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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Festa do Corpus Christi

04/06 Quinta-feira Festa do Corpus Christi
Festa de Primeira Classe 
 Paramentos Brancos 
   
 Corpus Christi é uma expressão latina que significa Corpo de Cristo, é uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.Realiza-se na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. A origem de Corpus Christi A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon que teve visões de Cristo demonstrando desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque(Juliana de Liège, nasceu entre 1191 e 1192 . Órfã aos cinco anos, foi confiada aos cuidados das monjas agostinianas do convento-leprosário de Mont-Cornillon. "Aos 16 anos teve a primeira visão, que após repetiu-se mais vezes nas suas adorações eucarísticas. A visão apresentava a lua no seu pleno esplendor, com uma faixa escura que a atravessava diametralmente. O Senhor a fez compreender o significado disso que lhe havia aparecido).Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.

A festa de Corpus Christi foi decretada em 1269.

O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: ‘Este é o meu corpo…isto é o meu sangue… fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. Neste Sacramento, no momento da Consagração, ocorre a transubstanciação, ou seja, o pão se torna carne e o vinho sangue de Jesus Cristo, em toda Santa Missa, mesmo que esta transformação da matéria não seja visível.Corpus Christi é celebrado 60 dias após a páscoa. Podendo cair entre 21 de maio e 24 de junho

São Tomás de Aquino
  O frei dominicano e doutor em Teologia Moral, Carlos Josaphat Pinto de Oliveira, relata que São Tomás compôs os textos da Missa da Solenidade e da Liturgia das Horas (comumente recitados pelos religiosos), ressaltando-se os hinos Lauda Sion e Adoro Te Devote.

São Paulo de Constantinopla, Bispo e Confessor.
  Ele naceu em Tessalônica, um presbítero de Constantinopla e um secretário do já idoso bispo Alexandre de Constantinopla, seu predecessor na sé episcopal. Assim que Alexandre morreu, os dois lados em disputa (os arianos e os ortodoxos) entraram em conflito aberto. O partido ortodoxo inicialmente prevaleceu, Paulo foi eleito e consagrado por bispos que estavam na capital imperial na Igreja da Paz, perto de onde futuramente estará a Basílica de Santa Sofia. O imperador Constâncio II tinha estado fora durante estes eventos. Assim que ele chegou, ele ficou furioso por não ter sido consultado. Ele convocou um sínodo de bispos arianos, declarou Paulo incapaz para o episcopado, banindo-o e trazendo Eusébio de Nicomédia para Constantinopla. Acredita-se que isto tenha ocorrido em 338 e Eusébio morreu três anos depois, em 341. Paulo foi logo restaurado pelo povo à sua sé, porém os arianos aproveitaram a situação. Teógnis de Niceia e Teodoro de Heracleia (junto com outros bispos arianos) consagraram Macedônio na igreja de São Paulo. E novamente a cidade estava à beira de uma guerra civil.
 O imperador estava em Antioquia quando ele soube dos fatos e ordenou Hermógenes, seu general de cavalaria, que fosse à cidade expulsar novamente Paulo. A população não queria que nada violento fosse feito com seu bispo e correu para a casa onde o general estava hospedado. Ela foi incendiada, Hermógenes foi assassinado e seu cadáver foi arrastado para fora do edifício em chamas e arrastado pela cidade em triunfo.
  Constâncio não iria deixar por menos esta rebelião contra sua autoridade. Ele cavalgou à toda velocidade de volta à Constantinopla, determinado a punir a população severamente por sua revolta. Porém, ele encontrou o povo de joelhos, com lágrimas nos olhos e se conteve de cortar metade do suprimento de milho. Porém, ele ordenou que Paulo fosse expulso imediatamente.
  Santo Atanásio, Patriarca deposto de Alexandria, estava exilado, assim como Marcelo de Ancira e Asclepas de Gaza. Paulo se juntou a eles e foram todos para Roma buscar o apoio do Papa Júlio I, que examinou o caso com profundidade e confirmou que os três estavam firmes no credo de Niceia. Por isso, os admitiu em comunhão e desposou a causa de defendê-los, escrevendo em tons fortes aos bispos do oriente. Atanásio e Paulo recuperaram assim as suas sés. Porém, os bispos do oriente responderam ao Papa de modo geral se recusando a agir como lhes fora aconselhado por ele.
 Constâncio, novamente em Antioquia, e estava mais resoluto do que nunca contra a escolha do povo de Constantinopla. Filipus, prefeito do oriente, estava lá e recebeu ordens de, novamente, expulsar Paulo e recolocar Macedônio como patriarca. Filipus não queria correr o risco de acabar como Hermógenes e nada disse ao chegar sobre uma ordem imperial.
 Num esplêndido banho público chamado Zeuxippus, junto de um palácio na costa do Helesponto, Filipus pediu que Paulo fosse encontrá-lo para discutir alguns assuntos públicos. Quando ele chegou, Filipus lhe mostrou a carta do imperador e ordenou que ele fosse secretamente enviado, por dentro do palácio, à costa e colocado num barco para ser levado de volta a Tessalônica, sua terra natal. Filipus permitiu que ele posteriormente visitasse prefeitura da Ilíria e outras províncias romanas mais remotas, mas proibiu que ele pisasse novamente no oriente.
 Nos anos finais de sua vida, ele foi levado preso para Singara, na Mesopotâmia, depois para Emesa e finalmente para Cucusus, na Armênia, onde ele morreu.

Intróito/Sal. 80, 17.
Ele os alimentou com a flor do trigo e os satisfez com o mel da rocha, aleluia, aleluia, aleluia.
Ps. ib., 2.Exultai em Deus nosso protetor: regozijai-vos em honra do Deus de Jacó.
V/. Glória Patri.

Coleta
Deus, vós nos deixastes sob um admirável Sacramento o memorial da vossa paixão: concedei-nos, nós vos suplicamos, venerar os sagrados mistérios do vosso Corpo e do vosso Sangue; para sentir sempre em nós o fruto da sua redenção.

