sábado, 23 de junho de 2012

A fumaça de Satanás

101 motivos para duvidar
da versão do Cardeal Bertone

Dos motivos 52 ao 69


52. Bertone deu, ao todo, seis versões diferentes e inconsistentes da declaração que Lúcia alegadamentelhe fizera, de que "tinha aceitado" a sua "interpretação" da visão.

53. Bertone esperava que os fiéis acreditassem que a Virgem Maria não tinha palavras para explicaruma visão que ele "interpretou" de uma maneira claramente oposta ao que a visão mostrava.

54. Bertone esperava que os fiéis acreditassem que a Santíssima Virgem tinha deixado a ele e ao seuantecessor a incumbência de explicar o significado da visão à Igreja e ao mundo, cerca de 83 anosdepois de a ter confiado aos videntes, e que a própria Lúcia consentira ser guiada, não pelas
palavras da Santíssima Virgem, vindas do Céu, mas por dois Cardeais do Vaticano (Bertone eSodano), que não tinham qualquer competência para tal.
Bertone acusou Lúcia de inventar a ordem da Santíssima Virgem para o Segredo não ser
revelado antes de 1960.

55. Durante sete anos, Bertone declarou repetidamente ­ na Mensagem, n'A Última Vidente, e durante oseu aparecimento no Porta a Porta ­ que Lúcia lhe "confessara", em entrevistas não gravadas, quea Santíssima Virgem nunca lhe tinha dito que o Terceiro Segredo não devia ser revelado antes de1960, e que ela (Lúcia) escolhera arbitrariamente aquele ano para a revelação do Segredo.

56. Porém, durante os sete anos em que manteve esta posição, Bertone não revelou (até aparecer noPorta a Porta em 31 de Maio de 2007) que tinha em sua posse não um, mas dois envelopes em que Lúcia tinha escrito: "Por ordem expressa de Nossa Senhora, este envelope só pode ser aberto em 1960 por Sua Ex.ciaRev.ma o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa ou por Sua Ex.ciaRev.ma o SenhorBispo de Leiria."

57. Bertone tinha um motivo óbvio para obter a "confissão" de Lúcia de que inventara a "ordemexpressa" da Santíssima Virgem sobre 1960: a ligação que Nossa Senhora fez do Segredo a 1960destruía a sua "interpretação" ridícula, que ligava a visão do Bispo vestido de branco à tentativafalhada de assassínio de 1981 como ponto culminante da profecia de Fátima, e que tambémapontava para uma relação entre o Segredo e acontecimentos por volta de 1960, incluindo oConcílio Vaticano II, que João XXIII anunciou em 1959.

58. Bertone deu três versões diferentes e totalmente inconsistentes da "confissão", baseadas nas suas"entrevistas" não gravadas com a vidente:
· Na primeira versão, Lúcia alegadamente disse: "Segundo intuição minha, antes de 1960 nãose perceberia, compreender-se-ia somente depois."
· Na segunda versão, a "intuição" desapareceu, e Lúcia alegadamente disse: "Achei que
1960 seria uma data muito distante de quando escrevi o `Segredo' em 1944 e porque penseique estaria morta nesse ano, e portanto o último obstáculo à interpretação e à revelação dosegredo teria desaparecido."
· Na terceira versão, Lúcia alegadamente disse: "Fui eu que escolhi a data. Fui eu que penseique 1960 seria um termo suficiente para se poder abrir o envelope. E eu pensei que talvez játivesse morrido e não fosse implicada no Segredo."

59. As três versões da "confissão" são claramente impossíveis de crer, pelas seguintes razões:· Em criança, Lúcia não revelou o Segredo sem licença de Nossa Senhora, mesmo sob ameaçade morte.
· A Irmã Lúcia nunca tomou, por sua conta, uma "decisão" de quando revelar o Segredo
que Nossa Senhora lhe tinha mandado que não dissesse "a ninguém", com a excepção deFrancisco.
· A vidente escolhida pela Mãe de Deus não ia inventar uma "ordem expressa" da VirgemMaria e depois escrevê-la em dois envelopes, enganando assim os seus superiores, a Igreja etodo o mundo durante mais de 60 anos.
· 1960 não estava "muito distante" de 1944 (o ano em que a Santíssima Virgem lhe mandouescrever o texto do Segredo); e mesmo que estivesse, o facto de uma data estar "muitodistante" de 1944 não era razão lógica para Lúcia decidir que esta data, entre todas as datas,seria boa altura para revelarseria boa altura para revelar o Segredo que (naquela altura) tinha ordens do Céu para nãorevelar.
· De todos os anos que passaram entre 1944 e a sua morte em 2005, a Irmã Lúcia não tinharazão para "escolher" arbitrariamente 1960 para ano da revelação do Segredo - - dezasseis anosdepois de 1944 ­ em vez de um número redondo como dez ou vinte anos depois de 1944.
· Se, como o próprio Bertone admitiu, a Santíssima Virgem mandou a Lúcia que escrevesse o
Segredo em 1944, também não podia ter deixado de indicar uma data para a sua revelação.
· A Irmã Lúcia não podia ter a premonição de que estaria morta em 1960, quando viveu atéà idade avançada de 97 anos, e em parte alguma dos seus escritos encontramos a menorsugestão de que ela esperava morrer antes de completar 53 anos.
· A Irmã Lúcia não podia ter pensado que ela, a quem fora confiado o Terceiro Segredo, ela, a
vidente escolhida por Deus, seria um obstáculo à sua revelação e "interpretação".
· N'A Última Vidente, Bertone disse que foi enviado a Coimbra para entrevistar Lúcia em Abril
de 2000, pouco antes da publicação da visão e do comentário na Mensagem, porque o Papa"tinha necessidade de uma interpretação definitiva da parte da religiosa." Mas, no mesmolivro, Bertone esperava que acreditássemos que a Irmã Lúcia considerava a sua existência naterra como "o último obstáculo" à interpretação do Segredo.

60. Nenhuma testemunha independente corroborou a afirmação de Bertone de que Lúcia "confessara" ter inventado a "ordem expressa" da Santíssima Virgem, embora estivessem testemunhas supostamente presentes durante a "confissão".
Bertone apoiou-se em "entrevistas" não gravadas e não corroboradas e em "citações" sempreem mudança que atribuiu à vidente.

61. Bertone alegadamente gastou dez horas em entrevistas à vidente para substanciar a sua versão, mas não fez uma gravação em vídeo ou em áudio, nem sequer uma transcrição escrita destes encontros históricos, e nem sequer apresentou uma declaração assinada por Lúcia e escrita em português, a sua língua natal.

62. Das dez horas de alegadas entrevistas com Lúcia, que deviam compreender milhares de palavras faladas, Bertone "citou" exactamente nove palavras atribuídas a Lúcia sobre o conteúdo do Terceiro Segredo ­ o assunto exacto em controvérsia ­ e não apareceu nenhuma testemunha para corroborar estas nove palavras, embora estivessem testemunhas alegadamente presentes.

63. Bertone disse que tinha "minutas" assinadas e editadas dos seus encontros com Lúcia, mas nunca as mostrou.

64. Bertone nunca citou a Irmã Lúcia duas vezes da mesma maneira sobre o mesmo assunto, e as "citações" fragmentárias alegadamente tiradas das suas "notas", que nunca apresentou, mudavam de cada vez que as repetia. Em especial, Bertone deu:
· Seis versões inconsistentes da sua afirmação de que Lúcia lhe dissera que "concordava" com a sua "interpretação" da visão do Bispo vestido de branco. Nenhuma testemunha independente corroborou esta afirmação.
· Quatro versões inconsistentes da sua afirmação de que Lúcia lhe dissera que a consagração
da Rússia foi cumprida com a consagração do mundo em 1984. Nenhuma testemunha independente corroborou esta afirmação.
· Três versões inconsistentes da "confissão" de Lúcia de que inventara a "ordem expressa
de Nossa Senhora" relativa a 1960. Nenhuma testemunha independente corroborou esta
afirmação ­ nem sequer o Bispo emérito de Leiria-Fátima, que esteve presente no encontro
de 27 de Abril de 2000, em que Lúcia alegadamente "confessou", mas não se lembrou de
confirmar a versão de Bertone da "confissão" durante o seu aparecimento no programa da
Telepace.
· Três versões inconsistentes da configuração dos envelopes usados para o envio do Terceiro
Segredo, em que aparecem, entre outras, as seguintes discrepâncias reveladoras:
Nenhuma das três versões mencionou o "envelope Capovilla" que a sua própria testemunha
(Capovilla, entrevistado por De Carli) identificou, mas que Bertone nunca mostrou e nunca
explicou porque não o fez.
Bertone afirmou, em diversas ocasiões, que Lúcia preparou pessoalmente um, dois ou três
envelopes para enviar o Segredo, dependendo da versão que considerarmos, mas só no seu
aparecimento na televisão em 31 de Maio de 2007 é que Bertone mencionou dois envelopes
lacrados com a "ordem expressa de Nossa Senhora" para não serem abertos até 1960.
Uma das versões menciona um envelope exterior com a anotação "Terceira Parte do
Segredo" ­ outro envelope que Bertone nunca mostrou, e que talvez seja uma referência ao
"envelope Capovilla", que nunca foi mostrado.

65. Bertone afirmou que, durante a entrevista de Novembro de 2001, Lúcia lhe dissera que concordava com tudo o que aparece na Mensagem, um documento de 44 páginas, embora a Mensagem
· "demole com luva branca" a descrição que Lúcia fez do Terceiro Segredo, como o Los Angeles
Times escreveu com razão;
· sugere que Lúcia fabricou a visão do Bispo vestido de branco a partir de imagens que vira em
livros de devoções;
· acusa-a de inventar a "ordem expressa de Nossa Senhora" sobre a revelação do Segredo em
1960; e
· cita como perito eminente em aparições marianas o Jesuíta modernista ÉdouardDhanis, que
declarou que a Irmã Lúcia tinha inventado toda a Mensagem de Fátima, excepto o seu pedido
de orações e penitência.

66. Bertone disse que, durante a mesma entrevista de Novembro de 2001, Lúcia citou verbatim, como declaração sua, uma passagem de 165 palavras da Mensagem, escrita pelo Cardeal Ratzinger.

67. Em Maio de 2007, depois de Lúcia ter morrido e de Capovilla ter revelado a existência de um segundo texto do Terceiro Segredo, Bertone anunciou subitamente ­ pela primeira vez em sete anos
de controvérsia ­ que, durante uma das alegadas entrevistas com a vidente, esta teria declarado:
"Sim, este é o Terceiro Segredo, e eu nunca escrevi outro". Todavia, Bertone não identificou qual das entrevistas continha esta declaração nunca mencionada até então, nem apresentou uma transcrição ou qualquer outra forma de verificação independente da suposta citação, e nenhuma testemunha independente a corroborou ­ embora Bertone afirmasse que D. Serafim de Sousa
Ferreira e Silva, Bispo emérito de Leiria-Fátima, fora testemunha da alegada declaração.

68. Quando o Bispo D. Serafim apareceu no programa de Bertone na Telepace em Setembro de 2007, tornou-se notado o facto de ele não ter corroborado a alegada declaração de Lúcia, embora tivesse sido levado a Roma exactamente para defender a posição de Bertone.

69. Quanto a todas as declarações contestadas que Bertone atribuiu a Lúcia durante dez horas de entrevistas que nunca gravou, Bertone é literalmente a única testemunha no mundo que as diz ter
ouvido.
Bertone mudou de repente para uma insistêncianum texto "autêntico" e para uma simples "convicção" pessoal de que tudo foi revelado.


Vídeo: A ocultação do Terceiro Segredo de Fátima - Parte 05 de 06


sábado, 16 de junho de 2012

A fumaça de Satanás


101 motivos para duvidar 
da versão do Cardeal Bertone

Dos motivos 38 ao 51

38. Bertone, assim, declarou falsamente ao público (através do seu agente De Carli) que não havia um "envelope Capovilla" separado, quando até a sua própria evidência demonstra agora que existe mas que não foi mostrado.

39. Depois de sete anos sem ter revelado a sua existência, Bertone (através de De Carli) admitiu agora que um envelope contendo um texto do Terceiro Segredo e tendo as anotações de Capovilla esteve guardado nos aposentos papais durante os pontificados de João XXIII e Paulo VI, embora, n'A Última Vidente, tivesse troçado da hipótese de ter havido um envelope nos aposentos papais que não era o mesmo do arquivo do Santo Ofício. Bertone mudou a sua história sobre o texto nos aposentos papais, criando assim muitas discrepâncias novas na sua história.

40. Forçado pelo depoimento de Capovilla a admitir que, afinal, havia um envelope com um texto do Terceiro Segredo nos aposentos papais, e não no arquivo, e que Paulo VI leu este texto em 1963, e não em 1965 como tinha antes dito, Bertone pôs De Carli a fazer perguntas preparadas a Capovilla durante a entrevista de Agosto de 2007, que sugeriam ­ pela primeira vez em sete anos de controvérsia ­ que Paulo VI leu duas vezes o mesmo texto, em 1963 e 1965, e que o texto que leu em ambas as ocasiões era simplesmente o texto da visão que o Vaticano publicou em Junho de 2000. Esta sugestão foi lançada durante a transmissão da Telepace, organizada por Bertone em Setembro de 2007.

41. A tentativa de Bertone para mudar a sua versão de modo a adaptar-se à evidência ­ evidência essa cuja existência tinha anteriormente negado ou aparentado negar ­ criou as seguintes discrepâncias fatais:· Se Paulo VI leu em 1965 o mesmo texto que leu em 1963, então o texto seria o que estava no "envelope Capovilla", que Bertone nunca mostrou; porque, como Capovilla disse a De Carli, depois de ler um texto do Segredo em 1963, Paulo VI colocou-o outra vez no "envelope Capovilla" e tornou a fechar o envelope.· Se não havia nada a esconder, então Bertone devia ter mostrado o "envelope Capovilla" natelevisão. A "versão oficial" nunca mencionou que Paulo VI lera um texto do Segredo em 1963, embora essa leitura fosse um acontecimento histórico importante.
· Não haveria razão para a versão oficial não ter mencionado este acontecimento histórico importante, a não ser que o texto que o Papa Paulo leu em 1963 estivesse escondido (como ainda está).· Se Paulo VI leu em 1965 o mesmo texto que leu em 1963, a versão oficial da leitura de 1965 devia também ter mencionado isto ­ a não ser que, mais uma vez, houvesse alguma coisa a esconder.
· Como o próprio Bertone revelou agora através de Capovilla, Paulo VI voltou a fechar o envelope contendo o texto que leu em 1963, declarando que faria "o mesmo" que o Papa João XXIII fizera, ou seja, deixar que outros se pronunciassem sobre o texto. Então, porque é que Paulo VI iria reabrir em 1965 o envelope que tinha voltado a fechar em 1963, para ler o mesmo texto?
· Mesmo se Paulo VI decidisse em 1965 reabrir o envelope que tinha voltado a fechar em 1963 para ler uma segunda vez o seu conteúdo, porque é que nem os seus diários, nem os registos dos membros do seu pessoal, nem qualquer documento do Vaticano, mencionam que o Papa tinha decidido ver novamente o mesmo texto sobre que anteriormente decidira deixar que outros se pronunciassem?
· Segundo a transcrição de De Carli, Capovilla disse que, depois da leitura de um texto do Segredo por Paulo VI em 1963, "o envelope foi outra vez lacrado e não se falou mais nele." Assim, Capovilla, ao contrário do que Bertone sugeriu (através das perguntas preparadas que
De Carli lhe fez), não podia ter sabido se o Papa Paulo reabriu o mesmo envelope em 1965 e leu novamente o mesmo texto.
Bertone fingiu ignorância sobre se João Paulo II lera um texto do Segredo em 1978.

42. N'A Última Vidente, Bertone disse estar "convencido", e que era a sua "opinião", que João Paulo II não lera o Segredo em 1978, dias depois de ser eleito, embora o porta-voz papal Navarro-Vallso tivesse declarado à imprensa ­ declaração esta que indicava a existência de um texto, ainda por revelar, nos aposentos papais.

43. Confrontado com a declaração de Navarro-Valls, Bertone misteriosamente não se lembrou simplesmente de perguntar a este, ao próprio Papa (quando era vivo) ou a quaisquer outras testemunhas que soubessem dizer se a referida declaração era verdadeira, embora tivesse muito tempo para o fazer, com respeito à sua entrevista escrita n'A Última Vidente. Alternativamente, Bertone verificou a declaração e escondeu o facto de João Paulo II ter, com efeito, lido um texto do Segredo em 1978, três anos antes da data apresentada na versão de Bertone.

44. Apesar de ser interrogado várias vezes, até por De Carli, o entrevistador que ele próprio escolhera a dedo, Bertone declarou que João Paulo II, o "Papa de Fátima", esperou até ao terceiro ano do seu pontificado (1981) para ler o Terceiro Segredo, quando Paulo VI o lera dias depois da sua eleição.

45. Perante a insistência de De Carli, pela terceira vez durante a entrevista n'A Última Vidente, Bertone sugeriu, por incrível que pareça, que João Paulo II estava muito ocupado a "re-evangelizar o mundo" para ler o Terceiro Segredo em 1978.

46. Os Nºs 42-45 sugerem a determinação de Bertone de não admitir que João Paulo II lera o Segredo em 1978, quando não haveria razões para não o admitir, a não ser que houvesse algo a esconder a respeito desta leitura. Bertone defendeu uma interpretação claramente "insustentável" da visão do Bispo vestido de branco.

47. Bertone, no seguimento da orientação do Cardeal Sodano, seu antecessor, insistiu que a visão de um Papa a ser executado por soldados fora de uma cidade meio arruinada significava João Paulo II a escapar à morte às mãos de um assassino solitário em 1981 ­ uma "interpretação" tal que até oVaticanista Marco Politi rejeitou categoricamente como insustentável durante o aparecimento de Bertone no Porta a Porta.

48. Bertone não explicou porque é que a visão, se isso é tudo o que significa, ficou fechada a sete chaves no Vaticano quase 20 anos depois do atentado.

49. Apesar disso, Bertone fez a afirmação incrível de que a decisão de publicar a visão em 2000 "encerra um pedaço de história, marcado por trágicas veleidades humanas de poder e de iniquidade..." ­mas, se assim é, porque é que não se tomou essa decisão antes?

50. A "interpretação" da visão por Bertone faz da tentativa de assassínio de 1981 o ponto culminante da Mensagem de Fátima, embora o Papa tivesse recuperado dos seus ferimentos, retomasse uma vida activa, com a prática de ski, caminhadas a pé e natação, nos doze anos seguintes, e morreu quase vinte e cinco anos depois do atentado, de complicações da doença de Parkinson.

51. Em 2001, no comunicado sobre a sua alegada entrevista com a vidente em Novembro desse ano, Bertone disse que Lúcia "confirma inteiramente" a sua interpretação da visão. Mas em Maio de 2007, n'A Última Vidente, Bertone disse "não nestes termos", quando De Carli, o entrevistador que escolhera, lhe perguntou directamente se Lúcia tinha aceitado a interpretação.

Vídeo: A ocultação do Terceiro Segredo de Fátima 
- Parte 04 de 6


sábado, 9 de junho de 2012

Continuação... O segredo por revelar

101 motivos para duvidar 
da versão do Cardeal Bertone

Dos motivos 16 ao 37
 
16. Durante um programa radiofónico em 6 de Junho de 2007, Bertone disse falsamente que as palavras da Santíssima Virgem na Quarta Memória terminavam com reticências (...), e não com o "etc.", quando sabia muito bem que o "etc." ­ que indica mais palavras da Santíssima Virgem ­ está há décadas no centro da controvérsia sobre o Terceiro Segredo e, portanto, não podia ter confundido o "etc." com reticências; e sabia também que é absurdo sugerir que a Mensagem de Fátima termina com a Santíssima Virgem a deixar um pensamento seu em meio, sem o concretizar.

17. Durante o mesmo programa de rádio, Bertone sugeriu falsamente que as palavras reveladoras da Santíssima Virgem sobre a conservação do dogma da Fé em Portugal (mas, evidentemente, não noutros países) não são importantes, porque são apenas parte da "memória" de Lúcia, que ele caracterizou como sendo "outro escrito," quando sabia que as memórias de Lúcia são os textos de referência da Mensagem de Fátima integral, e que ele próprio usou a Terceira Memória, menos completa, para obter o texto do Grande Segredo que o Vaticano publicou em 2000. Bertone destruiu a sua própria posição na televisão nacional.

18. Durante o seu aparecimento no Porta a Porta em Maio de 2007, Bertone revelou finalmente ­depois de sete anos sem o mencionar ­ que a Irmã Lúcia preparou dois envelopes lacrados diferentes para transmitir o Terceiro Segredo, cada um dos quais tinha a anotação "Por ordem expressa de Nossa Senhora, este envelope só pode ser aberto em 1960 por Sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa ou por Sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria."

19. Assim, o próprio Bertone confirmou a teoria de "dois envelopes, dois textos" de Socci e dos "Fatimistas", porque não era de crer que Lúcia usaria dois envelopes lacrados, cada um deles com a "ordem de 1960", para apenas um texto.

20. Ao contrário do que revelou na televisão, Bertone escreveu n'A Última Vidente que, durante a sua suposta entrevista com Lúcia em 27 de Abril de 2000, pediu-lhe para identificar apenas um envelope lacrado como sendo dela.

21. Durante o mesmo programa Porta a Porta, Bertone revelou também pela primeira vez que o texto da visão do Bispo vestido de branco não era uma carta endereçada ao Bispo de Leiria- -Fátima que foi como Lúcia descreveu o texto do Segredo que tinha transmitido ao Bispo ­ mas, antes, foi escrito em quatro páginas seguidas do seu caderno de apontamentos, compreendendo um só fólio.

22. Bertone confirmou assim a asserção de Socci e dos "Fatimistas" de que, tal como a Irmã Lúcia revelara, o Segredo estava contido nos seus cadernos de apontamentos e também na sua carta ao Bispo de Leiria-Fátima.

23. Contrariando o que disse na televisão em 31 de Maio de 2007, Bertone afirmou n'A Última Vidente que, durante o encontro de 27 de Abril de 2000, Lúcia autenticou folhas ("fogli" em italiano) de papel referentes ao Segredo, e não a folha que ele mostrou no Porta a Porta e que descreveu como "o fólio (folha de papel)... o único fólio autêntico ("l'unico foglio autentico"), o único fólio em que está contido o Terceiro Segredo."

24. Durante o programa Porta a Porta, Bertone fez questão de mostrar um envelope que continha uma tradução, feita em 1967, de um texto do Segredo (embora não mostrasse a referida tradução), mas não mostrou nem sequer mencionou a tradução feita em 1959 de um texto do Segredo, preparada especialmente para João XXIII, cuja existência o Arcebispo Capovilla revelou mais tarde, durante um programa de televisão organizado por Bertone em Setembro de 2007.

25. Bertone revelou inadvertidamente, quando apareceu no Porta a Porta, que o Terceiro Segredo contém "palavras" e uma "locução interior" que Lúcia teria guardado indelevelmente na memória, quando a visão do Bispo vestido de branco não inclui palavras da Santíssima Virgem, e apenas uma palavra dita pelo anjo ("Penitência", repetida três vezes) e nenhuma locução interior: isto é, nada que a Santíssima Virgem lhe dissesse.

26. Bertone também admitiu finalmente, no Porta a Porta, que o Cardeal Ottaviani afirmou "categoricamente" que há um texto do Segredo de uma página, compreendendo 25 linhas, distinto do texto de quatro páginas e 62 linhas que descreve a visão do Bispo vestido de branco. N'A Última Vidente, porém, Bertone disse que não sabia de que o Cardeal estava a falar.

27. Curiosamente, Bertone disse que o depoimento de Ottaviani era "um pouco estranho", em vez de o desmentir logo e de apresentar testemunhas ou documentos que o pudessem desacreditar imediatamente, se tais testemunhas e documentos existissem.
 
28. Bertone declarou ainda perante as câmaras de televisão que não achava que o depoimento de Ottaviani sobre um texto do Segredo de uma página e 25 linhas fosse "tão convincente que diga que há uma folha de papel (foglio) de 25 linhas. .", como se o assunto estivesse aberto a debate, quando ele não falaria assim se tivesse a certeza de que Ottaviani estava errado.

29. Numa tentativa arranjada para pôr de lado o depoimento do Cardeal Ottaviani, que não podia negar ou refutar, Bertone sugeriu falsamente no Porta a Porta, e num programa de rádio na semana seguinte (6 de Junho de 2007), que Ottaviani podia ter contado 25 linhas em duas páginas do texto de quatro páginas da visão ­ pensando, não se sabe como, que as duas páginas eram só uma página! ­ quando Bertone sabia muito bem que as duas páginas que indicou em ambas as ocasiões contêm 32 linhas de texto e não podiam, de modo nenhum ser confundidas com uma página de 25 linhas. Bertone não conseguiu obter um desmentido de Capovilla, admitindo finalmente a existência do "envelope Capovilla", que nunca foi mostrado.

30. Quando, a pedido de Bertone, De Carli entrevistou finalmente Capovilla em Agosto de 2007, não conseguiu obter um desmentido de nenhum elemento do depoimento de Capovilla a Paolini, descrito por Socci n'O Quarto Segredo. 
 
31. Uma versão anterior da entrevista que De Carli fez a Capovilla ­ a que também faltava um desmentido ­ foi publicada pela primeira vez numa revista feminina, o que indica que houve uma tentativa de lançar um "balão de ensaio" não oficial que seria insinuado como uma mudança no depoimento de Capovilla, quando, na realidade, não tinha havido mudança nenhuma.

32. Segundo a transcrição de De Carli da sua entrevista a Capovilla em Agosto de 2007, Paolini nem sequer foi mencionado em toda a entrevista, assim como não foi mencionada a publicação por Socci do relato que Paolini fez do que Capovilla lhe disse.

33. Esta omissão deliberada de qualquer discussão do relato de Paolini sobre o que Capovilla lhe disse só pode querer dizer que Capovilla não estava disposto a desmentir ou até mesmo a modificar o que dissera a Paolini.

34. Durante a entrevista com De Carli, Capovilla não só não desmentiu ou modificou o seu depoimento a Paolini, como até confirmou a existência do "envelope Capovilla" contendo o Terceiro Segredo, que estava nos aposentos papais, na escrivaninha chamada "Barbarigo", e tinha do lado de fora as palavras que Capovilla escrevera a pedido de João XXIII.

35. Embora a sua própria testemunha passasse a confirmar a existência do "envelope Capovilla", Bertone não o mostrou nem deu qualquer explicação para não o mostrar, o que certamente faria se tivesse uma explicação inocente.

36. Não tendo conseguido obter um desmentido do depoimento de Capovilla, De Carli, obedecendo a Bertone, tentou apresentar (no programa que Bertone organizou em Setembro de 2007) a conclusão que não pôde extrair da testemunha: "Concluo [De Carli!], portanto, que não há um envelope Capovilla em contraste com um envelope Bertone. Os dois envelopes são o mesmo documento."

37. Todavia, tanto Bertone como De Carli sabiam que Capovilla nunca tinha dito tal coisa a De Carli, antes pelo contrário ­ segundo a própria transcrição que ele fez da sua entrevista ao Arcebispo Capovilla confirmou que havia um "envelope Capovilla" com as suas anotações, envelope esse que Bertone nunca mostrou. ­
Vídeo: 
A ocultação do Terceiro Segredo de Fátima - Parte 03 de 6
 
 

sábado, 2 de junho de 2012

O Segredo por revelar

101 motivos para duvidar da 
versão do Cardeal Bertone

Entre outras coisas, este livro examinou em pormenor a evidência que convenceu Antonio Socci de que "é uma certeza" o Cardeal Bertone e os seus colaboradores estarem a esconder um texto do Terceiro Segredo de Fátima contendo "as palavras da Madonna [que] prenunciam uma crise apocalíptica da fé na Igreja, a começar pelo cimo" e provavelmente " também uma explicação da visão (revelada em 26 de Junho de 2000) em que aparecem o Papa, os bispos e os fiéis martirizados, depois de atravessarem uma cidade em ruínas."
Este apêndice, em vez de rever a evidência em bloco, debruça-se sobre os motivos específicos para duvidar da veracidade da versão do Cardeal Bertone, segundo a qual: (a) a visão publicada em 2000 é a totalidade do Terceiro Segredo; (b) a Santíssima Virgem não teve nada a dizer sobre o significado da visão; e (c) o Céu deixou a "interpretação" da visão a Bertone e ao seu antecessor, o Cardeal Sodano. Como o leitor verificará, muitos dos motivos para duvidar derivam das próprias declarações e omissões de Bertone nos últimos sete anos.

Bertone evita o depoimento do Arcebispo Capovillae as provas apresentadas por Antonio Socci.

1. Em Julho de 2006, o Arcebispo Loris Capovilla, que fora secretário pessoal do Papa João XXIII, revelou a Solideo Paolini:· que há dois envelopes diferentes e dois textos diferentes relativos ao Terceiro Segredo: o"envelope Capovilla" e o "envelope Bertone";

· que o "envelope Capovilla" estava guardado nos aposentos papais de João XXIII, numa escrivaninha chamada "Barbarigo", situada no quarto de dormir do Papa;

· que, depois de o Papa João ter lido o texto do Segredo contido naquele envelope em Agosto de 1959, colocou-o de novo no envelope, tornou a fechá-lo, e disse a Capovilla para escrever no lado de fora: "Não me pronuncio", além dos nomes de todos a quem o Papa tinha pedido para ler o Segredo; 
· que Paulo VI foi buscar o "envelope Capovilla" à mesma escrivaninha ("Barbarigo") em que o Papa João XXIII o tinha deixado e leu o seu conteúdo em 1963 ­ dois anos antes da data em que Bertone disse que o Papa Paulo lera o Terceiro Segredo pela primeira vez ­ e depois tornou a fechar o envelope, tal como João XXIII fizera.

2. O "envelope Bertone", por outro lado, foi sempre conservado no arquivo do Santo Ofício, e o Papa Paulo VI, segundo disse Bertone, leu o seu conteúdo em 1965 ­ dois anos depois de ter lido o conteúdo do "envelope Capovilla".

3. Confrontado com o depoimento explosivo de Capovilla, que prova a existência doutro envelope e texto do Segredo, o Cardeal Bertone manteve o silêncio, até mesmo depois de Antonio Socci ter divulgado ao mundo esse depoimento em Novembro de 2006, incluindo-o no seu livro O Quarto Segredo de Fátima.

4. Bertone não desmentiu, nem sequer mencionou, o depoimento de Capovilla, nem mesmo quando Giuseppe De Carli lhe chamou a atenção para ele, ao entrevistar Bertone para A Última Vidente de Fátima.

5. A Última Vidente não respondeu a um único argumento levantado por Socci n'O Quarto Segredo, 321 Socci, Il Quarto Segreto, p. 82.
+ + +

O Segredo por revelar incluindo o depoimento de Capovilla, e isto apesar d'A Última Vidente ser supostamente uma refutação d'O Quarto Segredo, livro em que Socci apresentou provas abundantes de um encobrimento de um texto do Segredo. 
6. Durante o seu aparecimento na televisão italiana em 31 de Maio de 2007, no programa Porta a Porta, semanas depois da publicação d'A Última Vidente, Bertone continuou a evitar qualquer discussão dos argumentos de Socci, incluindo o depoimento de Capovilla, apesar de o próprio nome do programa ("O Quarto Segredo de Fátima não existe") ser um ataque direto ao título do livro de Socci.

7. Embora esta edição do Porta a Porta fosse um ataque ao livro de Socci, este não foi convidado a participar no programa, nem sequer a fazer perguntas a Bertone.
Bertone evitou, e depois distorceu conscientemente, o "etc." revelador de Lúcia ­ a porta de entrada para o Terceiro Segredo.

8. Nos últimos sete anos de uma controvérsia ainda em curso, Bertone recusou-se a responder a perguntas sobre as palavras que se seguiam ao "etc." de Lúcia, na importante declaração da Santíssima Virgem: "Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé etc.", que Lúcia registou na sua Quarta Memória como parte do texto integral do Grande Segredo revelado pela Santíssima Virgem em 13 de Julho de 1917, e que os estudiosos de Fátima consideraram unanimemente como sendo as palavras iniciais do Terceiro Segredo.

9. Bertone, colaborando em A Mensagem de Fátima (2000), o comentário do Vaticano à visão do "Bispo vestido de branco", descreveu falsamente as palavras da Santíssima Virgem que terminam no "etc." de Lúcia como apenas "qualquer observação" de Lúcia, quando ele sabia que a frase é parte do texto integral do Grande Segredo, revelado pela Santíssima Virgem em pessoa e registado na Quarta Memória.

10. Para evitar as importantes palavras da Santíssima Virgem incluídas na Quarta Memória, que teriam de explicar aos fiéis, Bertone e os seus colaboradores usaram a Terceira Memória, que é menos completa, e não deram nenhuma explicação para esta estranha decisão, a não ser que as palavras da Santíssima Virgem na Quarta Memória não passam de "qualquer observação" de Lúcia.

11. Porém, noutro contexto, o próprio Bertone citou a Quarta Memória, precisamente porque é mais completa do que a Terceira.

12. Durante a conferência de imprensa de 26 de Junho de 2000, altura da publicação da Mensagem, Bertone declarou à imprensa: "É difícil dizer se ele [o "etc."] se refere à segunda ou à terceira parte do segredo [isto é, o Grande Segredo de 13 de Julho de 1917]... parece-me que diz respeito à segunda." Portanto, Bertone não negou que o "etc." podia ser, de facto, parte do Terceiro Segredo, o que quereria dizer que o Terceiro Segredo inclui as palavras ditas pela Santíssima Virgem.

13. Bertone recusou-se a tratar da questão do "etc.", embora lhe tivesse feito uma referência trocista n'A Última Vidente, apenas para evitar responder a perguntas sobre ela.

14. Apesar do que disse serem dez horas de entrevistas não gravadas com Lúcia sobre o Terceiro Segredo e a Mensagem de Fátima em geral, Bertone esqueceu-se misteriosamente de lhe perguntar se há algumas palavras da Santíssima Virgem a seguir ao famoso "etc.", apesar de saber que este assunto está no centro da controvérsia sobre o Terceiro Segredo. Ou, alternativamente, Bertone perguntou a Lúcia o que estava contido no "etc.", mas escondeu-nos a resposta.

15. Durante as mesmas dez horas de entrevistas, Bertone esqueceu--se misteriosamente de perguntar à Irmã Lúcia se a Santíssima Virgem explicou a visão do "Bispo vestido de branco", que a Mensagem diz ser "de difícil decifração" e, no caso afirmativo, se há um texto da explicação da Santíssima Virgem. Ou, alternativamente, Bertone perguntou a Lúcia se a Santíssima Virgem tinha explicado a visão, mas escondeu-nos a resposta.


A ocultação do Terceiro Segredo de Fátima - Parte 02 de 6


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Pensamentos de Santa Teresinha

"Pensamentos de Santa Teresinha"
Mais informações sobre a venda do nosso livro clique aqui!

Mês de Junho
 


1. “Oh! Deve se julgar toda mortificação louvável e meritória, quando se está persuadido que Deus é quem a pede. Si houver engano na ação, Ele se deixa enternecer pela intenção”. (Conselho e Lembrança)

2. “Quando oro por alguma intenção, não ofereço os meus sofrimentos, digo simplesmente: Meu Deus, daí a esta alma tudo que desejo para mim”.

3. Por isso mesmo que sinto dores muito fortes, procuro amar o sofrimento e mostrar-lhe sempre bom rosto.

4. “Quando me acontece cair nalguma falta, levanta-me prontamente. Um olhar a Jesus, e o recolhimento de nossa própria miséria tudo repara.”

5. Quando mais a alma renunciar a satisfações naturais, tanto mais forte e desinteressada se tornará a sua ternura. (Historia de uma Alma, c.X)

6. “Qual seria vosso merecimento, dizia a uma de suas noviças, si houvésseis de combater quando sentis coragem? Que importa que a não sintais, contato que procedais corajosamente?”

7. Orais pelos pobres doentes, próximos á morte, si soubésseis quão pouco basta para fazer perder a paciência!...

8. “Jamais pedi a Deus a graça de morrer jovem: ter meia parecido covardia”.

9. “Quisera ser missionário, não só durante alguns anos, mas quiseram tê-lo sido desde a criação do mundo, e assim continuar até á consumação do século”.

10. Como é fácil agradar a Jesus, arrebatar-lhe o coração!Basta só amá-lo sem olhar para si mesmo, sem examinar demasiadamente os próprios defeitos.

11. 11- Quanta vez pensa que todas as graças de que tenho sido cumulada devo, talvez, ás instancias de alguma pequenina alma que somente no céu irei conhecer.

12. Desde que a alma deixa de consultar a bussola infalível da obediência, logo se perde em caminhos áridos, aonde a água da graça em pouco tempo lhe vem a faltar.

13. “Embora sem desprezar os belos pensamentos que nos unem a Deus, compreendo, entretanto, há muito, que precisamos estar alerta, afim de nos não apoiarmos demasiadamente neles. As mais sublimes inspirações nada são sem obras”.

14. “Demos tudo a Jesus com generosidade, sejamos pródigos para com Ele”.

15. “Quero adquirir méritos, mas não para as necessidades da Igreja, em uma palavra,para atirar rosas ao mundo todo,aos justos e pecadores”.

16. “Sinto-me livre, sem temores, e, si aprouver ao bom Deus,de bom grado consinto que minha vida de sofrimentos de corpo e de espírito se prolongue por muitos anos.Oh! não temo a vida longa,não recuso o combate”.

17. “Quando agradeço ao Senhor por não me ter feito encontrar senão amarguras nas amizades da terra!Com coração como meu, ter-me-ia deixado prender e cortar as asa; e,depois como poderia voar e repousar?”.

18. “Devemos fazer tudo da nossa parte, dar sem medida, provar o nosso amor por todas as boas abras que estiverem ao nosso alcance. Mas como,na realidade,tudo isso é bem pouca coisa, urge que ponhamos toda a nossa confiança naquele que,só,pode santificar as ações, e que nos confessemos servos inúteis, esperando, porém, ao mesmo tempo, que Deus nos há de dar, pela sua graça, tudo o que desejamos”.

19. Suplico-vos, ó Jesus, tirai-me a liberdade de vos desagradar.

20. Sim, num ato de amor, mesmo não sensível, tudo é reparado, até sobrepujado. Jesus sorri e nos auxilia sem parecer.

21. Quando voltamos para Jesus, Ele nos ama ainda mais do que antes da nossa falta.

22. Nunca desejei morrer num dia de festa, a minha morte será por si mesma uma festa bastante bela!

23. A mim, Deus deu a sua misericórdia infinita... Tendo apenas uma aspiração: amá-la até morrer de amor.

24. A morte de amor que aspiro é a morte de Jesus na cruz.

25. O amor atrai o amor, o meu arroja-se para vós, querendo encher o abismo que atrai.

26. Entendi que o amor encerra todas as vocações, que o amor é tudo, que abrange todos os tempos e lugares, porque é eterno.

27. Não sou como outrora, na minha infância, acessível a qualquer dor, estou como ressuscitada toda, não estou mais no lugar em que julgam. Cheguei ao ponto de não poder sofrer, porque todo sofrimento me é suave.

28. Desde que me coloquei nos braços de Jesus, sou semelhante ao vigia que do mais alto torreão do castelo forte observa o inimigo. Nada me escapa; ás vezes, fico espantada de ver as coisas tão claramente.

29. Si todos soubessem o que lucra quem se nega em todas as coisas!...

30. Só a caridade pode dilatar o meu coração. Oh! Sim, a recompensa é grande já desde este mundo. Neste caminho só o primeiro passo custa.

31. Assemelho-me a uma criancinha bem pequenina; nada sofro, penso simplesmente de instante a instante, sem mesmo preocupar-me do que se vai seguir.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

... Fumaça de Satanás

CNBB quer revitalizar Concílio Vaticano II 
(Fumaça de satanás quer suicídio da Doutrina Tradicional).

Afirma Cardeal-arcebispo de São Paulo, D. Odilo Scherer. “progredir na determinação e na aplicação de suas decisões“,

O concílio Vaticano II . A Lumem Gentium 8 abre a dimensão de Igreja? Assim, a única Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, embora fora de seu corpo se encontrem vários elementos de santificação e de verdade (cf. Lumen Gentium 8) A Igreja de Cristo é maior que a Igreja Católica onde ela também está presente: “Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste na Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, embora fora de sua visível estrutura se encontrem vários elementos de santificação e verdade. Estes elementos, com dons próprios da Igreja de Cristo, impelem à unidade Católica.

O Concilio Primaveril faz separação da Igreja em duas que ambiguidade é esta: A Igreja de Cristo é maior que a Igreja Católica?

Esqueceram-se do Dogma de que fora da Igreja não há salvação?

Aqui observamos a negligência em pregar o que a Igreja de Cristo já definiu.

A doutrina a ser ensidada pela Herarquia é esta:

CARTA ENCÍCLICA "MYSTICI CORPORIS" 
DE SUA SANTIDADE O PAPA PIO XII
CORPO MÍSTICO DE JESUS CRISTO E NOSSA UNIÃO NELE COM CRISTO

Aos Veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e demais Ordinários em paz e Comunhão com a Sé Apostólica.

1. A IGREJA É UM "CORPO" Corpo único, indiviso, Visível

14. Que a Igreja é um corpo, ensinam-nos muitos passos da sagrada Escritura: "Cristo, diz o Apóstolo, é a cabeça do corpo da Igreja" (Cl 1,18). Ora, se a Igreja é um corpo, deve necessariamente ser um todo sem divisão, segundo aquela sentença de Paulo: "Nós, muitos, somos um só corpo em Cristo" (Rm 12,5). E não só deve ser um todo sem divisão, mas também algo concreto e visível, como afirma nosso predecessor de feliz memória Leão XIII, na encíclica "Satis cognitum": "Pelo fato mesmo que é um corpo, a Igreja torna-se visível aos olhos". (4) Estão pois longe da verdade revelada os que imaginam a Igreja por forma, que não se pode tocar nem ver, mas é apenas, como dizem, uma coisa "pneumática" que une entre si com vínculo invisível muitas comunidades cristãs, embora separadas na fé.

2. A IGREJA É O CORPO "DE CRISTO"

a)Cristo foi o "Fundador" deste corpo: 25. Devendo expor brevemente o modo como Cristo fundou o seu corpo social, acode-nos antes de mais nada esta sentença de nosso predecessor de feliz memória Leão XIII: "A Igreja, que já concebida, nascera do lado do segundo Adão, adormecido na cruz, manifestou-se pela primeira vez à luz do mundo de modo insigne no celebérrimo dia de Pentecostes".(7) De fato o divino Redentor começou a fábrica do templo místico da Igreja, quando na sua pregação ensinou os seus mandamentos; concluiu-a quando, glorificado, pendeu da Cruz; manifestou-a enfim e promulgou-a quando mandou sobre os discípulos visivelmente o Espírito paráclito. b) Cristo é a "cabeça" deste corpo: 33. Em segundo lugar prova-se que este corpo místico, que é a Igreja, é realmente distinguido com o nome de Cristo, porque ele deve ser considerado de fato como sua cabeça. "Ele é, diz S. Paulo, a cabeça do corpo da Igreja" (Cl 1,18). Ele é a cabeça, da qual todo o corpo convenientemente organizado e coordenado recebe crescimento e desenvolvimento na sua edificação (cf. Ef 4,16, com Cl 2,19). .

3. A IGREJA É O CORPO "MÍSTICO" DE CRISTO.

58. Passamos já, veneráveis irmãos, a expor as razões com que desejamos mostrar que o corpo de Cristo, que é a Igreja, se deve denominar místico. Essa denominação, usada já por vários escritores antigos, comprovam-na não poucos documentos pontifícios. E há muitas razões para se dever adotar: pois que por ela o corpo social da Igreja, cuja cabeça e supremo regedor é Cristo, pode distinguir-se do seu corpo físico, nascido da Virgem Maria e que agora está sentado à destra do Pai ou oculto sob os véus eucarísticos; pode também distinguir-se, e isto é importante por causa dos erros atuais, de qualquer corpo natural, quer físico, quer moral. Fonte:http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_29061943_mystici-corporis-christi_po.html

“E uma só é a Igreja universal dos fiéis, fora da qual ninguém absolutamente se salva”(IV Concílio de Latrão, Denzinger, n* 430)

Peçamos a Intercessão de Santa Jeanne d’Arc para que os nossos pastores parem de se apoiar neste Concilio que só trouxe divisão e morte de muitas almas que Deus conceda a graça a eles da virtude heroica que Santa Jeanne d’Arc teve em preferir morrer queimada do renunciar o que Deus tinha confiado a ela.