quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Para o Domingo
Santo Fotini, Santa Zoé e São Martiniano
Como bem poucas, a vida de São Martiniano é um exemplo da fraqueza humana, como também de sincera penitência. Martiniano, natural de Cesaréia, na Palestina, nasceu no tempo do imperador Constantino. Bem jovem ainda escolheu para si a vida de eremita e retirou-se para uma montanha, nas proximidades da cidade natal. Durante vinte e cinco anos viveu em completa separação do mundo, entregue às práticas de uma vida religiosa austera. De todos os pontos da Palestina ia o povo procurar o santo eremita, ou fosse para se lhe recomendar às orações, ou para obter a cura de doente, ou ainda a expulsão de maus espíritos. A fama de Martiniano era geral e todos o tinham no conceito de grande Santo. Uma mulher de maus costumes, chamada Zoé, propôs-se a perder o santo homem e combinou com outros indivíduos de sua laia o plano diabólico. Disfarçando-se em pobre abandonada, chegou pela tardinha à casa de Martiniano e pediu agasalho: “Tende compaixão de mim, homem de Deus! Não permitais que eu seja presa das feras. Perdi-me na floresta e sem orientação, não sei para onde me dirigir”. O bom do eremita levantou as mãos ao céu, chamou a Deus em auxílio, e só depois de muitos rogos da parte da mulher, consentiu que lhe entrasse na gruta. Para si procurou um outro abrigo e passou a noite toda em oração.
Zoé, porém, trocou os andrajos enganosos por um vestido sedutor. Quando, na manhã seguinte, Martiniano chegou à gruta, Zoé se apresentou em todo o esplendor e grande foi a surpresa do santo homem, pois não a conhecia. Zoé deu-se a conhecer, manifestou ao eremita sua verdadeira intenção e com maneiras blandiciosas e afáveis, tentou-o ao pecado. A proposta, disse-lhe, que te faço não te deve ser estranha e é bem compatível com teu modo de vida. Sabes que os santos do antigo testamento eram favorecidos pela fortuna e casados. Eis me aqui para oferecer-te, junto com minha pessoa os meus grandes bens.
Martiniano, em vez de enxotar a sedutora, mostrou-lhe simpatia e fraqueou. Deus permitiu esta fraqueza, talvez para lhe castigar o orgulho, que não o deixou enxergar o perigo e fê-lo confiar em si. À hora em que, por costume, pessoas vinham para ouvir-lhe os conselhos e receber-lhe a benção, Martiniano saiu da gruta. Mal ficou sozinho, caiu em si e a consciência começou a atormentá-lo com suas acusações. O arrependimento foi tão grande, que mal podia sustentar-se. Depois juntou alguma lenha, acendeu-a e quando tinha boa brasa, meteu os pés dentro e disse: “Martiniano, se agüentares este fogo, continua a pecar; do contrário, como poderás sofrer o fogo eterno, que mereceste pelo pecado?”
Chamando a mulher, disse-lhe: “Vem ponha aqui teus pés, se queres pecar”. Zoé, vendo o espetáculo que se lhe desenrolava diante dos olhos, impressionou-se grandemente e o coração tomou-se-lhe de profunda contrição. Imediatamente tirou a roupa escandalosa, meteu-a no fogo, pediu perdão e conselho ao eremita sobre o que havia de fazer, para obter remissão dos pecados. Martiniano ordenou-lhe que fosse para o convento de Santa Paula, em Belém e lá passasse o resto da vida em penitência. Zoé obedeceu, pediu e obteve a admissão no convento indicado e tão radical foi sua conversão que de pecadora tornou-se grande penitente e Santa.
Martiniano julgou ser vontade de Deus abandonar o lugar de sua infelicidade e procurou uma ermida, situada, numa ilha e lá ficou durante seis anos, constando-lhe a alimentação de pão, água e palmitos, que pescadores de vez em quando lhe traziam. Pelo fim do sexto ano de desterro, naufragou naquela ilha um navio. Dos náufragos sobreviveu uma jovem de vinte e cinco anos que pediu auxílio a Martiniano; este lhe fez a caridade, que as circunstâncias exigiam. Para não se expor novamente ao perigo, resolveu fugir. Confiado no auxílio divino atirou-se na água para, a nado, ganhar o continente. Deus o protegeu visivelmente, mandando dois delfins que o levaram à terra. A donzela ficou na ilha, levando vida santa. Martiniano, porém tomou a resolução de não mais ter domicílio fixo. Fiel a este propósito, andava de um lugar a outro, implorando a caridade dos cristãos. Nessas viagens chegou a Atenas, onde entrou numa Igreja, quando sentiu as forças o abandonarem. Com muita devoção recebeu os santos Sacramentos. Poucos dias depois entregou a alma ao Criador. As suas últimas palavras foram: “Senhor, em vossas mãos recomendo o meu espírito”. Martiniano morreu no ano de 400. A Igreja oriental presta-lhe grandes homenagens. Os restos mortais acham-se depositados numa Igreja de Constantinopla, situada perto da mesquita de Santa Sofia.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Santa Escolástica, Virgem
10/02 Sexta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos
Santa Escolástica era irmã de São Bento, o fundador dos monges beneditinos. Escolástica nasceu na Ümbria por volta do ano 480. Juntamente com São Bento, consagrou sua vida a Deus e acompanhou o irmão ao Monte Cassino, onde foi construído o célebre Mosteiro Monte Cassino, berço do monarquismo do Ocidente. São Bento costumava visitar anualmente Santa Escolástica, que muitos afirmavam ser sua irmã gêmea. Conta-se que, por ocasião de uma dessas visitas, Escolástica queria que o irmão permanecesse com ela, conversando sobre as coisas de Deus. São Bento, entretanto, era rigoroso e intransigente quanto à observância da Regra. Deus, porém, quis mostrar-lhes que mais vale o amor que o legalismo. Uma forte tempestade caiu naquela noite. Bento culpava a irmã por estar transgredindo a Regra, pousando fora do mosteiro. Ela, entretanto, disse: Pedi a você e você não me ouviu. Pedi ao Senhor e ele me ouviu. Pode ir embora para o seu mosteiro. Vá, se você puder! Três dias depois, morria Santa Escolástica e, passados 40 dias, São Bento também entregou sua alma a Deus. Era o ano 547. Santa Escolástica é invocada contra raios e para obter chuva.
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Epístola
Epístola
II Coríntios 10,17 -18
II Coríntios 11,1-2
I-
17. Ora, quem se gloria, glorie-se no Senhor.
18. Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda.
II Coríntios 11,1-2
I-
17. Ora, quem se gloria, glorie-se no Senhor.
18. Pois merece a aprovação não aquele que se recomenda a si mesmo, mas aquele que o Senhor recomenda.
II-
1. Oxalá suportasse um pouco de loucura de minha parte! Oh, sim! Tolerai-me.
2. Eu vos consagro um carinho e amor santo, porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura.
_____________________________
Evangelho
São Mateus 25, 1-13
1. Então o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo.
2. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes.
3. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo.
4. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas.
5. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram.
6. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro.
7. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas.
8. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando.
9. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós.
10. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta.
11. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos!
12. Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço!
13. Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.
1. Oxalá suportasse um pouco de loucura de minha parte! Oh, sim! Tolerai-me.
2. Eu vos consagro um carinho e amor santo, porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura.
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Evangelho
São Mateus 25, 1-13
1. Então o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo.
2. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes.
3. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo.
4. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas.
5. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram.
6. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro.
7. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas.
8. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando.
9. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós.
10. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta.
11. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos!
12. Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço!
13. Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Santa Dorotéia
Santa Dorotéia nasceu em Cesárea da Capadócia (Atual Turquia) e sofreu o martírio nos primórdios do cristianismo, durante as perseguições romanas . Após a morte dos pais, também vítimas da perseguição, Dorotéia entregou-se à oração e ao jejum. Era uma jovem virtuosa, bem educada, rica e sumamente bela. Denunciada, foi levada perante o tribunal.
A mando de Fabrício foi intimada a oferecer sacrifícios aos deuses. Movida por uma santa ousadia, ela confessou a sua fé destemidamente. Foi torturada, exposta a grandes humilhações e por fim decapitada. Antes de ser executada, pediu aos carrascos que lhe concedessem uns momentos para rezar. Conta a que estava ali presente um menino de cerca de seis anos. Santa Dorotéia chamou-o e lhe entregou o lenço com o qual enxugara o rosto, dizendo: Toma este lenço, vai à casa do governador, pede para falar com Teófilo, o advogado, e lhe entrega, da minha parte, este lenço, rosas e fruto dizendo: “Dorotéia, a serva do Senhor, te envia frutos do jardim de Cristo, seu Esposo e Filho de Deus, conforme teu pedido”. De fato, um certo advogado chamado Teófilo, ao vê-la sair do tribunal, havia-lhe dito em tom de deboche: “Dorotéia, esposa de Cristo, envia-me, do jardim de teu esposo, frutos ou rosas”. Contam, então, que ao receber o lenço, rosas e frutos ficou admirado com o fato pois era inverno e nada florescia ou frutificava nos campos gelados, Teófilo converteu-se e começou a louvar a Deus.
Não tardou e ele também foi intimado a se esclarecer perante o tribunal. Disse então aos juízes: "As divindades do reino são vãs; desprezo-os e creio em único Deus"; e assim ele também se tornou mártir da fé cristã.
Santa Dorotéia assim ficou popularmente conhecida como , Padroeira dos floristas , jardineiros e também das noivas.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Para o Domingo
Santa Ágata
Santa Ágata é uma das mais gloriosas heroínas da Igreja primitiva e cuja intercessão é invocada diariamente, no Cânon da santa Missa. Natural da Sicília, pertenceu a uma das famílias mais nobres do país. De pouca idade ainda, Ágata consagrou-se à Deus, pelo voto da castidade. O governador Quintiano, tendo tido notícia a formosura e grande riqueza de Ágata, acusada do crime de pertencer à religião cristã, mandou-lhe ordem de prisão. Ágata, vendo-se nas mãos dos perseguidores, exclamou: “Jesus Cristo, Senhor de todas as coisas, vós vedes o meu coração e lhe conheceis o desejo. Tomai posse de mim e de tudo que me pertence. Sois o Pastor, meu Deus; sou vossa ovelha. Fazei que seja digna de vencer o demônio”.
Levada à presença do governador, este achando-a de extraordinária beleza, ficou tomado de violenta paixão pela nobre cristã, à qual se atreveu importunar com propostas indecorosas. Ágata, indignada, rejeitou-lhe as impertinências desavergonhadas e declarou preferir morrer a macular o nome de cristã. Quintiano aparentemente desistiu do plano diabólico, mas para conseguir os seus maldosos fins, mandou entregar a donzela a Afrodisia, mulher de péssima fama, na esperança de, na convivência com esta pessoa, Ágata se tornar mais acessível. Enganou-se. Afrodisia nada conseguiu e depois de um trabalho inútil de trinta dias, pediu a Quintino que tirasse Ágata de sua casa.
Começou então o martírio da nobre siciliana. Tendo-a citado perante o tribunal, apostrofou-a com estas palavras: “Não te envergonhas de rebaixar-te à escravidão do cristianismo, quando pertences a nobre família?” – Ágata respondeu-lhe: “A servidão de Cristo é liberdade e está acima de todas as riquezas dos reis”. A resposta a esta declaração foram bofetadas, tão barbaramente aplicadas, que causaram forte epistaxe. Depois desta e de outras brutalidades a santa Mártir foi metida no cárcere, com graves ameaças de ser sujeita a torturas maiores, se não resolvesse a abandonar a religião de Jesus Cristo.
O dia seguinte trouxe a realização dessas iniqüidades. O tirano ordenou que a donzela fosse esticada sobre a catasta, os membros lhe foram desconjuntados e o corpo todo queimado com chapas de cobre em brasa, e os seios atormentados com torqueses de ferro e depois cortados. Referindo-se a esta última brutalidade, Ágata disse ao juiz: “Não te envergonhas de mutilar na mulher, o que tua mãe te deu para te aleitar?”
Após esta tortura crudelíssima, Ágata foi levada novamente ao cárcere, entregue às suas dores, sem que lhe fosse administrado o mínimo tratamento. Deus, porém, que confunde os planos dos homens, veio em auxílio de sua pobre serva.
Durante a noite lhe apareceu um venerável ancião, que se dizia mandado por Jesus Cristo, para trazer-lhe alívio e curá-la. O ancião, que era o Apóstolo São Pedro, elogiou-lhe a firmeza e animou-a a continuar impávida no caminho da vitória. A visão desapareceu e Ágata com muita admiração viu-se completamente restabelecida. Cheia de gratidão, entoou cânticos, louvando a misericórdia e bondade de Deus. Os guardas, ouvindo-a cantar, abriram a porta do cárcere e vendo a Mártir completamente curada, fugiram cheios de pavor. As companheiras de prisão de Ágata aconselharam-na que fugisse, aproveitando ocasião tão propícia para isto. Ela, porém, disse: “Deus me livre de abandonar a arena antes de ter segura em minha mão a palma da vitória”.
Passados quatro dias, foi novamente apresentada ao juiz. Este não pode deixar de se mostrar admirado, vendo-a completamente restabelecida. Ágata disse-lhe: “Vê e reconhece a onipotência de Deus, a quem adoro. Foi Ele quem me curou as feridas e me restituiu os seios. Como podes, pois exigir de mim que o abandone? – Não – não poderá haver tortura, por mais cruel que seja, que me faça separar-me do meu Deus”. O juiz não mais se conteve. Deu ordem para que Ágata, fosse rolada sobre cacos de vidros e brasas. No mesmo momento a cidade foi abalada por um forte tremor de terra. Uma parede, bem perto de Quintiano, desabou e sepultou dois de seus amigos. O povo, diante disto, não mais se conteve e em altas vozes exigiu a libertação da Mártir, dizendo: “Eis o castigo que veio, por causa do martírio da nobre donzela. Larga a tua inocente vítima, juiz perverso e sem coração!”. Ágata voltou ao cárcere e lá chegada, de pé, os braços abertos, orou a Deus nestes termos: “Senhor, que desde a infância me protegestes, extinguistes em mim o amor ao mundo e me destes a graça de sofrer o martírio, ouvi as preces da vossa serva fiel e aceitai a minha alma”. Deus ouviu a voz de sua filha e recebeu-a em sua glória no ano 252.
Passado um ano depois da morte da Santa, a cidade de Catarina assistiu apavorada, uma erupção do Etna. O povo, em sua indizível aflição, quando viu as ondas da lava incandescia ameaçar a cidade, correu ao túmulo da Santa, tomou o véu que cobria o seu rosto e estendeu-o contra a torrente de fogo. Imediatamente o perigo estava afastado.
Começou então o martírio da nobre siciliana. Tendo-a citado perante o tribunal, apostrofou-a com estas palavras: “Não te envergonhas de rebaixar-te à escravidão do cristianismo, quando pertences a nobre família?” – Ágata respondeu-lhe: “A servidão de Cristo é liberdade e está acima de todas as riquezas dos reis”. A resposta a esta declaração foram bofetadas, tão barbaramente aplicadas, que causaram forte epistaxe. Depois desta e de outras brutalidades a santa Mártir foi metida no cárcere, com graves ameaças de ser sujeita a torturas maiores, se não resolvesse a abandonar a religião de Jesus Cristo.
O dia seguinte trouxe a realização dessas iniqüidades. O tirano ordenou que a donzela fosse esticada sobre a catasta, os membros lhe foram desconjuntados e o corpo todo queimado com chapas de cobre em brasa, e os seios atormentados com torqueses de ferro e depois cortados. Referindo-se a esta última brutalidade, Ágata disse ao juiz: “Não te envergonhas de mutilar na mulher, o que tua mãe te deu para te aleitar?”
Após esta tortura crudelíssima, Ágata foi levada novamente ao cárcere, entregue às suas dores, sem que lhe fosse administrado o mínimo tratamento. Deus, porém, que confunde os planos dos homens, veio em auxílio de sua pobre serva.
Durante a noite lhe apareceu um venerável ancião, que se dizia mandado por Jesus Cristo, para trazer-lhe alívio e curá-la. O ancião, que era o Apóstolo São Pedro, elogiou-lhe a firmeza e animou-a a continuar impávida no caminho da vitória. A visão desapareceu e Ágata com muita admiração viu-se completamente restabelecida. Cheia de gratidão, entoou cânticos, louvando a misericórdia e bondade de Deus. Os guardas, ouvindo-a cantar, abriram a porta do cárcere e vendo a Mártir completamente curada, fugiram cheios de pavor. As companheiras de prisão de Ágata aconselharam-na que fugisse, aproveitando ocasião tão propícia para isto. Ela, porém, disse: “Deus me livre de abandonar a arena antes de ter segura em minha mão a palma da vitória”.
Passados quatro dias, foi novamente apresentada ao juiz. Este não pode deixar de se mostrar admirado, vendo-a completamente restabelecida. Ágata disse-lhe: “Vê e reconhece a onipotência de Deus, a quem adoro. Foi Ele quem me curou as feridas e me restituiu os seios. Como podes, pois exigir de mim que o abandone? – Não – não poderá haver tortura, por mais cruel que seja, que me faça separar-me do meu Deus”. O juiz não mais se conteve. Deu ordem para que Ágata, fosse rolada sobre cacos de vidros e brasas. No mesmo momento a cidade foi abalada por um forte tremor de terra. Uma parede, bem perto de Quintiano, desabou e sepultou dois de seus amigos. O povo, diante disto, não mais se conteve e em altas vozes exigiu a libertação da Mártir, dizendo: “Eis o castigo que veio, por causa do martírio da nobre donzela. Larga a tua inocente vítima, juiz perverso e sem coração!”. Ágata voltou ao cárcere e lá chegada, de pé, os braços abertos, orou a Deus nestes termos: “Senhor, que desde a infância me protegestes, extinguistes em mim o amor ao mundo e me destes a graça de sofrer o martírio, ouvi as preces da vossa serva fiel e aceitai a minha alma”. Deus ouviu a voz de sua filha e recebeu-a em sua glória no ano 252.
Passado um ano depois da morte da Santa, a cidade de Catarina assistiu apavorada, uma erupção do Etna. O povo, em sua indizível aflição, quando viu as ondas da lava incandescia ameaçar a cidade, correu ao túmulo da Santa, tomou o véu que cobria o seu rosto e estendeu-o contra a torrente de fogo. Imediatamente o perigo estava afastado.
Santa Ágata é invocada pelos cristãos contra o perigo do incêndio.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Santo Inácio de Antioquia
Santo Inácio de Antioquia,
Bispo e Mártir (c. 107 d.C)
01 /02 Quarta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Vermelhos
Santo Inácio, por sobrenome Teóforo ou portador de Deus, foi possivelmente um convertido e um discípulo de São João Evangelista, mas pouco sabemos que é confiável a respeito de sua história anterior. Ele parece ter assumido a responsabilidade da igreja em Antioquia por volta do ano 69d.C., e foi condenado à morte durante a perseguição de Trajano.
Ter rezado pela Igreja e elogiado com lágrimas a Deus, com alegria, Inácio submeteu seus membros para os grilhões e saiu correndo pelos soldados para ser levado para Roma. Em Selêucia, um porto marítimo a 16 milhas de Antioquia, eles embarcaram em um navio que, por alguma razão desconhecida para nós, era a costa ao longo da costa sul e oeste da Ásia Menor, em vez de proceder de uma só vez para a Itália. As paralisações numerosas, porém, deu oportunidades ao santo de confirmar na fé as várias igrejas perto da costa da Ásia Menor. Em Esmirna, teve a alegria do encontro com seu ex-companheiro, São Policarpo discípulo, e aqui veio também o bispo Onésimo à frente de uma delegação de Éfeso, o bispo Damas com enviados de Magnésia, e Políbi, o bispo de Tralles. Um dos deputados, Burrhus, foi tão útil que Santo Inácio perguntou aos Efésios para lhe permitir ficar com ele como um companheiro. De Esmirna, o Santo escreveu quatro cartas: aos Efésios, às igrejas de Magnésia e Tralles e aos cristãos em Roma.
Os guardas estavam com pressa para deixar Esmirna, de modo a chegarem à Roma antes dos jogos que eram mais para as vítimas ilustres de aparência venerável e foram sempre uma grande atração no anfiteatro. Inácio alegremente concordou. Em seguida, eles navegaram para Trôade, onde aprenderam que a paz havia sido restaurada à igreja de Antioquia. Em Trôade, ele escreveu mais três letras: a Filadélfia, ao Smyrnaeans, e São Policarpo.
Como o santo se aproximou de Roma, os fiéis vieram ao seu encontro, regozijando-se com a sua presença no meio deles, mas estavam de luto pois o perderiam em breve. Como haviam previsto, estes estavam desejosos de tomar medidas para obter sua libertação, mas ele suplicou-lhes que não o impedissem de ir ao Senhor. Então, ajoelhando-se com os irmãos, ele orou para a Igreja, para a cessação da perseguição, e para a caridade e unanimidade entre os fiéis. Segundo a lenda, ele chegou a Roma em 20 de dezembro, último dia dos jogos públicos e foi levado perante ao prefeito da cidade, a quem a carta do imperador foi entregue. Em devido tempo, os soldados apressaram-mo fora do anfiteatro, e somos informados de que dois leões ferozes foram soltos em cima dele, que o devorou imediatamente, não deixando nada além dos ossos maiores.
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Epístola
Romanos 8, 35-39
35. Meus irmãos: Quem, pois nos separará do amor de Jesus Cristo? Será a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a desnudez, ou o perigo, ou a espada?
36. Segundo está escrito: Por amor de ti, somos todos os dias entregues à morte; somos reputados como ovelhas destinadas a morrer no matadouro.
37. Mas entre todos estes males, nos saímos mais que vencedores, por Aquele que nos amou.
38. Porque estou certo, de que nem a morte, nem a vida, nem os Anjos, nem os principados, nem as virtudes, nem as coisas presentes, nem as futuras.
39. Nem o que há de mais alto, ou de mais profundo, nem outra alguma criatura, nos poderá separar do amor de Deus em Jesus Cristo Nosso Senhor.
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Evangelho
João 12, 24-26
24 Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo lançado á terra, não morrer, nada produz; mas se morrer, produz muito fruto.
25 O que ama a sua vida, perdê-la-á; mas o que a odeia neste mundo, há de conservar para a vida eterna.
26 Se alguém me quer servir, siga-me; e onde eu estiver, lá estará também o meu servo; e todos os que houverem sido meus servos, o meu Pai os honrará.
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