quarta-feira, 24 de abril de 2019

24 de abril dia de São Fidelis de Sigmaringen. Mártir

  Nascido em Sigmaringen, Alemanha , em 1578, foi aluno brilhante do curso de filosofia e direito na Universidade de Friburgo, na Suíça. Peregrinando por seis anos em várias cidades da Itália , da Espanha e da França, ministrava aos jovens e alunos ensinamentos pelos quais receberia um outro apelido que seria de “filósofo cristão”.
  Ao atingir a idade de 34 anos, deixou tudo fez os exercícios espirituais, Marcos pediu admissão no Convento capuchinho de Friburgo.Por sugestão do superior, recebeu antes a ordenação sacerdotal Na festa de São Francisco de Assis de 1612, cantou sua Primeira Missa e recebeu o hábito capuchinho, trocando seu nome batismal pelo que o imortalizaria, Fidelis de Sigmaringa. Em 1618, Frei Fidelis foi eleito superior do Convento dos capuchinhos em Rheinfeld, perto de Basiléia, na Suíça. No ano seguinte, elegeram-no para o de Feldkirch, e mais tarde, para o de Friburgo. No ano de 1621, o exército austríaco invadiu a região dos grises suíços, tendo sido escolhido o Santo para capelão do exército acantonado, nos arredores de Feldkirch. Uma peste atacou as tropas fazendo inúmeras vítimas. “Foi suscitado por Deus no início do século XVII para pregar uma autêntica reforma católica na Suíça alemã, e Roma, nomeou São Fidelis chefe dos missionários” E reconduzia à verdadeira Igreja os que haviam-se deixado seduzir pela heresia de Calvino . Em uma missão de paz, São Fidélis foi designado a manter conversações em Recia em plena crise protestante. Mas a sua missão acabou causando a impressão aos habitantes da cidade de que era um santo agente a serviço do Imperador católico. Mesmo assim o santo não se abalou e continuou a ir às cidades fazendo suas pregações.
  Um dia, quando estava fazendo um sermão, vários soldados o cercaram solicitando que o santo retirasse tudo que tinha falado e pregado, eles tiveram como resposta o seu “não” de maneira poética e sábia. Recebeu então em sua cabeça um pesado golpe de espadas que poria fim em sua vida. Mesmo assim, ao morrer, pronunciou a palavra de perdão a seus matadores no dia 24 de abril de 1622. Sua canonização foi declarada em 1746 por Bento XIV. Dizia sempre "Peço a Deus constantemente duas coisas: passar a vida sem ofendê-Lo, e derramar até a última gota de sangue por Seu amor e pela Fé Católica".
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

domingo, 21 de abril de 2019

Exultet

 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCXIII (613) - (13 de abril de 2019):

 
LIÇÕES DA SEMANA SANTA
 
Da Cruz de Nosso Senhor brotou Seu preciosíssimo Sangue,
E água, em um dilúvio divinamente purificador.
Não há leitura do Evangelho tão rica em lições como as da Semana Santa. Aqui estão algumas referências da Paixão de Nosso Senhor, citadas em ordem cronológica, que têm uma relevância particular para o nosso próprio tempo, o da Paixão de Sua Igreja.
Lc XIX, 40: “Se estes (discípulos) se calarem, as pedras clamarão!” – Quando Jesus está prestes a entrar em Jerusalém no Domingo de Ramos, a multidão o louva em voz alta. Os fariseus reclamam do barulho. Mas a verdade de Deus será ouvida. Quando a FSSPX silencia para agradar aos romanos, alguém deve dizer as verdades que ela costumava dizer.
Jo. XVII, 15: “Eu não rogo para que os tire do mundo, mas para que os preserve do mal”. Depois da Última Ceia, pouco antes de deixar o Cenáculo, Jesus ora ao Pai Celestial por Seus Apóstolos, mas não para que a vida seja facilitada para eles. Então, por que a vida deveria ser facilitada para os católicos hoje?
Mt. XXVI, 31: “Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas”. No Monte das Oliveiras, Jesus disse a Seus apóstolos que todos eles cairiam, e citou o Velho Testamento (Zc. XIII, 7). Hoje, com o Papa paralizado em sua fé, toda a Igreja Católica está mais ou menos paralizada.
Mt. XXVI, 41: “Vigiai e orai”. No Jardim do Getsêmani, onde Jesus está prestes a ser traído, Ele adverte Seus Apóstolos para que se preparem em oração para a hora de sua provação. Ele não diz somente “orai”, nem diz exatamente “orai e vigiai”, mas “vigiai e orai”, porque se não mantiverem os olhos abertos, se deixarem de vigiar, também deixarão de orar. Hoje parece iminente uma hora de provação suprema da Igreja.
Jo. XVIII, 6: “Quando Jesus lhes disse: 'Eu sou', eles recuaram e caíram por terra”. Enquanto a polícia do Templo se aproxima de Jesus, ele se identifica sem medo, e por um momento deixa escapar uma única centelha de seu poder divino – todos eles desabam. Outra dessas centelhas poderia instantaneamente resgatar a Igreja hoje, mas isso não ganharia os corações dos homens. A provação de hoje da Igreja deve-se cumprir.
Mt. XXVI, 52: “Embainha a tua espada, porque todos os que usarem a espada, pela espada morrerão”. Pedro é viril, ama seu Mestre, quer absolutamente defendê-lo, mas não o compreendeu – Jesus será o Rei de Copas, não o Valete e Paus. Os homens viris de hoje buscam qualquer ação para defender a Igreja, pois não se contentam em “somente” orar; mas que orem, ou do contrário fugirão, como fizeram os Apóstolos (v. 56).
Lc XXII, 53: “Esta é a vossa hora e do poder das trevas”. Jesus está prestes a ser capturado pela polícia do Templo. Gentilmente se queixa de que não O prenderam à luz do dia, quando Ele estava pregando abertamente no Templo, mas tiveram de capturá-Lo à noite, quando não estava mais cercado por multidões para protegê-Lo. Nunca em toda a história Ele esteve tão abandonado, nem os tempos tinham sido tão obscuros como hoje.
Mt. XXVII, 25: “E todo o povo respondeu: ‘O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!’. Então Pilatos soltou para eles Barrabás, e tendo açoitado Jesus, entregou-O para ser crucificado”. Claramente, o “povo” aqui não são somente os “sumos sacerdotes e os anciãos” que “persuadiram o povo a pedir por Barrabás e para matar Jesus” (v.26), foi toda a multidão diante de Pilatos, prestes a amotinar-se (v.24), o que fez Pilatos ceder ao clamar para eles e para a descendência deles a responsabilidade pelo deicídio (a morte de Deus em sua natureza humana).
Ora, essa multidão era esmagadoramente judia, e a multidão se identificou como tal ("Nós e nossos filhos"). Portanto, a culpa pelo deicídio recai sobre aqueles descendentes, a menos que e até que coletivamente reconheçam e adorem seu próprio e verdadeiro Messias; mas as Escrituras dizem que isso só acontecerá no fim do mundo (por exemplo, Rom. XI, 25-27). Como um verdadeiro católico, Leão XIII (1878-1903) pediu que o mesmo sangue caísse sobre os judeus não como uma maldição, mas como uma "fonte de regeneração" (Ato de Consagração do Mundo ao Sagrado Coração de Jesus). Enquanto isso, eles servem a Deus para flagelar nossa apostasia.
Kyrie eleison.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.


sábado, 20 de abril de 2019

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCXII (612) - (6 de abril de 2019):

CONVITE RETIRADO
 
Ó Lobo Mau, que dentes adoráveis!
Ó Não! Ó Não! Tenho medo do que está por baixo!
 
O Bispo Vitus Huonder, ainda Bispo da grande
diocese de Chur, no leste da Suíça, que inclui Zurique, no fim das contas não
residirá na escola para meninos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, em Wangs,
quando aposentar-se no final deste mês. Em janeiro, seu porta-voz diocesano
havia anunciado que o Bispo estava-se mudando para a escola em nome da
Congregação para a Doutrina da Fé, para manter o contato entre Roma e a
Fraternidade; mas, no mês passado, o próprio Bispo anunciou que depois de tudo
não estaria mais retirando-se para a escola da Fraternidade em Wangs. E assim
cancelou-se o encontro amigável entre o Bispo romano e a escola da Fraternidade.
Foi Roma ou a Fraternidade que se arrependeu no último momento, ou ambas o
fizeram? Nós não sabemos. E não tem importância. O que importa é ver claramente
o interminável conflito entre a realidade de Deus e os falsos sonhos dos homens,
para preferir a realidade de Deus.
Neste caso, a realidade de Deus é que Sua Igreja
Católica e a revolução conciliar dos eclesiásticos nunca podem-se misturar,
enquanto que o sonho dos clérigos é que elas podem. Mas Deus coloca Deus na
frente dos homens, enquanto o Concílio Vaticano II (1962-1965) coloca os homens
na frente de Deus. As duas posições são tão irreconciliáveis como Jesus Cristo e
Satanás. Desde a eternidade, Nosso Senhor, a própria Bondade, só pode rechaçar o
mal. Desde que Satanás caiu logo após a sua criação, ele foi fixado no mal, e só
pode odiar Deus e Seu divino Filho, e a verdadeira Igreja de Seu Filho. E os
homens estão divididos entre as duas desde a concepção até a morte, porque
recebem de Deus sua natureza humana básica e possivelmente a graça santificante
que os inclinam para Deus, enquanto desde a queda de Adão sua natureza está
ferida pelo pecado original que os inclinam para Satanás e para o mal. Nenhum
homem vivo pode evitar esse conflito. Ou ele avança no bem e se torna menos mal,
ou se retira da bondade afundando-se no mal.
Portanto, se o Bispo Huonder, Bispo Conciliar,
tivesse se mudado para a escola católica tradicional em Wangs, uma das duas
coisas teria acontecido: ou ele conseguiria fazer com que a escola se tornasse
menos tradicional, ou a escola conseguiria torná-lo mais católico. E assim, se
sua residência em Wangs foi cancelada, ou o foi porque Roma temia que ele se
tornasse mais católico, o que não é provável, porque o Bispo Huonder é um típico
cruzado da Neogreja de Roma, ou porque a Neofraternidade mudou de ideia e, em
vez de instalar o lobo Conciliar em seu aprisco em Wangs, decidiu excluí-lo,
após sua decisão anterior de instalá-lo. Por que a mudança de
opinião?
Há duas explicações possíveis. Ou antes por
virtude a Neofraternidade pelo menos por um momento parou de sonhar com
lobos sendo bons, ou por necessidade ela se viu forçada por duas
revelações extras da natureza do lobo a retardar as boas-vindas a este. Por um
lado, vieram à luz detalhes de uma discreta reunião realizada em abril, quatro
anos atrás, em Oberriet, na Suíça, entre o Bispo Huonder e os Bispos Fellay e
Galarreta com mais cinco padres da FSSPX, para discutir o ecumenismo do Vaticano
II. O BpH começou com uma posição que pode-se resumir como “acordo primeiro,
doutrina depois”, o que é típico de um conciliarista. Os Bispos e padres da
FSSPX responderam posicionando a doutrina católica sobre o ecumenismo, de uma
maneira digna do Arcebispo Lefebvre. O BpH concluiu com a promessa de levar a
Roma as objeções da FSSPX sobre o ecumenismo conciliar. Mas os romanos conhecem
essas objeções com a palma da mão: em resumo, os argumentos de BpH mostram que
ele foi um servo fiel da Roma conciliar. Por outro lado, também vieram à luz
detalhes do extenso trabalho do BpH na Neoigreja, especialmente a partir de
2011, em nome da amizade oficial entre a Igreja Católica e os judeus. Mais uma
vez trata-se de um ato típico de um conciliarista, inocente ou intencionalmente
ignorante de quase dois mil anos de ódio judaico constante – e orgulhoso – pela
Igreja.
Então, essas duas revelações mostraram que BpH
estava imbuído do espírito do Concílio, e seria um residente potencialmente
perigoso de uma casa da FSSPX. A verdadeira Fraternidade não o convidaria
novamente. Mas a Neofraternidade corre o risco de esperar até que os
tradicionalistas se façam brandos o suficiente para aceitar esse conciliarismo
no meio deles.
Kyrie eleison.
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo.



quarta-feira, 10 de abril de 2019

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCXI (611) (30 de março de 2019):

BISPO HUONDER


Caro Bispo H., não se pode servir a dois senhores –

Os compromissos na Igreja geram desastres.


Já se sabia bem que o Bispo Huonder (BpH) da diocese oficial de Chur, na Suíça, quando se aposentasse em abril, aos 77 anos, passaria a residir oficialmente em uma escola de meninos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em Wangs, também na Suíça, onde passaria os últimos anos de sua vida. Circulava, inclusive, um rumor, por parte de um colaborador próximo dois Superiores Gerais anteriores da FSSPX, de que esse mesmo Bispo conciliar estava para ser o principal consagrador de dois sacerdotes da Fraternidade para dar, com a plena aprovação do Papa Francisco, dois novos Bispos a ela, talvez depois da Páscoa. Uma data tão próxima para um evento tão significativo pode parecer impossível agora, mas sua lógica era inexorável, dada a política de vinte anos da Neofraternidade de misturar-se com a Neoigreja.

A mesma lógica estava por trás da decisão do BpH de retirar-se para a escola para meninos da Fraternidade em Wangs. Mesmo como Bispo oficial de uma das maiores dioceses da Neoigreja na Suíça, diz-se que ele já teria feito várias visitas à escola, e que havia-se tornado popular entre os sacerdotes da Neofraternidade e os meninos que vivem ali. Mas estaria para cortar todo o contato com a Neoigreja em Roma? Pelo contrário, seu atual porta-voz diocesano anunciou em janeiro que a mudança do Bispo para Wangs em abril “está ligada a uma missão que lhe foi confiada pela Congregação para a Doutrina da Fé, para manter o contato com a FSSPX”. Claramente, o BpH, reputado como amigo pessoal do Papa Francisco, estava planejando atuar como um elo entre a Neoigreja e a Neofraternidade, na esperança de aproximá-las.

A esperança não era necessariamente desonesta. Muitos neoclérigos não veem (ou não verão) o abismo que separa a religião católica de Deus da religião conciliar do homem. Em ambos os lados existe o desejo de fingir que não existe tal abismo. Por um lado, os católicos acham difícil suportar estar fora da estrutura da Autoridade visível da Igreja, enquanto que, por outro lado, os seguidores do Vaticano II precisam ter a segurança de que não romperam com a Tradição imutável da verdadeira Igreja. Podia ser mérito de BpH se ele quisesse-se estabelecer em um ambiente mais católico do que o da diocese oficial, onde ele provavelmente não tem outra alternativa que dar a Comunhão a mulheres jovens mal vestidas, e nenhuma alternativa que a de retirar comentários inteiramente justificados contra a homossexualidade. Mas “um fato é mais forte do que o Lord Mayor”, diz o provérbio inglês.

O fato é que o Vaticano II foi a maior ruptura com a Tradição Católica em toda a história da Igreja. Tomemos, por exemplo, a Neomissa, que está para o Concílio como a prática está para a teoria. Ter-se-ia pedido ao BpH para nunca celebrá-la na escola? Ele aceitaria nunca celebrá-la? E mesmo assim, ele poderia admitir que a teoria e a prática de seu sacerdócio e episcopado têm estado imersas na entrega conciliar da verdadeira Igreja de Deus para o mundo moderno sem Deus? Poderia despojar-se das convicções de todas as suas décadas de imersão na Igreja conciliar? Ordenado sacerdote em 1971 e consagrado Bispo em 2007 com os ritos do revolucionário Paulo VI, ele poderia admitir que para eliminar qualquer dúvida quanto à validade dos Neorritos, ele precisa ser reordenado e reconsagrado sob condição? Ou a Neofraternidade não teria exigido nem uma coisa nem outra? Isso parece mais provável, dada a sua prática recente; mas como os tradicionalistas suíços teriam regido a isso? Ao que tudo indica, o Bispo Vitus Huonder pode ser um homem honesto e bem-intencionado, mas a sua honestidade é conciliar, o que significa que ele é leal a uma corrupção completamente desonesta da Fé e da Igreja Católica.

Infelizmente, em todo o mundo os tradicionalistas da Fraternidade parecem ter-se acostumado à substituição da Fraternidade do Arcebispo Lefebvre pela Neofraternidade. Dom Fellay queria estabelecer a FSSPX dentro dos muros da Roma oficial para que ela agisse como um cavalo de Troia para converter a Roma conciliar. Mas não foi o BpH, mesmo concedendo-lhe toda a boa vontade do mundo, que foi colocado para agir como um cavalo de Troia dentro dos muros da Fraternidade? Poderia-se esperar que a escola em Wangs teria permitido que ele visse o abismo entre a Tradição e o Concílio, mas isso é pedir muito. Alice estava no País das Maravilhas. A Neofraternidade quer estar em Huonderland.

Kyrie eleison.
 
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário
 

terça-feira, 9 de abril de 2019

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCX (610) (23 de março de 2019):

OS TRIBUNAIS CONCLUEM

"A verdade é poderosa e prevalecerá"

E os estados que se apoiam em mentiras haverão de fracassar.

No último 31 de janeiro, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos anunciou sua tão esperada decisão de rejeitar a apelação do autor destes “Comentários” contra sua quase unânime condenação por sete diferentes tribunais de justiça na Alemanha durante vários anos pelo “crime”, segundo a lei alemã, de questionar em solo alemão, em novembro de 2008, se Seis Milhões de pessoas foram realmente gaseadas sob o Terceiro Reich. Os dois advogados de defesa alemães fizeram uma tentativa honrosa de defender o seu cliente mais politicamente incorreto, mas estavam lutando com uma mão amarrada nas costas, porque a lei alemã os proibia de tomar posição sobre a verdade histórica. Em vez disso, na Alemanha, como em muitos países de hoje, a verdade não é a medida dos interesses privados, e sim esses interesses privados se tornaram a medida da verdade.

Mas como pode a verdade ter sido destronada? Assim como o próprio Deus Todo-Poderoso, a Verdade é a Número Um, ou não é nada. O próprio Deus pode ser o Número Um somente, porque Ele é o Criador infinitamente superior a toda a Sua Criação. A verdade é a Número Um porque se a definimos como a concordância da mente com a realidade, então qualquer diminuição ou contradição da verdade, qualquer preferência por uma não verdade àquela verdade que a não verdade nega, significa uma perda de controle correspondente da minha mente sobre a realidade, e com isso um deslizamento maior ou menor de todo o meu ser até a fantasia e a mentira. Portanto, é óbvio que nas leis e tribunais de qualquer nação, a verdade é de suma importância. Não devem as testemunhas em um tribunal normal jurar “dizer a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade”?

Eis por que contem-se os grandes legisladores como fundadores de suas nações, como Moisés dos israelitas, Sólon dos atenienses e Licurgo dos espartanos, porque eles estabeleceram o marco de justiça entre seu povo, dando a cada um o que lhe é devido, tornando possíveis as relações sociais e as sociedades. Mesmo a sociedade de vinte e dois homens em um humilde jogo de futebol precisa de seu próprio administrador de justiça, o árbitro. E ele não pode agir como árbitro sem a verdade. Isso foi um lance honesto ou foi uma falta? Que em justiça um jogador mereça uma pena ou não, depende da verdade do que realmente aconteceu. Assim, viver em sociedade só é possível com uma medida de justiça, e a justiça só é possível com uma medida de verdade. Bendita é a nação que tem legisladores e juízes que recompensam o que é verdadeiramente reto e punem o que é verdadeiramente mau.

Vejamos agora as leis e os tribunais que punem qualquer questionamento sobre o assassinato de Seis Milhões de vítimas na Segunda Guerra Mundial. Foi este um fato histórico ou não? Se for verdade, então questioná-lo pode ser mau se o dano causado for suficientemente mau, mas se o assassinato nunca ocorreu, então está em conformidade com a verdade questioná-lo, e fazê-lo não só não é mau, como é positivamente bom. Pois se os Seis Milhões são um mito monstruoso que pesa sobre as mentes das pessoas como o dogma fundamental daquilo que atua como sua religião falsa, não sou eu um libertador se ajudo a libertar suas mentes da mentira? “A verdade vos libertará”, diz Nosso Senhor (Jo VIII, 32). Não está claro como o dia que se os Seis Milhões nunca foram assassinados, então questionar esse assassinato merece uma grande recompensa da sociedade, e não uma punição?

Ora, os políticos e seus interesses privados podem tergiversar sobre a verdade até certo ponto, mas a verdade é de tal força universal que não pode ser totalmente suprimida. Portanto, o juízo comum dos historiadores sérios, baseado em provas objetivas, ainda pode-se levantar contra os interesses privados mais poderosos. Tal é o caso do “gaseamento” de “seis milhões” de vítimas sob o Terceiro Reich. Os interesses privados podem reclamar o que quiserem, mas não podem mudar os fatos objetivos de setenta e cinco anos atrás. E o que os pesquisadores sérios que investigam esses fatos têm alegado cada vez mais é que o "gaseamento" nunca aconteceu.

Portanto, com leis que proíbem tal negação, qualquer estado estará construído sobre areia. Que todos os estados tenham o cuidado de não aprovar tais leis que coloquem a verdade em segundo plano, porque, no mínimo, neste caso, a verdade histórica – em oposição à “verdade” emocional – não necessariamente estará do lado deles.

Kyrie eleison.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário

domingo, 7 de abril de 2019

Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCIX (609) (16 de março de 2019):


Um
Convertido Hoje - III

 
Deus não pode abandonar uma alma,Que já
não O tenha abandonado primeiro.

 
Caríssimo jovem amigo,
Há duas semanas, estes “Comentários” relataram a
história de sua conversão, do deserto de uma universidade moderna à verdade da
Fé católica. Terminou com o seu pedido de conselho, porque você mesmo percebeu
que Deus lhe havia dado a Verdade, mas precisava-se orientar mediante uma
situação muito confusa na Igreja e no mundo. No número da semana passada dos
"Comentários" deram-se conselhos básicos que são válidos para um convertido
católico em geral, ou seja, em todos os tempos e lugares. Este número se ocupará
de oferecer-lhe os conselhos particulares recomendáveis para que veja onde se
encontra no caos atual da Igreja, sem precedentes em todos os vinte séculos da
história desta.
A crise é sem precedentes porque o mundo terá
apenas um final, e estamos-nos aproximando dele. Veja a descrição de Nosso
Senhor mesmo dos últimos tempos (Mt XXIV; Lc XXI), e veja a advertência de São
Paulo, que data de aproximadamente 67 d. C., para estes tempos (II Tim. III,
1-9), especialmente os versículos 5 e 8: os homens estarão com a “mente
corrompida, serão réprobos em relação à fé”, “terão aparência de piedade, mas
negando o que é a sua força. A estes, afastai-os de ti”. Um excelente conselho
para 2019 d.C., porque é importante perceber que hoje os homens em geral e os
católicos em particular não são em seu conjunto “normais”, mas homens que se
encontram em um extremo equivocado de um longo processo de degeneração. O
propósito de tal realização não é nem desprezá-los, nem desesperar-se, mas tomar
a medida certa do que significa viver como católico em um mundo pós-cristão e
anticristão. Em Deus isso pode-se fazer: “Tudo posso naquele que me
fortalece
” (Fl. IV, 13).
O caos na Igreja é especial hoje em dia porque
nunca antes do Vaticano II, nos anos 60, a Igreja oficial em Roma havia-se
afastado oficialmente da Fé Católica. Ora, a Verdade Católica e a Autoridade
Católica foram projetadas por Nosso Senhor para andar de mãos dadas – quando
Pedro for confirmado na Fé (Verdade Católica), então deve confirmar os
outros Apóstolos (Autoridade Católica – Lucas XXII, 32). Assim, a Verdade é o
propósito da Autoridade, mas ela precisa de autoridade para protegê-la. Cada um
precisa do outro, mas no Vaticano II elas se separaram, porque os Papas, os
Cardeais e os Bispos (a Autoridade), magnetizados pelo mundo moderno,
renunciaram à antiga religião (a Verdade). De agora em diante, todos os
católicos deviam ser esquizofrênicos – ou se agarravam à Verdade e abandonavam a
falsa autoridade, ou se agarravam à Autoridade e abandonavam a Verdade, ou
encontravam seu caminho em algum campo intermediário. De agora em diante, cada
ovelha católica tinha de buscar seu próprio caminho através da cerca de espinhos
estabelecida pelos maus pastores do Vaticano II.
A julgar pelos frutos (Mt. VII, 15-20), o
modo de Dom Lefebvre resistir aos falsos pastores sem deixar de reconhecer sua
autoridade provou ser uma das maneiras mais frutíferas de lidar com a confusão
deixada pelo Concílio, mas seus sucessores à frente de sua Fraternidade não se
mostraram fiéis ao seu equilíbrio entre a Verdade e a Autoridade. Mesmo agora
muitos estão se arrastando de volta para a falsa Roma, quando ela é mais falsa
do que nunca! Que isto seja uma advertência para você do perigo de pensar
hoje que a aparência de catolicismo é a mesma coisa que a sua substância
.
Então, como você sabe onde se encontra a substância? A melhor resposta é a de
Nosso Senhor, que se acaba de mencionar: julgue pelos frutos. Por quais frutos?
Pela fé sobrenatural, tal como Deus acaba de lhe dar para que a entenda,
e pela caridade sobrenatural genuína.
Em seguida, misture-se por um tempo com todos os
tipos de católicos, mas ouça mais do que fale. Não tenha pressa para buscar uma
vocação, porque Deus nunca está com pressa (Gál. I, 18; II, 1). Tenha uma
confiança ilimitada em Sua Sabedoria e em Sua Providência, e tenha cuidado para
não agarrar-se incondicionalmente a qualquer líder ou a quaisquer líderes
humanos, até que Deus coloque Sua Igreja em pé novamente (como Ele certamente o
fará). Honre sempre seu pai e sua mãe, por mais equivocados que eles pareçam
estar (Deus não lhes deu a graça que Ele lhe deu). Tenha uma compaixão ilimitada
pela multidão de almas confusas ao seu redor, mas nunca confunda a sinceridade
subjetiva com a verdade objetiva. Ame a Mãe de Deus, e reze todos os dias,
enquanto você puder, todos os 15 Mistérios de Seu Santo Rosário. E que Deus
esteja com você.
Kyrie eleison.
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dias o Santo Rosário.