segunda-feira, 18 de maio de 2015

Comentários Eleison: Pecado Vingado

Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDIX (409) - (16 de maio de 2015): 
PECADO VINGADO


Quem quer que Deus seja, hoje a Ele culpam.
No entanto, quem, senão os homens, a Ira Divina inflamam?

Imersos que estamos no mundo que nos rodeia, é difícil, especialmente para os jovens, perceber a situação tão anormal na qual ele mergulhou. Nunca, em toda a história humana, Deus foi tão desacreditado, descrido, e, com efeito, descartado da vida dos homens. E ao perderem estes todo o sentido de Deus, perdem também todo o sentido do pecado, uma vez que todo pecado é primeiramente uma ofensa contra Deus. Portanto, eles estão sempre certos, e “Deus”, quem quer que Ele seja, está sempre errado, e por isso, quando as coisas dão errado,“Ele” pode vir a ser sempre ser lembrado, mas apenas por tempo suficiente para que leve a culpa.

Essa atitude tão amplamente difundida torna praticamente impossível a compreensão da aparente severidade de Deus no Antigo Testamento, onde, por exemplo, Ele manda os israelitas exterminar povos inteiros, tal como no livro de Josué. Mas os estudiosos católicos das Escrituras que não se perderam do sentido de Deus imutável e verdadeiro põem as coisas novamente em perspectiva. Aqui, por exemplo, está um resumo do comentário de um beneditino moderno, Dom Jean de Monléon (1890-1981), sobre a matança dos cananeus pelos israelitas sob o comando de Josué:

No que se refere ao próprio Josué, ele agiu não por ódio, racismo, ganância, ambição ou o que fosse, mas sob ordens estritas, precisas e reiteradas do próprio Deus. São João Crisóstomo disse que Josué poderia ter pessoalmente preferido alguma solução menos assassina, mas que Deus certamente tinha Suas próprias razões. Estas nós não podemos saber com segurança, mas podemos fazer suposições razoáveis. Para começar, todos nós seres humanos, por nosso pecado original (“O que é isso?” Grita o homem moderno), temos de pagar a dívida de morte, cujo momento, maneira e lugar são decididos pelo Mestre da Vida e da Morte, que é Deus. Para pecadores como os cananeus, morrer mais cedo pode ter sido um ato misericordioso, especialmente se a maneira de morrer lhes deu tempo para se arrepender e salvar suas almas para a eternidade.

Demais disso, os cananeus eram de fato pecadores imersos na prática de crimes terríveis, e tal como a humanidade antes do Dilúvio, ou como os sodomitas e os gomorreanos, eles fizeram a taça da ira de Deus transbordar: prostituição de todos os tipos, bestialidade, incesto, feitiçaria e, em particular, assassinato ritual de crianças – o que foi comprovado por múltiplas escavações arqueológicas na Palestina, nas quais pequenos esqueletos foram descobertos em circunstâncias que claramente as identifica como vítimas sacrificiais – etc. Além disso, se aos cananeus fosse permitido continuar a viver, eles apresentariam o sério perigo de corromper os israelitas, como a história subsequente mostrou muito claramente.

Em tempos mais recentes, há uns 400 anos (mas ainda antes do advento do liberalismo!), os primeiros missionários no Canadá viram-se obrigados a concluir que a única maneira de lidar com certa tribo era exterminando-a. Uma Santa canonizada disse: “Depois da experiência repetida de sua traição, seja pela paz ou pela Fé, nada mais há que se possa esperar deles”. (Fim do resumo de Dom Monléon.)

Isso, todavia, choca as susceptibilidades modernas; mas não é simplesmente pena capital tribal em oposição à individual? O princípio da pena capital é que por tais crimes antissociais tais como assassinato, traição, falsificação, homossexualismo, etc., os homens são capazes de se comportar de tal modo que os deixa inaptos a continuar vivendo sociedade, e então a autoridade legítima desta tem o direito de tirar suas vidas (alguém pode objetar que nem todos os indivíduos em uma tribo serão igualmente culpados, mas não há dúvida de que Deus Todo-Poderoso pode e fará todas as distinções necessárias).

O problema todo se resume à descrença na grandeza e na bondade de Deus, mas vamos apenas dizer que o Antigo Testamento não é nem cruel nem desatualizado como se faz frequentemente parecer.

Kyrie eleison.

sábado, 16 de maio de 2015

16 de maio dia de São Ubaldo,Bispo e Confessor.

16/05 Sábado 
Festa de Terceira Classe 
Paramentos Brancos 
 
 São Ubaldo nasceu de nobre família alemã em 1085, na cidade de Gúbio, Itália. Entretanto foi criado por um tio, porque ficou órfão ainda muito criança. Aos quinze anos de idade, resolveu que seria monge ermitão, para estar longe do burburinho e das ilusões da cidade. Seu tio não permitiu, preferindo que ele fosse conviver com os cônegos de São Segundo, para completar os estudos.Com eles Ubaldo ficou até ser chamado pelo bispo João, que o ordenou sacerdote em 1114 e o manteve como auxiliar incansável na reforma eclesiástica que promovia naquela diocese.
  Neste mesmo ano foi eleito prior da comunidade religiosa de São Mariano, nos arredores de Gúbio, e titular da catedral. À pequena comunidade ele deu um novo desenvolvimento ascético, nos moldes de são Pedro Damião, que tinha transformado o mosteiro de Fonte Avelana em um centro exemplar de vida religiosa. E para lá se dirigiu também Ubaldo, depois do incêndio de 1126, que destruiu a catedral e a comunidade, com os religiosos tendo de se dispersarem. Acontece que Ubaldo teve atuação tão exemplar nesse período, que em 1129 foi nomeado bispo de Gúbio pelo papa Honório II, que o consagrou pessoalmente. Assim ele voltou para sua cidade, agora também sua sede episcopal.
  Além de ganhar a confiança do povo quase de imediato, por causa da defesa intransigente dos fracos e oprimidos pelos senhores feudais, Ubaldo passou a ser considerado herói por ter evitado a invasão da cidade pelo terrível Frederico Barba-Roxa, em 1155. Para isso usou suas armas mais eficazes: persuasão, caridade e doçura. Ubaldo era um pacificador. Diz a tradição que, certa vez, ele se colocou literalmente entre dois grupos adversários que brigavam no centro de Gúbio. Somente ao ver seu amado bispo no chão, ferido pelos participantes de ambos os lados, é que o povo percebeu a violência descabida praticada, a luta cessou e a paz passou a reinar na cidade. Morreu no dia 16 de maio de 1160, tendo sido proclamado padroeiro de Gúbio imediatamente após o falecimento. Com isso a sua canonização foi rápida, ocorrida pouco mais de trinta anos depois. Em 1192, foi proclamado santo Ubaldo, sendo celebrado no dia de sua morte.

Leitura da Epístola dos



Eclesiástico 44,16-27 e 45,3-20
16 Henoc agradou a Deus e foi transportado ao paraíso, para excitar as nações à penitência. 17 Noé foi julgado justo e perfeito, e no tempo da ira tornou-se o elo de reconciliação. 18 Por isso foram deixados alguns na terra, quando veio o dilúvio. 19 Ele foi o depositário das alianças feitas com o mundo, a fim de que ninguém doravante fosse destruído por dilúvio. 20 Abraão é o pai ilustre de uma infinidade de povos. Ninguém lhe foi igual em glória: guardou a lei do Altíssimo, e fez aliança com ele. 21 O Senhor marcou essa aliança em sua carne; na provação, mostrou-se fiel. 22 Por isso jurou Deus que o havia de glorificar na sua raça, e prometeu que ele cresceria como o pó da terra. 23 Prometeu-lhe que exaltaria sua raça como as estrelas, e que seu quinhão de herança se estenderia de um mar a outro: desde o rio até as extremidades da terra. 24 Ele fez o mesmo com Isaac, por causa de seu pai, Abraão. 25 O Senhor deu-lhe a bênção de todas as nações, e confirmou sua aliança sobre a cabeça de Jacó. 26 Distinguiu-o com suas bênçãos, deu-lhe a herança, e repartiu-a entre as doze tribos. 27 Conservou-lhe homens cheios de misericórdia, que encontraram graça aos olhos de toda carne3 Glorificou-o na presença dos reis, prescreveu-lhe suas ordens diante do seu povo, e mostrou-lhe a sua glória. 4 Santificou-o pela sua fé e mansidão, escolheu-o entre todos os homens. 5 Pois (Deus) atendeu-o, ouviu sua voz e o introduziu na nuvem. 6 Deu-lhe seus preceitos perante (seu povo) e a lei da vida e da ciência, para ensinar a Jacó sua aliança e a Israel seus decretos. 7 Exaltou seu irmão Aarão, semelhante a ele, da tribo de Levi. 8 Fez com ele uma aliança eterna, deu-lhe o sacerdócio do seu povo, e cumulou-o de felicidade e de glória. 9 Adornou-o com um cinto de honra, revestiu-o de um manto de glória, coroou-o com todo esse aparato majestoso. 10 Deu-lhe a longa túnica, a túnica inferior e o efod, cujas bordas eram ornadas de numerosas campainhas, 11 que deviam retinir, quando ele andasse, e se ouvisse o seu som no templo, para advertir os filhos de seu povo. 12 Deu-lhe uma túnica santa, tecida de ouro, de pedras preciosas e de púrpura, obra de um homem sábio, dotado de juízo e de verdade. 13 Era uma obra de artista, de fio de escarlate, com doze pedras preciosas engastadas no ouro, gravadas pelo trabalho do lapidador, em memória das doze tribos de Israel. 14 Sobre sua tiara colocou uma coroa de ouro, onde estava gravado o cunho da santidade, da glória e da honra; era uma obra majestosa, adorno que encantava os olhos. 15 Nunca antes dele houve coisa tão magnífica, desde o princípio do mundo. 16 Nenhum estranho dele se revestiu, mas somente os seus filhos, e os filhos de seus filhos no decorrer dos tempos. 17 Os sacrifícios foram diariamente consumidos pelo fogo. 18 Moisés o investiu e o ungiu com o óleo santo. 19 Deus fez com ele e com sua raça uma aliança eterna, que durará tanto quanto os dias do céu, para exercer o sacerdócio, para cantar os louvores do Senhor, e abençoar solenemente o seu povo em seu nome. 20 Escolheu-o entre todos os viventes para oferecer a Deus o sacrifício, o incenso e o perfume da lembrança, e para fazer a expiação em favor do seu povo.

Sequência do Santo Evangelho

São Mateus 25,14-23

14 Será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens. 15 A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu. 16 Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco. 17 Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois. 18 Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor. 19 Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. 20 O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: - Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.' 21 Disse-lhe seu senhor: - Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor. 22 O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: - Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei. 23 Disse-lhe seu senhor: - Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

13 de maio dia de São Belarmino, Bispo, Confessor e Doutor.

 
   São Roberto Francisco Rômulo Belarmino nasceu no dia 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, Itália. Era filho de pais humildes e católicos de muita fé. Tiveram doze filhos, dos quais seis abraçaram a vida religiosa, tal foi a influência do ambiente cristão que proporcionaram a eles com os seus exemplos.
  O menino Roberto nasceu franzino e doente. Talvez por ter tido tantos problemas de saúde nos primeiros anos de existência, dedicou atenção especial aos doentes durante toda a vida.
Embora constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência surpreendente, que o levou ao magistério e a uma carreira eclesiástica vertiginosa. Em 1563, foi nomeado professor do Colégio de Florença e, um ano depois, passou a lecionar retórica no Piemonte. Em 1566, foi para o Colégio de Pádua, onde também estudou teologia e, em 1567, mudou para a escola de Louvain, sendo, então, já muito conhecido em todo o país como excelente pregador.
Em 1571, tendo concluído todos os estudos, recebeu a ordenação sacerdotal e entrou para a Companhia de Jesus. Unindo a sabedoria das ciências terrenas, o conhecimento espiritual e a fé, escreveu os três volumes de uma das obras teológicas mais consultadas de todos os tempos: 
"As controvérsias cristãs sobre a fé", um tratado sobre todas as heresias.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Comentários Eleison: "Falto de Peso"

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Comentários Eleison - por Dom Williamson
CDVIII (408) - (9 de maio de 2015): 
"FALTO DE PESO" (Dn 5, 27)


Resistentes, Deus quer os que têm em Sua vontade o objetivo central.
Buscar nosso conforto cinquentista só nos fará mal.

Não é fácil a tarefa dos católicos que atualmente se esforçam para manter a Fé. Segue abaixo uma descrição, feita por um observador, do presente estado da Fraternidade Sacerdotal São Pio X nos EUA, tal como ele a vê, tanto do lado positivo como do negativo. Vejamos primeiro o negativo, não a fim de ofender a Fraternidade, mas de medir o problema. Como disse o patriota americano Patrick Henry em 1775: “De minha parte, qualquer que seja a angústia de espírito que isso possa custar, estou disposto a ouvir toda a verdade, por pior que seja, e apoiá-la”. 

Até agora os sacerdotes da Fraternidade nos EUA não reagiram à infiltração modernista em sua Fraternidade. A maioria diz qualquer coisa para justificar cada palavra e ação de seu Superior Geral. Como eles podem justificar o compromisso com a doutrina, é um mistério para mim. Um deles disse que basta conversar com Dom Fellay que tudo se esclarecerá. Alguns seminaristas americanos com quem me encontrei estão sendo mal formados, se perdem ao tentar justificar tudo, até mesmo o “bem” encontrado no Vaticano II. Estão a marchar ao som do tambor da obediência cega. As teorias da conspiração se tornaram tabu no Seminário, de modo que como futuros sacerdotes eles serão presas fáceis para o inimigo. Não houve reação à visita do bispo do Novus Ordo Dom Schneider, ou à “assimilação argentina”. A “Resistência” ao modernismo de Dom Fellay não é absolutamente discutida, sendo rejeitada como se fosse outra revolta, tal como a dos “Nove” Sacerdotes em 1983.

No entanto, os priores da FSSPX permitem indiscriminadamente que se assista às Missas da Fraternidade São Pedro, e definem o Modernismo como uma “pilha de pó” que deve ser varrida para o lado. Um sacerdote recentemente ordenado foi enviado para ajudar na instalação de um bispo local do Novus Ordo. Em geral, não há luta contra os erros do Vaticano II nem contra os erros da própria Declaração Doutrinal da Fraternidade de 2012. Pior de tudo é o deslize doutrinário que tomou lugar na Fraternidade desde 2012; apesar dele, muitos sacerdotes da FSSPX estão a dizer que não agirão até que vejam algo concreto.

Tal cegueira só pode ser um castigo de Deus. O que está Ele a punir? Nos anos cinquenta os católicos que buscavam demais seu próprio conforto mundano foram punidos pelo Concílio dos anos sessenta. Para os fieis remanescentes Deus concedeu Dom Lefebvre, o verdadeiro pastor dos anos setenta e oitenta. Certamente Deus tinha o direito de esperar que esses católicos restantes entendessem o problema, e se esquivassem da falsa solução tomada para os anos cinquenta. Mas não. Desde o fim da década de noventa os líderes da FSSPX, e então os sacerdotes e fieis, têm retornado lentamente, mas firmemente, ao “cinquentismo”, ou seja, ao “catolicismo de domingo” dos anos cinquenta, que é uma resposta pobre às múltiplas graças concedidas por Deus à Fraternidade. Parece que Ele já está farto, e então permitiu que uma diocese na Argentina desse um exemplo da Igreja oficial a conceder aprovação oficial à Fraternidade. Isto foi minimizado pelo QG da Fraternidade, que alegou se tratar uma “simples medida administrativa”, mas abriu caminho para uma aprovação completa da Igreja, quer poderá se dar a partir de Roma ou de diocese em diocese. Todos fingirão não notá-la, mas se rejubilarão com ela. Esses romanos são mestres!

Mas Deus Todo-Poderoso continua recrutando resistentes remanescentes a partir dos tradicionalistas que ainda restam. O observador supracitado concluiu: Eu acho que quando o momento decisivo chegar, surgirá um punhado de Nicodemos e Josés de Arimateia entre os sacerdotes e irmãos da Fraternidade, e irmãs também, esperamos. Os fieis “resistentes” pela América do Norte estão firmes, com alguns novos recém-chegados, a maioria do Novus Ordo, ou do nada. A mesma firmeza era evidente na reação de muitos católicos à consagração de Dom Faure. Eis um futuro para as almas. Mas não nos enganemos: Deus Todo-Poderoso não quer mais e mais católicos de domingo. Ele quer potenciais mártires.


Kyrie eleison.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA É AÇÃO SIMBÓLICA?

 Assim é anti-formação da CNBB que:

A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA É AÇÃO SIMBÓLICA
Formação Litúrgica em Mutirão
CNBB - rede celebra - revista de liturgia
Ficha 45
Então, podemos dizer que a liturgia é toda simbólica. Tudo que fazemos nela se refere e nos liga a Jesus Cristo e seu Reino.

 Ele mesmo nos deixou a refeição, uma ação simbólica, um rito para que a realizemos sempre de novo, fazendo memória dele. Reunir-se como irmãos, agradecer, comer e beber juntos e em seu Nome para participar da doação, da entrega de sua vida, morte e ressurreição até que seu Reino se estabeleça definitivamente entre nós. Esta é a celebração central de nossa vida cristã: a Eucaristia, a Missa como costumamos dizer.


Concílio Ecumênico de Trento condena tal ensinamento:
 Cânones sobre o Santíssimo Sacramento da Eucaristia


Cap. 1 — A presença real de Cristo na Santíssima Eucaristia
874. Ensina primeiramente o santo Concílio e confessa aberta e simplesmente que no augusto sacramento da Santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, debaixo das espécies destas coisas sensíveis, se encerra Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, verdadeira, real e substancialmente [cân. l ]. Nem repugnam entre si estas coisas: que o mesmo Nosso Senhor esteja sempre sentado à mão direita do Pai no céu, conforme o seu modo natural de existir, e assim a sua substância esteja presente entre nós em muitos outros lugares sacramentalmente com aquele modo de existir, que nós apenas podemos exprimir em palavras, e com a razão iluminada pela fé podemos conhecer e devemos firmemente crer ser possível a Deus. Pelo que, todos os nossos predecessores que viveram na verdadeira Igreja de Cristo, sempre que trataram deste sacramento, reconheceram abertamente que Nosso Redentor instituiu este admirável sacramento na última ceia quando, depois de benzer o pão e o vinho, testificou com palavras distintas e claras que ele lhes dava o seu próprio corpo e sangue. Estas palavras relatadas pelos santos Evangelistas (Mt 26, 26 ss; Mc 14, 22 ss; Lc 22, 19 ss) e repetidas depois por S. Paulo (l Cor 11, 23) têm seu sentido próprio e claro, no qual também os Padres as compreenderam. Pelo que seria sem dúvida alguma detestável crime torcê-las ou levá-las a uma figura ou símbolo, como fizeram alguns homens maus e rixosos que negam a real presença do Corpo e sangue de Cristo contra o universal sentir da Igreja que, sendo coluna e base da verdade (l Tim 3, 15), detesta como satânica esta doutrina, excogitada por esses homens ímpios e, com sentimento de gratidão, reconhece este incomparável beneficio de Cristo.

Cân. I - Se alguém negar que no Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o corpo e o sangue juntamente com a alma e divindade de nosso Senhor Jesus Cristo e por conseqüência o Cristo inteiro; mas pelo contrário, disser que apenas existe na Eucaristia um sinal, ou figura virtual, seja excomungado. 
Cân. XI - Se alguém disser que apenas a fé é preparação suficiente para receber o Sacramento da Santíssima Eucaristia, seja excomungado.

888. Cân. 6. Se alguém disser que não se deve adorar com culto de latria também externo o Unigênito Filho de Deus no santo sacramento da Eucaristia; e que por isso também não se deve venerar com festividade particular, nem levar solenemente em procissão, segundo o louvável rito e costume da Igreja universal; ou que não se deve expor publicamente ao povo para ser adorado, e que seus adoradores são idólatras — seja excomungado [cfr. n° 878].

O que ensina verdadeira formação da tradição Católica:
http://www.adventistas-bereanos.com.br/aigrejacatolicaemapoc.17/aigrejacatolicaemapocalipse17imagens/mht20DC.jpg


§ 4. Santo Sacrifício da Missa

1.           A Eucaristia é só um Sacramento?
A Eucaristia não é só um sacramento, mas é também o sacrifício permanente do Novo Testamente e como tal se chama “Santa Missa”.

2.           O que é o Sacrifício?
O sacrifício é a pública oferta a Deus de uma coisa que se destrói para professar que Ele é o Criador e Dono supremo, a Quem tudo inteiramente é devido.


3.           O que é a Santa Missa?
A Santa Missa é o Sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo que, sob as espécies do pão e do vinho, Se oferece pelo sacerdote a Deus sobre o altar, em memória e renovação do sacrifício da Cruz.

4.           O Sacrifício da Missa é o mesmo Sacrifício da Cruz?
O Sacrifício da Missa é o mesmo Sacrifício da Cruz, só há diferenças no modo de realizá-lo.

5.           Que diferença há entre o sacrifício da Cruz e o da Missa?
Entre o sacrifício da Cruz e o da Missa há esta diferença: que Jesus Cristo sobre a Cruz Se sacrificou dando voluntariamente o próprio Sangue e mereceu todas as Graças por nós; pelo contrário, sobre o altar Ele, sem derramar Sangue, Se sacrifica e Se aniquila misticamente pelo ministério do sacerdote e aplica-nos os méritos do Sacrifício da Cruz.

6.           Para quis fins se oferece a Deus a Missa?
A Missa se oferece a Deus para render-Lhe o culto supremo de latria ou adoração, para agradecer-Lhe por Seus benefícios, para aplacá-lO e prestar-Lhe satisfação pelos nossos pecados, e para obter Graças, a favor dos fiéis vivos e defuntos.

7.           A Missa não se oferece também aos Santos?
A Missa não se oferece aos Santos, mas só a Deus, ainda quando se celebra em honra dos Santos: o sacrifício é devido apenas ao Criador e Dono supremo.

8.           Somos obrigados a ouvir a Missa?
Somos obrigados a ouvir a Missa aos domingos e outras festas de guarda; é útil, no entanto, assisti-la frequentemente, para participar do maior ato da Religião, sumamente agradável a Deus e meritório.

9.           Qual é o modo mais conveniente de assistir à Missa?
O modo mais conveniente de assistir à Missa é oferecê-la a Deus em união com o sacerdote, rememorando o Sacrifício da Cruz, isto é, a Paixão e Morte do Senhor, e comungando: a Comunhão é união real com a Vítima imolada, e é por isso a maior participação no Santo Sacrifício.

Reze todos os dias o Santo Rosário.

domingo, 10 de maio de 2015

Novidade da Cruzadas da boa leitura.

 Mega divulgação do mês de Maria para 
os Cruzadas da boa leitura.

     Umas benfeitoras para ajudar no aprofundamento das almas fez uma caridade.Para divulgar os livros  Catecismo São Pio X e Pensamentos de Santa Teresinha.
       E disse:quem comprar Catecismo São Pio X leva junto Pensamentos de Santa Teresinha por R$15,00 com o frete incluso aproveitem pois  não são muitos livros pagos. 
   Rezem por estas benfeitoras por sua caridade.  



Compre Catecismo São Pio X leve junto o livro Marido Pai e Apóstolo por 15,00 incluso o frete.

10 de maio dia de Santo Antonino.

 
  Nasceu no 1º de março de 1389 em Florença, Itália.Quando tentou pela primeira vez entrar para a Ordem dos Dominicanos, foi recusado por causa da sua saúde precária. Quando persistiu, o Prior disse que ele só entraria se recitasse toda a lei canónica de memória, e assim ele ficou a decorar um livro considerado impossível de decorar durante um ano inteiro. Um ano depois voltou, recitou para o Prior o livro e foi admitido. Mais tarde foi ordenado padre e indicado pelo Prior. Foi membro do Concílio de Florença que procurava acabar a divisão entre as igrejas do leste e do oeste, vigário geral dos Dominicanos e Arcebispo de Florença. Foi um grande teólogo e conseguia curar varias doenças apenas com sua benção e oração. Era um escritor de leis internacionais e de teologia moral. É muito conhecido pelo seu notável trabalho “Summa moralis” o qual é geralmente considerado o alicerce da moderna teologia moral. Estava sempre consciente dos problemas sociais e económicos e ensinava que o Estado tinha o dever de intervir nos negócios comercias do bem comum, para ajudar os necessitados e desafortunados. Foi um dos primeiros cristãos a ensinar que o dinheiro investido no comércio e indústria era um verdadeiro capital - era ilegal não usá-lo no interesse do país e seu povo, mas também era ilegal cobrar juros sobre ele e foi um forte oponente da usura. Sua primeira preocupação era sempre o povo de sua Diocese para o quais ele sempre deu um exemplo de vida simples, austero e inflexível integridade. Ele pregava regularmente, fazia uma visita anual a todos os paroquianos da diocese, acabou com os jogos, opunha-se à usura e à mágica, impediu os abusos de todas as espécies e serviu de exemplo da caridade cristã. Cada dia ele dava a uma audiência a quem desejasse falar com ele. Ninguém apelava para a sua ajuda, material ou espiritual, em vão. Antonino foi mais conhecido pela sua bondade para com os pobres, e havia muitos na cidade de Florença. Ele colocou no seu próprio jardim (retirando as flores) vegetais destinados aos pobres. Ele dava o que estava em sua mesa, comida, roupa, e às vezes mobília. Não possuía nenhum objeto precioso como placas e jóias. No seu estábulo geralmente tinha apenas uma mula, que ele às vezes vendia para ajudar um pobre. Quando isso acontecia, algum rico cidadão comprava o animal e oferecia-o de presente ao Arcebispo. Em seu estabelecimento particular, às vezes havia mais de 600 famílias. Funcionava como a moderna Sociedade São Vicente de Paulo. Quando veio a praga de 1448, era o santo arcebispo que liderada a coleta e ajudava a cuidar dos doentes e milagrosamente ele não contraiu a terrível doença. Muitos dominicanos morreram da praga, mas Antonino continuou a fazer o seu trabalho a pé, ao redor de seu povo e nada sofreu. Durante o terremoto de 1453, ele, de forma similar, ajudou a todos que podia.
A sua caridade fez com que muitos ricos seguissem seu exemplo e ajudassem os pobres e os aflitos.