quarta-feira, 1 de abril de 2026

Pensamentos de Santa Teresinha - Mês de Abril

"Pensamentos de Santa Teresinha"

Mais informações sobre a venda do nosso livro. 

Mês de Abril

1. As inspirações mais sublimes, nada são sem obras. (História de uma alma, c.X)

2. Quando sentimos nossa impotência para fazer o bem, nosso único recurso é oferecer as obras dos outros. Eis o beneficio da comunhão dos Santos. (Conselhos e lembranças) 

3. Sim, tudo está bem, quando não se procura senão a vontade de Deus. (História de uma alma, IX).

4. É preciso trabalhar, agir sempre com coragem;pois o coração se fortifica e se vai de vitória em vitória. (Conselhos e lembranças) 

5. Quando pela manhã não sentirmos coragem alguma e força para praticar a virtude, eis o momento de por o machado á raiz da árvore,não contando senão com Jesus só. (2ª carta a Celina)

6. Como pode unir-se intimamente a Deus um coração entretido em amores humanos?É impossível,disto estou persuadida.Tenho encontrado tantas almas fascinadas com esta luz enganadora,tantas mariposas estonteadas, queimar ai asas e tornar assim para Jesus,fogo divino que sabe queimar sem consumir.(História de uma alma,cIV) 

7. Dando-se a Deus,o coração nada perde de sua ternura natural;ao contrário,esta ternura cresce e se torna mais pura e Divina. (História de uma alma,cIX)

8. É bem consolador pensar-se que Jesus,o Divino Forte,conheceu também todas as nossas fraquezas,e tremeu á vista do cálice amargo,este cálice outrora tão desejado ardentemente.(1ª carta aos Missionários) 


9. O que mais faz sofrer a Jesus,parece-me ainda que é o esquecimento.(8ª carta a Celina)

10. As vezes quando a aridez de meu espírito é tão grande,que nem um bom pensamento lhe posso exprimir,recito pausadamente um Pai Nosso ou uma Ave-Maria;estas orações têm a virtude de me elevar, alimentam divinamente a minha alma e são quanto me basta.(História de uma alma c.X) 

11. Felizmente que o reino dos céus é composto de muitas moradas!Porque si não houvesse;essas cuja descrição e o caminho me parecem incompreensíveis,eu lá não poderia entrar.(6ª cata aos Missionários)

12. Tudo que puderem dizer agora de mim deixa-me indiferente,porque eu compreendi a pouca solidez dos juízos humanos.(Conselhos e Lembranças) 
13. Quando mais avançardes,menos combates tereis,ou melhor,vencereis com mais facilidade,porque vereis o lado bom das coisas.(Conselhos e Lembranças)

14. Oh!eu sinto,a minha alma nunca procurou senão a verdade...sim,eu compreendi a humildade de coração.(História de uma alma,cXII) 


15. O bom Deus me fez compreender que as macerações dos santos não foram feitas para mim, e nem para as almazinhas que andarão pela mesma via da Infância.(História de uma alma,cXII)

16. Não há nenhum apoio a se procurar fora de Jesus. Só Ele é imutável.Que felicidade pensar-se que Ele não pode mudar! (5ª carta á M. Inês de Jesus) 

17. Eu vos peço, ó Jesus, que o óleo dos louvores, tão doce á natureza, não amoleça jamais minha cabeça, isto é, meu espírito, fazendo-me crer que eu possuo virtudes que apenas pratiquei uma ou outra vez.(Conselhos e Lembranças)

18. Eu o confesso, as luzes sobre o meu nada me fazem mais bem que as luzes sobre a fé.(História de um alma,c.IX) 


19. Sim, eu quero que Jesus se apodere de tal modo de minhas faculdades, de maneira, que eu já não faça mais ações humanas e pessoais mas tão somente ações divinas, inspiradas e dirigidas pelo Espírito de Amor.(Conselhos e Lembranças)

20. Cometeis um grande erro em pensar no que vos poderá suceder no futuro de doloroso, isto é como que se pôr a criar! Nós, que corremos na via do amor, não nos devemos perturbar por nada.(História de um alma, c.XII) 

21. Si eu não sofresse minuto por minuto, ser-me-ia impossível guardar a paciência; mas eu vejo o momento presente, esqueço o passado e evito olhar para o futuro.(História de uma alma, c. XII)

22. Si muitos perdem a coragem e se desesperam, é porque passam muito no passado e no futuro.(História deuma alma, c. XII) 


23. Para subir a escada da perfeição,não imagineis que possais subir mesmo o primeiro degrau!não a boa vontade.Do alto desta escada Ele vos olha com amor e fogo;vencido por vossos esforços inúteis,Ele descerá e, tomando-vos nos braços, vos levará para sempre no seu Reino,onde não o deixareis jamais.(Conselhos e Lembranças)

24. Na minha pequena via não há senão coisas muito ordinárias;é preciso que tudo que eu faça, as almazinhas possam imitar.(História de uma alma,cXII) 

25. O que me arrebata para a pátria celeste é o chamado de Nosso Senhor,é a esperança de ama-lo enfim como Ele desejou tanto,e o pensamento de que eu poderei fazê-lo amando por uma multidão de almas que o terão de bendizer eternamente.(8ª carta aos Missionários)

26. Confesso,que se no céu não pudesse mais trabalhar para gloria do bom Deus,preferia antes o exílio que a pátria.(4ª carta aos Missionários) 

27. Não há nada mais doce do que pensar bem em nosso próximo.(Conselhos e Lembranças)

28. Eu sinto que quando sou caridosa é Jesus só que age em mim;quanto sou caridosa é Jesus só que age em mim;quanto mais eu me uno a Ele,mais também eu amo as minhas irmãs.(História de uma alma,cIX) 


29. O bom Deus fará todas as minhas vontades no céu,porque nunca fiz a minha sobre a terra.(Conselhos e Lembranças)

30. Provo uma grande alegria,não somente quando me acham imperfeita,mas principalmente quando eu sinto que o sou.Os elogios,ao contrario,só me causam desgosto.(Conselhos e Lembranças) 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário. 

Quarta-feira Semana Santa

01/04 Quarta-feira Semana Santa 
Festa de Primeira Classe
Paramentos Roxos


Intróito/Fil. 2, 10, 8 e 11
Em nome de Jesus, que todo joelho se dobre no céu, na terra e no inferno; porque o Senhor se fez obediente até a morte e morte de cruz; portanto, o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai.Sal. 101, 2.Dómine, exáudi oratiónem meam: et clamor meus ad te veniat.Senhor, ouça minha oração e deixe meu clamor chegar até você.
Em nome…Só no nome...Post Kyrie, eleison , dicitur: Depois de Kýrie, eléison , dizemos:
Oremus. Flectamus genua.Vamos rezar. Vamos dobrar os joelhos
V/. Levante.V/. Ficar de pé.

Coleta
Faze, te pedimos, Deus Todo-Poderoso, que constantemente afligidos por nossas explosões, sejamos libertados pela paixão de teu Filho.

Lectio Isaiae Prophetae. Leitura do profeta Isaías.
Is. 62. 11; 63, 1-7.

Assim disse o Senhor Deus: Diga à filha de Sião: “Eis que vem o teu Salvador; eis que está com ele o seu galardão”. Quem é este que vem de Edom, de Bosrah em roupas escarlates? Ele é magnífico em seu vestido, ele se endireita na grandeza de sua força. Sou eu que falo com justiça e sou poderoso para salvar. Por que as tuas vestes são vermelhas, e as tuas vestes são como as do calcador?Andei sozinho no lagar, e entre os povos não havia ninguém comigo. E eu os pisei na minha ira, os pisei no meu furor; o suco jorrou em minhas roupas e sujei todas as minhas roupas. Pois um dia de vingança estava em meu coração, e o ano da minha redenção havia chegado. Olhei, e ninguém para me ajudar; Fiquei espantado, e ninguém para me apoiar. Então meu braço me salvou e minha fúria me sustentou. Esmaguei os povos na minha ira, e os embriaguei com a minha ira, e derramei o seu sangue no chão." Louvarei as misericórdias do Senhor, os louvores do Senhor, conforme tudo o que o Senhor fez para nós, ele nosso Deus

Gradual/Ps. 68, 18 e 2-3.
Não esconda seu rosto de seu servo, porque estou angustiado: rapidamente, responda-me.
V / Salvum me fac, Deus, quôniam intravérunt aquæ usque ad ánimam meam: infíxus sum in limo profúndi, et non est substántia. Salva-me, meu Deus, as águas sobem à minha garganta; Estou preso na lama do abismo, e nada sólido para pisar.
Hic dicitur V/. Dóminus vobíscum , sine Flectamus génua. Aqui dizemos V/. O Senhor esteja convosco , sem dobrar os joelhos.
Oração.Ó Deus, que quiseste para nós que teu Filho sofresse o patíbulo da cruz para nos arrebatar do poder do inimigo, concede aos teus servos a graça da ressurreição.

Leitura da Epístola do livro do profeta

Isaías 53,1-12

1 Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor? 2 Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos. 3 Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. 4 Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. 5 Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas. 6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, seguíamos cada qual nosso caminho; o Senhor fazia recair sobre ele o castigo das faltas de todos nós. 7 Foi maltratado e resignou-se; não abriu a boca, como um cordeiro que se conduz ao matadouro, e uma ovelha muda nas mãos do tosquiador. (Ele não abriu a boca.) 8 Por um iníquo julgamento foi arrebatado. Quem pensou em defender sua causa, quando foi suprimido da terra dos vivos, morto pelo pecado de meu povo? 9 Foi-lhe dada sepultura ao lado de fascínoras e ao morrer achava-se entre malfeitores, se bem que não haja cometido injustiça alguma, e em sua boca nunca tenha havido mentira. 10 Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada. 11 Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades. 12 Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.

Tratados. Ps. 101, 2-5 e 14.
Dómine, exáudi oratiónem meam, et clamor meus ad te véniat. Senhor, ouve a minha oração e que o meu clamor te alcance.
V/. Ne avértas fáciem tuam a me: in quacúmque die tríbulor, inclina ad me aurem tuam. V/. Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia; incline seu ouvido para mim.
V/. In quacúmque die invocávero te, velóciter exáudi me. V/. No dia em que te invoco, responde-me rapidamente.
V/. Quia defecérunt sicut fumus dies mei: et ossa mea sicut in frixório confríxa sunt.   
V/. Pois os meus dias se consomem em fumaça; meus ossos estão queimando como um inferno.
V/. Percussus sum sicut faenum. e áruit cor meum: quia oblítus sum manducáre panem meum. V/. Como a grama meu coração seca, eu esqueço de comer meu pão.
V/. Você exsurgens, Dómine, miseréberis Sion: quia venit tempus miseréndi eius.
V/. Levanta-te, Senhor, tem misericórdia de Sião; chegou a hora de perdoá-lo.

Sequência do Santo Evangelho  

São Lucas 22,39-71 e 23,1-53
39 Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos. 40 Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: Orai para que não caiais em tentação. 41 Depois se afastou deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava: 42 Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua. 43 Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. 44 Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. 45 Depois de ter rezado, levantou-se, foi ter com os discípulos e achou-os adormecidos de tristeza. 46 Disse-lhes: Por que dormis? Levantai-vos, orai, para não cairdes em tentação. 47 Ele ainda falava, quando apareceu uma multidão de gente; e à testa deles vinha um dos Doze, que se chamava Judas. Achegou-se de Jesus para o beijar. 48 Jesus perguntou-lhe: Judas, com um beijo trais o Filho do Homem! 49 Os que estavam ao redor dele, vendo o que ia acontecer, perguntaram: Senhor, devemos atacá-los à espada? 50 E um deles feriu o servo do príncipe dos sacerdotes, decepando-lhe a orelha direita. 51 Mas Jesus interveio: Deixai, basta. E, tocando na orelha daquele homem, curou-o. 52 Voltando-se para os príncipes dos sacerdotes, para os oficiais do templo e para os anciãos que tinham vindo contra ele, disse-lhes: Saístes armados de espadas e cacetes, como se viésseis contra um ladrão. 53 Entretanto, eu estava todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim; mas esta é a vossa hora e do poder das trevas. 54 Prenderam-no então e conduziram-no à casa do príncipe dos sacerdotes. Pedro seguia-o de longe. 55 Acenderam um fogo no meio do pátio, e sentaram-se em redor. Pedro veio sentar-se com eles. 56 Uma criada percebeu-o sentado junto ao fogo, encarou-o de perto e disse: Também este homem estava com ele. 57 Mas ele negou-o: Mulher, não o conheço. 58 Pouco depois, viu-o outro e disse-lhe: Também tu és um deles. Pedro respondeu: Não, eu não o sou. 59 Passada quase uma hora, afirmava um outro: Certamente também este homem estava com ele, pois também é galileu. 60 Mas Pedro disse: Meu amigo, não sei o que queres dizer. E no mesmo instante, quando ainda falava, cantou o galo. 61 Voltando-se o Senhor, olhou para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra do Senhor: Hoje, antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. 62 Saiu dali e chorou amargamente. 63 Entretanto, os homens que guardavam Jesus escarneciam dele e davam-lhe bofetadas. 64 Cobriam-lhe o rosto e diziam: Adivinha quem te bateu! 65 E injuriavam-no ainda de outros modos. 66 Ao amanhecer, reuniram-se os anciãos do povo, os príncipes dos sacerdotes e os escribas, e mandaram trazer Jesus ao seu conselho. 67 Perguntaram-lhe: Dize-nos se és o Cristo! Respondeu-lhes ele: Se eu vo-lo disser, não me acreditareis; 68 e se vos fizer qualquer pergunta, não me respondereis. 69 Mas, doravante, o Filho do Homem estará sentado à direita do poder de Deus. 70 Então perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu: Sim, eu sou. 71 Eles então exclamaram: Temos nós ainda necessidade de testemunho? Nós mesmos o ouvimos da sua boca.1 Levantou-se a sessão e conduziram Jesus diante de Pilatos, 2 e puseram-se a acusá-lo: Temos encontrado este homem excitando o povo à revolta, proibindo pagar imposto ao imperador e dizendo-se Messias e rei. 3 Pilatos perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Sim. 4 Declarou Pilatos aos príncipes dos sacerdotes e ao povo: Eu não acho neste homem culpa alguma. 5 Mas eles insistiam fortemente: Ele revoluciona o povo ensinando por toda a Judéia, a começar da Galiléia até aqui. 6 A estas palavras, Pilatos perguntou se ele era galileu. 7 E, quando soube que era da jurisdição de Herodes, enviou-o a Herodes, pois justamente naqueles dias se achava em Jerusalém. 8 Herodes alegrou-se muito em ver Jesus, pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar dele muitas coisas, e esperava presenciar algum milagre operado por ele. 9 Dirigiu-lhe muitas perguntas, mas Jesus nada respondeu. 10 Ali estavam os príncipes dos sacerdotes e os escribas, acusando-o com violência. 11 Herodes, com a sua guarda, tratou-o com desprezo, escarneceu dele, mandou revesti-lo de uma túnica branca e reenviou-o a Pilatos. 12 Naquele mesmo dia, Pilatos e Herodes fizeram as pazes, pois antes eram inimigos um do outro. 13 Pilatos convocou então os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, e disse-lhes: 14 Apresentastes-me este homem como agitador do povo, mas, interrogando-o eu diante de vós, não o achei culpado de nenhum dos crimes de que o acusais. 15 Nem tampouco Herodes, pois no-lo devolveu. Portanto, ele nada fez que mereça a morte. 16 Por isso, soltá-lo-ei depois de o castigar. 17 [Acontecia que em cada festa ele era obrigado a soltar-lhes um preso.] 18 Todo o povo gritou a uma voz: À morte com este, e solta-nos Barrabás. 19 (Este homem fora lançado ao cárcere devido a uma revolta levantada na cidade, por causa de um homicídio.) 20 Pilatos, porém, querendo soltar Jesus, falou-lhes de novo, 21 mas eles vociferavam: Crucifica-o! Crucifica-o! 22 Pela terceira vez, Pilatos ainda interveio: Mas que mal fez ele, então? Não achei nele nada que mereça a morte; irei, portanto, castigá-lo e, depois, o soltarei. 23 Mas eles instavam, reclamando em altas vozes que fosse crucificado, e os seus clamores recrudesciam. 24 Pilatos pronunciou então a sentença que lhes satisfazia o desejo. 25 Soltou-lhes aquele que eles reclamavam e que havia sido lançado ao cárcere por causa do homicídio e da revolta, e entregou Jesus à vontade deles. 26 Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus. 27 Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam. 28 Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos. 29 Porque virão dias em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram! 30 Então dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos! 31 Porque, se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco? 32 Eram conduzidos ao mesmo tempo dois malfeitores para serem mortos com Jesus. 33 Chegados que foram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os ladrões, um à direita e outro à esquerda. 34 E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Eles dividiram as suas vestes e as sortearam. 35 A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus! 36 Do mesmo modo zombavam dele os soldados. Aproximavam-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam: 37 Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo. 38 Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição: Este é o rei dos judeus. 39 Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós! 40 Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? 41 Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum. 42 E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino! 43 Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso. 44 Era quase à hora sexta e em toda a terra houve trevas até a hora nona. 45 Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. 46 Jesus deu então um grande brado e disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, dizendo isso, expirou. 47 Vendo o centurião o que acontecia, deu glória a Deus e disse: Na verdade, este homem era um justo. 48 E toda a multidão dos que assistiam a este espetáculo e viam o que se passava, voltou batendo no peito. 49 Os amigos de Jesus, como também as mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia, conservavam-se a certa distância, e observavam estas coisas. 50 Havia um homem, por nome José, membro do conselho, homem reto e justo. 51 Ele não havia concordado com a decisão dos outros nem com os atos deles. Originário de Arimatéia, cidade da Judéia, esperava ele o Reino de Deus. 52 Foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. 53 Ele o desceu da cruz, envolveu-o num pano de linho e colocou-o num sepulcro, escavado na rocha, onde ainda ninguém havia sido depositado.

Ofertório/Sal. 101, 2-3.
Senhor, ouça minha oração e deixe meu clamor chegar até você: não esconda seu rosto de mim.

Secreta
Aceita, Senhor, a oferenda que te apresentamos e, em tua benevolência, faze-nos obter, por nosso fervor, o que celebramos nestes mistérios da paixão de teu Filho, nosso Senhor. Por Nosso Senhor.

Prefácio de Cruce; quæ dicitur usque ad Feriam V in Cena Domini inclusive, iuxta Rubricas. Prefácio à Santa Cruz .
 
Comunhão/ Pr. 101,10, 1 e 14.
Eu engulo minhas lágrimas com meu pão, pois você me levantou e me jogou fora. Estou murchando como a grama, mas você, Senhor, está entronizado para sempre. Levante-se, Senhor, tenha misericórdia de Sião; chegou a hora de perdoá-lo.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Deus Todo-Poderoso, concede-nos crer com toda a certeza que pela morte temporal de teu Filho, de que testificam estes augustos mistérios, nos deste a vida eterna. Pelo mesmo Jesus Cristo teu Filho, nosso Senhor.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo.Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oração.Réspice, quǽsumus, Dómine, super hanc famíliam tuam, pro qua Dóminus noster Iesus Christus non dubitávit mánibus tradi nocéntium, et Crucis subíre torméntum: Qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti Deus: per ómnia sǽcula sæculórum. Rezar Lança os olhos, Senhor, sobre a tua família aqui, por quem Nosso Senhor Jesus Cristo não hesitou em entregar-se nas mãos dos ímpios e sofrer o suplício da cruz.

 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

01 de abril dia de São Valério (Abade e confessor)

    Ele nasceu na Alvérnia e morreu em Leuconay, no dia 1.º de abril de 619. De família simples, foi pastor de rebanhos. Ingressou muito jovem no mosteiro beneditino de Issoire. Mais tarde viveu no mosteiro de São Germano, em Auxerre. Em 594 procurou São Columbano, ingressando no mosteiro de Luxeutil. Em 613, São Columbano foi expulso de Luxeuil pelo rei Thierry. São Valério partiu, então, de Luxeuil e fundou um mosteiro em Leuconay. Dizem que durante sua caminhada para Leuconay devolveu a vida a um camponês condenado por um rico proprietário de terras chamado Sigobardo.
  Como este quisesse enforcar de novo o pobre homem, São Valérico lhe disse:- Se este homem está vivo é por obra e graça de Deus. Não o terás sobre teu poder. Podes tirar-me a vida. Saibas, entretanto, que Deus é justo e não abandona aqueles que o invocam.
  Guiada por São Valérico, a abadia de Leuconay floresceu com numerosos monges. Seis anos após a fundação, São Valérico morreu.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 

terça-feira, 31 de março de 2026

Terça-feira Semana Santa

31/03 Terça-feira Semana Santa 
Festa de Primeira Classe
Paramentos Roxos


Intróito/ Ps. 6, 14.
Para nós, devemos nos glorificar na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo; nele está nossa salvação, nossa vida e nossa ressurreição; é por meio dele que fomos salvos e libertos.Sal. 66, 2.Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; que ele faça resplandecer o seu rosto sobre nós e tenha misericórdia de nós.
V/. Glória Patri.

Coleta
Deus Todo-Poderoso e Eterno, conceda-nos celebrar os mistérios da paixão do Senhor de tal maneira que mereçamos receber a remissão dos nossos pecados.

Leitura da Epístola do livro do profeta

Jeremias 11,18-20

18 Instruído pelo Senhor, eu o desvendei. Vós me fizestes conhecer seus intentos. 19 E eu, qual manso cordeiro conduzido à matança, ignorava as maquinações tramadas contra mim: destruamos a árvore em seu vigor. Arranquemo-la da terra dos vivos, e que seu nome caia no esquecimento. 20 Vós sois, porém, Senhor dos exércitos, justo juiz que sondais os rins e os corações. Serei testemunha da vingança que tomarei deles e a vós confio minha causa. 

Gradual/ Ps. 34, 13 e 1-2.
Mas eu, quando me atormentavam, vesti um cilício, e humilhei minha alma jejuando, e minha oração voltou ao meu seio.
V/Juiz Senhor, aqueles que me prejudicam; lutar contra aqueles que lutam comigo. Pegue suas armas e seu escudo e levante-se para me ajudar.

Sequência do Santo Evangelho  

São Marcos 14,32-72 e 15,1-46
32 Foram em seguida para o lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto vou orar. 33 Levou consigo Pedro, Tiago e João; e começou a ter pavor e a angustiar-se. 34 Disse-lhes: A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai. 35 Adiantando-se alguns passos, prostrou-se com a face por terra e orava que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. 36 Aba! (Pai!), suplicava ele. Tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça o que eu quero, senão o que tu queres. 37 Em seguida, foi ter com seus discípulos e achou-os dormindo. Disse a Pedro: Simão, dormes? Não pudeste vigiar uma hora! 38 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. 39 Afastou-se outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras. 40 Voltando, achou-os de novo dormindo, porque seus olhos estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder. 41 Voltando pela terceira vez, disse-lhes: Dormi e descansai. Basta! Veio a hora! O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. 42 Levantai-vos e vamos! Aproxima-se o que me há de entregar. 43 Ainda falava, quando chegou Judas Iscariotes, um dos Doze, e com ele um bando armado de espadas e cacetes, enviado pelos sumos sacerdotes, escribas e anciãos. 44 Ora, o traidor tinha-lhes dado o seguinte sinal: Aquele a quem eu beijar é ele. Prendei-o e levai-o com cuidado. 45 Assim que ele se aproximou de Jesus, disse: Rabi!, e o beijou. 46 Lançaram-lhe as mãos e o prenderam. 47 Um dos circunstantes tirou da espada, feriu o servo do sumo sacerdote e decepou-lhe a orelha. 48 Mas Jesus tomou a palavra e disse-lhes: Como a um bandido, saístes com espadas e cacetes para prender-me! 49 Entretanto, todos os dias estava convosco, ensinando no templo, e não me prendestes. Mas isso acontece para que se cumpram as Escrituras. 50 Então todos o abandonaram e fugiram. 51 Seguia-o um jovem coberto somente de um pano de linho; e prenderam-no. 52 Mas, lançando ele de si o pano de linho, escapou-lhes despido. 53 Conduziram Jesus à casa do sumo sacerdote, onde se reuniram todos os sacerdotes, escribas e anciãos. 54 Pedro o foi seguindo de longe até dentro do pátio. Sentou-se junto do fogo com os servos e aquecia-se. 55 Os sumos sacerdotes e todo o conselho buscavam algum testemunho contra Jesus, para o condenar à morte, mas não o achavam. 56 Muitos diziam falsos testemunhos contra ele, mas seus depoimentos não concordavam. 57 Levantaram-se, então, alguns e deram esse falso testemunho contra ele: 58 Ouvimo-lo dizer: Eu destruirei este templo, feito por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, que não será feito por mãos de homens. 59 Mas nem neste ponto eram coerentes os seus testemunhos. 60 O sumo sacerdote levantou-se no meio da assembléia e perguntou a Jesus: Não respondes nada? O que é isto que dizem contra ti? 61 Mas Jesus se calava e nada respondia. O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito? 62 Jesus respondeu: Eu o sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, vindo sobre as nuvens do céu. 63 O sumo sacerdote rasgou então as suas vestes. Para que desejamos ainda testemunhas?!, exclamou ele. 64 Ouvistes a blasfêmia! Que vos parece? E unanimemente o julgaram merecedor da morte. 65 Alguns começaram a cuspir nele, a tapar-lhe o rosto, a dar-lhe socos e a dizer-lhe: Adivinha! Os servos igualmente davam-lhe bofetadas. 66 Estando Pedro embaixo, no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote. 67 Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: Também tu estavas com Jesus de Nazaré. 68 Ele negou: Não sei, nem compreendo o que dizes. E saiu para a entrada do pátio; e o galo cantou. 69 A criada, que o vira, começou a dizer aos circunstantes: Este faz parte do grupo deles. 70 Mas Pedro negou outra vez. Pouco depois, os que ali estavam diziam de novo a Pedro: Certamente tu és daqueles, pois és galileu. 71 Então ele começou a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais. 72 E imediatamente cantou o galo pela segunda vez. Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe havia dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. E, lembrando-se disso, rompeu em soluços.1 Logo pela manhã se reuniram os sumos sacerdotes com os anciãos, os escribas e com todo o conselho. E tendo amarrado Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos. 2 Este lhe perguntou: És tu o rei dos judeus? Ele lhe respondeu: Sim. 3 Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas. 4 Pilatos perguntou-lhe outra vez: Nada respondes? Vê de quantos delitos te acusam! 5 Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos ficou admirado. 6 Ora, costumava ele soltar-lhes em cada festa qualquer dos presos que pedissem. 7 Havia na prisão um, chamado Barrabás, que fora preso com seus cúmplices, o qual na sedição perpetrara um homicídio. 8 O povo que tinha subido começou a pedir-lhe aquilo que sempre lhes costumava conceder. 9 Pilatos respondeu-lhes: Quereis que vos solte o rei dos judeus? 10 (Porque sabia que os sumos sacerdotes o haviam entregue por inveja.) 11 Mas os pontífices instigaram o povo para que pedissem de preferência que lhes soltasse Barrabás. 12 Pilatos falou-lhes outra vez: E que quereis que eu faça daquele a quem chamais o rei dos judeus? 13 Eles tornaram a gritar: Crucifica-o! 14 Pilatos replicou: Mas que mal fez ele? Eles clamavam mais ainda: Crucifica-o! 15 Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado. 16 Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a coorte. 17 Vestiram Jesus de púrpura, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça. 18 E começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus! 19 Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo. 20 Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar. 21 Passava por ali certo homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, e obrigaram-no a que lhe levasse a cruz. 22 Conduziram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do crânio. 23 Deram-lhe de beber vinho misturado com mirra, mas ele não o aceitou. 24 Depois de o terem crucificado, repartiram as suas vestes, tirando a sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um. 25 Era a hora terceira quando o crucificaram. 26 A inscrição que motivava a sua condenação dizia: O rei dos judeus. 27 Crucificaram com ele dois bandidos: um à sua direita e outro à esquerda. 28 [Cumpriu-se assim a passagem da Escritura que diz: Ele foi contado entre os malfeitores (Is 53,12).] 29 Os que iam passando injuriavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: Olá! Tu que destróis o templo e o reedificas em três dias, 30 salva-te a ti mesmo! Desce da cruz! 31 Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar! 32 Que o Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos! Também os que haviam sido crucificados com ele o insultavam. 33 Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas por toda a terra. 34 E à hora nona Jesus bradou em alta voz: Elói, Elói, lammá sabactáni?, que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? 35 Ouvindo isto, alguns dos circunstantes diziam: Ele chama por Elias! 36 Um deles correu e ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma vara, deu-lho para beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo. 37 Jesus deu um grande brado e expirou. 38 O véu do templo rasgou-se então de alto a baixo em duas partes. 39 O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: Este homem era realmente o Filho de Deus. 40 Achavam-se ali também umas mulheres, observando de longe, entre as quais Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé, 41 que o tinham seguido e o haviam assistido, quando ele estava na Galiléia; e muitas outras que haviam subido juntamente com ele a Jerusalém. 42 Quando já era tarde - era a Preparação, isto é? é a véspera do sábado -, 43 veio José de Arimatéia, ilustre membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus; ele foi resoluto à presença de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44 Pilatos admirou-se de que ele tivesse morrido tão depressa. E, chamando o centurião, perguntou se já havia muito tempo que Jesus tinha morrido. 45 Obtida a resposta afirmativa do centurião, mandou dar-lhe o corpo. 46 Depois de ter comprado um pano de linho, José tirou-o da cruz, envolveu-o no pano e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, rolando uma pedra para fechar a entrada.

Ofertório/Sal. 139, 5.
Senhor, salva-me da mão do pecador, e livra-me dos homens injustos.

Secreta
Rogamos-te, Senhor, que restaures favoravelmente as nossas almas, estes sacrifícios oferecidos com jejuns que são para eles um remédio. Por Nosso Senhor.

Prefácio de Cruce; quæ dicitur usque ad Feriam V in Cena Domini inclusive, iuxta Rubricas. Prefácio à Santa Cruz .
 
Comunhão/ Sal. 68, 13-14.
Os que estavam sentados à porta falavam contra mim, e os que bebiam vinho zombavam de mim com suas canções. Mas dirijo a ti, Senhor, minha oração. Este é o tempo favorável, ó Deus, segundo a grandeza da tua misericórdia.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Ó Deus Todo-Poderoso, que por vossos mistérios tão santificadores sejam curados nossos vícios e que remédios espirituais nos sejam dados em vista da eternidade.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo.Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oratio.Tua nos misericórdia, Deus, et ab omni subreptióne vetustátis expúrget, et capáces sanctæ novitátis effíciat. Por Dominum.Rezar Possa tua misericórdia, ó Deus, purificar-nos de tudo o que nossas velhas tendências poderiam secretamente roubar de nossos deveres e nos tornar capazes de uma novidade santa.

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Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

31 de março dia de São Benjamim,Mártir.


  São Benjamim, Diácono e Mártir.Nasceu no ano de 394 na Pérsia, e ao ser evangelizado, começou a participar da Igreja ao ponto de descobrir sua vocação ao diaconato. Serviu a Palavra e aos irmãos na caridade, chamando a atenção de muitos para Cristo.
  Chegou a ser preso por um ano, sofrendo, e se renunciasse ao nome de Jesus, seria solto. Porém, mesmo na dor, na solidão e na injustiça, ele se uniu ainda mais ao Cristo crucificado. Foi solto com a ordem de não falar mais de Jesus para ninguém, o que era impossível, pois sua vida e seu serviço evangelizavam.
  Benjamim foi canal para que muitos cegos voltassem a ver, muitos leprosos fossem curados e assim muitos corações duvidosos se abriram a Deus. Foi novamente preso, levado a publico e torturado para que renunciasse à fé. Perguntou então ao Rei, se gostaria que algum de seus súditos fosse desleal a ele. Obviamente que o rei disse que não. E assim o diácono disse que assim também ele, não poderia renunciar a sua fé, a seu Rei, Jesus Cristo. E por não renunciar a Jesus, foi martirizado. Isso no ano de 422.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário. 
Façam penitência.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Segunda-feira Semana Santa

30/03 Segunda-feira da Semana Santa 
Festa de Primeira Classe
Paramentos Roxos

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Intróito/ Sal. 34, 1-2
Senhor, julgue aqueles que me feriram, humilhe aqueles que lutam contra mim. Pegue suas armas e seu escudo e levante-se para me ajudar, ó Senhor, minha força e minha salvação.Ps. ibid., 3.Desembainha a espada e prende os que me perseguem; dá-me a certeza de que me salvarás..V/. Glória Patri.

Coleta
Deus Todo-Poderoso que vê que nossa fraqueza sucumbe no meio de tantas provações, concede-nos algum alívio pelos méritos da paixão de seu Filho unigênito.

Leitura da Epístola do livro do profeta

Isaías 50,5-10

5 (o Senhor Deus abriu-me o ouvido) e eu não relutei, não me esquivei. 6 Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que me arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. 7 Mas o Senhor Deus vem em meu auxílio: eis por que não me senti desonrado; enrijeci meu rosto como uma pedra, convicto de não ser desapontado. 8 Aquele que me fará justiça aí está. Quem ousará atacar-me? Vamos medir-nos! Quem será meu adversário? Que se apresente! 9 O Senhor Deus vem em meu auxílio: quem ousaria condenar-me? Cairão em frangalhos como um manto velho; a traça os roerá. 10 Que aqueles dentre vós que temem o Senhor ouçam a voz de seu Servo! Que aqueles que caminham no escuro, privados de luz, confiem no nome do Senhor e contem com o seu Deus!

Gradual/ Pr. 34, 23 e 3.
Levanta-te, Senhor, e faz triunfar os meus direitos. Meu Senhor e meu Deus, tomai a minha causa.
V /Saque sua espada e bloqueie a passagem para aqueles que me perseguem.

Tratados/Sal. 102, 10.
Senhor, não nos trates segundo os nossos pecados, e não nos castigues segundo as nossas iniqüidades.
V/.  Sal. 78, 8-9.Senhor, não se lembre mais de nossas antigas iniqüidades; que suas misericórdias venham apressadamente ao nosso encontro, pois estamos reduzidos à última miséria.

(Hic genuflectitur) V/. Adiuva nos, Deus, salutáris noster: et propter glóriam nóminis tui, Dómine, libera nos: et propítius esto peccátis nostris, propter nomen tuum. Ajoelhamo-nos V/. Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, e para a glória do teu nome, Senhor, livra-nos e perdoa-nos os nossos pecados, por amor do teu nome.

Sequência do Santo Evangelho  

São João 12,1-9
1 Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia, onde vivia Lázaro, que ele ressuscitara. 2 Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas. 3 Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo. 4 Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse: 5 Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? 6 Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam. 7 Jesus disse: Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura. 8 Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tereis. 9 Uma grande multidão de judeus veio a saber que Jesus lá estava; e chegou, não somente por causa de Jesus, mas ainda para ver Lázaro, que ele ressuscitara. 

Ofertório/ Sal. 142, 9-10.
Arranca-me dos meus inimigos, Senhor; Eu me refugio em você; ensina-me a fazer a tua vontade, porque tu és o meu Deus.

Secreta
Que esses sacrifícios, ó Deus Todo-Poderoso, por sua insignificante virtude, nos façam aproximar, inteiramente puros, daquele que é seu princípio.Por Nosso Senhor.

Prefácio de Cruce; quæ dicitur usque ad Feriam V in Cena Domini inclusive, iuxta Rubricas. Prefácio à Santa Cruz .
 
Comunhão/Sal. 34, 26.
Enrubesçam e se envergonhem os que se alegram com meus males; cubram-se de vergonha e confusão os que me oprimem com insultos.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Que os vossos santos sacramentos, Senhor, nos inspirem com fervor divino, para que a sua recepção e os seus efeitos nos deleitem. Por Jesus Cristo Nosso Senhor.

Super populum: Oremus. Humiliate capita vestra Deo. Sobre o povo: Oremos. Humilhem suas cabeças diante de Deus.
Oração.Adiuva nos, Deus, salutáris noster: et ad benefícia recolénda, quibus nos instauráre dignátus es, tríbue veníre gaudéntes. Per Dominum nostrum.Rezar:Ajude-nos, ó Deus, nosso Salvador, e conceda-nos celebrar com alegria a memória dos benefícios com que você condescendeu em nos regenerar.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.

30 de março dia de São João Clímaco,Abade.

  

São João Clímaco nasceu em 525. São João Clímaco foi um monge do Monte Sinai na Palestina, e deve o seu cognome a um livro seu, Escada (Klímax – Clímaco) dentro de uma família cristã que passou para ele muitos valores, possibilitando a ele uma ótima formação literária. A Escada é um resumo da vida espiritual, concebida para os solitários e contemplativos. Para São João Clímaco, a oração é a mais alta expressão da vida solitária; ela se desenvolve pela eliminação das imagens e dos pensamentos.
São João Clímaco desde cedo foi discernindo sua vocação à vida religiosa. Diante do testemunho de muitos cristãos que optavam por ir ao Monte Sinai, e ali no mosteiro viviam uma radicalidade, ele deixou os bens materiais e levou os bens espirituais para o Sinai. Ali, com outros irmãos, deixou-se orientar por pessoas com mais experiência, fazendo um caminho pessoal e comunitário de santidade.
Foi atacado diversas vezes por satanás, vivendo um verdadeiro combate espiritual.
São João Clímaco buscou corresponder ao chamado de Deus por meio de duras penitências, pouca alimentação, sacrifícios, intercessão e participação nas Santas Missas.

 Daí a necessidade da ‘monologia’, isto é, a invocação curta, de uma só palavra, incansavelmente repetida, que paralisa a dispersão do espírito. Essa repetição deve assimilar-se com a respiração.
Conta-se que ele era palestino e na adolescência ingressou em um mosteiro no Monte Sinai, onde passou a dedicar sua vida às orações e à meditação. Até os 35 anos viveu desta forma, mas quando seu mestre faleceu resolveu encerrar-se em uma cela e viver à moda dos monges do deserto: jejuando, orando e estudando a Bíblia.

Durante este novo período de sua vida São João Clímaco decidiu nunca mais comer carne, fosse ela vermelha ou branca. Também passou a sair de sua cela apenas para participar da Eucaristia, aos domingos.

Já com 70 anos foi eleito bispo do Monte Sinai, muito embora preferisse continuar com sua vida isolada. Nesta época construiu hospitais para a população mais pobre, ajudado pelo papa Gregório Magno.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfKAFlks0FOOHEwcshdOqvMfOc2WCNgOiLPY5WscgAkx83oaQMtd47qDldJPa3ja6q-f1VHnIeRrxZV1D3RcMocSlgh0cJh9sVgx9DWFQoVZlkhjss4nDt4EwG-zVOFzZ1O9epdgDG2FyK/s1600/The+Ladder+of+Divine+Ascent.jpgO nome de São João Clímaco é uma alusão à palavra “klímax’, que em grego significa escada. São João decidiu adotar este nome em virtude do livro escrito nos últimos quatro anos de sua vida foram dedicados a viver como ermitão. Neste período de total isolamento ele escreveu por ele mesmo, intitulado Escada para o Paraíso contem princípios religiosos pequena regras da perfeição evangélica.

Nesta obra ele explica que existem 30 degraus a serem galgados para que possamos atingir a perfeição moral. Este livro foi um grande sucesso na época e chegou até mesmo a influenciar monges e outros religiosos em sua conduta particular, tanto no Ocidente como no Oriente. A importância desta obra literária para a época pode ser notada na utilização do símbolo escada na arte bizantina.

São João Clímaco foi muito famoso como homem santo em toda a Palestina e Arábia. Viveu por volta do ano 605 e morreu 80 anos no Monte Sinai.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.

Rezem todos os dias o Santo Rosário. 
Façam penitência.

domingo, 29 de março de 2026

Domingo de Ramos (Segundo Domingo da Paixão).

29/03 Domingo de Ramos
Festa de Primeira Classe
Paramentos Roxos

   Domingo de Ramos é uma festa móvel cristã celebrada no domingo antes da Páscoa. A festa comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, um evento da vida de Jesus mencionado nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19).
  O Domingo de Ramos é conhecido pela distribuição de ramos bentos aos fieis nesta Santa Missa. Os Ramos bentos são guardadas para serem queimadas na Quarta-feira de Cinzas do ano seguinte. Assim, o Domingo de Ramos é um resumo dos acontecimentos da Semana Santa e também sua solene abertura.

Intróito/Pr. 21, 20 e 22.
Senhor, não me afastes do teu socorro: guarda-me em defesa; livra-me da boca do leão e dos chifres dos búfalos, pois estou muito fraco e humilhado.Ps. ibid., 2.Ó Deus, meu Deus, volta o teu olhar para mim; por que você me abandonou? A voz dos meus pecados tira a salvação de mim.V/. Glória Patri.

Coleta
Deus Todo-Poderoso e Eterno, que quiseste que o nosso Salvador assumisse a carne humana e sofresse os tormentos da cruz, a fim de servir de modelo de humildade para o gênero humano, concede-nos, em tua bondade, ser seu exemplo, sempre corajoso nas provações e por isso merece participar da sua ressurreição.

Leitura da Epístola São Paulo  

Filipenses 2, 5-11
5.Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. 6.Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, 7.mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. 8.E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9.Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, 10.para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. 11.E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.

Gradual/  Sal. 72, 24 e 1-3.
Meu Deus, você pegou minha mão direita; guiaste-me segundo a tua vontade e me glorificaste.
V /Quão bom é o Deus de Israel para com todos os que são retos de coração. Eu estava prestes a ceder, meu pé quase escorregou, pois eu tinha inveja dos ímpios vendo a felicidade desses ímpios.

Tratados/  Ps. 21, 2-9, 18, 19, 22, 24 e 32.
Deus, Deus meus, respice in me: quare me dereliquísti? Meu Deus, meu Deus, volta o teu olhar para mim, por que me abandonaste?
V/. Longe a salúte mea verba delictórum meórum. A voz dos meus pecados tira a salvação de mim.
V/. Deus meus, clamábo per diem, nec exáudies: in nocte, et non ad insipiéntiam mihi. Meu Deus, eu choro durante o dia e você não me escuta; à noite, e não sinto nenhum alívio.
V/. Tu autem in sancto hábitas, laus Israel. No entanto, você habita em seu santuário e a você ascendem os louvores de Israel.
V/. In te speraverunt patres nostri: speraverunt, et liberásti eos. Nossos pais esperaram em ti e tu os livraste.
V/. Ad te clamaverunt, et salvi facti sunt: ​​​​in te speravérunt, et non sunt confusi. Eles confiaram em você e não foram enganados.
V/. Ego autem sum vermis, e não homo: oppróbrium hóminum et abiéctio plebis. Mas eu sou um verme e não um homem, o opróbrio dos homens e a escória do povo.
V/. Omnes, qui vidébant me, aspernabántur me: locúti sunt lábiis et moveunt caput. Todo mundo que me vê me despreza. Eles abrem os lábios e balançam a cabeça, dizendo
V/. Sperávit in Dómino, erípiat eum: salvum fáciat eum, quóniam vult eum. “Ele colocou sua confiança no Senhor, que ele o salve, pois ele o ama. »
V/. Ipsi vero consideraverunt e conspexerunt me: splitrunt sibi vestiménta mea, et super vestem meam miserunt mortem. Eles me observam e olham para mim. Partilham as minhas roupas, tiram a sorte para a minha túnica.
V/. Líbera me de ore leónis: et a córnibus unicórnium humilitátem meam. “Senhor, livra-me da boca do leão e dos chifres dos búfalos. »
V/. Qui timétis Dóminum, laudáte eum: univérsum semen Iacob, magnificáte eum. Vocês que temem ao Senhor, louvem-no, todos vocês descendentes de Jacó, cantem seus louvores.
V/. Annuntiábitur Dómino generátio ventúra: et annuntiábunt cæli iustítiam eius. A geração futura será contada sobre o Senhor. Eles virão e anunciarão o que ele realizou.
V/. Pópulo, qui nascétur, quem fecit Dóminus. Para as pessoas que vão nascer, eles vão contar o que ele fez.
8. Absoluta lectione Epistolae, ponuntur in latere Evangelii, in piano presbyterii, legilia nuda, et proceditur ad cantum vel lectionem historiae Passionis Domini, hoc modo: 8. Terminada a Epístola, coloque ao lado do Evangelho, no santuário, púlpitos descobertos, e prossiga a cantar ou ler a história da Paixão do Senhor desta maneira:
Cantatur vel legitur a ministris saltem in ordine diaconatus constitutis, qui, comitantibus duobus acolythis, vel ministrantibus, absque luminaribus et absque incenso, veniunt ante altare, ibique, super infimum gradum genuflexi, profunde inclinati, submissa voce recitant, uti moris est, Munda cor meum, ac petunt a celebrante benedictionem, dicentes Iube, domne, benedícere. Celebrans, ad eos versus, media voce responde: É cantada ou lida por ministros pelo menos ordenados diáconos, que, acompanhados por dois acólitos, ou servos, sem luzes nem incenso, chegam diante do altar onde, ajoelhados no degrau mais baixo, profundamente curvados, em voz baixa, recitam como de costume, o Purifique meu coração, e peça ao celebrante a bênção, dizendo ao Pai, por favor, abençoe. O celebrante, de frente para eles, responde em voz baixa:
Dóminus sit in córdibus vestris et in lábiis vestris: ut digne et competénter annuntiétis Evangélium suum. Em nómine Patris, e Fílii, + e Spíritus Sancti. Um homem. Que o Senhor esteja em seu coração e em seus lábios ao proclamar Seu evangelho de maneira correta e digna. Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Que assim seja.
Postea, una cum acolythis, seu ministrantibus, faciunt reverentiam, et accedunt ad legilia; non dicunt Dominus vobiscum et nonsigning librum, nec seipsos, dum cantare vel legere incipiunt. Então, com os acólitos, ou servos, eles fazem a reverência e vão para os púlpitos; eles não dizem que o Senhor esteja convosco, não assinem o livro, nem eles mesmos, quando começam a cantar ou ler.
8a. Sacerdos, lecto graduali et tractu, dicit more solito, in medio altaris, Munda cor meum, Iube, Dómine, et Dóminus sit in corde meo. 8a. No rito não solene, o padre, tendo lido o gradual e o traço, diz da maneira usual: Purifica meu coração, Senhor, por favor, abençoe, e que o Senhor esteja em meu coração.
Tunc, in latere Evangelii, ad altare, legit vel cantat clara voce historiam Passionis Domini, sed non dicit Dominus vobiscum et non signat librum, nec seipsum, dum legere vel cantare incipit. Depois, do lado do Evangelho, no altar, lê ou canta em voz alta a história da Paixão do Senhor, mas não diz O Senhor esteja convosco , não assina o livro nem a si mesmo quando começa a cantar ou a ler.
9. Hic modus cantandi vel legendi servatur etiam feria III et IV, when historia Passionis Domini cantatur vel legitur. 9. Este modo de cantar ou ler também é observado às terças e quartas-feiras, quando se canta ou se lê a Paixão do Senhor.

Sequência do Santo Evangelho 

Paixão de Nosso Senhor segundo São Mateus 26,1-75 e 27, 1-66

1.Quando Jesus acabou todos esses discursos, disse a seus discípulos: 2.Sabeis que daqui a dois dias será a Páscoa, e o Filho do Homem será traído para ser crucificado. 3.Então os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se no pátio do sumo sacerdote, chamado Caifás, 4.e deliberaram sobre os meios de prender Jesus por astúcia e de o matar. 5.E diziam: Sobretudo, não seja durante a festa. Poderá haver um tumulto entre o povo. 6.Encontrava-se Jesus em Betânia, na casa de Simão, o leproso. 7.Estando à mesa, aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, cheio de perfume muito caro, e derramou-o na sua cabeça. 8.Vendo isto, os discípulos disseram indignados: Para que este desperdício? 9.Poder-se-ia vender este perfume por um bom preço e dar o dinheiro aos pobres. 10.Jesus ouviu-os e disse-lhes: Por que molestais esta mulher? É uma ação boa o que ela me fez. 11.Pobres vós tereis sempre convosco. A mim, porém, nem sempre me tereis. 12.Derramando esse perfume em meu corpo, ela o fez em vista da minha sepultura. 13.Em verdade eu vos digo: em toda parte onde for pregado este Evangelho pelo mundo inteiro, será contado em sua memória o que ela fez. 14.Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e perguntou-lhes: 15.Que quereis dar-me e eu vo-lo entregarei. Ajustaram com ele trinta moedas de prata. 16.E desde aquele instante, procurava uma ocasião favorável para entregar Jesus. 17.No primeiro dia dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Onde queres que preparemos a ceia pascal? 18.Respondeu-lhes Jesus: Ide à cidade, à casa de um tal, e dizei-lhe: O Mestre manda dizer-te: Meu tempo está próximo. É em tua casa que celebrarei a Páscoa com meus discípulos. 19.Os discípulos fizeram o que Jesus tinha ordenado e prepararam a Páscoa. 20.Ao declinar da tarde, pôs-se Jesus à mesa com os doze discípulos. 21.Durante a ceia, disse: Em verdade vos digo: um de vós me há de trair. 22.Com profunda aflição, cada um começou a perguntar: Sou eu, Senhor? 23.Respondeu ele: Aquele que pôs comigo a mão no prato, esse me trairá. 24.O Filho do Homem vai, como dele está escrito. Mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Seria melhor para esse homem que jamais tivesse nascido! 25.Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: Mestre, serei eu? Sim, disse Jesus. 26.Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo. 27.Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, 28.porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados. 29.Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 30.Depois do canto dos Salmos, dirigiram-se eles para o monte das Oliveiras. 31.Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7). 32.Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galiléia. 33.Pedro interveio: Mesmo que sejas para todos uma ocasião de queda, para mim jamais o serás. 34.Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo: nesta noite mesma, antes que o galo cante, três vezes me negarás. 35.Respondeu-lhe Pedro: Mesmo que seja necessário morrer contigo, jamais te negarei! E todos os outros discípulos diziam-lhe o mesmo. 36.Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsêmani e disse-lhes: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. 37.E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. 38.Disse-lhes, então: Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai comigo. 39.Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres. 40.Foi ter então com os discípulos e os encontrou dormindo. E disse a Pedro: Então não pudestes vigiar uma hora comigo... 41.Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca. 42.Afastou-se pela segunda vez e orou, dizendo: Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade! 43.Voltou ainda e os encontrou novamente dormindo, porque seus olhos estavam pesados. 44.Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. 45.Voltou então para os seus discípulos e disse-lhes: Dormi agora e repousai! Chegou a hora: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores... 46.Levantai-vos, vamos! Aquele que me trai está perto daqui. 47.Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, e com ele uma multidão de gente armada de espadas e cacetes, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. 48.O traidor combinara com eles este sinal: Aquele que eu beijar, é ele. Prendei-o! 49.Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse: Salve, Mestre. E beijou-o. 50.Disse-lhe Jesus: É, então, para isso que vens aqui? Em seguida, adiantaram-se eles e lançaram mão em Jesus para prendê-lo. 51.Mas um dos companheiros de Jesus desembainhou a espada e feriu um servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. 52.Jesus, no entanto, lhe disse: Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão. 53.Crês tu que não posso invocar meu Pai e ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de anjos? 54.Mas como se cumpririam então as Escrituras, segundo as quais é preciso que seja assim? 55.Depois, voltando-se para a turba, falou: Saístes armados de espadas e porretes para prender-me, como se eu fosse um malfeitor. Entretanto, todos os dias estava eu sentado entre vós ensinando no templo e não me prendestes. 56.Mas tudo isto aconteceu porque era necessário que se cumprissem os oráculos dos profetas. Então os discípulos o abandonaram e fugiram. 57.Os que haviam prendido Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os escribas e os anciãos do povo. 58.Pedro seguia-o de longe, até o pátio do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se junto aos criados para ver como terminaria aquilo. 59.Enquanto isso, os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de o levarem à morte. 60.Mas não o conseguiram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. 61.Por fim, apresentaram-se duas testemunhas, que disseram: Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. 62.Levantou-se o sumo sacerdote e lhe perguntou: Nada tens a responder ao que essa gente depõe contra ti? 63.Jesus, no entanto, permanecia calado. Disse-lhe o sumo sacerdote: Por Deus vivo, conjuro-te que nos digas se és o Cristo, o Filho de Deus? 64.Jesus respondeu: Sim. Além disso, eu vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem sentar-se à direita do Todo-poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu. 65.A estas palavras, o sumo sacerdote rasgou suas vestes, exclamando: Que necessidade temos ainda de testemunhas? Acabastes de ouvir a blasfêmia! 66.Qual o vosso parecer? Eles responderam: Merece a morte! 67.Cuspiram-lhe então na face, bateram-lhe com os punhos e deram-lhe tapas, 68.dizendo: Adivinha, ó Cristo: quem te bateu? 69.Enquanto isso, Pedro estava sentado no pátio. Aproximou-se dele uma das servas, dizendo: Também tu estavas com Jesus, o Galileu. 70.Mas ele negou publicamente, nestes termos: Não sei o que dizes. 71.Dirigia-se ele para a porta, a fim de sair, quando outra criada o viu e disse aos que lá estavam: Este homem também estava com Jesus de Nazaré. 72.Pedro, pela segunda vez, negou com juramento: Eu nem conheço tal homem. 73.Pouco depois, os que ali estavam aproximaram-se de Pedro e disseram: Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer. 74.Pedro então começou a fazer imprecações, jurando que nem sequer conhecia tal homem. E, neste momento, cantou o galo. 75.Pedro recordou-se do que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, negar-me-ás três vezes. E saindo, chorou amargamente.1.Chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo reuniram-se em conselho para entregar Jesus à morte. 2.Ligaram-no e o levaram ao governador Pilatos. 3.Judas, o traidor, vendo-o então condenado, tomado de remorsos, foi devolver aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos as trinta moedas de prata, 4.dizendo-lhes: Pequei, entregando o sangue de um justo. Responderam-lhe: Que nos importa? Isto é lá contigo! 5.Ele jogou então no templo as moedas de prata, saiu e foi enforcar-se. 6.Os príncipes dos sacerdotes tomaram o dinheiro e disseram: Não é permitido lançá-lo no tesouro sagrado, porque se trata de preço de sangue. 7.Depois de haverem deliberado, compraram com aquela soma o campo do Oleiro, para que ali se fizesse um cemitério de estrangeiros. 8.Esta é a razão por que aquele terreno é chamado, ainda hoje, Campo de Sangue. 9.Assim se cumpriu a profecia do profeta Jeremias: Eles receberam trinta moedas de prata, preço daquele cujo valor foi estimado pelos filhos de Israel; 10.e deram-no pelo campo do Oleiro, como o Senhor me havia prescrito. 11.Jesus compareceu diante do governador, que o interrogou: És o rei dos judeus? Sim, respondeu-lhe Jesus. 12.Ele, porém, nada respondia às acusações dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos. 13.Perguntou-lhe Pilatos: Não ouves todos os testemunhos que levantam contra ti? 14.Mas, para grande admiração do governador, não quis responder a nenhuma acusação. 15.Era costume que o governador soltasse um preso a pedido do povo em cada festa de Páscoa. 16.Ora, havia naquela ocasião um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17.Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo? 18.(Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja.) 19.Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher lhe mandou dizer: Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito. 20.Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus. 21.O governador tomou então a palavra: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam: Barrabás! 22.Pilatos perguntou: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo? Todos responderam: Seja crucificado! 2O governador tornou a perguntar: Mas que mal fez ele? E gritavam ainda mais forte: Seja crucificado! 24.Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco! 25.E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos! 26.Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. 27.Os soldados do governador conduziram Jesus para o pretório e rodearam-no com todo o pelotão. 28.Arrancaram-lhe as vestes e colocaram-lhe um manto escarlate. 29.Depois, trançaram uma coroa de espinhos, meteram-lha na cabeça e puseram-lhe na mão uma vara. Dobrando os joelhos diante dele, diziam com escárnio: Salve, rei dos judeus! 30.Cuspiam-lhe no rosto e, tomando da vara, davam-lhe golpes na cabeça. 31.Depois de escarnecerem dele, tiraram-lhe o manto e entregaram-lhe as vestes. Em seguida, levaram-no para o crucificar. 32.Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus. 33.Chegaram ao lugar chamado Gólgota, isto é, lugar do crânio. 34.Deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Ele provou, mas se recusou a beber. 35.Depois de o haverem crucificado, dividiram suas vestes entre si, tirando a sorte. Cumpriu-se assim a profecia do profeta: Repartiram entre si minhas vestes e sobre meu manto lançaram a sorte (Sl 21,19). 36.Sentaram-se e montaram guarda. 37.Por cima de sua cabeça penduraram um escrito trazendo o motivo de sua crucificação: Este é Jesus, o rei dos judeus. 38.Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. 39.Os que passavam o injuriavam, sacudiam a cabeça e diziam: 40.Tu, que destróis o templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz! 41.Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos também zombavam dele: 42.Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo! Se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele! 43.Confiou em Deus, Deus o livre agora, se o ama, porque ele disse: Eu sou o Filho de Deus! 44.E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam. 45.Desde a hora sexta até a nona, cobriu-se toda a terra de trevas. 46.Próximo da hora nona, Jesus exclamou em voz forte: Eli, Eli, lammá sabactáni? - o que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? 47.A estas palavras, alguns dos que lá estavam diziam: Ele chama por Elias. 48.Imediatamente um deles tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre e apresentou-lha na ponta de uma vara para que bebesse. 49.Os outros diziam: Deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo. 50.Jesus de novo lançou um grande brado, e entregou a alma. 51.E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, fenderam-se as rochas. 52.Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram. 53.Saindo de suas sepulturas, entraram na Cidade Santa depois da ressurreição de Jesus e apareceram a muitas pessoas. 54.O centurião e seus homens que montavam guarda a Jesus, diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus! 55.Havia ali também algumas mulheres que de longe olhavam; tinham seguido Jesus desde a Galiléia para o servir. 56.Entre elas se achavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. 57.À tardinha, um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus, 58.foi procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos cedeu-o. 59.José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco 60.e o depositou num sepulcro novo, que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e foi-se embora. 61.Maria Madalena e a outra Maria ficaram lá, sentadas defronte do túmulo. 62.No dia seguinte - isto é, o dia seguinte ao da Preparação -, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus dirigiram-se todos juntos à casa de Pilatos. 63.E disseram-lhe: Senhor, nós nos lembramos de que aquele impostor disse, enquanto vivia: Depois de três dias ressuscitarei. 64.Ordena, pois, que seu sepulcro seja guardado até o terceiro dia. Os seus discípulos poderiam vir roubar o corpo e dizer ao povo: Ressuscitou dos mortos. E esta última impostura seria pior que a primeira. 65.Respondeu Pilatos: Tendes uma guarda. Ide e guardai-o como o entendeis. 66.Foram, pois, e asseguraram o sepulcro, selando a pedra e colocando guardas. 

12. Dicitur Credo 12. Dizemos o Credo

Ofertório/ Sal. 68, 21-22.
Meu coração espera humilhações e sofrimentos. Procuro alguém que me entristeça, mas em vão; um edredom, e não encontro nenhum. De comida me dão fel; e na minha sede me bebem vinagre.

Secreta
Fazei, Senhor, vos suplicamos, que este sacrifício que oferecemos a vossa divina Majestade nos obtenha a graça da devoção e nos adquira a recompensa da felicidade eterna.  Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Prefácio de Cruce; quæ dicitur usque ad Feriam V in Cena Domini inclusive, iuxta Rubricas. Prefácio à Santa Cruz .
 
Comunhão/  Mat. 26, 42.
Pai, se este cálice de sofrimento não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.(Quem não pode comungar em especie, fazer comunhão espiritual)

Nosso Senhor Jesus Cristo numa aparição revelou a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais. As espirituais com dependência exclusiva da piedade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que alimentais nossa alma na solidão do coração.
“Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós” (Santo Afonso Maria de Liguori)
 
Oh! Não me é dado receber a santa Comunhão tantas vezes, quantas desejo. Mas, Senhor, não sois Todo-Poderoso?... Ficai em mim, como no Tabernáculo, não vos afasteis jamais de vossa pequenina hóstia…(Santa Terezinha do Menino Jesus)
 
Depois da comunhão.
Senhor, pela ação deste sacramento divino, que possamos ser libertos de nossos vícios e que nossos desejos legítimos sejam realizados.

18. Celebrans, in fine Missae, data benedictione more solito, omittit ultimum Evangelium, et omnes revertuntur in sacristiam. O celebrante, no final da Missa, tendo dado a bênção da maneira habitual, omite o último Evangelho e todos voltam para a sacristia.
In ceteris Missis, sine benedictione ramorum, legitur in fine sequens Evangelium, ut in benedictione ramorum: Nas outras Missas sem Bênção de Ramos, o seguinte Evangelho é lido no final, como na Bênção de Ramos.
+ Sequéntia sancti Evangélii secundum Matthǽum. Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus.
Matt. 21, 1-9.
In illo témpore: Cum appropinquásset Iesus Ierosólymis, et venísset Béthphage ad montem Olivéti: tunc misit duos discípulos suos, dicens eis: Ite in castellum, quod contra vos est, et statim inveniétis ásinam alligátam et pullum cum ea: sólvite et addúcite mihi: et si quis vobis áliquid dixerit, dícite, quia Dóminus his opus habet, et conféstim dimíttet eos. Hoc autem totum factum est, ut adimplerétur, quod dictum est per Prophetam, dicéntem: Dícite filiae Sion: Ecce, Rex tuus venit tibi mansuétus, sedens super ásinam et pullum, filium subtilis. Eúntes autem discípuli, fecérunt, sicut præcépit illis Iesus. Et adduxérunt asinam et pullum: et imposuérunt super eos vestiménta sua, et eum désuper sedére tecérunt. Plúrima autem turba stravérunt vestiménta sua in via: álii autem cædébant ramos de arbóribus, et sternébant in via: turbæ autem, Naquele tempo, aproximando-se de Jerusalém e chegando a Betfagé, no Monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos, dizendo-lhes: "Ide à aldeia que está à vossa frente, e logo encontrareis um jumento amarrado. e um potro com ela; desamarre-os e traga-os para mim. Se alguém lhe disser algo, você dirá: O Senhor precisa deles, e imediatamente eles serão soltos. Ora, isto foi feito para que se cumprisse o que fora dito pelo Profeta: Dize à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti cheio de mansidão e montado num jumento e num jumentinho, o jumentinho de quem dá à luz o jugo. Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenou. Eles trouxeram a jumenta e o jumentinho, colocaram suas capas sobre eles e o vestiram. Muitas pessoas da multidão espalharam suas roupas pelo caminho; outros cortam galhos de árvores e os espalham pela estrada. As multidões que precediam Jesus e as que o seguiam gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bem-aventurado aquele que vem em nome do Senhor! »

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.
Façam penitência.