domingo, 15 de outubro de 2023

15 de outubro dia de Santa Teresa Ávila, Virgem.


  Santa Teresa de Cepeda e Ahumada nasceu em Ávila, Espanha, no ano de 1515, numa família da baixa nobreza. Seus pais chamavam-se Alonso Sánchez de Cepeda e Beatriz Dávila e Ahumada. Teresa refere-se a eles com muito carinho. Alonso teve três filhos do seu primeiro casamento. Beatriz deu-lhe outros nove. Teresa tinha 20 anos quando entrou no Convento da Encarnação. Seu pai, ao vê-la tão decidida, deixou de opor -se à sua vocação. Um ano depois fez a profissão dos votos. Pouco depois, piorou de uma enfermidade que começara a molestá-la antes de professar. Seu pai a retirou do convento. A irmã Joana Suárez acompanhou Teresa para ajudá-la. Os médicos, apesar de todos os tratamentos, deram-se por vencidos e a enfermidade, provavelmente impaludismo(malária), se agravou. Teresa conseguiu suportar aquele sofrimento, graças a um livrinho que lhe fora dado de presente por seu tio Pedro: "O terceiro alfabeto espiritual", do Padre Francisco de Osuna. Teresa seguiu as instruções da pequena obra e começou a praticar a oração mental. Finalmente, após três anos, ela recuperou a saúde e retornou ao Carmelo. Sua prudência, amabilidade e caridade conquistavam a todos. Segundo o costume dos conventos espanhóis da época, as religiosas podiam receber todos os visitantes que desejassem, a qualquer hora. Teresa passava grande parte de seu tempo conversando no locutório. Isto a levou a descuidar-se da oração mental. Vivia desculpando-se dizendo que suas enfermidades a impediam de meditar. Pouco depois da morte de seu pai, o confessor de Teresa fê-la ver o perigo em que se achava sua alma e aconselhou-a a voltar à prática da oração. Desde então, a santa jamais a abandonou. No entanto, ainda não se decidira a entregar-se totalmente a Deus nem a renunciar totalmente às horas que passava no locutório trocando conversas e presentes com os visitantes. Cada vez mais convencida de sua indignidade, Teresa invocava com freqüência os grandes santos penitentes, Santo Agostinho e Santa Maria Madalena, aos quais estão associados dois fatos que foram decisivos na vida da santa. O primeiro foi a leitura das "Confissões" de Santo Agostinho. O segundo foi um chamamento à penitência que ela experimentou diante de um quadro da Paixão do Senhor: "Senti que Santa Maria Madalena vinha em meu socorro... e desde então muito progredi na vida espiritual". Sentia-se muito atraída pelas imagens de Cristo ensangüentado em agonia. Certa ocasião, ao deter-se sob um crucifixo muito ensanguentado, perguntou: "Senhor, quem vos colocou aí?" Pareceu-lhe ouvir uma voz: "Foram tuas conversas no parlatório que me puseram aqui, Teresa". Ela chorou muito e a partir de então não voltou a perder tempo com conversas inúteis e nas amizades que não a levavam à santidade. Teresa estabeleceu em seu convento a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. Teresa estabeleceu em seu convento a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. A comunidade vivia na maior pobreza. As religiosas vestiam hábitos toscos, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas "descalças") e eram obrigadas a abstinência perpétua de carne. A fundadora, a princípio, não aceitou comunidades com mais de treze religiosas. Mais tarde, nos conventos que possuiam alguma renda, aceitou que residissem vinte monjas. Teresa é uma das maiores personalidades da mística católica de todos os tempos. Suas obras, especialmente as mais conhecidas (Livro da Vida, Caminho de Perfeição, Moradas e Fundações), contém uma doutrina que abraça toda a vida da alma, desde os primeiros passos até à intimidade com Deus no centro do Castelo Interior. Foi canonizada em 1622.

 Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

domingo, 8 de outubro de 2023

08 de outubro dia de Santa Brigida, Viuva.



  Viúva, religiosa da Terceira Ordem (1302-1373). Fundadora da Ordem das Irmãs de São Salvador. Canonizada por Bonifácio IX em 7 de outubro de 1392. Palavras da Rainha do Céu à sua querida filha, ensinando-lhe que deve amar e louvar seu Filho junto de sua Mãe.   
Livro 1 - Capítulo 9
Sou a Rainha do Céu. Ama meu Filho, porque ele é o honestíssimo e quando tens a Ele, tens tudo o que é honesto. Ele é o mais desejável e quando tens a Ele tens tudo o que é desejável. Ama-o também porque Ele é virtuosíssimo e quando o tens, tens todas as virtudes. Vou te contar como foi maravilhoso seu amor pelo meu corpo e minha alma e quanta honra deu ao meu nome. Ele, meu Filho, me amou antes que eu o amasse, pois é meu Criador. Ele uniu meu pai e a minha mãe em um matrimonio tão casto que não se pode encontrar nenhum casal mais casto.
Nunca desejaram unir-se exceto de acordo com a Lei, só para terem descendência. Quando o anjo lhes anunciou que teriam uma Virgem pela qual chegaria a salvação do mundo, antes desejariam morrer do que unir-se em um amor carnal, pois a luxuria estava extinta neles. Asseguro-te que, pela caridade divina e devido à mensagem do anjo, eles se uniram na carne, não por concupiscência, mas contra sua vontade e por amor a Deus. Dessa forma, minha carne foi gerada de suas sementes e através do amor divino.
Quando meu corpo se formou, Deus enviou nele a alma criada a partir da sua divindade. A alma foi imediatamente santificada junto com o corpo e os anjos a vigiavam e custodiavam dia e noite. É impossível expressar-te que grandíssimo gozo sentiu minha mãe quando minha alma santificada se uniu ao meu corpo. Depois, quando o curso da minha vida se cumpriu, meu Filho primeiro elevou minha alma, por ter sido a dona do corpo, a um lugar mais eminente que os demais, perto da glória de sua divindade, e depois meu corpo, da forma que nenhum outro corpo de criatura esteja tão perto de Deus como o meu.
Veja quanto meu Filho amou a minha alma e meu corpo! Existem pessoas, entretanto, que maliciosamente negam que eu tenha sido assunta em corpo e alma, e existem outras que simplesmente não tem maior conhecimento. Mas a verdade disso é certa: Fui elevada até a Gloria de Deus em corpo e alma! Escuta agora o muito que meu Filho honrou meu nome! Meu nome é Maria, como diz o evangelho.
Quando os anjos olham esse nome, se regozijam em sua consciência e dão graças a Deus pela grandíssima graça que operou em mim e comigo, porque eles veem a humanidade de meu Filho glorificada em sua divindade. As almas do purgatório se regozijam de maneira especial, como quando um homem enfermo que está na cama escuta alentadoras palavras de outros e isto agrada seu coração fazendo-o sentir-se contente. Ao ouvir meu nome, os anjos se aproximam imediatamente das almas dos justos, a quem foram dados como guardiões, e se regozijam em seus progressos. Os anjos bons foram designados a todos como proteção e os anjos maus como provação.
Não é que os anjos estejam separados de Deus, mas assistem a alma sem deixar Deus, e permanecem constantemente em sua presença, enquanto seguem inflamando e incitando a alma a fazer o bem. Os demônios todos se espantam e temem meu nome. Ao som do nome de Maria, soltam imediatamente a presa que tenham em suas garras. Da mesma forma que uma ave de rapina com a presa em suas garras, a deixa quando escuta um ruído e volta depois quando vê que não era nada, igualmente os demônios deixam a alma, assustados, ao ouvir meu nome, mas voltam de novo rápidos como uma flecha a menos que vejam que depois se produziu uma emenda.
Ninguém está tão frio no amor de Deus – a menos que esteja condenado- que o demônio não se distancie dele se invoca meu nome com a intenção de não retornar mais aos seus maus hábitos, e o demônio se mantém longe dele a menos que volte a consentir em pecar mortalmente.
Palavras da Virgem Maria à sua filha, oferecendo-lhe um proveitoso ensino sobre como deve viver, e descrevendo maravilhosos detalhes da paixão de Cristo. 



Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

domingo, 10 de setembro de 2023

10 de setembro dia de São Nicolau de Tolentino, Confessor.

  O nome Nicolau significa: "Vitorioso com o povo" (Nico = vitorioso. Laos = povo). O sobrenome Tolentino veio da cidade italiana onde trabalhou e morreu.
   Seus pais depois de muitos anos de matrimônio não tinham filhos, e para conseguir do céu a graça de que lhes chegasse algum herdeiro, fizeram uma peregrinação ao santuário de São Nicolau do Bari. No ano seguinte nasceu este menino na cidade de Castelo de Santo Ângelo, no ano de 1245 e em agradecimento ao santo que lhes tinha conseguido o presente do céu, puseram-lhe por nome Nicolau. Foi do povoado de Tolentino que recebeu o apelido acrescentado ao seu nome. Naquela cidade viveu grande parte da sua vida. Desde os sete anos de idade, suas preocupações eram as orações, o jejum e uma enorme compaixão. Nisso se resumiu sua vida: penitência, amor e dedicação aos pobres, aliados a uma fé incondicional em Nosso Senhor e na Virgem Maria. Aos quatorze anos, foi viver na comunidade dos agostinianos de Castelo de Santo Ângelo, como oblato, isto é, sem fazer os votos perpétuos, mas obedecendo às Regras. Mais tarde, ingressou na Ordem e, no ano de 1274, foi ordenado sacerdote.
  São Nicolau possuía carisma e dons especiais. Sua pregação era alegre e consoladora na Providência divina, o que tornava seus sermões empolgantes. Tinha um grande poder de persuasão, pelo seu modo simples e humilde de viver e praticar a fé, sempre na oração e na penitência, cheio de alegria em Cristo. Com seu exemplo, levava os fiéis a praticar a penitência, a visitar os doentes e encarcerados e a dar assistência aos pobres. Essa mobilização de pessoas em torno do ideal de levar consolo e a Palavra de Deus aos necessitados dava-lhe grande satisfação e alegria. 
  Em 1275, devido à saúde debilitada, foi para o Convento de Tolentino, onde se fixou definitivamente. Lá, veio a tornar-se um dos apóstolos do confessionário mais significativos da Igreja. Passava horas repleto de compaixão para com todas as misérias humanas. A fama de seus conselhos e de sua santidade trazia para a paróquia fiéis de todas as regiões ansiosos pelo seu consolo e absolvição. A incondicional obediência, o desapego aos bens materiais, a humildade e a modéstia foram as constantes de sua vida, sendo amado e respeitado por seus irmãos da Ordem.
  No dia 10 de setembro de 1305, ele fez sua última prece e entregou seu espírito nas mãos do Senhor antes de completar sessenta anos de idade. Foi enterrado na sepultura da capela onde se tornara célebre confessor e celebrava suas missas. O local tornou-se meta de peregrinação e os milagres atribuídos a ele não cessaram de ocorrer, atingindo os nossos dias. A prodigiosa notícia que São Nicolau de Tolentino diz que, quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda em total estado de conservação. Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, os ferimentos sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e propagou-se por todo o mundo católico.
  No ano de 1446, são Nicolau de Tolentino foi finalmente canonizado pelo papa Eugênio IV, cuja festa foi mantida para o dia de sua morte. 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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sexta-feira, 8 de setembro de 2023

08 de setembro dia de Santo Adriano, Mártir.



 Este santo viveu durante o século IV, e pertencia a chefia da guarda pretoriana do Imperador Galério (r. 293–311) Diocleciano, que na época perseguia constantemente os cristãos.Adriano de Nicomédia era casado com Natália, e observava constantemente a devoção de sua esposa a fidelidade e amor a Deus.

 Segundo registros lendários e não verificados preservados em grego e latim. Em certa ocasião,Adriano esteve presente no julgamento e tortura de 22 cristão em Nicomédia que testemunhavam o seu amor por Jesus sem medo de represálias. Diz-se que ficou tão abismado com a resiliência dos torturados que decidiu declarar-se cristão em público, apesar de não ser batizado. Sua esposa Natália, com quem estava casado há 13 meses, foi informada do ocorrido e visitou na prisão, onde beijou suas correntes e tratou-o. Ele a mandou para casa, prometendo mantê-la informada. Quando soube que ia ser morto, pagou ao guarda da prisão para deixá-lo ir cumprimentar sua esposa, mas quando o viu, pensando que havia negado sua fé, ela bateu a porta na sua cara. Ele explicou que os outros prisioneiros haviam sido feitos reféns até ele retornar e voltaram juntos à prisão.

Natália vendou os ferimentos dos prisioneiros e cuidou deles por uma semana. Adriano foi levado perante o imperador, mas recusou-se a sacrificar aos ídolos, depois foi chicoteado e levado à sua cela. Outras mulheres seguiram o exemplo de Natália, mas Galiano impediu que entrassem. Então Natália cortou o cabelo, vestiu-se como homem e entrou. Quanto a sua execução, as fontes divergem. Segundo uma versão, seu corpo foi quebrado e então jogado no fogo; noutra, seu corpo foi quebrado com uma bigorna e então decapitado, morrendo nos braços de Natália; numa terceira, após ser quebrado, seu corpo foi jogado ao fogo e Natália teve que ser impedida de se jogar nas chamas. Na última versão, diz-se que uma tempestade apagou o fogo, permitindo aos cristãos recolherem os restos mortais dele e dos outros mártires. Sua morte foi datada em  Alguns autores modernos consideram que houve mais de um mártir de nome Adriano na Nicomédia, este martirizado sob Galério e outro sob Licínio (r. 308–324).

Alguns versões colocam que os cristãos levaram seus restos mortais para Argirópolis, no Bósforo, perto de Bizâncio, e que Natália foi para lá com a mão do marido que recuperara; noutra versão, foi a própria que levou seus restos para Argirópolis antes de serem transladados à Igreja de Santo Adriano no Fórum, no Fórum Romano, em Roma. Quando Natália morreu, foi sepultada junto do marido.A translação de seu corpo é celebrada em 8 de setembro. O Martirológio Romano,Natália é celebrada consigo em 8 de setembro. Adriano é geralmente representado armado, com uma bigorna em suas mãos ou pés. Este santo recebe um culto especial na Bélgica, na França e na Alemanha. Santo Adriano é padroeiro dos velhos soldados, dos guardas, dos comerciantes de armas, dos epiléticos e dos talhantes. 

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.

domingo, 27 de agosto de 2023

27 de agosto dia de São José Calasânsio, Confessor


Nasceu em Peralta de la Sal, Aragão, Espanha, o ano de 1557.
S. José Calasâncio foi com S.João Baptista de la Salle, um dos grandes educadores da juventude no século XVII. Nasceu em 1556 na província de Huesca, Espanha. Desde muito novo foi muito devoto. Estudo direito civil e canónico. Faz o doutorado em Alcalá, mas terminando volta para a sua terra e funda as "academias" para jovens. Em 1583, recebe o sacerdócio. Tinha apenas 28 anos quando o bispo de Jaca o nomeou seu teólogo. Com a morte do pai em 1586, José viu-se com uma notável riqueza que começou a distribuir por esmolas. Em 1590 foi nomeado vigário-geral para toda a diocese devido às reformas eclesiásticas que foi obtendo. Movido por uma inquietação interior pediu ao seu director autorização para ir a Roma, licença que lhe foi dada. Chegou na quaresma de 1592. Durante cinco anos teve uma vida oculta. Levanta-se cedo para fazer a peregrinação das basílicas antes da aurora. Ajudava nos hospitais e prisões e quando em 1596 surge a peste em Roma, ajuda S.Camilo de Léllis a combatê-la. Não gostava de ver a ignorância religiosa das pessoas e por isso em 1597 criou a primeira "escola pia" no presbitério de Santa Doroteia, no Transtévere, perto da ponte Sisto. Em 1617 o papa Paulo V, criou, com o pessoal de Calasâncio, uma congregação pulina dos Pobres da Mãe de Deus das Escolas pias. Em 1621, foi erecta como congregação de votos solenes por Gregório XV soa nome de Clérigos Pobres da Mãe de Deus. José foi nomeado Geral em 1622. Estas escolas se propagaram com muitas rapidez: Itália, Alemanha, Boémia, Polónia. Surgiram graves problemas nesta obras ao ponto de José e todo a cúria generalícia serem presos. José tinha na altura 86 anos. Foi ovido pelo Santo Ofício. Foram momentos de grande provação, em que viu a sua obra quase completamente destruída. São José Calasâncio, entretanto, não desanimou..Manteve-se sereno e tranquilo e confiante em Deus. E a sua obra novamente surgiu das cinzas. Entretanto, somente oito anos após a sua morte, José tinha-o profetizado.O papa Alexandre VI, em 1656, aprovava definitivamente o Instituto. São José Calasâncio morreu aos noventa anos de idade, em 1648.
  
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
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domingo, 20 de agosto de 2023

20 de agosto dia de São Bernardo, Abade e Doutor.

“Deus quis que não recebêssemos nada que não passe pelas mãos de Maria”
“Por vós, Maria, temos acesso ao Filho, por vós que achaste a graça, Mãe da Salvação, para que por vós nos receba Aquele que por vós nos foi dado”.
 (São Bernardo)
  Nascido numa grande família nobre da Borgonha, no castelo de Fontaine-lès-Dijon, Bernardo foi o terceiro de sete filhos de Tescelin o Vermelho (Tescelin Sorrel) e de Aleth de Montbard. Com a idade de nove anos, é enviado para a Escola Canônica de Châtillon-sur-Seine, onde mostra um gosto particular pela literatura. Em 1112, decide entrar na Abadia de Cister, fundada em 1098 por São Roberto de Molesme, e na qual Santo Estevão Harding havia acabado de ser eleito Abade. Convence vários amigos, irmãos e parentes a ingressarem com ele na vida monástica e chega assim com outros 30 candidatos para entrar na Abadia. Em 1115, Estevão Harding envia-o jovem à frente de um grupo de monges para fundar uma nova casa cisterciense no vale de Langres, em Ville-sous-la-Ferté. A fundação é chamada "Vale Claro", ou Clairvaux – Claraval. Bernardo é nomeado Abade desta nova Abadia, e confirmado por Guilherme de Champeux, bispo de Châlons e célebre teólogo.                                                    
Os primórdios de Claraval são difíceis: a disciplina imposta por São Bernardo é bastante severa. Bernardo busca formação nas Sagradas Escrituras e nos Padres da Igreja. Ele tem uma predileção quase exclusiva pelo Cântico dos Cânticos e por Santo Agostinho. O livro e o autor correspondem às tendências da época. Muitas pessoas afluem à nova abadia e Bernardo acaba de converter toda sua família: seu pai, Tescelin, e seus cinco irmãos tornam-se monges em Claraval. Sua irmã, Umbelina, toma igualmente o hábito no priorado de Jully-les-Nonnains. A partir de 1118, novas casas são fundadas (a exemplo da Abadia Nossa Senhora de Fontenay, para evitar a superlotação de Claraval. Em 1119, Bernardo faz parte do Capítulo Geral dos Cistercienses convocado por Estevão Harding, que dá sua forma definitiva à Ordem. A Carta da Caridade, que é então redigida, é confirmada pouco depois pelo papa Calisto II. É nesta época que Bernardo escreve suas primeiras obras, tratados e homilias e, sobretudo, uma Apologia, escrita a pedido de Guilherme de Saint-Thierry, que defende os beneditinos brancos (os cistercienses segundo a cor de seu hábito) contra os beneditinos negros (cluniacenses). Pedro, o Venerável, abade de Cluny, lhe responde amigavelmente, e apesar de suas diferenças ideológicas, os dois homens tornam-se amigos. Envia igualmente numerosas cartas para incentivar à reforma o resto do clero, em particular os bispos. Sua carta ao arcebispo de Sens, Henrique de Boisrogues chamada mais tarde de De Officiis Episcoporum (Da conduta dos Bispos) é reveladora do importante papel dos monges no século XII, e das tensões entre o clero regular e secular. Em 1128, Bernardo participa do concílio de Troyes, convocado pelo papa Honório II e presidido por Matthieu d’Albano, legado do papa. Bernardo é nomeado secretário do concílio, mas ao mesmo tempo é contestado por uma parte do clero, que pensa que por ser monge, que se intromete em coisas que não são lhe concernem. Ele termina por se desculpar, mas o concílio é fortemente influenciado por sua atuação. Torna-se uma personalidade importante e respeitada na Cristandade; ele intervém em assuntos públicos, defende os direitos da Igreja contra os príncipes seculares e aconselha papas e reis. Em 1130, depois da morte de Honório II, durante o cisma de Anacleto II, é a sua voz que faz com que Inocêncio II seja aceito. Em 1132, ele consegue do papa a independência de Claraval em relação a Cluny. Nesse período de desenvolvimento das escolas urbanas, no qual os novos problemas são discutidos na forma de questões (quaestio), de argumentação e busca de uma conclusão (disputativo), São Bernardo é defensor de uma linha tradicionalista. Ele combate as posições de Abelardo, e as faz ser condenadas no concílio de Sens em 1140.                                                    
Em 1145, Claraval dá um papa à Igreja, Eugênio III. Quando o reino de Jerusalém é ameaçado, Eugênio III, ele mesmo um cisterciense, pede a Bernardo que pregue a segunda cruzada em Vézelay em 31 de março de 1146 e mais tarde em Spire. Ele o faz com tanto sucesso que o rei de França Luís VII o Jovem e o imperador do Sacro Império Conrado III tomam eles mesmos a cruz. No concílio de Reims, em 1148, ele faz uma acusação de heresia contra Gilbert de la Porre é, bispo de Poitiers. Não obtém grande sucesso e seu adversário conserva sua posição e prestígio. São Bernardo fundou 72 mosteiros, espalhados por toda Europa: 35 na França, 14 na Espanha, 10 na Inglaterra e Irlanda, 6 em Flandres, 4 na Itália, 4 na Dinamarca, 2 na Suécia e 1 na Hungria, além de muitos outros que se filiaram à Ordem. Em 1151, dois anos antes de sua morte, existem 500 abadias cistercienses. Havia 700 monges ligados a Claraval. Bernardo morre em 1153 com 63 anos.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário