domingo, 15 de novembro de 2020

15 de novembro dia de Santo Alberto Magno, Bispo,Confessor e Doutor

 

  Santo Alberto Magno  Albrecht von Bollstädt  (latim: Albertus Magnus)nasceu por volta de 1206, em Laningen, na Suábia (atual Alemanha), e morreu a 15 de novembro de 1280, em Colónia. Monge dominicano desde os 17 anos em Pádua. Em 1240 é professor na Universidade de Paris e depois em Colónia. É bispo de Ratisbona, entre 1257 e 1260, e membro do Concílio de Lyon. Foi mestre de S. Tomás de Aquino.Santo Alberto Magno é conhecido sobretudo como filósofo e teólogo, mas dedicou-se também à ciência defender o cristianismo do averroísmo (que considerava um aristotelismo arabizado) e esta sua preocupação leva-o a procurar subordinar o aristotelismo à fé cristã, sendo, no entanto um estudioso profundo da obra de Aristóteles, o qual seguiu em muitos aspetos.  Alberto foi muito influenciado pelas posições assumidas por Avicena.Santo Alberto Magno não se limitou a estudar a obra de Aristóteles, tratou de a recriar com a sua própria experiência e observação. 
Alberto Magno não foi apenas um filósofo, foi também um místico que se situou entre a filosofia aristotélica e a mística Dionísio, o Areopagita. É neste âmbito que Alberto defende que a teologia deve servir para preparar a mística. Na mesma linha de Dionísio, atribui uma grande importância à teologia negativa (de Deus só podemos dizer aquilo que não é). A alma deve-se purificar asceticamente para ser iluminada por uma "luz angélica" que, não sendo Deus, procede de Deus, embora nesta vida o homem não veja Deus, mas possa apenas dEle receber sinais. Esta preparação e purificação da alma deve levar à experiência mística de Deus, inserindo esses conhecimentos na sua busca da santidade e do equilíbrio entre fé e razão; sua obra escrita está contida em 22 grossos volumes.No capítulo provincial da Ordem no ano de 1254, em Worms, Frei Alberto foi eleito provincial da província alemã dos dominicanos. Além da Alemanha, abarcava esta também a Holanda, Flandres e Áustria. Viajando sempre a pé e mendigando o alimento e a pousada, ele visitou todos os conventos sob sua jurisdição. Dois anos mais tarde, chamado pelo Papa Alexandre IV, foi a Agnani, na Itália, onde refutou Guilherme do Santo-Amor, professor da Universidade de Paris, que pregava contra as Ordens mendicantes.Em Colônia, fundou o Convento do Paraíso, para as filhas da nobreza. Enquanto isso, rezava, estudava e ensinava.
    
  Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

domingo, 8 de novembro de 2020

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCLXXXVII (687) – (12 de setembro de 2020)

Os homens, enquadrados na Ordem de Deus, desobedecem?

Dentro da mesma Ordem, eles devem pagar.

É ter a visão muito estreita dizer que a economia não tem nada que ver com a religião, porque a economia (as relações materiais entre os homens) provém da política (as relações humanas entre os homens), e a política (as relações do homem com seus semelhantes) descende necessariamente de suas relações com seu Deus (sua religião). Neste momento os Estados Unidos estão à beira de uma tremenda crise econômica, e, com eles, o resto do mundo. Tentemos ver esta crise em algo mais do que uma simples perspectiva material, a fim de evitar que a situação pareça não fazer sentido, se e quando muitas coisas logo quebrarem.

O dinheiro desempenha na vida econômica de uma nação um papel tão essencial quanto o óleo no motor de um carro. É normal que o governo de qualquer estado queira controlar a criação de dinheiro nesse estado. Não é normal que os cidadãos controlem o dinheiro do seu estado porque correm o risco de fazê-lo conforme seus próprios interesses, e não pelo bem comum. No entanto, atualmente, em todo o mundo, o dinheiro dos Estados é controlado por bancos centrais que são estritamente independentes desses Estados. Nos Estados Unidos, particularmente, a Constituição de 1787 estabelecia que o dinheiro do novo estado deveria ser criado e controlado pelo governo (o Congresso), e esta foi a situação normal até 1913, quando um consórcio de cidadãos privados, homens de dinheiro, depois de muitas tentativas vãs, finalmente conseguiu enganar o Congresso para que entregasse ao "Federal Reserve", seu novo banco central, todo o poder sobre o dinheiro dos EUA.

Esses homens do dinheiro haviam prometido que o Fed, como veio a ser conhecido, resolveria o problema das crises econômicas recorrentes, como o ciclo de “booms” e “busts” econômicos. Não fez nada disso, pelo contrário, tornou-os ainda piores, como a Grande Depressão de 1929 e os anos seguintes, e como agora a Depressão de 2020, que corre o risco de fazer 1929 parecer um piquenique e de despojar os Estados Unidos de sua prosperidade e escravizar sua liberdade, tornando todos os cidadãos americanos escravos das dívidas. A classe média em breve não existirá mais. Teria acontecido isso se tivessem dado ouvidos a Nosso Senhor? – “Buscai primeiro o reino de Deus e Sua justiça, e todas essas coisas se vos darão por acréscimo” – Não. Os mesmos cidadãos se deixaram enfeitiçar pela promessa do Fed de dinheiro cada vez mais fácil.

Pois, na vida real, dinheiro é algo difícil de conseguir, e tem de ser ganho com o suor da testa de um trabalhador. Essa é a economia real onde as contas e o aluguel devem ser pagos, onde bens e serviços reais são produzidos gerando riqueza real, por exemplo, a indústria e o comércio que criaram o êxito material e o prestígio dos EUA. Mas há então o mundo das finanças que se encontra no topo da economia real, como Wall Street sobre Main Street, mundo em que se pode inventar alguma forma fantástica ou projetada de evitar realidades como contas e aluguel, onde o dinheiro cresce a partir de investimentos, alavancagem e especulação, onde, por exemplo, um jovem banqueiro pode em poucos dias arruinar um banco centenário (Barings, 1995). É um mundo totalmente aberto à propaganda, à manipulação e à fantasia, susceptível de estar cada vez menos atado ao mundo real, de ser varrido por sonhos de riqueza ilimitada à custa de nenhum esforço. Esse tipo de sonho não é católico!

Mas o Fed o deixou aberto desde 1987, em 2008 e particularmente em 2019. Em 1987, Alan Greenspan tornou-se presidente do Fed e começou a incentivar as finanças de fantasia sobre a economia real. Os bancos comerciais foram autorizados a especular com o dinheiro de seus clientes. Em 2008, seu mau investimento gerou uma enorme crise econômica, “resolvida” pelo Fed, que começou a criar quantias fabulosas de “dinheiro” do nada.

Em 2019, quando o público estava cada vez mais enganchado no dinheiro de fantasia, o balanço público do Fed decolou até a completa irrealidade, sete trilhões de dólares e contando, e agora está quebrando a economia real com o corona-pânico, para então "pagar" as dívidas da crise, as quais todos contraem, com seus trilhões irreais, mas transformando os cidadãos do mundo inteiro em verdadeiros escravos.

E a solução? Deus é a realidade suprema. Se os homens retornassem a Ele, a perspectiva deles mudaria totalmente, e essas fantasias de Seus inimigos começariam a dissipar-se, como a névoa no sol da manhã.

Kyrie eleison.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.

Rezem todos os dias o Santo.


domingo, 1 de novembro de 2020

Dia 1 de novembro dia de todos os Santos

  Dia de Todos os Santos festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, achando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra a todos os deuses romanos exterminados e ficando santos do Cristianismo. — a Maria e a todos os mártires. A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741 DC) dedicou uma capela em Roma a todos os santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. É possível que a comemoração britânica medieval do Dia de Todos os Santos tenha sido o ponto de partida para a popularização dessa festividade em toda a Igreja cristã.” Os irlandeses costumavam reservar o primeiro dia do mês para as festividades importantes e, visto que 1.° de novembro era também o início do inverno para os celtas, seria uma data propícia para uma festa em homenagem a todos os santos.” Finalmente, em 835 DC, o Papa Gregório IV declarou-a uma festa universal. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.                        
  O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/paroquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registro (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na Santa Missa).

  Santa Maria escrava, Mártir.
Maria morreu em 300 DC e era uma escrava de um romano chamado Tértulus. Foi convertida ao cristianismo e estava sempre a orar e a jejuar o que despertava certa desconfiança da sua “Dona”(Algo parecido com a nossa Sinhá, na época da escravatura) que era muito superticiosa.
Durante as perseguições do Imperador Diocleciano, Tértulus que gostava muito dela, usou de todos os meios para que ela renunciasse ao cristianismo, tendo inclusive a açoitado e a prendido em uma cela escura, com apenas pão e água, por 30dias. Mas de nada adiantou. Acabou  presa e entregue ao procônsul com a acusação de ser uma cristã, a despeito dos esforços de Tértulus para salva-la.
Os “Atos do Martirio” de Santa Maria, a escrava, escritos por escribas romanos que tinham ordem de enfatizar apenas o martírio, quase nada dizem sobre ela.                   
Maria foi duramente martirizada para renunciar a sua fé. Os “Atos” dizem diz que o seu martírio foi tão terrível, que afinal, os espectadores exigiram a sua libertação e ela foi entregue a custódia de um soldado. Santa Maria, a escrava o converteu e ele a ajudou a escapar. Diz a tradição que a paz com que enfrentou seu martírio teria convertido vários espectadores inclusive Tértulus . Diz ainda que ela teria morrido em conseqüência do seu martírio. Outra versão diz que ela teria conseguido sobreviver e veio a falecer bem mais tarde, feliz e de morte natural. Não obstante, ela é venerada como mártir, devido a intensidade dos seus sofrimentos.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

sábado, 31 de outubro de 2020

Nossa Senhora no Sábado

31/10 Sábado
Festa de Quarta Classe
Paramentos Brancos

Epístola extraída do

Eclesiástico 24, 14-16
14 Desde o início, antes de todos os séculos, ele me criou, e não deixarei de existir até o fim dos séculos; e exerci as minhas funções diante dele na casa santa. 15 Assim fui firmada em Sião; repousei na cidade santa, e em Jerusalém está a sede do meu poder. 16 Lancei raízes no meio de um povo glorioso, cuja herança está na partilha de meu Deus; e fixei minha morada na assembléia dos santos. 

Sequência do Santo Evangelho 

São Lucas 11, 27-28 
27 Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! 28 Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam! 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

domingo, 18 de outubro de 2020

18 de outubro dia de São Lucas, Evangelista


São Lucas, o Evangelista (do grego antigo Λουκᾶς, Loukás). São Lucas é representado pelo boi, o qual era o animal sacrificado no Templo de Jerusalém; tem em vista demonstrar o caráter sacerdotal de Cristo. Daí ter como símbolo o boi, animal sacrificado no Templo. O touro simboliza também a força, a virilidade do homem, a fecundidade e como o evangelista narra com mais descrição o nascimento do salvador quer mostrar esse lado humano de Jesus, forte, inpulsivo, e até fecundo mesmo. A figura do boi, também caracteriza, com seu alto mugido a mensagem de Cristo para salvação, o que transparece da narração de Lucas.                                                                      
São Lucas é chamado por Paulo de "O Médico Amado"(Colossenses 4:14), pode ter sido um dos cristãos do primeiro século que conviveu pessoalmente com os doze apóstolos. Evangelista cristão de formação grega nascido em Antióquia, na Síria, é, segundo, a tradição, autor do Terceiro dos Evangelhos Sinóticos e dos Atos dos Apóstolos, seus textos são os de maior expressão literária do Novo Testamento. Por seu estilo literário, acredita-se que pertencia a uma família culta e abastada e, de acordo com a tradição, exercia a profissão de médico e tinha talento para a pintura. Converteu-se ao cristianismo e tornou-se discípulo e amigo de Paulo de Tarso, porém segundo seu próprio relato, não chegou a conhecer pessoalmente Jesus Cristo, pois ainda era muito criança quando o Messias foi crucificado. Paulo o chamava de colaborador e de médico amado e segundo o testemunho dos Atos dos Apóstolos e das Cartas de São Paulo, que constituem os únicos dados biográficos autênticos, acompanhou o apóstolo em sua segunda viagem missionária de Trôade a Filipos, onde permaneceu por seis anos seguintes. Depois novamente acompanhou Paulo, desta vez  numa viagem de Filipos a Jerusalém (57-58). Também esteve presente na prisão do apóstolo em Cesaréia e o acompanhou até Roma. Com a execução do apóstolo e seu mestre (67), deixou Roma e, de acordo com a tradição cristã, enquanto escrevia seu Evangelho, teria pregado em Acaia, na Beócia e também na Bitínia, onde teria morrido (70). Porém existem várias versões sobre o local e como morreu. Uma versão registra que foi martirizado em Patras e, segundo outras, em Roma, ou ainda em Tebas.


São Lucas sem dúvida conversava muito com a Mãe de Nosso Senhor Jesus e com São João. Sempre andava com uma pintura de Nossa Senhora com ele, e ela foi o instrumento de varias conversões. Na verdade ele foi um grande artista e grande escritor, e suas narrativas inspiraram grandes escritores e grandes mestres da arte, mas as pinturas existentes da Virgem, a qual é dito que ele teria pintado, são trabalhos de datas bem mais recentes. Não obstante alguns julgam que a pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro teria sido pintada por ele. O documento traduzido por São Jerônimo, trouxe a informação que o evangelista teria vivido até os oitenta e quatro anos de idade. A tradição diz que sua morte pelo martírio em Patras, na Grécia, foi apenas um legado dessa antiga tradição cheio do Espírito Santo, na Bitínia.



Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

domingo, 11 de outubro de 2020

11 de novembro dia de São Martinho, Bispo e Confessor



São Martinho de Tours era filho de um Tribuno e soldado do exército romano. Nasceu e cresceu na cidade de Sabaria, Panónia (atual Hungria), em 316, família pagã sob uma educação das seitas dos seus antepassados, deuses mitológicos venerados no Império Romano. Seu pai era comandante do exército romano. Por curiosidade aos 10 anos de idade, entrou para o grupo dos catecúmenos (aqueles que estão se preparando para receber o batismo).começou a frequentar uma Igreja cristã, sendo instruído na doutrina cristã, porem sem receber o batismo. Ao atingir a adolescência com 15 anos de idade seu pai para tê-lo mais à sua volta; o alistou na cavalaria do exército imperial, e contra a própria vontade, teve de ingressar no exército romano e dirigir-se para a Gália (região na atual França). Mas se o intuito do pai era afasta-lo da Igreja, o resultado foi inverso, pois Martinho, continuava praticando os ensinamentos cristãos, principalmente a caridade. Depois, foi destinado a prestar serviço na Gália, hoje França.  
Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto. Um dia um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite o próprio Jesus lhe apareceu em sonho, usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião. Aos 18 anos abandonou o exército pois o cristianismo não comportava mais suas funções militares. Foi batizado por Santo Hilário, bispo da cidade de Poitiers.                                                                                    
Com vinte , afastado da vida da corte e do exercito. Tornou-se monge e discípulo do famoso Bispo de Poitiers, Santo Hilário que o ordenou diácono. Mais tarde, quando voltou do exílio em 360, doou a Martinho um terreno em Ligugé, a doze quilômetros de Poitiers. Ali ele fundou uma comunidade de monges. Mas logo eram tantos jovens religiosos que buscavam sua orientação, que Martinho construiu o primeiro mosteiro da França e da Europa ocidental.
No ocidente, ao contrário do oriente, os monges podiam exercer o sacerdócio para que se tornassem apóstolos na evangelização. Martinho liderou então a conversão de muitos e muitos habitantes da região rural. Com seus monges ele visitava as aldeias pagãs, pregava o evangelho, derrubava templos e ídolos e construía igrejas. Onde encontrava resistência fundava um mosteiro com os monges evangelizando pelo exemplo da caridade cristã, logo todo o povo se convertia. Dizem os escritos que, nesta época, havia recebido dons místicos, operando muitos prodígios em beneficio dos pobres e doentes que tanto amparava.
Quando ficou vaga a diocese de Tours, em 371 o povo o aclamou por unanimidade para ser o Bispo. Martinho aceitou, apesar de resistir no início. Mas não abandonou sua peregrinação apostólica, visitava todas as paróquias, zelava pelo culto e não desistiu de converter pagãos e exercer exemplarmente a caridade. Nas proximidades da cidade fundou outro mosteiro, chamado de Marmoutier. E sua influência não se limitou a Tours, mas se expandiu por toda a França, tornando-o querido e amado por todo o povo. Martinho exerceu o bispado por vinte e cinco anos e, aos oitenta e um, estava na cidade de Candes, quando morreu no dia 8 de novembro de 397. Sua festa é comemorada no dia 11, data em que foi sepultado na cidade de Tours. Venerado como São Martinho de Tours, tornou-se o primeiro Santo não mártir a receber culto oficial da Igreja e tornou-se um dos Santos mais populares da Europa medieval foi tão feliz”. São Martinho de Tours "Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do trabalho. Seja feita a vossa vontade" dizia Martinho, Bispo de Tours, aos oitenta e um anos de idade.
A sua vida foi uma verdadeira cruzada contra os pagãos e em favor do cristianismo. Quatro mil igrejas dedicadas a ele na França, e o seu nome dado a milhares de localidades, povoados e vilas; como em toda a Europa, nas Américas, enfim em todo os países do mundo.  
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

11 de outubro Maternidade da Santíssima Virgem Maria

O Primeiro Concílio de Éfeso foi realizado em 431 na Igreja de Maria em Éfeso, na Ásia Menor o primeiro dos quatro dogmas marianos é o da Maternidade Divina da Santíssima Virgem  Maria. Foi convocado pelo imperador Teodósio II e debateu sobre os ensinamentos cristológicos e mariológicos de Nestório, patriarca de Constantinopla. Cerca de 250 bispos nele estiveram presentes. O concílio foi conduzido em uma atmosfera de confronto aquecido e recriminações, e condenou o nestorianismo como heresia, assim como o arianismo e o sabelianismo ório, patriarca de Constantinopla, defendia que Cristo não seria uma pessoa única, mas que Nele haveria uma natureza humana e outra divina, distintas uma da outra e, por consequência, negava o ensinamento tradicional que a Santíssima Virgem Maria pudesse ser a "Mãe de Deus" (em grego Theotokos), portanto ela seria somente a "Mãe de Cristo" (em grego Cristokos), para restringir o seu papel como mãe apenas da natureza humana de Cristo e não da sua natureza divina. Os adversários de Nestório, liderados por São Cirilo, Patriarca de Alexandria, consideravam isto inaceitável, pois Nestório estava destruindo a união perfeita e inseparável da natureza divina e humana em Jesus Cristo e acusavam Nestório de heresia, para condená-lo, São Cirilo apelou ao Papa Celestino I, o papa concordou e concedeu à Cirilo sua autoridade para depor Nestório e excomungá-lo. Porém, antes da intimação chegar, Nestório convenceu o imperador Teodósio II para convocar um Concílio ecumênico, para que os bispos defendessem os seus pontos de vista opostos. Assim que foi aberto, o Concílio denunciou os ensinamentos Nestório como errôneos e decretou que Jesus era uma apenas pessoa, e não duas pessoas distintas, Deus completo e homem completo, e declarou como dogma, que a Santíssima Virgem Maria devia ser chamada de Theotokos, porque ela concebeu e deu à luz Deus como um homem. Os eventos do concílio criaram um cisma importante, provocando a separação da região da Síria, formando a Igreja Assíria do Oriente.  

Aos 22 de junho de 431, este dogma foi solenemente definido pelo Concílio  de Éfeso explicitamente a Maternidade Divina de Nossa Senhora. Assim, o Concílio de Éfeso, do ano 431, sendo Papa São Clementino I (422-432) definiu se expressou: “Que seja excomungado quem não professar que Emanuel (Cristo)é verdadeiramente Deus e, portanto, que a Santíssima Virgem Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois deu à luz segundo a carne aquele que é o Verbo de Deus”.     



São Bernardo, num de seus sermões sobre a Anunciação, demora-se em observar Maria no exato momento de seu sim à Maternidade Divina, um sim que mudaria os rumos da história, que recriaria o mundo, que possibilitaria uma nova e eterna comunhão entre Deus e as criaturas. "Ó Virgem piedosa, o pobre Adão, expulso do paraíso com sua mísera descendência, implora a tua resposta. Implora-a Abraão, implora-a Davi; e os outros patriarcas, teus antepassados... suplicam esta resposta. Toda a humanidade, prostrada a teus pés, a aguarda. E não é sem razão, pois do teu consentimento depende o alívio dos infelizes, a redenção dos cativos, a libertação dos condenados, a salvação de todos os filhos e filhas de Adão, de toda a tua raça. Responde depressa, ó Virgem! Pronuncia, ó Senhora, a palavra esperada pela terra, pelos infernos e pelos céus. O próprio Rei e Senhor de todos, tanto quanto cobiçou a tua beleza, deseja agora a tua resposta afirmativa, porque por ela decidiu salvar o mundo. Agradaste a ele pelo silêncio, muito mais lhe agradarás pela palavra ... Se tu lhe fizeres ouvir a tua voz, ele te fará ver a nossa salvação".


São Boaventura (+1274): "Os coros dos anjos, com vozes incessantes, te proclamam: santa, santa, santa, ó Maria, Mãe de Deus, mãe e virgem ao mesmo tempo! Os céus e a terra estão cheios da majestade vitoriosa do Fruto do teu ventre! O glorioso coro dos apóstolos te aclama Mãe do Criador! Celebram-te todos os profetas, porque deste à luz o próprio Deus! A imensa assembléia dos santos mártires te glorifica como Mãe do Cristo. A multidão triunfante dos confessores prostra-se diante de ti, porque és o Templo da Trindade!".

Viva Cristo Rei e Maria Rainha. 
Rezem todos os dias o Santo Rosário