Leitura da Epístola dos

1ª Coríntios 11, 23-29
23.Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão24.e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim.25.Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim.26.Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha.27.Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor.28.Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice.29.Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.

Gradual. Sal. 144, 15-16.Gradual
Oculi ómnium in te sperant, Dómine: et tu das illis escam in témpore opportuno.Os olhos de todos, Senhor, olham para ti com esperança: e tu lhes dás o seu alimento a seu tempo.
V/. Aperis tu manum tuam: et imples omne animal benedictióne.V/. Você abre a mão: e enche de bênção tudo o que tem vida.
Aleluia, aleluia.Aleluia, aleluia.
V/. Ioann. 6, 56-57. Caro mea vere é cibus, e sanguis meus vere é potus: qui mandúcat meam carnem et bibit meum sánguinem, in me manet et ego in eo.V/. Minha carne é verdadeiramente comida, e meu sangue é verdadeiramente bebida; quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
Sequência.Seqüência.
Lauda, ​​Sion, Salvatórem, lauda ducem e pastórem in hymnis et canticis.Louve, Sion, seu Salvador, louve seu líder e seu pastor, com hinos e cânticos.
Quantum potes, tantum aude: quia maior omni laude, nec laudáre súffícis.Tanto quanto você puder, ouse cantá-la, porque ela excede todo louvor, e você não é suficiente para elogiá-la.
Laudis thema speciális, panis vivus et vitális hódie propónitur.O tema especial do louvor é o pão vivo e vivificante oferecido a nós hoje.
Quem in sacræ mensa cenæ turbæ fratrum duodenae datum non ambígitur.O pão que na ceia do Senhor, aos doze, seus irmãos, Jesus realmente deu.
Sit laus plena, sit sonora, sit iucúnda, sit decóra mentis iubilátio.Que o louvor seja pleno e vivo; que seja alegre e magnífico, o júbilo da alma.
Dies enim sollémnis agitur, in qua mensæ prima recólitur huius institútio.Porque hoje é a solenidade, que lembra a primeira instituição da Última Ceia.
In hac mensa novi Regis, novum Pascha novæ legis Phase vetus términat.Nesta mesa do novo Rei, a nova Páscoa da nova lei põe fim à antiga Páscoa.
Vetustátem nóvitas, umbram fugat veritas, noctem lux elíminat.O velho rito é sucedido pelo novo, a verdade expulsa as sombras, a luz dissipa a noite.
Quod in cœna Christus gessit, faciendum hoc expréssit in sui memóriam.O que Cristo realiza na Última Ceia, ele ordenou que fosse feito em memória dele.
Docti sacris institútis, panem, vinum in salútis consecrámus hóstiam.Instruídos por suas santas ordens, consagramos o pão e o vinho na hóstia da salvação.
Dogma datur Christiánis, quod in carnem transit panis et vinum in sánguinem.É uma verdade oferecida aos cristãos que o pão se torna a carne e o vinho o sangue de Cristo.
Quod non capis, quod non vides, animosa fírmat fides, præter rerum órdinem.Sem entender e sem ver, a fé viva atesta isso contra a ordem usual das coisas.
Sub divérsis speciébus, signis tantum, e non rebus, latente res exímiæ.Sob várias espécies, meras aparências e não-realidade, escondem-se realidades sublimes.
Caro cibus, sanguis potus: espécie manet tamen Christus totus sub utráque.A carne é comida, o sangue é bebida: mas Cristo permanece inteiro, sob uma e outra espécie.
A suménte non concísus, non confráctus, non divísus: ínteger accípitur.Nós a recebemos sem dividi-la, ou quebrá-la, ou quebrá-la: ela é recebida inteiramente.
Sumit unus, sumunt mille: quantum isti, tantum ille: nec sumptus consúmitur.Apenas um recebe, mil recebem: este tanto quanto estes: nos alimentamos dele sem consumi-lo.
Sumunt boni, sumunt mali sort tamen inæquáli, vitae vel intéritus.Os bons recebem, os maus também: mas se o destino deles é diferente, é vida ou é morte!
Mors est malis, vita bonis: void, paris sumptiónis quam sit dispar éxitus.Morte para os ímpios, vida para os bons; ver quanto do mesmo tratamento, diferente é a questão.
Fracto demum sacramento, ne vacílles, sed memento, tantum esse sub fragmento, quantum toto tégitur.Se você dividir a Santa Hóstia, não hesite, mas lembre-se de que há tanto sob cada parte quanto no todo.
Nulla rei fit scissúra: signi tantum fit fractúra: qua nec status nec statúra signáti minúitur.Do Corpo divino não há ruptura: apenas o sinal é quebrado; nem o estado nem a magnitude da realidade significada são diminuídos.
Ecce panis Angelórum, factus cibus viatórum: vere panis filiórum, non mitténdus canibus.Aqui está o Pão dos Anjos, que se tornou o alimento dos viajantes: é realmente o pão das crianças, que não deve ser jogado aos cães.
In figuris præsignátur, cum Isaac immolátur: agnus paschæ deputátur: datur manna pátribus.Ele é designado antecipadamente por figuras, a imolação de Isaac, o Cordeiro Pascal, o maná dado a nossos pais.
Pastor de osso, panis vere, Iesu, nostri miserére: você nos passa, nos mata: você nos passa nosso bona fac vidére in terra viventium.Bom pastor, verdadeiro pão, Jesus, tem piedade de nós: alimenta-nos, guarda-nos, faze-nos gozar de bens verdadeiros, na terra dos vivos.
Tu, qui cuncta scis et vales: qui nos pascis hic mortáles: tuos ibi commensáles, coherédes et sodáles fac sanctórum cívium. Um homem. AleluiaTu que sabes e tudo podes, que nos nutres nesta vida mortal: faze-nos acima dos comensais, co-herdeiros e companheiros dos santos no céu, assim seja. Aleluia.

Sequência do Santo Evangelho 

São João 6, 55-58
55.Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida.56.Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.57.Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim.58.Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente.

Ofertório/Levit. 21, 6.
Os sacerdotes do Senhor oferecem incenso e pães a Deus; por isso se santificarão ao seu Deus, e não contaminarão o seu nome, aleluia.

Secreta
Nós Vos suplicamos, Senhor, concedei em vossa bondade à vossa Igreja os dons da unidade e da paz: que os materiais oferecidos neste sacrifício representem misticamente.

Comunhão/I Cor. 11, 26-27.
Sempre que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que venha; portanto, quem comer este pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de profanar o corpo e o sangue do Senhor, Aleluia.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)

Depois da comunhão.
Nós vos suplicamos, Senhor, fazei-nos saciados pelo gozo eterno da vossa divindade: gozo do qual a recepção no tempo, do vosso precioso Corpo e do vosso Sangue, é para nós uma figura antecipada.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Ascenção de Nosso Senhor

  Quinta-feira Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo
Festa de Primeira Classe 
Paramentos Brancos

Intróito/Atos 1, 11.
Homens da Galiléia, por que vocês ficam surpresos quando olham para o céu? Aleluia. Da mesma forma que você o viu subir ao céu, ele voltará, aleluia, aleluia, aleluia.
Sal. 46, 2.Nações, batam palmas; celebre a Deus com gritos de alegria.
V/. Glória Patri.

Coleta
Nós vos suplicamos, ó Deus Todo-Poderoso, concedei-nos esta graça: nós que cremos que vosso único Filho, nosso Redentor, subiu hoje aos céus; que nós mesmos também habitemos em espírito em mansões celestiais.

Leitura da Epístola do livro da 

Atos dos Apóstolos 1,1-11
1.Em minha primeira narração, ó Teófilo, contei toda a seqüência das ações e dos ensinamentos de Jesus,2.desde o princípio até o dia em que, depois de ter dado pelo Espírito Santo suas instruções aos apóstolos que escolhera, foi arrebatado (ao céu).3.E a eles se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus.4.E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca;5.porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias.6.Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel?7.Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder,8.mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.9.Dizendo isso elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos..10.Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram:11.Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu.

Aleluia, aleluia. V/. Sal. 46, 6. Ascéndit Deus in iubilatióne, et Dóminus in voce tubæ.Aleluia, aleluia. V/. Deus subiu com gritos de alegria, e o Senhor com o som da trombeta.
Aleluia. V/. Sal. 67, 18-19. Dóminus in Sina in sancto, ascendens in altum, captívam duxit captivitátem. Aleluia.Aleluia. V/. O Senhor em seu santuário como no Sinai, subindo ao alto, levou cativos. Aleluia.

Sequência do Santo Evangelho


São Marcos 16,14-20

14.Por fim apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado.15.E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.16.Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.17.Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas,18.manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.19.Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus.20.Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

Ofertório/ Sal. 46, 6.
Deus subiu com gritos de alegria, e o Senhor com o som da trombeta, aleluia.

Secreta
Aceita, Senhor, as oferendas que te apresentamos em honra da gloriosa ascensão de teu Filho e concede-nos com bondade sermos libertos dos perigos da vida presente, para então alcançarmos a vida eterna.

Praefatio de Ascensione.da Ascensão do Senhor é dito apenas no dia da festa da Ascensão.

Comunhão/Sal. 67, 33-34.
Celebre o Senhor que sobe ao mais alto no oriente, aleluia.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)

 Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)

Depois da comunhão.
Nós Vos suplicamos, Deus Todo-Poderoso e Misericordioso, concedei-nos que aquilo que recebemos como alimento durante estes mistérios visivelmente celebrados, obtenhamos o efeito invisível.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Quinta-feira depois das Cinzas.

19/02 Quinta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Roxos

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Intróito/Sal. 54, 17, 19, 20 e 23 1.
Quando clamei ao Senhor, ele ouviu a minha voz; ele me livrou de todos os que se aproximam para me destruir. Aquele que existe antes de todos os séculos e que durará para sempre, os humilhou. Lance seus pensamentos no Senhor e ele mesmo o alimentará.Ps. ibid., 2-3. Ouve, ó Deus, a minha oração, e não desprezes a minha súplica. Ouça-me e responda-me.V/. Glória Patri.

Coleta
Ó Deus, que o pecado ofenda e a penitência aplaque, atenda em sua clemência as orações de seu povo suplicante e digne-se afastar as pragas de sua ira, que merecemos por nossos pecados.


Leitura da Epístola extraída do livro de

Isaías 38,1-6

1 Naquele tempo, Ezequias esteve doente, quase à morte. O profeta Isaías, filho de Amós, veio ter com ele e lhe disse: Eis o que disse o Senhor: põe em ordem a tua casa porque vais morrer, não te restabelecerás. 2 Então Ezequias voltou-se para a parede e se pôs a orar ao Senhor; 3 Senhor, disse ele, lembrai-vos de que tenho andado diante de vós com lealdade, de todo o coração, segundo a vossa vontade. E chorava abundantemente. 4 Depois a palavra do Senhor foi dirigida a Isaías nestes termos: 5 Vai dizer a Ezequias: eis o que diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi tua oração e vi tuas lágrimas, prolongarei tua vida por quinze anos, 6 livrar-te-ei, a ti e a esta cidade, das mãos do rei da Assíria. Protegerei esta cidade. 

Gradual/Sal. 54, 23, 17, 18 e 19.
Lance seus pensamentos no Senhor e ele mesmo o alimentará.
V /  Quando clamei ao Senhor, ele ouviu a minha voz; ele me livrou de todos os que se aproximam para me destruir.

Sequência do Santo Evangelho 

Mateus 8,5-13 
5 Entrou Jesus em Cafarnaum. Um centurião veio a ele e lhe fez esta súplica: 6 Senhor, meu servo está em casa, de cama, paralítico, e sofre muito. 7 Disse-lhe Jesus: Eu irei e o curarei. 8 Respondeu o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado. 9 Pois eu também sou um subordinado e tenho soldados às minhas ordens. Eu digo a um: Vai, e ele vai; a outro: Vem, e ele vem; e a meu servo: Faze isto, e ele o faz... 10 Ouvindo isto, cheio de admiração, disse Jesus aos presentes: Em verdade vos digo: não encontrei semelhante fé em ninguém de Israel. 11 Por isso, eu vos declaro que multidões virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão no Reino dos céus com Abraão, Isaac e Jacó, 12 enquanto os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes. 13 Depois, dirigindo-se ao centurião, disse: Vai, seja-te feito conforme a tua fé. Na mesma hora o servo ficou curado.

Ofertório/Sal 24, 1 -3.
A ti, Senhor, elevo a minha alma; meu Deus, confio em ti, para que não tenha de que me envergonhar, e para que todos os meus inimigos não zombem de mim, porque todos os que esperam em ti não serão confundidos.

Secreta
Nós vos suplicamos, Senhor, olhai com benevolência para este sacrifício presente, para que aumente a nossa piedade e sirva a nossa salvação.

Prefácio da Quaresma.
 
Comunhão/Sal. 50, 21.
Você aceitará um sacrifício de justiça, oblações e holocaustos em seu altar, Senhor.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Tendo recebido a bênção do dom celestial, dirigismo-nos, ó Deus Todo-Poderoso, ardentes súplicas para que aquele que opera neste sacramento, realize também a nossa salvação.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

A importância de fazer o jejum na quaresma

 http://www.thinkinghousewife.com/wp/wp-content/uploads/2010/02/Temptation-of-Christ-in-the-Wilderness1.jpg
Pratica-se o jejum para ajudar a resistir as tentações

1. Primeiro, para reprimir as concupiscências da carne. Donde o dizer o Apóstolo (2 Cor 6, 5): «Nos jejuns, na necessidade», porque o jejum conserva a castidade. Pois, como diz Jerônimo, «sem Ceres e Baco Vênus esfria», i. é, pela abstinência da comida e da bebida a luxúria se amortece.

2. Segundo, praticamos o jejum para mais livremente se nos elevar a alma na contemplação das sublimes verdades. Por isso, refere a Escritura que Daniel (Dn 10), depois de ter jejuado três semanas, recebeu de Deus a revelação.

3. Terceiro, para satisfazer pelos nossos pecados. Por isso, diz a Escritura (Jl 2, 12): «Convertei-vos a mim de todo o vosso coração em jejum e em lágrimas e em gemido». E é o que ensina Agostinho num sermão: «O jejum purifica a alma, eleva os sentidos, sujeita a carne ao espírito, faz-nos contrito e humilhado o coração, dissipa o nevoeiro da concupiscência, extingue os odores da sensualidade, acende a verdadeira luz da castidade».

O jejum é objeto de preceito. Pois o jejum é útil para delir e coibir as nossas culpas e elevar-nos a mente para as coisas espirituais. Ora, cada um está obrigado, pela razão natural, a jejuar tanto quanto lhe for necessário para conseguir tal fim. Por onde, o jejum, em geral, constitui um preceito da lei natural. Mas, a determinação do tempo e do modo de jejuar, conforme à conveniência e à utilidade do povo Cristão, constitui um preceito de direito positivo, instituído pelos superiores eclesiásticos. E tal é o jejum da Igreja, diferente do jejum natural.

Os tempos de jejum estão convenientemente determinados pela Igreja. O jejum é ordenado por dois motivos: para delir a culpa e para nos elevar a mente às coisas espirituais. Por isso, os jejuns foram ordenados especialmente naqueles tempos em que, sobretudo, devemos os fiéis nos purificar dos pecados e elevar a mente a Deus pela devoção. O que sobretudo se dá antes da solenidade Pascal, quando as culpas são delidas pelo batismo, celebrado solenemente na vigília da Páscoa, em memória da sepultura do Senhor; pois, pelo batismo, somos sepultados com Cristo para «morrer ao pecado», na frase do Apóstolo (Rm 6, 4). E também na festa Pascal devemos, sobretudo, pela devoção, elevar a mente à glória da eternidade, a que Cristo deu começo pela sua ressurreição. Por isso, imediatamente antes da solenidade Pascal, a Igreja nos manda jejuar; e pela mesma razão, nas vigílias das principais festividades, quando devemos nos preparar devotamente para celebrar as festas que se vão celebrar.
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Jejum por Padre Júlio Maria

A Igreja, ciosa de seguir em tudo as prescrições e os conselhos do Divino Mestre, prescreveu o jejum e a abstinência, como penitência, em certos dias do ano.
O jejum consiste em privar-se de uma parte dos alimentos habitualmente usados, e refere-se à quantidade do mesmo alimento.
A abstinência consiste em privar-se de carne em certos dias, por espírito de penitência, e refere-se, pois, à qualidade do alimento.
Jesus Cristo prescreve o jejum sem indicar o dia deste jejum; aconselha esta prática como meio de alcançar o perdão das faltas, de expiá-las e de domar as paixões da carne. Tudo isto está claramente indicado na Bíblia.
Não tendo Jesus indicado o tempo, nem o dia destas penitências, cabe à Igreja determiná-los, para que os conselhos e preceitos do Salvador não fiquem esquecidos.
Percorramos, meu caro crente, os exemplos, os conselhos e preceitos do jejum, indicando bem os passos, para que o amigo os possa verificar em sua Bíblia.
II – Preceito do jejum:Digo logo, para espantar o meu amigo crente, que o jejum constitui não simplesmente um conselho ou uma lei eclesiástica, mas sim uma lei divina, como a oração e a esmola.
A prova é simples: o que Jesus Cristo une num mesmo preceito, deve possuir a força deste preceito. Ora, lemos em S. Mateus que o Salvador fez três preceitos para cumprir a lei e as profecias: esmola, oração e jejum.
O capítulo VI de S. Mateus é a majestosa exposição desta verdade. Jesus Cristo diz ao terminar: Quando jejuardes, não vos mostreis tristes... Ungi as vossas cabeças e lavai o vosso rosto... para não parecer aos homens que jejuais, mas a vosso Pai, que vos recompensará (16,17,18).
Em outro lugar o Salvador ensina que há tentações, que só se combatem à força de oração e do jejum (Mt 17, 20).


Ora, todos nós somos tentados. Todo homem é tentado pela sua própria concupiscência, diz S. Tiago (1, 14). Para resistir a estas tentações precisamos, pois, recorrer à oração e ao jejum.
Eis já o quanto é claro e irrefutável.
Examinemos agora se o tal preceito foi praticado pelo próprio Salvador.
III – Exemplo de Jesus Cristo:O grande modelo a imitar é Jesus Cristo. Ele é o caminho: Ego sum via veritas et vita (Jo 14,6). Ora, lemos em S. Mateus que antes de iniciar a sua grande obra – a fundação da Igreja – o Salvador foi conduzido ao deserto, onde jejuou durante quarenta dias e quarenta noites (Mt 4,1-2).
Como é que os amigos protestantes, que pretendem seguir a Bíblia à risca, não imitam a Jesus Cristo jejuando, em vez de atacarem o jejum praticado pelos católicos, em imitação do seu divino modelo? Que contradição! A Bíblia está repleta de exemplos de jejum. Em toda parte, em todas as necessidades encontramos a oração e o jejum, como duas práticas inseparáveis, para aplacar a Deus e obter os seus benefícios.
O jejum é como o sustento da oração. É boa a oração acompanhada do jejum, diz Tobias (12,8). Voltei meu rosto para o Senhor, meu Deus, para o rogar, o conjurar em jejuns, diz Daniel (9,3-4).
O ímpio Acab, provocando a justiça de Deus, por causa da vinha de Nabot, jejuou coberto de um cilício e alcançou certa indulgência.
Os ninivitas, urgidos que fizessem penitência, observavam o jejum, para alcançarem a clemência de Deus, etc., etc.
IV – A origem da quaresma:A quaresma, ou os quarenta dias de jejum, praticados na Igreja Católica, foi instituída pelos Apóstolos, em lembrança do Jejum de Jesus Cristo.
A prova desta asserção encontra-se na regra traçada por Santo Agostinho: “Toda prática, diz ele, recebida por toda a Igreja e cuja origem não pode ser atribuída nem a um bispo, nem a um papa, nem a um concílio, deve ser considerada como uma instituição apostólica.”
Ora, a quaresma foi sempre observada por todas as nações cristãs e não se pode fazer remontar a sua origem a uma instituição humana, posterior ao tempo dos apóstolos; logo foi instituída por eles.
Os amigos protestantes dizem que tal prática foi instituída pelo Concílio de Nicéia. É falso, pois o Concílio de Nicéia realizou-se em 325, e encontramos já nos escritos de Tertuliano e de Orígenes, no ano 200, a menção positiva da quaresma.
S. Jerônimo, no ano 400, escreveu: “Segundo a instituição apostólica, observamos um jejum de 40 dias.” (Ep. ad Marcel. ).
S. Leão é mais positivo ainda: “Foram os apóstolos, -diz ele- que, por inspiração do Espírito Santo, estabeleceram a quaresma.”
“Jejuamos em qualquer outro tempo, - diz também S. Agostinho- se quisermos, mas durante a quaresma, pecamos se não jejuamos”.
Eis, pois, bem demonstrado que a quaresma é uma instituição dos Apóstolos, instituída por eles, talvez por ordem ou conselho de Jesus Cristo, para lembrar e imitar o jejum de 40 dias do próprio Salvador.
V – O jejum na antiga e nova lei:O jejum da sexta-feira, como já disse, não existe senão na cabeça do protestante à cata de objeções; mas se existisse, teria inda a sua razão de ser, o seu fundamento. Este fundamento seria a Lei da Igreja.
A Sagrada Escritura prova a necessidade do jejum, sem determinar os dias deste jejum. Os apóstolos instituíram a quaresma. A Igreja de Jesus Cristo possui uma autoridade divina, igual à autoridade dos apóstolos, pois o papa é o legítimo sucessor dos apóstolos. É, pois, inegável que o Papa possa prescrever jejuns ou suprimí-los, em certos dias, para um fim útil ou conveniente. O jejum, como mortificação do corpo, é um preceito divino; o modo prático de exercê-lo deve ser regulamentado pela Igreja, por lei eclesiástica, que obriga a consciência.
A Igreja recebeu do seu divino Fundador o poder de legislar, ou formar leis; tal poder pertence necessariamente à autoridade de governar que S. Pedro recebeu do Salvador: Dixit ei (Pedro): Pasce oves meas (Jo 21,17).
Não se pode negar este poder à autoridade eclesiástica, tanto mais que a antiga lei dava tal poder a seus chefes, como lemos na Bíblia.
Jozafaz fez publicar um jejum em toda a Judéia, o que foi aprovado pelo Senhor, que lhe concedeu o favor implorado.
Esdras publicou também um jejum pela feliz jornada dos judeus que voltaram do cativeiro da Babilônia. Publiquei um jejum, diz ele; nós jejuamos, pois, e tudo nos sucedeu com felicidade (1Esd 8,21-23).
Jeremias publicou igualmente um jejum em Jerusalém, para toda a multidão que vinha de Judá, a fim de aplacar as vinganças do Senhor (Jer 36,9).
O profeta Zacarias faz menção de quatro jejuns, ordenados por Deus (Zac 3,19).
Eis como a Igreja do Antigo Testamento preceituava o jejum e determinava o tempo e o modo de praticá-lo, por ordem divina. É, pois, lógico que a Igreja do Novo Testamento goze do mesmo poder de que gozava a Igreja antiga, que era apenas o esboço, o símbolo e a Imagem da Igreja de Cristo.
VI – A abstinência de carne:Devemos, pois, concluir que a Igreja tem o direito de impor, em certos dias determinados, o dever de jejuar e de abster-se de certos alimentos por lei positiva do poder eclesiástico.
Se tem o poder de prescrever o jejum, deve ter também o de prescrever a abstinência de certos alimentos. Tal abstinência não é novidade; existiu na lei antiga, como existe hoje na Igreja Católica.
Os próprios apóstolos prescreviam tal abstinência. Abster-vos-ei das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue e dos animais sufocados, dizem os Atos (15,29).
Se os apóstolos prescrevem de abster-se de certas carnes, podem naturalmente prescrever tal abstinência em tempo e dias marcados, como fez a Igreja, prescrevendo em certos países a abstinência de carne, nas sextas-feiras, em lembrança da morte do divino Salvador. É claro, simples e incontestável.
VII – Conclusão:A conclusão é irrefutável. A Igreja Católica, fiel aos ensinamentos da Bíblia, apóia-se em todas as suas doutrinas sobre o texto sagrado, e faz dele o pedestal divino dos dogmas, da moral, e até das cerimônias do culto.
O protestantismo, ao contrário, limita-se em exaltar a Bíblia, e na prática afasta-se completamente dos ensinos da mesma Bíblia. Jejuar e abster-se de certos alimentos é uma prática que vem do berço da humanidade: pouco importa que o protestante proteste, porque a sua lei, a base do seu credo é protestar contra a verdade católica.
Se a Igreja proibisse o jejum e a abstinência, os amigos protestantes citariam centenas de textos para provar que o jejum e a abstinência são preceitos divinos. E estes textos podem ser encontrados, de fato.
A Igreja, firme em sua resolução divina, sustenta a verdade; e o protestante, embora não encontra nenhum texto, absolutamente nenhum, contra o jejum e a abstinência, protesta e quer ver textos que provem que se deve jejuar nas sextas-feiras.
Pe. Júlio Maria De Lombaerde, "Luz nas Trevas". Págs. 202-208

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Novena de São José!

7º. Dia - SÃO JOSÉ, PROTETOR DA SANTA IGREJA



Glorioso Patriarca São José, protetor e padroeiro da Igreja
universal, obtende-me a graça de amar a Igreja como Mãe e
de honrá-la como verdadeiro discípulo de Cristo. Rogo-vos
que veleis sobre o seu Corpo místico, como outrora velastes
sobre Jesus e Maria. Protegei o Santo Padre e os bispos, os
sacerdotes e os religiosos. Alcançai-lhes santidade de vida e
eficácia no apostolado. Guardai a inocência da infância, a
castidade da juventude, a honestidade do lar, a ordem e paz
da sociedade. Amém.
Rogai por nós, São José, protetor da Santa Igreja. Para que
sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos:

Glorioso São José, que fostes exaltado pelo Pai eterno,
obedecido pelo Verbo Encarnado, favorecido pelo Espírito
Santo e amado pela Virgem Maria, louvo e bendigo a
Santíssima Trindade pelos privilégios e méritos com que vos
enriqueceu. Sois poderosíssimo e jamais se ouviu dizer tenha
alguém recorrido a vós e fosse por vós desamparado. Sois o
consolador dos aflitos, o amparo dos míseros e o advogado
dos pescadores. Acolhei, pois, com bondade paternal a quem
vos invoca com filial confiança e alcançai-me as graças que
peço nesta novena ... Eu vos escolho por meu especial
protetor. Sede, depois de Jesus e Maria, minha consolação
nesta terra, meu refúgio nas desgraças, meu guia nas
incertezas, meu conforto nas tribulações, meu pai solícito em
todas as necessidades. Obtende-me, finalmente, como coroa
dos vossos favores, uma boa e santa morte na graça de Nosso Senhor. 
Assim seja.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mês de São José!



ORAÇÃO DE SÃO CLEMENTE A SÃO JOSÉ 08/03

São José, ó meu terno pai, ponho-me para sempre sob a
vossa proteção; considerai-me como vosso filho e preservaime
de todo o pecado. Lanço-me nos vossos braços para que
me acompanheis no caminho da virtude, e me assistais na hora da minha morte.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Matrimônio

Breve Tratado do Matrimônio
Padre Jean Viollet


Índice:

Publicaremos hoje:

MATRIMÔNIO
A PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO
  • A ESCOLHA
  • LEIS DO AMOR CONJUGAL
O MATRIMÔNIO ENTRE CRISTÃOS NÃO É UM
SIMPLES CONTRATO, MAS SIM UM SACRAMENTO
DIREITOS E DEVERES RECÍPROCOS DOS ESPOSOS
BOM ENTENDIMENTO CONJUGAL
PATERNIDADE E MATERNIDADE
FILHOS E SUA EDUCAÇÃO
CONCLUSÃO

III - A ESCOLHA

1- Da escolha depende o futuro

A escolha do esposo e da esposa é de importância primordial, porque não se pode esquecer que compromete definitivamente o futuro. Dessa escolha depende a felicidade ou infelicidade do futuro lar, a vida moral e espiritual da família.

2- Não confundir qualidades físicas e qualidades morais


A escolha pode ser deformada de várias maneiras. Primeiro, porque preocupam-se mais com as qualidades físicas do que com as qualidades morais. O gosto que se tem em presença de uma “bela pessoa” tira ao espírito a liberdade de exame e julgamento; impede ver a pessoa tal como é, com suas qualidades e defeitos; leva-nos a esquecer que as satisfações dos sentidos são variáveis e inconstantes e que a felicidade reside mais na união dos corações e das vontades, cuidadosas de um mesmo ideal moral.

3- A situação financeira não substituirá nunca o amor

As considerações de dinheiro, as vaidades sociais não são menos perigosas quando se trata de se unir para sempre. Ao ter em vista problemas de dinheiro e de situação financeira, quando se trata de fundar um lar, os esposos estão se preparando para as piores desilusões, se decidirem pelo matrimônio para satisfação de simples vaidades sociais ou amor ao dinheiro, sem preocupar-se de pôr em primeiro plano as considerações morais, fundamento do amor conjugal.

4- Pôr em primeiro plano o valor moral da pessoa

Se a atração física deve ter sua parte na escolha do cônjuge, o valor moral da pessoa deve ser colocado sempre em primeiro plano. Por isso, esclarecimentos sérios e seguros devem preceder a decisão final.

5- Necessidade de um estudo aprofundado

É necessário que os pais ou, na sua falta, pessoas de toda confiança, ajudem seus filhos a se esclarecer, sobre os antecedentes dos candidatos e de sua família, do ponto de vista moral e religioso. Não devem negligenciar a questão da saúde. Ninguém tem direito, numa questão de que dependem futuras exigências, de agir sem rodear-se de todas as garantias possíveis e sem assegurar-se das aptidões morais e físicas da pessoa para a criação de uma família sadia. Não é raro que pessoas sem escrúpulos, querendo casar, disfarcem mais ou menos seus verdadeiros sentimentos.

6- A família – O meio social


Ainda que não se case com a família e o meio social da pessoa escolhida, seria agir com grande imprudência decidir-se a casar sem estar previamente assegurado de que os hábitos de seu meio e sua educação não serão de natureza a provocar conflitos e incompreensões.

7- Harmonias secundárias

Mas, se para o bom entendimento se exige, antes de mais nada, a compreensão mútua, há contudo harmonias secundárias que seria perigoso desprezar. As diferenças de meio social, de educação recebida e a desproporção de fortunas são outros tantos elementos que podem provocar dificuldades e desentendimentos que perturbarão o desembaraço das relações quotidianas. Seria erro psicológico crer que o amor se basta a si mesmo, e que as dificuldades da vida não podem exercer sobre ele nenhuma influência para o bem ou para o mal.

8- A harmonia exige um ideal comum

Uma das condições essenciais para a boa harmonia conjugal é a comunhão de ideal moral e de convicções religiosas. Antes de comprometer-se pelos laços do matrimônio, os interessados deveriam sempre assegurar-se de que existe concordância na sua maneira de encarar os grandes problemas da vida. Nunca poderão estar de acordo os que encaram a vida comum como divertimento com os que a consideram como vocação; os que não partilham os mesmos princípios de moral conjugal; os que têm convicções religiosas com os que não as têm. Se os esposos não querem ver surgir-lhes desacordos trágicos e sofrimentos sem saída, precisam, antes mesmo do matrimônio, se colocar de acordo nas grandes diretivas de seu ideal conjugal e familiar. Uma mesma direção moral é o fundamento mais seguro para o bom entendimento conjugal. Amar é orientar-se juntamente no presente em direção a um ideal cuja realização se procura em comum.

9- Este ideal é especialmente necessário quando se tratar de educar os filhos

O problema de concordância das convicções morais e de crenças religiosas ganha toda sua importância quando se trata da educação dos filhos, e da influência a exercer sobre suas consciências. Quantas divisões dramáticas quando, cada um dos esposos, pretende passar para as almas dos filhos convicções contrárias às de seu cônjuge.

10- Os caracteres

Apesar dos preconceitos correntes, cremos que o matrimônio entre pessoas de caráter diferente, até mesmo opostos, nem sempre é de se desaconselhar. Não é raro que caracteres diferentes sejam complementares e se harmonizem na mesma medida em que necessitam um do outro.

11- Matrimônio de coração ou matrimônio de razão

É preciso opor os matrimônios de “coração” aos matrimônios de “razão”? Certamente que não, porque seria deixar entender que, de um lado, o coração tem o direito de ser insensato e que, por outro lado, a razão pode decidir-se independentemente dos sentimentos. Os matrimônios que apresentam as maiores probabilidades de sucesso são aquele em que coração e razão se compreenderam e se entenderam harmoniosamente. O matrimônio não é uma loteria, mas um ato livre, no qual, após ter rezado a Deus e examinado todas as circunstâncias, a vontade se decide com pleno conhecimento de causa.

IV - LEIS DO AMOR CONJUGAL

1- Há uma moral de vida conjugal
É preconceito corrente que, após receber o sacramento do matrimônio, os esposos tenham o direito de se comportar como bem lhes parece, e que não estejam submetidos a nenhuma obrigação moral especial.

2- Responsabilidades da união conjugal
De todos os atos humanos, o amor é um dos que implicam mais responsabilidades pessoais e sociais. Se todos os atos humanos dependem da lei moral, como poderia este ser exceção? Não é da maneira como nos comportamos em face do amor que depende a felicidade ou infelicidade do outro? E não é no seio da união conjugal que as potências geradoras assumem sua significação moral para o bem ou para o mal?

3- Leis do matrimônio – A fidelidade

Quais são, então, as leis do amor conjugal? A primeira é a fidelidade. Os que pretendem que existe o direito de se conciliar o amor e a infidelidade, dariam, por isso mesmo, prova de que não amam sinceramente. É para assegurar a sinceridade do dom que um faz ao outro fazem, marido e esposa, que o matrimônio está declarado indissolúvel. Esta indissolubilidade ajudará os cônjuges a triunfar das vicissitudes, dos sofrimentos e das tentações da vida. Fidelidade e indissolubilidade estão intimamente ligadas. A fidelidade é não só possível, mas relativamente fácil para cônjuges que, durante sua adolescência viveram castamente, para os que têm convicções religiosas e se aplicam, no decorrer de seu amor, em afastar ocasiões de fraqueza, em dominar os egoísmos da natureza, em destruir em si os defeitos susceptíveis de comprometer a boa harmonia conjugal.

4- A infidelidade não rompe a união conjugal


Isso não quer dizer que as paixões humanas não possam provocar, por vezes, a infidelidade de um ou outro dos esposos. A infidelidade, apesar do que dela pensam os partidários do divórcio, não dá nenhum direito ao esposo lesado romper suas promessas. A falta de um dos cônjuges não autoriza o outro a cometer uma falta semelhante, quebrando o laço que tinha consentido livremente ao se casar.

5- Condenação do divórcio

O divórcio está, assim, em oposição formal às leis da união conjugal. O fato de ser aceito pela lei civil em nada muda seu caráter de imoralidade. O legislador não pode mudar, à sua vontade, leis morais que devem, normalmente, presidir às promessas mútuas dos esposos no matrimônio.

6- Lei da unidade

À lei de fidelidade e de indissolubilidade vem se juntar a de unidade do laço conjugal, a saber, que o matrimônio não é concebível senão entre um único homem e uma única mulher. O casamento repetido entre divorciados não passa de poligamia disfarçada.

7- União conjugal e procriação dos filhos

Abordamos aqui o difícil problema da castidade conjugal, quer dizer, das regras morais que devem presidir à união dos esposos. Basta que consideremos o plano de Deus fora de qualquer idéia preconcebida, para concluir que a união dos sexos tem como fim principal e primeiro a continuação da espécie. Ainda que haja entre marido e esposa elementos de união espiritual aos quais teremos de voltar, não se pode perder de vista que a primeira conseqüência do dom que mutuamente se fazem um ao outro, não somente de seu coração mas também de seu corpo, deve incluir a aceitação leal das conseqüências que resultam naturalmente disto, a saber, a concepção eventual de filhos.

8- Os filhos devem nascer no seio da família

No pensamento de Deus, nunca os filhos devem nascer de uma aventura passageira. Os infelizes que nascem nestas condições são as vítimas do egoísmo humano. Deve presidir ao nascimento e educação dos filhos uma união sincera e duradoura. Por isso, a instituição do matrimônio se confunde com a da família. Mas, no seio da vida conjugal, levantam-se certos problemas que os esposos devem encarar com sinceridade, se querem que Deus abençoe seu lar e se estão decididos a evitar faltas que os afastariam da vida e da perfeição cristã.

9- A temperança

Não devem esquecer que os ameaça um perigo, o de praticar prazeres sexuais à custa do devotamento generoso e desinteressado. Por isso, desde o princípio do matrimônio, deverão se aplicar à prática da virtude de temperança. Grande número de esposos cessam de se amar depois de alguns anos de casamento, por que procuraram o máximo de prazeres e negligenciaram desenvolver entre si as qualidades desinteressadas que dão ao amor todo seu valor moral e espiritual. Para viver e se desenvolver, o amor tem necessidade de lutar contra os egoísmos da natureza e, muito especialmente, contra os egoísmos da carne.

10- O amor e dom de si

As alegrias da união conjugal são legítimas e podem contribuir poderosamente para a manutenção da boa harmonia dos esposos, mas sob condição de que sejam conformes ao plano divino, quer dizer, que possam servir, se Deus o quer, a dar vida a filhos. O amor se orienta naturalmente para o dom, primeiro o dom dos esposos um ao outro, depois, por esse dom, o dos dois esposos conjuntamente aos filhos que lhes são confiados.

11- O número de filhos

Por pouco que os esposos tenham compreendido a grandeza de sua vocação familiar, multiplicarão generosamente o número de seus filhos tanto quanto permitir a saúde da esposa e as condições materiais da existência. Se absterão de pretextos mais ou menos egoístas, demasiadas vezes invocados por aqueles que limitam, sem maior razão, o número de seus filhos. Mas, por mais desejosos que estejam de criar uma família numerosa, talvez um dia se encontrem perante dificuldades que irão levantar, inevitavelmente, a questão da limitação do número de seus filhos.

12- Perfeição conjugal e castidade

Esta limitação, se apoiada em razões válidas, significa, para os esposos, o difícil problema da continência. Sabem que a moral reprova os meios ilícitos de evitar filhos. Desde logo se aplicarão a evitá-los e, para se fortalecerem contra sua própria fraqueza, buscarão na oração e na prática dos sacramentos os socorros que lhes são necessários. Para evitar que a continência prejudique a boa harmonia conjugal e o seu equilíbrio moral, multiplicarão, um em relação ao outro, as atenções e delicadezas do coração e procurarão, juntos, um derivativo às exigências da carne, no maior devotamento para com seus filhos e sua educação. Reservado, além disso, o direito de dar um ao outro marcas de ternura e velando para que estas tendam mais à união dos corações do que dos corpos, não se perturbarão se essas ternuras vierem a provocar involuntariamente alguma excitação de ordem sexual, uma vez que essas excitações não tenham sido procuradas e queridas por si mesmas. Além disso, se confiarão lealmente a um diretor espiritual esclarecido e se ajudarão mutuamente a pôr em prática seus conselhos. Não sendo perfeitos, e exigindo a prática da abstinência conjugal longos e difíceis esforços, não se deixarão desencorajar por quedas sempre possíveis. Reconhecê-las-ão humildemente e continuarão seus esforços que os levarão, pouco a pouco, a um estado melhor e mais perfeito. A Igreja, que perpetua a misericórdia de Jesus Cristo, reserva para o pecador de boa vontade a maior indulgência, desde que este reconheça humildemente suas fraquezas e se esforce por delas triunfar. ¹
________________________
1- Existem métodos naturais que permitem determinar, com maior ou menor exatidão, o período de fecundidade e infecundidade da mulher. Tais métodos permitiriam evitar, à vontade, concepções indesejadas. Até que ponto é legítimo o emprego destes métodos? Não o é, certamente, quando o método é usado pelos esposos com intenção egoísta, quando poderiam normalmente aumentar o número de seus filhos. Mas quando for utilizado legitimamente, quer dizer, por razão grave, tais como: saúde da mulher, dificuldades econômicas, perigo de desunião ou desvio de conduta, nunca os esposos devem perder de vista que o seu uso tende a multiplicar os egoísmos carnais, em prejuízo da generosidade do coração. Os esposos que desejam elevar seu amor mútuo para uma espiritualidade sempre mais elevada, não usarão tal método senão para evitar um mal maior, e se esforçarão em substituí-lo por esforços cada vez mais generosos no sentido da continência.