sábado, 29 de outubro de 2022

Comentários Eleison:79 SEMINARISTAS – I- Por Dom Williamson Número DCCXCVIII (798) – 29 de outubro de 2022

 

79 SEMINARISTAS – I

Que Deus abençoe os jovens que nos dias de hoje buscam a vontade de Deus.

Mas, as estruturas os ensinarão? Temos de rezar. 

Uma boa notícia para o que se pode chamar Neofraternidade Sacerdotal São Pio X é que este ano teve em seus quatro seminários principais, tomados em conjunto, uma entrada recorde de 79 jovens que se mobilizaram para experimentar suas vocações para o sacerdócio católico tradicional: Flavigny (Écône), França, 21; Zaitzkofen, Alemanha, 21; Dillwyn, EUA, 28; e La Reja, América Latina, 9. No mundo antitradicional de hoje, isso é uma proeza admirável, e embora alguns desses candidatos certamente não haverão de perseverar até o sacerdócio, representa uma séria esperança de muitos deles estarem disponibilizando sacramentos católicos daqui a, digamos, seis anos.

Em contraste, o único seminário clássico do que se pode chamar o movimento “Resistência” em Morannes, na França, tem apenas um ou dois jovens que entram este ano para experimentar a sua vocação. Pelo menos um leitor destes “Comentários” se pergunta se a “Resistência”, desde o momento em que começou, não deveria ter-se estruturado com uma Congregação e um seminário organizados – como o foi com a Fraternidade do Arcebispo Lefebvre – para recolher e reunir refugiados e dissidentes daquela FSSPX original, em vez de deixá-los simplesmente desaparecer na obscuridade independente. O mesmo leitor concede que a substância ou o conteúdo da Neofraternidade já não é o que era sob o Arcebispo, mas atribui esse declínio mais a uma falta de liderança do que a uma manutenção da estrutura e da organização, de modo que se tão somente a “Resistência” não tivesse tendido a desistir da estrutura, poderia ter tido mais sucesso do que, por assim dizer, um ou dois para 79.

A questão é séria, e existe desde o início da “Resistência”, porque Nosso Senhor instituiu a Igreja Católica como a monarquia de um Papa (Pedro) com Apóstolos (Bispos) e Discípulos (Padres), e leigos organizados hierarquicamente abaixo dele, tendo cada membro dessa hierarquia um Superior legítimo ou Superiores legítimos, inclusive o Papa, que responde a Deus pela forma como governa a todos os católicos abaixo de si. Esta estrutura já é clara no Novo Testamento desde o início da Igreja, e depende da obediência de todos os católicos aos seus respectivos Superiores para que a Igreja se mantenha unida, e para salvar almas para a eternidade, mantendo intactas a verdade e a moral católicas. Ademais, pela Sua própria morte atroz na Cruz, Nosso Senhor deu aos católicos o exemplo sublime da obediência de que precisariam como Seus seguidores para fazer a vontade do Pai no céu.

No entanto, essa obediência e a estrutura da Igreja que a acompanha não é um fim em si mesma. Seu fim ou propósito final é a salvação das almas para a glória de Deus. Assim, o último cânon do Código de Direito Canônico da Igreja afirma que “A lei suprema é a salvação das almas”. Mas as almas não podem salvar-se se a menos que agradem a Deus, e não podem agradar a Deus sem fé (Hebreus XI, 6). Portanto, um propósito primordial da Autoridade da Igreja é proteger a Verdade Católica entre os homens contra a devastação que lhe será causada pelos seus pecados originais e pessoais. Em outras palavras, a Verdade Católica é o propósito e a substância da Autoridade Católica, e não o contrário. Assim, em Sua Paixão, Nosso Senhor diz a Pedro que Satanás o colocará à prova, mas Nosso Senhor estará a rezar para que a sua “fé não desfaleça”, e uma vez que o próprio Pedro “se tenha convertido novamente” (entenda-se, de sua tripla negação da Verdade), então que utilize sua Autoridade para “fortalecer os seus irmãos”, ou seja, os outros Apóstolos. A Verdade é a base da Autoridade de Pedro (Lc. XXII, 31).

Mas o coração e a alma da atual crise da Igreja, sem precedentes em toda a história da Igreja, é que o Vaticano II (1962 a 1965) separou a Autoridade Católica da Verdade Católica. A partir de então, contando para trás seis Papas sucessivos, a hierarquia católica abandonou a Tradição Católica, forçando todos os católicos que acreditam tanto na Verdade quanto na Autoridade a se tornarem mais ou menos esquizofrênicos. Se o Arcebispo Lefebvre não tivesse aberto o caminho do regresso à Tradição, ou seja, à Verdade, nunca existiriam essas 79 vocações. Mas será que, na Neofraternidade, será ensinada a sua maior lição? Leia estes “Comentários” na próxima semana.

Kyrie eleison.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

domingo, 23 de outubro de 2022

23 de outubro dia Santo Antônio Maria Claret, Bispo e Confessor


  Santo Antônio Maria Claret Y Clará nasceu em Sallent, na diocese espanhola de Vic, em 1807. Era o quinto entre dez filhos de modesto tecelão de Catalunha. Quando jovem, se sentia atraído para a vida contemplativa, e bem quisera ser cartuxo, mas foi desaconselhado por sacerdote que percebeu seus grandes dons de missionário. Aos vinte e dois anos entrou no seminário de Vic e saiu sacertode aos vinte e oito, com a nomeação de vigário para a sua cidade natal, dedicando-se de corpo e alma ao serviço ministerial. Seu ideal ultrapassava os limites de sua paróquia. Ficou ai pouco tempo. Para seguir a própria vocação missionária, foi a Roma pôr-se  à disposição da Congregação para a Propagação. A escolha não pareceu muito boa e então ingressou no noviciado da Companhia de Jesus, que teve de interromper por causa de uma doença. Voltando a Espanha, foi missionário em sua pátria dedicando-se à evangelização das zonas rurais. Voltando a Vic deu início em 1849 à sua mais importante obra: a fundação de uma congregação missionária dedicada ao Coração Imaculado de Maria (cujos membros são ainda hoje conhecidos com o nome de Padres Claretianos). Mas tarde fundou também o Instituto das Irmãs de Ensino de Maria Imaculada. Foi eleito arcebispo de Cuba, então sob o dominio espanhol, cuja sede estava há 14 anos vacante. Incansável viajante, fez sentir sua presença em toda parte com a palavra e com os escritos: uma benéfica chuva de boa imprensa transformou a ilha. Para os analfabetos havia a palavra oral e a imagem de Nossa Senhora. Administrou a confirmação a trezentos mil cristãos e regularizou trinta mil casamentos. Instituiu também uma escola agrária, escrevendo ele própria pequena tratada sobre o cultivo dos campos. Foi confessor da rainha da Espanha mas não se adaptou á vida da corte. Procurou estender sua jornada de trabalho prestando serviço em várias paróquias. Olhou com particular simpatia o mundo dos artistas, para os quais chegou a fundar uma academia sob a proteção de São Miguel. Foi também escritor, deixando cerca de oitenta obras. O Papa Pio XI considerava-o o “Precursor da Ação Católica” dos tempos modernos. Santo Antônio Maria Claret morreu no dia 24 de outubro de 1870, aos sessenta e três anos, em Fontfroide, França. O Papa Pio XII o incluiu no catálogo dos santos durante o ano santo de 1950. Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

sábado, 22 de outubro de 2022

Comentários Eleison:ROSÁRIO DE LEÃO- Por Dom Williamson Número DCCXCVII (797) – 22 de outubro de 2022

 

ROSÁRIO DE LEÃO

Você realmente quer impedir a Terceira Guerra Mundial?

Junte-se ao “Estouro”, para trabalhar pela Lei do Céu!

Outubro é o mês do Santo Rosário, instituído em 1883 no reinado do Papa Leão XIII (1878-1903), ele próprio um fervoroso devoto desta segunda oração mais importante, depois do Sacrifício da Santa Missa, da Igreja Católica Romana. Entre 1883 e 1898, ele escreveu 13 Encíclicas sobre o Rosário, quase uma por ano, porque o considerava claramente um remédio importante para os males crescentes da idade moderna em sua época. O Rosário não mudou de natureza desde então. Esses males só pioraram. E é por isso que alguns católicos ingleses da chamada “Resistência” estarão fazendo uma peregrinação ao famoso santuário inglês de Walsingham, no condado de Norfolk, dentro de uma semana, como fizeram nos dois últimos anos, para rezar um “Estouro de Rosários” sob a ameaça cada vez maior da Terceira Guerra Mundial.

Enquanto isso, aqui está um breve resumo dessas Encíclicas, para vermos por que o Papa do Rosário, como se pode chamá-lo, deu-lhe tanta importância.

1883: Supremi Apostolatus, um relato das grandes vitórias na história conquistadas pelo Rosário, especialmente a batalha marítima de Lepanto em 1571, quando uma frota católica derrotou uma frota muçulmana muito maior, paralisando por anos a ameaça muçulmana à cristandade vinda do sudeste (não há dúvida de que se apenas um número suficiente de almas estivesse hoje rezando o Rosário com suficiente seriedade, Nossa Senhora poderia evitar, ou suavizar imensamente, a Terceira Guerra Mundial – daí o “Estouro de Rosários” da próxima semana –; e não-católicos são bem-vindos) .

1884: Superiori Anno, um pedido para rezar o Rosário por problemas então atuais na Itália, cinco Mistérios diante do Santíssimo Sacramento exposto, com as Ladainhas de Nossa Senhora e a Bênção.

1885: Quod Auctoritate Apostolica, como o Rosário se adapta à nossa época, é fácil de executar, e dá muitos frutos.

1886: Saepe Numero, que estabelece o Rosário diário em Roma como um exemplo para todas as dioceses do mundo seguirem.

1887: Vos Probe Nostis, como, mais uma vez, o Rosário pode resolver os problemas políticos, como nada mais pode fazê-lo.

1889: Quamquam Pluries, pedindo que se recorra ao Rosário contra os problemas causados ​​pela Maçonaria.

1891: Octobri Mense, uma análise completa do Rosário, a mais importante das Encíclicas do Papa Leão sobre ele.

1892: Magnae Dei Matris, na qual afirma que o Rosário é “uma magnífica forma de oração, um meio eficaz para conservar a fé e um excelente modelo de virtude perfeita”.

1893: Laetitiae Sanctae, apresentando o Rosário como uma solução sobrenatural dos problemas sociais e políticos. (Nunca se insistirá demais neste ponto para todas as almas que pensam que “oração é somente oração”. A oração chega a Deus, especialmente através de Sua Mãe, e Deus tem o comando supremo dos acontecimentos mundiais!)

1894: Jucunda Sempre, como o Rosário é o resumo de toda a religião cristã, por meio de Maria.

1895: Adjutricem Populi, como o propósito final do Rosário é o Reinado de Cristo Rei sobre todas as almas.

1896: Fidentem Piumque, como devemos lutar pela Fé não deixando de rezar o Rosário em comum.

1898: Diuturni Temporis resume todas as 12 Encíclicas anteriores do Papa Leão sobre o Rosário.

Os textos originais completos das Encíclicas papais em vários idiomas estão disponíveis na Internet, no site do Vaticano: vatican.va/offices/papal_docs_list. As anotações acima baseiam-se em grande medida no boletim de outubro de um sacerdote da Fraternidade da França, acessível em cmrc@fsspx.fr. Obrigado, Pe. Castelain.

O “Estouro de Rosários” começa, se Deus quiser, às 17h00, GMT + 1, quinta-feira, 27 de outubro com o primeiro de dez Rosários completos, sendo o último às 9h00, GMT, no domingo, 30 de outubro, seguido da Santa Missa. Se precisar de mais informações ou detalhes, contate o site respicetellam2015@gmail.com.

Kyrie eleison.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.


domingo, 16 de outubro de 2022

16 de outubro dia de Santa Edwiges, Viúva

Santa Edwiges, nasceu em uma região na Europa Central chamada Silésia, entre Alemanha Oriental e Polônia, no século XVI, ano de 1174. Filha de Bertoldo de Andech, Marquês de Meran e Conde do Tirol e de Inês, filha do Conde de Rottech, família muito numerosa e dotada de grandes riquezas e poderes. Edwiges foi criada com carinho, conforto e uma boa base religiosa. Aos seis anos foi internada no Mosteiro de Kicing, onde recebeu uma rígida educação, aprendeu as Sagradas Escrituras e foi preparada para vida.
Ao completar doze anos, seu pai arranjou-lhe um noivo chamado Henrique, Duque da Silésia, mais tarde Duque da Polônia. Seu encantamento foi grande ao conhecer sua Noiva dotada de grande beleza interior. Seu casamento aconteceu no ano de 1186, com a presença de nobres famílias, este acontecimento marcou a época, com longas comemorações de grande estilo. No final, Edwiges parte com seu marido, tornando-se a grande Duquesa da Silésia e da Polônia.
Em seu novo lar, ela assumiu seu papel de dona de casa, e em pouco tempo conquistou todos os que estavam sobre suas ordens através da forma carinhosa de tratá-los. Transformou seu lar num grande templo de Deus, onde era respeitada e amada por todos. Aos treze anos foi mãe pela primeira vez, trazendo felicidade e luz, com o passar do tempo sua família cresceu ainda mais, ficando com o total de seis filhos sendo que dois deles morreram precocemente. Alguns anos passaram, e por razões de rivalidades, ocorreram grandes conflitos no seio de sua família. Infelizmente por causa destas contendas a Duquesa Edwiges derramou muitas lágrimas.. Culta, inteligente e esposa dedicada, ela cuidou da formação religiosa dos filhos e do marido.
Mulher de oração, vivia em profunda intimidade com o Senhor. Submetia-se ao sacrifício de jejuns diários, limitando-se a comer alguns legumes secos nos Domingos, Terças, Quintas e Sábado. Nas Quartas e Sextas-feiras somente pão e água. Isto sempre em quantidade limitada, somente para atender as necessidades do corpo.
No tempo do Advento e da Quaresma, Edwiges se alimentava só para não cair sem sentidos. O esposo não aceitava aquela austeridade. Numa Quarta-feira de Quaresma ele esbravejou por haver tão somente água na mesa sendo que ele só bebia vinho. Edwiges então ofereceu-lhe uma taça, cujo líquido se apresentou como vinho. Foi um dos muitos sinais ou milagres que ela realizou.
Algum tempo depois Edwiges caiu vítima de uma grave enfermidade. Foi preciso que Guilherme, Bispo de Módena, representante do Papa para aquelas regiões, exigisse com uma severa ordem a interrupção de seu jejum. A Santa dizia que isto era mais mortificante do que a sua própria doença.
Dedicou toda sua vida na construção do Reino de Deus. Exerceu fortes influências nas decisões políticas tomadas pelo marido, interferindo na elaboração de leis mais justas para o povo.
Junto com o marido construiu Igrejas, Mosteiros, Hospitais, Conventos e Escolas. Por isto, em algumas representações a Santa aparece com uma Igreja entre as mãos.
Aos 32 anos, fez votos de castidade, o que foi em comum acordo com o marido. Quando ficou viúva, foi morar no Mosteiro de Trebnitz, na Polônia, onde sua filha Gertrudes era superiora. Foi lá que Edwiges deu largos passos rumo à santidade. Vivia com o mínimo de sua renda, para dispor o restante em socorro dos necessitados. Ela tinha um carinho especial pelas mulheres e crianças abandonadas. Encaminhava as viúvas para os conventos onde estariam abrigadas em casos de guerra e as crianças para escolas, onde aprendiam um ofício. Era misericordiosa e socorria também os endividados. Em certa ocasião, quando visitava um presídio, ela descobriu que muitos ali se encontravam porque não tinham como pagar as suas dívidas. Desde então, Edwiges saldava as dívidas de muitos e devolvia-lhes a liberdade. Procurava também para eles um emprego. Com isto eles recomeçavam a vida com dignidade, evitando a destruição as famílias em uma época tão difícil como era aquela do século XIII. E ainda mantinha as famílias unidas.
Assim, Santa Edwiges, é considerada a Padroeira dos pobres e endividados e protetora das famílias. Sua morte ocorreu no dia 15 de outubro de 1243. E foi canonizada no dia 26 de março de 1267, pelo Papa Clemente IV. Como no dia 15 de Outubro celebra-se Santa Teresa de Ávila, a comemoração de Santa Edwiges passou para o dia 16 de Outubro. Modelo de esposa, celibatária e viúva.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

sábado, 15 de outubro de 2022

Comentários Eleison:OS EUROPEUS SÃO CULPADOS-Por Dom Williamson Número DCCXCVI (796)15 de outubro de 2022

 

OS EUROPEUS SÃO CULPADOS

Europa, pode haver outros dignos de culpa,

Mas, em nome de Deus, olhe para si mesma primeiro!

Há um bom e velho provérbio, talvez chinês, que diz: “O sábio culpa-se a si mesmo, o tolo culpa os outros”. Não que os outros nunca sejam culpados, mas uma vez que reconheço que tenho alguma culpa, pelo menos eu mesmo posso fazer alguma coisa a respeito, enquanto, frequentemente, serei impotente para conseguir fazer com que aqueles a quem eu quero culpar façam algo a respeito. Por exemplo, no atual período de preparação da potencialmente catastrófica Terceira Guerra Mundial, alguns europeus estão sendo tentados a culpar tanto os Estados Unidos, como os judeus por atrás dos Estados Unidos, pela cegueira suicida das nações europeias, que se comportam como marionetes dos Estados Unidos. Mas, numa perspectiva mais elevada, os europeus seriam mais sensatos se se culpassem a si próprios.    

Pois é verdade que os judeus exercem um enorme poder nos Estados Unidos, de modo que se diz que quatro em cada cinco membros do gabinete pelo qual o Presidente Biden governa o país são judeus – sem dúvida uma razão para ele ter ganho o apelido de “Presidente Bidenstein”. Mas quem foi responsável pela eleição do presidente Biden, ou pelo menos por não levantar-se contra a total falsidade da sua “eleição” em 2020, senão o povo americano como um todo? E se então os europeus querem culpar os americanos como um todo, quem são os americanos senão, essencialmente, os descendentes dos europeus que emigraram a partir da Reforma através do Atlântico? À questão de quem é a pessoa central na história dos EUA, não é surpreendente à primeira vista a resposta de Charles Coulombe, de que se trata de um inglês, o Rei Henrique VIII – resposta que é realmente muito razoável? Coulombe chamou a sua história dos Estados Unidos “Progresso dos Puritanos”. A religião é decisiva.     

Mais perto do nosso tempo, quem, senão um europeu, assinou a Declaração de Balfour para prometer aos judeus a Terra Santa se eles trouxessem os EUA para a Primeira Guerra Mundial do lado da Inglaterra e da França?  E quem, senão europeus, para alcançar o mesmo propósito, organizou o truque do torpedo do “Lusitania”? Quem, então, senão os europeus, foi responsável pelos soldados americanos terem inclinado o equilíbrio da guerra contra a Alemanha, em 1918, assegurando, assim, que os diplomatas americanos, com o seu presidente Wilson, desempenhassem também um papel decisivo na elaboração do Tratado de Versalhes, em 1919, que foi concebido para provocar a Segunda Guerra Mundial? E quando esta eclodiu devidamente em 1939 para resistir ao poderio militar de uma Alemanha reanimada, qual era a grande esperança da Europa subjugada senão trazer de novo os Estados Unidos em seu auxílio, o que o presidente Roosevelt conseguiu com o truque de Pearl Harbour, em 1941? E depois da Segunda Guerra Mundial, quem, senão os europeus, confiou nos Estados Unidos para formar – e em grande parte pagando para isso – a aliança defensiva da OTAN para proteger a Europa Ocidental da ameaça de invasão do Exército Vermelho da Rússia soviética? Poderá o Presidente Trump ser responsabilizado por ter querido que a Europa pagasse pela sua própria defesa?



Mas, por que os americanos teriam razão em considerar que os europeus, na época e agora, são demasiado covardes e decadentes para defender o “Ocidente” por si mesmos? Porque, como disse Hilaire Belloc, “A Fé é a Europa, e a Europa é a Fé”. Mas a Europa continua perdendo constantemente a Fé, sobretudo desde a Reforma, que abriu o caminho para que a judeu-maçonaria começasse a transformar a “Cristandade” em “civilização ocidental” por um processo de decadência que atingiu o seu clímax com o Vaticano II (1962-1965), onde não foi o Potomac, o rio de Washington, nos EUA, mas sim quatro países do Reno que desaguaram no rio Tibre de Roma: França, Alemanha, Holanda e Bélgica.

Pois, mais uma vez, os europeus podem muito bem acusar o Vaticano II de ter “americanizado” a Igreja, e a acusação tem fundamento, mas quando os Cardeais e Bispos americanos no Concílio promoveram vigorosamente a adoção pela Igreja Católica do ideal de “liberdade religiosa” do seu próprio país, não tiveram a maioria dos votos no plenário do Concílio. Quem a teve? Franceses, alemães, holandeses e belgas. Estes últimos completaram a vitória temporária do liberalismo sobre a Igreja Católica. Mas tenhamos paciência.  Deus Todo-Poderoso está longe de ter dito a Sua última palavra.

Kyrie eleison.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

domingo, 9 de outubro de 2022

09 de outubro dia de São João Leonardi, Confessor



São João Leonardo nasceu em Diecimo, perto de Lucca, Itália, no ano de 1541, foi o sétimo filho de Tiago e Joana Lippi. Ainda muito jovem, João Leonardo do mandado a Lucca para aprender a arte de farmacêutico. Aos vinte e seis anos deixou a farmácia, e sob a guia de Bernardini, empreendeu os estudos eclesiásticos e na Epifania de 1571 pôde celebrar a primeira Santa Missa. Na Igreja de São João de Magione, que lhe foi confiada pelo bispo, realizou a sua grande aspiração, fundando uma escola para o ensino da doutrina cristã.
Viveu dez anos num providencial exílio romano. Aí teve a oportunidade de estreitar amizade com São Filipe Néri, com o douto cardeal Barônio e com São José Calasans, e de fazer-se apreciar pelo Papa, que lhe confiou várias missões delicadas. Esteve em Nola, em Nápoles, em Montevergine, onde era necessária a mediação de homem sábio e caridoso para levar aos antigos mosteiros a disciplina e o primitivo espirito religioso.
Em 1574 fundou a Ordem dos Clérigos Regulares da Mãe de Deus. Reuniu em torno de sia um grupo de sacerdotes dedicados à propagação da fé no meio dos não crentes confirmação pelo Papa Gregório XIII. Homem de Deus, e por todos como tal era havido, João Leonardi era consultado por muitos bispos, em negócios intrincados; o próprio Papa nomeou-o seu delegado em missões difíceis, e para reformar famílias religiosas. A São José Calazans prestou enormes serviços na conservação da Congregação que se achava no ponto de se dissolver. Também no hospital do Espírito Santo em Saxônia e às Religiosas oblatas de Santa Francisca Romana prestou grande auxílio.. Por este motivo é tido como o inspirador da Propaganda Fidei, ou Obra da Propaganda da Fé, atuante até nossos dias no âmbito da Santa Sé. Em 1614 a Ordem recebeu a denominação definitiva de Clérigos Regulares da Mãe de Deus, com sede junto à Igreja de Santa Maria da Rosa. O grande apóstolo do século da Reforma pagou com muitas tribulações a coragem de pregar e de sustentar, de todos os modos, a necessidade de volta à genuína prática do Evangelho, numa epóca de decadência geral dos costumes. Ao lado de São Filipe Néri, São José de Calesanz, São Camilo de Léllis, São João Leonardo é uma das figuras marcantes da nossa Igreja do século XVI.
São João Leonardo morreu no dia 08 de Outubro de 1609, em Roma. Foi beatificado pelo Papa Pio IX no ano de 1861, tendo a solene canonização pelo Papa Pio XI, no dia da Páscoa, aos 17 de Abril do ano de 1938.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

sábado, 8 de outubro de 2022

Comentários Eleison:QUESTÕES DE FÁTIMA- Por Dom Williamson Número DCCXCV (795) – 8 de outubro de 2022

 

QUESTÕES DE FÁTIMA

Para uma mente aberta, Deus dá as provas,

Mas a verdade é estranha à humanidade de hoje.

Um leitor envia-nos algumas questões interessantes relativas às aparições de Nossa Senhora em Fátima, em 1917.

1. Pelo que sabemos, seis eminentes católicos anglófonos do século XX parecem ter dado pouca ou nenhuma atenção às importantíssimas aparições de Fátima: Belloc, Chesterton, o Pe. Peyton, o Bispo Fulton Sheen, Tolkien e Evelyn Waugh. Será que existe alguma explicação para isto?

Antes de mais nada, os homens modernos, que incluem o clero católico, nascem e são criados no materialismo e no racionalismo, o que significa que qualquer coisa que não seja material, ou que supere as suas faculdades humanas de raciocínio, dificilmente consegue ser levada a sério. Mas as aparições celestiais, como as de Nossa Senhora de Fátima, são essencialmente espirituais, não materiais, e superam de longe a mera razão humana quanto à sua origem ou ao seu conteúdo. Segue-se que poucos habitantes “sérios” do mundo atual, inclusive os clérigos, se inclinam a levar a sério as “aparições de Nossa Senhora”. Não se queixou Ela mesma, entre as duas Guerras Mundiais, que até mesmo as almas boas não estavam dando atenção à sua mensagem de Fátima? E, depois da Segunda Guerra Mundial, não estavam os próprios clérigos, enquanto preparavam o Vaticano II para mudar a própria religião de Deus, a partir de 1960, procurando sufocar aquela Fátima que falava em favor da verdadeira religião? E se foi esse o exemplo dado pelos clérigos, será tão surpreendente que até os bons leigos tenham negligenciado Fátima?

2. Além disso, se outras aparições marianas posteriores a Fátima são genuinamente do Céu, como, supostamente, Garabandal e Akita, porque é que as suas mensagens não condenam explicitamente ameaças tão grandes à fé dos católicos como a Missa Nova e a Neoigreja, ou seja, a Igreja Conciliar?

“Omne malum a clero”, diz um velho ditado da Igreja – todo o mal vem do clero. Esta não é toda a verdade, mas diz muito da verdade, que remonta a Judas Iscariotes. Ao longo de toda a história da Igreja, os maus sacerdotes têm sido as principais causas do mal no mundo e na Igreja, e as almas devem ser adequadamente advertidas. Mas se Nossa Senhora deseja advertir as almas contra os sacerdotes que fazem o mal, Ela tem de encontrar um equilíbrio delicado entre denunciar os malfeitores e proteger de maiores danos o próprio sacerdócio do Seu Filho. Por exemplo, em Garabandal, Ela disse que “a Eucaristia está sendo negligenciada”, o que é acertar em cheio sem culpar nenhum sacerdote em particular. Mas, em 1965, Ela também chegou ao ponto de dizer: “Muitos Cardeais, Bispos e Padres estão no caminho da perdição, e levando muitas almas consigo”. Poderia a advertência ter sido mais clara e precisa para o ano do encerramento do Concílio Vaticano II? O problema não é que Ela não se pronuncie. O problema é que especialmente os neoclérigos não querem ouvir.

3. Mas a Missa Nova é um horror – como é que Ela não pode estar advertindo explicitamente contra aquela, se é realmente Nossa Senhora?

Tenha em mente que é irrefutável a evidência de que ainda existem milagres eucarísticos realizados por Deus com hóstias consagradas na Missa Nova por um sacerdote ordenado no Rito Novo por um Bispo sagrado no Rito Novo. Procure na “Internet”, por exemplo, o milagre eucarístico que ocorreu em Sokulka, na Polônia, em 2008. Quando Deus quer que acreditemos, é evidente que Ele fornece as provas necessárias. No tocante a essas provas, Ele nos deu as nossas mentes, e não as nossas emoções, para julgar. Com esses milagres, ainda hoje, Deus deve estar querendo advertir os Seus pastores sobre o que eles estão fazendo de mal, e ao mesmo tempo reassegurar as Suas ovelhas sobre a forma como Ele continua a alimentá-las, mesmo com a Missa Nova. Como poderia Nossa Senhora condenar abertamente o que o Seu divino Filho ainda continua dignando-se a usar para a alimentar as almas?

4. Será que o fracasso das aparições em condenar tais perigos para a Fé sugere que essas não sejam autênticas?

Não. A autenticidade é uma questão de verdade, e a verdade é uma questão de evidência, que é anterior inclusive ao juízo da Igreja, embora a aprovação da Igreja deva ser de grande ajuda para discernir a verdade. Mas não é a aprovação da Igreja que faz a verdade. Simplesmente faz com que os católicos assumam (normalmente) a verdade.

Kyrie eleison.


Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.