sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCLXXX (680) – (25 de julho de 2020)

A CRISE SEGUNDO DREXEL

A nova ordem mundial? Que faça o pior.
Os católicos só precisam de uma coisa: colocar Deus em primeiro lugar.

Nos anos 70, quando Nosso Senhor (como se pode crer) deu ao sacerdote e professor austríaco Pe. Albert Drexel as Mensagens contidas no livreto A Fé é Maior que a Obediência, a Tradição Católica ainda estava profundamente desacreditada por causa do Vaticano II. Os católicos simplesmente não podiam crer que haviam sido tão traídos por seus próprios sacerdotes. Somente muitos anos depois a Tradição começaria a recuperar a primazia que lhe era devida na Igreja de Nosso Senhor. Como primeira parte de uma série breve destes “Comentários” extraídos das Mensagens, seguem algumas citações para mostrar como eram relevantes, e ainda são, para o drama atual e sem precedentes da Igreja.

4 de setembro de 1970.

O número de fiéis se tornará pequeno, mas sua intrépida profissão de fé brilhará como uma luz no mundo, e será abençoada pelo poder e pela graça da Santíssima Trindade. O sacrifício eucarístico será celebrado em casas particulares, em lugares onde o templo de Deus foi profanado.

6 de novembro de 1970.

Entre os rebeldes, pode-se encontrar mais e mais servos consagrados da Igreja. Estes são os que se fazem culpados do pecado de Judas, que Me deu com seu beijo não o amor, mas a maior dor. E por causa dos pastores (Bispos) que foram designados para seu ofício mas ficaram fracos, os verdadeiros fiéis precisam complementar com suas orações, com suas lutas e com seus sofrimentos o que esses sacerdotes negligenciaram e perderam. Portanto, olho com grande compaixão as pessoas que rezam e as almas vítimas. O sofrimento delas é grande em seus corações, mas magnífico e belo será o amor que as espera no limiar da eternidade.

4 de junho de 1971.

Inúmeras pessoas se afastarão da Minha única e verdadeira Igreja, porque perderam a fé no Deus Trino, e foram enganadas e cegadas por sacerdotes e professores iníquos. Esses orgulhosos e desleais falam de uma religião sem o sobrenatural, sem mistério e sem oração. Eles falam somente do homem, e não mais de Deus! Eles viram a caridade de ponta-cabeça, e dão a primazia ao amor ao próximo, mas esquecem, perdem e negam o amor a Deus com uma presunção escandalosa. Tentam fundar uma Nova Igreja, na qual o mundo e o homem signifiquem tudo – e Deus e o Céu não signifiquem nada.

7 de julho de 1972.

Aqueles que são fiéis e leais à graça deveriam ficar tristes com isso? É verdade que Eu mesmo chorei por Jerusalém, porque seus habitantes rejeitaram a Minha graça. Contudo, é Minha vontade e a do Pai que os filhos da fé sejam alegres, como São Francisco, que louvou o Céu com seu cântico do sol, ou felizes como a jovem Santa Teresinha, que se encheu de amor por Mim, caminhou feliz e sorridente pelo jardim da criação.

4 de maio de 1973.

Inúmeras pessoas da Igreja cujos nomes constam nos registros paroquiais, perderam a noção do que é Sagrado e de quem são os Santos. Os sacerdotes consagrados ao serviço do altar e das almas se voltam para o mundo, esquecem e desprezam os mandamentos de Deus, e rendem homenagem a um espírito perigoso do mundo. Mais e mais pessoas caem sob a atração de uma corrupção moral, que São João chama a “prostituta da Babilônia” no Apocalipse. O que meu sucessor visível em Roma disse sobre a desintegração e dissolução da fé na Igreja é sua queixa e acusação.

7 de dezembro de 1973.

A oração dos fiéis triunfará sobre as conversas e reuniões daqueles que são frios na fé. No entanto, os fiéis a Deus ainda seguem sofrendo, mas devem saber e considerar que os sacrifícios de seu sofrimento estão trazendo bênçãos à Igreja. Aqueles que sofrem desse modo compartilharão comigo a glorificação eterna e o amor do Meu coração.

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCLXXIX (679) – (17 de julho de 2020)

DREXEL RETORNA

Quando os pastores, ao mentirem, perdem a autoridade,
Cada ovelha tem de guiar-se por si mesma.

O Concílio Vaticano II (1962-1965) foi um grande evento na história da Igreja, projetado por seus impulsionadores e agitadores para enganar uma multidão de católicos, clérigos e leigos, e substituirem a verdadeira Igreja Católica por sua própria Neoigreja, adaptada aos tempos modernos. Mas a causa da agonia nos católicos crentes desde então foi que a traição da Verdade Católica tinha vindo das verdadeiras autoridades da Igreja, a quem eles tinham aprendido desde seus berços católicos a obedecer sempre e a não criticar jamais. Mesmo Nosso Senhor e Nossa Senhora, quando falavam com seres humanos, para evitarem escandalizar as almas católicas, raramente criticavam seus próprios sacerdotes.

Mas aqui estava o interesse particular de Fé é maior que a Obediência. Pois se essas mensagens que vieram através do Pe. Drexel tiveram origem realmente em Nosso Senhor mesmo, como se supõe, então aqui estaria o próprio Deus criticando severamente os Bispos, teólogos e padres responsáveis​​pela Nova Igreja que fizeram emergir do Concílio, e obviamente dispensando os católicos de seu dever normal de nunca criticar os sacerdotes. Aqui estava Deus dizendo aos católicos que uma multidão de seus pastores – não todos – se tinham transformado em lobos. “Sei a agonia que sofrem as almas fieis”, dizem as Mensagens, “mas apeguem-se à sua fé e não permitam que esses traidores a alterem. Eles estão errados, vocês estão certos, como o tempo dirá, e grande será sua recompensa se perseverarem”.

Com essa mensagem se poderia resolver a agonia dos verdadeiros crentes após o Concílio, mas também criar outra agonia: o que se passa então com as autoridades infiéis da Igreja? Em particular, o que se passa com o Papa? A percepção popular da infalibilidade papal vai muito além do alcance de sua estrita definição em 1870, com as quatro condições. Então, como João XXIII pôde ter convocado o Concílio dos lobos, e como Paulo VI pôde guiá-lo até a sua conclusão e presidir seu processo de colocação em prática posteriormente? Essa agonia é tal que muitos católicos sérios e crentes do final da década de 1970, logo após a morte do Pe. Drexel, começaram a recorrer ao sedevacantismo, por exemplo, segundo o qual os Papas conciliares não seriam Papas verdadeiros. A solução das Mensagens do Pe. Drexel é antes que Paulo VI não era um dos lobos. Ele é claramente criticado (em pelo menos duas das Mensagens), mas também se diz ali que tinha boas intenções, não estava consciente de tudo o que seus subordinados estavam fazendo, e agonizava pelo que estava acontecendo com a Igreja.

No entanto, é preciso dizer que a responsabilidade pessoal de Paulo VI pelo desastre conciliar foi enorme. Então, alguns seguidores da Tradição Católica chegarão à conclusão de que "Nosso Senhor" do Pe. Drexel decerto não seria Nosso Senhor na realidade, mas teria surgido, de algum modo, das próprias reflexões "piedosas" do Pe. Drexel. Nesse caso, explicaríamos a indulgência das mensagens em relação a Paulo VI como sendo a solução de muitos “bons” Bispos e sacerdotes da época para sua agonia, a saber, que os Bispos conciliares eram terríveis, mas não o próprio Papa. Por outro lado, se as Mensagens vieram de Nosso Senhor mesmo, então se poderia supor que Ele foi indulgente com Paulo VI talvez para evitar a reação dos católicos mais ou menos tentados a desesperar da própria Igreja estrutural de Nosso Senhor – Ele mesmo estava dizendo que ainda estava por trás dela, e não precisava dizer nada falso para afirmá-lo.

Deo volente, esta edição destes “Comentários” é um prelúdio de uma segunda pequena série extraída de A Fé é maior que a Obediência, devido ao valor encontrado por estes “Comentários” nas Mensagens dadas ao Pe. Drexel nos anos 70. Tratar-se-á de três temas: a Crise da Igreja, os Bispos e Paulo VI, todos tal como apresentados em A Fé é maior que a Obediência. Se as Mensagens vieram então de Nosso Senhor mesmo ou não, os leitores destes “Comentários” estarão mais capacitados para julgar. Em todo caso, é claro que nessa crise da Igreja eles devem formar uma ideia própria.

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCLXXVIII (678) – (11 de julho de 2020)

MAMON ATACA - II

Patriotas, que isto lhes esteja bastante claro: para salvar sua pátria,
Vocês devem recorrer à mão todo-poderosa de Deus!

Quando os homens do dinheiro finalmente conseguiram enganar o Congresso dos Estados Unidos para que se criasse, em 1913, o Federal Reserve como um banco central para assumirem o controle do suprimento de dinheiro nos EUA, eles sabiam que estavam a caminho de controlar os EUA completamente. Observem que se tão somente mais congressistas tivessem amado mais o seu país e menos o dinheiro, a lei que criou o Fed certamente nunca teria sido aprovada; mas nas democracias modernas são as pessoas que votam nos políticos que aprovam as leis. Que ninguém pretenda que os povos em uma democracia não sejam culpáveis pelas desgraças provenientes de seus políticos. É Deus quem nomeia os governantes de qualquer país (Prov. VIII, 15), em função do que o povo merece.

Por mais de um século desde sua fundação, o Fed só tem ganhado em poder e influência. A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) exigiu dinheiro. O Fed forneceu-o. Os EUA se tornaram uma potência mundial. A Segunda Guerra Mundial (1939-1941) exigiu muito dinheiro. O Fed forneceu-o. Os vitoriosos EUA tornaram-se uma superpotência mundial. A partir de agora, como os patriotas poderiam reclamar do Fed? E mesmo que Woodrow Wilson, presidente durante toda a Primeira Guerra Mundial, tenha escrito: Alguns dos maiores homens dos EUA, nas áreas de comércio e manufatura, têm medo de algo. Eles sabem que em algum lugar existe um poder tão organizado, tão sutil, tão vigilante, tão entrelaçado, tão completo, tão penetrante, que somente sussurrando se pode criticá-lo. É esse poder que dirige o Fed desde então, e do qual um presidente após o outro tem sido apenas o fantoche. Dinheiro motiva, e somente Deus motiva mais. Então em 1914, em alguns poucos países, um número suficiente de pessoas recorreu a Deus, rogando para que Ele dominasse o poder do dinheiro.

Assim, tendo prometido encerrar o ciclo de “boom” e “bust”, em 1929 o Fed projetou o maior “bust” de todos até então, a Grande Depressão, que aumentou imensamente o seu poder. Muitos patriotas ao longo dos anos viram claramente a situação, e tentaram convencer o Congresso a dissolver o Fed; mas o poder oculto do dinheiro, que serve aos seus próprios interesses, continua sendo muito forte até hoje. Em nossa época, em setembro do ano passado, para "salvar" a cambaleante economia americana do colapso, o Fed começou a fazer injeções de capital de emergência, produzido do nada, no mercado de operações compromissadas (“repo market”), que ameaçava congelar-se por falta de dinheiro. O Fed prometeu que as injeções seriam temporárias, mas só aumentaram desde então. Depois veio o pânico forçado do coronavírus e o fechamento de muitas empresas, e o Fed teve uma desculpa perfeita para expandir seu balanço desde então. Dizer que ele agora está comprando o mundo não é um exagero. Como as pessoas ainda confiam no dólar, o Fed ainda pode "salvar", com seu "dinheiro de brincadeira", sistemas que estejam falhando em qualquer lugar do mundo, pelo menos até que essa confiança desmorone; mas a essa altura todos os sistemas "salvos" estarão nas correntes das dívidas – para com o Fed.

O pânico do coronavírus e os distúrbios de George Floyd são sucessores diretos do 11 de setembro: pânicos fabricados pelas mentiras dos políticos e de seus miseráveis meios de comunicação, que falam de "terroristas mortais" ou "um vírus mortal", quando todos sabem agora que o 11 de setembro só pode ter sido um trabalho interno, e o coronavírus não é pior do que qualquer outro vírus da gripe. Quanto aos distúrbios, a autópsia de Floyd mostrou que ele morreu não asfixiado pelo policial, mas pela overdose pesada de uma droga perigosa. No entanto, o poder financeiro de Woodrow Wilson sabe há muito tempo que o pânico é um dos melhores meios de manipular as pessoas, e por isso seus políticos e a grande mídia continuam sustentando as mentiras do poder financeiro desde Pearl Harbor (1941), e o assassinato de Kennedy (1963), e assim sucessivamente. Quando os povos se afastam de Deus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo. XIV, 6), eles se afastam da Verdade, e são obrigados a abrirem-se ao pai da mentira (Jo. VIII, 44). E Satanás entra de bom grado, disfarçando-se, é claro, de anjo de luz (II Cor. XI, 14–15).

Mas como pode um Superior Distrital da Fraternidade Sacerdotal São Pio X dizer agora que o pânico pelo coronavírus não é "da nossa conta"? Como pode um clérigo católico dizer que essas enormes mentiras que servem para corromper o mundo inteiro “não são da nossa conta”? De onde vêm as almas que se salvam para o Céu de Deus senão do mundo que nos rodeia? Como pode qualquer líder da Igreja não ver como parte de seu dever desafiar essas “operações de engano”, marcadas por Deus como Seu castigo pela falta de amor à verdade (II Ts. II, 11)?

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCLXXVII (677) - (04 de julho de 2020)

MAMON ATACA - I

Para desprezar o Senhor, qualquer homem liberdade terá,
Mas, a partir de então, evitar o diabo ninguém poderá.

Você não pode servir a Deus e a Mamon, diz Nosso Senhor, porque Mamon significa riquezas, ou o diabo da ganância por dinheiro, e por isso ou serviremos a Deus ou serviremos ao dinheiro (Lc. XVI, 1-13). O mundo moderno que dá as costas cada vez mais a Deus cai naturalmente sob o poder do dinheiro. Hoje em dia os “banksters”, ou banqueiros gangsteres, governam o mundo, e os passos que estão dando por meio do dinheiro para completar seu controle do mundo inteiro estão bem diante de nossos olhos. A seguinte apresentação desses passos deve muito a um comentarista americano acessível na Internet em Highimpactflix.com.

Desde o início dos Estados Unidos em 1776, houve uma grande luta pelo controle da nova nação. Verdadeiros patriotas, como os presidentes Jefferson e Jackson, opuseram-se fortemente à fundação de um banco central nacional, porque sabiam que os homens do dinheiro controlariam os EUA movidos por seus próprios interesses, e não pelos da nação. Essa resistência ao poder do dinheiro durou até 1913, quando, por vários subterfúgios, os homens do dinheiro conseguiram fazer com que o Congresso aprovasse uma lei que fundava o chamado Federal Reserve, nome engenhoso para o primeiro banco central americano, porque, na verdade, não havia absolutamente nenhuma conexão federal ou governamental. Até hoje, o Fed, como é conhecido, pertence a um consórcio de banqueiros privados, ou seja, os homens do dinheiro. E, fiel à sua forma, prometeram desde o início pôr fim ao desastroso ciclo financeiro de “boom” e “bust”, mas, na verdade, presidiram durante um século a queda do valor do dólar americano, que agora vale apenas uma fração do que valia em 1913.

Hoje, diz Brian, da Highimpactflix, "o Fed esteve e está envolvido no fomento de um esquema global para roubar a riqueza do mundo e controlar as pessoas do mundo, colocando-nos de joelhos economicamente". Algumas pessoas dirão que esse esquema remonta a cem anos atrás. Outras pessoas dirão que remonta a ainda mais tempo. O que nos preocupa aqui é como o esquema está desenrolando-se hoje. O que se segue é apenas uma parte desse esquema.

O que é essencial entender sobre o Fed é que ele sempre foi independente do governo dos EUA, e, no entanto, em 1913, recebeu o controle da emissão de dinheiro dos Estados Unidos, o que, de acordo com Amschel Rothschild (1744-1812), significa o controle virtual de qualquer governo. E, após a Segunda Guerra Mundial, os EUA estavam substituindo a Grã-Bretanha como a principal potência mundial, de modo que o dólar substituiu a libra esterlina como a principal moeda do mundo. O dólar foi lastreado até 1971 pelas reservas de ouro dos EUA, mas naquele ano foi retirado do padrão ouro para que se tornasse um mero papel respaldado apenas no prestígio mundial e na confiança de que ainda desfrutava; de fato, em 2020 ainda não tem rival como moeda mundial prática. No entanto, sendo dali em diante meros números de papel ou eletrônicos em um computador, os dólares podiam ser multiplicados quase sem limite pelo Fed, o que deu aos “banksters” um poder ainda maior, a menos e até que eles multipliquem tanto dólares que os deixem completamente sem valor.

Ora, à medida que os povos ocidentais foram distanciando-se cada vez mais de Deus ao longo de alguns séculos, também se voltaram cada vez mais para o materialismo e o dinheiro, dando prestígio e poder aos “banksters” e seus bancos centrais (controlando os governos). E os “banksters” construíram em torno de seus bancos centrais, para seus próprios interesses, um sistema financeiro tão intrinsecamente torcido que, no início de 1900, Henry Ford poderia dizer que seria melhor que os povos das nações não entendessem o sistema bancário e monetário ocidental, porque ele acreditava que, se o fizessem, haveria uma revolução da noite para o dia.

E, então, o que está acontecendo hoje é que, por meio de duas fraudes indescritíveis (o pânico do covid e os distúrbios ligados a George Floyd), os banqueiros estão colapsando as economias das nações ocidentais e "resgatando-as" com inundações de dólares irreais montados no que resta da confiança nos dólares existentes, endividando-as com o Fed e tornando-as suas servas, e escravas dos banqueiros (a dívida faz escravos – Prov. XXII, 7).

Semana que vem: as duas fraudes, os tentáculos do Fed e os juízos de Deus.

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCLXXVI (676) - (27 de junho de 2020)

DECLARAÇÃO DE APOIO

Queira Deus que muitos Bispos amigos de Viganò,
Peguem sua espada e lutem pela Igreja.

Sua Excelência, Arcebispo Viganò,

Há alguns dias, um dos quatro Bispos que lutam dentro da Igreja para manter a defesa da Fé, seguindo o exemplo do Arcebispo Lefebvre, escreveu-lhe uma carta de congratulações e apoio à sua carta de 9 de junho, na qual o senhor imputou ao Concílio Vaticano II (1962-1965) a atual crise da Igreja. Com esta nova carta, todos os quatro Bispos desejam expressar publicamente as mesmas congratulações e o mesmo apoio em suas difíceis circunstâncias atuais. Essencialmente, repetimos o que Dom Tomás escreveu-lhe anteriormente, apenas de um modo um pouco mais resumido.

É como um dever de consciência diante de toda a Igreja que esta carta vem a dar-lhe apoio público em sua recente denúncia da crise pela qual Igreja atravessa, e de suas origens no Concílio Vaticano II. Santo Tomás de Aquino ensina que não há obrigação de professar a Fé em todos os momentos, mas quando a Fé está em perigo, há um dever grave de professá-la, mesmo se se põe a vida em risco.

Alguém pode negar hoje a crise sem precedentes na Igreja, que atinge profundamente o sacerdócio católico? No entanto, sacerdotes verdadeiramente católicos são absolutamente necessários para o Santo Sacrifício da Missa e para a manutenção da Santa Doutrina. Quando as autoridades legítimas da Igreja se recusam a agir de acordo com a intenção da Igreja, nenhum Bispo pode meramente resistir na fé, tal como um leigo pode fazer. Diante de Deus, de quem recebemos nosso episcopado, declaramos, por nossa consagração com a plenitude das Ordens Sagradas, que, na atual crise, não só é lícito, mas antes é nossa obrigação usar esses poderes para o bem das almas.

Em sua carta de 6 de junho, com uma admirável clareza e sinceridade, Vossa Excelência reconhece como o clero e os fiéis católicos foram enganados quando o Concílio introduziu novas direções originadas na conspiração anticristã. É doloroso observar a lamentável cegueira de tantos colegas de episcopado e de sacerdócio que não veem, ou não querem ver, a crise atual e a necessidade de resistir ao modernismo que agora reina supremo, e à seita conciliar que está entrincheirada nos níveis mais altos da Igreja. Essa resistência é totalmente lícita e de acordo com a vontade da Igreja permanente. Um Bispo deve, com efeito, cumprir a missão que lhe foi confiada: transmitir tudo o que pode e se deve transmitir pela plenitude de suas Ordens para a conservação da Fé: “Tradidi quod et accepi”.

Por seu antiliberalismo e antimodernismo, em junho de 1988, o Arcebispo Marcel Lefebvre e o Bispo Antônio de Castro Mayer, para salvarem o tesouro da Tradição Católica do modernismo, da Missa Nova e das reformas do Concílio, foram adiante com a sagração de quatro Bispos na chamada “Operação de Sobrevivência”, garantindo assim que a graça e a doutrina imutável continuassem sendo transmitidas. Como herdeiros deles, desejamos expressar nossa sincera adesão à posição de Vossa Excelência, ditada por sua fidelidade à Igreja de todos os tempos. Com isto, não desejamos fazer outra coisa senão beber na mesma fonte, que é a Igreja Romana Santa, Católica e Apostólica, fora da qual não há salvação.

E se alguém perguntar-nos quando haverá um acordo com as autoridades em Roma, nossa resposta é simples: quando Roma retornar a Nosso Senhor. No dia em que os oficiais romanos reconhecerem novamente Nosso Senhor como o rei de todos os povos e de todas as nações, não seremos nós mesmos os que estarão retornando à Igreja Católica, mas aqueles que tentaram derrubá-la, pois nunca a deixamos. Enquanto isso, julgamos que, opondo-nos e resistindo abertamente aos erros do Concílio e àqueles que os promovem, prestamos o mais necessário serviço à Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que a Santíssima Virgem, Nossa Senhora, que como Mãe em Fátima nos alertou da gravidade da presente hora, conceda ao Papa e aos Bispos de todo o mundo as graças necessárias para que se realize a Consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, e para que a devoção da Reparação dos Cinco Primeiros Sábados se difunda por toda parte, de modo que se abandone o modernismo, e as almas retornem à Fé Católica, inteira e inviolada, sem a qual é impossível agradar a Deus.

Que Deus abençoe Vossa Excelência o Arcebispo Carlo Maria Viganò,

Dom Jean-Michel Faure
Dom Tomás de Aquino
Dom Richard Williamson
Dom Gerardo Zendejas.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.

domingo, 13 de setembro de 2020

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCLXXV (675) - (20 de junho de 2020)

REORIENTAÇÃO ADMIRÁVEL

Vejam! Um raio de luz no horizonte!
Um alto dignatário da Igreja dizendo a verdade!

Eis um resumo da carta aberta de 9 de junho escrita pelo Arcebispo Viganò sobre o Concílio Vaticano II.

Bravo, Dom Schneider, por seu recente ensaio sobre o Concílio e sua falsa liberdade religiosa. As pessoas falam do "Espírito do Concílio". Mas quando se falou do “Espírito de Trento” ou de qualquer outro Concílio Católico? Isto nunca aconteceu, porque todos os outros Concílios simplesmente seguiram o espírito da Igreja. No entanto, o bom Bispo deve tomar cuidado com os "erros" exagerados que precisaram de "correção" nos ensinamentos passados ​​da Igreja, porque, seja lá quais tenham sido, não foram nada parecidos com aqueles que cometeu o Concílio Vaticano II, o qual foi comparável (até mesmo em conteúdo) ao Concílio de Pistoia (1786), mais tarde condenado pela Igreja.

No Vaticano II, muitos de nós fomos enganados. De boa fé, fizemos muitas concessões para as supostas boas intenções daqueles que promoviam um ecumenismo que mais tarde veio a transformar-se em um ensinamento falso sobre a Igreja. Muitos católicos atualmente não acreditam mais que não haja salvação fora da Igreja Católica, e é nos textos do Vaticano II que se encontram as ambiguidades que abriram o caminho para esse enfraquecimento da fé. Começou com reuniões inter-religiosas, mas deve terminar em alguma religião universal da qual o verdadeiro Deus será banido. Tudo isso foi planejado há muito tempo. Numerosos erros da atualidade têm suas raízes no Vaticano II, em cujos textos é fácil rastrear hoje as múltiplas traições às crenças e práticas verdadeiramente católicas. O Vaticano II é agora usado para justificar todas as aberrações, enquanto seus textos são difíceis de interpretar, e contradizem a Tradição da Igreja anterior de uma maneira que nenhum outro Concílio da Igreja jamais fez.

Confesso serenamente agora que naquela época eu era incondicionalmente obediente às autoridades da Igreja. Penso que muitos de nós não poderíamos então imaginar que a Hierarquia pudesse ser infiel à Igreja, como vemos especialmente no presente Pontificado. Com a eleição do Papa Francisco, finalmente a máscara dos conspiradores caiu. Finalmente se libertaram do filotridentino Bento XVI, tornaram-se livres para criar a Nova Igreja, para substituir a velha Igreja por um substituto maçônico, tanto para a forma como para a substância do catolicismo.

Democratização, sinodalidade, sacerdotisas, pan-ecumenismo, diálogo, desmitificação do papado, o politicamente correto, a teoria de gênero, a sodomia, o casamento homossexual, a contracepção, a imigração, o ecologismo – se não podemos reconhecer as raízes de todos esses desvios no Vaticano II, não haverá cura para eles.

Esse reconhecimento exige uma grande humildade, antes de tudo, para reconhecer que, durante décadas, fomos levados ao erro, de boa fé, por pessoas que, constituídas de autoridade, não sabiam vigiar e guardar o rebanho de Cristo. Os pastores que, de má-fé, ou mesmo com intenção maliciosa, traíram a Igreja, devem ser identificados e excomungados. Tivemos muitos mercenários, mais preocupados em agradar os inimigos de Cristo do que em ser fiéis à Sua Igreja.

Assim como honesta e serenamente obedeci a ordens questionáveis há ​​sessenta anos, acreditando que representavam a voz amável da Igreja, também hoje, com igual serenidade e honestidade, reconheço que fui enganado. Agora não posso perseverar em meu erro. Nem posso afirmar que o vi claramente desde o princípio. Todos sabíamos que o Concílio era mais ou menos uma revolução, mas nenhum de nós imaginava o quão devastador seria. Poderíamos dizer que Bento XVI o refreou, mas o Pontificado de Francisco provou, sem sombra de dúvida, que entre os pastores no topo da Igreja há pura apostasia, enquanto as ovelhas abaixo são abandonadas e virtualmente desprezadas.

A Declaração de Abu Dhabi ("Deus está satisfeito com todas as religiões") foi imperdoável para um católico. A verdadeira caridade não se compromete com o erro. E se um dia Francisco recusar-se a continuar fazendo o jogo, ele será removido, assim como Bento XVI foi removido e substituído. Mas a verdade permanece e prevalecerá: "Fora da Igreja Católica não há salvação."

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCLXXIV (674) - (13 de junho de 2020)

 

MALÍCIA DO MODERNISMO - V

Má doutrina não implica necessariamente má vontade.
Boa vontade não implica necessariamente boa doutrina.

Há pelo menos mais uma consideração importante por apresentar antes de deixarmos o modernismo em paz (pelo menos por enquanto), e é uma profecia do Pe. Frederick Faber (1814-1863) a respeito de nossos próprios tempos, que certamente já apareceu mais de uma vez nestes "Comentários". Ele disse palavras segundo as quais o fim do mundo se caracterizará por homens que farão o mal pensando que estão fazendo o bem.

Parece lógico. Mesmo no fim do mundo, os homens ainda terão sua natureza dada por Deus, que, como tal, é boa, subjacente aos seus pecados originais e pessoais, por mais pesados que sejam nos últimos tempos – II Tim. III, 1-5. Por essa natureza subjacente, que subjaz até ao pecado original inato, os homens têm uma inclinação natural subjacente ao bem. No entanto, a multidão de homens sob o anticristo e seus antecessores seguirá os passos do mal que será causado ou que estará sendo preparado. Como esse bem e esse mal poderão coexistir dentro deles?

A vontade humana não pode querer nada que a mente humana não lhe tenha apresentado primeiro. Diante de cada desejo humano, deve haver um pensamento humano. O desejo de um não objeto só pode ser um não desejo. Portanto, a vontade depende de a mente ter previamente captado seu próprio objeto, e como a mente deve primeiramente captar seu próprio objeto, sempre há a intervenção prévia da mente entre o ato da vontade e o seu objeto. Mas agora vem Kant, que diz que a mente não pode captar seu próprio objeto real, mas somente o que ela mesma fabrica. Isso significa que a vontade e seu objeto real não estão mais adequadamente conectados. Isso significa que uma boa vontade pode fazer com que as coisas sejam na realidade más, e que uma má vontade pode fazer com que algo seja na realidade bom, mas, dado o pecado original dos homens, este último caso será menos frequente. E assim, quando Kant desconecta a mente da realidade objetiva, faz com que seja muito mais fácil para a vontade querer algo mau quando parece ser bom. Assim, em todo um mundo atual de mentes  desconectadas da realidade objetiva, é muito mais fácil para os homens continuarem sendo de boa vontade, mesmo quando desejam o que na realidade não é bom, porque a mente foi radicalmente lesada.

Eis o que o Pe. Faber está profetizando. Ele está dizendo que, no fim do mundo, o problema não estará tanto nos corações maus ou na má vontade, como nos bons corações com mentes lesadas; em outras palavras, nos bons corações com maus princípios. O que isso significa na prática? Significa que atualmente haverá um grande número de católicos que podem ter a Fé, e que têm boas intenções, mas cujas mentes funcionam mal porque seguem, conscientemente, mas com maior frequência inconscientemente, os ensinamentos de Kant, de modo que sua boa vontade está consequentemente debilitada. Então eles já não podem ver como a Neoigreja está sendo uma gangrena sobre a verdadeira Igreja Católica, ou como a Fraternidade Sacerdotal São Pio X do Arcebispo está sendo gangrenada por seus sucessores. Mas, em muitos casos, a cegueira de tais almas não é necessariamente por malícia ou por falta de boa vontade.

Segue-se que, ao lidar com essas almas nas quais o subjetivo foi separado do objetivo por um mundo inteiro lesado por Kant, não se deve esquecer que um católico pode facilmente cometer um dos dois erros opostos, mas conectados. Ou ele pode dizer que essas almas são tão inocentes de coração que não podem ser equivocadas na mente, e então a Neoigreja não pode estar tão equivocada, e então deve voltar a unir-se a ela, à Pachamama e a todos – assim se comportam hoje os líderes da Neofraternidade e todos os que os seguem –; ou pode dizer que os erros na mente da Neoigreja e da Neofraternidade que desejam voltar a unir-se são tão graves que não podem ser a verdadeira Igreja ou a verdadeira Fraternidade, e ambas devem ser absolutamente evitadas – assim argumentam e se comportam aqueles conhecidos como sedevacantistas e aqueles que recusam o rótulo de sedevacantistas, mas assumem posições sedevacantistas.

Pelo contrário, se eu reconheço como Kant separou o sujeito do objeto, não direi que essas almas são de boa vontade e, portanto, sua doutrina é boa; nem que sua doutrina é tão falsa que elas devam ser de má vontade. Em vez disso, direi que subjetivamente elas podem ser de boa vontade, mas, em todo caso, são objetivamente de tão má doutrina que, para a minha salvação eterna, não posso segui-las ou fazer-lhes companhia. E com o Santo Rosário, implorarei a Nossa Senhora que mantenha meu coração e minha mente em equilíbrio na verdade.

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.