Vamos ver como as almas santas vem nosso auxilio:
Contra o protestantismo. Vemos como não é aceito por Deus protestantismo pois enviou do céu São Mauricio para expulsar os calvinistas protestante da invasão do litoral do Espírito Santo.Por isso a Vila Velha é devota São Mauricio. Neste local onde se fixou Frei Pedro de
Palácios vindo anteriormente de uma temporada da Bahia.Vila Velha fundou a devoção Mariana na invocação da Nossa Senhora da Penha do
Espírito Santo – só antecedida pela devoção a Nossa Senhora da Vitória,
invocada na Igreja Matriz da vizinha Vila capital.
Com a proteção Mariana, ambas as povoações da
Capitania do Espírito Santo, naqueles tempos iniciais, foi o mártir São
Maurício, soldado romano comandante da célebre legião tebana
(denominação de um grupamento do exército romano contemporâneo, não de
fato uma das Legiões de que dispôs o Império no auge de seu poderio).

Estes fatos se passaram
por volta do ano 283. Difundido seu culto pela Europa, trazida a devoção
ao Brasil, São Maurício era sempre invocado para que intercedesse pelo
bom sucesso das armas locais contra invasores estrangeiros, sobretudo os
“hereges”. De fato, o padre José de Anchieta compôs poema a São
Maurício e os mártires da legião tebana, exortando-os a proteger a Vila
da Vitória contra “os hereges franceses” e “luteranos ingleses”, em
tempos de defesa da terra contra as proezas de corsários a serviço das
nações inimigas de Portugal (1989, p. 398/390).
Consta da tradição que a
tropa holandesa fez menção de escalar o Monte da Penha, quando então
tiveram a assombrosa visão: o santuário transforma-se num castelo
fortificado e das nuvens descem muitos soldados, a pé e a cavalo, com
armas luzentes, o que fez com que os invasores retrocedessem (NOVAES,
1958, p. 67).
O fato histórico em si,
que faz parte da História Militar do Espírito Santo, é que, reforçados
pelo socorro mandado pelo capitão-mor João Dias Guedes, os capitães Adão
Velho e Gaspar Saraiva infligiram, no dia 02 de novembro, outra pesada
derrota aos batavos, que se fizeram ao mar no dia 08 (OLIVEIRA, 1975, p.
130/131).
A partir de então é da
tradição que o santuário (ainda a simples ermida) fora defendida por São
Maurício e os mártires da legião tebana, o que fez aumentar ainda mais a
devoção naquele santo em terras do Espírito Santo. A cena foi retratada
pelo pintor santista Benedito Calixto, e se vê no corredor do Convento
da Penha no painel “A visão dos holandeses” – registre-se, apenas, que
no ano de 1640 o Convento, como hoje o conhecemos, ainda não existia.
Essa estrondosa vitória
foi cantada por muito tempo em versos pelo povo, versos estes de que nos
dá notícia Maria Stella de Novaes (1958, pág. 67/68):
Nossa Senhora da PenhaTem um manto de alegriaDeus lhe deu os seus soldadosPra defender a baía
Nossa Senhora da PenhaTem soldados a valerQue lhe deu Nosso SenhorPro seu povo defender
Nossa Senhora da PenhaTem um manto de alegriaForam os soldados que deramQuando vieram da Baía.
Reze todos os dias o Santo Rosário.