domingo, 28 de abril de 2019

28 de abril dia de São Paulo da Cruz. Confessor.


Papa Pio IX, assinalado pelo honroso epíteton “Cruz da Cruz”, teve a satisfação de inscrever no catálogo dos Santos Paulo da Cruz, o grande devoto à Sagrada Paixão de Jesus, o benemérito fundador dos Passionistas.

Este Santo nasceu em 1694, na Itália setentrional e recebeu no Batismo o nome de Paulo Francisco. Os piedosos pais souberam dar a seu filho uma ótima educação cristã, e em suas instruções muitas vezes relataram-lhe fatos da vida de penitência que levaram os santos Eremitas. Foi neste ambiente de piedade e amor de Deus, que Paulo Francisco nasceu e cresceu.

Não podia, pois, faltar, que também ele fosse do mesmo espírito, e, menino ainda de poucos anos, se entregasse aos exercícios de oração e penitência também. Seu lugar predileto era a Igreja, ou para acolitar o sacerdote no altar ou para visitar Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento. Todos os dias rezava o terço. Este terno amor à Maria Santíssima teve o recompensado uma vez com a aparição de Nossa Senhora com o Menino Jesus, e outra vez pela salvação miraculosa de um grande perigo de morte.

Nas sextas-feiras se flagelava e seu alimento era um pedaço de pão embebido em vinagre e fel.

Fez estudos em Cremolino, localidade vizinha. Não só revelou bonitos talentos, como entre os condiscípulos se distinguiu pela pureza dos costumes, que o fez ser por todos respeitado e amado. Com alguns dos seus companheiros fez uma santa aliança, com o fim de se solidificarem no amor de Deus e se familiarizarem com a meditação sobre a Sagrada Paixão e Morte do Salvador. Entrou com eles na Irmandade de Santo Antônio, sendo ele nomeado seu chefe. Nesta qualidade muitas vezes dirigia a palavra à numerosa assistência dos Irmãos, que muito apreciavam suas alocuções, cheias de sentimento e piedade.

Quis seu tio sacerdote que, por interesses puramente materiais tomasse estado, a que o sobrinho teve esta bela resposta: “Meu Salvador crucificado, eu vos asseguro, que em vós vejo o meu sumo Bem, e que, possuindo-vos a vós, me basta”. Esta vitória sobre sua própria natureza Deus lhe recompensou com um forte desejo, que lhe deu ao martírio.

Quis se alistar entre os soldados de Veneza, para com eles ir combater os turcos, mas Deus lhe revelou, ser a sua vontade que fundasse uma Congregação de homens que, como missionários, trabalhassem pela salvação das almas. Paulo confiou este segredo ao bispo de Alexandria, o qual, após madura reflexão aprovou o plano, e em 22 de novembro de 1720 lhe deu o hábito preto com uma cruz branca sobre o peito, encimada esta do Santo Nome de Jesus, e impôs-lhe o nome de Paulo da Cruz. Na mesma ocasião autorizou-o a ensinar a doutrina cristã ao povo de Castellazzo.

Paulo obedeceu; com o crucifixo na mão andou pelas ruas da cidade, chamando o povo para dar atenção às verdades divinas. Suas prédicas sobre a Sagrada Paixão causaram profunda impressão. Os ouvintes choravam, velhas inimizades acabaram de vez; não mais se ouvia falar de orgias no Carnaval, e por toda a parte apareceram dignos frutos de penitência. Ali mesmos, restringindo a sua alimentação a pão e água, escreveu a Regra da sua futura Ordem, fez uma romaria a Roma, e com seu irmão João se retirou para o monte Argentano perto de Orbitello. A fama do seu zelo apostólico, de sua vida mortificada e santa fizeram com que o Bispo de Toja, os chamasse para sua diocese, lhes conferisse as ordens sacerdotais, e do Papa Benedito XIII alcançasse a licença de poder aceitar candidatos em seu noviciado.

Depois de alguns anos de abençoada atividade os Irmãos voltaram para o monte Argentano, para proceder à fundação da Ordem. Em breve aliaram-se-lhes discípulos. A cidade de Orbitello se encarregou de os dotar de grande convento, de que tomaram posse em 1737.

A finalidade da Ordem, fundada por São Paulo da Cruz é pela pregação de missões implantar e firmar nos corações o amor de Deus por meio de meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Todos os seus Religiosos, aos três votos comuns acrescentam o quarto, pelo qual se obrigam a trabalhar pela propagação entre os fiéis da devoção à Sagrada Paixão.

A Ordem foi aprovada pelo Papa Bento XIV, em 1741. Deste mesmo Papa é o conceito: “Esta Ordem, que ao nosso ver, devia antes de toda ser a primeira, acaba de ser aprovada por último”. Paulo foi nomeado seu primeiro superior geral.

Com o estabelecimento oficial da Ordem, as suas obrigações começaram a vigorar. Não é possível enumerar as Missões que foram pregadas nas cidades e nas aldeias; e muito menos haverá quem possa contar as conversões nelas efetuadas. As prédicas de São Paulo da Cruz sobre a Paixão de Cristo operaram milagres nas almas dos mais empedernidos pecadores. “Padre, disse-lhe certa vez um oficial militar, eu estive no tumulto da batalha; presenciei terrível canhoneio sem estremecer; mas as suas práticas fazem-me tremer da cabeça aos pés”. Paulo pregando, parecia ser tomado todo do amor divino; falando do amor de Jesus na Eucaristia, dos tesouros insondáveis do sacrifício da Missa, ou tratando da devoção da Mãe de Deus dolorosa, seu rosto se transfigurava, e o ardor com que falava, se comunicava aos ouvintes.

A santa Missa celebrada por ele era um espetáculo de piedade e de concentração para todos a quem era dado lhe assistir.

Os seis Papas, em cujo governo Paulo da Cruz viveu, tinham-no em alta consideração. Clemente XIV deu à sua Ordem o Convento de São João e Paulo no monte Ceio, onde tinham pregado as últimas Missões.

Quando muito doente, desenganado pelos médicos, mandou ao Santo Padre pedir a bênção para a hora da morte, Pio VI deu ao mensageiro esta resposta: “Não queremos que o vosso Superior morra agora; dizei-lhe que esperamos a sua visita aqui, depois de três dias”. Paulo, ao receber esta ordem, apertou o crucifixo ao coração e disse, em abafado gemido: “Oh meu Senhor crucificado, quero obedecer ao vosso representante”. O perigo da morte desapareceu imediatamente, e três dias depois esteve no Vaticano, cordialmente recebido pelo Papa.

Viveu mais três anos, cheios de sofrimentos, mas sempre unido a Jesus na Sagrada Paixão e a Maria a Mãe dolorosa, de quem favores especiais recebeu na hora da morte, em 18 de outubro de 1775. Paulo da Cruz despediu-se do mundo na idade de 81 anos. Sua Ordem chamada a dos “Passionistas” continua florescente, no vigor e no espírito do seu Fundador, na Itália, na Bélgica, Bulgária, Inglaterra e Austrália. No Brasil ela se estabeleceu em 1911, com Casa Provincial em São Paulo.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.


Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

sábado, 27 de abril de 2019

27 de abril dia de São Canísio,livra-nos das heresias.

 

  Nasceu em oito de maio de 1521, no ducado de Geldern, atual Holanda. Ao contrário dos demais garotos, preferia os livros de oração às brincadeiras. Muito estudioso e dedicado, com quinze anos seu pai o encaminhou para estudar em Colônia e, com dezenove, recebeu o grau de doutor em filosofia. Não aprendeu somente as ciências terrenas. Com um mestre profundamente católico, Pedro também se aprofundou, nos estudos da doutrina de Cristo, fazendo despertar a vocação que se adivinhava desde a infância.
  Logo após sua formatura, os pais, que almejavam um belo futuro financeiro para a família, lhe arranjaram um bom casamento. Mas Pedro Canísio não aceitou. Não só recusou como também fez voto eterno de castidade. Dirigiu-se para Mainz, dedicar-se somente ao estudo da religião.
   Orientado pelo padre Faber, célebre discípulo do futuro santo Inácio de Loyola, em 1543 ingressou na recém-fundada Companhia de Jesus. Três anos depois foi ordenado padre jesuíta, recebeu a incumbência de voltar para Colônia e fundar uma nova Casa para a Ordem. Assim começou sua luta contra um cisma que abalou e dividiu a Igreja: o protestantismo.
   Quando era professor de teologia na cidade de Colônia, sendo respeitado até pelo imperador, Pedro Canísio conseguiu o afastamento do arcebispo local, que era abertamente favorável aos protestantes. Em seguida, participou do Concílio de Trento, representando o cardeal Oto de Augsburg. Pregou e combateu o cisma, também, em Roma e Messina, onde lecionava teologia. Mas teve que retornar à Viena, onde o protestantismo fazia enormes estragos.     Foi nesse período que sua luta incansável trouxe mais frutos e que também escreveu a maior parte de suas obras literárias. Fundou vários colégios católicos como em Viena, Praga, Baviera, Colônia, Innsbruck e Dillingen.
  Foi nomeado pelo próprio fundador, Inácio de Loyola, provincial da Ordem para a Alemanha e a Áustria. Pregou em Strasburg, Friburg e até na Polônia, sempre denunciando os seguidores do sacerdote Lutero, pai do protestantismo.
  Admirado pelos pontífices e governantes do seu tempo, respeitado como primeiro jesuíta de nacionalidade alemã, Pedro Canísio morreu em 21 de dezembro de 1597, em Friburg, atual Suíça, após cinqüenta e quatro anos de dedicação à Companhia de Jesus e à Igreja.
  Foi canonizado por Pio XI, em 1925, para ser festejado, no dia de sua morte, como São Pedro Canísio, Doutor da Igreja, título que também recebeu nessa ocasião.


Relíquias de São Pedro Canísio
 São Canísio ensinou que, existe um caminho que conduzem a Jesus Cristo, a veneração de Maria é o unico caminho até Ele.
  Redigiu o primeiro catecismo,conforme as prescrições do Concílio de Trento.
  Durante sua vida, seu 'Catecismo' apareceu em mais de 200 edições em pelo menos 12 línguas. Foi uma das obras que influenciaram São Luiz Gonzaga a entrar na Companhia de Jesus; e até o séc. XVIII, em vários lugares, as palavras 'Canísio' e catecismo eram sinônimos. Ele tornou-se como fundamento e padrão para os catecismos impressos posteriormente".
Catechismus minimus (1556)
Parvus catechismus catholicorum (1558)


OBSERVEM ABAIXO  A IGREJA DO VATICANO II 


 Constituição Dei Verbum do Concílio do Vaticano II:
“A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor” (D.V. nº21). 
  São três a dar testemunho: As Escrituras (= Biblia); a Eucaristia e Jesus Cristo. Chamam-se proto-sacramentos que como na palavra protó-tipo, indicam o que está na origem de outros, na sua raiz. 

Não há Eucaristia sem Palavra nem Jesus Cristo sem Bíblia. 

Neste sentido a Bíblia é um proto-sacramento ainda mais fortepor ser Ela a primeira a dar-nos razões para acreditarmos em Jesus Cristo. Verdadeira Palavra de Deus e verdadeira palavra dos homens, lida com os olhos da fé, sob a luz do Espirito Santo e a vigilância dos pastores da Igreja, Ele torna-se para todo o crente “uma nascente de água a jorrar para a vida eterna” (Jo4, 14).

FONTE deste absurdo: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651118_dei-verbum_po.html

  A SEITA DO VATICANO II QUE TEM 50 ANOS QUE VENERA O CORPO NOSSO SENHOR.

 A IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA  ADORA  Corpo,Alma e Divindade de DEUS FILHO . 

Para quem não sabe: Veneração (do latim veneratio, do grego δουλια, "douleuo" ou "dulia", que significa "honrar").

O Culto Divino latria= Adoração está devidamente reservado apenas para Deus.

Não há Eucaristia sem Palavra nem Jesus Cristo sem Bíblia.
Que loucura é essa?
Será que eles queriam falar assim: Não há Jesus Cristo sem a Santa Cruz e a Santa Cruz sem Jesus Cristo.(São Luís Maria Grignion de Montfort) 

 Inventaram PROTO-sacramento e dividiram em três as Escrituras
 (= Bíblia); a Eucaristia e Jesus Cristo. Chamam-se proto-sacramentos.
(proto-sacramentos)Proto significa antes o que eles querem dizer antes- sacramentos. 
ESTE NOVO MISTÉRIO DA FÉ.
  Tu és memo uma ONG. 
    Não leram o catecismo tradicional por isso ensinam heresias. 

Concílio de Trento: 844. Cân. 1. Se alguém disser que os sacramentos da Nova Lei não foram todos instituídos por Jesus Cristo Nosso Senhor, ou que são mais ou menos que sete, a saber: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Extrema-Unção, Ordem e Matrimônio; ou que algum destes sete não é verdadeira e propriamente sacramento — seja excomungado.

 A Bíblia é um proto-sacramento ainda mais forte, por ser Ela a primeira a dar-nos razões para acreditarmos em Jesus Cristo. 
  
  Seguem o protestantes que colocam a Biblia em primeiro lugar.
Usam lingagem de protestante a palavra nós dizemos a Sagrada Escritura.
  A Santa Igreja Ensina que a mais forte é a Tradição Divina e a Sagrada Escritura.
A Tradição "conserva a Palavra de Deus, confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos Apóstolos, e transmite-a integralmente aos seus sucessores.
   Ela Bíblia não é a primeira, mais sim Nosso Senhor Jesus Cristo que a transmitiu, pois antes de existir a Bíblia o Verbo já exista e depois se tornou carne e se revelou.
 Novo Testamento só existe porque quem revelou foi Nosso Senhor. 

Concílio de Trento: 846. Cân. 3. Se alguém disser que estes sete sacramentos são entre si iguais, de sorte que não há razão alguma de um ser mais digno do que o outro — seja excomungado.
 A Eucaristia é o sacramento por exelencia pois é o Nosso Senhor Segunda pessoa da Santissima Trindade é Deus em Corpo,Alma e Divindade.

“Vos transmiti o que recebi... vos preguei o que recebestes para que não acrediteis em vão... Tal a nossa pregação tal a vossa fé”. (ICor., 15) 
A conservação da Divina Tradição só podia ser garantida por Deus, pois aquele que a constitui também a conserva.
    
  Isto diz Constituição  Dei Verbum do Concílio do Vaticano II.
  Depois querem que nós católicos que defendemos a santa Tradição aceitemos isto à luz da Tradição.
  O que a luz tem que a ver com as trevas, pois quando chega a luz a trevas vai embora.
Dos modernistas pode esperar tudo que é heresia.

  Tudo isto que estamos explicando ensina-se no Catecismos Tradicionais antes da Igreja do VATICANO II. 
  Por isso vamos reeditar os Catecismos da Santa Igreja antes do Concílio Vaticano II.

São Pedro Canísio. Apóstolo contra as heresias prostestante.
Convertei os modernistas pois ensinam doutrinas contrárias ao que a Santa Igreja ensina.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.



Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

quarta-feira, 24 de abril de 2019

24 de abril dia de São Fidelis de Sigmaringen. Mártir

  Nascido em Sigmaringen, Alemanha , em 1578, foi aluno brilhante do curso de filosofia e direito na Universidade de Friburgo, na Suíça. Peregrinando por seis anos em várias cidades da Itália , da Espanha e da França, ministrava aos jovens e alunos ensinamentos pelos quais receberia um outro apelido que seria de “filósofo cristão”.
  Ao atingir a idade de 34 anos, deixou tudo fez os exercícios espirituais, Marcos pediu admissão no Convento capuchinho de Friburgo.Por sugestão do superior, recebeu antes a ordenação sacerdotal Na festa de São Francisco de Assis de 1612, cantou sua Primeira Missa e recebeu o hábito capuchinho, trocando seu nome batismal pelo que o imortalizaria, Fidelis de Sigmaringa. Em 1618, Frei Fidelis foi eleito superior do Convento dos capuchinhos em Rheinfeld, perto de Basiléia, na Suíça. No ano seguinte, elegeram-no para o de Feldkirch, e mais tarde, para o de Friburgo. No ano de 1621, o exército austríaco invadiu a região dos grises suíços, tendo sido escolhido o Santo para capelão do exército acantonado, nos arredores de Feldkirch. Uma peste atacou as tropas fazendo inúmeras vítimas. “Foi suscitado por Deus no início do século XVII para pregar uma autêntica reforma católica na Suíça alemã, e Roma, nomeou São Fidelis chefe dos missionários” E reconduzia à verdadeira Igreja os que haviam-se deixado seduzir pela heresia de Calvino . Em uma missão de paz, São Fidélis foi designado a manter conversações em Recia em plena crise protestante. Mas a sua missão acabou causando a impressão aos habitantes da cidade de que era um santo agente a serviço do Imperador católico. Mesmo assim o santo não se abalou e continuou a ir às cidades fazendo suas pregações.
  Um dia, quando estava fazendo um sermão, vários soldados o cercaram solicitando que o santo retirasse tudo que tinha falado e pregado, eles tiveram como resposta o seu “não” de maneira poética e sábia. Recebeu então em sua cabeça um pesado golpe de espadas que poria fim em sua vida. Mesmo assim, ao morrer, pronunciou a palavra de perdão a seus matadores no dia 24 de abril de 1622. Sua canonização foi declarada em 1746 por Bento XIV. Dizia sempre "Peço a Deus constantemente duas coisas: passar a vida sem ofendê-Lo, e derramar até a última gota de sangue por Seu amor e pela Fé Católica".
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

domingo, 21 de abril de 2019

Exultet

 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCXIII (613) - (13 de abril de 2019):

 
LIÇÕES DA SEMANA SANTA
 
Da Cruz de Nosso Senhor brotou Seu preciosíssimo Sangue,
E água, em um dilúvio divinamente purificador.
Não há leitura do Evangelho tão rica em lições como as da Semana Santa. Aqui estão algumas referências da Paixão de Nosso Senhor, citadas em ordem cronológica, que têm uma relevância particular para o nosso próprio tempo, o da Paixão de Sua Igreja.
Lc XIX, 40: “Se estes (discípulos) se calarem, as pedras clamarão!” – Quando Jesus está prestes a entrar em Jerusalém no Domingo de Ramos, a multidão o louva em voz alta. Os fariseus reclamam do barulho. Mas a verdade de Deus será ouvida. Quando a FSSPX silencia para agradar aos romanos, alguém deve dizer as verdades que ela costumava dizer.
Jo. XVII, 15: “Eu não rogo para que os tire do mundo, mas para que os preserve do mal”. Depois da Última Ceia, pouco antes de deixar o Cenáculo, Jesus ora ao Pai Celestial por Seus Apóstolos, mas não para que a vida seja facilitada para eles. Então, por que a vida deveria ser facilitada para os católicos hoje?
Mt. XXVI, 31: “Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas”. No Monte das Oliveiras, Jesus disse a Seus apóstolos que todos eles cairiam, e citou o Velho Testamento (Zc. XIII, 7). Hoje, com o Papa paralizado em sua fé, toda a Igreja Católica está mais ou menos paralizada.
Mt. XXVI, 41: “Vigiai e orai”. No Jardim do Getsêmani, onde Jesus está prestes a ser traído, Ele adverte Seus Apóstolos para que se preparem em oração para a hora de sua provação. Ele não diz somente “orai”, nem diz exatamente “orai e vigiai”, mas “vigiai e orai”, porque se não mantiverem os olhos abertos, se deixarem de vigiar, também deixarão de orar. Hoje parece iminente uma hora de provação suprema da Igreja.
Jo. XVIII, 6: “Quando Jesus lhes disse: 'Eu sou', eles recuaram e caíram por terra”. Enquanto a polícia do Templo se aproxima de Jesus, ele se identifica sem medo, e por um momento deixa escapar uma única centelha de seu poder divino – todos eles desabam. Outra dessas centelhas poderia instantaneamente resgatar a Igreja hoje, mas isso não ganharia os corações dos homens. A provação de hoje da Igreja deve-se cumprir.
Mt. XXVI, 52: “Embainha a tua espada, porque todos os que usarem a espada, pela espada morrerão”. Pedro é viril, ama seu Mestre, quer absolutamente defendê-lo, mas não o compreendeu – Jesus será o Rei de Copas, não o Valete e Paus. Os homens viris de hoje buscam qualquer ação para defender a Igreja, pois não se contentam em “somente” orar; mas que orem, ou do contrário fugirão, como fizeram os Apóstolos (v. 56).
Lc XXII, 53: “Esta é a vossa hora e do poder das trevas”. Jesus está prestes a ser capturado pela polícia do Templo. Gentilmente se queixa de que não O prenderam à luz do dia, quando Ele estava pregando abertamente no Templo, mas tiveram de capturá-Lo à noite, quando não estava mais cercado por multidões para protegê-Lo. Nunca em toda a história Ele esteve tão abandonado, nem os tempos tinham sido tão obscuros como hoje.
Mt. XXVII, 25: “E todo o povo respondeu: ‘O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!’. Então Pilatos soltou para eles Barrabás, e tendo açoitado Jesus, entregou-O para ser crucificado”. Claramente, o “povo” aqui não são somente os “sumos sacerdotes e os anciãos” que “persuadiram o povo a pedir por Barrabás e para matar Jesus” (v.26), foi toda a multidão diante de Pilatos, prestes a amotinar-se (v.24), o que fez Pilatos ceder ao clamar para eles e para a descendência deles a responsabilidade pelo deicídio (a morte de Deus em sua natureza humana).
Ora, essa multidão era esmagadoramente judia, e a multidão se identificou como tal ("Nós e nossos filhos"). Portanto, a culpa pelo deicídio recai sobre aqueles descendentes, a menos que e até que coletivamente reconheçam e adorem seu próprio e verdadeiro Messias; mas as Escrituras dizem que isso só acontecerá no fim do mundo (por exemplo, Rom. XI, 25-27). Como um verdadeiro católico, Leão XIII (1878-1903) pediu que o mesmo sangue caísse sobre os judeus não como uma maldição, mas como uma "fonte de regeneração" (Ato de Consagração do Mundo ao Sagrado Coração de Jesus). Enquanto isso, eles servem a Deus para flagelar nossa apostasia.
Kyrie eleison.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.


Dia 21 de abril dia de Santo Anselmo Bispo, Confessor e Doutor Igreja.

 Santo Anselmo de Cantuária (1033/1034 – carregado de anos e de virtude, faleceu no dia 21 de abril de 1109, sendo canonizado pelo Papa Alexandre III.), nascido Anselmo de Aosta (por ser natural de Aosta, hoje na Itália), e também conhecido como Santo Anselmo, foi um influente teólogo e filósofo medieval italiano de origem normanda. Sua mãe, verdadeira matrona cristã. Formado na escola da mãe, entregou-se cedo à virtude e, segundo seu primeiro biógrafo, era amado por todos, tendo muito sucesso nos estudos. Bons tempos aqueles, em que as pessoas virtuosas eram amadas, e não perseguidas. Aos 15 anos já se preocupava com altas questões metafísicas e teológicas, e quis entrar num mosteiro. Mas os monges negaram-lhe a entrada, por medo de desagradar ao seu pai.
 Não podendo ingressar na vida religiosa, Anselmo entregou-se gradualmente aos prazeres mundanos, só não chegando a excessos por amor à sua mãe, a quem não queria desagradar. Mas essa âncora, que ainda evitava que ele se afogasse no mar do mundo, faltou-lhe. Com o falecimento de sua genitora, quando Anselmo tinha 20 anos, seu pai tornou-se mal-humorado e violento, maltratando frequentemente o filho. Anselmo resolveu então fugir de casa, acompanhado por um servo. Vagou pela Itália e pela França, conheceu a fome e a fadiga, até que chegou ao mosteiro de Bec, na França, onde havia a escola mais afamada do século XI, dirigida por seu famoso conterrâneo, Lanfranco.
 E resolveu permanecer em Bec, onde foi ordenado sacerdote em 1060. Mas se ele fugia das honras, estas o perseguiam. Em 1066 foi eleito Abade de Bec. E seu primeiro biógrafo, Eadmer, conta a pitoresca e comovente cena ocorrida nessa ocasião, típica da Idade Média: o eleito abade prosterna-se diante de seus irmãos, pedindo-lhes com lágrimas que não o onerassem com aquele fardo, enquanto os irmãos, também prosternados, insistem com ele para que aceite o ofício.
  Sob sua direção, Bec alcançou sua maior celebridade, sendo para a Normandia e Inglaterra o que Cluny era para a Borgonha, França e Itália.
  Em Bec “escreveu vários de seus livros, que abrem um novo caminho para o estudo da Teologia e se distinguem pela profundidade de pensamento, delicadeza de investigação, ousado vôo metafísico que, não obstante, nunca se separa do terreno da fé tradicional”. É considerado o fundador do escolasticismo e é famoso como o criador do argumento ontológico a favor da existência de Deus. Escreveu outras obras importantes, Do Gramático e Da Verdade, ambos em latim.
  Foi Arcebispo de Cantuária entre 1093 e 1109 (sucedendo a Lanfranco, também um italiano), por nomeação de Henrique I de Inglaterra, de quem foi amigo e confessor, mas depois divergiu com ele na Questão das Investiduras.
  Em Roma, Anselmo foi recebido por Urbano II, que o convenceu a voltar para sua diocese. Mas antes participou ele do Concílio de Bari, em 1098, do qual foi um dos luminares, desfazendo o sofisma dos gregos, que negavam que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho. Para isso pronunciou belo discurso, que depois se tornou um tratado intitulado Da procedência do Espírito Santo. Na Itália escreveu outro tratado, Cur Deus homo, e regressou à Inglaterra em 1100, a pedido de Henrique, que sucedera no trono a seu pai, Guilherme, morto impenitente durante uma caçada.
  Para melhor praticar a obediência, Anselmo havia pedido ao Papa que lhe desse alguém a quem ele pudesse se submeter em todas as ações, como um monge ao seu superior. O Papa designou para esse ofício o monge Eadmer, que se tornou amigo íntimo, discípulo e biógrafo do Santo.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

sábado, 20 de abril de 2019

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCXII (612) - (6 de abril de 2019):

CONVITE RETIRADO
 
Ó Lobo Mau, que dentes adoráveis!
Ó Não! Ó Não! Tenho medo do que está por baixo!
 
O Bispo Vitus Huonder, ainda Bispo da grande
diocese de Chur, no leste da Suíça, que inclui Zurique, no fim das contas não
residirá na escola para meninos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, em Wangs,
quando aposentar-se no final deste mês. Em janeiro, seu porta-voz diocesano
havia anunciado que o Bispo estava-se mudando para a escola em nome da
Congregação para a Doutrina da Fé, para manter o contato entre Roma e a
Fraternidade; mas, no mês passado, o próprio Bispo anunciou que depois de tudo
não estaria mais retirando-se para a escola da Fraternidade em Wangs. E assim
cancelou-se o encontro amigável entre o Bispo romano e a escola da Fraternidade.
Foi Roma ou a Fraternidade que se arrependeu no último momento, ou ambas o
fizeram? Nós não sabemos. E não tem importância. O que importa é ver claramente
o interminável conflito entre a realidade de Deus e os falsos sonhos dos homens,
para preferir a realidade de Deus.
Neste caso, a realidade de Deus é que Sua Igreja
Católica e a revolução conciliar dos eclesiásticos nunca podem-se misturar,
enquanto que o sonho dos clérigos é que elas podem. Mas Deus coloca Deus na
frente dos homens, enquanto o Concílio Vaticano II (1962-1965) coloca os homens
na frente de Deus. As duas posições são tão irreconciliáveis como Jesus Cristo e
Satanás. Desde a eternidade, Nosso Senhor, a própria Bondade, só pode rechaçar o
mal. Desde que Satanás caiu logo após a sua criação, ele foi fixado no mal, e só
pode odiar Deus e Seu divino Filho, e a verdadeira Igreja de Seu Filho. E os
homens estão divididos entre as duas desde a concepção até a morte, porque
recebem de Deus sua natureza humana básica e possivelmente a graça santificante
que os inclinam para Deus, enquanto desde a queda de Adão sua natureza está
ferida pelo pecado original que os inclinam para Satanás e para o mal. Nenhum
homem vivo pode evitar esse conflito. Ou ele avança no bem e se torna menos mal,
ou se retira da bondade afundando-se no mal.
Portanto, se o Bispo Huonder, Bispo Conciliar,
tivesse se mudado para a escola católica tradicional em Wangs, uma das duas
coisas teria acontecido: ou ele conseguiria fazer com que a escola se tornasse
menos tradicional, ou a escola conseguiria torná-lo mais católico. E assim, se
sua residência em Wangs foi cancelada, ou o foi porque Roma temia que ele se
tornasse mais católico, o que não é provável, porque o Bispo Huonder é um típico
cruzado da Neogreja de Roma, ou porque a Neofraternidade mudou de ideia e, em
vez de instalar o lobo Conciliar em seu aprisco em Wangs, decidiu excluí-lo,
após sua decisão anterior de instalá-lo. Por que a mudança de
opinião?
Há duas explicações possíveis. Ou antes por
virtude a Neofraternidade pelo menos por um momento parou de sonhar com
lobos sendo bons, ou por necessidade ela se viu forçada por duas
revelações extras da natureza do lobo a retardar as boas-vindas a este. Por um
lado, vieram à luz detalhes de uma discreta reunião realizada em abril, quatro
anos atrás, em Oberriet, na Suíça, entre o Bispo Huonder e os Bispos Fellay e
Galarreta com mais cinco padres da FSSPX, para discutir o ecumenismo do Vaticano
II. O BpH começou com uma posição que pode-se resumir como “acordo primeiro,
doutrina depois”, o que é típico de um conciliarista. Os Bispos e padres da
FSSPX responderam posicionando a doutrina católica sobre o ecumenismo, de uma
maneira digna do Arcebispo Lefebvre. O BpH concluiu com a promessa de levar a
Roma as objeções da FSSPX sobre o ecumenismo conciliar. Mas os romanos conhecem
essas objeções com a palma da mão: em resumo, os argumentos de BpH mostram que
ele foi um servo fiel da Roma conciliar. Por outro lado, também vieram à luz
detalhes do extenso trabalho do BpH na Neoigreja, especialmente a partir de
2011, em nome da amizade oficial entre a Igreja Católica e os judeus. Mais uma
vez trata-se de um ato típico de um conciliarista, inocente ou intencionalmente
ignorante de quase dois mil anos de ódio judaico constante – e orgulhoso – pela
Igreja.
Então, essas duas revelações mostraram que BpH
estava imbuído do espírito do Concílio, e seria um residente potencialmente
perigoso de uma casa da FSSPX. A verdadeira Fraternidade não o convidaria
novamente. Mas a Neofraternidade corre o risco de esperar até que os
tradicionalistas se façam brandos o suficiente para aceitar esse conciliarismo
no meio deles.
Kyrie eleison.
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.



quarta-feira, 10 de abril de 2019

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCXI (611) (30 de março de 2019):

BISPO HUONDER


Caro Bispo H., não se pode servir a dois senhores –

Os compromissos na Igreja geram desastres.


Já se sabia bem que o Bispo Huonder (BpH) da diocese oficial de Chur, na Suíça, quando se aposentasse em abril, aos 77 anos, passaria a residir oficialmente em uma escola de meninos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em Wangs, também na Suíça, onde passaria os últimos anos de sua vida. Circulava, inclusive, um rumor, por parte de um colaborador próximo dois Superiores Gerais anteriores da FSSPX, de que esse mesmo Bispo conciliar estava para ser o principal consagrador de dois sacerdotes da Fraternidade para dar, com a plena aprovação do Papa Francisco, dois novos Bispos a ela, talvez depois da Páscoa. Uma data tão próxima para um evento tão significativo pode parecer impossível agora, mas sua lógica era inexorável, dada a política de vinte anos da Neofraternidade de misturar-se com a Neoigreja.

A mesma lógica estava por trás da decisão do BpH de retirar-se para a escola para meninos da Fraternidade em Wangs. Mesmo como Bispo oficial de uma das maiores dioceses da Neoigreja na Suíça, diz-se que ele já teria feito várias visitas à escola, e que havia-se tornado popular entre os sacerdotes da Neofraternidade e os meninos que vivem ali. Mas estaria para cortar todo o contato com a Neoigreja em Roma? Pelo contrário, seu atual porta-voz diocesano anunciou em janeiro que a mudança do Bispo para Wangs em abril “está ligada a uma missão que lhe foi confiada pela Congregação para a Doutrina da Fé, para manter o contato com a FSSPX”. Claramente, o BpH, reputado como amigo pessoal do Papa Francisco, estava planejando atuar como um elo entre a Neoigreja e a Neofraternidade, na esperança de aproximá-las.

A esperança não era necessariamente desonesta. Muitos neoclérigos não veem (ou não verão) o abismo que separa a religião católica de Deus da religião conciliar do homem. Em ambos os lados existe o desejo de fingir que não existe tal abismo. Por um lado, os católicos acham difícil suportar estar fora da estrutura da Autoridade visível da Igreja, enquanto que, por outro lado, os seguidores do Vaticano II precisam ter a segurança de que não romperam com a Tradição imutável da verdadeira Igreja. Podia ser mérito de BpH se ele quisesse-se estabelecer em um ambiente mais católico do que o da diocese oficial, onde ele provavelmente não tem outra alternativa que dar a Comunhão a mulheres jovens mal vestidas, e nenhuma alternativa que a de retirar comentários inteiramente justificados contra a homossexualidade. Mas “um fato é mais forte do que o Lord Mayor”, diz o provérbio inglês.

O fato é que o Vaticano II foi a maior ruptura com a Tradição Católica em toda a história da Igreja. Tomemos, por exemplo, a Neomissa, que está para o Concílio como a prática está para a teoria. Ter-se-ia pedido ao BpH para nunca celebrá-la na escola? Ele aceitaria nunca celebrá-la? E mesmo assim, ele poderia admitir que a teoria e a prática de seu sacerdócio e episcopado têm estado imersas na entrega conciliar da verdadeira Igreja de Deus para o mundo moderno sem Deus? Poderia despojar-se das convicções de todas as suas décadas de imersão na Igreja conciliar? Ordenado sacerdote em 1971 e consagrado Bispo em 2007 com os ritos do revolucionário Paulo VI, ele poderia admitir que para eliminar qualquer dúvida quanto à validade dos Neorritos, ele precisa ser reordenado e reconsagrado sob condição? Ou a Neofraternidade não teria exigido nem uma coisa nem outra? Isso parece mais provável, dada a sua prática recente; mas como os tradicionalistas suíços teriam regido a isso? Ao que tudo indica, o Bispo Vitus Huonder pode ser um homem honesto e bem-intencionado, mas a sua honestidade é conciliar, o que significa que ele é leal a uma corrupção completamente desonesta da Fé e da Igreja Católica.

Infelizmente, em todo o mundo os tradicionalistas da Fraternidade parecem ter-se acostumado à substituição da Fraternidade do Arcebispo Lefebvre pela Neofraternidade. Dom Fellay queria estabelecer a FSSPX dentro dos muros da Roma oficial para que ela agisse como um cavalo de Troia para converter a Roma conciliar. Mas não foi o BpH, mesmo concedendo-lhe toda a boa vontade do mundo, que foi colocado para agir como um cavalo de Troia dentro dos muros da Fraternidade? Poderia-se esperar que a escola em Wangs teria permitido que ele visse o abismo entre a Tradição e o Concílio, mas isso é pedir muito. Alice estava no País das Maravilhas. A Neofraternidade quer estar em Huonderland.

Kyrie eleison.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário
 

terça-feira, 9 de abril de 2019

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCX (610) (23 de março de 2019):

OS TRIBUNAIS CONCLUEM

"A verdade é poderosa e prevalecerá"

E os estados que se apoiam em mentiras haverão de fracassar.

No último 31 de janeiro, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos anunciou sua tão esperada decisão de rejeitar a apelação do autor destes “Comentários” contra sua quase unânime condenação por sete diferentes tribunais de justiça na Alemanha durante vários anos pelo “crime”, segundo a lei alemã, de questionar em solo alemão, em novembro de 2008, se Seis Milhões de pessoas foram realmente gaseadas sob o Terceiro Reich. Os dois advogados de defesa alemães fizeram uma tentativa honrosa de defender o seu cliente mais politicamente incorreto, mas estavam lutando com uma mão amarrada nas costas, porque a lei alemã os proibia de tomar posição sobre a verdade histórica. Em vez disso, na Alemanha, como em muitos países de hoje, a verdade não é a medida dos interesses privados, e sim esses interesses privados se tornaram a medida da verdade.

Mas como pode a verdade ter sido destronada? Assim como o próprio Deus Todo-Poderoso, a Verdade é a Número Um, ou não é nada. O próprio Deus pode ser o Número Um somente, porque Ele é o Criador infinitamente superior a toda a Sua Criação. A verdade é a Número Um porque se a definimos como a concordância da mente com a realidade, então qualquer diminuição ou contradição da verdade, qualquer preferência por uma não verdade àquela verdade que a não verdade nega, significa uma perda de controle correspondente da minha mente sobre a realidade, e com isso um deslizamento maior ou menor de todo o meu ser até a fantasia e a mentira. Portanto, é óbvio que nas leis e tribunais de qualquer nação, a verdade é de suma importância. Não devem as testemunhas em um tribunal normal jurar “dizer a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade”?

Eis por que contem-se os grandes legisladores como fundadores de suas nações, como Moisés dos israelitas, Sólon dos atenienses e Licurgo dos espartanos, porque eles estabeleceram o marco de justiça entre seu povo, dando a cada um o que lhe é devido, tornando possíveis as relações sociais e as sociedades. Mesmo a sociedade de vinte e dois homens em um humilde jogo de futebol precisa de seu próprio administrador de justiça, o árbitro. E ele não pode agir como árbitro sem a verdade. Isso foi um lance honesto ou foi uma falta? Que em justiça um jogador mereça uma pena ou não, depende da verdade do que realmente aconteceu. Assim, viver em sociedade só é possível com uma medida de justiça, e a justiça só é possível com uma medida de verdade. Bendita é a nação que tem legisladores e juízes que recompensam o que é verdadeiramente reto e punem o que é verdadeiramente mau.

Vejamos agora as leis e os tribunais que punem qualquer questionamento sobre o assassinato de Seis Milhões de vítimas na Segunda Guerra Mundial. Foi este um fato histórico ou não? Se for verdade, então questioná-lo pode ser mau se o dano causado for suficientemente mau, mas se o assassinato nunca ocorreu, então está em conformidade com a verdade questioná-lo, e fazê-lo não só não é mau, como é positivamente bom. Pois se os Seis Milhões são um mito monstruoso que pesa sobre as mentes das pessoas como o dogma fundamental daquilo que atua como sua religião falsa, não sou eu um libertador se ajudo a libertar suas mentes da mentira? “A verdade vos libertará”, diz Nosso Senhor (Jo VIII, 32). Não está claro como o dia que se os Seis Milhões nunca foram assassinados, então questionar esse assassinato merece uma grande recompensa da sociedade, e não uma punição?

Ora, os políticos e seus interesses privados podem tergiversar sobre a verdade até certo ponto, mas a verdade é de tal força universal que não pode ser totalmente suprimida. Portanto, o juízo comum dos historiadores sérios, baseado em provas objetivas, ainda pode-se levantar contra os interesses privados mais poderosos. Tal é o caso do “gaseamento” de “seis milhões” de vítimas sob o Terceiro Reich. Os interesses privados podem reclamar o que quiserem, mas não podem mudar os fatos objetivos de setenta e cinco anos atrás. E o que os pesquisadores sérios que investigam esses fatos têm alegado cada vez mais é que o "gaseamento" nunca aconteceu.

Portanto, com leis que proíbem tal negação, qualquer estado estará construído sobre areia. Que todos os estados tenham o cuidado de não aprovar tais leis que coloquem a verdade em segundo plano, porque, no mínimo, neste caso, a verdade histórica – em oposição à “verdade” emocional – não necessariamente estará do lado deles.

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

domingo, 7 de abril de 2019

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCIX (609) (16 de março de 2019):


Um
Convertido Hoje - III

 
Deus não pode abandonar uma alma,Que já
não O tenha abandonado primeiro.

 
Caríssimo jovem amigo,
Há duas semanas, estes “Comentários” relataram a
história de sua conversão, do deserto de uma universidade moderna à verdade da
Fé católica. Terminou com o seu pedido de conselho, porque você mesmo percebeu
que Deus lhe havia dado a Verdade, mas precisava-se orientar mediante uma
situação muito confusa na Igreja e no mundo. No número da semana passada dos
"Comentários" deram-se conselhos básicos que são válidos para um convertido
católico em geral, ou seja, em todos os tempos e lugares. Este número se ocupará
de oferecer-lhe os conselhos particulares recomendáveis para que veja onde se
encontra no caos atual da Igreja, sem precedentes em todos os vinte séculos da
história desta.
A crise é sem precedentes porque o mundo terá
apenas um final, e estamos-nos aproximando dele. Veja a descrição de Nosso
Senhor mesmo dos últimos tempos (Mt XXIV; Lc XXI), e veja a advertência de São
Paulo, que data de aproximadamente 67 d. C., para estes tempos (II Tim. III,
1-9), especialmente os versículos 5 e 8: os homens estarão com a “mente
corrompida, serão réprobos em relação à fé”, “terão aparência de piedade, mas
negando o que é a sua força. A estes, afastai-os de ti”. Um excelente conselho
para 2019 d.C., porque é importante perceber que hoje os homens em geral e os
católicos em particular não são em seu conjunto “normais”, mas homens que se
encontram em um extremo equivocado de um longo processo de degeneração. O
propósito de tal realização não é nem desprezá-los, nem desesperar-se, mas tomar
a medida certa do que significa viver como católico em um mundo pós-cristão e
anticristão. Em Deus isso pode-se fazer: “Tudo posso naquele que me
fortalece
” (Fl. IV, 13).
O caos na Igreja é especial hoje em dia porque
nunca antes do Vaticano II, nos anos 60, a Igreja oficial em Roma havia-se
afastado oficialmente da Fé Católica. Ora, a Verdade Católica e a Autoridade
Católica foram projetadas por Nosso Senhor para andar de mãos dadas – quando
Pedro for confirmado na Fé (Verdade Católica), então deve confirmar os
outros Apóstolos (Autoridade Católica – Lucas XXII, 32). Assim, a Verdade é o
propósito da Autoridade, mas ela precisa de autoridade para protegê-la. Cada um
precisa do outro, mas no Vaticano II elas se separaram, porque os Papas, os
Cardeais e os Bispos (a Autoridade), magnetizados pelo mundo moderno,
renunciaram à antiga religião (a Verdade). De agora em diante, todos os
católicos deviam ser esquizofrênicos – ou se agarravam à Verdade e abandonavam a
falsa autoridade, ou se agarravam à Autoridade e abandonavam a Verdade, ou
encontravam seu caminho em algum campo intermediário. De agora em diante, cada
ovelha católica tinha de buscar seu próprio caminho através da cerca de espinhos
estabelecida pelos maus pastores do Vaticano II.
A julgar pelos frutos (Mt. VII, 15-20), o
modo de Dom Lefebvre resistir aos falsos pastores sem deixar de reconhecer sua
autoridade provou ser uma das maneiras mais frutíferas de lidar com a confusão
deixada pelo Concílio, mas seus sucessores à frente de sua Fraternidade não se
mostraram fiéis ao seu equilíbrio entre a Verdade e a Autoridade. Mesmo agora
muitos estão se arrastando de volta para a falsa Roma, quando ela é mais falsa
do que nunca! Que isto seja uma advertência para você do perigo de pensar
hoje que a aparência de catolicismo é a mesma coisa que a sua substância
.
Então, como você sabe onde se encontra a substância? A melhor resposta é a de
Nosso Senhor, que se acaba de mencionar: julgue pelos frutos. Por quais frutos?
Pela fé sobrenatural, tal como Deus acaba de lhe dar para que a entenda,
e pela caridade sobrenatural genuína.
Em seguida, misture-se por um tempo com todos os
tipos de católicos, mas ouça mais do que fale. Não tenha pressa para buscar uma
vocação, porque Deus nunca está com pressa (Gál. I, 18; II, 1). Tenha uma
confiança ilimitada em Sua Sabedoria e em Sua Providência, e tenha cuidado para
não agarrar-se incondicionalmente a qualquer líder ou a quaisquer líderes
humanos, até que Deus coloque Sua Igreja em pé novamente (como Ele certamente o
fará). Honre sempre seu pai e sua mãe, por mais equivocados que eles pareçam
estar (Deus não lhes deu a graça que Ele lhe deu). Tenha uma compaixão ilimitada
pela multidão de almas confusas ao seu redor, mas nunca confunda a sinceridade
subjetiva com a verdade objetiva. Ame a Mãe de Deus, e reze todos os dias,
enquanto você puder, todos os 15 Mistérios de Seu Santo Rosário. E que Deus
esteja com você.
Kyrie eleison.
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.