonar tinha reduzido ao último estado. Reproduziram-se aos milhares os prodígios que foram constatados à invocação do Santo. Em 1908 o Papa Pio X inscreveu o nome de Gabriel da Virgem Dolorosa no catálogo dos Beatos e em 1920 Bento XV decretou-lhe as solenes honras da canonização.
Pio XI estendeu a sua festa a toda a Igreja, em 1932. 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Doações para Mosteiro

 +
PAX
 
 
Queridos fiéis sejam benfeitores e os que são benfeitores deem uma ajuda extra , pois Monastério da Santa Cruz esta necessitando de de sua ajuda para a Sagração Episcopal de Dom Tomás de Aquino. Agradecemos toda as ajuda enviada. Os irmãos estão em constante oração pelas suas intenções.
 Queridos benefactores, el Monasterio de la Santa Cruz necesita su ayuda para la Consagración Episcopal de Dom Tomás de Aquino. Agradecemos toda la ayuda enviada. Los hermanos están en constante oración para sus necesidades.
Dear benefactors, the Monastery of the Holy Cross needs your help for the Consecration of Dom Thomas Aquinas. We appreciate all the help sent. The brothers are in constant prayer for your needs.
Chers bienfaiteurs, le Monastère de la Sainte Croix besoin de votre aide pour la sacre de Dom Thomas d'Aquin. Nous apprécions toute l'aide envoyé. Les frères sont dans la prière constante pour vos besoins.
E os que não puderem ajudar financeiramente rezem o Santo Rosário nesta intenção da Sagração.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Lojinhadoconvento com seu proprio gmail.

LOJINHA DO CONVENTO 
Gostaria de informar contato para ajuda de nosso apostolado de quem compra nossos artigos religiosos mudou o atendimento agora:
 lojinhadoconvento@gmail.com

24 de fevereiro dia de São Matias,Apostolo.

25/02 Quinta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Vermelhos
  
  São Matias entre os 72 discípulos de Jesus Cristo. Os Atos dos Apóstolos referem que São Matias foi eleito pelos Apóstolos, para substituir o traidor Judas Iscariotes, e esta eleição se fez nos dias depois da gloriosa Ascensão de Jesus Cristo e antes da vinda do Espírito Santo.Da vida anterior do Apóstolo, do lugar de sua origem, nada sabemos. O que lemos de sua atividade apostólica, da sua morte, não traz o cunho da certeza histórica. Os martirológicos gregos afirmam que Matias pregou o Evangelho na Judéia, em Jerusalém, depois da Etiópia, onde fundou um bispado e terminou a vida na cruz. Outras fontes históricas confirmam a comunicação do martirológio grego e acrescentam que Matias morreu em Sebastópolis, onde foi sepultado perto do templo do sol. Há outros historiadores que discordam radicalmente das fontes citadas, nada dizendo do martírio do Apóstolo, mas afirmam que Matias morreu em Jerusalém e lá foi sepultado. Há ainda uma terceira versão, segundo a qual Matias teria sido apedrejado pelos judeus e decapitado.A história deixa-nos, portanto, por completo na ignorância relativamente ao tempo e ao lugar da morte ou Martírio de São Matias. A mãe de Constantino o Grande, Santa Helena, trouxe as relíquias de São Matias para Roma. Uma parte destas relíquias é venerada na Igreja antiquíssima de São Matias em Tréves (Alemanha) e outra na Igreja Santa Maria Maggiore em Roma. 


Leitura da Epístola do Profeta

Jeremias 17,5-10
5Eis o que diz o Senhor: Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor!6Assemelha-se ao cardo da charneca e nem percebe a chegada do bom tempo, habitando o solo calcinado do deserto, terra salobra em que ninguém reside.7Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor.8Assemelha-se à árvore plantada perto da água, que estende as raízes para o arroio; se vier o calor, ela não temerá, e sua folhagem continuará verdejante; não a inquieta a seca de um ano, pois ela continua a produzir frutos.9Nada mais ardiloso e irremediavelmente mau que o coração. Quem o poderá compreender?10Eu, porém, que sou o Senhor, sondo os corações e escruto os rins, a fim de recompensar a cada um segundo o seu comportamento e os frutos de suas ações.
 
Sequência do Santo Evangelho segundo 

São Lucas 16,19-31
19Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava.20Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico.21Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico... Até os cães iam lamber-lhe as chagas.22Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado.23E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio.24Gritou, então: - Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas.25Abraão, porém, replicou: - Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento.26Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá.27O rico disse: - Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos,28para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos.29Abraão respondeu: - Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos!30O rico replicou: - Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão.31Abraão respondeu-lhe: - Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

24 de fevereiro dia de São Sergio, Mártir.

 http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/335992/gd/129851092862/Santo-Do-Dia-Sao-Sergio-24-de-Fevereiro.jpg
Conta a tradição que no anos de 304, era a mais violenta perseguição aos católicos. Sapricio, homem que administrava a Capadócia e a Armênia, ordenou que todos os cristãos da cidade fossem levados ao templo pagão para prestar homenagens ao deus Júpiter. Caso contrário, seriam mortos.
São Sério, a essa época, havia largado sua profissão de magistrado para se retirar a vida monástica, no deserto. Ele estava junto a multidão de cristãos, mesmo em ninguém tê-lo denunciado.
Quando chegou, causou surpresa e toda atenção dos fieis se voltou pra ele, o que causou confusão. Os que preparavam o culto pagão ficaram irritados, disseram que era preciso que todos participassem do culto a Júpiter, pois o deus estava insatisfeito e por isso não atendia as necessidades do povo.
A presença do monge apagou os fogos preparados para o sacrifício. O que irritou ainda mais os pagãos.
São Sérgio, então se colocou à frente e explicou que a razão da impotência dos deuses pagãos era que estavam ocupando um lugar indevido e que só existia um único e verdadeiro Deus onipotente, o venerado pelos cristãos.
 Diante da imagem Júpiter os sacerdotes pagãos acusavam os cristãos e os condenavam, com o motivo de serem eles os culpados da omissão dos deuses diante das necessidades do povo. Encorajado por Deus, São Sérgio levantou-se para denunciar as mentiras e anunciar no poder do Espírito Santo o Evangelho. Depois de fazer um lindo trabalho de evangelização, São Sérgio foi preso e no século IV partiu para a Glória.
São Sérgio, rogai por nós para os modernistas deixem seu ecumenismo e que não se dobram diante de deuses.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Comentários Eleison: CDXLV (448) - (20 de fevereiro de 2016)



 


  Um terceiro bispo para a "resistência" é planejado, como no ano passado em 19 de março, no mosteiro perto de Nova Friburgo no Brasil. Ele é o seu Prior, Pe. Tomás de Aquino, guerreiro fiel e veterano da guerra pós-conciliar pela fé. 

Os BISPOS

A FSSPX não está de nenhuma forma "fora de perigo".
Bispos resistentes devem "cumprir o prometido"!

Desde o Capítulo Geral de julho de 2012, quando sob a direção de Dom Fellay da Sociedade de São Pio X tomou uma guinada decisiva rumo a um acordo de compromisso com Roma Conciliar, católicos da Tradição já se perguntavam onde os dois outros bispos da FSSPX estariam, o Bispo Tissier de Mallerais (BPT) e Dom de Galarreta (BPG), porque ambos têm sido bastante discretos em público desde então. No entanto, as palavras firmes faladas por cada um deles no mês passado aumentaram as esperanças para o futuro da FSSPX. São as esperanças justificadas? Católicos podem precisar permanecer em guarda...
O sermão Confirmações do BpT dada em 31 de janeiro, em Saarbrücken, na Alemanha, não poderia ter sido mais reta ou clara. Por exemplo:   Na confrontação da FSSPX com Roma, nunca poderá ir para um compromisso ou jogo duplo. Nós nunca poderíamos negociar com Roma, enquanto os representantes da Nova Igreja  (sic)   agarram-se aos erros do Concílio Vaticano II. Qualquer conversa nossa com Roma deve ser inequívoca, e tem como finalidade a conversão dos representantes da Nova Igreja de volta à nossa única verdade da Tradição Católica. Nenhum compromisso ou jogo duplo até que eles tenham superado os erros conciliares, e se convertido de volta para a Verdade.
Admiráveis ​​palavras! Equidade não é um problema do BpT (Tissier). Ele não é político, que Deus o abençoe. Seu problema é que, quando se trata de colocar palavras em ação, o seu "Cinqueterarismo" faz com que ele obedeça a seu superior e volte para a linha com os políticos da SSPX HQ em Menzingen. Nada indica que isso não vá acontecer novamente desta vez, mas podemos orar sempre que, como diz o provérbio, "Mesmo um verme pode mudar." BPT está  longe de ser um verme, mas ele está se escondendo de si mesmo, ou realmente não pode ver a malícia cheia de ação de Menzingen. Não é apenas a unidade e o bem-estar da FSSPX que está em jogo, mas a fé católica.
Pelo contrário, BpG (Galarreta) é um político. Infelizmente não temos o texto completo da conferência que deu em Bailly, França, em 17 de janeiro, porque suas palavras exatas contam, por isso só podemos citar um resumo dos seus principais pensamentos:   As últimas propostas teológicas e canônicas de Roma para um acordo de Roma-FSSPX permanece inaceitável, mas o Papa certamente quer um acordo e ele é perfeitamente capaz de substituir seus próprios funcionários e impor um reconhecimento "unilateral" sobre a FSSPX. Tal reconhecimento definitivamente poderia prejudicar a FSSPX internamente, mas se a FSSPX não fizer nada para obtê-lo, então não há nada que a SSPX possa fazer sobre isso. No entanto, uma vez mais a Providência iria assistir ao trabalho do arcebispo.
Mas, Sua Excelência, Menzingen tem agora por muitos anos fazendo todo o possível, por meio de negociação política, chegar a um reconhecimento oficial por Roma, e sua eventual obtenção "unilateral" seria um mero pretexto para enganar os tradicionalistas, a fim de vender para a FSSPX sob o pretexto alegado, sem dúvida, com a permissão de Roma, nos bastidores, de que foi culpa de Roma. Mas o fato permaneceria de que a Sociedade do Arcebispo finalmente seria traída e você com suas próprias palavras "Não, não, mil vezes não... mas, possivelmente, sim "   teria de responder por não ter feito tudo o que podia e devia ter feito para bloquear a sua traição.
Em resumo, esse sistema emergencial de iluminação da Igreja Universal na escuridão Conciliar, que é a Fraternidade São Pio X, está por si só piscando e em perigo de nenhuma luz mais dar. Por isso que a equipe de reparo para sustentar a iluminação de emergência, que é a "resistência", ainda é necessária, e que a equipe precisa de uma suficiência de bons capatazes. Um terceiro bispo para a "resistência" é planejado, como no ano passado em 19 de março, no mosteiro perto de Nova Friburgo no Brasil. Ele é o seu Prior, Pe. Tomás de Aquino, guerreiro fiel e veterano da guerra pós-conciliar pela fé. Que Deus esteja com ele, e com todos os servos humildes e fiéis de Deus.


Kyrie eleison.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário