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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Assinem Jornal a verdade para formação


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PAX

Caros amigos e benfeitores,
Com alegria anunciamos o nosso novo periódico bimestral “Pelo Bem Comum”. Trata-se de mais um esforço de nosso mosteiro para combater os erros atuais e conduzir os corações à Verdade.
Desejamos oferecer textos de nossa autoria, bem como traduções inéditas de artigos importantes em defesa da fé católica.
Para tanto, contamos desde já com suas orações e apoio.
Ofereceremos nosso jornal de modo impresso ou por via eletrônica, conforme detalhamos abaixo.
Assinatura – jornal impresso: por apenas R$ 10,00 por edição, você receberá a cada dois meses, pelos Correios, nosso jornal impresso.
Assinatura – jornal eletrônico: por apenas R$6,00 por edição, você receberá a cada dois meses, em seu e-mail, nosso jornal no formato PDF.
Segue anexa a primeira edição a título de amostra.
Os interessados em assinar as próximas edições deverão entrar em contato através do e-mail pelobemcomum@hotmail.com, informando os dados pessoais e o tipo de assinatura desejada.
Mosteiro da Santa Cruz – Nova Friburgo/RJ – Brasil

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.

Rezem todos os dias o Santo.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Doações

Mosteiro da Santa Cruz - Nova Friburgo/RJ - Brasil

PORTUGUES

Caros amigos e benfeitores,

Primeiramente, desejamos a todos um santo Tempo Pascal. Que o Divino Ressuscitado os cumule de todas as graças e lhes dê, sobretudo, a graça da perseverança até o fim no bom combate da fé.

Gostaríamos também de agradecer-lhes sua generosa ajuda, graças à qual o nosso mosteiro tem se sustentado, materialmente, há vários anos.

Neste início de ano, tivemos alguns gastos extras, devidos a reparos que tivemos de fazer na nossa escolinha infantil (forro do teto que havia cedido e reparos no sistema hidráulico), em nossa Capelinha São Miguel e na barragem que fornece peixes para a alimentação dos monges.  Todos esses gastos nos geraram algumas dívidas (cerca de R$ 22.000,00), e gostaríamos de poder contar com sua generosidade ainda esta vez, para podermos sanar essas dívidas.

Asseguramo-los de nossas orações quotidianas e de nossa amizade,
Em Jesus, Maria e José,

Renato Müller
Secretário de Dom Tomás de Aquino
Ajude seu apostolado:Banco:Itaú Conta Corrente:29186-6Ag:0222 CNPJ30171417/000188 Sociedade Civil Mantenedora do Mosteiro da Santa Cruz
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

sábado, 12 de janeiro de 2019

AVANÇO E TRAIÇÃO / ADVANCE AND BETRAYAL - 05/06/1984 - SOBRE AS TRAIÇÕES SEDEVACANTISTAS

"Devido ao fato de que muitos dentre nós conhecem pouco da história do sedevacantismo, apresentamos o que Dom Williamson já escrevia sobre eles em 1984. As atitudes dos sedevacantistas são extremamente graves e os brasileiros têm obrigação de conhecer para resistir aos lobos que querem invadir os apriscos do Cristo Rei e lhe roubar as almas. Mas o principal culpado é a Roma neomodernista e neoprotestante e o concílio Vaticano II, como me lembrou Dom Williamson há poucos dias."

+ Dom Tomás de Aquino, OSB







Por Sua Excelência Reverendíssima
Dom Richard Nelson Williamson

Em maio, a visita do Arcebispo Lefebvre aos Estados Unidos desencadeou outra tremenda batalha entre Jesus Cristo e Satanás, seu eterno adversário! Desta batalha vieram boas e más notícias. Comecemos pelas boas!

Em primeiro lugar, a Fraternidade tem um novo padre americano, Pe. John Hogan de Michigan. Sua Graça, o Arcebispo Lefebvre, de 78 anos, chegou da Europa no dia 10 de maio e deu a tonsura ou ordens menores a doze seminaristas no sábado pela manhã; em 12 de maio, crismou aproximadamente 50 crianças e adultos à tarde; e deu ordens maiores aos seminaristas mais antigos no domingo pela manhã, dia 13 de maio.

Foi uma bela cerimônia, diante de um altar-mor verdadeiramente impressionante, posto (bem a tempo!) por diversos dedicados seminaristas e leigos dentro da nova igreja. Do lado de fora, o sol luzia brilhantemente para dar as boas-vindas a cerca de 500 visitantes de todo os Estados Unidos e Canadá. Segundo vários comentários feitos pessoalmente, e também frequentemente por carta, muitos estavam profundamente impressionados e tocados pela majestade e beleza do catolicismo tradicional. Em uma de suas mais nobres cerimônias, a de ordenação sacerdotal, que festa para os olhos! Que elevação para a alma! Que esperança para o futuro!

O Superior Geral da Fraternidade, Pe. Franz Schmidberger, e o Superior do mais novo Distrito da Fraternidade, Pe. François Laisney, também estavam presentes como diácono e subdiácono da missa de ordenação, acompanhando o Arcebispo. Imediatamente após a cerimônia, ambos partiram para Michigan, onde eu gostaria que muitos dos nossos pudessem ter visitado nossa igreja, o santuário São José, em Armada. Eles ficariam maravilhosamente edificados pela visão de doze padres, a maioria – mas não todos – da Fraternidade, retirando-se em silêncio por alguns dias sob a direção do Pe. Schmidberger. Eles vieram de todo os Estados Unidos e Canadá, uniram-se humildemente em oração para buscar a Deus e prosseguir em comum o árduo trabalho de salvar almas. Que esperança para o futuro! Estes sacerdotes não estão lutando por si mesmos. Mais ainda, eles têm um pai no sacerdócio, um fiel e corajoso bispo da Igreja Católica Romana! O Arcebispo Lefebvre visitou-os no meio do retiro depois de crismar numa capela não pertencente à Fraternidade em Pittsburgh, e estava preparado para falar longamente com cada um destes que quisesse vê-lo. Este é o retrato de um quadro católico atrativo e singular: o bispo entre seus sacerdotes, os sacerdotes ao redor de seu bispo.

De lá, o Arcebispo partiu para Minnesota, onde crismou aproximadamente 80 almas. Aqui, apesar de ter pintado um quadro sóbrio sobre a situação obscura em Roma, as pessoas se sentiam obviamente elevadas e tremendamente encorajadas por sua visita. Sua Graça, então, partiu para St. Mary’s, Kansas, onde passou três felizes dias crismando, conversando com vários leigos que estavam auxiliando o Pe. de la Tour (o qual administra este principal estabelecimento educacional), e realizando uma missa solene pontifical no sábado pela manhã. Uma pequena historieta está na publicação deste mês do The Angelus. Ele retornou a Nova Iorque para mais dois dias antes de voltar à Europa. Antes de partir, o Arcebispo disse que estava muito feliz com o espírito da Fraternidade, já que a encontrou florescendo no seminário, em St. Mary’s, e nos vários centros da Fraternidade que visitou.

Pe. Schmidberger, que chegou aos Estados Unidos no dia 10 de maio, passará um mês aqui até o dia 11 de junho, fazendo um longo e exaustivo tour por todo o país para se familiarizar diretamente com muitos dos empreendimentos da Fraternidade, o melhor método de construir sobre uma firme fundação a obra futura da Fraternidade neste país. Em metade de seu tour, ele está sendo acompanhado pelo novo superior na América, Pe. Laisney, cuja juventude, energia e inteligência prometem torná-lo uma grande aquisição para que a obra da Fraternidade nos Estados Unidos dê um passo importante a frente. Do meio de junho em diante, é provável que ele acampe (ao menos provisoriamente) em Dickinson, Texas, que se torna temporariamente um quartel-general para toda a Fraternidade nos Estados Unidos.

Por último – e talvez o mais importante –, Pe. Schmidberger está ansiosamente planejando estabelecer nos Estados Unidos um claustro para freiras que orem e se sacrifiquem, com a ajuda da Madre Marie-Christiane, atualmente a responsável por três carmelos florescentes na Europa ligados à Fraternidade São Pio X. Ele tem desejado ardentemente que ela venha aos Estados Unidos inspecionar dois possíveis locais para um quarto carmelo!

Madre Marie-Christiane, irmã de sangue do Arcebispo Lefebvre e freira carmelita há 56 anos, tem desejado durante o último ano e meio uma fundação nos Estados Unidos. A experiência direta de Pe. Schmidberger com a necessidade urgente de santa oração para atrair a graça de Deus sobre os Estados Unidos levou-o a apressar o anseio de longa data da irmã. Rezemos para que surta efeito!

Todos esta obra de construção e reconstrução por meio da Fraternidade é uma resistência ao demônio que ele não iria deixar em paz. Sua reação não tardou!

Numa noite de domingo, dia 20 de maio, quando o Arcebispo voltou ao seminário bem tarde da noite vindo do Kansas, um tanto cansado pela viagem, ele mal pôs o pé para fora do carro e logo recebeu uma intimação para comparecer a um tribunal civil, num processo para expulsar a Fraternidade da propriedade do seminário aqui em Connecticut, interposto pelos padres Cekada, Dolan, Jenkins, Kelly e Sanborn. Os que estavam presentes notaram e não se esquecerão jamais do semblante de dor na face do Arcebispo que, é bom lembrar, era o pai destes padres no sacerdócio. Até o momento, de acordo com o Antigo Código de Direito Canônico, qualquer um que cite civilmente [citar civilmente consiste levar alguém diante de um juiz civil - NT] um bispo católico antes de um julgamento canônico incorre em excomunhão automática (1341). Então, de acordo com o único Código de Direito Canônico que eles mesmos [os padres que interpuseram o processo contra Dom Lefebvre - NT] reconhecem, estes cinco padres estão excomungados!

Alguns dias depois, eis um acontecimento que não surpreenderia nenhum católico familiarizado com a passagem do Evangelho sobre a traição a Nosso Senhor, mas que, não obstante, causou profundo choque, sofrimento e escândalo para muitos deles: dos quatro sacerdotes recém-ordenados que livremente pediram e receberam a ordenação na Fraternidade Sacerdotal São Pio X pelas mãos de seu fundador, o Arcebispo Lefebvre, depois de, na véspera, livremente prestarem solene juramento de fidelidade a seus superiores, com as mãos postas sobre os Evangelhos, dois, na tempestuosa noite do dia 23 de maio, em meio a relâmpagos e chuva torrencial, saíram do seminário e se uniram a nove sacerdotes que haviam desertado no ano anterior e, dois dias depois, um terceiro, já ausente, anunciou que estava fazendo o mesmo. E era noite.

Alguns fatos ressaltarão a natureza deste ato. Primeiramente, agora sabemos que bem pouco tempo depois da deserção dos nove [sacerdotes] um ano atrás, estes três, de fato, disseram a alguém que tinham a intenção de mentir para alcançarem o sacerdócio. Certamente, depois de um ano inteiro suas palavras e ações no seminário tinham o caráter de persuadir a todos, sacerdotes, seminaristas, e mesmo visitantes, de que eles seriam leais à Fraternidade. Eles viveram, por um ano inteiro, uma mentira?

Em segundo lugar, na véspera de suas ordenações, de acordo com os requisitos necessários da Santa Madre Igreja, todos os três fizeram um solene Juramento de Fidelidade no altar de Deus, com suas mãos tocando os Evangelhos diante do Santíssimo Sacramento no tabernáculo aberto, jurando, entre outras coisas, que respeitosamente obedeceriam a seus superiores na Fraternidade São Pio X. O texto completo deste juramento e as assinaturas dos três acompanham esta carta.

As alterações feitas no texto por um deles sugerem que ele não estava à vontade; e, de fato, para fazer tal juramento, cada um deve ter encontrado, ou recebido de alguém, uma maneira de justificar ou racionalizar para si mesmos e para os outros o que fizeram. Entretanto, em terceiro lugar, se diante de Deus cometeram perjúrio, terem recebido as ordens sacras em tal estado terá sido um grave sacrilégio.

Em quarto lugar, ao fim da cerimônia tradicional de ordenação, cada um colocou sua mão entre as mãos do Arcebispo, que lhes perguntou em latim “Prometes-me a mim e aos meus sucessores reverência e obediência?” Cada um respondeu claramente “Promitto”, que quer dizer “Eu prometo”.

Em quinto lugar, a no mínimo aparente ruptura, após dez dias, destas promessas e juramentos solenes, vista em conjunto com todas as outras circunstâncias da última deserção, causou e continuará a causar um terrível escândalo para os católicos, não somente àqueles ligados à Tradição que suportaram e assistiram aos três porque confiaram que eles seguiriam ao Arcebispo Lefebvre em defesa da Fé, mas também a muitos outros que ainda não se ligaram à Tradição e que erroneamente, mas de modo compreensível, dirão que se a Tradição fomenta este tipo de deslealdade, não querem parte com ela.

À guisa de comentário a estes fatos, deixemos que três citações no momento sejam suficientes. No dia 27 de maio deste ano, Pe. Sanborn disse no púlpito em Traverse City, Michigan, “Estou muito contente em anunciar que três dos quatro sacerdotes que foram ordenados pelo Arcebispo Lefebvre em 13 de maio decidiram se juntar a nós. Isto me alegra porque os treinei, e nem todos os frutos de meu trabalho como reitor do seminário foram perdidos.” (Pe. Sanborn compreendeu que frutos ele reivindica serem seus?)

No dia 28 de abril do ano passado, pouco tempo depois da separação entre a Fraternidade e os nove sacerdotes, o Arcebispo Lefebvre disse no seminário a todos os seminaristas, inclusive a estes três que desertaram há pouco tempo:

Espero que façam a escolha certa. Mas devem escolher, [pois] se concordam com a posição, a atitude e a orientação do Pe. Kelly, então sigam-no. Se pensam que Monsenhor Lefebvre está correto, então sigam a atitude do Monseigneur e da Fraternidade. Mas vocês devem ser claros... honestos. Não digam: Ficarei em silêncio até depois da minha ordenação. Isto é errado! Deus sabe! É uma mentira diante de Deus... não diante de mim. Eu não sou nada. Mas diante de Deus! Vocês não podem fazer isso! Foi exatamente isto que o Pe. Dolan disse, “Eu soube ficar quieto até minha ordenação.” Não consigo compreendê-lo fazendo isso! Um futuro padre fazendo isto??

E no dia 30 de maio deste ano, um dos três últimos desertores, quando uma senhora censurou-o dizendo que um golpe como este que deram poderia ter matado o Arcebispo, replicou, “Ah, ele já está com 78 anos mesmo. Veja, sou grato a ele, porque sem ele eu não seria sacerdote”.

As pessoas podem se perguntar porque algo assim aconteceria dentro de um seminário, e se o mesmo não acontecerá novamente. A resposta é que Jesus viu as profundezas do coração do homem (João 6,65,71), e mesmo assim escolheu permitir que um Apóstolo fosse infiel. Quanto aos sacerdotes de Jesus, só podemos perscrutar os corações humanos, nas palavras do próprio rito de ordenação, “tão longe quanto a fragilidade humana nos permita conhecer”. Lá também se chega a um ponto de desconfiança, no qual o serviço de Deus para de funcionar e um seminário católico já não consegue mais operar, porque a caridade “tudo crê e tudo espera” (I Cor. 13,7). Entretanto, estamos de olhos abertos, e um seminarista já foi convidado a se retirar desde a deserção, pois, sob questionamento, compartilhava claramente o modo de pensar dos desertores.

Para fortificar sua fé, o seminário e o santuário St. Joseph novamente neste verão estão oferecendo alguns cursos dos grandes Exercícios Espirituais de Santo Inácio. Usem esta incomparável oportunidade para fortalecer sua vida espiritual, que é mais importante do que qualquer outra coisa. De nossa parte, com o auxílio de Deus, nem a Fraternidade nem o seminário sairão de seu curso, mas a despeito destas experiências ou mesmo por causa delas, ambos prosperarão como a Deus aprouver. Nosso próximo projeto é a abertura de outra missão em Long Island, onde muitos católicos encontram-se em perigo.

Que a vontade mais santa e inescrutável de Deus seja sempre adorada, e que sua Mãe Santíssima, a Virgem mais fiel, algum dia nos obtenha nestes tempos infiéis as graças da fidelidade e da lealdade!

Volume 1: The Ridgefield Letters (p. 31 to 38)

#13
June 5, 1984
Advance – and Betrayal

By His Excellency
Richard Nelson Williamson

Archbishop Lefebvre’s May visit to the United States unleashed another tremendous battle between Jesus Christ and Satan, his undying adversary! From this battle flowed good news and bad news. Let us start the good news!

Firstly, the Society has a new American priest, Fr. John Hogan from Michigan. His Grace, Archbishop Lefebvre, 78 years old, arrived from Europe on May 10 and gave tonsure or minor orders to twelve seminarians on Saturday morning, May 12, confirmation to nearly fifty children and adults in the afternoon, and major orders to the senior seminarians on Sunday morning, May 13.

It was a beautiful ceremony in front of the very impressive high altar put together (just in time!) inside the new church by a number of hardworking seminarians and lay-workers. Outside, the sun shone brilliantly to welcome some five hundred visitors coming from all over the United States and Canada. From various comments made in person and also frequently by mail, many were deeply impressed and moved by the majesty and beauty of Catholic traditionalism at its finest. In one of its noblest ceremonies, that of an ordination to the priesthood, what a feast for the eyes! What an uplift for the soul! What a hope for the future!

The Society’s Superior General, Fr. Franz Schmidberger, and the Society’s newest District Superior, Fr. François Laisney (pronounced Lay-nay), were also present as deacon and subdeacon of the ordination Mass, flanking the Archbishop. Immediately after the ceremony, both of them left for Michigan where I wish many of our people could have visited our church, St. Joseph’s Shrine in Armada. They would have been marvelously edified by the sight of over a dozen priests, mostly, but not all, from the Society, making a silent retreat for several days under Fr. Schmidberger. They came from all over the United States and Canada, united humbly in prayer to seek God and to pursue in common the arduous work of saving souls. What a hope for the future! Those priests are not fighting by themselves. Moreover, they have a father in the priesthood, a faithful and courageous bishop of the Roman Catholic Church! Archbishop Lefebvre visited them in the middle of their retreat after giving confirmation at a non-Society chapel in Pittsburgh, and he was able to talk at length to each of them who wished to see him. It makes an attractive and uniquely Catholic picture: the bishop amidst his priests, the priests around their bishop.

From there, the Archbishop went on to Minnesota where he administered confirmation to nearly 80 souls. Here, although he gave a sobering picture of the dark situation in Rome, the people were obviously uplifted and tremendously encouraged by his visit. His Grace then went on to St. Mary’s, Kansas, were he spent three happy days administering confirmation, talking to various laymen who are helping Fr. de la Tour to run his major educational establishment, and holding a Pontifical High Mass on Saturday morning. A full picture-story is in this month’s issue of The Angelus. He returned to New York for two more days before going back to Europe. Before leaving, the Archbishop said that he was very happy with the spirit of the Society such as he now found it flourishing at the seminary, at St. Mary’s, and in the various centers of the Society which he visited.

Fr. Schmidberger, who arrived in the United States on May 10, is spending over a month here until June 11, making a long and exhausting tour all around the United States, so as to make himself directly familiar with many of the Society’s endeavors, the better to build upon firm foundations for the future work of the Society in this country. For half of his tour, he is being accompanied by the new superior in America, Fr. Laisney, whose youth, energy and intelligence promise to make him a great acquisition for taking the Society’s work in the United States a major step forward. From the middle of June onwards, he is likely to settle (at least provisionally) in Dickinson, Texas, which becomes temporary headquarters for the whole Society in the United States.

Last – and most important – Fr. Schmidberger is anxiously making plans to stablish a cloister for praying and sacrificing nuns in the United States, with the help of Mother Marie-Christiane, presently head of three Carmels which are flourishing in Europe, attached to the Society of St. Pius X. He has been eager for her to come to the United States to inspect two possible locations for a fourth Carmel!

Mother Marie-Christiane, a natural sister of Archbishop Lefebvre and Carmelite nun herself for 56 years, has for the last year and half been wishing for a foundation in the United States. Fr. Schmidberger’s direct experience of the urgent need for holy prayer to draw down God’s grace in the United States has prompted him to expedite her longstanding aspiration. Let us pray it come to fruition!

All this work of building and rebuilding by the Society constitutes a resistance to the devil which he could not leave in peace. His reaction was not slow in coming!

On Sunday night, May 20, when the Archbishop arrived back at the seminary at a late hour from Kansas, somewhat tired and travel-weary, no sooner had he stepped out of the can than he was served with a civil court summons in a suit to evict the Society from the seminary property here in Connecticut, a suit filed by Fathers Cekada, Dolan, Jenkins, Kelly and Sanborn. Those standing by noticed and will not easily forget the look of pain on the face of the Archbishop, who it must be remembered was their Father in the priesthood. Now according to the old Code of Canon Law, anyone citing a Catholic bishop before a civil judge incurs automatic excommunication (canon 1341). Hence, according to the only Code of Canon Law which they themselves recognize, these five priests are excommunicated!

Then a few days later, an event which should have taken by surprise no Catholic familiar with the Gospel story of the betrayal of Our Lord, but which has nevertheless caused deep shock and heartache and scandal to countless Catholics: of the four newly ordained priests who had freely requested and received ordination within the Society of St. Pius X at the hands of its founder, Archbishop Lefebvre, after freely taking on the evening before with their hand on the Gospels a solemn oath of fidelity to their superiors, two of the four, on the stormy afternoon of May 23, amidst flashes of lightning and torrents of rain, walked out of the seminary and went to join the nine priests who defected last year, and two days later a third, already absent, announced that he was doing the same. And it was night.

A few facts will highlight the nature of this deed. Firstly, we now know that very soon after the defection of the Nine one year ago, these three actually told someone that they intended to lie low in order to get the priesthood. Certainly, over the course of one whole year their words and actions in the seminary were of a nature to persuade everyone, priests, seminarians and even visitors from outside, that they would be loyal to the Society. Did they for one whole year live a lie?

Secondly, on the very eve of their ordination, in accordance with the traditional requirements of Mother Church, all three took a solemn Oath of Fidelity at the altar of God, with their hand touching the Gospels before the Blessed Sacrament in the opened tabernacle, swearing amongst other things that they would respectfully obey their superiors in the Society of St. Pius X. The complete text of this oath and the signatures of all three are enclosed with this letter.

The alterations made to the text by one of them suggest he was not at ease, and indeed to swear such an oath at all each of them must have found, or been given, a way of justifying or rationalizing to himself and to others what he did. However, if before God they here committed perjury, then their receiving of holy orders in such a state will have been, thirdly, a grave sacrilege.

Fourthly, towards the end of the traditional ordination ceremony, each of the three placed his hands between the hands of the Archbishop, for the Archbishop to ask him in Latin, “Do you promise to me and my successors reverence and obedience?” Each of the three answered distinctly, “Promittomeaning “I promise”.

Fifthly, the at least apparent breaking, within ten days, of these solemn oaths and promises, taken together with all the other circumstances of this latest defection, has caused and will continue to cause a terrible scandal to Catholics, not only to those attached to Tradition who supported and assisted these three because they trusted them to follow Archbishop Lefebvre in defense of the Faith, but also to countless others not yet attached to Tradition who will wrongly but understandably say that if Tradition fosters such disloyalty, then they want none of it.

By way of comment upon these facts, let three quotations for the moment suffice. On May 27 of this year, Fr. Sanborn said from the pulpit in Traverse City, Michigan, “I am very pleased to announce three of the four priests who were ordained by Archbishop Lefebvre on May 13th have decided to come with us. This makes me very happy because I trained them, and so not all the fruits of my labor as rector of the seminary were lost.” (Does Fr. Sanborn realize what fruits he is laying claim to?)

On April 28 of last year, just after the split between the Society and the Nine, Archbishop Lefebvre said at the seminary to all the seminarians, including the three who have just defected:

I hope you will make the good choice. But you must choose. If you agree with the position and attitude and orientation of Fr. Kelly, then follow Fr. Kelly. If you think Mgr. Lefebvre is right, then follow the attitude of Monseigneur and the Fraternity. But you must be clear… honest. Do not say: I will be silent until after my ordination. That is wrong! God knows that! That is a lie before God… not before me. I am nothing. But before God! You cannot do that! That is precisely what Fr. Dolan said, i.e.“I knew how to keep quiet until my ordination”. I cannot understand him doing that! A future priest doing that??

And on May 30 of this year, one of the three latest defectors, when reproached by a lady that such a blow as these actions of their might have killed the Archbishop, replied, “Oh, he’s 78 years old anyway. Mark you, I’m grateful to him, because without him I wouldn’t be a priest.”

People might ask how such a thing could happen inside a seminary, and whether the same will not happen again. The answer is that Jesus saw to the very depths of the human heart (John 6:65, 71), but still chose to allow an Apostle to be unfaithful. As for Jesus’ priests, we can only see into human hearts, in the words of the ordination rite itself, “as far as human frailty allows us to know.” Also there comes a point of mistrust at which the service of God seizes up and a Catholic seminary can no longer operate, because charity “believes all things and hope all things” (I Cor. 13:7). However we are keeping our eyes open, and one seminarian has already been asked to leave since the defection, who under questioning clearly shared the defectors’ way of think.

To fortify your Faith, the seminary and St. Joseph’s Shrine are again this summer offering several courses of St. Ignatius’ great Spiritual Exercises. Make use of this unique opportunity to strengthen your spiritual life, which is more important than anything else. For our part, with the help of God, neither the Society nor the seminary will be shaken off course, but despite these trials or even because of them, both Society and seminary will thrive as God wills. Our next project is the opening of another mission on Long Island, where many Catholics are in distress.

May God’s most Holy and Unsearchable Will be always adored, and may His Blessed Mother, Virgin most Faithful, ever obtain for us in these faithless times the graces of fidelity and loyalty!
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.
 

sábado, 29 de dezembro de 2018

Retiro

 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário


domingo, 29 de julho de 2018

Comunicado Importante sobre o Padre Rodrigo Ribeiro da Silva.

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“Devido às atuais atitudes de inteira independência tomadas pelo padre Rodrigo Ribeiro da Silva, assim como, pela sua nova posição, a sedevacantista, nós nos vemos na obrigação de avisar aos fiéis que não nos responsabilizamos mais pelas palavras e atos do referido padre e daqueles que o seguem. Lembramos aos fiéis que Dom Lefebvre não admitia que nenhum de seus sacerdotes se recusassem a rezar pelo Papa na missa. O padre Rodrigo foi ordenado como membro da Sociedade Sacerdotal dos Apóstolos de Jesus e Maria cujo fundador, Dom Jean Michel Faure,exige de seus membros o mesmo que exigia Dom Lefebvre.
Essa é nossa posição, dos Quatro Bispos e de todos os fiéis da Resistência Católica.
Mas, ao adotar essa posição sedevacantista e a posição de completa independência, o padre Rodrigo se separa não somente de seu superior, mas também dos outros três bispos da Resistência:  Mgr Williamson; Mgr Zendejas; e Mgr Tomás de Aquino. “
+ Tomás de Aquino OSB
U.I.O.G.D

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Os males do audiovisual no mundo moderno Rev. Pe. Regimaldo O.P. Abril, 2018

 Conferência: Eu transcrevi quase toda a conferência do padre Regimaldo sobre o audiovisual, realizada no Mosteiro da Santa Cruz em abril de 2018. Não ficou exatamente como na gravação, porque, sendo texto, ajeitei algumas coisas para melhor compreensão dos leitores. 

Os males do áudio visual no mundo moderno - Rev. Pe. Regimaldo O.P.

Cada vez mais homens de ciência que não são católicos se inclinam sobre esta questão, estudam as consequências do audiovisual sobre a nossa natureza. Como a matéria é muito extensa, não poderei provar cientificamente tudo o que vou dizer. Os livros e referências estão em francês. Para quem sabe francês, o padre Riout fez um resumo da questão.
Mesmo que eu não possa provar nesta conferência tudo o que vou dizer, procurarei dar as bases filosóficas, que mostram que o audiovisual tal como ele é utilizado hoje destrói a nossa natureza.
Durante a conferência nós veremos os males sob dois aspectos: do ponto de vista natural e do ponto de vista sobrenatural. Por ter dado esta conferência mais vezes para jovens, eu desenvolvi mais a parte natural, pois é importante durante a adolescência mostrar que não é uma imposição gratuita de Deus que nos impede de utilizar o recurso. Também é bom conhecer os argumentos naturais quando se vai falar com quem não é católico. Mas é claro que o aspecto sobrenatural é de longe o mais importante. A rigor, uma pessoa com grande força de vontade poderia usar estes meios sem consequências más para ela, mas penso poder afirmar que esta pessoa nunca chegaria à santidade.
Os princípios de filosofia: lógica e a psicologia. Na lógica teremos as três operações do espírito.
[D. Tomás: Quando se fala em psicologia, não é o que se pensa quando se ouve esta palavra. A psicologia é o estudo da alma, da vontade, da inteligência.]
Primeiro temos a simples apreensão, depois o juízo, e, por fim, o raciocínio. Por que é importante abordar este assunto? Porque o audiovisual é sempre utilizado para manobrar as massas, para embrutecer o povo. E nós vamos entender melhor isto fazendo esta análise das três operações do espírito. Na primeira operação do espirito é que se vai fornecer o conceito, que às vezes se traduz também como ideia – mas o termo conceito é melhor.
Como é que um conceito chega à nossa inteligência? Isto é estudado em psicologia. Tem um princípio filosófico que diz: nada chega à nossa inteligência que não tenha passado primeiro pelos sentidos. Um bebê, quando começa sua vida, o que ele faz? Ele mexe em tudo. Ele pega os objetos e coloca na boca. Ele toca em tudo, ele escuta tudo, ele olha para tudo, e ele coloca coisas na boca. Ou seja, com os sentidos ele percebe a realidade. Nós temos cinco sentidos externos: a audição, a visão, o olfato, o paladar e o tato. Temos também os sentidos internos. Os sinais externos nos darão os sinais. Os sentidos internos vão receber estas informações e vão elaborar pouco a pouco um conceito. Então, pelos sentidos nós chegamos a ter os primeiros conceitos. Quando uma criança nasce, ela não tem nada na cabeça. Deus nos fez de maneira que através do contato com a realidade os sentidos vão formar conceitos reais sobre a realidade.
Cinco princípios que estão na base de tudo o que conhecemos: se uma criança não tivesse nenhum dos sentidos, ela permaneceria uma idiota, sem capacidade de pensar por toda a sua vida. Eis um exemplo. A mãe leva o seu filho para uma sala e ele vê uma mesa de madeira retangular. Ele pergunta à mãe o que é aquilo, e a mãe diz que é uma mesa. Ele vai à cozinha e vê uma mesa de plástico branca e redonda. Ele pergunta o que é, e a mãe responde que é uma mesa. Ele vai para fora e vê uma mesa vermelha com três pés; e pergunta a mãe o que é, e a mãe responde que é uma mesa. Se ele entrar numa outra sala onde há uma mesa preta e oval, ele mesmo vai dizer que é uma mesa. Ele compreendeu isto vendo várias mesas diferentes. Apesar de uma ser branca, a outra ser vermelha, e a outra ser preta, de terem três ou quatro pés, de serem de madeira ou de plástico ou de ferro, ele entendeu o conceito de mesa. Ele mesmo julga a quarta mesa e diz “isto é uma mesa”, ele uniu os conceitos e emitiu um juízo.
A partir do julgamento ele vai colocar juízos um após o outro, e vai chegar a um raciocínio. Por exemplo: a madeira é dura, esta mesa é de madeira, então esta mesa é dura. A base do raciocínio deve ser verdadeira, deve partir de juízos verdadeiros. E para que o conceito seja verdadeiro, é necessário que seja idêntico à realidade.
E uma das coisas mais graves do mundo informático, como veremos, é que ele nos separa da realidade. Ele fabrica outra realidade, põe-nos em outro mundo. Quanto mais a pessoa for jovem, maior a catástrofe. A pessoa que já tem o seu juízo formado, que já tem experiência, pode olhar o virtual sabendo que é virtual, que não é a realidade; mas uma criança ainda não está formada, pode misturar as duas coisas, e temos exemplos disso: um caso real de uma criança de três anos que diz para a mãe: “veja, vou fazer como o Batman”, e pula pela janela, e morre. Quanto mais cedo ela começa [a ter contato com o mundo virtual], mais ela fica separada da realidade, e mais fácil será tragada pelos inimigos da nossa alma.
A constituição da alma: a primeira faculdade, a mais importante, é a inteligência, que pode ser comparada a um farol, porque ilumina. Em seguida, a vontade, que pode ser comparada a um motor. Mas há um primado, uma precedência da inteligência sobre a vontade; por exemplo, se você diz a uma pessoa “vá”, ela vai perguntar “para onde?”; enquanto ela não sabe para onde vai, ela não pode-se mover. Então a inteligência deve iluminar a vontade para que ela possa ser colocada em movimento.  A vida espiritual é extremamente importante. Alguém que não faz leitura espiritual e não faz oração não tem nada que oferecer à sua própria vontade. Um sermão de vinte minutos por semana não é suficiente para um católico viver no mundo atual. Na Idade Média poderia bastar – os sermões, porém, eram de uma hora –, mas no mundo moderno é impossível, é necessário ler e fazer oração.

Onze paixões

As paixões são boas em si mesmas. Nosso Senhor teve-as todas. Ele usou sua paixão de cólera contra os mercadores do templo, usou sua paixão de ódio contra o pecado. Em si elas são boas, mas depois do pecado original elas se revoltaram contra a inteligência. Podem ser divididas em duas categorias: concupscíveis e irascíveis. As concupscíveis nos farão ir para o bem, e as irascíveis ajuda-nos a superarmos o obstáculo que nos impediria de irmos ao bem. Vamos agora seguir, mas voltaremos a isto ao falarmos dos filmes e da música moderna.
Ao que parece, nosso cérebro é dividido em duas partes, direita e esquerda, e chegou-se a determinar que parte é solicitada em relação à atividade que estamos desempenhando. Uma parte é destinada às coisas de natureza mais animal, e a outra é mais reservada às coisas superiores da alma. Segundo a solicitação de uma ou de outra, o resultado terá consequências.
A música moderna às vezes chega ao extremo de separar conexões entre lado direito e lado esquerdo. Em um caso extremo, mas real, durante um show, que conjuga música muito forte, conjuntos de luzes, incitação ao ódio e à violência, um homem matou outro. Foi preso, e no dia seguinte não se lembrava de absolutamente nada. Um homem de ciência, que analisou seu caso, disse que durante um lapso de tempo a conexão entre dois lados do cérebro tinha sido totalmente suprimida, [com] a parte animal, que tomou a frente na ação, ele matou, mas sem estar consciente do que fazia. Casos extremos podem chegar a isso. Veremos que mesmo o uso moderado é nocivo.

O universo da informática

O primeiro perigo do virtual é que nos separa da realidade. O virtual inclui informática, os filmes, e, de um certo ponto de vista, a música.  Ele vai nos separar do real e introduzir-nos em outro mundo. O mundo virtual adquire outro tipo de poder, e nós repelimos os limites de nossa natureza, vamos além do que a natureza permite. Eis o exemplo do videogame, que é mais especifico: você pode-se tornar imperador de Roma, pode virar um mago, tudo o que você quiser. Nós fazemos coisas que não terão punição, que não terão consequência. Podemos exercer um ódio de matar alguém sem nenhuma consequência em teoria que não seja pecado. Pensamos que é sem consequência, mas tem uma consequência no cérebro. A consequência estará relacionada à frequência com que a pessoa faz aquilo. Separar o real vai empobrecer a inteligência, sobretudo nas crianças.
No livro 1984 [George Orwell] o governo faz com que o vocabulário seja a cada ano reduzido, a missão de um grupo é diminuir o número de palavras, e é exatamente o que está acontecendo. Na França, os corretores de provas já têm uma lista de palavras que eles não podem corrigir; o aluno pode errar ou não, pois o nível está caindo, e eles não podem contar tais palavras como erros. Outro ministro da educação suprimiu o estudo de latim e de grego na França, isso nos corta das nossas raízes. Cortar-nos de nossas raízes e colocar-nos no mundo virtual é algo que nos deixa à mercê das influências [más]. Quanto mais você deixa seus filhos diante da televisão, do videogame, do celular, de tudo isso, você estará preparando marionetes que serão conduzidas para onde você não gostaria que eles fossem conduzidos.  Quanto mais cedo você colocar um celular na mão de seu filho, mais depressa você colocará uma coleira em seu pescoço, com a qual outros o levarão para onde você não gostaria que o levassem.
Consequência no nível espiritual: Nosso Senhor ama-nos e quer-nos fazer progredir na vida espiritual. Uma coisa impensável quando refletimos sobre o assunto: nós somos feitos para uma felicidade que ultrapassa nossa natureza: a visão beatífica, a visão face a face com Deus, que ultrapassa nossa natureza, pois ela é sobrenatural. Para fazer com que ela chegue a isso, ele é obrigado a purificar nossa natureza. Teremos que mortificar nosso corpo; não há verdadeira vida católica sem mortificação. Nossa inteligência e nossa vontade também serão purificadas, não só o corpo, mas também as faculdades espirituais.
Há três conversões, como chama o padre Garrigou-Lagrange: três idades da vida espiritual. Como na vida natural, ela começa como uma criança nos braços da mãe, depois se torna adolescente e, finalmente, um adulto. Nossa natureza faz isso sozinha. Ora, na vida espiritual podemos muito bem falhar numa dessas etapas. Se não somos generosos, matamos o santo que poderíamos ter sido.
E aí está o principal perigo do virtual. Porque a purificação do corpo é fácil de certa maneira. É mais difícil para nós modernos, mas é relativamente fácil. Mas para purificar a vontade e a inteligência, purificar a vontade própria e o juízo próprio, Deus intervém na nossa vida. Como se tratam das faculdades superiores da alma há frequentemente provações terríveis. E há duas escolhas, dois caminhos: deixarmo-nos purificar ou então cairmos nas consolações sensíveis, procurarmos estas consolações. A gente deixa Deus fazer-nos passar para a etapa seguinte.
Esse maldito virtual é uma excelente consolação sensível: com um clique você tem um filme, você tem as mais belas imagens que você quer, imagens puras também, você tem a música. No meio da provação, em vez de cair de joelhos e pedir a Deus por Sua graça, para que Nosso Senhor faça-nos avançar, é muito fácil precipitar-se na consolação sensível com o [mundo] virtual. Uma bela ilustração é a agonia de Nosso Senhor no Getsêmani. Ele agoniza, Ele reza, e quando chega a hora Ele mesmo se adianta e vai à sua Paixão. Os apóstolos dormem e fogem quando chegam os romanos.
Em noventa e nove por cento dos casos nós fugimos para a consolação sensível, como a virtual. Um dos principais males do virtual é que vai impedir progresso da santidade. Vai nos separar do real, o primeiro mal. Segundo mal: vai destruir nossa vida interior. Terceiro mal: somos nós que mandamos nesse mundo virtual. Com os progressos da ciência podemos fazer praticamente tudo no mundo virtual. Com a internet cremos saber tudo sobre tudo a todo momento. Esse domínio sobre as coisas nos dá a vertigem, a impressão de sermos criadores.
Uma criança que nasce no campo, o filho de camponês, que vê a colheita, vê o que é plantado, que cresce em função das chuvas e das estações, se você disser a ela que Deus não existe, ela vai rir na sua cara. Uma criança que nasce num apartamento, que vive cercada de cimento, que pode tudo conseguir com uma moeda, que vive num ambiente todo criado pelo homem, se você lhe disser que descende do orangotango ou de outra coisa, ela acredita.
Esse virtual é uma arma terrível para o ateísmo. Ele aumenta terrivelmente nosso orgulho. Torna-se insubmisso, você faz o computador dizer o que você quer, você o domina. E um pai de família sabe muito bem que a gente não faz o que quer, o computador dá essa impressão de que a gente pode fazer o que quer. Isso favorece o egoísmo. Não há esforço.
Há egoísmo também da parte dos pais, que colocam a criança em frente à televisão para ficarem tranquilos; é a babá eletrônica. Agindo assim os pais manifestam o egoísmo e deixam a criança ser destruída.  É um perigo enorme para a sociedade e para chegar ao Céu nem se fala.
Vamos ver agora o computador, o celular, o tablet, o Iphone e cia. O computador exerce uma certa hipnose sobre nós. Tem coisas que a ciência vai mostrando, como, por exemplo, que a luz que vem da tela estraga os olhos. Além desse aspecto mais físico, há também um fenômeno de hipnose, que vai ser maior ou menor segundo a força moral que está diante da tela.
Cuidado, caros pais! Se vocês têm esta força moral, seus filhos não a têm necessariamente. Não pensem que é sem perigo para seus filhos porque é sem perigo para os senhores. Mas para saber se realmente não há nenhuma dependência do computador, pergunte à sua esposa se ela não acha que você passa tempo demais diante do computador. A resposta em geral é conhecida, é categórica. Chegou ao ponto de um homem morrer diante do seu computador, no Japão, pois ficou diante da tela por três dias sem comer e sem beber – um caso extremo. Se se observar seu filho ou outra criança, ou outra pessoa, diante do computador, veja como fica em posição de hipnose, de certa maneira, e cada vez mais.
Houve uma criança que teve de fazer exame de sangue, e examinarem seu grau de angústia e de estresse. Se a criança está sozinha, esse grau é máximo. Mas quando estava nos joelhos da sua mãe, ele diminuía. Mas se ela está vendo o computador, pode tirar o sangue que quiser. Há uma atração da tela que obriga a uma reação, que obriga a um ato de vontade para separar-se.
Consequências dramáticas para a vida espiritual: mata a vida de oração. Falo como padre, como religiosos: se estou na cela lendo um livro e anotando, se toca o sino, parar não é um problema; mas se estou em frente a um computador, se toca o sino é um problema. A gente pensa: “farei mais tarde”.  Pergunto: quem, estando diante do computador, já fez cinco ou seis invocações jaculatórias ou uma comunhão espiritual?
Se você está lendo um livro espiritual, isso é a coisa mais fácil que tem. Há um erro moderno que consiste em ler no computador. Nós não podemos estudar diante do computador. Às vezes temos a impressão de uma grande ciência que vai copiar e colar. Mas se você estiver na rua e não estiver com seu computador no bolso, na hora de discutir, não sai nada. Porém, se você pegou um livro, tentou resumi-lo, fazer o esquema do livro, entrar no plano do livro, aí é outra coisa. O virtual, o celular, vai matar a reflexão e a vida interior, gera uma precipitação que impede a reflexão.  
O computador, mais do que os filmes, dá essa a impressão que você domina, que é um dominador. No jogo do videogame há certas regras, mas se alguém é muito craque em informática, ele tem essa impressão realmente de dominar, de fazer o que ele quer. Vai também separar, retirar o homem da sua casa, da sua família. Estou-me dirigindo aos pais de família, especialmente: ele vai chegar do trabalho e vai-se plantar diante de seu computador. É algo desejado pela maçonaria.
Já no século XIX eles queriam retirar o pai de família da sua família. Não tinha o computador, mas tinha o bar. Ele [o computador] impede ao pai de família de cumprir o seu papel dentro da família. Os homens são mais vulneráveis neste ponto do que as mulheres. Então tem de usar o computador com precaução. Se a gente se crê forte, um bom teste é marcar durante um mês o tempo que a gente passou cada dia diante do computador e, no final do mês, fazer as adições, e ver se foi um uso ordenado ou desordenado.

Celular

Nos novos celulares você tem tudo: internet, filmes, videogames, GPS, fotos. É tudo numa pequena máquina, torna-se uma coisa inevitável, inseparável, e isso é algo com que desejam aprisionar-nos. Os filmes e os computadores grandes põem uma certa limitação, mas o celular não tem nenhuma limitação, e a gente vai ver cada vez mais razões para acessá-lo; por exemplo: para ver a hora, redes sociais, e-mails. Sem parar você mexe no celular.
Calcule o número de vezes que o jovem hoje olha o seu celular. A média na França é por volta de trezentas vezes, não estou seguro, mas é por aí. Com certeza é mais de cem vezes [por dia]. E cada vez mais os jovens tem dificuldade em concentrar-se para escutar o que se está dizendo a eles. Isso mata a concentração, mata a inteligência. Os filmes geraram consequências cinquenta anos depois do início dos filmes; mas do celular, que não é muito antigo, já se vê as consequências nas escolas da Tradição. Os alunos estão cada vez mais com dificuldade de prestar atenção nas aulas, não conseguem falar vinte minutos sobre o mesmo assunto. Eles passam de um assunto para outro e para outro e para outro; não tem conexão entre um e outro. Isto é a [consequência] da internet. E isso tem consequências na inteligência. A conversão das pessoas torna-se extremamente difícil, porque se elas não prestam atenção não vão se converter. Por causa dessa separação do real, elas têm na cabeça o que a mídia botou na cabeça delas. São ações que são difíceis de tratar. Por exemplo, se você vai falar sobre a evolução, a respeito da Inquisição, para convencê-los será necessário um tempo grande, no mínimo uma hora... no mínimo. Elas não são capazes de manter-se por muito tempo no mesmo assunto. Você começa a falar da questão da evolução, elas começam a escutar, e daqui a pouco já passam para a questão da Inquisição. Você começa a explicar sobre a Inquisição, e elas passam para as Cruzadas, e quando você começa a explicar sobre as Cruzadas, elas começam a falar sobre o último modelo da Ford.
[O negócio é] não ser escravo do celular, usar o menos possível. Alguns exemplos: um bilhete {de transporte público] na França agora só se compra pelo celular. Então cada vez mais as pessoas compram as coisas pela internet, e assim ficam dependentes da internet. Habituam-se a utilizar esse utensílio para montar uma mesa, por exemplo. A gente vai entrar na internet para ver o modelo e vai se tornando cada vez mais dependente do celular. Um livro é mais lento, mas você vai assimilar melhor. A gente vai se divertir brincando com granadas? Claro que não, porque se explodirem a gente morre. Se a gente está na guerra, vai usar uma granada, mas com muita prudência. O celular é pior do que uma granada. Devemos utilizá-lo prestando muita atenção. Tem que ter essa coragem de controlar-se para ver se a gente não está usando cada vez mais. Há bons exemplos: a gente não precisa consultar a todo momento o celular para saber se alguém mandou uma mensagem; se a gente tem uma caixa postal, a gente vai ver se tem mensagem uma vez por dia, e a mesma coisa deve ser também para as mensagens, os e-mails. Se é uma profissão que exige esse utensílio, então é diferente, porque é um caso de necessidade. Se nós não temos um caso de necessidade, então devemos consultar uma vez por dia, num horário que nós mesmos determinamos, porque aí nós somos os mestres, nós é que dominamos. Se cada vez que [o celular] vibra a gente olha, a gente não é mais o mestre. Embrutece as pessoas, é realmente perigoso.

Videogames

Eles criam um vício, uma dependência. Há crianças que não podem ficar sem videogame. Isso vai influenciar o comportamento. Em setembro de 2017, alguém bateu na porta de um senhor fiel do convento. Ele abriu a porta e viu um rapaz, que parecia normal, e que disse que estava perdido. Ele disse que tudo bem, que o conduziria até sua casa. Então o rapaz aproveitou que o senhor deu meia-volta para pegar uma faca, e tentou matá-lo. O senhor do convento recebeu sete golpes de facadas, e o rapaz então atacou a esposa. O senhor, apesar de ser de idade, defendeu-se, pois era professor de ginástica, e o rapaz acabou fugindo. A polícia prendeu, e os psicólogos não compreendem, pois ele não tem nenhuma nevrose.
Era um rapaz que não tinha passado no vestibular depois de duas tentativas, e ele passou os dois meses anteriores a este fato jogando oito horas de videogame por dia; jogos extremamente violentos. O videogame tem um impacto sobre o comportamento. No nível criminal os jogos são cada vez mais violentos. Há jogos em que o objetivo é matar o mais possível, em que há escolhas de armas.
Perdoem-me dar estas precisões, porque isso é horrível: uma arma que podemos usar nesse jogo é a motosserra. Num desses jogos você vai cortar os outros com a motosserra, tem jogos em que você pode torturar. É uma evidência, todo mundo sabe, que a violência só faz crescer. Na hora não tem impacto, mas vai ter impacto sobre a mente, e um dia terá sobre os atos externos.
Há o problema da violência e o problema da impureza: nesses jogos você pode ser chefe de uma gangue em Nova York que vai utilizar prostitutas. E uma coisa mais grave ainda é a magia. Há jogos onde há poderes mágicos que você pode utilizar. Isso habitua a criança a fazer uso de forças paranormais onde ela encontra um problema.
Eis um exemplo: no tempo em que minha irmã estava na universidade, ela cruzava pelo corredor com outra menina que não era uma moça ruim, mas tinha perdido duas vezes um concurso, e no terceiro ano ela tinha tanto medo de não passar, que foi consultar pessoas espíritas. E ela teve essa ideia certamente em razão de a mídia tê-la colocado em sua cabeça. Se ela não tivesse visto filmes e jogos que recorrem a esse meio, de modo nenhum ela teria recorrido a ele.
Em muitos videogames você pode jogar um feitiço. Li um artigo que falava de um número impressionante de donos de empresas que recorrem à magia para [beneficio] de sua própria empresa. O progresso imenso do satanismo no mundo é devido, sobretudo, aos filmes e aos videogames. Ele leva alguns a terem uma dupla vida e a tornarem-se esquizofrênicos. Eis um caso real: um homem queria divorciar-se, porque no jogo de videogame o nome do jogo era vida dupla. Ele procurava contatos com uma mulher virtual, e preferiu divorciar-se de sua própria esposa. Ele ficou esquizofrênico, enlouqueceu.

Internet

A internet é um enorme problema para a questão da pureza. Vinte e cinco por cento dos acessos à internet são para impureza, e isso cria uma dependência. Quando ultrapassa certo limite a pessoa não consegue mais sair, a não ser através da medicina. Cuidado com seus adolescentes, não sejam ingênuos. Somente um menino em vinte consegue atravessar a adolescência sem entrar neste ritmo. Caras mães, não deixem o celular à disposição. A criança pode pegar para dar um clique e matar sua alma. E os pais serão os responsáveis.
A internet não é o mais importante. O inimigo faz o que pode para bloquear a informação. Quando ele vê que a informação está-se espalhando, ele faz uma saturação de informações, que nos leva à desinformação, que impede a verdadeira informação – é o que acontece na internet. Hoje em dia todo mundo pode saber o que um padre da Fraternidade disse hoje de manhã sobre o Papa Francisco, mas cada vez menos pessoas fazem uma reunião de estudos como a que vimos ontem aqui. Todos sabem as últimas fofocas sobre a FSSPX, mas para a formação teologal ou doutrinal não tem mais ninguém, e é isso o que o Inimigo quer.
Gustavo Corção destruiu mais inimigos da igreja do que inumeráveis católicos que [acham que] sabem de tudo, mas não têm informação nem querem ter. A internet não é um meio de informação, é perda de tempo. Duas colunas: uma, a internet, e a outra, o livro: o tempo com o livro devia ser quatro vezes maior do que o tempo com a internet. [A internet] mata a inteligência, porque com dois toques você pensa saber tudo sobre tudo.
Um exemplo: uma professora de escola foi à internet, criou uma palavra e uma explicação desta palavra. No dia seguinte ela chegou à sala de aula e mandou os alunos fazerem uma redação sobre esta palavra. Ela pega o que essas crianças escreveram, corrige e devolve aos alunos. Então ela diz sorrindo: “só há um inteligente entre vocês: é o que me devolveu o papel em branco. Todos foram à internet para ver esta palavra que não existe, que eu inventei”. O único que não foi ver na internet foi procurar na biblioteca um bom dicionário, e viu que essa palavra não existe. Para usar a internet é necessário já ter uma formação que permita fazer a triagem das informações da internet. Se você já leu todos os livros do Gustavo Corção, aí você pode consultar [risos].
[A internet] mata a verdadeira busca científica, no sentido da verdade, separa-nos da verdadeira ciência. A verdadeira ciência encontra-se em dois lugares: nos antigos e nas bibliotecas. Antigamente se dizia que quando um homem, um veterano, morria, uma biblioteca se extinguia; via-se esse respeito do jovem para com o avô, com as pessoas de idade; ele ia para junto delas para aprender. Hoje se vê cada vez menos isso, os jovens vão procurar aprender na internet. Isso é querido para matar o respeito pelos antigos.

Filmes

É algo menos esmagador, mas do ponto de vista dos efeitos é tão ruim quanto os outros. O filme também nos retira da realidade para transportar-nos ao virtual. Vai destruir a simples apreensão, a primeira operação do espírito, ao ponto de cientistas que não são católicos terem lançado um grito de alarma há alguns meses porque cada vez mais crianças de menos de três anos de idade são postas diante da televisão e não utilizam mais os sentidos, e têm suas inteligências esmagadas, mortas.
Na televisão, no filme, nós somos extremamente passivos. Vai também matar o juízo, que é a segunda operação do espirito. Vai trazer informações, a inteligência vai então trabalhar, vai extrair um conceito, e se há informação em demasia, o chamado sentido interno, o senso comum, não vai trabalhar direito, não vai dar resultado. É o que se passa nos filmes.
Nos filmes há uma sequência de imagens que é maior do que um homem pode naturalmente receber. Nos filmes de antigamente havia menos imagens, mas atualmente [porque há muitas imagens] os cientistas dizem que faz mal. Destrói nossa natureza, não se dirige à nossa inteligência, dirige-se à nossa paixão, à sensibilidade e à emoção. A música e a imagem são destinadas a excitar o concupscível e o irascível segundo o tipo de filme que você vê. As paixões que devido ao pecado original já estão em revolta em relação à vontade, a gente já tem dificuldade em dominar, imagine a dificuldade de um adolescente que tem todo dia o seu irascível e o seu concupscível excitados ao extremo. Imagine isso aos dois ou três anos de idade. Se ele tiver a graça de converter-se o combate será titânico, porque as paixões ficarão superexcitadas, e a vontade não terá condições – o combate é quase impossível. A graça de Deus: a graça está enxertada na natureza; se a graça chega numa vontade que está mole, fraca e quase inexistente, ela não fará grande coisa; é como as águas na pena de um marreco que nunca fica molhado.
O grande problema dos filmes e da música moderna é superexcitar as paixões, enfraquecer a vontade e matar a inteligência. Então temos diante de nós pessoas degeneradas, pois sua natureza foi degenerada. Monsenhor Williamson insiste, com razão, muito sobre isso. Antes de uma conversão sobrenatural, é necessária uma conversão natural. Quando ele era diretor do seminário ele criou um ano de humanidades para que os rapazes tivessem durante um ano, mesmo antes de começar o seminário propriamente dito, boa música, boa leitura, para reestruturarem a parte natural que está destruída.
Enfraquecer a vontade, superexcitar as paixões, a fuga do real e do esforço. Para o pai de família que chega cansado do seu trabalho, é claro que é mais fácil sentar na poltrona e ligar a televisão e ver um filme do que ocupar-se dos seus filhos [e ter] mais trabalho. Enquanto não purificarmos nossa vontade e nossa inteligência nós teremos a tendência de lançar-nos nas consolações sensíveis da internet e dos filmes. O filme vai matar a oração. Por exemplo, o filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson: se você for fazer oração sobre a Paixão, se você fizer uma via sacra, vão passar imagens do filme do Mel Gibson, vai passar um filme na sua cabeça. Você está tocando a emoção e a sensibilidade, que é justamente aquilo que Deus quer purificar em nós. Esse filme talvez seja bom para quem não é católico, mas para um católico tradicional vai impedir de progredir em sua vida espiritual; ele ficará uma criança, um anão por toda a sua vida.
O filme se dirige à nossa sensibilidade, à nossa imaginação. Quando nos unimos a Deus é pelas faculdades superiores, a inteligência e a vontade, não é pela sensibilidade. O filme dirige-nos à sensibilidade, o filme mantém-nos fora da oração, a oração não entra onde deveria entrar.
E outro perigo é o das imagens subliminares: quando há mais imagens do que a inteligência pode registrar. Eles farão passar uma imagem no meio do filme que não tem nada que ver com o filme, que mostra um suicídio, que mostra o que eles quiserem. Há a questão da pureza. “Eu vi, mas eu passei” [diz a pessoa em relação ao filme], mas se passou é porque viu alguma coisa, se não tivesse coisa impura não teria passado, e isso vai ficar gravado na imaginação. É como um selo de ferro que marca a pele. Mesmo que ele passe, o que tinha de errado ficou gravado, e isso vai atrapalhá-lo.
O demônio tem certo poder sobre a nossa imaginação, para formar imagens. Imagine um rapaz que às onze horas da noite vai dormir, o quanto o demônio pode trabalhar com o que já está impresso. Como ele irá manter-se casto e puro? Isto acontece porque os pais não foram bastante vigilantes em relação aos filmes. Atualmente, os pais não têm como controlar um filme, saber se ele tem imagens ruins no meio, pois há imagens que não vemos, mas que o cérebro registra. Tem a dependência gerada pelas séries. Conheço um rapaz que não consegue abandonar um seriado. Conheço um rapaz que tinha feito uma escola muito boa para entrar na escola militar e ele não passou porque ficava vendo série, não conseguia estudar.
Ainda há um perigo que não é o menor em relação aos filmes: é o mundo da fantasia. Vou citar alguns filmes que não são perigosos do ponto de vista da pureza, mas sim por causa da fantasia e dos poderes ocultos: Star Wars, O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia, Matrix, Piratas do Caribe. O principal perigo é com relação aos jovens, especialmente os adolescentes: o adolescente está em choque com as dificuldades da vida, e ele começa a ver que há obstáculos à sua vontade. Quando a criança ainda está no colo da mãe, ela não tem muito desejo, mas o adolescente vai ser mais confrontado com as dificuldades da vida, e, como na maior parte dos casos atualmente, ele foge para o mundo virtual, para não enfrentar as dificuldades. Ele vai ter como herói, como modelo, por exemplo, o Neo de Matrix, ou os Cavaleiros Jedi. São pessoas apresentadas como boas, mas [...] utilizam poderes acima dos poderes normais. Gandalf é um mago. Eles têm poderes sobre-humanos, há um panteísmo: os Jedi fazem apelo à Força, isso é panteísmo. [Quanto às séries, com temas ruins, para adultos: Os adultos de hoje são os jovens que já viveram isso na sua juventude.]

Música      

A música moderna como instrumento de destruição foi querida pela maçonaria. Você encontra isso na famosa escola de Frankfurt. É a revolução através da cultura, o princípio da escola de Frankfurt; é continuar a revolução, não como Fidel Castro, matando, mas através da cultura.
Cientistas fizeram estudos sobre os efeitos da música sobre nós. Colocaram plantas em quatro lugares diferentes. Num lugar, uma planta e um alto-falante com música moderna [rock]; em outro, uma planta e música clássica; outra, em silêncio, e a quarta com canto gregoriano. Com a que estava no silêncio e a que estava com a música clássica, nada de especial. A que estava com o rock morreu, e a que estava com o gregoriano floresceu.
A música de Mozart e Bach ajuda a concentração e o trabalho intelectual. Fazer os seus filhos escutarem a boa música ajuda o desenvolvimento de sua inteligência. Um mestre de orquestra um dia escutou uma melodia e disse “eu conheço esta melodia”, e ele se deu conta de que tinha escutado uma só vez esta melodia quando ele nem havia nascido ainda. Uma mãe que está esperando uma criança e que passa o tempo todo escutando música moderna está fazendo mal ao seu filho. Ela deve evitar ao máximo escutar a música moderna, e escutar, sim, a boa música. Aproveitem o que há de bom na internet, e escutem a boa música.
Para entender a música é preciso saber que nela há três componentes, numa ordem: harmonia, ritmo e melodia. A harmonia e o ritmo estão lá para a melodia. Se inverter a ordem, se colocar o ritmo ou a harmonia em primeiro lugar, você põe desordem na música, e esta música desordenada vai desordenar a pessoa. Isso pode ir muito longe.
Alguns oficiais nazistas escutaram Wagner para ir ao combate sabendo que iriam morrer. Mesmo na música clássica tem que saber escolher. Monsenhor Williamson mostra muito bem o que há de bom em Beethoven. Na música clássica, os que colocam mais ordem no intelecto são Mozart e Bach... Isto sem falar do Gregoriano. Mozart dizia “eu daria toda a minha obra em troca de poder ter sido o autor do Prefácio” [da Missa]. A harmonia age no concupscível, e o ritmo sobre o irascível, na influência do ritmo cardíaco, no cérebro, nas conexões do cérebro. A música tem impacto sobre nosso corpo, sobre o ritmo cardíaco, o cérebro e a psique. Estamos falando somente da música, sem falar das letras que são frequentemente blasfematórias, cada vez mais. E ainda tem a questão das mensagens subliminares também na música. Um médico fez um trabalho sobre mensagens subliminares [que mostrou] que mesmo quando é uma língua estrangeira, tem efeito sobre a pessoa. Um grande argumento dos jovens é “está em inglês e eu não entendo o que se está dizendo”, mas o subconsciente pega alguma coisa, isso é provado cientificamente.

O que fazer, como reagir?

·        Distinguir o necessário do que não o é.
·        Falar com o diretor espiritual.

É quase impossível não ter computador em casa. Deixe o computador num lugar de passagem, onde todo mundo passe pela casa. Que ninguém se creia suficientemente forte para ficar num lugar fechado. É uma ordem do Monsenhor Lefebvre para os pais: não tenha nenhum computador no quarto, especialmente se é adolescente.
Pode-se colocar um computador sem acesso à internet com, por exemplo, músicas salvas num pendrive. Pais, não sejam ingênuos. Um pai tem a conexão no escritório, e ele acha que está tranquilo, mas o jovem encontrou outro lugar no porão onde se conectar.
Use senhas: pois você pode estar ausente e o seu filho ter acesso à internet. Use uma senha bem difícil, pois neste assunto os jovens são bem inteligentes.
Pode-se colocar filtros que bloqueiem imagens nas páginas da web.
Busque saber por onde seu filho navegou na internet.
Acompanhe seu filho no computador, fique junto dele. Você não estará perdendo tempo, estará salvando seu filho.
Fixe um tempo para seu filho ficar no computador. [regule o tempo, não deixe por muitas horas]. Pelos melhores pretextos passa-se um tempo enorme no computador.
Não ir para a internet sem rezar antes.
É bom ter uma imagem piedosa perto, um crucifixo, uma medalhinha...
Quanto a filmes [vídeos]: o menos possível e o mais tarde possível [mais tarde quanto à idade]. Que os pais vejam o filme antes para que possam controlar e saber o que se vai mostrar ao filho. É um mal menor [o filme], mas se a criança interessar-se por um esporte, pelo xadrez, por instrumentos musicais, pode ser que nem se interesse pelos vídeos.
Música moderna, nunca. NUNCA. [Música moderna é quando o ritmo sobrepuja a melodia]. Pela minha experiência, a música tem um impacto maior do que o filme. Uma coisa ótima é aprender a tocar um instrumento musical...  
...Marchas militares são feitas para a luta, para a guerra, não é para ouvir todo dia...
...Na maior parte do tempo a razão não domina a paixão, e dificilmente se consegue raciocinar com isso [música moderna]. Ninguém passa do rock ao gregoriano de uma vez só. Que a pessoa [viciada] em rock vá subindo de um rock pesado para um mais leve, para uma música de filme, para uma música popular, depois para as óperas, até chegar ao Clássico, Mozart.
 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário