domingo, 26 de julho de 2020

26 de julho dia de Santa Ana, Mãe da Santíssima Virgem.

Santa Ana ou Sant'Ana (do latim Anna, por sua vez do hebraico transliterado Hannah, "Graça") foi mãe de Maria, mãe de Jesus Cristo. São João Damasceno exorta Joaquim e Ana como modelos de pais e esposos cujo principal dever era educar seus filhos. São Paulo diz que a educação dos filhos pelos pais é sagrada.

A tradição diz que Joaquim nasceu em Nazaré, e casou-se com Anna quando ele era jovem. Ele era um rico fazendeiro e possuía um grande rebanho. Como não tivessem filhos durante muitos anos Joaquim era publicamente debochado, (não ter filhos era considerado na época uma punição de Deus pela sua inutilidade). Um dia o padre do templo recusou a oferta de Joaquim de um cordeiro e Joaquim foi para o deserto e jejuou e rezou por 40 dias. O Pai de Ana teria sido um judeu nômade chamado Akar que trouxe sua mulher para Nazaré com sua filha Anna. Após o casamento de sua filha com Joaquim tambem ficou triste de não terem sido agraciados com netos. Ana chorava e orava a Deus para atende-la. Um dia ela estava orando e um anjo disse a ela que Deus atenderia as suas preces. Ela estava sob uma árvore pensando que Joaquim a havia abandonado(ele estava no deserto). O anjo disse ainda que o filho que teriam seria honrado e louvado por todo o mundo. Anna teria respondido; "Se Deus vive e se eu conceber um filho ou filha será um dom do meu Deus e eu servirei a Ele toda a minha vida."

O anjo disse a ela para ir correndo encontrar com o seu marido o qual, em obediência a outro anjo, retornava com o seu rebanho. Eles se encontraram em um local que a tradição chama de Portão de Ouro. Santa Anna deu a luz a Maria quando ela tinha 40 anos. É dito que Anna cumpriu a sua promessa e ofereceu Maria a serviço de Deus, no templo, quando ela tinha 3 anos. De acordo com a tradição ela e Joaquim viveram para ver o nascimento de Jesus e Joaquim morreu logo após ver o seu Divino neto presente no templo de Jeruzalém.

O Imperador Justiniano construiu em Constantinopla, uma igreja em honra de Santa Anna lá pelo anos de 550.Seu corpo foi trasladado da Palestina para Constantinopla em 710 e algumas porções de suas relíquias estão dispersas no Oeste. Algumas em Duren (Rheinland-Alemanha), em Apt-en-Provence, (França) e Canterbury (Inglaterra).

O culto litúrgico de Santa Ana apareceu no sexto século no leste e no oitavo século no Ocidente. No século décimo a festa da concepção de Santa Anna era celebrada em Nápoles e se espalhou para Canterbury lá pelos anos de 1100 DC e daí por diante até século 14, quando o seu culto diminui pelo crescente interesse pela sua filha, a Virgem Maria.O culto a Santa Ana chegou a ser até atacada por Martinho Lutero, especialmente as imagens com Jesus e Maria, um objeto favorito dos pintores da Renascença. A devoção aos pais de Nossa Senhora é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no Ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do Ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Renânia, Alemanha. Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto . Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de Julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879. Na França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623.

Ladainha de Santa Ana
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo , tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai Céu, tende piedade de nós.
Deus filho Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Deus Uno e Trino, tende piedade de nós.
Nossa Senhora filha de Santa Ana, rogai por nós.
Santa Ana, Mãe de Maria Virgem, rogai por nós.
Santa Ana, avó de Jesus Cristo, rogai por nós.
Santa Ana, esposa digníssima de Joaquim, rogai por nós.
Santa Ana, sogra do santo patriarca José, rogai por nós.
Santa Ana, arca de Aliança, rogai por nós.
Santa Ana, monte de Horeb, rogai por nós.
Santa Ana, raiz de José, rogai por nós.
Santa Ana, descendente de estirpe real de Davi, rogai por nós.
Santa Ana, alegria dos Anjos, rogai por nós.
Santa Ana, filha dos Patriarcas, rogai por nós.
Santa Ana, oráculo dos Profetas, rogai por nós.
Santa Ana, glória dos Santos, rogai por nós.
Santa Ana, alegria dos Sacerdotes e Levitas, rogai por nós.
Santa Ana, nuvem resplandecente, rogai por nós.
Santa Ana, cheia e cumulada de graças, rogai por nós.
Santa Ana, espelho de devoção, rogai por nós
Santa Ana, espelho de ternura, rogai por nós
Santa Ana, espelho de obediência, rogai por nós
Santa Ana, espelho de misericórdia, rogai por nós
Santa Ana, espelho de bondade, rogai por nós
Santa Ana, espelho de misericórdia, rogai por nós
Santa Ana, modelo acabado de paciência, rogai por nós.
Santa Ana, baluarte da Santa Igreja, rogai por nós
Santa Ana, Refúgio de todos os pecadores, rogai por nós.
Santa Ana, protetora dos cristãos, rogai por nós.
Santa Ana, padroeira do parto, rogai por nós
Santa Ana, patrono das mãe cristãs, rogai por nós
Santa Ana, padroeira das viúvas, rogai por nós
Santa Ana, protetora das mulheres que procuram a maternidade, rogai por nós 
Santa Ana, mestra e educadora das Virgens, rogai por nós.
Santa Ana, protetora eficaz dos navegantes, rogai por nós.
Santa Ana Porto de salvação, rogai por nós.
Santa Ana Padroeira da boa morte, rogai por nós.
Santa Ana, especialíssima advogada de seus devotos, rogai por nós.
Santa Ana, alívio e alegria dos aflitos, rogai por nós.
Santa Ana, luz e refúgio de todos que a invocam, rogai por nós.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, escutai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
Senhor tende piedade de nós.
Jesus Cristo, compadecei-vos de nós.
V. Amou Deus a Santa Ana.
R. E teve muitas virtudes. 

Rogai por nós  Santa Ana para que sejam dignos das promessas de Cristo.                                                   
Oremos: 
Senhor, seja eternamente bendita a gloriosa Senhora Santa Ana, por ter tido a tarefa de levar em seu seio a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus.                             
A acompanhamos a tão grande Santa com todo nosso afeto e particular devoção na alegria que experimentou sua bendita alma no nascimento de sua Filha e a felicitamos pelo generoso sacrifício que fez ao Altíssimo quando a presentou no Templo. Dignai-vos, grande Santa, apresentarmos com vossas mãos a Jesus e a Maria, e sede perante eles nossa especial protetora e advogada terníssima.Tudo devemos esperar, amada Santa minha, de vosso eficaz valimento e poderoso patrocínio, e temos a tarefa de dar graças em vossa soberana presença. Não é em vão que colocamos em vos toda nossa confiança. Amém. 
Oração: 
Oh! Deus que Vos dignastes fazer a Senhora Santa Ana a graça de ser mãe da Mãe de teu Unigênito filho! 
Concedei-nos por tua bondade e misericórdia que nós que veneramos a tão grande Santa com particular devoção na terra, mereçamos ter seu poderoso patrocínio, para depois estarmos em sua companhia na eterna bem-aventurança do céu. Amém.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

sábado, 25 de julho de 2020

25 de julho dia de São Tiago Maior, Apostolo

 25/07 Sábado 
Festa de Segunda Classe
   Paramentos Vermelhos

Diz à tradição que Jesus escolheu doze companheiros para serem seus discípulos mais próximos, segui-lo e com ele aprender uma nova filosofia que veio a ser o Cristianismo. Estes companheiros foram, após a morte de Cristo, chamados de apóstolos, palavra que em grego significa “enviado”. Pois os doze foram enviados aos quatro cantos do mundo para transmitir os ensinamentos cristãos. Entre estes doze apóstolos, havia dois com o nome Tiago. Um deles, filho de Zebedeu, é também chamado Tiago Maior (para distingui-lo do outro, filho de Alfeu, o Tiago Menor). Seis anos após a morte de Cristo, este Tiago, o Maior, viajou para a península Ibérica, onde passou vários anos divulgando sua mensagem, na região que hoje é a Galícia, talvez chegando até Zaragoza. Embora muito poucos dos habitantes locais tenham se convertido ao Cristianismo, Tiago deixou plantada nestas terras distantes a primeira semente, que viria a florescer pelos séculos futuros. Retornando a Palestina, o apóstolo morreu como mártir no ano 44, decapitado, por ordem do rei Herodes Agripa. Seu corpo insepulto, jogado aos cães por ordem do rei, foi recolhido por seus discípulos Teodoro e Atanásio.Tiago havia manifestado o desejo de ser enterrado em terras ibéricas, e diz a lenda que seu corpo foi transportado por seus discípulos para a Espanha em uma nau de pedra guiada por anjos. É mais provável que tenha sido levado em um navio mercante comum, porém já em seu ataúde de pedra, daí ter nascido esta antiga crença. O apóstolo foi então sepultado na cidade de Iria Flavia (assim denominada em homenagem ao imperador romano Flávio Vespasiano), atualmente nos arredores da cidade de Padrón., próximo à costa ocidental da Galícia. Esta região era chamada pelos romanos de Finis Terrae, isto é, os confins da Terra, por ser o ponto mais ocidental da Europa, além do qual nada mais há que o Oceano. Há evidências que sugerem ter havido peregrinações esparsas ao local desde os primeiros séculos da era cristã. Porém com as invasões bárbaras, a queda do Império Romano e, posteriormente, com as invasões muçulmanas, o túmulo acabou sendo "esquecido", ou perdido. Do Século VI ao Século X. No ano 813, um monge chamado Pelayo, retirou-se para viver como eremita no bosque de Libredón na colina circundada pelos rios Sar e Sarela. Neste local havia duas antigas necrópoles (cemitérios) abandonadas, uma romana e outra visigótica. Avistando uma chuva de estrelas que parecia cair sobre um determinado ponto, e interpretando esta visão como um sinal divino, Pelayo foi examinar o local e ali encontrou o velho sepulcro. Informou então ao bispo galego Teodomiro o que havia achado em um "campo de estrelas", isto é, em um campus stellae, em latim, origem da palavra Compostela. O bispo, pelas inscrições no sepulcro, confirmou que se tratava do túmulo do apóstolo Tiago que, segundo a secular tradição havia sido sepultado naquele local, a beira do rio Ulla, próximo a uma antiga estrada romana. Foram também identificados os túmulos de Teodoro e Atanásio, os dois discípulos, que estavam sepultados ao lado do mestre. O rei de Astúrias, Alfonso II, o Casto, (791 – 842), ao tomar conhecimento da descoberta, nomeou São Tiago como patrono oficial da Espanha e ordenou a construção de uma capela de pedra sobre o sepulcro, o que foi realizado no ano 829. Os primeiros documentos históricos que relatam a existência de peregrinações ao "campo de estrelas" datam do ano 840, e o local aos poucos tornou-se um centro de devoção reconhecido pela Igreja.                                                                                                     

Na batalha de

Clavijo, no ano 842, as tropas cristãs de Astúrias e León, apesar de sua grande inferioridade numérica, derrotaram os árabes do reino da Andaluzia. Nasceu então a tradição de que São Tiago, montado em um cavalo branco, lutando bravamente, havia participado pessoalmente da batalha. O santo foi visto por muita gente, e a fama de Santiago Matamoros ("mata mouros"), com sua espada invencível, espalhou-se rapidamente por toda a Europa. O culto ao apóstolo passou a ser a partir de então o foco espiritual e o símbolo de resistência que deu energia à Reconquista (a luta contra os muçulmanos). Desde então, e até hoje, a espada com o punho em forma de cruz é um dos símbolos do apóstolo Tiago. No ano 950 Gotescalco, bispo de Le Puy (na França), tornou-se a primeira grande autoridade a visitar Compostela como peregrino, dando um exemplo que foi seguido inúmeras vezes pelos séculos futuros. O rei de Astúrias, Alfonso III, o Grande, (866 – 910), ordenou então que fosse construída no local uma igreja maior que a anterior. No ano 997 o antigo templo sobre o túmulo foi destruído e incendiado pelos mouros sob o comando de Abu Amir al-Mansur, conhecido pelos espanhóis como Almanzor, primeiro-ministro do Califado de Córdoba. A partir do século X, com o progresso da Reconquista, e o crescimento dos territórios cristãos na península Ibérica dando origem a novos reinos que se unem em torno da causa comum, a peregrinação tornou-se mais segura e o número de estrangeiros dirigindo-se a Santiago gradualmente cresce. Sancho III, o Grande, rei de Navarra (992 – 1035), trouxe para a Espanha a ordem de Cluny, e com ela a arte românica. Este estilo arquitetônico, com construções gigantescas representando o ideal cristão, está presente em numerosas igrejas do Caminho. Os monges ocuparam todo este território devastado por séculos de guerra, construindo mosteiros e hospitales (albergues) ao redor dos quais nasceram novos burgos. Ramiro I, o primeiro rei de Aragão (1035 – 1066), filho de Sancho III da Navarra, criou a infra-estrutura para a rota que vinha de Somport, denominado Caminho Aragonês. Alfonso VI, o Bravo, rei de Castela e León (1065 – 1109), forneceu também proteção real ao Caminho, dando todo apoio a Santo Domingo para conservar as estradas no território castelhano. No ano 1064 Don Rodrigo Díaz de Vivar, El Cid, o herói da luta contra os mouros, chega a Compostela como peregrino. Onze anos depois iniciam-se as obras para a construção da atual catedral compostelana, terminada em 1128. Em 1119 o papa Calixto reconheceu Compostela como um dos três centros cristãos de peregrinação. O primeiro Ano Santo, em que foi dado o perdão aos peregrinos, foi 1126. Os fiéis que iam a Roma eram denominados "romeiros" (de onde nasceu a palavra "romaria", o ato de ir a Roma), os que iam a Jerusalém eram os "palmeiros" por levarem uma folha de palma, símbolo de sua caminhada, e os que iam a Compostela eram chamados de "peregrinos", isto é, os que atravessam o campo (per + agro). Em 1179 o papa Alexandre III tornou permanente o Ano Santo. O sacerdote Aymeric Picaud, de Poitou peregrinou a Santiago em 1139, e com base em suas observações escreveu o primeiro guia do Caminho, conhecido como o "Codex Calixtinus", que foi, por muitos séculos e até hoje, a base de todos os outros guias.. Com o aumento no número de peregrinos, junto com os fiéis vieram também ladrões, salteadores de estradas e todos os tipos que, com sua esperteza, abusavam da boa fé dos andarilhos. Para manter a segurança do Caminho, criou-se em 1170, em Cáceres, a Ordem dos Cavaleiros de Santiago cujos cavaleiros eram encarregados da vigilância da rota através da Espanha Nos séculos XIII, XIV e XV o fluxo de peregrinos chegou a atingir cerca de quinhentos mil caminhantes por ano. Entre estes vieram São Francisco de Assis em 1213, a princesa Ingrid da Suécia em 1270, Santa Isabel de Portugal em 1326, Alfonso XI de León e Castela em 1332, Santa Brígida da Suécia em 1340, o pintor holandês Jean Van Eyck em 1430, os reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela em 1488, Hugo IV duque de Borgonha, Eduardo I da Inglaterra, Carlos I e Felipe II em 1554. Foi nesta época que a rota principal a partir de Puente la Reina, pelo grande número de estrangeiros (franceses ou vindo até este caminho através da França), passou a ser conhecida como Caminho Francês. Ainda hoje, dezenas de milhares de peregrinos se dirigem anualmente a Santiago de Compostela, considerada a terceira cidade mais sagrada no cristianismo depois de Jerusalém e Roma . No entanto não é de descorar a chamada de atenção de que a primeira fica no Oriente, a segunda ao centro, e esta fica muito perto ao "extremo" mais ocidental da terra cristã então conhecida (Finisterra).

Leitura da Epístola dos 

I Coríntios 4,9-15     
9.Porque, ao que parece, Deus nos tem posto a nós, apóstolos, na última classe dos homens, por assim dizer sentenciados à morte, visto que fomos entregues em espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens.10.Nós, estultos por causa de Cristo; e vós, sábios em Cristo! Nós, fracos; e vós, fortes! Vós, honrados; e nós, desprezados!11.Até esta hora padecemos fome, sede e nudez. Somos esbofeteados, somos errantes,12.fatigamo-nos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Insultados, abençoamos; perseguidos, suportamos; caluniados, consolamos!13.Chegamos a ser como que o lixo do mundo, a escória de todos até agora...14.Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas admoesto-vos como meus filhos muitos amados.15.Com efeito, ainda que tivésseis dez mil mestres em Cristo, não tendes muitos pais; ora, fui eu que vos gerei em Cristo Jesus pelo Evangelho.

Sequência do Santo Evangelho

São Mateus 20,20-23   
20.Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica.21.Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda.22.Jesus disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber? Sim, disseram-lhe.23.De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, ao sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais meu Pai os reservou.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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domingo, 19 de julho de 2020

19 de julho dia de São Vicente de Paula, Confessor


  São Vicente de Paulo nasceu em uma terça-feira de Páscoa, em 24 de abril de 1581, na aldeia Pouy, sul da França. Vicente foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo (Jean de Paul) e Bertranda de Moras (Bertrande de Moras), camponeses profundamente católicos. Seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda. Desde cedo destacou-se pela notável inteligência e devoção. Fez seus primeiros estudos em Dax, onde, após 4 anos, tornou-se professor. Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse. Foi ordenado sacerdote, aos dezenove anos, em 23 de setembro de 1600. Ordenou-se padre e logo passou pela primeira provação: uma viúva que gostava de ouvir as suas pregações, ciente de que ele era pobre, deixou para ele sua herança - uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha. No retorno desta viagem a Marselha, em 1605, o navio em que se encontrava foi atacado por piratas turcos. Pe. Vicente sobreviveu ao ataque, mas foi feito prisioneiro. Os turcos o conduziram a Túnis, onde foi vendido como escravo para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, foi herdado pelo sobrinho do químico, que o vendeu para um fazendeiro, um renegado, que antes era católico e, com medo da escravidão, adotara a religião muçulmana. Ele tinha três esposas: uma era turca e esta, ouvindo os cânticos do escravo, sensibilizou-se e quis saber o significado do que ele cantava. Ciente da história, ela censurou o marido por ter abandonado uma religião que para ela parecia tão bonita. O patrão de Pe.Vicente arrependeu-se e propôs a ele uma fuga para a França, que só se realizou dez meses depois, já em 1607. Eles atravessaram o Mar Mediterrâneo em uma pequena embarcação e conseguiram chegar à costa francesa. De Aigues-Mortes foram para Avinhão, onde encontraram o Vice-Legado do Papa. Vicente voltou à condição de padre e o renegado abjurou publicamente, retornando à Igreja Católica. Vicente e o renegado ficaram vivendo com o Vice-Legado e, quando este precisou viajar a Roma, levou-os em sua companhia. Durante a estada na cidade, Pe. Vicente frequentou a universidade e se formou em Direito Canônico. E o renegado foi admitido em um mosteiro, onde se tornou monge. O Papa precisou mandar um documento sigiloso para o Rei Henrique IV da França e Pe. Vicente foi escolhido como fiel depositário. Devido a sua presteza, o Rei Henrique IV nomeou-o Capelão da Rainha Margarida de Valois, a rainha Margot. Pe. Vicente era encarregado da distribuição de esmolas aos pobres e fazia visitas aos enfermos no hospital de caridade em nome da rainha. Após o assassinato de Henrique IV da França, em 1610, São Vicente passou um ano na Sociedade do Oratório, fundada pelo Cardeal Pierre de Bérulle. Mais tarde, padre Bérulle foi nomeado Bispo de Paris e indicou Vicente de Paulo para vigário de Clichy, subúrbio de Paris. Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes. Atendendo a um pedido de padre Berulle, partiu e foi ser o preceptor dos filhos do general das galés e residir no Palácio dos Gondi. Naquele período, a Marinha francesa estava em expansão e, para resolver o problema da mão-de-obra necessária para o remo, era costume a condenação às galés por delitos comuns. Vicente empenhou-se nesta missão, lutando por mais dignidade para estes prisioneiros, que viviam em condições sub-humanas. No trabalho em favor dos condenados às galés chegou até a se colocar no lugar de um deles para libertá-lo. As propriedades da família dos Gondi eram muito grandes e Pe. Vicente e a senhora de Gondi faziam visitas às famílias que residiam nestas propriedades. Foi assim que o Pe. Vicente percebeu como era necessária a confissão deste povo. Conseguiu outros padres para as confissões, pois eram muitos os que queriam esse sacramento. Pe. Vicente esteve nas terras da família Gondi por cinco anos. Foi a Paris e, mais tarde, a pedido do Pe. Berulle, voltou para a casa dos Gondi por mais oito anos. Sua piedade heróica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. Vendo o abandono espiritual dos camponeses, fundou a Congregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do "pobre povo do interior". A Congregação da Missão demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633 para receber a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo-a.Em 1643, Luís XIII pediu para ser assistido, em seu leito de morte, por Vicente, tendo morrido em seus braços. A seguir foi nomeado pela Regente Ana d'Áustria, de quem era o confessor, para o Conselho de Consciência (para assuntos eclesiásticos dessa Regência).Num apelo que o padre Vicente fez durante sermão em Châtillon, nasceu o movimento das Senhoras Damas da Caridade (Confraria da Caridade). A primeira irmã de caridade foi a camponesa Margarida Nasseau, que contou com a orientação de Santa Luísa de Marillac e que, mais tarde, estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade, atuais Filhas da Caridade. De apenas quatro irmãs no começo, a Confraria conta, hoje, com centenas delas. Foi também ele o responsável pela organização de retiros espirituais para leigos e sacerdotes, através das famosas conferências das terças-feiras (Confraria de Caridade para homens).Inspirado por seu amor a Deus e aos pobres, Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de amor e caridade. Sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus. Existem diversas biografias suas, mas sabemos que nenhuma delas conseguirá descrever com total fidelidade o amor que tinha por seus irmãos necessitados. Muitos acham que a maior virtude de São Vicente é a caridade, mas sua humildade suplantava essa virtude. Sempre buscava o bem da Igreja. São Vicente de Paulo foi um pai dos Pobres e um reformador do clero. Basta dizer que as Conferências Vicentinas, fundadas por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, em 23 de abril de 1833, foram inspiradas por ele. Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos. Segundo São Francisco de Sales, Vicente de Paulo era o "padre mais santo do século". Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de junho de 1737. Em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII. 




Seu corpo está incorrupto.




Viva Cristo Rei e Maria Rainha.

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sábado, 18 de julho de 2020

18 de julho dia de São Camilo de Lellis, Confessor

18/07 Sábado
Festa de Terceira Classe
      Paramentos Brancos

 São Camilo de Lellis (1550-1614) nasceu em Bacchianico, cidade do reino de Nápoles, Itália, no dia 25 de maio. Na idade de 6 anos perdeu o pai, oficial do exército. Mal sabia ler e escrever alistou-se no exército e, aos 18 anos apenas, tomou parte numa campanha contra os turcos. Gravemente doente, voltou a Roma, onde foi internado no hospital dos incuráveis. A paixão, porém, pelo jogo fez com que o demitissem daquele estabelecimento. Posto na rua, doente, pobre, procurou serviço como servente de pedreiro, trabalhando em seguida numa casa que os capuchinhos estavam construindo. Uma conversa que teve com o guardião do convento, abriu-lhe os olhos. Largou do jogo, fez penitência e invocou a misericórdia divina. Camilo tinha então 25 anos. Entrou na Ordem dos Capuchinhos, onde fez o noviciado e passou depois para os Franciscanos. Estes, porém, não lhe consentiram a permanência na Ordem, por causa de uma úlcera que tinha no pé, e que pelos médicos foi declarado incurávei. Dirigiu-se ao hospital Santiago, em Roma, onde foi aceito e como não tinha dinheiro ofereceu-se para trabalhar como servente e enfermeiro. Dedicou exclusivamente ao serviço dos enfermos. Observando que os pobres doentes sofriam muitas privações, em 1582 Camilo Lellis começou a procurar pessoas que aceitassem socorrer os pobres e doentes e criou uma Irmandade que teve o apoio do Papa Sisto V. Os primeiros irmãos eram leigos, mais em seguida alguns sacerdotes se juntaram à Irmandade. Adquiriram uma casa, onde moravam em comunidade. A Irmandade deu tão certo que em pouco tempo, Camilo teve que abrir novos Institutos na Itália, Sicília e outras partes da Europa. Seguindo ainda o conselho de São Filipe Nery e o exemplo de Santo Inácio, apesar de seus 32 anos, voltou ao estudo foi ordenado Sacerdote. Por ocasião da peste em Roma, embora doente e sofrendo dores horríveis no pé, ia de casa em casa, procurando, socorrendo e consolando os pobres doentes. Numerosos são os casos, em que foi visto levando nas costas os doentes ao hospital, onde os tratava com a maior dedicação. Quando a peste chegou em Milão e Nola, Camilo acompanhou-a levando consigo a caridade e zelo apostólico. Muitos doentes recuperaram a saúde só pela palavra e oração do Sacerdote. Em 1591 o Papa Gregorio XIV reconheceu a Irmandade como uma Ordem Religiosa. Camilo era humilde e, por causa da humildade era muito querido em Roma. Chorando sempre os pecados da mocidade, dizia-se indigno de morar entre os homens e merecedor do inferno. Palavras de elogios entristeciam e irritavam-no. Não permitia que o chamasse fundador duma Ordem e depois de 27 anos de Superior, pediu que lhe tirassem este fardo, e o pusessem debaixo da obediência. Camilo era caridoso para com os outros e severo para consigo. Muito doente e desenganado pelos médicos, Camilo recebeu o Santo Viático das mãos do Cardeal Ginnásio, protetor da Irmandade. Vendo a sagrada Hóstia disse, com as lágrimas nos olhos: "Alegro-me por me terem dito que entrarei na casa do Senhor. Reconheço Senhor, que sou dos pecadores o mais indigno de receber vossa graça". Camilo de Lellis faleceu em Roma no dia 14 de 7 de 1614. Enquanto os médicos preparavam seu corpo para o sepultamento, perceberam que a úlcera de seu pé havia desaparecido. Em 1746 foi canonizado por Bento XIV. São Camilo é padroeiro dos enfermos e dos hospitais.

Relíquia de São Camilo


Leitura da Epístola dos 


I São João 3, 13-18


13. Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. 14. Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos. Quem não ama permanece na morte. 15. Quem odeia seu irmão é assassino. E sabeis que a vida eterna não permanece em nenhum assassino. 16. Nisto temos conhecido o amor: (Jesus) deu sua vida por nós. Também nós outros devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. 17. Quem possuir bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus? 18. Meus filhinhos não amem com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade.


Sequência do Santo Evangelho


São João 15, 12-16     

12.Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.13.Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.14.Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.15.Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.16.Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário