quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

A importância de fazer o jejum na quaresma

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Pratica-se o jejum para ajudar a resistir as tentações

1. Primeiro, para reprimir as concupiscências da carne. Donde o dizer o Apóstolo (2 Cor 6, 5): «Nos jejuns, na necessidade», porque o jejum conserva a castidade. Pois, como diz Jerônimo, «sem Ceres e Baco Vênus esfria», i. é, pela abstinência da comida e da bebida a luxúria se amortece.

2. Segundo, praticamos o jejum para mais livremente se nos elevar a alma na contemplação das sublimes verdades. Por isso, refere a Escritura que Daniel (Dn 10), depois de ter jejuado três semanas, recebeu de Deus a revelação.

3. Terceiro, para satisfazer pelos nossos pecados. Por isso, diz a Escritura (Jl 2, 12): «Convertei-vos a mim de todo o vosso coração em jejum e em lágrimas e em gemido». E é o que ensina Agostinho num sermão: «O jejum purifica a alma, eleva os sentidos, sujeita a carne ao espírito, faz-nos contrito e humilhado o coração, dissipa o nevoeiro da concupiscência, extingue os odores da sensualidade, acende a verdadeira luz da castidade».

O jejum é objeto de preceito. Pois o jejum é útil para delir e coibir as nossas culpas e elevar-nos a mente para as coisas espirituais. Ora, cada um está obrigado, pela razão natural, a jejuar tanto quanto lhe for necessário para conseguir tal fim. Por onde, o jejum, em geral, constitui um preceito da lei natural. Mas, a determinação do tempo e do modo de jejuar, conforme à conveniência e à utilidade do povo Cristão, constitui um preceito de direito positivo, instituído pelos superiores eclesiásticos. E tal é o jejum da Igreja, diferente do jejum natural.

Os tempos de jejum estão convenientemente determinados pela Igreja. O jejum é ordenado por dois motivos: para delir a culpa e para nos elevar a mente às coisas espirituais. Por isso, os jejuns foram ordenados especialmente naqueles tempos em que, sobretudo, devemos os fiéis nos purificar dos pecados e elevar a mente a Deus pela devoção. O que sobretudo se dá antes da solenidade Pascal, quando as culpas são delidas pelo batismo, celebrado solenemente na vigília da Páscoa, em memória da sepultura do Senhor; pois, pelo batismo, somos sepultados com Cristo para «morrer ao pecado», na frase do Apóstolo (Rm 6, 4). E também na festa Pascal devemos, sobretudo, pela devoção, elevar a mente à glória da eternidade, a que Cristo deu começo pela sua ressurreição. Por isso, imediatamente antes da solenidade Pascal, a Igreja nos manda jejuar; e pela mesma razão, nas vigílias das principais festividades, quando devemos nos preparar devotamente para celebrar as festas que se vão celebrar.
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Jejum por Padre Júlio Maria

A Igreja, ciosa de seguir em tudo as prescrições e os conselhos do Divino Mestre, prescreveu o jejum e a abstinência, como penitência, em certos dias do ano.
O jejum consiste em privar-se de uma parte dos alimentos habitualmente usados, e refere-se à quantidade do mesmo alimento.
A abstinência consiste em privar-se de carne em certos dias, por espírito de penitência, e refere-se, pois, à qualidade do alimento.
Jesus Cristo prescreve o jejum sem indicar o dia deste jejum; aconselha esta prática como meio de alcançar o perdão das faltas, de expiá-las e de domar as paixões da carne. Tudo isto está claramente indicado na Bíblia.
Não tendo Jesus indicado o tempo, nem o dia destas penitências, cabe à Igreja determiná-los, para que os conselhos e preceitos do Salvador não fiquem esquecidos.
Percorramos, meu caro crente, os exemplos, os conselhos e preceitos do jejum, indicando bem os passos, para que o amigo os possa verificar em sua Bíblia.
II – Preceito do jejum:Digo logo, para espantar o meu amigo crente, que o jejum constitui não simplesmente um conselho ou uma lei eclesiástica, mas sim uma lei divina, como a oração e a esmola.
A prova é simples: o que Jesus Cristo une num mesmo preceito, deve possuir a força deste preceito. Ora, lemos em S. Mateus que o Salvador fez três preceitos para cumprir a lei e as profecias: esmola, oração e jejum.
O capítulo VI de S. Mateus é a majestosa exposição desta verdade. Jesus Cristo diz ao terminar: Quando jejuardes, não vos mostreis tristes... Ungi as vossas cabeças e lavai o vosso rosto... para não parecer aos homens que jejuais, mas a vosso Pai, que vos recompensará (16,17,18).
Em outro lugar o Salvador ensina que há tentações, que só se combatem à força de oração e do jejum (Mt 17, 20).


Ora, todos nós somos tentados. Todo homem é tentado pela sua própria concupiscência, diz S. Tiago (1, 14). Para resistir a estas tentações precisamos, pois, recorrer à oração e ao jejum.
Eis já o quanto é claro e irrefutável.
Examinemos agora se o tal preceito foi praticado pelo próprio Salvador.
III – Exemplo de Jesus Cristo:O grande modelo a imitar é Jesus Cristo. Ele é o caminho: Ego sum via veritas et vita (Jo 14,6). Ora, lemos em S. Mateus que antes de iniciar a sua grande obra – a fundação da Igreja – o Salvador foi conduzido ao deserto, onde jejuou durante quarenta dias e quarenta noites (Mt 4,1-2).
Como é que os amigos protestantes, que pretendem seguir a Bíblia à risca, não imitam a Jesus Cristo jejuando, em vez de atacarem o jejum praticado pelos católicos, em imitação do seu divino modelo? Que contradição! A Bíblia está repleta de exemplos de jejum. Em toda parte, em todas as necessidades encontramos a oração e o jejum, como duas práticas inseparáveis, para aplacar a Deus e obter os seus benefícios.
O jejum é como o sustento da oração. É boa a oração acompanhada do jejum, diz Tobias (12,8). Voltei meu rosto para o Senhor, meu Deus, para o rogar, o conjurar em jejuns, diz Daniel (9,3-4).
O ímpio Acab, provocando a justiça de Deus, por causa da vinha de Nabot, jejuou coberto de um cilício e alcançou certa indulgência.
Os ninivitas, urgidos que fizessem penitência, observavam o jejum, para alcançarem a clemência de Deus, etc., etc.
IV – A origem da quaresma:A quaresma, ou os quarenta dias de jejum, praticados na Igreja Católica, foi instituída pelos Apóstolos, em lembrança do Jejum de Jesus Cristo.
A prova desta asserção encontra-se na regra traçada por Santo Agostinho: “Toda prática, diz ele, recebida por toda a Igreja e cuja origem não pode ser atribuída nem a um bispo, nem a um papa, nem a um concílio, deve ser considerada como uma instituição apostólica.”
Ora, a quaresma foi sempre observada por todas as nações cristãs e não se pode fazer remontar a sua origem a uma instituição humana, posterior ao tempo dos apóstolos; logo foi instituída por eles.
Os amigos protestantes dizem que tal prática foi instituída pelo Concílio de Nicéia. É falso, pois o Concílio de Nicéia realizou-se em 325, e encontramos já nos escritos de Tertuliano e de Orígenes, no ano 200, a menção positiva da quaresma.
S. Jerônimo, no ano 400, escreveu: “Segundo a instituição apostólica, observamos um jejum de 40 dias.” (Ep. ad Marcel. ).
S. Leão é mais positivo ainda: “Foram os apóstolos, -diz ele- que, por inspiração do Espírito Santo, estabeleceram a quaresma.”
“Jejuamos em qualquer outro tempo, - diz também S. Agostinho- se quisermos, mas durante a quaresma, pecamos se não jejuamos”.
Eis, pois, bem demonstrado que a quaresma é uma instituição dos Apóstolos, instituída por eles, talvez por ordem ou conselho de Jesus Cristo, para lembrar e imitar o jejum de 40 dias do próprio Salvador.
V – O jejum na antiga e nova lei:O jejum da sexta-feira, como já disse, não existe senão na cabeça do protestante à cata de objeções; mas se existisse, teria inda a sua razão de ser, o seu fundamento. Este fundamento seria a Lei da Igreja.
A Sagrada Escritura prova a necessidade do jejum, sem determinar os dias deste jejum. Os apóstolos instituíram a quaresma. A Igreja de Jesus Cristo possui uma autoridade divina, igual à autoridade dos apóstolos, pois o papa é o legítimo sucessor dos apóstolos. É, pois, inegável que o Papa possa prescrever jejuns ou suprimí-los, em certos dias, para um fim útil ou conveniente. O jejum, como mortificação do corpo, é um preceito divino; o modo prático de exercê-lo deve ser regulamentado pela Igreja, por lei eclesiástica, que obriga a consciência.
A Igreja recebeu do seu divino Fundador o poder de legislar, ou formar leis; tal poder pertence necessariamente à autoridade de governar que S. Pedro recebeu do Salvador: Dixit ei (Pedro): Pasce oves meas (Jo 21,17).
Não se pode negar este poder à autoridade eclesiástica, tanto mais que a antiga lei dava tal poder a seus chefes, como lemos na Bíblia.
Jozafaz fez publicar um jejum em toda a Judéia, o que foi aprovado pelo Senhor, que lhe concedeu o favor implorado.
Esdras publicou também um jejum pela feliz jornada dos judeus que voltaram do cativeiro da Babilônia. Publiquei um jejum, diz ele; nós jejuamos, pois, e tudo nos sucedeu com felicidade (1Esd 8,21-23).
Jeremias publicou igualmente um jejum em Jerusalém, para toda a multidão que vinha de Judá, a fim de aplacar as vinganças do Senhor (Jer 36,9).
O profeta Zacarias faz menção de quatro jejuns, ordenados por Deus (Zac 3,19).
Eis como a Igreja do Antigo Testamento preceituava o jejum e determinava o tempo e o modo de praticá-lo, por ordem divina. É, pois, lógico que a Igreja do Novo Testamento goze do mesmo poder de que gozava a Igreja antiga, que era apenas o esboço, o símbolo e a Imagem da Igreja de Cristo.
VI – A abstinência de carne:Devemos, pois, concluir que a Igreja tem o direito de impor, em certos dias determinados, o dever de jejuar e de abster-se de certos alimentos por lei positiva do poder eclesiástico.
Se tem o poder de prescrever o jejum, deve ter também o de prescrever a abstinência de certos alimentos. Tal abstinência não é novidade; existiu na lei antiga, como existe hoje na Igreja Católica.
Os próprios apóstolos prescreviam tal abstinência. Abster-vos-ei das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue e dos animais sufocados, dizem os Atos (15,29).
Se os apóstolos prescrevem de abster-se de certas carnes, podem naturalmente prescrever tal abstinência em tempo e dias marcados, como fez a Igreja, prescrevendo em certos países a abstinência de carne, nas sextas-feiras, em lembrança da morte do divino Salvador. É claro, simples e incontestável.
VII – Conclusão:A conclusão é irrefutável. A Igreja Católica, fiel aos ensinamentos da Bíblia, apóia-se em todas as suas doutrinas sobre o texto sagrado, e faz dele o pedestal divino dos dogmas, da moral, e até das cerimônias do culto.
O protestantismo, ao contrário, limita-se em exaltar a Bíblia, e na prática afasta-se completamente dos ensinos da mesma Bíblia. Jejuar e abster-se de certos alimentos é uma prática que vem do berço da humanidade: pouco importa que o protestante proteste, porque a sua lei, a base do seu credo é protestar contra a verdade católica.
Se a Igreja proibisse o jejum e a abstinência, os amigos protestantes citariam centenas de textos para provar que o jejum e a abstinência são preceitos divinos. E estes textos podem ser encontrados, de fato.
A Igreja, firme em sua resolução divina, sustenta a verdade; e o protestante, embora não encontra nenhum texto, absolutamente nenhum, contra o jejum e a abstinência, protesta e quer ver textos que provem que se deve jejuar nas sextas-feiras.
Pe. Júlio Maria De Lombaerde, "Luz nas Trevas". Págs. 202-208

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

São Matias Apostolo e Mártir.

24/02  Segunda-feira
Festa de Segunda Classe
Paramentos Vermelhos

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  São Matias, o décimo terceiro apóstolo, pois foi eleito para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, e esta eleição se  fez nos dias depois  da  gloriosa Ascensão de Jesus Cristo e  antes da vinda do Espírito Santo. Jesus, Pedro disse aos demais discípulos: Irmãos, em Judas se cumpriu o que Dele se havia anunciado na Sagrada Escritura: com o preço de sua maldade se comprou um campo". O salmo 109 ordena "Que outro receba seu cargo. Convém então que elejamos um para o lugar de Judas traidor. E o eleito deve ser dos que estiveram entre nós o tempo todo em que o Senhor conviveu entre nós, desde que foi batizado por João Batista até que ressuscitou e subiu aos céus". (Atos 1, 21-26) Segundo a tradição Matias evangelizou na Judéia, Capadócia e depois na Etiópia. Ele sofreu perseguições e o martírio, morreu apedrejado e decapitado em Jerusalém, testemunhando sua fidelidade à Jesus. Há registros de que Santa Helena, mãe do imperador Constantino, o grande, mandou trasladar as relíquias de São Matias para Roma, onde uma parte está guardada na igreja de Santa Maria Maior, em Roma. O restante delas se encontra na antiqüíssima igreja de São Matias em Treves, na Alemanha, cidade que a tradição diz ter sido evangelizada por ele e da qual os devotos o têm como seu padroeiro. 
  São Matias entre os 72 discípulos de Jesus Cristo.Uma parte destas relíquias é  venerada na Igreja antiquíssima de São Matias em Tréves (Alemanha) e outra na Igreja  Santa Maria Maggiore em Roma.  

Leitura da Epístola extraída do livro do 

Atos dos Apóstolos 1,15-26
15Num daqueles dias, levantou-se Pedro no meio de seus irmãos, na assembléia reunida que constava de umas cento e vinte pessoas, e disse:16Irmãos, convinha que se cumprisse o que o Espírito Santo predisse na escritura pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus.17Ele era um dos nossos e teve parte no nosso ministério.18Este homem adquirira um campo com o salário de seu crime. Depois, tombando para a frente, arrebentou-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram.19(Tornou-se este fato conhecido dos habitantes de Jerusalém, de modo que aquele campo foi chamado na língua deles Hacéldama, isto é, Campo de Sangue.)20Pois está escrito no livro dos Salmos: Fique deserta a sua habitação, e não haja quem nela habite; e ainda mais: Que outro receba o seu cargo (Sl 68,26; 108,8).21Convém que destes homens que têm estado em nossa companhia todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós,22a começar do batismo de João até o dia em que do nosso meio foi arrebatado, um deles se torne conosco testemunha de sua Ressurreição.23Propuseram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome Justo, e Matias.24E oraram nestes termos: Ó Senhor, que conheces os corações de todos, mostra-nos qual destes dois escolheste25para tomar neste ministério e apostolado o lugar de Judas que se transviou, para ir para o seu próprio lugar.26Deitaram sorte e caiu a sorte em Matias, que foi incorporado aos onze apóstolos.

Sequência do Santo Evangelho segundo

Mateus 11,25-30
25Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos.26Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado.27Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo.28Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.29Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas.30Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.
 
 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

24 de fevereiro dia de São Sergio, Mártir.

 
Conta a tradição que no anos de 304, era a mais violenta perseguição aos católicos. Sapricio, homem que administrava a Capadócia e a Armênia, ordenou que todos os cristãos da cidade fossem levados ao templo pagão para prestar homenagens ao deus Júpiter. Caso contrário, seriam mortos.
São Sério, a essa época, havia largado sua profissão de magistrado para se retirar a vida monástica, no deserto. Ele estava junto a multidão de cristãos, mesmo em ninguém tê-lo denunciado.
Quando chegou, causou surpresa e toda atenção dos fieis se voltou pra ele, o que causou confusão. Os que preparavam o culto pagão ficaram irritados, disseram que era preciso que todos participassem do culto a Júpiter, pois o deus estava insatisfeito e por isso não atendia as necessidades do povo.
A presença do monge apagou os fogos preparados para o sacrifício. O que irritou ainda mais os pagãos.
São Sérgio, então se colocou à frente e explicou que a razão da impotência dos deuses pagãos era que estavam ocupando um lugar indevido e que só existia um único e verdadeiro Deus onipotente, o venerado pelos cristãos.
 Diante da imagem Júpiter os sacerdotes pagãos acusavam os cristãos e os condenavam, com o motivo de serem eles os culpados da omissão dos deuses diante das necessidades do povo. Encorajado por Deus, São Sérgio levantou-se para denunciar as mentiras e anunciar no poder do Espírito Santo o Evangelho. Depois de fazer um lindo trabalho de evangelização, São Sérgio foi preso e no século IV partiu para a Glória.
São Sérgio, rogai por nós para os modernistas deixem seu ecumenismo e que não se dobram diante de deuses.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

23 de fevereiro dia de São Pedro Damião, Cardeal e Bispo de doutor.

23/02 Terça-feira 
Festa de Terceira Classe

Paramentos Brancos
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 Nasceu em Ravena e foi uma destas difuras severas que, como São João Batista, surgem nas épocas de relaxamento para afastar os homens do erro e trazer-lhes de volta ao estreito caminho da virtude. Devido à prematura morte de seus pais, o santo foi criado pelo seu irmão, convertendo-se em um excelente discípulo, e mais tarde em um profundo servidor de Cristo. Pedro decidiu abandonar o mundo exterior e abraçar a vida religiosa entrando no convento de Fonte Avellana, comunidade de heremitas que gozavam de grande reputação.
Aí se dedicou à oração, leitura espiritual e estudos sagrados, vivendo com grande austeridade.
Pedro assumiu a direção da abadia em 1043, apesar de não querê-lo, governando com grande prudência e piedade Fundou outras cinco comunidades de heremitas, onde fomentou entre os monges o espírito de retiro, caridade e humildade e ademais esteve ao serviço da Igreja, sendo nomeado Cardeal e Bispo de Ostia em 1057. São Pedro escreveu vários documentos que ajudaram a manter a observância da moral e da disciplina, particularmente no que se refere aos deveres dos clérigos e monges. Apesar da sua severidade, o santo sabia tratar os pecadores com bondade e indulgência, quando a caridade e a prudência o pediam. Morreu no dia 22 de fevereiro de 1072.


Leitura da Epístola de São Paulo aos


II Timóteo 4,1-8
"1. Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: 2. prega a palavra, insiste oportuna e inoportunamente, repreende, amea­ça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. 3. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 4. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. 5. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. 6. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima.* 7. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. 8. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.*"

Sequência do Santo Evangelho 

São Mateus 5, 13-19
 "13. “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. 14. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situa­da sobre uma montanha 15. nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. 16. Assim, brilhe vossa luz dian­te dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.” 17. “Não julgueis que vim abolir a Lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. 18. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um iota (menor letra do alfabeto hebraico), um traço da Lei.* 19. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos Céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos Céus."

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

22 de fevereiro Cadeira de São Pedro.



A Cátedra de Pedro ou Cadeira de São Pedro (Cathedra Petri em latim) é uma relíquia, conservada na Basílica de São Pedro em Roma, dentro de um compartimento de bronze, dourado, projetado e construído por Gian Lorenzo Bernini entre 1647 e 1653, que possuí a forma de uma cadeira de espaldar alto.  
   A cadeira de um bispo ou outra autoridade religiosa, especialmente se dentro de uma catedral, é chamada cátedra (cathedra do latim) e esta concretamente é a que está na Basílica de São Pedro e que tem sido utilizada pelos papas como trono para o seu exercício de autoridade máxima e ex cathedra.
  A cadeira de um Bispo é chamada de Cátedra. Daí vem o nome Catedral, ou seja, a igreja que abriga a Cátedra do Bispo local.
    Há registros do ano de 370, do Papa São Damásio I, descrevendo uma cadeira portátil que era usada pelo Bispo de Roma nas dependências do Vaticano e mencionando várias celebrações festivas de anos anteriores que eram feitas em sua honra. 
    A Sagrada Tradição sustenta que as relíquias da cadeira usada por São Pedro estão guardadas embaixo do assento de bronze dessa cadeira elevada, situada na Basílica de São Pedro, sustentada por 4 Doutores da Igreja que defenderam a primazia de São Pedro: Santo Ambrósio e Santo Atanásio, à esquerda, e São João Crisóstomo e Santo Agostinho, à direita.
    Registros igualmente antigos dão conta de uma segunda cadeira usada por São Pedro, que foi escondida nas catacumbas de Priscila.
     Assim da primitiva existiriam apenas uns pequenos pedaços que seriam encrostados nesta nova cadeira, igualmente de madeira, que encontra-se lacrada no tal compartimento de bronze da autoria de Gian Lorenzo Bernini. Para se o compreender é preciso pensar que, na altura, estava-se em plena contra-reforma em que foram construídos diversos outros relicários com a intenção de proteger as respectivas relíquias. Podemos ver que, como em O Êxtase de Santa Teresa, este é uma fusão da arte Barroco, escultura e arquitetura ricamente policromada, manipulando efeitos de luz. Depois possuí um painel com estofos padrão com um baixo-relevo de Cristo dando as chaves do céu a Pedro. Diversos anjos estão em torno do painel, em baixo há uma assento almofadado de bronze vazio: a relíquia da antiga cadeira está lá dentro.
  Na Bíblia, em Mateus 16:18-19, Jesus fala para Pedro: "Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam et portae inferi non praevalebunt adversum eam. et tibi dabo claves regni cælorum et quodcumque ligaveris super terram erit ligatum in cælis et quodcumque solveris super terram erit solutum in cælis." ("Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e o que ligares na terra será ligado nos céus. E o que desligares na terra será desligado nos céus"), esta frase está inscrita na cúpula em cima do relicário, sendo ambos vistos como símbolos da autoridade do Papa. Este evento é conhecido como Confissão de Pedro.


Ex cathedra.


  
 A infalibilidade papal é o dogma, a que afirma que o Papa em comunhão com o Sagrado Magistério, quando delibera e define (clarifica) solenemente algo em matéria de fé ou moral (os costumes), ex cathedra, está sempre correto. Isto porque, na clarificação solene e definitiva destas matérias, o Papa goza de assistência sobrenatural do Espírito Santo, que o preserva de todo o erro.

  O uso da infalibilidade é restrito somente às questões e verdades relativas à fé e à moral (costumes), que são divinamente reveladas ou que estão em íntima conexão com a Revelação divina. Uma vez proclamadas e definidas solenemente, estas matérias de fé e de moral transformam-se em dogmas, ou seja, em verdades imutáveis e infalíveis que qualquer católico deve aderir, aceitar e acreditar de uma maneira irrevogável.Logo, a consequência da infalibilidade é que a definição ex catedra dos Papas não pode ser revogada e é por si mesma irreformável.
  As declarações de um Papa em ex cathedra não devem ser confundidas com ensinamentos que são falíveis, como uma bula. A infalibilidade papal foi longamente discutida e ensinada como doutrina católica, tendo sido declarada um dogma na Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e infalibilidade do Papa, promulgada pelo Concílio Vaticano I. A Constituição foi promulgada na Quarta Sessão do Concílio, em 18 de julho de 1870, pelo Papa Pio IX.
  A parte dispositiva do documento tem o seguinte teor:
"O Romano Pontífice, quando fala "ex cathedra", isto é, quando no exercício de seu ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina de fé ou costumes que deve ser sustentada por toda a Igreja, possui, pela assistência divina que lhe foi prometida no bem-aventurado Pedro, aquela infalibilidade da qual o divino Redentor quis que gozasse a sua Igreja na definição da doutrina de fé e costumes. Por isto, ditas definições do Romano Pontífice são em si mesmas, e não pelo consentimento da Igreja, irreformáveis."
     A Igreja Católica acredita no dogma da infalibilidade papal porque ela, governada pelo Papa em união com os seus Bispos, professa que ela é o autêntico "sacramento de Jesus Cristo, a Verdade em pessoa e Aquele que veio trazer as verdades fun­da­mentais" à humanidade para a sua salvação.
 O dogma é o "efeito concreto" da "promessa de Cristo de preservar a sua Igreja na verdade".



Santa Margarida de Cortona

  Santa Margarida, natural de Alviano na Toscana, tem o sobrenome de Cortona, cidade onde passou grande parte da vida e morreu. Menina de 8 anos, apenas, perde a mãe, que a tinha educado com todo o cuidado. A perda da mãe foi o princípio da infelicidade da pobre órfã. Não havendo quem lhe guiasse os passos e de certo modo substituísse o cuidado e a vigilância materna, Margarida viu-se em breve rodeada de elementos que pessimamente a influíram na formação do caráter. Bonita, atraente, de temperamento jovial e expansivo, deu ouvidos às vãs lisonjas e fúteis amabilidades, e abriu as portas do coração à vaidade.
Em vão o pai avisou-a do perigo que corria. Esses bons conselhos foram dados a ouvidos surdos. Dezesseis anos contava Margarida, quando abandonou secretamente a casa paterna, procurando a companhia de um jovem fidalgo, com quem viveu ilícita e criminosamente pelo espaço de nove anos, em Montepulciano. Deus, que permitira esta triste queda, não perdeu de vista a ovelhinha desgarrada. A consciência não deixou de fazer-lhe reclamos, com insistência cada vez mais acentuada.
   Debalde, Margarida não se animava a deixar a vida, que a algemava aos prazeres ilícitos. Deu-se então um fato que lhe abriu os olhos e a chamou ao bom caminho. O amante tendo empreendido longa viagem de negócio, foi em caminho assaltado e assassinado. O cadáver esteve dois dias e duas noites no lugar do crime, ficando-lhe ao lado o cão, que tinha acompanhado o dono.    No terceiro dia apareceu o fiel animal na casa de Margarida e pelo latido plangente, deu sinal de um acontecimento extraordinário.
   Como, porém, Margarida não desse atenção, o cão puxou-a pelo vestido, como se quisesse convidá-la a acompanhá-lo. Margarida então atendeu e o cão conduziu-a ao lugar onde se achava o corpo do assassinado, já em estado de decomposição bem adiantada, enchendo o ambiente de cheiro insuportável.
  Margarida, diante do espetáculo que se lhe apresentava ante os olhos, impressionou-se profundamente e o primeiro pensamento que lhe veio, foi: “Onde estará sua alma?” Que momento de horror para Margarida! Mas também era a hora da graça e da salvação que se aproximava!
   A porta do coração, tanto tempo fechada aos convites de Deus, abriu-se ao Bom Pastor. Jesus, que tinha andado tantos anos atrás desta ovelha tresmalhada achou-a enfim e, pondo-a sobre os ombros, levou-a ao aprisco. Lágrimas de arrependimento borbulhavam dos olhos de Margarida; uma dor profunda e sincera feria-lhe o coração; mas, animada por uma confiança ilimitada na misericórdia de Deus, dizia de si para si: “Deus quer salvar-me. Porque teve tanta paciência comigo? É seu amor, que me deu tanto tempo para fazer penitência; é seu amor que me mandou este tremendo aviso, quem sabe? Talvez o último”.
      Profundamente abalada, no seu interior, voltou para casa, resolvida a dizer adeus ao pecado e começar uma nova vida, vida de penitência. Fez o voto de dedicar o resto da vida à mais severa penitência. Caiu-lhe na alma, como um peso enorme, o modo ingrato com que tratara o pai e parecia-lhe ouvir os gemidos de dor, que durante nove anos, seu procedimento tinha arrancado do coração do seu maior benfeitor.
     Resolutamente se pôs a caminho, à procura do pai. Embora compenetrada da gravidade da culpa, embora dizendo-se indigna do paternal perdão, resolvida estava a fazer tudo, para reparar a falta e reabilitar-se na amizade do pai. Margarida contava então 25 anos.
    Chegando a Alviano, em altos soluços, prostrou-se aos pés do pai, pedindo a recebesse outra vez em sua casa, pois que estava resolvida a mudar de vida. O pai comoveu-se diante do pedido da filha e recebeu-a com todo amor; não assim, porém, a madrasta, que não viu de bons olhos a permanência da pecadora em sua casa. Assim, exposta de novo ao perigo, Margarida, renovou o protesto de antes morrer de fome, do que voltar à vida anterior. Elevando os olhos ao céu, exclamou: “Meu Senhor e Salvador de minha alma, quereis que ela se perca? Ela vos custou tanto como a de Madalena. O’ vós que me remistes, pelo preço de vosso sangue, não me desampareis no meu mísero estado! Tende compaixão de mim!” Deus ouviu a oração da pobre pecadora. Esta, cedendo a um impulso interior, dirigiu-se a Cortona, para lá se confessar e receber do confessor a diretiva de uma nova vida. Fez a confissão geral, com muita contrição, na Igreja dos Padres Franciscanos. O pedido de Margarida de ser aceita entre as penitentes da Ordem Terceira pôde ser atendido, só depois dela ter dado prova suficiente de sua constância.
     A partir da conversão, a vida de Margarida foi uma série contínua de práticas de virtudes, principalmente da mortificação, penitência, humildade e paciência. Tinha por alimento só pão e água; por leito o soalho e de travesseiro servia-lhe uma pedra. A maior parte da noite passava em oração e em práticas de penitência. Para castigar e mortificar o corpo sujeitou-o à disciplina diária. A meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo não só lhe despertou no coração terno amor ao divino Salvador, mas também fez crescer-lhe cada vez mais o desejo de sofrer com ele e por ele. Os sofrimentos, que Deus lhe enviava aceitava-os com a maior paciência e o desprezo que recebia do mundo, causava-lhe prazer. O pesar de ter ofendido a Deus era tão grande, que não só chorava amargamente as infidelidades passadas, mas chegava até a desmaiar.
       Vinte e três anos passou Margarida penitenciando-se por seus pecados. Alguns anos depois da conversão lhe sobrevieram tentações as mais terríveis. O inimigo tudo fazia, para convencê-la da insuficiência das obras penitenciais. Surgiram na mente veleidades de abrandar a mortificação, sair de Cortona. Parecia-lhe que as penitências deviam ter já alcançado o completo perdão dos seus pecados e tinha a obrigação de conservar a vida, para poder servir a Deus muito tempo ainda. O bom senso, porém, e mais ainda a graça divina fizeram-lhe conhecer em tudo isto uma tentação diabólica.
     Numa ocasião, em que as tentações sobremodo a atormentaram, Margarida prostrou-se aos pés do Crucifixo, clamando a Deus que a socorresse. Cristo se dignou de aparecer a sua serva e disse-lhe: “Tem ânimo, minha filha! Estou contigo, no meio das tentações. Com apoio da minha graça, vencerás todas. Segue em tudo o conselho do teu confessor”. Não foi esta a única aparição que Margarida teve. Distinguiram-na com seus colóquios a SS. Virgem, vários Santos e principalmente o Anjo da Guarda.
     Este lhe deu certeza do completo perdão dos seus pecados. Apareciam-lhe também as almas do purgatório em particular aquelas que foram remidas pelas suas orações e penitências.
    A visão porém, mais consoladora que Cristo lhe concedeu, foi uma, pouco antes do feliz trânsito, em que Jesus, anunciando-lhe a proximidade da morte, assegurou-lhe a completa remissão dos pecados passados e que sua alma iria para o céu, acompanhada de todas as almas do Purgatório, que deviam a libertação às suas orações e boas obras. Com santa impaciência aguardou Margarida a chegada desta feliz data. Era o dia 22 de fevereiro de 1297. Margarida contava 48 anos. O corpo foi, em grande solenidade, enterrado na Igreja da Ordem de São Francisco, onde até hoje é conservado intacto. Muitos milagres têm provado a santidade da serva de Deus. Bento XIII inseriu-a solenemente no catálogo dos Santos, em 1728.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Hoje começa a cruzada do Imaculado Coração de Maria pela conversão da Russia

MAÑANA 13 DE FEBRERO INICIAMOS EL ROSARIO DE LA FE POR LA CONSAGRACIÓN DE RUSIA


Mañana 13 de febrero los Cruzados del Corazón Inmaculado de María iniciamos el “Rosario de la Fe” por la Consagración de Rusia al Corazón Inmaculado de María. Los invitamos a unirse a nosotros en oración registrándose en el sitio web, aunque no es requisito indispensable para participar. ¡Sólo Ella puede ayudarnos!

Se escrevam.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias Santo o Rosário.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

09 de fevereiro dia de São Cirilo.


  São Cirilo nasceu no ano de 370, no Egito. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio numa importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade. Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade própria do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as Igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo. Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus. Ele se opôs e combateu Nestório, patriarca de Constantinopla, que professava ser Maria apenas a mãe do homem Jesus e não de Jesus Deus,segunda pessoa da Santíssima Trindade, como está no Evangelho. Por esse erro de pregação, Cirilo escreveu ao papa Celestino, o qual organizou vários sínodos e concílios, onde o tema foi exaustivamente discutido. Em todos, esse papa se fez representar por Cirilo. O mais importante deles talvez tenha sido o Concilio de Éfeso, em 431, no qual se concluiu o assunto com a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da Maternidade divina de Nossa Senhora. Além, é claro, de considerar hereges os bispos que não aceitavam a santidade de Maria.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Hoje primeira sexta-feira do mês dedicado ao Sagrado Coração.

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Devoção expandir-se por todo o mundo. Na segunda metade do século XVII, mais precisamente no ano de 1670, São João Eudes introduziu pela primeira vez uma festa pública ao Sagrado Coração de Jesus. Apenas três anos depois, no mosteiro de Paray-le-Monial, Santa Margarida Maria Alacoque passou a receber uma séria de aparições de nosso Senhor Jesus Cristo indicando-lhe a devoção ao Seu Coração Sagrado.


Aqui estou, Senhor, para Vos consolar

Quero adorar Vossa Majestade escondida no Santíssimo Sacramento, quero reparar as ofensas minhas e dos outros, quero amar o Vosso amor desprezado e abandonado. Disponho-me a servir o Vosso Divino Coração.

Sede Vós somente o meu Rei. Ajudai-me, Senhor, a difundir nas almas o reino do Vosso Coração. Acendei a chama do Vosso amor no coração dos Vossos sacerdotes, para que se tornem apóstolos infatigáveis e portadores das bênçãos do Vosso divino Coração.

Fazei que compreendam, finalmente, a honra e a obrigação que têm de Vos amar, para que, unidos entre si com os laços da Vossa caridade, glorifiquem todos o Vosso divino Coração, que é para nós, fonte de vida e salvação.

"Divino Coração de Jesus, reinai em nosso coração!

Imaculado Coração de Maria defendei e dilatai neles

o Reino de Vosso Filho. Amém!


Ato de desagravo de Pio XI

Oh! dulcíssimo Jesus, cujo imenso amor aos homens não tem recebido pagamento, dos ingratos, mais que esquecido, negligenciado e menosprezado!

Vede-nos prostrados ante vosso altar, para reparar, com especiais homenagens de honra, a frieza indigna dos homens e as injúrias com que, em todas partes, ferem vosso amantíssimo Coração.

Mas recordando que também nós algumas vez nos manchamos com tal indignidade da qual nos doemos agora vivamente, desejamos, acima de tudo, obter para nossas almas vossa divina misericórdia, dispostos a reparar, com voluntária expiação, não apenas nossos próprios pecados, mas sim também os daqueles que, separados do caminho da salvação e obstinados em sua infidelidade, ou não querem seguir-vos como um Pastor e Guia, ou, pisando as promessas do Batismo, tem desprezado o suavíssimo jugo de vossa lei.

Nós queremos expiar tão abomináveis pecados, especialmente a imodestia e a desonestidade da vida e dos vestidos, os inumeráveis ataques estendidas contra as almas inocentes, a profanação dos dias festivos, as imensas injúrias proferidas contra Vós e contra vossos Santos, os insultos dirigidos a vosso Vigário e a Ordem Sacerdotal, as negligências e horriveis sacrilegios com que é profanado o mesmo Sacramento do amor e, em fim, os públicos pecados das nações que opõem resistência aosdireitos e ao magisterio da Igreja unica por Vós fundada.

Oxalá que nos fosse dado lavar tantos crimes com nosso próprio sangue!

Mas, entretanto, como reparação do honra divina ofendida, unindo com a expiação da Virgem vossa Mãe, dos Santos e das almas boas, Vos oferecemos a satisfação que Vós mesmo oferecesteis um dia sobre a cruz ao Eterno Pai e que diariamente se renova em nossos altares, prometendo de todo coração que, em quanto nos seja possível e mediante o auxilio de vossa graça, repararemos os pecados próprios e alheios e a indiferença das almas ante vosso amor, opondo a firmeza na fé, a inocência da vida e a observância perfeita da lei, sobre tudo da caridade, enquanto nos esforçamos por impedir que sejais injuriado e por atrair a quantos possamos para que Vos sigam.

Oh! benigníssimo Jesus! Por intercessão da Santíssima Virgem Maria Reparadora, vos suplicamos que recebais este voluntario ato de reparação; concedei-nos que sejamos fiéis a vossos mandatos e a vosso serviço até a morte e dai-nos o dom da perseverança, com o qual cheguemos felizmente a glória, onde em união com Pai e com o Espírito Santo, viveis e reinais, pois sois Deus por todos os séculos dos séculos. Amém.


 Ação de Graças após receber a comunhão, Santa Margarida recebe este importante comunicado do Coração de Jesus: "Prometo-te, pela excessiva misericórdia do meu Coração, que o Seu amor onipotente obterá a todos aqueles que comungarem nove primeiras sextas-feiras do mês consecutivas, a graça da penitência final, que não morrerão na minha inimizade, sem receber os sacramentos e que o Meu divino Coração será o seu refúgio assegurado na última hora. Nada temas, Eu reinarei apesar dos Meus inimigos e de todos aqueles que procurarão opor-se".

 http://www.familiadecana.com.br/informaximo/paginas/imagens/Image/%7BA03CA128-46CD-48F6-94E5-DF8ACCBE5FE3%7D_sagrados-coracoes.jpg


O livro Verdadeira Devoção a Misericórdia esta no Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria



 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.